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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">CtD3yKykzCqP7qpzXvQ4D4s</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001800001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700501</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001800001</article-id>
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          <subject>Editorial</subject>
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        <article-title>A avalia&#231;&#227;o do stent coronariano pela tomografia computadorizada cardiovascular</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Rochitte</surname>
            <given-names>Carlos Eduardo</given-names>
          </name>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">SP</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">USP</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">FM </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>560</fpage>
      <lpage>561</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>06</day>
        <month>03</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o do <italic><bold>stent</bold></italic> coronariano pela tomografia computadorizada cardiovascular</p>
    <p>
      <bold>Carlos Eduardo Rochitte</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150; FMUSP &#150; S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back10">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>O tratamento percut&#226;neo da doen&#231;a arterial coronariana (DAC) apresentou grande evolu&#231;&#227;o com a utiliza&#231;&#227;o das endopr&#243;teses coronariana (<italic>stents</italic>)<sup>1</sup>. A angioplastia coronariana com implante de <italic>stents</italic> &#233;, hoje, o procedimento mais utilizado nessa afec&#231;&#227;o (mais de 80%). O uso de <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos<sup>2</sup> na doen&#231;a multiarterial eleva ainda mais o n&#250;mero de <italic>stents</italic> implantados.</p>
    <p>Paralelamente a esse fen&#244;meno, a tomografia computadorizada cardiovascular (TCC), em particular a angiografia coronariana por tomografia de m&#250;ltiplos detectores (TCMD), est&#225; levando &#224; detec&#231;&#227;o cada vez mais freq&#252;ente de DAC, o que, potencialmente, acarreta maior n&#250;mero de tratamentos percut&#226;neos.</p>
    <p>A expectativa &#233; de que o implante de <italic>stents</italic> atinja um n&#250;mero jamais previsto. Embora o <italic>stent</italic> farmacol&#243;gico tenha diminu&#237;do o porcentual de reestenose, o grande n&#250;mero de implantes e o uso ainda corrente em nosso meio do <italic>stent</italic> n&#227;o-farmacol&#243;gico, em especial pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), fazem com que a reestenose ainda seja um problema cl&#237;nico muito importante.</p>
    <p>A despeito da disponibilidade de outros m&#233;todos n&#227;o-invasivos de diagn&#243;stico de isquemia mioc&#225;rdica (m&#233;todos funcionais), nenhum deles tem a capacidade de localizar a doen&#231;a coronariana anatomicamente e de diferenciar, no paciente com <italic>stent</italic>, se a estenose coronariana significativa se encontra na regi&#227;o do <italic>stent</italic> ou fora dela. Atualmente, a TCC &#233; o &#250;nico m&#233;todo n&#227;o-invasivo capaz de definir anatomicamente (m&#233;todo anat&#244;mico) a DAC e, portanto, localiz&#225;-la precisamente dentro da &#225;rvore coronariana.</p>
    <p>Nesse cen&#225;rio, o artigo de Pinto e cols.<sup>3</sup> ganha grande import&#226;ncia. Esse trabalho, que representa uma das primeiras experi&#234;ncias em nosso meio, teve como caracter&#237;sticas de destaque o aspecto quantitativo e o uso do ultra-som intracoronariano e de um &#250;nico tipo de <italic>stent</italic>. Bem controlado e realizado, esse trabalho mostra o potencial da nova tecnologia de TCC. Uma limita&#231;&#227;o abordada no artigo &#233; o uso dos equipamentos de primeira gera&#231;&#227;o de TCMD, que contavam com apenas quatro colunas de detectores. Na verdade, essa limita&#231;&#227;o constitui, de forma paradoxal, a for&#231;a desse trabalho pioneiro, que demonstra o potencial dos equipamentos atuais de 64 colunas de detectores.</p>
    <p>Recentemente, trabalhamos na constru&#231;&#227;o da primeira Diretriz de Resson&#226;ncia Magn&#233;tica e Tomografia Computadorizada Cardiovasculares (RMC e TCC) da SBC, uma realiza&#231;&#227;o do Grupo de Estudos de Resson&#226;ncia e Tomografia (GERT). Nesse intenso e prazeroso trabalho, ocorreram grandes discuss&#245;es sobre como classificar a indica&#231;&#227;o da avalia&#231;&#227;o do <italic>stent</italic> coronariano por TCC. V&#225;rios cardiologistas de renome, que auxiliaram os especialistas da &#225;rea de TCC, solicitaram fortemente a classifica&#231;&#227;o IIa, sugerindo que o conjunto de informa&#231;&#245;es e opini&#245;es dispon&#237;veis ap&#243;ia essa indica&#231;&#227;o cl&#237;nica. Embora na tabela final tenha recebido classifica&#231;&#227;o IIb, na minha opini&#227;o essa indica&#231;&#227;o poderia ser potencialmente de n&#237;vel IIa, no paciente sintom&#225;tico, tendo em vista a grande evolu&#231;&#227;o tecnol&#243;gica dos equipamentos de 64 colunas de detectores<sup>4</sup>. Essa discuss&#227;o refor&#231;a a import&#226;ncia dos dados quantitativos apresentados por Pinto e cols<sup>3</sup>.</p>
    <p>De fato, a capacidade dos novos tom&#243;grafos de detectar estenose intra-<italic>stent</italic> depende de uma gama de aspectos t&#233;cnicos, como o tipo e o <italic>design</italic> da liga met&#225;lica constituinte do <italic>stent</italic>, o di&#226;metro e a expans&#227;o final do <italic>stent</italic>, o &#226;ngulo do feixe de raio X em rela&#231;&#227;o ao <italic>stent,</italic> a resolu&#231;&#227;o espacial (hoje na marca do voxel isotr&#243;pico de 0,35 mm<sup>3</sup>), as t&#233;cnicas de aquisi&#231;&#227;o e reconstru&#231;&#227;o (como o Kernel de convolu&#231;&#227;o que controla a rela&#231;&#227;o entre defini&#231;&#227;o e ru&#237;do da imagem), a concentra&#231;&#227;o do contraste, a pot&#234;ncia do tubo de raio X, a freq&#252;&#234;ncia e a regularidade card&#237;acas no momento da aquisi&#231;&#227;o, etc. &#201; pela a&#231;&#227;o conjunta desses fatores que se obt&#233;m uma imagem precisa da luz intra-<italic>stent</italic> ou uma imagem com artefatos, em particular um brilho exagerado da malha do <italic>stent</italic> (<italic>blooming</italic>) que invade a luz e imagens escuras intraluminais que mimetizam a hiperplasia neo-intimal, por&#233;m s&#227;o resultados do endurecimento do feixe de raio X (<italic>beam hardening</italic>).</p>
    <p>Novos desenvolvimentos, como aumento do n&#250;mero de detectores, m&#250;ltiplas fontes de raio X e algoritmos de aquisi&#231;&#227;o e reconstru&#231;&#227;o especializados para a visualiza&#231;&#227;o do <italic>stent</italic> coronariano, dever&#227;o melhorar ainda mais a capacidade desses equipamentos de avaliar a estenose intra-<italic>stent</italic>.</p>
    <p>Hoje, com os melhores equipamentos dispon&#237;veis, pode-se visibilizar mais de 50% da luz da maioria dos <italic>stents</italic> comercialmente dispon&#237;veis. Minha experi&#234;ncia e minha impress&#227;o pessoal s&#227;o ainda mais otimistas. Em exame de &#243;tima qualidade, na maioria dos <italic>stents</italic> que chegam para minha avalia&#231;&#227;o a visualiza&#231;&#227;o da luz intra-<italic>stent</italic> &#233; de cerca de 80% a 90%.</p>
    <p>Recentemente, em editorial<sup>5</sup>, tentei responder a uma quest&#227;o comum a todo cardiologista: j&#225; &#233; poss&#237;vel indicar a TCC para o diagn&#243;stico de reestenose de <italic>stent</italic>? A resposta gen&#233;rica foi "sim". No entanto, adverti para o fato de que a literatura ainda carece de maiores informa&#231;&#245;es sobre os aspectos de custo-efetividade. Ainda em tempo e a despeito de meu particular otimismo, devo ressaltar documentos recentes que nos sugerem encarar de forma conservadora a utiliza&#231;&#227;o da TCC em geral. O primeiro &#233; um trabalho multic&#234;ntrico com tecnologia de 16 colunas de detectores<sup>6</sup>, o qual, embora confirme o enorme valor preditivo negativo dessa t&#233;cnica (o exame negativo praticamente descarta doen&#231;a coronariana obstrutiva significativa), alerta para o risco do alto n&#250;mero de falsos positivos, que levaria a mais procedimentos e maior custo. Critico nesse trabalho o fato de segmentos n&#227;o-avali&#225;veis terem sido considerados como positivos para doen&#231;a obstrutiva, o que me parece muito rigoroso e n&#227;o real&#237;stico na cl&#237;nica. Al&#233;m disso, a tecnologia superior de 64 colunas de detectores, j&#225; em uso cl&#237;nico rotineiro, tem trabalho multic&#234;ntrico internacional em fase final de realiza&#231;&#227;o, o que dever&#225; trazer informa&#231;&#245;es sobre a melhor tecnologia dispon&#237;vel. O segundo documento, resultado da opini&#227;o de especialistas americanos em TCC e RMC<sup>7</sup>, considerou a indica&#231;&#227;o da avalia&#231;&#227;o de <italic>stents</italic> por TCC inapropriada no paciente assintom&#225;tico e incerta no sintom&#225;tico. Concordo que, no paciente assintom&#225;tico e sem testes funcionais indicando suspeita de isquemia, n&#227;o h&#225; motivo para a avalia&#231;&#227;o rotineira do <italic>stent</italic>; por&#233;m, com sinais duvidosos ou sugestivos de DAC obstrutiva, a indica&#231;&#227;o da TCC pode trazer benef&#237;cios.</p>
    <p>Assim, a despeito de d&#250;vidas e controv&#233;rsias, o bom senso e o conhecimento dos profissionais adequadamente treinados nos permitir&#227;o utilizar o melhor dessa tecnologia em proveito de nosso paciente, hoje, sem causar danos pelo seu uso excessivo ou indiscriminado.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
    <p>1. Rankin JM, Spinelli JJ, Carere RG, et al. Improved clinical outcome after widespread use of coronary-artery stenting in Canada. N Engl J Med. 1999;341:1957-65.</p>
    <p>2. Sousa JE, Costa MA, Abizaid A, et al. Lack of neointimal proliferation after implantation of sirolimus-coated stents in human coronary arteries: a quantitative coronary angiography and three-dimensional intravascular ultrasound study. Circulation. 2001;103:192-5.</p>
    <p>3. Pinto IMF, Sousa AGMR, Ishikama W, et al. Avalia&#231;&#227;o tardia de endopr&#243;teses coronarianas com sirolimus: compara&#231;&#227;o da tomografia computadorizada por m&#250;ltiplos detectores com a angiografia quantitativa e o ultra-som intracoronariano. Arq Bras Cardiol. 2006; 87:575-82.</p>
    <p>4. Seifarth H, Ozgun M, Raupach R, et al. 64-versus 16-slice CT angiography for coronary artery stent assessment: in vitro experience. Invest Radiol. 2006;41:22-7.</p>
    <p>5. Rochitte CE. Angiotomografia <italic>multislice</italic> no diagn&#243;stico de reestenose de <italic>stent</italic>. J&#225; podemos indicar? Rev Bras Cardiol Invas. 2005;13(1):10-1.</p>
    <p>6. Garcia MJ, Lessick J, Hoffmann MH. Accuracy of 16-row multidetector computed tomography for the assessment of coronary artery stenosis. JAMA. 2006;296:403-11.</p>
    <p>7. Hendel RC. ACCF/ACR/SCCT/SCMR/ASNC/NASCI/SCAI/SIR appropriateness criteria for cardiac computed tomography and cardiac magnetic resonance imaging. J Am Coll Cardiol. 2006;48(7). Electronic Citation: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.acc.org/qualityandscience/clinical/pdfs/CCT.CMR.pdf">http://www.acc.org/qualityandscience/clinical/pdfs/CCT.CMR.pdf</ext-link></p>
    <p>
      <fn id="back10" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Carlos Eduardo Rochitte </p>
        <p> InCor </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as Carvalho de Aguiar, 44 &#150; Andar AB </p>
        <p> 05403-904 &#150; S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rochitte@incor.usp.br">rochitte@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Evaluation of coronary stent by cardiac computed tomography</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>Evaluation of coronary stent by cardiac computed tomography</p>
      <p>
        <bold>Carlos Eduardo Rochitte</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150; FMUSP &#150; S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back10-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>Percutaneous management of coronary artery disease (CAD) has evolved substantially with the introduction of coronary stents<sup>1</sup>. Today, coronary angioplasty with stent implantation accounts for the overwhelming majority of procedures (more than 80%). The use of drug-eluting stents<sup>2</sup> in multivessel disease further increases the number of implanted stents.</p>
      <p>Concurrent with this phenomenon, cardiovascular computed tomography (CCT), particularly multidetector CT (MDCT) coronary angiography, has led to increasingly frequent detection of CAD, thereby augmenting the use of percutaneous treatment.</p>
      <p>Stent implantation is expected to reach unprecedented levels. Although restenosis rates have declined with the advent of drug-eluting stents, the great number of stent implantations and the still current use of bare-metal stents, especially by the Brazilian public health system (SUS), make restenosis a major clinical problem.</p>
      <p>In spite of the fact that other non-invasive methods for diagnosing myocardial ischemia (functional methods) are available, none of them is able to locate the coronary disease anatomically or discriminate - in stented patients - between stenosis within the stent and at its margins. At present, CCT is the only non-invasive method that can define CAD anatomically (anatomical method) and, thereby, locate it accurately within the coronary tree.</p>
      <p>In this context, the work of Pinto et al<sup>3</sup> assumes great importance. The primary results of their study, one of the first of its kind in Brazil, are the quantitative aspect and the use of intravascular ultrasound and a single type of stent. A well-controlled and well-conducted study, it shows the potential of the new CCT technology. A limitation of the study refers to the use of first-generation MDCT scanners, with only four rows of detectors. Paradoxically, this limitation actually turned out to be a strength in this pioneering study, since it shows the potential offered by the current 64-row scanners.</p>
      <p>Recently, we participated in the development of the first Brazilian guidelines for cardiovascular magnetic resonance imaging and computed tomography (CMR and CCT) of the Brazilian Society of Cardiology, conducted by the GERT, Grupo de Estudos de Resson&#226;ncia e Tomografia. During this intense yet pleasurable work, the issue of how to rank CCT indications for assessing coronary stents was marked by a great deal of debate. Several distinguished cardiologists, who assisted the CCT experts, strongly favored the IIa classification, that is to say, suggesting that the body of available information and opinion support this clinical indication. Even though in the final table this indication has been ranked as IIb, I believe that, in the symptomatic patient, it could potentially be considered as IIa level, given the tremendous technological advances offered by 64-slice CT scanners<sup>4</sup>. This discussion emphasizes the importance of the quantitative data presented by Pinto et al<sup>3</sup>.</p>
      <p>In fact, the ability of new scanners to detect in-stent stenosis depends on a range of technical aspects, such as the type and design of the metal alloy the stent is made of, stent final diameter and expansion, the X-ray beam angle relative to the stent, spatial resolution (now with an isotropic voxel size of 0.35 mm<sup>3</sup>), acquisition and reconstruction techniques (such as the convolution kernel that controls the signal-to-noise ratio), contrast agent concentration, X-ray tube capacity, and heart rate and frequency at the time of image acquisition, among others. Depending on how well these factors act together, in-stent luminal images may be accurate or hampered by artifacts, particularly the blooming effect and intraluminal dark images mimicking neointimal hyperplasia, but that are, in fact, the result of beam hardening.</p>
      <p>New developments, such as an increased number of detector rows and multiple X-ray sources, as well as acquisition and reconstruction algorithms to enhance coronary stent visualization, will further improve the ability of these devices to evaluate in-stent stenosis.</p>
      <p>Currently, higher quality CT scans allow visualization of more than 50% of the stent lumen of the vast majority of the commercially available stents. Based on my experience, I am even more optimistic. In high-quality examinations, I have been able to visualize 80% to 90% of in-stent lumen.</p>
      <p>In a recent editorial<sup>5</sup>, I attempted to answer the question faced by all cardiologists: Can CCT already be indicated for diagnosing in-stent restenosis? Generally speaking the answer was yes. However, I warned that a great deal of information about cost-effectiveness remains lacking in the literature. Despite my optimism, it is worth noting that recent papers suggest that CCT use should be viewed conservatively. The first paper reports on a multicenter study using 16-detector-row scanners<sup>6</sup> that, despite confirming this technology's negative predictive value (a negative examination virtually rules out the presence of major obstructive coronary disease), highlights the risk of a high number of false positives that would ultimately increase the number of procedures and costs. My criticism of this study is that segments that could not be evaluated were considered positive for obstructive disease, which seems both overly strict and unrealistic in clinical practice. Additionally, a multicenter, multinational study on the superior technology of 64-slice CT scanners, already in routine use, is in its final phase and may provide new information on the best available technology. The second paper, reflecting the opinion of American specialists in CCT and CMR<sup>7</sup>, deemed inappropriate the indication of stent evaluation by CCT in asymptomatic patients and uncertain in symptomatic patients. I agree that, in the asymptomatic patient for whom functional tests did not suggest ischemia, there is no reason for routine stent evaluation. Nevertheless, in case of equivocal or suggestive signs of obstructive CAD, CCT may be beneficial.</p>
      <p>Therefore, despite all doubts and controversies, the sound judgment and knowledge of appropriately trained professionals will allow us to make the best of this technology, to the advantage of our patients today, without causing any harm by its excessive or indiscriminate use.</p>
      <p>
        <bold> References</bold>
      </p>
      <p>1. Rankin JM, Spinelli JJ, Carere RG, et al. Improved clinical outcome after widespread use of coronary-artery stenting in Canada. N Engl J Med. 1999;341:1957-65.</p>
      <p>2. Sousa JE, Costa MA, Abizaid A, et al. Lack of neointimal proliferation after implantation of sirolimus-coated stents in human coronary arteries: a quantitative coronary angiography and three-dimensional intravascular ultrasound study. Circulation. 2001;103:192-5.</p>
      <p>3. Pinto IMF, Sousa AGMR, Ishikama W, et al. Avalia&#231;&#227;o tardia de endopr&#243;teses coronarianas com sirolimus: compara&#231;&#227;o da tomografia computadorizada por m&#250;ltiplos detectores com a angiografia quantitativa e o ultra-som intracoronariano. Arq Bras Cardiol. 2006; 87: 575-82.</p>
      <p>4. Seifarth H, Ozgun M, Raupach R, et al. 64-versus 16-slice CT angiography for coronary artery stent assessment: in vitro experience. Invest Radiol. 2006;41:22-7.</p>
      <p>5. Rochitte CE. Angiotomografia <italic>multislice</italic> no diagn&#243;stico de reestenose de <italic>stent</italic>. J&#225; podemos indicar? Rev Bras Cardiol Invas. 2005;13(1):10-1.</p>
      <p>6. Garcia MJ, Lessick J, Hoffmann MH. Accuracy of 16-row multidetector computed tomography for the assessment of coronary artery stenosis. JAMA. 2006;296:403-11.</p>
      <p>7. Hendel RC. ACCF/ACR/SCCT/SCMR/ASNC/NASCI/SCAI/SIR appropriateness criteria for cardiac computed tomography and cardiac magnetic resonance imaging. J Am Coll Cardiol. 2006;48(7). Electronic Citation: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.acc.org/qualityandscience/clinical/pdfs/CCT.CMR.pdf">http://www.acc.org/qualityandscience/clinical/pdfs/CCT.CMR.pdf</ext-link></p>
      <p>
        <fn id="back10-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing Address:</p>
          <p>Carlos Eduardo Rochitte</p>
          <p> InCor</p>
          <p> Av. Dr. En&#233;as Carvalho de Aguiar, 44 &#150; Andar AB </p>
          <p> 05403-904 &#150; S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
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