<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="other">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">pBJZcyMR5hRKR3fHH9SCsSf</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00035</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001700035</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700435</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001700035</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Atualiza&#231;&#227;o Cl&#237;nica</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Comportamento das vari&#225;veis cardiovasculares, ventilat&#243;rias e metab&#243;licas durante o exerc&#237;cio: diferen&#231;as entre crian&#231;as e adultos</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Prado</surname>
            <given-names>Danilo Marcelo Leite de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Dias</surname>
            <given-names>Rodrigo Gon&#231;alves</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Trombetta</surname>
            <given-names>Ivani Credidio</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">SP</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade de s&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>e149</fpage>
      <lpage>e155</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>11</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ATUALIZA&#199;&#195;O CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Comportamento das vari&#225;veis cardiovasculares, ventilat&#243;rias e metab&#243;licas durante o exerc&#237;cio: diferen&#231;as entre crian&#231;as e adultos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Danilo Marcelo Leite de Prado; Rodrigo Gon&#231;alves Dias; Ivani Credidio Trombetta</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150; InCor, Faculdade de Medicina da Universidade de s&#227;o Paulo - FMUSP - S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Crian&#231;as, exerc&#237;cio f&#237;sico, comportamento cardiovascular, ventilat&#243;rio e metab&#243;lico.</p>
    <p>Com a crescente popularidade e a &#234;nfase sobre os benef&#237;cios do condicionamento f&#237;sico na crian&#231;a, devemos compreender os aspectos fisiol&#243;gicos relacionados ao exerc&#237;cio na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica. As crian&#231;as n&#227;o devem ser vistas como "miniatura de adultos"<sup>1</sup>, elas s&#227;o &#250;nicas e apresentam particularidades em cada est&#225;gio do seu crescimento. O desenvolvimento dos sistemas musculoesquel&#233;tico, nervoso e end&#243;crino dita, em grande parte, seus limites fisiol&#243;gicos e metab&#243;licos diante do esfor&#231;o<sup>1,2</sup>. Atualmente, tem-se verificado um interesse crescente na pesquisa sobre o crescimento e desenvolvimento fisiol&#243;gico de crian&#231;as e adolescentes e, conseq&#252;entemente, sobre os mecanismos envolvidos no comportamento cardiorrespirat&#243;rio e metab&#243;lico observado na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica durante a pr&#225;tica do exerc&#237;cio f&#237;sico. De fato, certos autores<sup>2-5</sup> atribuem as diferentes respostas fisiol&#243;gicas e metab&#243;licas observadas em crian&#231;as durante a pr&#225;tica do exerc&#237;cio f&#237;sico ao n&#237;vel de matura&#231;&#227;o biol&#243;gica apresentado por elas, j&#225; que &#224; medida que elas crescem, tamb&#233;m desenvolvem quase todas as suas capacidades funcionais.</p>
    <p>Num elegante estudo, Vinet e cols.<sup>3</sup> observaram que crian&#231;as pr&#233;-p&#250;beres apresentam menores valores de d&#233;bito card&#237;aco no pico do exerc&#237;cio, quando comparadas a jovens adultos. Com rela&#231;&#227;o ao metabolismo celular, v&#225;rios estudos t&#234;m observado que as crian&#231;as apresentam uma atenuada efici&#234;ncia na atividade glicol&#237;tica durante a pr&#225;tica do exerc&#237;cio f&#237;sico quando comparadas a indiv&#237;duos adultos<sup>1,5-7</sup>. Na fase do estir&#227;o de crescimento pubert&#225;rio importantes horm&#244;nios (somatotropina, fatores de crescimento semelhantes &#224; insulina e horm&#244;nios ester&#243;ides sexuais) s&#227;o liberados na corrente sang&#252;&#237;nea<sup>1,2</sup>. Nesse per&#237;odo h&#225; aumento da massa corporal magra, e essa mudan&#231;a na composi&#231;&#227;o corporal influencia positivamente o desenvolvimento das capacidades f&#237;sicas e desempenho durante a adolesc&#234;ncia.</p>
    <p>V&#225;rios aspectos das adapta&#231;&#245;es biol&#243;gicas ao exerc&#237;cio em crian&#231;as e adolescentes devem, portanto, ser considerados. Quais altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas em resposta ao exerc&#237;cio ocorrem com a idade, quando crian&#231;as e adolescentes est&#227;o com o mesmo disp&#234;ndio absoluto de pot&#234;ncia ao desempenhar suas tarefas? H&#225; diferen&#231;as significativas nas respostas cardiovasculares, ventilat&#243;rias e metab&#243;licas &#224;s diferentes demandas (subm&#225;xima ou m&#225;xima) de exerc&#237;cio no indiv&#237;duo em crescimento? (<xref ref-type="table" rid="t1">Tab. 1</xref>)</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A seguir ser&#227;o apresentados diferentes estudos que mostram os poss&#237;veis mecanismos morfofuncionais que tornam diferenciada a responsividade cardiovascular, ventilat&#243;ria e metab&#243;lica durante o esfor&#231;o f&#237;sico observado em crian&#231;as.</p>
    <p>
      <bold>Aspectos cardiovasculares</bold>
    </p>
    <p>No que diz respeito aos par&#226;metros cardiovasculares, tais como freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC), volume de eje&#231;&#227;o sist&#243;lico (VS), d&#233;bito card&#237;aco (DC) e diferen&#231;a arteriovenosa de oxig&#234;nio (diferen&#231;a a-vO<sub>2</sub>), &#233; sabido que a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica apresenta um comportamento diferenciado tanto no n&#237;vel subm&#225;ximo como no m&#225;ximo de esfor&#231;o, em rela&#231;&#227;o ao observado em seus cong&#234;neres adultos<sup>2,3,8,9</sup>. As poss&#237;veis causas podem ser: 1) menor volume card&#237;aco e sang&#252;&#237;neo<sup>2,3,8</sup>; 2) maior estimula&#231;&#227;o dos quimiorreceptores perif&#233;ricos<sup>8</sup>; 3) n&#237;veis mais baixos de catecolaminas circulantes<sup>10</sup>; 4) menor responsividade dos receptores beta-adren&#233;rgicos<sup>11</sup> e 5) diferen&#231;a no ajuste dos mecanismos de termorregula&#231;&#227;o<sup>12,13</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>A freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca, um importante par&#226;metro utilizado no controle de intensidade do treinamento f&#237;sico, apresenta uma resposta exacerbada em crian&#231;as<sup>2,3,8,9,12</sup>. Para Vinet e cols.<sup>3</sup>, essa maior atividade cronotr&#243;pica observada em crian&#231;as para uma mesma demanda de trabalho deve-se a um mecanismo compensat&#243;rio relacionado ao menor volume do cora&#231;&#227;o, menor volume sang&#252;&#237;neo e, subseq&#252;entemente, a um menor volume de eje&#231;&#227;o sist&#243;lico (<xref ref-type="fig" rid="figura1">fig. 1</xref>). Turley &amp; Wilmore<sup>8</sup>, por sua vez, atribuem a essa resposta cronotr&#243;pica exacerbada a maior ativa&#231;&#227;o dos quimiorreceptores perif&#233;ricos em rela&#231;&#227;o a um maior ac&#250;mulo de subprodutos do metabolismo muscular. Segundo esses autores, essa maior estimula&#231;&#227;o aferente observada em crian&#231;as pode estar relacionada ao recrutamento de menor quantidade absoluta de tecido muscular para uma mesma demanda de trabalho, impondo maior solicita&#231;&#227;o mec&#226;nica por unidade de m&#250;sculo.</p>
    <fig id="figura1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Esse parece ser o caso, pois estudos comparando a resposta cronotr&#243;pica em indiv&#237;duos adultos para uma mesma demanda de trabalho encontraram maior freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca para os exerc&#237;cios realizados com pequenos grupos musculares, em rela&#231;&#227;o aos que utilizaram os grandes grupos musculares<sup>14,15</sup>. Entretanto Turley<sup>16</sup>, em sua investiga&#231;&#227;o com o prop&#243;sito de analisar a influ&#234;ncia metaborreflexa no cronotropismo durante o exerc&#237;cio isom&#233;trico, observou que o metaborreflexo muscular influencia de modo semelhante a resposta cronotr&#243;pica entre crian&#231;as e adultos.</p>
    <p>Para Bar-Or<sup>12</sup>, o maior cronotropismo observado em crian&#231;as para uma dada intensidade subm&#225;xima de exerc&#237;cio pode estar relacionado em parte &#224;s diferen&#231;as na modula&#231;&#227;o da temperatura corporal. As crian&#231;as apresentam uma reduzida capacidade evaporativa de dissipa&#231;&#227;o do calor corporal, em raz&#227;o de que dependem mais das vias da convec&#231;&#227;o e radia&#231;&#227;o<sup>12,13</sup>. A efetiva perda de calor por essas vias (convec&#231;&#227;o e radia&#231;&#227;o) aumenta a redistribui&#231;&#227;o do fluxo sang&#252;&#237;neo para as &#225;reas superficiais corporais &#224;s expensas do volume sang&#252;&#237;neo central, provocando desse modo um desvio para cima da frequ&#234;ncia card&#237;aca (desvio cardiovascular) para manuten&#231;&#227;o de um dado d&#233;bito.</p>
    <p>
      <bold>Volume de eje&#231;&#227;o sist&#243;lico</bold>
    </p>
    <p>O volume de eje&#231;&#227;o sist&#243;lico, ou seja, a quantidade de sangue ejetada do ventr&#237;culo esquerdo durante uma s&#237;stole, apresenta uma cin&#233;tica curvil&#237;nea em crian&#231;as durante o exerc&#237;cio f&#237;sico progressivo<sup>3,9,17,18</sup>, o mesmo comportamento observado em indiv&#237;duos adultos<sup>19,20</sup>. Num elegante estudo, Rowland e cols.<sup>17</sup>, utilizando a ecocardiografia com Doppler e bidimensional atribuiu, a esse comportamento curvil&#237;neo (plat&#244;) os seguintes mecanismos: 1) a vasodilata&#231;&#227;o perif&#233;rica desempenhando um importante papel no aumento inicial do VS (menor p&#243;s-carga); 2) valores mais altos de freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca nas cargas mais elevadas de trabalho, mantendo est&#225;vel o VS (plat&#244;) e a dimens&#227;o diast&#243;lica ventricular esquerda e 3) a maior responsividade em rela&#231;&#227;o a contratilidade (inotropismo) auxiliando na manuten&#231;&#227;o do VS em rela&#231;&#227;o as cargas mais elevadas de trabalho.</p>
    <p>J&#225; para Nottin e cols.<sup>18</sup>, o comportamento curvil&#237;neo observado em crian&#231;as deve-se a uma combina&#231;&#227;o de pr&#233;-carga, p&#243;s-carga e contratilidade mioc&#225;rdica. Segundo os autores<sup>18</sup>, o principal achado da presente investiga&#231;&#227;o foi o fato de que crian&#231;as e adultos utilizam mecanismos similares em rela&#231;&#227;o a adapta&#231;&#227;o do VS diante do exerc&#237;cio f&#237;sico progressivo. Apesar da cin&#233;tica do VS ser semelhante entre crian&#231;as e adultos, a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica apresenta uma resposta inotr&#243;pica atenuada e, como conseq&#252;&#234;ncia, menores valores de VS, tanto no repouso como durante a realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio (subm&#225;ximo ou m&#225;ximo), em rela&#231;&#227;o ao observado em seus cong&#234;neres adultos<sup>2,3,8,9</sup> (<xref ref-type="fig" rid="figura2">fig. 2</xref>). Os poss&#237;veis mecanismos sugeridos para essa atenuada atividade sist&#243;lica observada em crian&#231;as s&#227;o: 1) menor volume card&#237;aco e sang&#252;&#237;neo<sup>2,3,8</sup>; 2) n&#237;veis mais baixos de catecolaminas circulantes<sup>10</sup>; 3) menor responsividade dos receptores beta-adren&#233;rgicos<sup>11</sup> e 4) menor inotropismo das c&#233;lulas mioc&#225;rdicas<sup>21</sup>.</p>
    <fig id="figura2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Para Rowland e cols.<sup>9</sup>, o menor VS observado em crian&#231;as tanto no repouso como durante o exerc&#237;cio f&#237;sico est&#225; estreitamente relacionado aos aspectos morfol&#243;gicos (menor volume card&#237;aco e menor volume sang&#252;&#237;neo) e n&#227;o aos funcionais, conforme postulado por outros estudos<sup>11,21</sup>. Segundo os autores, n&#227;o h&#225; ind&#237;cios de que a contratilidade mioc&#225;rdica possa ser menor em crian&#231;as e tenda a aumentar na maturidade f&#237;sica. Os autores chegaram a essa conclus&#227;o observando valores id&#234;nticos entre crian&#231;as e adultos para o tempo de intervalo sist&#243;lico (marcador da contratilidade mioc&#225;rdica) e na fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda, quantificada por meio da ecocardiografia.</p>
    <p>
      <bold>D&#233;bito card&#237;aco</bold>
    </p>
    <p>O d&#233;bito card&#237;aco, ou seja, o produto da frequ&#234;ncia card&#237;aca pelo volume de eje&#231;&#227;o sist&#243;lico pode ser definido como o volume de sangue ejetado do ventr&#237;culo esquerdo a cada minuto<sup>22</sup>. De fato, essa vari&#225;vel apresenta menores valores para todos os n&#237;veis de intensidade relativa de exerc&#237;cio na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica<sup>3,8,23</sup> (<xref ref-type="fig" rid="figura3">fig.3</xref>). Para Vinet e cols.<sup>3</sup>, os menores valores de d&#233;bito card&#237;aco observados em crian&#231;as para uma determinada demanda de trabalho est&#227;o relacionados principalmente ao menor volume sang&#252;&#237;neo e card&#237;aco. Turley &amp; Wilmore<sup>8</sup> observaram que o d&#233;bito card&#237;aco para uma dada demanda de trabalho (VO<sub>2</sub>) foi de 1,0 a 2,9 l/min mais baixo em crian&#231;as, em rela&#231;&#227;o ao verificado em indiv&#237;duos adultos ao se exercitarem tanto em bicicleta como em esteira ergom&#233;trica, respectivamente. Os autores<sup>8</sup> atribu&#237;ram esses achados ao menor volume card&#237;aco, assim como ao menor volume de eje&#231;&#227;o sist&#243;lico.</p>
    <fig id="figura3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf03.jpg"/></fig>
    <p>J&#225; Miyamura e cols.<sup>23</sup> observaram em estudos transversais que o d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo aumentou de 12,5 para 21,1 l/min em garotos com idade entre dez e vinte anos, respectivamente. Segundo Malina &amp; Bouchard<sup>2</sup>, as dimens&#245;es do cora&#231;&#227;o aumentam no transcorrer da idade at&#233; o alcance da matura&#231;&#227;o biol&#243;gica paralelamente ao crescimento da massa corporal, e esse aumento est&#225; relacionado tanto com a eleva&#231;&#227;o do volume de eje&#231;&#227;o sist&#243;lico como do d&#233;bito card&#237;aco.</p>
    <p>
      <bold>Diferen&#231;a a-vO<sub>2</sub></bold>
    </p>
    <p>A diferen&#231;a arteriovenosa de oxig&#234;nio pode ser definida como a diferen&#231;a no conte&#250;do de oxig&#234;nio entre o sangue arterial e venoso misto<sup>22</sup>. Essa vari&#225;vel fisiol&#243;gica reflete a efici&#234;ncia na extra&#231;&#227;o de oxig&#234;nio em n&#237;vel perif&#233;rico por parte dos tecidos metabolicamente ativos. De fato, para uma determinada intensidade subm&#225;xima absoluta de exerc&#237;cio (VO<sub>2</sub>), as crian&#231;as apresentam valores mais elevados de diferen&#231;a a-vO<sub>2</sub> para compensar o menor d&#233;bito card&#237;aco em rela&#231;&#227;o ao observado em suas contrapartes adultas<sup>2,8,24</sup> (<xref ref-type="fig" rid="figura4">fig. 4</xref>). Para Turley &amp; Wilmore<sup>8</sup>, a maior efici&#234;ncia observada em crian&#231;as no que concerne &#224; extra&#231;&#227;o de oxig&#234;nio em n&#237;vel perif&#233;rico est&#225; relacionada: 1) &#224; intensifica&#231;&#227;o na libera&#231;&#227;o de oxig&#234;nio pela hemoglobina em raz&#227;o de maior ac&#250;mulo de coprodutos do metabolismo tecidual, assim como maior produ&#231;&#227;o de calor por unidade de m&#250;sculo (efeito Bohr); e 2) &#224; maior vasodilata&#231;&#227;o das arter&#237;olas que irrigam os m&#250;sculos ativos com poss&#237;vel aumento da perfus&#227;o sang&#252;&#237;nea muscular. Primeiramente, as crian&#231;as gastam mais energia por quilograma de peso para desempenhar o mesmo trabalho que os adultos (elas apresentam uma economia de energia muito pobre, durante o exerc&#237;cio); esse &#233; o motivo de a crian&#231;a produzir uma quantidade maior de calor relativo &#224; sua massa corporal do que produzem os adultos para o desempenho do mesmo trabalho<sup>2</sup>. Esse mecanismo, conhecido como efeito Bohr, &#233; um fator crucial para a maior descarga de oxig&#234;nio pela hemoglobina<sup>22,25</sup>.</p>
    <fig id="figura4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf04.jpg"/></fig>
    <p>Koch<sup>26,27</sup> observou, em crian&#231;as ao se exercitarem em cicloerg&#244;metro, maior perfus&#227;o sang&#252;&#237;nea muscular em rela&#231;&#227;o ao verificado em indiv&#237;duos adultos para uma mesma demanda de trabalho. No entanto, para n&#237;veis m&#225;ximos de trabalho, a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica apresenta menores valores<sup>3,9</sup>. Rowland e cols.<sup>9</sup> observaram valores mais baixos de diferen&#231;a a-vO<sub>2</sub> no pico do exerc&#237;cio em crian&#231;as em rela&#231;&#227;o ao verificado em indiv&#237;duos adultos, sendo esses valores de 13,9 e 17,2 ml/100ml, respectivamente. Segundo os autores<sup>9</sup>, esse achado pode ser explicado em parte pela menor concentra&#231;&#227;o de oxig&#234;nio no sangue arterial, refletida por n&#237;veis mais baixos de hemoglobina circulante conforme observado em crian&#231;as<sup>2,8</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Aspectos ventilat&#243;rios</bold>
    </p>
    <p>Os volumes e as capacidades pulmonares est&#225;ticas, como volume corrente, volume de reserva inspirat&#243;rio, volume de reserva expirat&#243;rio, capacidade vital for&#231;ada, volume pulmonar residual e capacidade pulmonar total, assim como os volumes pulmonares din&#226;micos, tais como volume expirat&#243;rio for&#231;ado e ventila&#231;&#227;o volunt&#225;ria m&#225;xima, fornecem ind&#237;cios da evolu&#231;&#227;o e da efici&#234;ncia funcional do crescimento do sistema respirat&#243;rio da crian&#231;a<sup>2</sup>. Esses volumes e capacidades apresentam altera&#231;&#245;es acentuadas com a idade, com todos os volumes pulmonares aumentando at&#233; o final do crescimento<sup>2,22</sup>.</p>
    <p>Altera&#231;&#245;es desses volumes e capacidades, no entanto, combinam com as altera&#231;&#245;es da ventila&#231;&#227;o m&#225;xima que podem ser conseguidas durante o exerc&#237;cio exaustivo; essa ventila&#231;&#227;o m&#225;xima &#233; denominada ventila&#231;&#227;o expirat&#243;ria m&#225;xima (VEm&#225;x), ou ventila&#231;&#227;o minuto m&#225;xima<sup>22</sup>. Por exemplo, estudos transversos mostram que a m&#233;dia da VEm&#225;x &#233; de aproximadamente 40 l/min para meninos de quatro a seis anos de idade, e aumenta para 110 a 140 l/min na maturidade completa. Essas altera&#231;&#245;es est&#227;o associadas ao crescimento do sistema pulmonar, o qual acompanha os padr&#245;es gerais de crescimento da crian&#231;a<sup>22</sup>. Para Malina &amp; Bouchard<sup>2</sup>, o aumento dos volumes e das capacidades pulmonares, tanto est&#225;ticos quanto din&#226;micos, est&#227;o intimamente relacionados com o crescimento em estatura da crian&#231;a.</p>
    <p>
      <bold>Ventila&#231;&#227;o minuto</bold>
    </p>
    <p>A ventila&#231;&#227;o minuto (VE), ou seja, o produto da freq&#252;&#234;ncia respirat&#243;ria (FR) pelo volume corrente (VC), pode ser definida como o volume de ar movimentado pelos pulm&#245;es a cada minuto<sup>22</sup>. De fato, vari&#225;veis ventilat&#243;rias como FR, VC e VE est&#227;o estreitamente associadas com as caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas da crian&#231;a, particularmente massa corporal e estatura<sup>28</sup>. Rowland &amp; Cunningham<sup>4</sup> observaram em crian&#231;as pr&#233;-p&#250;beres que, com o avan&#231;ar da idade, a FR mostra um decl&#237;nio progressivo e o VC apresenta um aumento linear estabilizando-se na maturidade f&#237;sica, tanto para uma dada intensidade subm&#225;xima como para m&#225;xima de trabalho.</p>
    <p>Quando as crian&#231;as s&#227;o submetidas a uma determinada intensidade subm&#225;xima absoluta de exerc&#237;cio, por exemplo 60 watts em um cicloerg&#244;metro, a intensidade das respostas ventilat&#243;rias mostra-se exacerbada em rela&#231;&#227;o ao verificado em indiv&#237;duos adultos, diminuindo progressivamente com o transcorrer da idade<sup>2,4</sup>. Rowland &amp; Cunningham<sup>4</sup> verificaram, num per&#237;odo de cinco anos, um decl&#237;nio progressivo na vari&#225;vel equivalente ventilat&#243;ria de oxig&#234;nio (VE/VO<sub>2</sub>) tanto para uma determinada intensidade subm&#225;xima absoluta como para o pico do esfor&#231;o (<xref ref-type="fig" rid="figura5">fig. 5</xref>).</p>
    <fig id="figura5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf05.jpg"/></fig>
    <p>Parte da explica&#231;&#227;o para essa menor efici&#234;ncia ventilat&#243;ria observada na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica relaciona&#150;se &#224; mec&#226;nica da ventila&#231;&#227;o. De fato, Lanteri &amp; Sly<sup>29</sup> verificaram que, com o avan&#231;ar da idade, h&#225; eleva&#231;&#227;o progressiva na complac&#234;ncia do tecido pulmonar e diminui&#231;&#227;o da resist&#234;ncia ao fluxo a&#233;reo. Em contrapartida, Springer e cols.<sup>30</sup>, assim como Gratas-Delamarche e cols.<sup>31</sup>, atribuem a menor efici&#234;ncia ventilat&#243;ria observada em crian&#231;as, a mecanismos neuro-humorais. Segundo esses autores, as crian&#231;as apresentam um <italic>setpoint</italic> dos quimiorreceptores perif&#233;ricos mais baixo para modula&#231;&#227;o da PCO<sub>2</sub> arterial, resultando em uma hiperpn&#233;ia exacerbada. Esses dados s&#227;o refletidos por valores mais elevados de VE/VO<sub>2</sub> para uma mesma demanda metab&#243;lica, em compara&#231;&#227;o a seus cong&#234;neres adultos.</p>
    <p>Para n&#237;veis m&#225;ximos de trabalho, no entanto, as crian&#231;as apresentam menores valores de ventila&#231;&#227;o minuto. Rowland &amp; Cunningham<sup>4</sup> observaram uma rela&#231;&#227;o positiva entre idade cronol&#243;gica e ventila&#231;&#227;o minuto m&#225;xima. J&#225; Prioux e cols.<sup>32</sup> verificaram uma rela&#231;&#227;o direta entre aumento de massa corporal magra e ventila&#231;&#227;o minuto m&#225;xima. Rutenfranz e cols.<sup>33</sup> observaram em crian&#231;as com idade entre oito e dezessete anos a exist&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o positiva entre estatura e ventila&#231;&#227;o minuto m&#225;xima.</p>
    <p>Certamente, os valores mais elevados de VE no pico do exerc&#237;cio, alcan&#231;ados pela popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica com o avan&#231;ar da idade, est&#227;o relacionados com os n&#237;veis de matura&#231;&#227;o som&#225;tica, apresentando uma rela&#231;&#227;o direta com o crescimento do sistema pulmonar<sup>2,32,33</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Aspectos metab&#243;licos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Metabolismo anaer&#243;bico</bold>
    </p>
    <p>A produ&#231;&#227;o de energia anaer&#243;bica &#233; importante, pois muitas das atividades realizadas por crian&#231;as envolvem explos&#245;es de disp&#234;ndio de energia ou <italic>sprints</italic>, ao contr&#225;rio de atividades de intensidade moderada por per&#237;odos mais prolongados<sup>2</sup>. As necessidades energ&#233;ticas da crian&#231;a em exerc&#237;cio, portanto, nem sempre podem ser atendidas pela predomin&#226;ncia das propriedades oxidativas do tecido muscular em atividade, quando os mecanismos de produ&#231;&#227;o de energia anaer&#243;bia devem entrar em cena para permitir a realiza&#231;&#227;o dessas tarefas.</p>
    <p>De fato, a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica apresenta menor capacidade anaer&#243;bica em rela&#231;&#227;o ao verificado em indiv&#237;duos adultos<sup>1,2,5-7</sup>, n&#227;o sendo poss&#237;vel identificar um fator morfol&#243;gico, fisiol&#243;gico ou bioqu&#237;mico isolado que determine essa menor capacidade de desempenho sob condi&#231;&#245;es de anaerobiose. Pelo contr&#225;rio, a menor efici&#234;ncia anaer&#243;bica observada em crian&#231;as adv&#233;m da intera&#231;&#227;o desses fatores, da qual algumas das poss&#237;veis explica&#231;&#245;es para essa atenuada capacidade anaer&#243;bica s&#227;o: 1) diferen&#231;as no padr&#227;o de recrutamento das unidades motoras<sup>1,34</sup>; 2) diferen&#231;as na tipagem das fibras musculares esquel&#233;ticas<sup>1,35,36</sup>; 3) n&#237;veis tissulares mais baixos de glicog&#234;nio intramuscular<sup>1,37-39</sup>; 4) reduzida atividade de cat&#225;lise das enzimas glicol&#237;ticas-chave como a fosfofrutoquinase (PFK) e a lactato desidrogenase (LDH)<sup>1,2,6,7,38</sup> e 5) reduzida atividade glicogenol&#237;tica muscular por modifica&#231;&#227;o covalente<sup>40</sup>. Evid&#234;ncias sugerem que parte da melhoria observada no desempenho anaer&#243;bico em crian&#231;as, &#224; medida que crescem, deve-se ao aumento da mieliniza&#231;&#227;o das fibras nervosas no c&#243;rtex motor<sup>22</sup>, melhorando desse modo a coordena&#231;&#227;o e ativa&#231;&#227;o das unidades motoras<sup>34</sup>.</p>
    <p>Num elegante estudo, Atomi e cols.<sup>35</sup> observaram que a &#225;rea porcentual das fibras musculares oxidativas (tipo I) &#233; maior em crian&#231;as antes da puberdade, quando comparada &#224; das fibras musculares glicol&#237;ticas (tipo II). Al&#233;m disso, existem evid&#234;ncias em estudos transversais de que crian&#231;as possuem uma alta porcentagem de fibras musculares oxidativas em rela&#231;&#227;o &#224;s fibras musculares glicol&#237;ticas, comparando-se com adultos, sugerindo a possibilidade de mudan&#231;a com maior participa&#231;&#227;o das fibras musculares glicol&#237;ticas com o avan&#231;ar da idade<sup>36</sup>. Dentro de um outro espectro, estudos<sup>37,38</sup> mostram que o conte&#250;do tissular de glicog&#234;nio muscular em crian&#231;as &#233; cerca de 50% a 60% da concentra&#231;&#227;o de adultos.</p>
    <p>Eriksson &amp; Saltin<sup>39</sup> observaram em crian&#231;as com m&#233;dia de idade de 11,6 anos uma concentra&#231;&#227;o de glicog&#234;nio intramuscular por volta de 54 mmol/kg, e em crian&#231;as com m&#233;dia de idade de 12,6, 13,5, e 15,5 anos os n&#237;veis desse substrato energ&#233;tico foram de 70, 69 e 87 mmol/kg, respectivamente. Em outra investiga&#231;&#227;o, Eriksson e cols.<sup>37</sup> encontraram uma atividade de cat&#225;lise cerca de 50% mais baixa para a enzima fosfofrutoquinase (PFK) em crian&#231;as pr&#233;-p&#250;beres, em rela&#231;&#227;o ao observado em indiv&#237;duos adultos. Confirmando essa imaturidade glicol&#237;tica observada em crian&#231;as, &#233; sabido que elas apresentam menor taxa de convers&#227;o do glicog&#234;nio muscular em lactato para refosforila&#231;&#227;o dos estoques limitados de ATP, durante atividades de car&#225;ter de predom&#237;nio tanto aer&#243;bico quanto anaer&#243;bico. Parte da explica&#231;&#227;o para essa reduzida atividade glicogenol&#237;tica muscular relaciona-se a menor libera&#231;&#227;o de epinefrina, o que pode estar associado com uma baixa atividade nervosa simp&#225;tica, refletindo uma atenuada ativa&#231;&#227;o da glicogen&#243;lise muscular por modifica&#231;&#227;o covalente<sup>9</sup>.</p>
    <p>A quantifica&#231;&#227;o da influ&#234;ncia dos aspectos maturacionais biol&#243;gicos sobre o metabolismo energ&#233;tico infantil pode ser analisada por meio da espectroscopia por resson&#226;ncia nuclear magn&#233;tica de f&#243;sforo. Num elegante estudo, Zanconato e cols.<sup>40</sup> verificaram que as crian&#231;as apresentam um menor aumento na rela&#231;&#227;o entre fosfato inorg&#226;nico/creatina fosfato (Pi/PC) e menor diminui&#231;&#227;o do pH intramuscular, em rela&#231;&#227;o ao observado em suas contrapartes adultas, sugerindo que a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica apresenta menor capacidade de ativa&#231;&#227;o da refosforila&#231;&#227;o do ATP atrav&#233;s das vias anaer&#243;bias (al&#225;tica e l&#225;tica) durante o exerc&#237;cio f&#237;sico de alta intensidade.</p>
    <p>
      <bold>Metabolismo aer&#243;bico</bold>
    </p>
    <p>O metabolismo aer&#243;bico, tamb&#233;m denominado oxidativo, est&#225; relacionado diretamente com a capacidade dos tecidos metabolicamente ativos (musculatura esquel&#233;tica) em atender &#224;s demandas de ATP do exerc&#237;cio, por meio das rea&#231;&#245;es acopladas do ciclo de Krebs e da cadeia de transporte de el&#233;trons que se processam nas mitoc&#244;ndrias<sup>22</sup>. Os fatores que ir&#227;o caracterizar uma alta capacidade oxidativa tecidual perif&#233;rica s&#227;o<sup>41</sup>: 1) maior quantidade das fibras musculares esquel&#233;ticas do tipo I; 2) maior densidade mitocondrial; 3) maior concentra&#231;&#227;o e atividade de cat&#225;lise das enzimas oxidativas e 4) maior densidade capilar.</p>
    <p>Conforme abordado antes, diferentes estudos<sup>1,35,36</sup> observaram em crian&#231;as um alto percentual de fibras do tipo I sugerindo maior capacidade oxidativa perif&#233;rica em rela&#231;&#227;o &#224;s suas contrapartes adultas. Em sua investiga&#231;&#227;o, Haralambie<sup>42</sup> verificou que as enzimas oxidativas do ciclo de Krebs (isocitrato desidrogenase, fumarase e malato desidrogenase) apresentam atividade de cat&#225;lise exacerbada em crian&#231;as, quando comparadas aos adultos. No mesmo estudo, o autor observou uma diferen&#231;a na raz&#227;o da fosfofrutoquinase/isocitrato desidrogenase entre crian&#231;as e adultos (0,884 e 1,633, respectivamente), indicando maior taxa de oxida&#231;&#227;o do piruvato por parte da popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica.</p>
    <p>Utilizando os procedimentos da espectroscopia por resson&#226;ncia nuclear magn&#233;tica de f&#243;sforo, Zanconato e cols.<sup>40</sup> sugeriram que crian&#231;as apresentam uma taxa elevada de fosforila&#231;&#227;o oxidativa durante exerc&#237;cios intensos, atribuindo esse achado tanto &#224; maior densidade capilar como &#224; mitocondrial. No entanto, Bell e cols.<sup>43</sup> encontraram uma rela&#231;&#227;o entre volume mitocondrial e miofibrilar similar entre crian&#231;as pr&#233;-p&#250;beres e indiv&#237;duos adultos.</p>
    <p>Rowland e cols.<sup>44</sup>, utilizando a an&#225;lise dos gases expirados (ergoespirometria) como forma indireta de inferir a mistura de macronutrientes que est&#225; sendo metabolizada durante um exerc&#237;cio f&#237;sico em ritmo est&#225;vel (<italic>steady&#150;state</italic>)<sup>1</sup>, observaram que, para uma determinada intensidade subm&#225;xima absoluta de exerc&#237;cio, crian&#231;as pr&#233;-p&#250;beres apresentam valores significantemente menores de RER (raz&#227;o da troca respirat&#243;ria) em rela&#231;&#227;o a indiv&#237;duos adultos. Esses dados sugerem que as crian&#231;as s&#227;o mais adaptadas para a utiliza&#231;&#227;o das gorduras como fonte provedora de energia durante um exerc&#237;cio em ritmo est&#225;vel, o que pode estar associado a um maior maquinismo metab&#243;lico, isto &#233; (maior densidade mitocondrial e maior concentra&#231;&#227;o e atividade das enzimas oxidativas)<sup>1,22</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es Finais</bold>
    </p>
    <p>As crian&#231;as, ainda em fase de crescimento, apresentam tanto as caracter&#237;sticas morfol&#243;gicas quanto as funcionais em processo de desenvolvimento. Muitas dessas caracter&#237;sticas maturacionais-dependentes respondem de modo diferenciado ao estresse fisiol&#243;gico induzido pelo exerc&#237;cio f&#237;sico. &#201; importante levarmos em considera&#231;&#227;o essas particularidades apresentadas pelo organismo infantil, em que o correto entendimento dos aspectos fisiol&#243;gicos e metab&#243;licos durante a realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio f&#237;sico &#233; de suma import&#226;ncia para uma correta prescri&#231;&#227;o do treinamento f&#237;sico. Dessa forma, um programa de treinamento f&#237;sico para a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica merece aten&#231;&#227;o e cuidados em sua formula&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
    <p>1. Boisseau N, Delamarche P. Metabolic and hormonal responses to exercise in children and Adolescents. Sports Med 2000; 30 (6): 405-22.</p>
    <p>2. Malina R, Bouchard C. Growth, Maturation, and Physical Activity. Human Kinects Books 1991.</p>
    <p>3. Vinet A, Nottin S, Lecoq A, Obert P. Cardiovascular responses to progressive cycle exercise in healthy children and adults. Int J Sports Med 2002; 23: 242-6.</p>
    <p>4. Rowland TW, Cunningham LN. Developmental of ventilatory responses to exercise in normal white children. Chest 1997; 111: 327-32.</p>
    <p>5. Falgairette G, Bedu M, Fellmann N, Van-Praagh E, Coudert J. Bio-energetic profile in 144 boys aged from 6 to 15 years with special reference to sexual maturation . Eur J Appl Physiol 1991; 62: 151-6.</p>
    <p>6. Inbar O, Bar-Or O. Anaerobic characteristics in male children and adolescents. Med Sci Sports Exerc 1986; 18 (3): 264-9.</p>
    <p>7. Kuno S, Takahashi H, Fujimoto K, et al. Muscle metabolism during exercise using phosphorus- 31 nuclear magnetic resonance spectroscopy in adolescents. Eur J Appl Physiol 1995; 70: 301-4.</p>
    <p>8. Turley K, Wilmore JH. Cardiovascular responses to treadmill and cycle ergometer exercise in children and adults. J Appl Physiol 1997; 83 (3): 948-57.</p>
    <p>9. Rowland TW. Developmental exercise physiology. Human Kinects Books; 1996.</p>
    <p>10. Lehmann M, Keul J, Korsten-Reck U. The influence of graduated treadmill exercise on plasma catecholamines, aerobic and anaerobic capacity in boys and adults. Eur J Appl Physiol 1981; 47: 301-11.</p>
    <p>11. Midedeke M, Remien J, Holzgreve H. The influence of sex, age, blood pressure, and physical stress on beta-2 adrenoceptor density of mononuclear cells. J Hypertens 1984; 2: 261-4.</p>
    <p>12. Bar-Or O. Pediatric Sports Medicine for the Practitioner. Springer-Verlag; 1983.</p>
    <p>13. Delamarche P, Bittel J, Lacour JR, Flandrois R. Thermoregulation at rest and during exercise in prepubertal boys. Eur J Appl Physiol Occup Physiol 1990; 60 (6): 436-40.</p>
    <p>14. Lewis SF, Snell PG, Taylor WF, et al. Role of muscle mass and mode of contraction in circulatory responses to exercise. J Appl Physiol 1985; 58: 146-51.</p>
    <p>15. Stenberg J, Astrand PO, Ekblom B, Royce J, Saltin B. Hemodynamic response to work with different muscle groups, sitting and supine. J Appl Physiol 1967; 22: 61-70.</p>
    <p>16. Turley K. The chemoreflex: adult versus child comparison. Med Sci Sports Exerc. 2005; 37 (3): 418-25.</p>
    <p>17. Rowland TW, Potts J, Potts T, Sandor G, Goff D, Ferrone L. Cardiac responses to progressive exercise in normal children: a synthesis. Med Sci Sports Exerc 2000; 32: 253-9.</p>
    <p>18. Nottin S, Vinet A, Stecken F, et al. Central and peripheral cardiovascular adaptations during a maximal cycle exercise in boys and men. Med Sci Sports Exerc 2002; 33 (3): 456-63.</p>
    <p>19. Ginzton LE, Conant R, Brizendine M, Lacks MM. Effect of long- term high intensity aerobic training on left ventricular volume during maximal upright exercise. J Am Coll Cardiol 1989; 14: 364-71.</p>
    <p>20. Hossack KF, Bruce RA. Maximal cardiac function in sedentary normal men and women: comparison of age related changes. J Appl Physiol 1982; 53: 799-804.</p>
    <p>21. Turley K. Cardiovascular responses to exercise in children. Sports Med 1997; 24: 241-57.</p>
    <p>22. Wilmore JH, Costill DL. Physiology of sport and exercise. Human Kinects Books; 1999.</p>
    <p>23. Miyamura M, Honda Y. Maximum cardiac output related to sex and age. Jap J Physiol 1973; 23: 645-56.</p>
    <p>24. Bar-Or O, Shepard RJ, Allen CL. Cardiac output of 10- to 13- year-old boys and girls during submaximal exercise. J Appl Physiol 1971; 30: 219-23.</p>
    <p>25. Saltin B, Kiens B, Savard G, Pedersen PK. Role of hemoglobin and capillarization for oxygen delivery and extraction in muscular exercise. Acta Physiol Scand 1986; 128: 21-32.</p>
    <p>26. Koch, G. Muscle blood flow after ischemic work and during bicycle ergometer work in boys aged 12 years. Acta Paediatr Belg 1974; 28: 29-39.</p>
    <p>27. Koch, G. Muscle blood flow in prepubertal boys. Med Sport Sci 1978; 11: 39-46.</p>
    <p>28. Mercier J, Varray A, Ramonatxo M, Mercier B, Prefaut C. Influence of anthropometric characteristics on changes in maximal exercise ventilation and breathing pattern growth in boys. Eur J Appl Physiol 1991; 63: 235-41.</p>
    <p>29. Lanteri CJ, Sly PD. Changes in respiratory mechanics with age. J Appl Physiol 1993; 74: 369-78.</p>
    <p>30. Springer C, Cooper DM, Wasserman K. Evidence that maturation of the peripheral chemoreceptors is not complete in childhood. Respir Physiol 1988; 74: 55-64.</p>
    <p>31. Gratas-Delamarche A, Mercier J, Ramonatxo M, Dassonville J, Prefaut C. Ventilatory response of prepubertal boys and adults to carbon dioxide at rest and during exercise. Eur J Appl Physiol 1993; 66: 25-30.</p>
    <p>32. Prioux J, Ramonatxo M, Mercier J, Granier P, Mercier B, Prefaut C. Changes in maximal exercise ventilation and breathing pattern in boys during growth: a mixed cross-sectional longitudinal study. Acta Physiol Scand 1997; 161 (4): 447-58.</p>
    <p>33. Rutenfranz J, Andersen KL, Seliger V, et al. Exercise ventilation during the growth spurt period: comparison between two European countries. Eur J Pediatr 1981; 136: 135-42.</p>
    <p>34. Mercier B, Mercier J, Granier P, Le Gallais D, Prefaut C. Maximal anaerobic power: relationship to anthropometric characteristics during growth. Int J Sports Med 1992; 13: 21-6.</p>
    <p>35. Atomi Y, Fukunaga T, Hatta H, Yamamoto Y. Relationship between lactate threshold during running and relative gastrocnemius area. J Appl Physiol 1987; 63: 2343-7.</p>
    <p>36. Lexell J, Sjostrom M, Norlund A, Taylor CC. Growth and development of human muscle: a quantitative morphological study of whole vastus lateralis from childhood to adult age. Muscle Nerve 1992; 14: 404-9.</p>
    <p>37. Eriksson BO, Karlsson J, Saltin B. Muscle metabolites during exercise in pubertal boys.Acta Pediatr Scand 1971; 217: 154-7.</p>
    <p>38. Eriksson BO, Gollnick PD, Saltin B. Muscle metabolism and enzyme activities after training in boys 11- 13 years old. Acta Physiol Scand 1973; 87: 485-97.</p>
    <p>39. Eriksson O, Saltin B. Muscle metabolism during exercise in boys aged 11 to 16 years compared to adults. Acta Paediatr Belg 1974; 28: 257-65.</p>
    <p>40. Zanconato S, Buchtal S, Barstow TJ, Cooper DM. P- magnetic resonance spectroscopy of leg muscle metabolism during exercise in children and adults. J Appl Physiol 1993; 74: 2214-18.</p>
    <p>41. Mcardle DW, Katch IF, Katch VL. Exercise Physiology: Energy, Nutrition, and Human Performance, 4th ed. Philadelphia: Williams &amp; Wilkins; 1996.</p>
    <p>42. Haralambie G. Enzyme activities in skeletal muscle of 13- 15 years old adolescents. Bull Eur Physiopathol Respir 1982; 18 (1): 65-74.</p>
    <p>43. Bell RD, MacDougall JD, Billeter R, Howald H. Muscle fiber types and morphometric analysis of skeletal muscle in six years old children. Med Sci Sports Exerc 1980; 12 (1): 28-31.</p>
    <p>44. Rowland TW, Auchinachie JA, Keenan TJ, Green GM. Physiological responses to treadmill running in adult and prepubertal males. Int J Sports Med 1987; 8: 292-7.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Danilo Marcelo Leite do Prado </p>
        <p> Av. Dr. Arnaldo, 455, Sala 4305 </p>
        <p> 05403-900 &#150; S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="danilomprado@usp.br">danilomprado@usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 14/10/05 </p>
    <p> Aceito em 08/12/05</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiovascular, ventilatory, and metabolic parameters during exercise: differences between children and adults</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CLINICAL UPDATE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular, ventilatory, and metabolic parameters during exercise: differences between children and adults</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Danilo Marcelo Leite de Prado; Rodrigo Gon&#231;alves Dias; Ivani Credidio Trombetta</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150; InCor, Faculdade de Medicina da Universidade de s&#227;o Paulo - FMUSP - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Children, physical exercise, cardio circulatory, ventilatory and metabolic response.</p>
      <p>With the growing popularity and emphasis on the benefits of physical conditioning in children, it is important to understand the physiological aspects of exercise in the pediatric population. Children should not be seen as "miniature adults"<sup>1</sup>; they are unique and have singular traits at each phase of growth. Development of the skeletal muscle, nervous, and endocrine systems largely determines their physiological and metabolic limits under physical exertion<sup>1,2</sup>. Currently, there is a growing interest in research on growth and physiological development in children and adolescents, and consequently on the mechanisms involved in the cardiorespiratory and metabolic behavior of the pediatric population during physical exercise. In fact, certain authors<sup>2-5</sup> attribute the different physiological and metabolic responses observed in children during physical exercise to their level of biological maturation, since as they grow, they also develop in almost all functional capacities.</p>
      <p>In an elegant study carried out by Vinet et al<sup>3</sup>, it was noted that prepubertal children have the lower values of cardiac output at peak exercise when compared to young adults. As to cellular metabolism, several studies have observed that children have less efficient glycolytic activity during physical exercise compared to adults<sup>1,5-7</sup>. During the pubertal growth spurt, important hormones (somatotropin, growth factors similar to insulin, and sexual steroid hormones) are released into the blood stream<sup>1,2</sup>. There is an increase in lean body mass, and this change in body composition has a positive influence on the development of physical capacities and performance during puberty.</p>
      <p>Therefore, several aspects of biological adaptations to exercise in children and adolescents should be considered. Which physiological alterations in response to exercise occur with age, when children and adolescents have the same absolute energy expenditure in performing their tasks? Are there significant differences in cardiovascular, ventilatory, and metabolic responses to different demands (submaximal or maximal) of exercise in the growing individual? (<xref ref-type="table" rid="e35t1-body2">Tab. 1</xref>)</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="e35t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>We present various studies that show the possible morphofunctional mechanisms that characterize cardiovascular, ventilatory, and metabolic responsiveness during physical effort observed in children.</p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular aspects</bold>
      </p>
      <p>In cardiovascular parameters such as heart rate (HR), stroke volume (SV), cardiac output (Q), and the arterial-mixed venous O<sub>2</sub> difference (a-v), the pediatric population has a distinct behavior both at the submaximal and maximal levels of effort relative to that observed in adult congeners. <sup>2,3,8,9</sup> Possible causes may be 1) smaller heart and blood volume<sup>2,3,8</sup>; 2) greater stimulation of peripheral chemoreceptors<sup>8</sup>; 3) lower levels of circulating catecholamines<sup>10</sup>; 4) lower responsiveness of beta-adrenergic receptors <sup>11</sup> and 5) difference in the adjustment of thermoregulation mechanisms<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Heart rate</bold>
      </p>
      <p>The heart rate, an important parameter utilized in the control of the intensity of physical training, shows an exacerbated response in children. <sup>2,3,8,9,12</sup> For Vinet et al<sup>3</sup>, this great chronotropic activity observed in children for a given work demand is due to a compensation mechanism related to a smaller heart volume, smaller blood volume, and subsequently, a smaller stroke volume (<xref ref-type="fig" rid="figura1-body2">Fig. 1</xref>). Turley &amp; Wilmore<sup>8</sup> on the other hand, attribute this exacerbated chronotropic response to greater activation of the peripheral chemoreceptors relative to a larger accumulation of muscle metabolism subproducts. According to these authors, this increased afferent stimulation observed in children may be linked to the recruitment of a smaller absolute quantity of muscle tissues for an equal work demand, imposing a greater mechanical load per unit of muscle.</p>
      <fig id="figura1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Accordingly, studies comparing the chronotropic response in adult individuals for the same work demand found a greater heart rate for exercises performed by small muscle groups compared to those using large muscle groups<sup>14,15</sup>. Turley<sup>16</sup>, however, in his investigation to analyze the metaboreflex influence on chronotropism during isometric exercise, observed that the muscular metaboreflex influence on the chronotropic response is similar in children and adults.</p>
      <p>For Bar-Or<sup>12</sup>, the greater chronotropism observed in children for a given submaximal exercise intensity may be partly related to differences in body temperature modulation. Children have a reduced evaporative capacity to dissipate body temperature since they depend more on convection and radiation<sup>12,13</sup>. The actual loss of heat by these routes (convection and radiation) increases the redistribution of blood flow to body surface area at the expense of the central blood volume, instigating a shift towards an increased heart rate (cardiovascular drift) in order to maintain a given cardiac output.</p>
      <p>
        <bold>Stroke volume</bold>
      </p>
      <p>The stroke volume, i.e., the quantity of blood ejected from the left ventricle during a systole, shows curvilinear kinetics in children during progressive physical exercise<sup>3,9,17,18</sup>, which is the same behavior seen in adults<sup>19,20</sup>. In an important study using Doppler and bidimensional echocardiography, Rowland et al<sup>17</sup>, attributed this curvilinear profile (plateau) to several mechanisms. These mechanisms are 1) peripheral vasodilatation playing an important role in the initial SV rise (smaller after load); 2) increased heart rate with greater workloads, maintaining a stable SV (plateau) and left ventricular diastolic dimension and 3) a greater responsiveness in contractility (inotropism) helping to maintain the SV relative to the greater work loads.</p>
      <p>For Nottin et al<sup>18</sup>, however, the curvilinear behavior observed in children is due to a combination of the pre-load, after load, and myocardial contractility. According to the authors,<sup>18</sup> the main finding of this investigation was the fact that children and adults use similar mechanisms for SV adaptation in face of progressive physical exercise. In spite of similar SV kinetics between children and adults, the pediatric population shows an attenuated inotropic response, and consequently, lower resting and exercise (submaximal or maximal) values for SV in comparison to those observed in their adult congeners<sup>2,3,8,9</sup> (<xref ref-type="fig" rid="figura2-body2">Fig. 2</xref>). Possible mechanisms suggested for this attenuated systolic activity in children are 1) smaller cardiac and blood volumes<sup>2,3,8</sup>; 2) lower levels of circulating catecholamines<sup>10</sup>; 3) lower responsiveness of beta-adrenergic receptors<sup>11</sup> and 4) lower inotropism of myocardial cells<sup>21</sup>.</p>
      <fig id="figura2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>For Rowland et al<sup>9</sup>, the smaller SV observed in children both at rest and during physical exercise is closely related to morphological aspects (smaller cardiac volume and smaller blood volume) and not to functional aspects, in agreement with what had been postulated by other studies<sup>11,21</sup>. According to the authors, there are no indications that myocardial contractility is smaller in children and tends to increase with physical maturity. The authors came to this conclusion by observing identical values between children and adults for the systolic time interval (myocardial contractility marker) and left ventricular ejection fraction, quantified by means of echocardiography.</p>
      <p>
        <bold>Cardiac output</bold>
      </p>
      <p>Cardiac output, the product of the heart rate by the stroke volume, may be defined as the volume of blood ejected from the left ventricle per minute<sup>22</sup>. In fact, this variable presents smaller values for all relative intensity levels of exercise in the pediatric population<sup>3,8,23</sup> (<xref ref-type="fig" rid="figura3-body2">Fig. 3</xref>). According to Vinet et al<sup>3</sup>, the lower cardiac output values observed in children for a given work demand are primarily related to the smaller volumes of blood and heart. Turley &amp; Wilmore<sup>8</sup> observed that the cardiac output for a given work demand (VO<sub>2</sub>) was 1.0 to 2.9 l/min lower in children relative to that seen in adults when they exercised on the bicycle and on the treadmill, respectively. The authors<sup>8</sup> attributed these findings to a lower cardiac volume, as well as a lower stroke volume.</p>
      <fig id="figura3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>On the other hand, in cross-sectional studies Miyamura et al<sup>23</sup>, observed that the maximal cardiac output increased from 12.5 to 21.1 l/min in boys between ten and twenty years of age, respectively. According to Malina &amp; Bouchard<sup>2</sup>, the dimensions of the heart increase over time until biological maturation along with body mass growth, and this enlargement is related to an elevation of both the stroke volume and cardiac output.</p>
      <p>
        <bold>(a-v) O<sub>2</sub> difference</bold>
      </p>
      <p>The arterial-mixed venous O<sub>2</sub> difference may be defined as the difference in oxygen content between arterial and mixed venous blood<sup>22</sup>. This physiological variable reflects the efficiency of oxygen extraction peripherally by metabolically active tissues. In fact, for a given absolute submaximal exercise intensity (VO<sub>2</sub>), children present greater A-VO<sub>2</sub> differences in order to compensate the smaller cardiac output compared to that of their adult counterparts<sup>2,8,24</sup> (<xref ref-type="fig" rid="figura4-body2">Fig. 4</xref>). For Turley &amp; Wilmore<sup>8</sup>, the greater efficiency in peripheral oxygen extraction observed in children is related to 1) an intensification of oxygen release by hemoglobin because of a greater accumulation of tissue metabolism co-products, as well as an increased production of heat per unit of muscle (Bohr effect); and 2) a greater vasodilation of arterioles that irrigate the active muscles with a possible increase of muscular blood perfusion. First of all, children burn more energy per kilogram of weight in order to perform the same work as adults (they have a poor energy economy during exercise); this is why a child produces a greater quantity of heat relative to his corporal mass than an adult in order to perform the same amount of work<sup>2</sup>. This mechanism, known as the Bohr Effect, is a crucial factor for the rise in oxygen release by hemoglobin<sup>22,25</sup>.</p>
      <fig id="figura4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>In children exercising on an cycle ergometer, Koch<sup>26,27</sup> observed greater muscular blood perfusion compared to that observed in adults for the same work demand. Nevertheless, for maximal levels of work, values in the pediatric population were lower<sup>3,9</sup>. Rowland et al<sup>9</sup>, observed smaller (a-v) O<sub>2</sub> differences at peak exercise in children relative to those seen in adults, with results of 13.9 and 17.2 mL/100 mL, respectively. According to the authors<sup>9</sup>, this finding may be partly explained by the smaller oxygen concentration in arterial blood reflected by lower levels of circulating hemoglobin, as was observed in children<sup>2,8</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Ventilatory aspects</bold>
      </p>
      <p>Volumes and static pulmonary capacities, as well as tidal volume, inspiratory reserve volume, expiratory reserve volume, forced vital capacity, residual pulmonary volume, and total lung capacity, including dynamic pulmonary volumes such as forced expiratory volume and maximal voluntary ventilation, provide signs of the progress and functional efficiency of the respiratory system growth of a child<sup>2</sup>. These volumes and capacities show accentuated changes with age, with an increase of all lung volumes until growth is completed<sup>2,22</sup>.</p>
      <p>Changes in these volumes and capacities, however, correspond to changes in maximal ventilation that may be attained during exhaustive exercise; this maximal ventilation is called maximal expiratory ventilation (MVmax), or maximal minute ventilation<sup>22</sup>. For example, cross-sectional studies show that the mean MVmax is approximately 40 l/min for boys four to six years of age, and increases to 110 to 140 l/min at full maturity. These alterations are associated to the growth of the pulmonary system that accompanies the general patterns of growth in the child<sup>22</sup>. For Malina &amp; Bouchard<sup>2</sup>, the increase in volumes and lung capacities, both static and dynamic, is intimately related to the child's growth in stature.</p>
      <p>
        <bold>Minute ventilation</bold>
      </p>
      <p>Minute ventilation (MV), i.e., the product of respiratory rate (RR) by the tidal volume (TV), can be defined as the volume of air dislocated by the lungs per minute<sup>22</sup>. In fact, ventilatory variables such as RR, TV, and MV are closely linked to the child's anthropometric characteristics, particularly body mass and stature<sup>28</sup>. In pre-puberal children, Rowland &amp; Cunningham<sup>4</sup> observed that with age, the RR shows a progressive drop and the TV shows a linear climb, stabilizing at physical maturity, both for a given submaximal and maximal work intensity.</p>
      <p>When children are submitted to a given absolute submaximal intensity of exercise, for example 60 watts on a cycle ergometer, the intensity of the ventilatory response is exacerbated relative to that seen in adults, and progressively decreases with age<sup>2,4</sup>. Over a period of five years, Rowland &amp; Cunningham<sup>4</sup> noted a progressive decline in the ventilatory equivalent of oxygen (VE/VO<sub>2</sub>) variable, both for a given absolute submaximal intensity and for peak effort (<xref ref-type="fig" rid="figura5-body2">Fig. 5</xref>).</p>
      <fig id="figura5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-e149-00035-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>Part of the explanation for this poorer ventilatory efficiency seen in the pediatric population is related to the mechanics of ventilation. In fact, Lanteri &amp; Sly<sup>29</sup> found that, with the advancement of age, there is a progressive increase in lung tissue complacency and a decrease in resistance to air flow. On the other hand, Springer et al<sup>30</sup>, and Gratas-Delamarche et al<sup>31</sup>, attributed the lower ventilatory efficiency seen in children to neurohumoral mechanisms. According to these authors, children have a lower peripheral chemoreceptor set-point for modulation of arterial PCO<sub>2</sub>, resulting in exacerbated hyperpnea. These data are reflected by higher values of VE/VO<sub>2</sub> for the same metabolic demand, compared to their adult counterparts.</p>
      <p>For maximal workloads, however, children have smaller minute ventilation values. Rowland &amp; Cunningham<sup>4</sup> observed a positive correlation between the chronological age and the maximal minute ventilation. Prioux et al<sup>32</sup>, however, noted a direct relationship between an increase in lean body mass and maximal minute ventilation. Rutenfranz et al<sup>33</sup>, observed a positive relationship between stature and maximal minute ventilation in children eight to seventeen years of age.</p>
      <p>There is no doubt that the higher values of MV at peak of exercise reached by the pediatric population with increasing age are related to the levels of somatic maturation, and show a direct association with the growth of the pulmonary system<sup>2,32,33</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Metabolic aspects</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Anaerobic metabolism</bold>
      </p>
      <p>The production of anaerobic energy is important, since many of the activities carried out by children involve explosions of energy expenditure or sprints, contrary to moderately intense activities maintained for longer periods<sup>2</sup>. A child's energy needs during exercise, therefore, cannot always be supplied by the predominance of oxidative properties in active muscular tissue, when anaerobic energy production mechanisms should kick in to allow these activities to be carried out.</p>
      <p>In fact, the pediatric population has a smaller anaerobic capacity in comparison to that seen in adults<sup>1,2,5-7</sup>, and it is not possible to identify an isolated morphological, physiological, or biochemical factor that determines this lower performance capacity in anaerobiotic conditions. On the contrary, the lower anaerobic efficiency seen in children comes from the interaction of these factors. Possible explanations for this attenuated anaerobic capacity include 1) differences in the pattern of recruitment of motor units<sup>1,34</sup>; 2) differences in muscle fiber types<sup>1,35,36</sup>; 3) lower tissue levels of muscle glycogen<sup>1,37-39</sup>; 4) reduced activity of key glycolytic enzymes such as phosphofructokinase (PFK) and lactate dehydrogenase (LDH)<sup>1,2,6,7,38</sup> and 5) reduced muscular glycogenolytic activity by covalent modification<sup>40</sup>. Evidence suggests that part of the improvement observed in the anaerobic performance in children as they grow is due to an increase in myelination of the motor cortex nervous fibers<sup>22</sup>, thus improving coordination and activation of motor units<sup>34</sup>.</p>
      <p>In his study, Atomi et al<sup>35</sup>, observed that the percentage of oxidative (type I) muscle fiber area is larger in children before puberty, compared to that of glycolytic (type II) muscular fibers. Additionally, there is evidence in cross-sectional studies that children possess a higher percentage of oxidative muscle fibers than glycolytic muscle fibers relative to adults, suggesting the possibility of a growing participation of gycolytic fibers with age<sup>36</sup>. In another spectrum, studies<sup>37,38</sup> have shown that tissue content of muscular glycogen in children is about 50% to 60% the concentration found in adults.</p>
      <p>In children with an average age of 11.6 years, Eriksson &amp; Saltin<sup>39</sup> observed an intramuscular glycogen concentration of about 54 mmol/kg, and in children with average ages of 12.6, 13.5, and 15.5 years, the levels of this energetic substrate were 70, 69, and 87 mmol/kg, respectively. In another investigation, Eriksson et al<sup>37</sup>, found a catalytic activity approximately 50% lower for the phosphofructokinase (PFK) enzyme (PFK) in pre-puberal children compared to adults. Children have lower rates of muscular glycogen conversion into lactate for rephosphorylation of the limited ATP storage during aerobic and anaerobic activities, corroborating the glycolytic immaturity that has been observed in them. Part of the explanation for this reduced glycogenolytic activity is related to a lower release of epinephrine, which could be associated with low sympathetic nervous activity, implying an attenuated activation of muscle glycogenolysis by covalent modification<sup>9</sup>.</p>
      <p>Quantification of the influence of biological maturational on a child's energy metabolism could be analyzed through phosphorus-31 nuclear magnetic resonance spectroscopy. In an elegant study, Zanconato et al<sup>40</sup>, noted that children present a smaller rise in the inorganic phosphate/creatine phosphate (Pi/PC) ratio and a smaller drop in the intramuscular pH compared to adult counterparts, suggesting that the pediatric population has a lower capacity for ATP rephosphorylation activation through anaerobic routes (alactic and lactic) during high intensity physical exercise.</p>
      <p>Quantification of the influence of biological maturational on a child's energy metabolism could be analyzed through phosphorus-31 nuclear magnetic resonance spectroscopy. In an elegant study, Zanconato et al<sup>40</sup>, noted that children present a smaller rise in the inorganic phosphate/creatine phosphate (Pi/PC) ratio and a smaller drop in the intramuscular pH compared to adult counterparts, suggesting that the pediatric population has a lower capacity for ATP rephosphorylation activation through anaerobic routes (alactic and lactic) during high intensity physical exercise.</p>
      <p>
        <bold>Aerobic metabolism</bold>
      </p>
      <p>Aerobic metabolism, also called oxidative metabolism, is directly related to the capacity of metabolically active tissues (skeletal muscle) to supply exercise demands for ATP by means of the coupled reactions of the Krebs cycle and electron transport chain that are processed in mitochondria<sup>22</sup>. Factors that characterize a high peripheral tissue oxidative capacity are<sup>41</sup> 1) a greater quantity of type I skeletal muscle fibers; 2) a greater mitochondrial density; 3) a greater concentration and catalytic activity of oxidative enzymes and 4) a greater capillary density.</p>
      <p>According to what was covered before, different studies<sup>1,35,36</sup> have noted a high percentage of type I fibers in children suggesting a greater peripheral oxidative capacity compared to their adult counterparts. In his investigation, Haralambie<sup>42</sup> observed that the oxidative enzymes of the Krebs cycle (isocitrate dehydrogenase, fumarase and malate dehydrogenase) showed exacerbated catalytic activity in children when compared to adults. In the same study, the author noted a difference in the phosphofructokinase/isocitrate dehydrogenase ratio between children and adults (0.884 and 1.633, respectively), indicating a greater oxidation rate of piruvate per part in the pediatric population.</p>
      <p>Using procedures of phosphorus-31 nuclear magnetic resonance spectroscopy, Zanconato et al<sup>40</sup>, suggested that children have an high rate of oxidative phosphorylation during intense exercise, attributing this finding to both a greater capillary density and a greater mitochondrial density. Nevertheless, Bell et al<sup>43</sup>, identified a similar relationship between mitochondrial and myofibril volumes among pre-puberal children and adults.</p>
      <p>Using the analysis of expired gases (indirect calorimetric) as an indirect form of inferring the mixture of macronutrients being metabolized during physical exercise at a stable rhythm (steady state)<sup>1</sup>, Rowland et al<sup>44</sup>, observed that for a given absolute submaximal intensity of exercise, pre-puberal children had significantly lower values of RER (respiratory exchange ratio) relative to adults. These data suggest that children are better adapted to utilization of fat as an energy-providing source during exercise at a stable rhythm, which could be associated with a greater metabolic apparatus, that is, greater mitochondrial density and greater concentration and activity of oxidative enzymes<sup>1,22</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Final considerations</bold>
      </p>
      <p>While still in their period of growth, the morphological and functional characteristics of children are in a process of development. Many of these maturation-dependent characteristics respond in different ways to physiological stress induced by physical exercise. It is important to consider these singularities of the juvenile organism; a correct understanding of the physiological and metabolic aspects during physical exercise is of utmost importance for an appropriate prescription of physical training. In this way, a program of physical training for a pediatric population deserves attention and much care in its formulation.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>1. Boisseau N, Delamarche P. Metabolic and hormonal responses to exercise in children and Adolescents. Sports Med 2000; 30 (6): 405-22.</p>
      <p>2. Malina R, Bouchard C. Growth, Maturation, and Physical Activity. Human Kinects Books 1991.</p>
      <p>3. Vinet A, Nottin S, Lecoq A, Obert P. Cardiovascular responses to progressive cycle exercise in healthy children and adults. Int J Sports Med 2002; 23: 242-6.</p>
      <p>4. Rowland TW, Cunningham LN. Developmental of ventilatory responses to exercise in normal white children. Chest 1997; 111: 327-32.</p>
      <p>5. Falgairette G, Bedu M, Fellmann N, Van-Praagh E, Coudert J. Bio-energetic profile in 144 boys aged from 6 to 15 years with special reference to sexual maturation . Eur J Appl Physiol 1991; 62: 151-6.</p>
      <p>6. Inbar O, Bar-Or O. Anaerobic characteristics in male children and adolescents. Med Sci Sports Exerc 1986; 18 (3): 264-9.</p>
      <p>7. Kuno S, Takahashi H, Fujimoto K, et al. Muscle metabolism during exercise using phosphorus- 31 nuclear magnetic resonance spectroscopy in adolescents. Eur J Appl Physiol 1995; 70: 301-4.</p>
      <p>8. Turley K, Wilmore JH. Cardiovascular responses to treadmill and cycle ergometer exercise in children and adults. J Appl Physiol 1997; 83 (3): 948-57.</p>
      <p>9. Rowland TW. Developmental exercise physiology. Human Kinects Books; 1996.</p>
      <p>10. Lehmann M, Keul J, Korsten-Reck U. The influence of graduated treadmill exercise on plasma catecholamines, aerobic and anaerobic capacity in boys and adults. Eur J Appl Physiol 1981; 47: 301-11.</p>
      <p>11. Midedeke M, Remien J, Holzgreve H. The influence of sex, age, blood pressure, and physical stress on beta-2 adrenoceptor density of mononuclear cells. J Hypertens 1984; 2: 261-4.</p>
      <p>12. Bar-Or O. Pediatric Sports Medicine for the Practitioner. Springer-Verlag; 1983.</p>
      <p>13. Delamarche P, Bittel J, Lacour JR, Flandrois R. Thermoregulation at rest and during exercise in prepubertal boys. Eur J Appl Physiol Occup Physiol 1990; 60 (6): 436-40.</p>
      <p>14. Lewis SF, Snell PG, Taylor WF, et al. Role of muscle mass and mode of contraction in circulatory responses to exercise. J Appl Physiol 1985; 58: 146-51.</p>
      <p>15. Stenberg J, Astrand PO, Ekblom B, Royce J, Saltin B. Hemodynamic response to work with different muscle groups, sitting and supine. J Appl Physiol 1967; 22: 61-70.</p>
      <p>16. Turley K. The chemoreflex: adult versus child comparison. Med Sci Sports Exerc. 2005; 37 (3): 418-25.</p>
      <p>17. Rowland TW, Potts J, Potts T, Sandor G, Goff D, Ferrone L. Cardiac responses to progressive exercise in normal children: a synthesis. Med Sci Sports Exerc 2000; 32: 253-9.</p>
      <p>18. Nottin S, Vinet A, Stecken F, et al. Central and peripheral cardiovascular adaptations during a maximal cycle exercise in boys and men. Med Sci Sports Exerc 2002; 33 (3): 456-63.</p>
      <p>19. Ginzton LE, Conant R, Brizendine M, Lacks MM. Effect of long- term high intensity aerobic training on left ventricular volume during maximal upright exercise. J Am Coll Cardiol 1989; 14: 364-71.</p>
      <p>20. Hossack KF, Bruce RA. Maximal cardiac function in sedentary normal men and women: comparison of age related changes. J Appl Physiol 1982; 53: 799-804.</p>
      <p>21. Turley K. Cardiovascular responses to exercise in children. Sports Med 1997; 24: 241-57.</p>
      <p>22. Wilmore JH, Costill DL. Physiology of sport and exercise. Human Kinects Books; 1999.</p>
      <p>23. Miyamura M, Honda Y. Maximum cardiac output related to sex and age. Jap J Physiol 1973; 23: 645-56.</p>
      <p>24. Bar-Or O, Shepard RJ, Allen CL. Cardiac output of 10- to 13- year-old boys and girls during submaximal exercise. J Appl Physiol 1971; 30: 219-23.</p>
      <p>25. Saltin B, Kiens B, Savard G, Pedersen PK. Role of hemoglobin and capillarization for oxygen delivery and extraction in muscular exercise. Acta Physiol Scand 1986; 128: 21-32.</p>
      <p>26. Koch, G. Muscle blood flow after ischemic work and during bicycle ergometer work in boys aged 12 years. Acta Paediatr Belg 1974; 28: 29-39.</p>
      <p>27. Koch, G. Muscle blood flow in prepubertal boys. Med Sport Sci 1978; 11: 39-46.</p>
      <p>28. Mercier J, Varray A, Ramonatxo M, Mercier B, Prefaut C. Influence of anthropometric characteristics on changes in maximal exercise ventilation and breathing pattern growth in boys. Eur J Appl Physiol 1991; 63: 235-41.</p>
      <p>29. Lanteri CJ, Sly PD. Changes in respiratory mechanics with age. J Appl Physiol 1993; 74: 369-78.</p>
      <p>30. Springer C, Cooper DM, Wasserman K. Evidence that maturation of the peripheral chemoreceptors is not complete in childhood. Respir Physiol 1988; 74: 55-64.</p>
      <p>31. Gratas-Delamarche A, Mercier J, Ramonatxo M, Dassonville J, Prefaut C. Ventilatory response of prepubertal boys and adults to carbon dioxide at rest and during exercise. Eur J Appl Physiol 1993; 66: 25-30.</p>
      <p>32. Prioux J, Ramonatxo M, Mercier J, Granier P, Mercier B, Prefaut C. Changes in maximal exercise ventilation and breathing pattern in boys during growth: a mixed cross-sectional longitudinal study. Acta Physiol Scand 1997; 161 (4): 447-58.</p>
      <p>33. Rutenfranz J, Andersen KL, Seliger V, et al. Exercise ventilation during the growth spurt period: comparison between two European countries. Eur J Pediatr 1981; 136: 135-42.</p>
      <p>34. Mercier B, Mercier J, Granier P, Le Gallais D, Prefaut C. Maximal anaerobic power: relationship to anthropometric characteristics during growth. Int J Sports Med 1992; 13: 21-6.</p>
      <p>35. Atomi Y, Fukunaga T, Hatta H, Yamamoto Y. Relationship between lactate threshold during running and relative gastrocnemius area. J Appl Physiol 1987; 63: 2343-7.</p>
      <p>36. Lexell J, Sjostrom M, Norlund A, Taylor CC. Growth and development of human muscle: a quantitative morphological study of whole vastus lateralis from childhood to adult age. Muscle Nerve 1992; 14: 404-9.</p>
      <p>37. Eriksson BO, Karlsson J, Saltin B. Muscle metabolites during exercise in pubertal boys.Acta Pediatr Scand 1971; 217: 154-7.</p>
      <p>38. Eriksson BO, Gollnick PD, Saltin B. Muscle metabolism and enzyme activities after training in boys 11- 13 years old. Acta Physiol Scand 1973; 87: 485-97.</p>
      <p>39. Eriksson O, Saltin B. Muscle metabolism during exercise in boys aged 11 to 16 years compared to adults. Acta Paediatr Belg 1974; 28: 257-65.</p>
      <p>40. Zanconato S, Buchtal S, Barstow TJ, Cooper DM. P- magnetic resonance spectroscopy of leg muscle metabolism during exercise in children and adults. J Appl Physiol 1993; 74: 2214-18.</p>
      <p>41. Mcardle DW, Katch IF, Katch VL. Exercise Physiology: Energy, Nutrition, and Human Performance, 4th ed. Philadelphia: Williams &amp; Wilkins; 1996.</p>
      <p>42. Haralambie G. Enzyme activities in skeletal muscle of 13- 15 years old adolescents. Bull Eur Physiopathol Respir 1982; 18 (1): 65-74.</p>
      <p>43. Bell RD, MacDougall JD, Billeter R, Howald H. Muscle fiber types and morphometric analysis of skeletal muscle in six years old children. Med Sci Sports Exerc 1980; 12 (1): 28-31.</p>
      <p>44. Rowland TW, Auchinachie JA, Keenan TJ, Green GM. Physiological responses to treadmill running in adult and prepubertal males. Int J Sports Med 1987; 8: 292-7.</p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Danilo Marcelo Leite do Prado</p>
          <p> Av. Dr. Arnaldo, 455, Sala 4305</p>
          <p> 05403-900 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="danilomprado@usp.br">danilomprado@usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received on 10/14/05</p>
      <p> Accepted on 12/08/05</p>
      <p>De fato, a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica apresenta menor capacidade anaer&#243;bica em rela&#231;&#227;o ao verificado em indiv&#237;duos adultos<sup>1,2,5-7</sup>, n&#227;o sendo poss&#237;vel identificar um fator morfol&#243;gico, fisiol&#243;gico ou bioqu&#237;mico isolado que determine essa menor capacidade de desempenho sob condi&#231;&#245;es de anaerobiose. Pelo contr&#225;rio, a menor efici&#234;ncia anaer&#243;bica observada em crian&#231;as adv&#233;m da intera&#231;&#227;o desses fatores, da qual algumas das poss&#237;veis explica&#231;&#245;es para essa atenuada capacidade anaer&#243;bica s&#227;o: 1) diferen&#231;as no padr&#227;o de recrutamento das unidades motoras<sup>1,34</sup>; 2) diferen&#231;as na tipagem das fibras musculares esquel&#233;ticas<sup>1,35,36</sup>; 3) n&#237;veis tissulares mais baixos de glicog&#234;nio intramuscular<sup>1,37-39</sup>; 4) reduzida atividade de cat&#225;lise das enzimas glicol&#237;ticas-chave como a fosfofrutoquinase (PFK) e a lactato desidrogenase (LDH)<sup>1,2,6,7,38</sup> e 5) reduzida atividade glicogenol&#237;tica muscular por modifica&#231;&#227;o covalente<sup>40</sup>. Evid&#234;ncias sugerem que parte da melhoria observada no desempenho anaer&#243;bico em crian&#231;as, &#224; medida que crescem, deve-se ao aumento da mieliniza&#231;&#227;o das fibras nervosas no c&#243;rtex motor<sup>22</sup>, melhorando desse modo a coordena&#231;&#227;o e ativa&#231;&#227;o das unidades motoras<sup>34</sup>.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
