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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
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        <article-title>Registro de 24 horas da press&#227;o arterial em tabagistas e n&#227;o-tabagistas</article-title>
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      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Avaliar o efeito do tabagismo sobre o comportamento da press&#227;o arterial durante 24 horas, mediante an&#225;lise dos par&#226;metros da monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial (MAPA). M&#201;TODOS: Foram estudados 289 exames de MAPA de pacientes classificados como fumantes ou n&#227;o-fumantes. Os par&#226;metros analisados foram: m&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;lica e diast&#243;lica durante 24 horas, na vig&#237;lia e no sono, descenso noturno sist&#243;lico e diast&#243;lico e cargas press&#243;ricas. De acordo com o uso ou n&#227;o de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, foram subdivididos em quatro grupos: 1A - com medica&#231;&#227;o, n&#227;o-tabagistas; 1B - com medica&#231;&#227;o, tabagistas; 2A - sem medica&#231;&#227;o, n&#227;o-tabagistas; e 2B - sem medica&#231;&#227;o, tabagistas. Foram descritas as vari&#225;veis por valores m&#237;nimo, m&#225;ximo, mediana, m&#233;dia e desvio-padr&#227;o e foi feita a an&#225;lise univariada, com compara&#231;&#227;o dos grupos de fumantes e n&#227;o-fumantes. A an&#225;lise multivariada selecionou as vari&#225;veis significativamente diferentes entre os grupos e o n&#237;vel de signific&#226;ncia adotado foi de 5%. RESULTADOS: As m&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;lica e diast&#243;lica na vig&#237;lia foram significativamente mais elevadas nos tabagistas, que usavam ou n&#227;o medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. As m&#233;dias press&#243;ricas noturnas foram semelhantes entre tabagistas e n&#227;o-tabagistas. As m&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;licas nas 24 horas foram significativamente mais elevadas nos tabagistas em uso ou n&#227;o de medica&#231;&#227;o. O descenso noturno n&#227;o diferiu entre os grupos. As cargas press&#243;ricas foram significativamente mais elevadas nos tabagistas em todos os per&#237;odos, independentemente do uso de medica&#231;&#227;o. CONCLUS&#195;O: Tabagistas apresentam, durante a vig&#237;lia, m&#233;dias press&#243;ricas, sist&#243;licas e diast&#243;licas maiores que os n&#227;o-tabagistas, independentemente do uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. N&#227;o h&#225; diferen&#231;a no descenso noturno entre tabagistas e n&#227;o-tabagistas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Tabagismo</kwd>
        <kwd>press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>monitoriza&#231;&#227;o da press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>11</month>
        <year>2006</year>
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  <body><p><bold>ARTIGO ORIGINAL</bold></p><p><bold>Registro de 24 horas da press&#227;o arterial em tabagistas e n&#227;o-tabagistas</bold></p><p><bold>Marcos Galan Morillo; Marisa Campos Moraes Amato; Sonia Perez Cendon Filha</bold></p><p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP</p><p><xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref></p><p><bold>RESUMO</bold></p><p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar o efeito do tabagismo sobre o comportamento da press&#227;o arterial durante 24 horas, mediante an&#225;lise dos par&#226;metros da monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial (MAPA). </p><p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram estudados 289 exames de MAPA de pacientes classificados como fumantes ou n&#227;o-fumantes. Os par&#226;metros analisados foram: m&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;lica e diast&#243;lica durante 24 horas, na vig&#237;lia e no sono, descenso noturno sist&#243;lico e diast&#243;lico e cargas press&#243;ricas. De acordo com o uso ou n&#227;o de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, foram subdivididos em quatro grupos: 1A &#150; com medica&#231;&#227;o, n&#227;o-tabagistas; 1B &#150; com medica&#231;&#227;o, tabagistas; 2A &#150; sem medica&#231;&#227;o, n&#227;o-tabagistas; e 2B &#150; sem medica&#231;&#227;o, tabagistas. Foram descritas as vari&#225;veis por valores m&#237;nimo, m&#225;ximo, mediana, m&#233;dia e desvio-padr&#227;o e foi feita a an&#225;lise univariada, com compara&#231;&#227;o dos grupos de fumantes e n&#227;o-fumantes. A an&#225;lise multivariada selecionou as vari&#225;veis significativamente diferentes entre os grupos e o n&#237;vel de signific&#226;ncia adotado foi de 5%. </p><p><bold>RESULTADOS:</bold> As m&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;lica e diast&#243;lica na vig&#237;lia foram significativamente mais elevadas nos tabagistas, que usavam ou n&#227;o medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. As m&#233;dias press&#243;ricas noturnas foram semelhantes entre tabagistas e n&#227;o-tabagistas. As m&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;licas nas 24 horas foram significativamente mais elevadas nos tabagistas em uso ou n&#227;o de medica&#231;&#227;o. O descenso noturno n&#227;o diferiu entre os grupos. As cargas press&#243;ricas foram significativamente mais elevadas nos tabagistas em todos os per&#237;odos, independentemente do uso de medica&#231;&#227;o. </p><p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Tabagistas apresentam, durante a vig&#237;lia, m&#233;dias press&#243;ricas, sist&#243;licas e diast&#243;licas maiores que os n&#227;o-tabagistas, independentemente do uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. N&#227;o h&#225; diferen&#231;a no descenso noturno entre tabagistas e n&#227;o-tabagistas.</p><p><bold>Palavras-chave:</bold> Tabagismo, press&#227;o arterial, monitoriza&#231;&#227;o da press&#227;o arterial, hipertens&#227;o.</p><p>Sabe-se que o fumo eleva momentaneamente os n&#237;veis press&#243;ricos em hipertensos e normotensos. Entretanto, estudos epidemiol&#243;gicos que avaliaram os n&#237;veis press&#243;ricos por meio de medida casual em consult&#243;rio t&#234;m demonstrado que pacientes fumantes apresentam press&#245;es arteriais iguais ou menores que as de n&#227;o-fumantes<sup>1-3</sup>. Nesses estudos, os indiv&#237;duos s&#227;o avaliados com a medida isolada da press&#227;o arterial observando-se as recomenda&#231;&#245;es das diretrizes nacionais e internacionais (VII JNC, IV ESH, IV DBHA). Diferentemente, pacientes fumantes submetidos a monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial (MAPA) apresentam m&#233;dias press&#243;ricas maiores que as dos n&#227;o-fumantes<sup>4-6</sup>.</p><p>&#201; preciso conhecer melhor o efeito press&#243;rico do fumo sobre o comportamento da press&#227;o arterial durante as 24 horas do dia, o real n&#237;vel tensiog&#234;nico do organismo e a repercuss&#227;o sobre os &#243;rg&#227;os-alvo. A monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial (MAPA) &#233; o m&#233;todo diagn&#243;stico que permite essa an&#225;lise, possibilitando o conhecimento do perfil de varia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial tanto na vig&#237;lia como no sono<sup>7</sup>. Esse exame permite melhor compreens&#227;o da hipertens&#227;o arterial (HA), seja no diagn&#243;stico, no progn&#243;stico, seja no tratamento<sup>7-9</sup>. O comportamento dos n&#237;veis press&#243;ricos durante a MAPA, assim como as medidas realizadas em domic&#237;lio relacionam-se mais fidedignamente com o progn&#243;stico da doen&#231;a hipertensiva, pois refletem melhor que as medidas de consult&#243;rio as les&#245;es nos &#243;rg&#227;os-alvo<sup>10</sup>.</p><p>O objetivo deste estudo &#233; avaliar o efeito do tabagismo sobre o comportamento da press&#227;o arterial durante 24 horas, mediante an&#225;lise dos par&#226;metros da monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial.</p><p><bold>M&#233;todos</bold></p><p>Foram estudados 289 exames de monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial de uma popula&#231;&#227;o de pacientes encaminhados por seus m&#233;dicos a um servi&#231;o de exames diagn&#243;sticos, vinculado a uma institui&#231;&#227;o de ensino. Os exames de baixa qualidade foram repetidos. Foram exclu&#237;dos desse trabalho dezessete exames que apresentavam dados incompletos, ou dura&#231;&#227;o inferior a 21 horas, ou em raz&#227;o de mais de 20% de exclus&#245;es autom&#225;ticas. A casu&#237;stica selecionada foi de 272 exames, com 211 pacientes n&#227;o-tabagistas e 61 tabagistas. Foram classificados como fumantes ou n&#227;o-fumantes, conforme informa&#231;&#227;o dada no momento da instala&#231;&#227;o do aparelho. Consideraram-se fumantes aqueles que fumavam um ou mais cigarros por dia.</p><p>Foram analisados os seguintes par&#226;metros da MAPA: m&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;lica e diast&#243;lica durante 24 horas, na vig&#237;lia e no sono; descenso noturno sist&#243;lico e diast&#243;lico; cargas press&#243;ricas sist&#243;lica e diast&#243;lica durante 24 horas, na vig&#237;lia e no sono.</p><p>Utilizou-se o aparelho 24h ABP-Monitor da Dyna-MAPA do tipo oscilom&#233;trico, que &#233; validado pela Associa&#231;&#227;o para o Avan&#231;o de Instrumentos M&#233;dicos dos Estados Unidos (AAMI) e pela Sociedade Brit&#226;nica de Hipertens&#227;o (BHS). O <italic>software</italic> para programa&#231;&#227;o do equipamento e emiss&#227;o de relat&#243;rios utilizado tamb&#233;m foi o do sistema Dyna-MAPA. O relat&#243;rio estat&#237;stico emitido no laudo &#233; realizado automaticamente pelo programa sem interpreta&#231;&#227;o de nenhum profissional.</p><p>A instala&#231;&#227;o foi feita por uma auxiliar treinada para a instala&#231;&#227;o do equipamento e ocorreu no per&#237;odo diurno. O paciente permaneceu com o aparelho durante 24 horas, retirando-o no mesmo servi&#231;o no dia posterior. A monitoriza&#231;&#227;o foi realizada em um dia representativo das atividades habituais do paciente. Aos s&#225;bados, domingos e feriados n&#227;o ocorreram instala&#231;&#245;es. O manguito foi colocado no bra&#231;o n&#227;o-dominante, a dois dedos da prega distal do cotovelo. Utilizaram-se manguitos adequados &#224; circunfer&#234;ncia do membro. Um padr&#227;o preestabelecido de orienta&#231;&#245;es t&#233;cnicas foi transmitido aos pacientes no momento da instala&#231;&#227;o do aparelho.</p><p>A programa&#231;&#227;o do aparelho registrou medidas de 15 em 15 minutos durante a vig&#237;lia, e medidas de 20 em 20 minutos durante o sono. Os pacientes foram instru&#237;dos a fazer um di&#225;rio de suas atividades, devendo constar os hor&#225;rios de almo&#231;o, jantar, dormir e acordar. Deveriam anotar tamb&#233;m o nome dos medicamentos em uso, a dosagem e os hor&#225;rios em que eram tomados. Caso tivessem sintomas, deveriam anot&#225;-los com hor&#225;rio de in&#237;cio e t&#233;rmino. Foi considerada vig&#237;lia o per&#237;odo entre 7 horas e 23 horas, e o per&#237;odo noturno das 23 horas &#224;s 7 horas, conforme recomenda&#231;&#227;o do II Consenso Brasileiro para MAPA<sup>11</sup>. De acordo com o uso ou n&#227;o de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, a amostra dos exames analisados foi dividida em dois grupos, que, posteriormente, foram subdivididos de acordo com o tabagismo. Obtiveram-se, assim, quatro grupos: <italic>grupo 1A</italic> &#150; com medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, n&#227;o-tabagistas; <italic>grupo 1B</italic> &#150; com medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, tabagistas; <italic>grupo 2A</italic> &#150; sem medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, n&#227;o-tabagistas; <italic>grupo 2B</italic> &#150; sem medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, tabagistas.</p><p>N&#227;o foram discriminados entre os grupos os pacientes normotensos, hipertensos com controle satisfat&#243;rio e insatisfat&#243;rio. As vari&#225;veis foram descritas por valores m&#237;nimo, m&#225;ximo, mediana, m&#233;dia e desvio-padr&#227;o.</p><p>Na an&#225;lise univariada, a compara&#231;&#227;o dos grupos de fumantes e n&#227;o-fumantes com rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis da MAPA foi realizada mediante os testes <italic>t</italic> de Student<sup>12</sup>, quando a vari&#225;vel apresentava distribui&#231;&#227;o normal, ou por meio do teste de Wilcoxon para duas amostras independentes, no caso contr&#225;rio. A distribui&#231;&#227;o da vari&#225;vel sexo foi comparada entre os grupos de fumantes e n&#227;o-fumantes, utilizando-se o teste qui-quadrado de Pearson<sup>12</sup>.</p><p>Para a an&#225;lise multivariada, foram selecionadas as vari&#225;veis significativamente diferentes entre os grupos de fumantes e n&#227;o-fumantes na an&#225;lise univariada. Foi adotado o modelo de regress&#227;o log&#237;stica nessa etapa, com o objetivo de identificar quais eram as vari&#225;veis mais importantes na diferencia&#231;&#227;o dos dois grupos. O m&#233;todo <italic>stepwise</italic><sup>13</sup> foi utilizado para a sele&#231;&#227;o das vari&#225;veis com n&#237;veis de signific&#226;ncia de entrada e de sa&#237;da iguais, respectivamente, a 0,10 e 0,05.</p><p>Todas as an&#225;lises foram feitas separadamente para o grupo de pacientes com e sem medica&#231;&#227;o, e o n&#237;vel de signific&#226;ncia adotado foi igual a 5%. Essa pesquisa foi aprovada pela comiss&#227;o de &#233;tica e pesquisa da institui&#231;&#227;o.</p><p><bold>Resultados</bold></p><p>A an&#225;lise descritiva da amostra em rela&#231;&#227;o ao sexo e idade apresentou os seguintes resultados (<xref ref-type="table" rid="t1">tab. 1</xref>) (<xref ref-type="fig" rid="f1">fig. 1</xref>).</p><p content-type="asset"><table-wrap id="t1"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gt01.jpg"/></table-wrap></p><p content-type="asset"><fig id="f1"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gf01.jpg"/></fig></p><p><italic>Tabagismo</italic> - Na <xref ref-type="table" rid="tabela2">tabela 2</xref>, a distribui&#231;&#227;o da amostra com rela&#231;&#227;o ao tabagismo.</p><table-wrap id="tabela2"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gt02.jpg"/></table-wrap><p><italic>Tabagismo e medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva - An&#225;lise univariada</italic> - Foram descritos os par&#226;metros da MAPA com rela&#231;&#227;o a valores m&#237;nimo, m&#225;ximo, mediana, m&#233;dia e desvio-padr&#227;o, e submetidos a an&#225;lise univariada com rela&#231;&#227;o &#224; vari&#225;vel tabagismo, nos grupos com e sem medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. Foram selecionados os dados que apresentam signific&#226;ncia estat&#237;stica com p menor que 0,05 (p &lt; 0,05).</p><p><italic>M&#233;dias press&#243;ricas sist&#243;licas e diast&#243;licas</italic> - As m&#233;dias press&#243;ricas (MP) sist&#243;licas e diast&#243;licas de vig&#237;lia (<xref ref-type="fig" rid="f2">figs. 2B</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f3">3B</xref>) foram significativamente maiores nos tabagistas, tanto no Grupo 1, que usava medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, quanto no Grupo 2, que n&#227;o usava medica&#231;&#227;o. N&#227;o houve diferen&#231;a da MPS noturna ou de sono (<xref ref-type="fig" rid="f2">fig. 2C</xref>) e de 24h (<xref ref-type="fig" rid="f2">fig. 2A</xref>) entre tabagistas e n&#227;o-tabagistas em uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. A MPS noturna e de 24h (<xref ref-type="fig" rid="f2">figs. 2C</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f2">2A</xref>) foi significativamente mais elevada nos tabagistas que n&#227;o usavam medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. As MPD de 24 horas (<xref ref-type="fig" rid="f3">fig. 3A</xref>) foram significativamente mais elevadas nos tabagistas que usavam ou n&#227;o medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva.</p><p><fig id="f2"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gf02.jpg"/></fig><fn id="f2xfig2a"/><fn id="f2xfig2b"/></p><p><fn id="f2b"><p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-e01.jpg"/></p></fn></p>
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<p><fn id="f2c"><p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-e02.jpg"/></p></fn></p>

<p><fig id="f3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gf03.jpg"/></fig><fn id="f3xfig3a"/><fn id="f3xfig3b"/></p><p><fn id="f3b"><p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-e03.jpg"/></p></fn></p>


 <p><italic>Descenso noturno sist&#243;lico e diast&#243;lico</italic> - Nos grupos dos pacientes que usavam medica&#231;&#227;o (Grupo 1) ou que n&#227;o usavam medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva (Grupo 2) n&#227;o ocorreu diferen&#231;a estatisticamente significativa no DNS com rela&#231;&#227;o ao tabagismo. A an&#225;lise univariada do descenso noturno diast&#243;lico tamb&#233;m n&#227;o revelou signific&#226;ncia estat&#237;stica entre os grupos.</p> <p><italic>Cargas press&#243;ricas sist&#243;lica e diast&#243;lica</italic> - As cargas press&#243;ricas sist&#243;licas foram sempre significativamente maiores nos tabagistas em todos os per&#237;odos nos pacientes que usavam (CPSvig p = 0,0225/ CPS24h p = 0,03/ CPSnot p = 0,0225), ou n&#227;o medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva (CPSvig p &lt; 0,0001/ CPS24h p&lt; 0,001/ CPS not p &lt; 0,005).</p> <p>O mesmo se registrou com as cargas press&#243;ricas diast&#243;licas em quem usava (CPDvig p = 0,0225/ CPD24h p = 0,0044/ CPDnot p = 0,0404), ou n&#227;o medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva (CPDvig p = 0,0297/ CPD24h p = 0,0083/ CPD not p = 0,042).</p> <p><italic>An&#225;lise multivariada</italic> - Selecionando as vari&#225;veis que foram significativamente diferentes entre tabagistas e n&#227;o-tabagistas na an&#225;lise univariada, procuramos identificar quais dessas vari&#225;veis s&#227;o mais importantes na diferencia&#231;&#227;o dos dois grupos.</p> <p>No grupo de pacientes em uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, a CPD de vig&#237;lia foi significativamente maior (p = 0,0107) nos pacientes tabagistas. No grupo de pacientes que n&#227;o usavam medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, o par&#226;metro CPS de vig&#237;lia foi significativamente maior (p &lt; 0,0001) nos indiv&#237;duos tabagistas.</p>   <p><bold>Discuss&#227;o</bold></p> <p>Provavelmente registra-se na avalia&#231;&#227;o pontual da press&#227;o arterial um decl&#237;nio press&#243;rico transit&#243;rio, por prov&#225;vel aus&#234;ncia do efeito adren&#233;rgico do fumo<sup>3</sup>. N&#227;o foi poss&#237;vel discriminar quais os normotensos ou hipertensos controlados satisfatoriamente ou n&#227;o.</p> <p>As m&#233;dias press&#243;ricas, sist&#243;lica e diast&#243;lica, s&#227;o dados essenciais na an&#225;lise da MAPA, tanto para diagn&#243;stico como para avalia&#231;&#227;o terap&#234;utica e progn&#243;stico<sup>14</sup>. Atualmente a MP &#233; considerada o par&#226;metro mais importante para a an&#225;lise da curva press&#243;rica de 24 horas, pois apresenta correla&#231;&#227;o positiva com altera&#231;&#245;es nos &#243;rg&#227;os-alvo, como &#237;ndice de massa de ventr&#237;culo esquerdo, les&#245;es isqu&#234;micas encef&#225;licas e microalbumin&#250;ria<sup>14</sup>. Os estudos Syst&#150;Eur<sup>15</sup> e Ohasama<sup>16</sup> demonstraram que as vari&#225;veis que apresentaram melhor correla&#231;&#227;o com eventos cardiovasculares, como infarto agudo do mioc&#225;rdio e acidente vascular encef&#225;lico, foram a m&#233;dia press&#243;rica sist&#243;lica do sono, seguida da m&#233;dia press&#243;rica sist&#243;lica de 24 horas e da m&#233;dia press&#243;rica de vig&#237;lia.</p> <p>Os resultados de MP sist&#243;licas e diast&#243;licas de vig&#237;lia significativamente maiores nos tabagistas, com e sem medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, s&#227;o concordantes com a maior parte dos trabalhos realizados em outros pa&#237;ses com normotensos<sup>17-19</sup> e tamb&#233;m com popula&#231;&#227;o de hipertensos<sup>20-23</sup>.</p> <p>Sabe-se que o consumo de um cigarro causa um aumento efetivo de 14% na freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca e de 6% na press&#227;o arterial<sup>24</sup>. Essa rea&#231;&#227;o se deve, provavelmente, ao aumento das concentra&#231;&#245;es de adrenalina e noradrenalina plasm&#225;ticas durante o per&#237;odo em que se fuma<sup>25</sup>. Os n&#237;veis de norepinefrina aumentam em 12,5 minutos, com um pico em 15 minutos, retornando aos n&#237;veis iniciais ap&#243;s 30 minutos. Essa altera&#231;&#227;o ocasiona o aumento m&#225;ximo da press&#227;o arterial e, passados 30 minutos, ocorre queda desses valores, permanecendo, no entanto, mais elevados que os valores registrados antes do ato de fumar<sup>25</sup>.</p> <p>Ward e cols.<sup>26</sup> estudaram o comportamento dos n&#237;veis press&#243;ricos e da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca, na primeira semana, em pacientes que haviam parado de fumar, e observaram diminui&#231;&#227;o significativa dessas vari&#225;veis. Estes demonstraram tamb&#233;m, ap&#243;s uma semana, diminui&#231;&#227;o significativa nos n&#237;veis plasm&#225;ticos e urin&#225;rios de norepinefrina e epinefrina circulantes.</p> <p>Groppelli e cols.<sup>27</sup>, avaliando dez tabagistas normotensos que fumaram um cigarro a cada quinze minutos durante uma hora, demonstraram que a press&#227;o arterial e a freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca se elevaram imediatamente ap&#243;s o consumo do primeiro cigarro, persistindo no mesmo patamar enquanto eram fumados os outros tr&#234;s cigarros. A eleva&#231;&#227;o inicial da press&#227;o foi aproximadamente de 12 mmHg na sist&#243;lica e de 15 mmHg na diast&#243;lica. Ap&#243;s o consumo na primeira hora, ocorreu queda do efeito pressor do fumo sobre a press&#227;o arterial, por prov&#225;vel mecanismo compensat&#243;rio desconhecido. Nesse mesmo estudo, outros seis indiv&#237;duos normotensos e tabagistas fumaram um cigarro a cada trinta minutos durante oito horas e novamente a press&#227;o arterial e a freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca se elevaram logo ap&#243;s o consumo do primeiro cigarro, permanecendo elevadas durante todo o per&#237;odo de exposi&#231;&#227;o ao tabaco. Nos dois grupos ocorreu maior variabilidade da press&#227;o arterial enquanto fumavam.</p> <p>Cronicamente, a nicotina diminui a sensibilidade dos barorreceptores e aumenta a produ&#231;&#227;o de tromboxano A2, que &#233; um potente vasoconstritor<sup>28</sup>. Nos hipertensos fumantes, demonstraram-se n&#237;veis elevados de tromboxano B<sup>29</sup>. Nos tabagistas ocorre uma redu&#231;&#227;o na s&#237;ntese de &#243;xido n&#237;trico (ON) e endotelina &#150;1 (ET-1), que independe da quantidade de cigarros fumados diariamente<sup>30</sup>. Demonstrou-se, tamb&#233;m, que o tabagismo aumenta a produ&#231;&#227;o da angiotensina II<sup>31</sup>.</p> <p>Diferentemente dos resultados obtidos, Mikkelsen e cols.<sup>32</sup>, estudando normotensos submetidos &#224; MAPA, demonstraram que os tabagistas apresentavam MP sist&#243;licas inferiores durante a vig&#237;lia, enquanto Green e cols.<sup>2</sup> observaram, tamb&#233;m, MP diast&#243;licas inferiores na vig&#237;lia. Mikkelsen e cols.<sup>32</sup> explicam seus resultados sugerindo que a nicotina levaria, ap&#243;s d&#233;cadas de exposi&#231;&#227;o, a efeito adaptativo do sistema nervoso simp&#225;tico. Relatam tamb&#233;m nos tabagistas menor efeito do avental branco e afirmam que nesses pacientes, em raz&#227;o da estimula&#231;&#227;o cr&#244;nica pela nicotina e seus metab&#243;litos, est&#237;mulos extras n&#227;o seriam capazes de provocar mais rea&#231;&#227;o. Os autores destacam que o h&#225;bito de fumar tamb&#233;m agiria reduzindo o estresse, o que poderia se associar com a diminui&#231;&#227;o da press&#227;o arterial.</p> <p>A m&#233;dia press&#243;rica noturna n&#227;o apresentou diferen&#231;a significativa nos dois grupos, com rela&#231;&#227;o ao tabagismo, assim como j&#225; demonstrado em outros estudos com normotensos<sup>33,34</sup> e hipertensos<sup>22,23</sup>; somente a MPS noturna foi significativamente mais elevada nos tabagistas que n&#227;o usavam medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva.</p> <p>Acredita-se que a aus&#234;ncia do efeito pressor agudo do fumo durante o per&#237;odo noturno, no qual a maior parte dos indiv&#237;duos est&#225; dormindo, justifique a semelhan&#231;a das m&#233;dias press&#243;ricas entre tabagistas e n&#227;o-tabagistas. O comportamento fisiol&#243;gico da press&#227;o arterial apresenta-se com um ritmo circadiano, atingindo os valores mais baixos durante o sono e retornando a n&#237;veis mais elevados quando o indiv&#237;duo acorda, tanto em normotensos quanto em hipertensos. Nessa pesquisa n&#227;o ocorreu diferen&#231;a estat&#237;stica significativa no descenso noturno sist&#243;lico e diast&#243;lico, com rela&#231;&#227;o ao tabagismo, em nenhum dos dois grupos.</p> <p>Outros estudos<sup>20,35</sup> observaram que os pacientes tabagistas apresentam queda superior dos n&#237;veis press&#243;ricos durante o sono quando comparados com os n&#227;o-tabagistas. Explica-se essa altera&#231;&#227;o como conseq&#252;&#234;ncia da aus&#234;ncia do efeito pressor agudo do fumo durante o per&#237;odo de sono nos tabagistas. At&#233; o momento, n&#227;o se sabe exatamente o que ocasiona o descenso noturno da press&#227;o arterial. Esse fato pode estar relacionado a um ritmo biol&#243;gico intr&#237;nseco, ou &#224; aus&#234;ncia de est&#237;mulos externos, ou at&#233; mesmo &#224; associa&#231;&#227;o dos dois fatores<sup>36</sup>. Questiona-se a determina&#231;&#227;o de per&#237;odos de sono e vig&#237;lia, com hor&#225;rios preestabelecidos, e a fidelidade do registro das horas exatas pelos pacientes<sup>37</sup>.</p> <p>A maioria dos aparelhos, inclu&#237;dos os utilizados neste estudo, registra, como hor&#225;rio de sono, o per&#237;odo compreendido entre 23 horas e 7 horas, o que obviamente pode levar a resultados imprecisos em alguns pacientes, por n&#227;o corresponder aos hor&#225;rios exatos de adormecer e despertar. Estimular os pacientes a utilizar a tecla sono/vig&#237;lia poderia traduzir com maior precis&#227;o o verdadeiro hor&#225;rio de sono. No entanto, observamos que alguns pacientes, quando t&#234;m de interagir com o aparelho, confundem-se, prejudicando os registros. A qualidade do sono pode interferir no descenso fisiol&#243;gico, e essa informa&#231;&#227;o tamb&#233;m deveria constar no relat&#243;rio do exame.</p> <p>A avalia&#231;&#227;o do descenso noturno possibilita melhor estratifica&#231;&#227;o de risco nos pacientes hipertensos<sup>38</sup>. Nesses doentes j&#225; est&#225; bem demonstrado que a aus&#234;ncia de descenso noturno adequado (inferior a 10%)<sup>39-41</sup>, assim como em idosos<sup>42</sup> o descenso acentuado (superior a 20%), associa-se com maior comprometimento de &#243;rg&#227;o-alvo.</p> <p>As cargas press&#243;ricas (CP) representam a porcentagem de medidas acima dos valores considerados normais na MAPA e refletem maior variabilidade dos n&#237;veis press&#243;ricos. Nas &#250;ltimas Diretrizes Brasileiras para o uso da MAPA (2001), a avalia&#231;&#227;o da carga press&#243;rica (CP) passou a ter import&#226;ncia secund&#225;ria e limitada na interpreta&#231;&#227;o cl&#237;nica dos resultados desse m&#233;todo. Neste trabalho analisamos esse par&#226;metro, concordando, no entanto, que a sua utiliza&#231;&#227;o na avalia&#231;&#227;o da monitoriza&#231;&#227;o est&#225; sujeita a muitas cr&#237;ticas. Ocorreu grande varia&#231;&#227;o nos valores obtidos das CPS e CPD de vig&#237;lia, sono e total, encontrados no Grupo 1 e no Grupo 2, pois o valor do desvio-padr&#227;o foi muito pr&#243;ximo da m&#233;dia. As medianas foram semelhantes em ambos os grupos.</p> <p>O dado mais interessante e evidente deste trabalho &#233; que fumantes t&#234;m um incremento nos n&#237;veis press&#243;ricos durante o dia. Na popula&#231;&#227;o de tabagistas, se continuarmos utilizando exclusivamente a press&#227;o arterial de consult&#243;rio, poderemos muitas vezes realizar uma avalia&#231;&#227;o pontual, desconhecendo o verdadeiro estado tensiog&#234;nico desse organismo, estimando inadequadamente o efeito hemodin&#226;mico lesivo nos &#243;rg&#227;os-alvo. Algumas teorias tentam explicar os achados epidemiol&#243;gicos de n&#237;veis press&#243;ricos iguais ou menores na press&#227;o casual de consult&#243;rio em fumantes. A mais aceita &#233; a diminui&#231;&#227;o do efeito pressor agudo do fumo em raz&#227;o da abstin&#234;ncia tab&#225;gica, alguns minutos ou horas antes da medida de consult&#243;rio. Outra tentativa de explicar esse fen&#244;meno &#233; que o uso prolongado e cr&#244;nico do tabaco aumenta a freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca, o que levaria a uma diminui&#231;&#227;o do volume sist&#243;lico final do ventr&#237;culo esquerdo e, como conseq&#252;&#234;ncia, valores mais reduzidos da press&#227;o arterial. Pode-se considerar em estudos futuros a realiza&#231;&#227;o da MAPA exclusivamente durante o per&#237;odo diurno, tanto para fins diagn&#243;sticos como para avalia&#231;&#227;o do controle da terap&#234;utica anti-hipertensiva, nos indiv&#237;duos tabagistas.</p> <p>A medida residencial da press&#227;o arterial (MRPA) durante alguns dias e com medidas repetitivas, utilizando-se equipamentos validados, pode vir a ser uma alternativa &#224; MAPA para avaliar os indiv&#237;duos tabagistas. Esse m&#233;todo vem sendo recomendado<sup>3</sup>, pois auxilia na ades&#227;o ao tratamento e &#233; superior &#224; medida casual de consult&#243;rio na correla&#231;&#227;o com les&#227;o em &#243;rg&#227;o-alvo<sup>43,44</sup>. A MRPA pode oferecer, em rela&#231;&#227;o &#224; press&#227;o de consult&#243;rio, maior n&#250;mero de medidas, melhor reprodutibilidade, armazenamento de dados na mem&#243;ria do aparelho. No entanto, um maior n&#250;mero de aparelhos com menor custo precisa ser validado e di&#225;rios precisariam ser criados especificamente para essa popula&#231;&#227;o<sup>45</sup>. A realiza&#231;&#227;o de uma s&#233;rie de leituras domiciliares registrando os hor&#225;rios de consumo de cigarro pode ser &#250;til para esses pacientes, evitando-se a interpreta&#231;&#227;o com base em situa&#231;&#245;es irreais, como a abstin&#234;ncia programada do fumo.</p> <p>O abandono do tabagismo &#233; recomendado para os pacientes hipertensos como uma medida para controle de fatores de risco das doen&#231;as cardiovasculares. No entanto, essa orienta&#231;&#227;o como parte do tratamento n&#227;o-medicamentoso da hipertens&#227;o arterial, no qual se incluem a diminui&#231;&#227;o do s&#243;dio na dieta, a diminui&#231;&#227;o no consumo de &#225;lcool, a redu&#231;&#227;o de peso e a realiza&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica peri&#243;dica, vem sendo incorporada<sup>10,46,47</sup>.</p> <p>Estudos longitudinais de curto prazo com pacientes avaliados pela MAPA e que deixam de fumar revelam queda importante dos n&#237;veis press&#243;ricos ap&#243;s o abandono do tabagismo<sup>34,48</sup>. Tais observa&#231;&#245;es sugerem que possivelmente exista um efeito do fumo na etiopatogenia da hipertens&#227;o arterial. Trabalhos prospectivos seguindo esses pacientes durante per&#237;odos mais longos e controlando vari&#225;veis como o aumento de peso poder&#227;o confirmar e quantificar esse efeito.</p> <p>Parece que a popula&#231;&#227;o de tabagistas &#233; um grupo especial no qual a utiliza&#231;&#227;o da MAPA &#233; o m&#233;todo mais adequado para a avalia&#231;&#227;o dos n&#237;veis press&#243;ricos, evitando com a medida isolada de consult&#243;rio subdiagnosticar os hipertensos ou submedicar os pacientes em tratamento com anti-hipertensivos.</p> <p><italic>Limita&#231;&#245;es</italic> - A an&#225;lise univariada foi ajustada para as vari&#225;veis idade e sexo, no entanto n&#227;o foi poss&#237;vel analisar os dados como &#237;ndice de massa corp&#243;rea, sedentarismo, tipo de medica&#231;&#227;o em uso e comorbidades.</p> <p><bold>Potencial Conflito de Interesses</bold></p> <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>        <p><fn id="back" fn-type="corresp"><label><bold>Correspond&#234;ncia:</bold></label><p> Marcos Galan Morillo </p><p> Cl&#237;nica Check-up MED </p><p> Av. Juriti, 144 </p><p> 04520-000 &#150; S&#227;o Paulo, SP </p><p> E-mail: </p><p><email xlink:href="marcosgmorillo@uol.com.br">marcosgmorillo@uol.com.br</email></p></fn></p> <p>Recebido em 14/04/05 </p><p> Aceito em 01/07/05</p></body>
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          <article-title>Impact of smoking cessation on ambulatory blood pressure and heart rate in postmenopausal women</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Twenty-four hour blood pressure record for smokers and nonsmokers</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To evaluate the effect of smoking on blood pressure trends during a 24-hour period, by analyzing the parameters of the ambulatory blood pressure monitoring (ABPM). METHODS: The results of 289 ABPM tests conducted on patients classified as smokers or nonsmokers were studied. The parameters analyzed were: mean 24-hour, daytime and nighttime systolic and diastolic blood pressure readings; nocturnal dipping of systolic and diastolic pressures and blood pressure load. The patients were classified in four groups according to whether or not they used antihypertensive medication: 1A - nonsmokers using medication; 1B - smokers using medication; 2A - nonsmokers not using medication; and 2B - smokers not using medication. Variables were expressed as minimum, maximum, median, mean and standard deviation values. Univariate analysis was used for comparing the smoking and nonsmoking groups. The significantly different variables from the groups were selected using multivariate analysis. The significance level adopted was 5%. RESULTS: Mean daytime systolic and diastolic blood pressures were significantly higher in the smokers, regardless of whether or not they used antihypertensive medication. Mean nocturnal blood pressure readings were similar between smokers and nonsmokers. Mean 24-hour systolic blood pressure readings were significantly higher in the smokers, regardless of whether or not they used antihypertensive medication. Nocturnal dipping was similar for all groups. Blood pressure loads were consistently and significantly higher in the smokers regardless of medication use. CONCLUSION: Mean daytime systolic and diastolic blood pressure readings were consistently higher in the smokers when compared to nonsmokers regardless of antihypertension medication use. Nocturnal dipping was similar for smokers and nonsmokers.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Smoking</kwd>
        <kwd>blood pressure</kwd>
        <kwd>blood pressure monitoring</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body><p><bold>ORIGINAL ARTICLE</bold></p><p><bold>Twenty-four hour blood pressure record for smokers and nonsmokers</bold></p><p><bold>Marcos Galan Morillo; Marisa Campos Moraes Amato; Sonia Perez Cendon Filha</bold></p><p>S&#227;o Paulo Federal University - UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p><p><xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing Address</xref></p><p><bold>ABSTRACT</bold></p><p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the effect of smoking on blood pressure trends during a 24-hour period, by analyzing the parameters of the ambulatory blood pressure monitoring (ABPM).</p><p><bold>METHODS:</bold> The results of 289 ABPM tests conducted on patients classified as smokers or nonsmokers were studied. The parameters analyzed were: mean 24-hour, daytime and nighttime systolic and diastolic blood pressure readings; nocturnal dipping of systolic and diastolic pressures and blood pressure load. The patients were classified in four groups according to whether or not they used antihypertensive medication: 1A &#150; nonsmokers using medication; 1B &#150; smokers using medication; 2A &#150; nonsmokers not using medication; and 2B &#150; smokers not using medication. Variables were expressed as minimum, maximum, median, mean and standard deviation values. Univariate analysis was used for comparing the smoking and nonsmoking groups. The significantly different variables from the groups were selected using multivariate analysis. The significance level adopted was 5%.</p><p><bold>RESULTS:</bold> Mean daytime systolic and diastolic blood pressures were significantly higher in the smokers, regardless of whether or not they used antihypertensive medication. Mean nocturnal blood pressure readings were similar between smokers and nonsmokers. Mean 24-hour systolic blood pressure readings were significantly higher in the smokers, regardless of whether or not they used antihypertensive medication. Nocturnal dipping was similar for all groups. Blood pressure loads were consistently and significantly higher in the smokers regardless of medication use.</p><p><bold>CONCLUSION:</bold> Mean daytime systolic and diastolic blood pressure readings were consistently higher in the smokers when compared to nonsmokers regardless of antihypertension medication use. Nocturnal dipping was similar for smokers and nonsmokers.</p><p><bold>Key words:</bold> Smoking, blood pressure, blood pressure monitoring, hypertension.</p><p>It is known that smoking causes a temporary rise in blood pressure levels for both hypertensive and normotensive individuals. Nevertheless, epidemiological studies evaluating blood pressure levels using casual in-office blood pressure measurements have shown that smokers present blood pressure readings that are less than or equal to those of nonsmokers<sup>1-3</sup>. In these studies, individuals are assessed by an isolated blood pressure measurement according to the recommendations of national and international guidelines (JNC 7, ESH 4, IV DBHA). In contrast, smokers submitted to ambulatory blood pressure monitoring (ABPM) present higher mean blood pressure readings than nonsmokers<sup>4-6</sup>.</p><p>A better understanding of the 24-hour effect of smoking on blood pressure trends, actual systemic blood pressure and the impact on target organs is required. Ambulatory blood pressure monitoring (ABPM) is the diagnostic tool that enables this analysis, providing a profile of daytime and nighttime blood pressure variations<sup>7</sup>. This test provides a better understanding of hypertension for diagnosis, prognosis or treatment purposes<sup>7-9</sup>. Blood pressure level trends from ABP monitoring as well as measurements taken at home are more reliable in relation to the prognosis of hypertension since they are a better indication of target organ lesions than measurements taken at the doctor's office<sup>10</sup>.</p><p>The objective of this study is to assess the effect of smoking on blood pressure trends during a 24-hour timeframe using the ambulatory blood pressure monitoring parameters.</p><p><bold>Methods</bold></p><p>Two hundred and eighty nine ambulatory blood pressure monitoring tests were studied from a population of patients referred by their doctors to a diagnostic testing clinic associated with a teaching institution. Substandard tests were repeated. Seventeen tests were excluded due to incomplete data, duration of less than 21 hours or automatic exclusions in excess of 20%. The case study included 272 tests with 211 nonsmokers and 61 smokers. The patients were classified as smokers or nonsmokers according to the information given when the device was fitted. Anyone who smoked one or more cigarettes per day was classified as a smoker.</p><p>The following ABPM parameters were analyzed: mean 24-hour, daytime and nighttime systolic and diastolic blood pressure readings; Systolic and diastolic nocturnal dip; Daytime, nighttime and 24-hour systolic and diastolic blood pressure loads.</p><p>The Dyna-MAPA 24-hour oscillometric ABP-Monitor that has been validated by the American Association for the Advancement of Medical Instrumentation (AAMI) and the British Hypertension Society (BHS) was used. The programming and report generation software was also Dyna-MAPA. The program automatically produces the statistical report without interpretation by any professional.</p><p>The patients were fitted with the device during normal daytime working hours by a trained technician. Each patient wore the device for 24-hours and returned to the clinic the following day for removal. The monitoring was performed on a weekday that reflected the patient's normal activities. No patient was monitored on a Saturday, Sunday or holiday. The cuff was placed on the non-dominant arm two fingers above the elbow crease. Adequate size cuffs according to arm circumference were used. A previously established set of instructions was given to the patients when the device was fitted.</p><p>The device's program registered measurements every 15 minutes during the day and every 20 minutes during the night. The patients were instructed to keep a diary of their activities that was to include lunch and dinner times and the time they went to bed and woke up. They were also to record the names of any medications they were taking, the dosage and the times they were taken. If they had any symptoms they were to record them with the hour of onset and conclusion. Daytime was considered as the period between 7a.m. and 11p.m. and nighttime between 11p.m. and 7a.m. as outlined in the recommendations of the 2<sup>nd</sup> Brazilian Consensus for ABPM<sup>11</sup>. Initially the test sample was divided into two groups based on whether or not the patients used antihypertensive medication. These two groups were then further subdivided into smokers and nonsmokers as follows: <italic>Group 1A</italic> &#150; Nonsmokers using antihypertensive medication; <italic>Group 1B</italic> &#150; Smokers using antihypertensive medication; <italic>Group 2A</italic> &#150; Nonsmokers not using antihypertensive medication; <italic>Group 2B</italic> &#150; Smokers not using antihypertensive medication.</p><p>No distinction was made among the groups in relation to normotensive patients or hypertensive patients with or without satisfactory control. Variables were expressed as minimum, maximum, median, mean and standard deviation values.</p><p>The Student's t-test was used in the univariate analysis to compare the ABPM variables with normal distribution for the groups of smokers and nonsmokers<sup>12</sup>. The variables that did not have normal distribution were analyzed using the Wilcoxon test for two independent samples. The gender variable distribution was compared between the groups of smokers and nonsmokers using the Pearson chi-square test<sup>12</sup>.</p><p>The variables that presented a significant difference in the univariate analysis between the groups of smokers and nonsmokers were used in the multivariate analysis. The logistic regression model was adopted in this phase in order to determine the most important variables in the differentiation between the two groups. The stepwise method<sup>13</sup> was used to select the variables with equal input (0.10) and output (0.05) significance levels.</p><p>Separate analyses were conducted for the groups of patients who used or did not use medication. The significance level adopted was 5%. This study was approved by the institution's research and ethics commission.</p><p><bold>Results</bold></p><p>The descriptive analysis of the sample in relation to gender and age presented the following results (<xref ref-type="table" rid="e16f3-body2">Tab.1</xref>) (<xref ref-type="fig" rid="e16f1-body2">Fig. 1</xref>).</p><p content-type="asset"><fig id="e16f1-body2"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gf01-en.jpg"/></fig></p><p><table-wrap id="e16f3-body2"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gt01-en.jpg"/></table-wrap><fn id="e16f3xfig3a-body2"/><fn id="e16f3xfig3b-body2"/></p><p><fn id="e16f3b-body2"><p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-e01-en.jpg"/></p></fn></p><p><italic>Smoking and antihypertensive medication</italic> - Univariate analysis - The ABPM parameters were expressed as minimum, maximum, median, mean and standard deviation values. Univariate analysis was conducted using the smoking variable for the groups that used and did not use antihypertensive medication. The data with a statistical significance of p less than 0.05 (p &lt; 0.05) were selected.</p><p><italic>Mean systolic and diastolic blood pressure measurements</italic> - The mean daytime systolic and diastolic blood pressure measurements (<xref ref-type="fig" rid="e16f2-body2">Figs.2B</xref> and <xref ref-type="table" rid="e16f3-body2">3B</xref>) were significantly higher for the smokers in both Group 1 that used antihypertensive medication and Group 2 that did not use medication. There was no difference in the mean nocturnal (<xref ref-type="fig" rid="e16f2-body2">Fig. 2C</xref>) or 24-hour (<xref ref-type="fig" rid="e16f2-body2">Fig. 2A</xref>) systolic blood pressures between the smokers and nonsmokers who used antihypertensive medication. The mean nocturnal and 24-hour systolic blood pressure (<xref ref-type="fig" rid="e16f2-body2">Figs.2C</xref> and <xref ref-type="fig" rid="e16f2-body2">2A</xref>) were significantly higher in the smokers that did not use antihypertensive medication. The mean 24-hour diastolic blood pressure (<xref ref-type="table" rid="e16f3-body2">Fig.3A</xref>) was significantly higher for smokers regardless of whether or not they used antihypertensive medication.</p><p><fig id="e16f2-body2"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-gf02-en.jpg"/></fig><fn id="e16f2xfig2a-body2"/><fn id="e16f2xfig2b-body2"/></p><p><fn id="e16f2b-body2"><p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-e02-en.jpg"/></p></fn></p>
&#160;
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<p><fn id="e16f2c-body2"><p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-e03-en.jpg"/></p></fn></p>

 <p><italic>Systolic and diastolic nocturnal dip</italic> - There was no significant statistical difference for systolic nocturnal dipping related to smoking between Group 1 that did not use antihypertensive medication and Group 2 that used antihypertensive medication. There was also no statistical significance between the groups in the univariate analysis of diastolic nocturnal dipping.</p> <p><italic>Systolic and diastolic blood pressure loads</italic> - Systolic blood pressure loads (SBPL) were consistently and significantly higher for all periods for the smokers that used antihypertensive medication (SBPLday p = 0.0225 / SBPL24h p = 0.03 / SBPLnight p = 0.0225), and did not use antihypertensive medication (SBPLday p &lt; 0.0001/ SBPL24h p&lt; 0.001/ SBPLnight p &lt; 0.005).</p> <p>Diastolic blood pressure loads (DBPL) registered similar results for those using antihypertensive medication (DBPLday p = 0.0225/ DBPL24h p = 0.0044/ DBPLnight p = 0.0404), and those that did not use antihypertensive medication (DBPLday p = 0.0297/ DBPL24h p = 0.0083/ DBPLnight p = 0.042).</p> <p><italic>Multivariate analysis</italic> - The significantly different variables from the univariate analysis of smokers and nonsmokers were selected according to their ability to demonstrate the greatest differentiation between the groups.</p> <p>In the group of patients that used antihypertensive medication, the daytime diastolic blood pressure load was significantly higher (p = 0.0107) in the smokers. In the group of patients that did not use antihypertensive medication, the daytime systolic blood pressure load was significantly higher (p &lt; 0.0001) in the smokers.</p>   <p><bold>Discussion</bold></p> <p>During regular blood pressure assessments the absence of the adrenergic effect caused by smoking probably produces a transitory decrease<sup>3</sup>. It was not possible to distinguish which normotensive and hypertensive patients controlled their blood pressure satisfactorily.</p> <p>Mean systolic and diastolic blood pressure measurements are essential data for ABPM analysis for diagnostic purposes as well as therapeutic and prognostic evaluation<sup>14</sup>. Currently, mean pressure measurements are considered the most important parameter to analyze the 24-hour pressure curve since they are positively related to target organ alterations such as the left ventricular mass index, encephalic ischemic lesions and microalbuminuria<sup>14</sup>. The Syst&#150;Eur<sup>15</sup> and Ohasama16 studies demonstrated that the variables that are more closely related to cardiovascular events such as acute myocardial infarction and encephalic stroke were the mean nighttime systolic blood pressure followed by the mean 24-hour systolic blood pressure and the mean daytime blood pressure measurements.</p>   <p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0504-00016-e04-en.jpg"/></p>   <p>The results showing that the mean daytime systolic and diastolic blood pressure measurements were significantly higher in smokers regardless of whether or not they used antihypertensive medication agree with the majority of studies conducted in other countries with normotensive<sup>17-19</sup> and hypertensive patients<sup>20-23</sup>.</p> <p>It is a known fact that smoking one cigarette increases the heart rate by 14% and blood pressure by 6%24. This reaction is probably caused by the increased plasmatic concentrations of adrenaline and noradrenaline while smoking<sup>25</sup>. Norepinephrine levels increase within 12.5 minutes and peak after 15 minutes before returning to initial levels after 30 minutes. This alteration causes a maximum blood pressure increase which reduces after 30 minutes, however, the level remains higher than the values registered before smoking<sup>25</sup>.</p> <p>Ward et al<sup>26</sup> studied blood pressure and heart rate trends in patients during the first week after they had quit smoking and observed a significant decrease in these variables. These patients also demonstrated a significant decrease in the plasmatic and urinary levels of norepinephrine and epinephrine after one week of no smoking.</p> <p>Groppelli et al<sup>27</sup>, evaluated ten normotensive smokers who smoked one cigarette every fifteen minutes during an hour and demonstrated that blood pressure and heart rate increased immediately after smoking the first cigarette and remained at that level while the other three cigarettes were smoked. The initial blood pressure increase was approximately 12 mmHg for the systolic reading and 15 mmHg for the diastolic reading. The pressor effect caused by smoking decreased during the first hour after smoking probably due to an unknown compensatory mechanism. In this same study, six other normotensive smokers smoked one cigarette every thirty minutes during eight hours and once again there was an increase in blood pressure and heart rate soon after smoking the first cigarette and they remained elevated during the entire period of exposition to tobacco. The greatest blood pressure variations for both groups occurred while they smoked.</p> <p>Chronically, nicotine diminishes baroreceptor sensitivity and increases the production of thromboxane A2, a powerful vasoconstritor<sup>28</sup>. High levels of thromboxane B have been found in hypertensive smokers<sup>29</sup>. The synthesis of nitric oxide and endothelin is reduced in smokers regardless of the number of cigarettes smoked daily<sup>30</sup>. It has also been demonstrated that smoking increases angiotensin II production<sup>31</sup>.</p> <p>Contrary to the results of this study, Mikkelsen et al<sup>32</sup>, studying normotensive patients submitted to ABPM, demonstrated that the smokers presented lower mean daytime systolic BP readings while Green et al<sup>2</sup> also observed lower mean daytime diastolic BP readings. Mikkelsen et al<sup>32</sup> suggest that this outcome is caused by an adaptive effect in the sympathetic nervous system after numerous years of exposure to nicotine. They also report that smokers are less affected by "white coat" hypertension and confirm that the chronic stimulation by nicotine and its metabolites eliminate the power of any other stimuli to provoke further reaction. The authors emphasize that smoking also helps to reduce stress, which could be associated with the lowering of blood pressure.</p> <p>Mean nighttime blood pressure did not present a significant difference between the groups in relation to smoking, as seen previously in other studies with normotensive<sup>33,34</sup> and hypertensive patients<sup>22,23</sup>. Only the mean nighttime systolic blood pressure was significantly higher in the smokers that did not use antihypertensive medication.</p> <p>It is believed that the acute pressor effect caused by smoking does not exist during the night when most individuals are sleeping and therefore justifies the similar blood pressure measurements of smokers and nonsmokers. For both normotensive and hypertensive patients, the physiological blood pressure trend has a circadian rhythm, which reaches lower levels when the person is sleeping and returns to higher levels when the person wakes up. In this study there was no significant statistical difference in the systolic and diastolic nocturnal dip associated with smoking in either group.</p> <p>Other studies<sup>20,35</sup> have observed that the nocturnal dip of smokers is more pronounced than that of nonsmokers. This alteration can be explained as a result of the elimination of the acute pressor effect during the night in smokers. To date, the actual cause of nocturnal blood pressure dipping is unknown. This fact could be related to an intrinsic biological rhythm or the lack of external stimuli or even an association of the two factors<sup>36</sup>. The determination of nighttime and daytime periods with preset hours and the accuracy of the patient's diary of exact hours<sup>37</sup> are questionable.</p> <p>Most of the devices, including those used in this study, register nighttime hours as the period between 11p.m. and 7 a.m. that obviously could lead to inaccurate results for any patients that do not strictly abide by these hours for going to sleep and waking up. Encouraging the patients to use the sleep/activity button could result in more accurate data for hours of sleep. However, we have observed that some patients become confused when they have to adjust the device distorting the registers. Sleep quality could interfere in the physiological decrease and this information should also be recorded on the test report.</p> <p>The evaluation of the nocturnal dip enables better risk stratification for hypertensive patients<sup>38</sup>. It has been well established that the lack of an adequate nighttime blood pressure dip (less than 10%)<sup>39-41</sup> in these patients, as well as an accentuated dip (higher than 20%) in elderly hypertensive patients<sup>42</sup> is associated with a more severe risk to the target organ.</p> <p>Blood pressure loads represent a percentage of measurements that are considered higher than normal by the ABPM and reflect a greater fluctuation in the pressure levels. In the latest version of the Brazilian ABPM Guidelines (2001), blood pressure loads were given a secondary importance and the clinical interpretation of this method was limited. In this study the parameter was analyzed however we are aware that its use in the monitoring evaluation is subject to much criticism. There was a great variation in the daytime, nighttime and total systolic and diastolic blood pressure load values obtained for Groups 1 and 2 since the standard deviation value was very close to the mean value. The median values were similar for both groups.</p> <p>The most interesting and evident fact of this study is that blood pressure levels for smokers increase during the day. If we continue to exclusively use in-office blood pressure measurements for smokers it is possible that regular evaluations could be made that do not reflect the actual systemic blood pressure and inadequately estimate the hemodynamic effect of target organ lesions. Some theories try to explain the epidemiological findings of blood pressure levels in smokers that are less than or equal to the casual blood pressure measurement. The theory with the highest acceptance rate is the reduction of the acute pressor effect caused by smoking due to tobacco abstinence for a few minutes or hours before the office measurement. Another attempt to explain this phenomenon is that the prolonged and chronic use of tobacco increases heart rate that would lead to a decrease in left ventricular end-systolic volume and consequently lower blood pressure. The use of ABPM exclusively during the daytime can be a valid consideration of future studies for both diagnostic purposes and the assessment of antihypertensive treatment in smokers.</p> <p>Repetitive in-home blood pressure measurements taken over a period of a few days using validated equipment can become an alternative to ABPM to evaluate smokers. This method has been recommended<sup>3</sup>, since it helps in treatment adhesion and is superior to the casual measurements taken at the doctor's office in regard to target organ lesions<sup>43,44</sup>. In comparison to in-office measurements the in-home blood pressure measurements offer a greater number of readings, better reproducibility and data storage in the unit's memory chip. However, a greater number of more economical units need to be validated and specific diaries should be created for these patients<sup>45</sup>. A series of in-home readings recording the times of cigarette smoking can be useful for these patients, avoiding interpretations based on unreal situations like a programmed abstinence from smoking.</p> <p>All hypertensive patients are advised to quit smoking as a control measure for cardiovascular risk factors. This advice is part of the non-medicinal hypertension treatment that is being incorporated which also includes a low sodium diet, moderate alcohol consumption, weight loss and periodic physical activity<sup>10,46,47</sup>.</p> <p>Short-term longitudinal studies using ABPM to evaluate patients that have quit smoking reveal that the blood pressure measurements of these patients are substantially lower than when they were smoking<sup>34,48</sup>. These observations suggest a possible etiopathogenic link between the effect of smoking and hypertension. Prospective studies with long-term follow-up and the control of variables such as weight gain can confirm and quantify this effect.</p> <p>It appears that the smoking population is a special group in which ABPM is the most adequate method for blood pressure assessment, avoiding the isolated measurement at the doctor's office, a procedure which could incorrectly diagnose hypertensive patients or undermedicate patients using antihypertensive treatments.</p> <p><italic>Limitations</italic> - The univariate analysis was adjusted for age and gender variables, however, it was not possible to analyze data such as body mass index, sedentary lifestyle, type of medication used or co-morbidities.</p> <p><bold>Potential Conflict of Interest</bold></p> <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>   <p><bold>References</bold></p>     <p><fn id="back-body2" fn-type="corresp"><label><bold>Mailing Address:</bold></label><p> Marcos Galan Morillo</p><p> Av. Juriti, 144</p><p> 04520-000 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p><p> E-mail: </p><p><email xlink:href="marcosgmorillo@uol.com.br">marcosgmorillo@uol.com.br</email></p></fn></p> <p>Received on 14/04/05</p><p> Accepted on 01/07/05</p></body>
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