<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">qmqTkGJMHypZjp67nxtH4jM</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001700012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700412</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001700012</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Fatores de risco para hipertens&#227;o arterial e diabete melito em trabalhadores de empresa metal&#250;rgica e sider&#250;rgica</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Martinez</surname>
            <given-names>Maria Carmen</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Latorre</surname>
            <given-names>Maria do Ros&#225;rio Dias de Oliveira</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>471</fpage>
      <lpage>479</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>28</day>
          <month>12</month>
          <year>2005</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>14</day>
          <month>03</month>
          <year>2005</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Estudar os fatores associados &#224; hipertens&#227;o arterial (HA) e ao diabete melito (DM) em trabalhadores de empresa metal&#250;rgica e sider&#250;rgica com unidades em S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro, mediante um modelo hier&#225;rquico de risco. M&#201;TODOS: Este &#233; um estudo transversal. Foram obtidas informa&#231;&#245;es sobre vari&#225;veis demogr&#225;ficas, ocupacionais, do estilo de vida, perfil lip&#237;dico, glicemia de jejum e press&#227;o arterial de 3.777 empregados, e realizadas an&#225;lise estat&#237;stica descritiva e an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla hierarquizada. RESULTADOS: A preval&#234;ncia de HA foi de 24,7%, e a an&#225;lise de regress&#227;o hierarquizada indicou que sexo masculino e idade acima de quarenta anos apresentaram risco estatisticamente significativo. Independentemente das caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, trabalhar em metalurgia, estresse intenso no trabalho, sedentarismo, consumo de &#225;lcool, &#237;ndice de massa corporal superior a 25, colesterol alterado e triglic&#233;rides alterados estiveram associados com a HA. A preval&#234;ncia de DM foi de 11,5%, e a an&#225;lise de regress&#227;o hierarquizada indicou que sexo masculino e idade acima de quarenta anos apresentaram risco estatisticamente significativo. Independentemente das caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, as mesmas condi&#231;&#245;es estiveram associadas com a DM. CONCLUS&#195;O: Os dados evidenciaram que o trabalhador acima de quarenta anos &#233; uma prioridade para a&#231;&#245;es de interven&#231;&#227;o que possam favorecer a preven&#231;&#227;o dos dois agravos. Nessas a&#231;&#245;es, deve-se dar aten&#231;&#227;o especial &#224; alimenta&#231;&#227;o e &#224; pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos, que favoreceriam o controle da obesidade e da altera&#231;&#227;o do perfil lip&#237;dico.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>diabete melito</kwd>
        <kwd>sa&#250;de do trabalhador</kwd>
        <kwd>sa&#250;de ocupacional</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>11</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Fatores de risco para hipertens&#227;o arterial e diabete melito em trabalhadores de empresa metal&#250;rgica e sider&#250;rgica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria Carmen Martinez; Maria do Ros&#225;rio Dias de Oliveira Latorre</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica - USP - S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Estudar os fatores associados &#224; hipertens&#227;o arterial (HA) e ao diabete melito (DM) em trabalhadores de empresa metal&#250;rgica e sider&#250;rgica com unidades em S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro, mediante um modelo hier&#225;rquico de risco. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Este &#233; um estudo transversal. Foram obtidas informa&#231;&#245;es sobre vari&#225;veis demogr&#225;ficas, ocupacionais, do estilo de vida, perfil lip&#237;dico, glicemia de jejum e press&#227;o arterial de 3.777 empregados, e realizadas an&#225;lise estat&#237;stica descritiva e an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla hierarquizada. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A preval&#234;ncia de HA foi de 24,7%, e a an&#225;lise de regress&#227;o hierarquizada indicou que sexo masculino e idade acima de quarenta anos apresentaram risco estatisticamente significativo. Independentemente das caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, trabalhar em metalurgia, estresse intenso no trabalho, sedentarismo, consumo de &#225;lcool, &#237;ndice de massa corporal superior a 25, colesterol alterado e triglic&#233;rides alterados estiveram associados com a HA. A preval&#234;ncia de DM foi de 11,5%, e a an&#225;lise de regress&#227;o hierarquizada indicou que sexo masculino e idade acima de quarenta anos apresentaram risco estatisticamente significativo. Independentemente das caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, as mesmas condi&#231;&#245;es estiveram associadas com a DM. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Os dados evidenciaram que o trabalhador acima de quarenta anos &#233; uma prioridade para a&#231;&#245;es de interven&#231;&#227;o que possam favorecer a preven&#231;&#227;o dos dois agravos. Nessas a&#231;&#245;es, deve-se dar aten&#231;&#227;o especial &#224; alimenta&#231;&#227;o e &#224; pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos, que favoreceriam o controle da obesidade e da altera&#231;&#227;o do perfil lip&#237;dico.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hipertens&#227;o, diabete melito, sa&#250;de do trabalhador, sa&#250;de ocupacional, fatores de risco.</p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial (HA) e o diabete melito (DM) configuram importantes problemas de sa&#250;de coletiva no Brasil, pelas suas elevadas preval&#234;ncias, pelas complica&#231;&#245;es agudas e cr&#244;nicas a que d&#227;o origem e por representarem fatores de risco associados &#224;s doen&#231;as cardiovasculares, condicionando elevadas taxas de morbidade e mortalidade e custos sociais e econ&#244;micos decorrentes do uso de servi&#231;os de sa&#250;de, absente&#237;smo, aposentadoria precoce e incapacidade para o trabalho<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>Al&#233;m de sua import&#226;ncia isolada, a hipertens&#227;o arterial e a altera&#231;&#227;o da glicemia tamb&#233;m t&#234;m papel relevante como componentes da s&#237;ndrome metab&#243;lica, apontada como respons&#225;vel pelo aumento da mortalidade geral e mortalidade cardiovascular<sup>4</sup>.</p>
    <p>As a&#231;&#245;es preventivas t&#234;m demonstrado impactos positivos na redu&#231;&#227;o da morbidade e mortalidade associada a hipertens&#227;o, diabetes e doen&#231;as cardiovasculares<sup>1,5</sup>. Para planejar, desenvolver e avaliar a&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o e desses agravos, &#233; necess&#225;rio o conhecimento da distribui&#231;&#227;o e do papel conjunto dos fatores de risco. V&#225;rios estudos t&#234;m sido voltados &#224; popula&#231;&#227;o em geral, com &#234;nfase nos idosos. No entanto, h&#225; pouca discuss&#227;o sobre os fatores associados a esses agravos em trabalhadores brasileiros. Considerando esse fato, este estudo tem por objetivo estudar os fatores associados &#224; HA e ao DM em trabalhadores de empresa metal&#250;rgica e sider&#250;rgica com unidades em S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro, por meio de um modelo hier&#225;rquico de risco.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este &#233; um estudo transversal e foi realizado, em 1997, junto aos trabalhadores de uma empresa dos ramos metal&#250;rgico e sider&#250;rgico com unidades fabris e postos de atendimento em diferentes cidades no Estado de S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro, Brasil. O estudo foi divulgado aos empregados por meio de boletim informativo e a participa&#231;&#227;o foi volunt&#225;ria. Houve ades&#227;o de 3.996 volunt&#225;rios. Desse n&#250;mero, foram exclu&#237;dos aqueles com dados incompletos ou errados, passando a amostra a ser constitu&#237;da por 3.777 pessoas, correspondendo a 50,0% da popula&#231;&#227;o total de empregados. Os trabalhadores responderam question&#225;rio com quest&#245;es sobre caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, ocupacionais e do estilo de vida e, a seguir, foram verificados peso e altura e coletada amostra de sangue. A coleta do material para exame foi realizada por profissionais de sa&#250;de treinados para tal, e todo o processo de an&#225;lise dos exames laboratoriais foi realizado por um &#250;nico laborat&#243;rio, com exce&#231;&#227;o dos postos de atendimento onde foram utilizados laborat&#243;rios diversos.</p>
    <p>As vari&#225;veis dependentes analisadas foram a HA e a DM, definidas a partir dos par&#226;metros da diretriz da Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o para diagn&#243;stico e tratamento da s&#237;ndrome metab&#243;lica<sup>4</sup>. Foi considerada hipertens&#227;o (Y=1) a press&#227;o arterial diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 85 mmHg ou a press&#227;o arterial sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 130 mmHg, e sem hipertens&#227;o (Y=0) caso contr&#225;rio. Foi considerado DM (Y=1) o trabalhador com glicemia de jejum <underline>&gt;</underline> 110 mg/dl.</p>
    <p>As vari&#225;veis independentes estudadas foram: as caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas <italic>sexo</italic> (masculino e feminino) e <italic>idade</italic> (&lt; 41, 41-50 e &gt; 50 anos); as caracter&#237;sticas funcionais <italic>ramo</italic> (sider&#250;rgico e metal&#250;rgico), <italic>atividade</italic> (administrativa e operacional) e <italic>estresse no trabalho</italic> (sensa&#231;&#227;o de estresse referida: ausente/leve/moderada e intensa); as caracter&#237;sticas do estilo de vida <italic>atividade f&#237;sica</italic> (nenhum tipo de atividade e algum tipo de atividade), <italic>tabagismo</italic> (n&#227;o-tabagistas, tabagistas) e <italic>consumo de &#225;lcool</italic> (n&#227;o usa, uso espor&#225;dico, consumo di&#225;rio de &#225;lcool); e as caracter&#237;sticas cl&#237;nicas <italic>excesso de peso</italic> (&#237;ndice de massa corporal &gt; 25), <italic>colesterol total &#150; CT</italic> <underline>&gt;</underline> 200 mg/dl (lim&#237;trofe ou alto), <italic>fra&#231;&#227;o LDL-C ou lipoprote&#237;nas de baixa densidade &#150; LDL</italic> <underline>&gt;</underline> 130 mg/dl (lim&#237;trofe, alta ou muito alta), <italic>fra&#231;&#227;o HDL-C ou lipoprote&#237;na de alta densidade &#150; HDL</italic> &lt; 40 mg/dl (baixa) e <italic>triglic&#233;rides &#150; TG</italic> <underline>&gt;</underline> 150 mg/dl (lim&#237;trofe, alto ou muito alto). Para classifica&#231;&#227;o do perfil lip&#237;dico dos trabalhadores os pontos de corte foram estabelecidos com base nos par&#226;metros da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>6</sup>, sendo categorizados como altera&#231;&#245;es os valores lim&#237;trofes ou elevados.</p>
    <p>Foi feita a an&#225;lise descritiva dos dados e, em seguida, foram elaborados modelos de regress&#227;o log&#237;stica univariada para verificar a associa&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis dependentes (hipertens&#227;o arterial e diabete melito) com as independentes. Finalmente, foi realizada a an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla n&#227;o condicional hierarquizada seguindo o esquema apresentado na <xref ref-type="fig" rid="figura1">figura 1</xref>. A medida de risco utilizada foi o <italic>odds ratio</italic> (OR), e em todas as an&#225;lises foi utilizado o n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%.</p>
    <fig id="figura1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p><italic>Caracteriza&#231;&#227;o dos trabalhadores e das vari&#225;veis de estudo -</italic> Os 3.777 trabalhadores estudados estavam distribu&#237;dos pelas diversas unidades de trabalho: S&#227;o Paulo (38,7%), Pindamonhangaba (12,6%), Rio de Janeiro (11,2%), Mogi das Cruzes (11,0%), Sumar&#233; (10,4%), Sorocaba (6,6%), Postos de Atendimento (5,2%), Diadema (2,6%) e S&#227;o Caetano do Sul (1,8). A maior propor&#231;&#227;o de trabalhadores desenvolvia atividade operacional (74,5%): 55,0% eram do ramo metal&#250;rgico e o restante, do ramo sider&#250;rgico, e houve predomin&#226;ncia do sexo masculino (93,7%) (<xref ref-type="table" rid="tabela1">tab. 1</xref>). A maior parte dos trabalhadores tinha at&#233; quarenta anos de idade, a m&#233;dia de idade observada foi de 36,2 anos, com desvio padr&#227;o de 9,3 anos.</p>
    <table-wrap id="tabela1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>O <xref ref-type="fig" rid="fig12g1">gr&#225;fico 1</xref> e a <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> mostram as preval&#234;ncias encontradas de HA e DM e dos fatores de risco referentes ao estilo de vida e &#224;s vari&#225;veis cl&#237;nicas. A preval&#234;ncia de trabalhadores apresentando altera&#231;&#227;o da press&#227;o arterial foi 24,7%, e apresentando altera&#231;&#227;o da glicemia de jejum foi de 11,5%. Entre as vari&#225;veis cl&#237;nicas, observou-se que 42,7% dos trabalhadores apresentaram sobrepeso ou obesidade e que ocorreram elevadas preval&#234;ncias de dislipidemia (altera&#231;&#245;es de 39,8% para a fra&#231;&#227;o HDL-c, 35,5% para o colesterol total, 34,1% para a fra&#231;&#227;o LDL-c e 26,9% para os triglic&#233;rides). No que diz respeito &#224;s caracter&#237;sticas do estilo de vida, verificou-se que 63,6% dos trabalhadores n&#227;o praticam nenhum tipo de atividade f&#237;sica, 23,3% s&#227;o tabagistas, 9,4% referem estresse intenso no trabalho, e 3,6% referem fazer uso di&#225;rio de bebida alco&#243;lica.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig12g1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p><italic>Fatores associados &#224; hipertens&#227;o arterial -</italic> A an&#225;lise univariada mostrou que, com exce&#231;&#227;o do tipo de atividade laboral e fra&#231;&#227;o HDL-c, os demais fatores de risco analisados estiveram associados &#224; altera&#231;&#227;o da press&#227;o arterial. Chances mais elevadas de apresentar hipertens&#227;o arterial foram observadas entre os homens, acompanhando a eleva&#231;&#227;o da idade, no trabalho em metalurgia, em pessoas com percep&#231;&#227;o de estresse intenso no trabalho, entre os sedent&#225;rios, em tabagistas, acompanhando o aumento do consumo de &#225;lcool, em pessoas com excesso de peso e em trabalhadores com altera&#231;&#227;o do colesterol total, da fra&#231;&#227;o LDL-c ou dos triglic&#233;rides (<xref ref-type="table" rid="t3">tab. 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Os resultados da an&#225;lise m&#250;ltipla hierarquizada est&#227;o na <xref ref-type="table" rid="t3">tabela 3</xref> e mostraram que os homens tiveram 2,93 vezes a chance de apresentar hipertens&#227;o arterial, quando comparados &#224;s mulheres; e as pessoas com idade entre 41 e 50 e com mais de 50 anos tiveram, respectivamente, 2,14 e 3,92 vezes a chance, quando comparadas aos mais jovens.</p>
    <p>Entre as caracter&#237;sticas ocupacionais que estiveram associadas &#224; hipertens&#227;o arterial, ap&#243;s ajuste pelas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, ficou evidenciado que as pessoas com percep&#231;&#227;o de estresse intenso no trabalho t&#234;m maior risco para altera&#231;&#227;o da press&#227;o arterial, e que os trabalhadores de siderurgia est&#227;o em menor risco que os metal&#250;rgicos.</p>
    <p>Entre as caracter&#237;sticas do estilo de vida, ap&#243;s ajuste pelas vari&#225;veis demogr&#225;ficas e ocupacionais, o sedentarismo e o consumo de &#225;lcool estiveram estatisticamente associados &#224; hipertens&#227;o arterial. Os trabalhadores sedent&#225;rios apresentaram 1,29 vez a chance de terem HA, quando comparados com aqueles com algum tipo de pr&#225;tica de atividade f&#237;sica. O aumento do risco para ocorr&#234;ncia de HA acompanhou a eleva&#231;&#227;o do consumo de &#225;lcool, e os trabalhadores que faziam uso de bebida alco&#243;lica diariamente apresentaram 3,01 vezes a chance de estarem hipertensos quando comparados aos abst&#234;mios.</p>
    <p>As caracter&#237;sticas cl&#237;nicas &#237;ndice de massa corporal, colesterol total e triglic&#233;rides permaneceram estatisticamente associadas &#224; altera&#231;&#227;o da press&#227;o arterial ap&#243;s ajuste pelas demais vari&#225;veis; e os trabalhadores com excesso de peso, altera&#231;&#227;o do colesterol total e dos triglic&#233;rides apresentaram, respectivamente, 2,37, 1,38 e 1,58 vezes a chance de ter hipertens&#227;o arterial.</p>
    <p><italic>Fatores associados ao diabete melito</italic> - A an&#225;lise univariada mostrou que os fatores de risco que estiveram associados &#224; altera&#231;&#227;o da glicemia de jejum foram sexo, idade, atividade ocupacional, tabagismo, atividade f&#237;sica, consumo de &#225;lcool, &#237;ndice de massa corporal, colesterol total, fra&#231;&#227;o LDL-c e triglic&#233;rides. Chances mais elevadas de apresentar DM foram observadas entre os homens, acompanhando a eleva&#231;&#227;o da idade, entre os trabalhadores com atividade operacional, entre os sedent&#225;rios, em tabagistas, acompanhando o aumento do consumo de &#225;lcool, pessoas com excesso de peso e em trabalhadores com altera&#231;&#227;o do colesterol total, da fra&#231;&#227;o LDL-c ou dos triglic&#233;rides (<xref ref-type="table" rid="t4">tab. 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t4">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Os resultados da an&#225;lise m&#250;ltipla hierarquizada est&#227;o na <xref ref-type="table" rid="t4">tabela 4</xref> e mostraram que os homens tiveram 2,00 vezes a chance de apresentar altera&#231;&#227;o da glicemia quando comparados &#224;s mulheres, e as pessoas com idade entre 41 e 50 e com mais de 50 anos tiveram, respectivamente, 3,10 e 5,43 vezes a chance, quando comparados aos mais jovens.</p>
    <p>Entre as caracter&#237;sticas ocupacionais que estiveram associadas ao DM, ap&#243;s ajuste pelas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, restaram o tipo de atividade ocupacional e o ramo de trabalho, e os trabalhadores com atividade operacional mostraram ter 1,35 mais chance do que aqueles com atividade administrativa, e os trabalhadores de siderurgia estiveram em menor risco que os metal&#250;rgicos.</p>
    <p>Entre as caracter&#237;sticas do estilo de vida, ap&#243;s ajuste pelas vari&#225;veis demogr&#225;ficas e ocupacionais, o sedentarismo e o consumo de &#225;lcool permaneceram estatisticamente associados ao DM. Os trabalhadores sedent&#225;rios apresentaram 1,28 vez a chance de terem DM, quando comparados com aqueles que referem algum tipo de pr&#225;tica de atividade f&#237;sica. O aumento do risco para ocorr&#234;ncia de DM acompanhou a eleva&#231;&#227;o do consumo de &#225;lcool: os trabalhadores que referiram uso espor&#225;dico de bebida alco&#243;lica apresentaram 1,10 vez a chance de altera&#231;&#227;o da glicemia, e os trabalhadores que referiram consumo di&#225;rio apresentaram 2,50 vezes a chance quando comparados aos que informaram n&#227;o fazer uso de &#225;lcool.</p>
    <p>Todas as caracter&#237;sticas cl&#237;nicas estiveram estatisticamente associadas &#224; altera&#231;&#227;o da glicemia de jejum ap&#243;s ajuste pelas demais vari&#225;veis, e os trabalhadores com excesso de peso, altera&#231;&#227;o do colesterol total e dos triglic&#233;rides apresentaram, respectivamente, 1,93, 1,30 e 1,88 vezes a chance de ter DM.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As preval&#234;ncias de HA e de DM identificadas neste estudo foram de, respectivamente, 24,7% e 11,5%. A preval&#234;ncia de HA foi inferior &#224; observada em outros estudos<sup>7,8</sup>, mas a compara&#231;&#227;o se torna dif&#237;cil pela ado&#231;&#227;o de diferentes crit&#233;rios para definir hipertens&#227;o arterial. A preval&#234;ncia de DM foi semelhante &#224; observada na cidade de S&#227;o Paulo, onde 11,0% dos homens na faixa et&#225;ria de trinta a 39 anos, e 11,3% dos homens na faixa de quarenta a 49 anos apresentam altera&#231;&#227;o da glicemia<sup>8</sup>.</p>
    <p>As preval&#234;ncias identificadas neste estudo podem estar sofrendo impacto do "efeito do trabalhador sadio", em que ocorre uma sele&#231;&#227;o progressiva das pessoas mais sadias e aptas ao trabalho com exclus&#227;o da for&#231;a de trabalho pela demiss&#227;o ou afastamento daqueles com piores condi&#231;&#245;es de sa&#250;de. Outro aspecto &#233; que o grupo de trabalhadores estudado conta com respaldo de plano de sa&#250;de e de servi&#231;o de sa&#250;de no local de trabalho, o que facilita o acesso ao diagn&#243;stico precoce e tratamento adequado dos agravos &#224; sa&#250;de. Dessa forma, a validade dos resultados deste estudo para uso em outras popula&#231;&#245;es deve ser avaliada com cautela em raz&#227;o das caracter&#237;sticas espec&#237;ficas da inser&#231;&#227;o laboral desses trabalhadores.</p>
    <p>Mais um aspecto a considerar &#233; a taxa de ades&#227;o de 50,0% dos trabalhadores ao estudo: uma vez que as taxas mais elevadas foram observadas nos locais onde houve maior envolvimento e colabora&#231;&#227;o das chefias, pode-se considerar a possibilidade de vieses de amostragem.</p>
    <p>No que diz respeito &#224;s dislipidemias, foram identificadas preval&#234;ncias elevadas de altera&#231;&#245;es do CT, HDL-c, LDL-c e TG. Comparando-se esses resultados com outros estudos brasileiros<sup>9,10-14</sup>, observou-se grande variabilidade nos resultados, uma vez que os pontos de corte adotados para categorizar dislipidemias variaram entre os diversos estudos dificultando compara&#231;&#245;es.</p>
    <p>No bloco das caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, as maiores preval&#234;ncias de HA e de DM observadas entre os homens tamb&#233;m t&#234;m sido relatadas na literatura<sup>3,15</sup>. Deve ser lembrado que a popula&#231;&#227;o deste estudo tem, predominantemente, idade abaixo dos cinq&#252;enta anos, e sabe-se que as preval&#234;ncias desses agravos s&#227;o mais elevadas nos homens at&#233; a quarta d&#233;cada de vida e, ap&#243;s essa idade, com as mudan&#231;as hormonais relacionadas ao climat&#233;rio, as preval&#234;ncias nas mulheres sofrem eleva&#231;&#227;o<sup>3,15</sup>.</p>
    <p>A idade, entre todas as vari&#225;veis, foi a que apresentou maior impacto sobre a HA e o DM, situa&#231;&#227;o essa compat&#237;vel com a literatura que demonstra que o aumento do risco para HA e para DM acompanha a eleva&#231;&#227;o da idade<sup>1,8,16</sup>.</p>
    <p>O ramo sider&#250;rgico mostrou ser um fator de prote&#231;&#227;o contra a HA e o DM. A explica&#231;&#227;o n&#227;o parece estar relacionada &#224;s condi&#231;&#245;es f&#237;sicas do trabalho, uma vez que os trabalhadores de siderurgia sofrem, em geral, maiores exig&#234;ncias de ordem f&#237;sica do que os metal&#250;rgicos, por conta de maior exposi&#231;&#227;o a fatores de risco como calor, ru&#237;do e transporte de cargas. Uma possibilidade de explica&#231;&#227;o para o efeito protetor da atividade sider&#250;rgica seria o ambiente psicossocial do trabalho com melhores condi&#231;&#245;es no que concerne a rela&#231;&#245;es interpessoais, remunera&#231;&#227;o, responsabilidades, autonomia, estabilidade no emprego e pol&#237;ticas da empresa, entre outros fatores. Por&#233;m, para confirmar essa hip&#243;tese, &#233; necess&#225;ria uma an&#225;lise que foge &#224;s possibilidades deste estudo. Da mesma forma, o maior risco para DM observado entre os trabalhadores com atividade operacional n&#227;o tem uma explica&#231;&#227;o clara, uma vez que o atual conhecimento epidemiol&#243;gico do diabetes n&#227;o aponta para quest&#245;es relacionadas ao trabalho como fatores de risco. Pode-se, entretanto, considerar que quest&#245;es relacionadas &#224;s condi&#231;&#245;es e organiza&#231;&#227;o de trabalho tenham um efeito indireto na preval&#234;ncia do DM da mesma forma que na HA.</p>
    <p>Ainda em rela&#231;&#227;o ao trabalho, a percep&#231;&#227;o de estresse intenso apareceu associada &#224; hipertens&#227;o arterial. Esse achado &#233; coerente com a literatura que mostra que o estresse decorrente das condi&#231;&#245;es e da organiza&#231;&#227;o do trabalho pode atuar em conjunto com outros fatores de risco favorecendo o desenvolvimento da hipertens&#227;o arterial<sup>17,18</sup>.</p>
    <p>No bloco das caracter&#237;sticas do estilo de vida, ap&#243;s ajuste pelas vari&#225;veis demogr&#225;ficas e caracter&#237;sticas ocupacionais, o sedentarismo e o consumo de &#225;lcool mostraram ser fator de risco para HA e para DM. O sedentarismo &#233; fator de risco reconhecido e a pr&#225;tica de atividade f&#237;sica &#233; recomendada para a preven&#231;&#227;o e controle da HA, do DM e da s&#237;ndrome metab&#243;lica<sup>1,4,19</sup>.</p>
    <p>Apesar da interfer&#234;ncia de m&#250;ltiplas vari&#225;veis (como padr&#227;o de consumo, caracter&#237;sticas cl&#237;nicas, presen&#231;a de estresse, entre outras) e de mecanismos pelos quais o &#225;lcool induz &#224; hipertens&#227;o arterial ainda n&#227;o estarem esclarecidos, a associa&#231;&#227;o entre consumo de &#225;lcool e hipertens&#227;o arterial tem sido demonstrada indicando que o aumento do consumo &#233; acompanhado pela eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial, em especial em pessoas com consumo elevado de etanol<sup>20,21,22</sup>. A associa&#231;&#227;o entre consumo de &#225;lcool e DM observada neste estudo pode ser explicada pelo conte&#250;do cal&#243;rico do &#225;lcool fazendo que o consumo excessivo favore&#231;a o aumento do peso, a hiperlipidemia e a eleva&#231;&#227;o da glicemia, de forma que o consumo excessivo deve ser evitado em pessoas com hipertrigliceridemia, obesidade ou mau controle metab&#243;lico<sup>2,23</sup>.</p>
    <p>Um aspecto que deve ser considerado &#233; que o consumo de bebidas alco&#243;licas &#233; uma pr&#225;tica que faz parte dos h&#225;bitos culturais da popula&#231;&#227;o brasileira. Paradoxalmente, assim como &#233; estimulado de modo social, esse mesmo consumo &#233; camuflado quando ocorre no ambiente de trabalho ou quando se torna abusivo, fazendo que sua mensura&#231;&#227;o seja dif&#237;cil. Portando, as baixas preval&#234;ncias observadas de consumo espor&#225;dico e, principalmente, di&#225;rio podem estar subestimadas e esse pode ser um problema com magnitude maior do que a aparente.</p>
    <p>As altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas mais freq&#252;entes no diab&#233;tico s&#227;o a hipertrigliceridemia, as baixas taxas de fra&#231;&#227;o HDL e forma&#231;&#245;es de part&#237;culas LDL pequenas e densas; por sua a&#231;&#227;o aterog&#234;nica, caracterizam um dos principais fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular em pacientes diab&#233;ticos<sup>1</sup>. Entre os trabalhadores da popula&#231;&#227;o de estudo, o colesterol total e os triglic&#233;rides representaram fatores de risco para DM.</p>
    <p>O colesterol total e os triglic&#233;rides tamb&#233;m representaram fatores de risco para a HA, e esse risco pode ser entendido por meio do aumento de peso decorrente das dislipidemias. A associa&#231;&#227;o entre obesidade e hipertens&#227;o arterial &#233; consistentemente demonstrada<sup>3,19</sup>. Entre outros mecanismos, o n&#237;vel de leptina em obesos tem sido apontado como de particular import&#226;ncia tanto por ativa&#231;&#227;o do sistema nervoso simp&#225;tico como por efeito direto sobre os rins, resultando em aumento da absor&#231;&#227;o de s&#243;dio que leva &#224; eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial<sup>24</sup>.</p>
    <p>Para o DM, ap&#243;s ajuste pelas demais vari&#225;veis, o excesso de peso foi a vari&#225;vel que apresentou maior impacto sobre o DM. O excesso de peso &#150; em especial, a obesidade abdominal &#150; representa um fator de risco maior para o desenvolvimento do diabetes, visto que o ac&#250;mulo do tecido adiposo est&#225; associado &#224; intoler&#226;ncia a glicose e hiperinsulinemia. Pequenas redu&#231;&#245;es de peso (5% a 10%) associam-se &#224; melhora do controle metab&#243;lico e &#224; diminui&#231;&#227;o da mortalidade relacionada ao DM<sup>25</sup>.</p>
    <p>No bloco das vari&#225;veis cl&#237;nicas, a fra&#231;&#245;es HDL-c e LDL-c foram exclu&#237;das da an&#225;lise conjunto por apresentarem forte correla&#231;&#227;o com o colesterol total.</p>
    <p>As preval&#234;ncias de hipertens&#227;o arterial, de diabetes e de dislipidemias observadas neste estudo, em uma popula&#231;&#227;o de trabalhadores relativamente jovens, justificam que a aten&#231;&#227;o a essas condi&#231;&#245;es n&#227;o deva ser descuidada, uma vez que elas est&#227;o relacionadas a morbidade e mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares. A hipertens&#227;o arterial &#233; uma condi&#231;&#227;o que responde por grande parte da morbidade e mortalidade cardiovascular dos pa&#237;ses industrializados, sendo um dos principais fatores de risco para desenvolvimento de doen&#231;a arterial coronariana, acidente vascular cerebral, insufici&#234;ncia card&#237;aca, insufici&#234;ncia renal e doen&#231;a arterial perif&#233;rica<sup>3</sup>. Barroso e cols.<sup>26</sup> salientam que o risco para doen&#231;as cardiovasculares em pessoas com diabete melito do tipo II &#233; muito aumentado, estimando-se que quatro de cada cinco portadores ir&#227;o desenvolver doen&#231;a cardiovascular, e o risco de morte por esse tipo de doen&#231;a ap&#243;s seguimento de doze anos &#233; tr&#234;s vezes maior quando comparado aos n&#227;o-diab&#233;ticos. Some-se a tudo isso a freq&#252;ente associa&#231;&#227;o de hipertens&#227;o arterial, diabete melito e dislipidemias em um mesmo indiv&#237;duo, caracterizando a s&#237;ndrome plurimetab&#243;lica, aumentando muito o risco para morbidade e mortalidade<sup>2,26</sup>.</p>
    <p>O Minist&#233;rio da Sa&#250;de e a Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o, considerando a possibilidade de associa&#231;&#227;o das duas doen&#231;as em torno de 50,0% e a exist&#234;ncia de aspectos comuns na etiopatogenia, fatores de risco, evolu&#231;&#227;o e tratamento das duas doen&#231;as, indicam que a abordagem seja conjunta<sup>4,27</sup>. O Minist&#233;rio da Sa&#250;de ressalta, ainda, a import&#226;ncia de a&#231;&#245;es nos n&#237;veis de preven&#231;&#227;o primordial (a&#231;&#245;es que despertem a cidadania), prim&#225;ria (remo&#231;&#227;o dos fatores de risco), secund&#225;ria (detec&#231;&#227;o e tratamento precoces) e terci&#225;ria (redu&#231;&#227;o das complica&#231;&#245;es)<sup>27</sup>. O controle rigoroso tanto da press&#227;o arterial quando dos n&#237;veis de glicemia e lip&#237;dios &#233; capaz de reduzir significativamente os eventos cardiovasculares, a progress&#227;o da doen&#231;a renal, a les&#227;o retiniana e a doen&#231;a vascular perif&#233;rica<sup>26</sup>.</p>
    <p>Os dados deste estudo evidenciaram que o trabalhador acima de quarenta anos &#233; uma prioridade para a&#231;&#245;es de interven&#231;&#227;o que possam favorecer a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria dos dois agravos. Nessas a&#231;&#245;es, deve-se dar aten&#231;&#227;o especial &#224; alimenta&#231;&#227;o e &#224; pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos, favorecendo o controle da obesidade e da dislipidemia. Os dados tamb&#233;m evidenciaram a exist&#234;ncia de fatores comuns associados &#224; HA e ao DM, caracterizando a ocorr&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica entre os trabalhadores estudados, o que significa aumento da probabilidade de desenvolver doen&#231;a cardiovascular. Al&#233;m disso, se, por um lado, os trabalhadores com mais idade apresentam maiores preval&#234;ncias e maior risco, por outro lado, os trabalhadores mais jovens apresentam potencial para o desenvolvimento dos agravos. Essas caracter&#237;sticas justificam a implementa&#231;&#227;o na empresa, de programas sistematizados de preven&#231;&#227;o e controle desses agravos.</p>
    <p>Considerando as recomenda&#231;&#245;es de abordagem conjunta, as informa&#231;&#245;es obtidas e os limites de atua&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de no contexto do ambiente de trabalho, ficam sugeridas as seguintes estrat&#233;gias: desenvolvimento de a&#231;&#245;es de educa&#231;&#227;o em sa&#250;de com &#234;nfase na alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, controle de peso, atividade f&#237;sica e combate &#224; depend&#234;ncia qu&#237;mica de &#225;lcool; manuten&#231;&#227;o do enfoque preventivo que direciona o PCMSO &#150; Programa de Controle M&#233;dico de Sa&#250;de Ocupacional desenvolvido pela empresa; implanta&#231;&#227;o de protocolos para diagn&#243;stico e tratamento da hipertens&#227;o arterial e diabete melito nos servi&#231;os de sa&#250;de da empresa; e implementa&#231;&#227;o de grupos especiais de controle (como hipertensos, diab&#233;ticos, dislipid&#234;micos ou obesos).</p>
    <p>Al&#233;m disso, apesar de o papel dos aspectos relacionados ao trabalho analisados n&#227;o terem aparecido como os fatores com maior magnitude de risco para a hipertens&#227;o arterial e para o diabete melito entre os trabalhadores estudados, as quest&#245;es relacionadas ao trabalho n&#227;o devem ser desconsideradas, uma vez que, al&#233;m dos efeitos diretos decorrentes das condi&#231;&#245;es do trabalho, a forma como ele est&#225; organizado pode agir como fonte de estresse e, ainda, influenciar h&#225;bitos e comportamentos dos trabalhadores.</p>
    <p>Tamb&#233;m deve ser considerado que, dado o per&#237;odo transcorrido a partir da &#233;poca da coleta de dados, podem ter ocorrido altera&#231;&#245;es nas condi&#231;&#245;es de trabalho, o que justificaria uma nova avalia&#231;&#227;o do ambiente e da organiza&#231;&#227;o do trabalho.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Maria Carmen Martinez </p>
        <p> Depto de Epidemiologia da Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da USP </p>
        <p> Av. Dr. Arnaldo, 715 </p>
        <p> 01246-904 &#150; S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="mcmarti@uol.com.br">mcmarti@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 14/03/05 </p>
    <p> Aceito em 28/12/05</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Secretaria de Pol&#237;ticas de Sa&#250;de. Plano de reorganiza&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o &#224; hipertens&#227;o arterial e ao diabete mellitus. Bras&#237;lia (DF): Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2001.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Plano de reorganiza&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o &#224; hipertens&#227;o arterial e ao diabete mellitus</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. SBD. Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso brasileiro sobre diabetes. S&#227;o Paulo (Brasil): SBD; 2002.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Consenso brasileiro sobre diabetes</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Brand&#227;o AP, Brand&#227;o AA, Magalh&#227;es MEC, et al. Epidemiologia da hipertens&#227;o arterial. Rev Soc Cardiol Estado de S&#227;o Paulo 2003; 13 (1): 7-19.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Epidemiologia da hipertens&#227;o arterial</article-title>
          <source>Rev Soc Cardiol Estado de S&#227;o Paulo</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>7</fpage>
          <lpage>19</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>13</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Brand&#227;o</surname>
              <given-names>AP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brand&#227;o</surname>
              <given-names>AA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Magalh&#227;es</surname>
              <given-names>MEC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. SBH. Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o. I Diretriz brasileira de diagn&#243;stico e tratamento da s&#237;ndrome metab&#243;lica. Rev Bras Hipertens 2004; 4: 123-59.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>I Diretriz brasileira de diagn&#243;stico e tratamento da s&#237;ndrome metab&#243;lica</article-title>
          <source>Rev Bras Hipertens</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>123</fpage>
          <lpage>59</lpage>
          <volume>4</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. CDC. Centers for Disease Control and Prevention; National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion; U.S. Department of Health and Human Services. The power of prevention: reducing the health and economic burden of chronic disease. Atlanta (GA): CDC; 2003.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>The power of prevention: reducing the health and economic burden of chronic disease</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. SBC. Sociedade Brasileira de Cardiologia. III Diretrizes brasileiras sobre dislipidemias e diretriz de preven&#231;&#227;o da aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol 2001; 77 (Suppl 3).</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>III Diretrizes brasileiras sobre dislipidemias e diretriz de preven&#231;&#227;o da aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <volume>77</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Martins IS, Marucci MFN, Vel&#225;squez-Mel&#233;ndez GV, et al. Doen&#231;as cardiovasculares ateroscler&#243;ticas, dislipidemias, hipertens&#227;o, obesidade e diabetes melito em popula&#231;&#227;o da &#225;rea metropolitana da regi&#227;o Sudeste do Brasil. III  Hipertens&#227;o. Rev Sa&#250;de P&#250;blica 1997; 31 (5): 466-71.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Doen&#231;as cardiovasculares ateroscler&#243;ticas, dislipidemias, hipertens&#227;o, obesidade e diabetes melito em popula&#231;&#227;o da &#225;rea metropolitana da regi&#227;o Sudeste do Brasil. III - Hipertens&#227;o</article-title>
          <source>Rev Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>466</fpage>
          <lpage>71</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>31</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Martins</surname>
              <given-names>IS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marucci</surname>
              <given-names>MFN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vel&#225;squez-Mel&#233;ndez</surname>
              <given-names>GV</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Marcopito LF, Rodrigues SSF, Pacheco MA, et al. Preval&#234;ncia de alguns fatores de risco para doen&#231;as cr&#244;nicas na cidade de S&#227;o Paulo. Rev Sa&#250;de P&#250;blica 2005; 39 (5): 738-45.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia de alguns fatores de risco para doen&#231;as cr&#244;nicas na cidade de S&#227;o Paulo</article-title>
          <source>Rev Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>738</fpage>
          <lpage>45</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>39</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Marcopito</surname>
              <given-names>LF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rodrigues</surname>
              <given-names>SSF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pacheco</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Luz PL, Carvalho MEA, Cardoso RHE, et al. Incid&#234;ncia de dislipidemias e sua rela&#231;&#227;o com doen&#231;a arterial coron&#225;ria em popula&#231;&#245;es brasileiras. Arq Bras Cardiol 2001; 54 (4): 257-64.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Incid&#234;ncia de dislipidemias e sua rela&#231;&#227;o com doen&#231;a arterial coron&#225;ria em popula&#231;&#245;es brasileiras</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>257</fpage>
          <lpage>64</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>54</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Luz</surname>
              <given-names>PL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Carvalho</surname>
              <given-names>MEA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cardoso</surname>
              <given-names>RHE</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Giannini SD, Deveriacki BE, G&#243;is JM, et al. Preval&#234;ncia de dislipidemias prim&#225;rias em indiv&#237;duos com e sem hist&#243;ria familiar de coronariopatia, tendo como refer&#234;ncia os valores do "National Cholesterol Education Program" (NCEP). Arq Bras Cardiol 1992; 58 (4): 281-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia de dislipidemias prim&#225;rias em indiv&#237;duos com e sem hist&#243;ria familiar de coronariopatia, tendo como refer&#234;ncia os valores do "National Cholesterol Education Program" (NCEP)</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1992</year>
          </date>
          <fpage>281</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>58</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Giannini</surname>
              <given-names>SD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Deveriacki</surname>
              <given-names>BE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>G&#243;is</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Bertolami MC, Faludi AA, Latorre MRDO, et al. Perfil lip&#237;dico de funcion&#225;rios de ind&#250;stria metal&#250;rgica e sua rela&#231;&#227;o com outros fatores de risco. Arq Bras Cardiol 1993; 60 (5): 293-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Perfil lip&#237;dico de funcion&#225;rios de ind&#250;stria metal&#250;rgica e sua rela&#231;&#227;o com outros fatores de risco</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>293</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>60</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bertolami</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Faludi</surname>
              <given-names>AA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Latorre</surname>
              <given-names>MRDO</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Lessa I, Concei&#231;&#227;o JL, Mirabeau L, Carneiro J, Melo J, Oliveira V, et. al. Preval&#234;ncia de dislipidemias na demanda laboratorial de tr&#234;s diferentes prestadores de assist&#234;ncia. Arq Bras Cardiol 1998; 70 (5): 331-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia de dislipidemias na demanda laboratorial de tr&#234;s diferentes prestadores de assist&#234;ncia</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>331</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>70</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lessa</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Concei&#231;&#227;o</surname>
              <given-names>JL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mirabeau</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Carneiro</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Melo</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Fischmann A,    Medina CAB, Gus I. Preval&#234;ncia de fatores de risco para a doen&#231;a    arterial coronariana no Estado do Rio Grande do Sul. [monografia on line]. Rio    Grande do Sul (Brasil): Secretaria da Sa&#250;de do Estado do Rio Grande do    Sul, Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Sociedade Brasileira    de Cardiologia e Secretarias Municipais de Sa&#250;de; 2002. [2003 Jul 16].    Dispon&#237;vel em: <underline>http:/www.saude.rs.gov.br/dac.htm&gt;    [2003 Jul 16].</underline></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Preval&#234;ncia de fatores de risco para a doen&#231;a arterial coronariana no Estado do Rio Grande do Sul</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Fischmann</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Medina</surname>
              <given-names>CAB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gus</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Souza LJ, Souto Filho JTD, Souza TF, et al. Prevalence of dyslipidemia and risk factors in Campos dos Goytacazes in the brazilien state of Rio de Janeiro. Arq Bras Cardiol 2003; 81 (3): 257-64.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence of dyslipidemia and risk factors in Campos dos Goytacazes in the brazilien state of Rio de Janeiro</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>257</fpage>
          <lpage>64</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>81</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>LJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souto</surname>
              <given-names>Filho JTD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>TF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Souza LJ, Chalita FEB, Reis AFF, et al. Preval&#234;ncia de Diabetes mellitus e fatores de risco em Campos de Goytacazes, RJ. Arq Bras Endocrinol Metab. 2003; 47 (1): 69-74.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preval&#234;ncia de Diabetes mellitus e fatores de risco em Campos de Goytacazes, RJ</article-title>
          <source>Arq Bras Endocrinol Metab.</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>69</fpage>
          <lpage>74</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>47</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Souza</surname>
              <given-names>LJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chalita</surname>
              <given-names>FEB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reis</surname>
              <given-names>AFF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. SBH, SBC e SBN. Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia. III Consenso Brasileiro de Hipertens&#227;o Arterial. Campos do Jord&#227;o (Brasil): SBH, SBC e SBN; 1998.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>III Consenso Brasileiro de Hipertens&#227;o Arterial</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Karasek R, Theorell T. Psychosocial job characteristics and heart disease. In: Karasek R, Theorell T. Healthy work: stress, productivity, and the reconstruction of working life. United States of America: Basic Books; 1990. p. 117-57.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Healthy work: stress, productivity, and the reconstruction of working life</source>
          <date>
            <year>1990</year>
          </date>
          <fpage>117</fpage>
          <lpage>57</lpage>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Karasek</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Theorell</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Karasek</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Theorell</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Rocha R, Porto M, Morelli MYG, et al. Efeito de estresse ambiental sobre a press&#227;o arterial de trabalhadores. Rev Sa&#250;de P&#250;blica 2002; 36 (5): 568-75.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Efeito de estresse ambiental sobre a press&#227;o arterial de trabalhadores</article-title>
          <source>Rev Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>568</fpage>
          <lpage>75</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>36</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rocha</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Porto</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Morelli</surname>
              <given-names>MYG</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. SBH, SBC e SBN. Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia. IV Diretrizes brasileiras de hipertens&#227;o arterial. Campos do Jord&#227;o (Brasil): SBH, SBC e SBN; 2002.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>IV Diretrizes brasileiras de hipertens&#227;o arterial</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Carvalho JGR, Mulinari RA, Laffitte A. &#193;lcool, hipertens&#227;o arterial e sistema cardiovascular. Hiperativo 1995; 2 (1): 26-33.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>&#193;lcool, hipertens&#227;o arterial e sistema cardiovascular</article-title>
          <source>Hiperativo</source>
          <date>
            <year>1995</year>
          </date>
          <fpage>26</fpage>
          <lpage>33</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>2</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Carvalho</surname>
              <given-names>JGR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mulinari</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Laffitte</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Fuchs FD, Chambless LE, Whelton PK, Javier Nieto F, Heiss G. Alcohol consumption and the incidence of hypertension. Hypertension. 2001; 37: 1242-50.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Alcohol consumption and the incidence of hypertension</article-title>
          <source>Hypertension.</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1242</fpage>
          <lpage>50</lpage>
          <volume>37</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Fuchs</surname>
              <given-names>FD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chambless</surname>
              <given-names>LE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Whelton</surname>
              <given-names>PK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Javier Nieto</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Heiss</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Xin X, He J, Frontini MG, Ogden LG, Motsamai OI, Whelton PK. Effects of alcohol reduction on blood pressure. Hypertension 2001; 81: 1112-17.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effects of alcohol reduction on blood pressure</article-title>
          <source>Hypertension</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1112</fpage>
          <lpage>17</lpage>
          <volume>81</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Xin</surname>
              <given-names>X</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>He</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Frontini</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ogden</surname>
              <given-names>LG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Motsamai</surname>
              <given-names>OI</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Whelton</surname>
              <given-names>PK</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Smeltzer SC, Bare BG. Avalia&#231;&#227;o e conduta de pacientes com Diabetes Mellitus. In: Brunner / Suddarth Tratato de Enfermagem M&#233;dico-Cir&#250;rgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1994. p. 873-915.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Tratato de Enfermagem M&#233;dico-Cir&#250;rgica</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>873</fpage>
          <lpage>915</lpage>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Smeltzer</surname>
              <given-names>SC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bare</surname>
              <given-names>BG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brunner</surname>
            </name>
            <name>
              <surname>Suddarth</surname>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Aneja A, El-Atat F, McFarlane SI, et al. Hypertension and obesity. Recent Prog Horm Res 2004; 59: 169-205.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Hypertension and obesity</article-title>
          <source>Recent Prog Horm Res</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>169</fpage>
          <lpage>205</lpage>
          <volume>59</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Aneja</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>El-Atat</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McFarlane</surname>
              <given-names>SI</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Scarsella C, Despr&#233;s JP. Tratamiento de la obesidad: necesidad de centrar la atenci&#243;n em los pacientes de alto riesgo caracterizados por la obesidad abdominal. Cad Sa&#250;de P&#250;blica 2003; 19 (Suppl 1): S7-S19.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Tratamiento de la obesidad: necesidad de centrar la atenci&#243;n em los pacientes de alto riesgo caracterizados por la obesidad abdominal</article-title>
          <source>Cad Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>S7</fpage>
          <lpage>S19</lpage>
          <volume>19</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Scarsella</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Despr&#233;s</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Barroso WKS, Jardim PCBV, Jardim TSV, et al. Hipertenso diab&#233;tico. Diretrizes de atua&#231;&#227;o e suas dificuldades. Arq Bras Cardiol 2003; 81 (2): 137-42.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Hipertenso diab&#233;tico: Diretrizes de atua&#231;&#227;o e suas dificuldades</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>137</fpage>
          <lpage>42</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>81</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Barroso</surname>
              <given-names>WKS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jardim</surname>
              <given-names>PCBV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jardim</surname>
              <given-names>TSV</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <label>27</label>
        <mixed-citation>27. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Secretaria de Pol&#237;ticas de Sa&#250;de. Plano de reorganiza&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o &#224; hipertens&#227;o arterial e ao diabete mellitus: manual de hipertens&#227;o arterial e diabete mellitus. Bras&#237;lia (DF): Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2002.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Plano de reorganiza&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o &#224; hipertens&#227;o arterial e ao diabete mellitus: manual de hipertens&#227;o arterial e diabete mellitus</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Risk factors for hypertension and diabetes mellitus in metallurgic and siderurgic company's workers</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To study the factors associated with arterial hypertension (AH) and diabetes mellitus (DM) in a metal and steel industry's workers with units in S&#227;o Paulo and Rio de Janeiro, using a hierarchical risk model. METHODS: This is a cross-sectional study. We obtained information on demographic, occupational and lifestyle variables, in addition to the lipid profile, fasting glycemia and blood pressure of 3,777 employees, and we carried out descriptive statistical analysis and hierarchical multiple logistic regression analysis. RESULTS: The prevalence of AH was 24.7% and the hierarchical regression analysis indicated that male gender and age above 40 years presented statistically significant risk. Regardless of demographic characteristics, working in the metal industry, intense stress at work, sedentary lifestyle, alcohol consumption, body mass index above 25, altered cholesterol and altered triglycerides were associated with AH. The prevalence of DM was 11.5% and the hierarchical regression analysis indicated that male gender and age above 40 years presented statistically significant risk. Regardless of demographic characteristics, the same conditions were associated with DM. CONCLUSION: The data evidenced that workers above 40 years are a priority for intervention actions aimed at improving the prevention of these two conditions. These actions should focus especially on eating habits and the practice of physical exercise, which could improve the control of obesity and of alterations in the lipid profile.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>diabetes mellitus</kwd>
        <kwd>worker's health</kwd>
        <kwd>occupational health</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Risk factors for hypertension and diabetes mellitus in metallurgic and siderurgic company's workers</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Maria Carmen Martinez; Maria do Ros&#225;rio Dias de Oliveira Latorre</bold>
      </p>
      <p>Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica - USP - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To study the factors associated with arterial hypertension (AH) and diabetes mellitus (DM) in a metal and steel company's workers with units in S&#227;o Paulo and Rio de Janeiro, using a hierarchical risk model.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> This is a cross-sectional study. We obtained information on demographic, occupational and lifestyle variables, in addition to the lipid profile, fasting glycemia and blood pressure of 3,777 employees, and we carried out descriptive statistical analysis and hierarchical multiple logistic regression analysis.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The prevalence of AH was 24.7% and the hierarchical regression analysis indicated that male gender and age above 40 years presented statistically significant risk. Regardless of demographic characteristics, working in the metal company, intense work stress, sedentary lifestyle, alcohol consumption, body mass index above 25, altered cholesterol and altered triglycerides were associated with AH. The prevalence of DM was 11.5% and the hierarchical regression analysis indicated that male gender and age above 40 years presented statistically significant risk. Regardless of demographic characteristics, the same conditions were associated with DM.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The data evidenced that workers above 40 years are a priority for intervention actions aimed at improving the prevention of these two conditions. These actions should focus especially on eating habits and the practice of physical exercise, which could improve the control of obesity and of alterations in the lipid profile.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Hypertension, diabetes mellitus, worker's health, occupational health, risk factors.</p>
      <p>Arterial hypertension (AH) and diabetes mellitus (DM) are important collective health problems in Brazil because of their high prevalences, the acute and chronic complications they originate and because they represent risk factors associated with cardiovascular diseases, implying high morbidity and mortality rates and social and economic costs resulting from the use of health care services, absenteeism, early retirement and decrease of the work ability<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>In addition to their isolated importance, arterial hypertension and glycemia alterations also play a relevant role as components of the metabolic syndrome, believed to be the major cause of the increase in general and cardiovascular mortality<sup>4</sup>.</p>
      <p>Preventive actions have been demonstrated to have positive impacts in the reduction of morbidity and mortality associated with hypertension, diabetes and cardiovascular diseases<sup>1,5</sup>. In order to plan, develop and evaluate preventive actions and actions targeted at these conditions, it is necessary to know the distribution and the joint role played by the risk factors. Many studies have addressed the population in general, focusing on the elderly. However, there is little discussion about factors associated with these conditions in Brazilian workers. Considering this fact, this study aims at studying factors associated with AH and DM in workers of a metal and steel company with units in S&#227;o Paulo and Rio de Janeiro, using a hierarchical risk model.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a cross-sectional study and was carried out in 1997 with workers of a metal and steel company with production and service units in various cities in the States of S&#227;o Paulo and Rio de Janeiro, Brazil. The study was publicized among the workers through a newsletter and participation in the study was on a volunteer basis. The number of volunteers who adhered to the study reached 3,996. From this total number of volunteers, those with incomplete or wrong data were excluded, and the sample was made up of 3,777 individuals, corresponding to 50.0% of the total population of employees. The workers answered a questionnaire with questions on demographic, occupational and lifestyle characteristics, then had their weight and height checked and a blood sample collected. The collection of the sample for testing was carried out by trained health practitioners, and all the process of laboratory analysis of the samples was carried out by a single laboratory, except for the service units, which made use of different laboratories.</p>
      <p>The dependent variables analyzed were AH and DM, defined with base on the parameters established in the guideline of the Brazilian Society of Hypertension for the diagnosis and treatment of the metabolic syndrome<sup>4</sup>. Individuals with diastolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 85 mmHg or systolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 130 mmHg were considered as having hypertension (Y=1), otherwise they were considered as not having hypertension (Y=0). Workers with fasting glycemia <underline>&gt;</underline> 110 mg/dl were considered as having DM (Y=1).</p>
      <p>The independent variables were: the demographic characteristics <italic>gender</italic> (male and female) and <italic>age</italic> (&lt; 41, 41-50 and &gt; 50 years); the functional characteristics <italic>line of business</italic> (metal and steel comapany), <italic>activity</italic> (administrative and operational) and <italic>work stress</italic> (reported feeling of stress: absent/mild/moderate and intense); characteristics relating to lifestyle such as <italic>physical activity</italic> (no physical activity and some activity), <italic>smoking habit</italic> (non-smokers, smokers) and <italic>alcohol consumption</italic> (non-use, sporadic consumption, daily consumption of alcohol); and clinical characteristics <italic>overweight</italic> (body mass index &gt; 25), <italic>total cholesterol &#150; TC</italic> <underline>&gt;</underline> 200 mg/dl (borderline or high), <italic>LDL-C fraction or low density lipoproteins &#150; LDL</italic> <underline>&gt;</underline> 130 mg/dl (borderline, high or very high), <italic>HDL-C fraction or high density lipoproteins &#150; HDL</italic> &lt; 40 mg/dl (low) and <italic>triglycerides &#150; TG</italic> <underline>&gt;</underline> 150 mg/dl (borderline, high or very high). For the classification of the workers' lipid profile, the cut-off points were established with base on the parameters of the Brazilian Society of Cardiology<sup>6</sup>, and borderline or elevated values were categorized as alterations.</p>
      <p>We carried out a descriptive analysis of the data and, after this we developed univariate logistic regression models to verify the association between the dependent variables (arterial hypertension and diabetes mellitus) and the independent variables. Finally, we carried out a hierarchical nonconditional multiple logistic regression analysis following the same outline presented in <xref ref-type="fig" rid="figura1-body2">figure 1</xref>. The risk measure used was <italic>odds ratio</italic> (OR), and we used the 5% level of significance for all the analysis.</p>
      <fig id="figura1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><italic>Characterization of the workers and of the variables of the study -</italic> The 3,777 workers studied were distributed in different units: S&#227;o Paulo (38.7%), Pindamonhangaba (12.6%), Rio de Janeiro (11.2%), Mogi das Cruzes (11.0%), Sumar&#233; (10.4%), Sorocaba (6.6%), Service Units (5.2%), Diadema (2.6%) and S&#227;o Caetano do Sul (1.8). Most workers were engaged in operational activities (74.5%): 55.0% were metal workers and the remaining were steel workers, and male subjects prevailed (93.7%) (<xref ref-type="table" rid="tabela1-body2">table 1</xref>). Most workers were 40 years of age or less, in that the mean age observed was 36.2 years, with a standard deviation of 9.3 years.</p>
      <table-wrap id="tabela1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="fig" rid="e12g1-body2">Graph 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="e12t2-body2">table 2</xref> show the prevalences found for AH and DM and for the lifestyle risk factors and clinical variables. The prevalence of workers presenting blood pressure alterations was 24.7%, whereas the prevalence of fasting glycemia alterations was 11.5%. Among the clinical variables, we observed that 42.7% of the workers were overweight or obese and that there were high prevalences of dyslipidemia (alterations of 39.8% for the HDL-C fraction, 35.5% for total cholesterol, 34.1% for LDL-C fraction and 26.9% for triglycerides). As regards lifestyle characteristics, we observed that 63.6% of the workers did not practice any kind of physical activity; 23.3% were smokers; 9.4% reported intense work stress; and 3.6% reported daily consumption of alcoholic beverages.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="e12g1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="e12t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Factors associated with arterial hypertension - The univariate analysis showed that, with the exception of the type of work activity and HDL-C fraction, the remaining risk factors analyzed were associated with blood pressure alterations. Higher chances of presenting arterial hypertension were observed among males - and these chances increased with age; with metallurgy-related activities; among individuals with a perception of strong work stress; among those with a sedentary lifestyle; among smokers, increased with the increase in alcohol consumption; among those with excess weight; and among workers presenting alterations in total cholesterol, LDL-C fraction or triglycerides (<xref ref-type="table" rid="e12t3-body2">table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="e12t3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The results of the hierarchical multiple analysis are on <xref ref-type="table" rid="e12t3-body2">table 3</xref> and showed that men had 2.93 times the chance of having arterial hypertension as compared to women, and that individuals aged between 41 and 50 and above 50 had, respectively, 2.14 and 3.92 times the chance of having AH, as compared to younger subjects.</p>
      <p>Among the occupational characteristics associated with arterial hypertension, after adjustment for demographic characteristics, it became apparent that individuals with a perception of intense work stress are at a higher risk of having blood pressure alterations, and that steel workers are at a lower risk than metal workers.</p>
      <p>Among lifestyle characteristics, after adjustment for occupational and demographic variables, sedentary lifestyle and alcohol consumption were statistically associated with arterial hypertension. Sedentary workers had 1.29 times the chance of having AH as compared with those who practiced some kind of physical activity. The risk of occurrence of AH increased with the increase in alcohol consumption and workers who consumed alcoholic beverages daily had 3.01 times the chance of presenting hypertension as compared with abstemious individuals.</p>
      <p>Clinical characteristics &#150; body mass index, total cholesterol and triglycerides - remained statistically associated to blood pressure alterations after adjustment for the remaining variables, and workers with excess weight, alteration in total cholesterol and triglycerides presented respectively, 2.37, 1.38 and 1.58 times the chance of having arterial hypertension.</p>
      <p><italic>Factors associated with diabetes mellitus -</italic> The univariate analysis showed that the risk factors associated with alterations in fasting glycemia were gender, age, occupational activity, smoking habit, physical activity, alcohol consumption, body mass index, total cholesterol, LDL-c fraction e triglycerides. Higher odds of having DM were observed among men, and increased with age; among workers engaged in operational activities; among sedentary individuals; among smokers, increased with the increase in alcohol consumption; among individuals with excess weight; and among workers with alteration in total cholesterol, LDL-c fraction or triglycerides (<xref ref-type="table" rid="e12t4-body2">table IV</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="e12t4-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-04-0471-00012-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The results of the hierarchical multiple analysis are on <xref ref-type="table" rid="e12t4-body2">table IV</xref> and show that men had 2.00 times the chance of presenting alteration in glycemia as compared to women, and that individuals aged between 41 and 50 and above 50 had respectively 3.10 and 5.43 times the chance of presenting alteration in glycemia, as compared to the younger subjects.</p>
      <p>Among the occupational characteristics associated with DM, after adjustment for demographic characteristics, the type of occupational activity and the line of business remained, and workers engaged in operational activities were shown to have 1.35 more chances than those involved in administrative activities, and that steel workers were at lower risk than metal workers.</p>
      <p>Among lifestyle characteristics, after adjustment for demographic and occupational variables, sedentary lifestyle and alcohol consumption remained statistically associated with DM. Sedentary workers presented 1.28 times the chance of having DM, as compared to those who reported some type of physical activity. The risk for DM increased with the increase in alcohol consumption: workers who reported consuming alcohol sporadically presented 1.10 times the chance of having glycemia alterations; those who reported daily consumption of alcoholic beverages had 2.50 times the risk as compared with those who informed that they did not consume alcohol.</p>
      <p>All of the clinical characteristics were statistically associated with fasting glycemia alterations after adjustment for the remaining variables, and workers with excess weight, alteration in total cholesterol and triglycerides presented respectively 1.93, 1.30 and 1.88 times the chance of having DM.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The prevalences of AH and DM identified in this study were respectively 24.7% and 11.5%. The AH prevalence was lower than the prevalence observed in other studies<sup>7,8</sup>, but it is difficult to make this comparison because different criteria are used to define hypertension. DM prevalence was similar to the prevalence observed in the city of S&#227;o Paulo, where 11.0% of men aged between 30 and 39, and 11.3% of men between 40 and 49 presented glycemia alterations<sup>8</sup>.</p>
      <p>The prevalences identified in this study may be affected by the "healthy worker effect", that is, a progressive selection occurs of the healthier and fittest individuals for the job, with the exclusion of those workers in poorer health through dismissal or medical removal. Another aspect is that the group of workers studied has the support of a healthcare insurance plan and of health care services at the workplace, which facilitates access to early diagnosis and proper treatment of health problems. Therefore, the validity of the results of this study for application to other populations should be regarded with caution due to the specific characteristics of these workers concerning their work conditions.</p>
      <p>An additional aspect to be considered is the 50.0% rate of workers' adherence to the study: since more elevated rates were observed in sites where there was greater involvement and collaboration of the management, the possibility of sampling bias should be taken into account.</p>
      <p>As regards the dyslipidemias, we identified elevated prevalences of alterations in TC, HDL-c, LDL-c and TG. Comparing these results with those of other studies in Brazil<sup>9,10-14</sup>, we observed a wide variability of the results, since the cut-off points adopted to categorize the dyslipidemias varied among these studies, thus making it difficult to compare them.</p>
      <p>In the set of demographic characteristics, the higher AH and DM prevalences observed among men have also been reported in the literature<sup>3,15</sup>. It is worth pointing out that the population of this study comprises mostly individuals under 50, and it is known that the prevalences of these conditions are higher among men up to their 40s, and that after this age, with the hormonal changes related to menopause, prevalences among women increase<sup>3,15</sup>.</p>
      <p>Age, among all variables, was the one which had greater impact on AH and DM, a situation which is consistent with the literature that demonstrates that the risk for AH and DM increases with age<sup>1,8,16</sup>.</p>
      <p>Working in the steel line of business showed to be a protective factor against AH and DM. The explanation does not seem to be related to the job's physical conditions, since steel activities are more demanding from the physical point of view than metal activities due to greater exposure to risk factors such as heat, noise and load's transportation. A possible explanation for the protective effect of steel activities would be the psychosocial work environment with better conditions as regards interpersonal relationships, compensation, responsibilities, autonomy, job stability and company's policies among other factors. However, the confirmation of this hypothesis requires an analysis which is not within the scope of this study. Likewise, there is no clear explanation for the higher risk of DM observed among workers involved in operational activities, as the current epidemiological knowledge on DM does not point at work-related issues as risk factors. We may, however, consider that issues relating to work conditions and organization have an indirect effect on DM prevalence just as is the case with AH.</p>
      <p>Still on the topic of work, the perception of intense stress was associated with arterial hypertension. This finding is consistent with the literature that shows that stress resulting from work conditions and organization may act in conjunction with other risk factors to favor the development of arterial hypertension<sup>17,18</sup>.</p>
      <p>In the group of lifestyle characteristics, after adjustment for demographic variables and occupational characteristics, sedentary lifestyle and alcohol consumption showed to be risk factors for AH and DM. Sedentary lifestyle is a known risk factor and the practice of physical activity is recommended to prevent and control AH, DM and the metabolic syndrome<sup>1,4,19</sup>.</p>
      <p>Although multiple variables interfere (such as consumption pattern, clinical characteristics, stress, and others) and the mechanisms through which alcohol induces arterial hypertension have not yet been clarified, the association between alcohol consumption and arterial hypertension has been demonstrated indicating that increased consumption is associated with increased blood pressure, especially in individuals with high consumption of ethanol<sup>20,21,22</sup>. The association between alcohol consumption and DM observed in this study can be explained by the calorie content of alcohol. Because of its high calorie content, excessive alcohol consumption favors weight gain, hyperlipidemia and increase in glycemia, so that excess consumption of alcohol should be avoided by individuals with hypertriglyceridemia, obesity or poor metabolic control<sup>2,23</sup>.</p>
      <p>An aspect to be considered is that alcohol consumption is part of the Brazilians' cultural habits. Paradoxically, although it is encouraged from a social point of view, it is hidden when it takes place in the work environment or when it becomes abusive, which makes it difficult to measure. Therefore, the low prevalences observed for sporadic consumption, and especially for daily consumption may be underestimated, and this may constitute a problem of greater magnitude than it appears to be.</p>
      <p>The most frequent lipidic alterations in diabetic individuals are hypertriglyceridemia, low HDL fraction rates and the formation of small and dense LDL particles, which, because of its atherogenic effect, are one of the major risk factors for cardiovascular disease in diabetic patients<sup>1</sup>. Among the workers of the population of the study, the total cholesterol and the triglycerides were risk factors for DM.</p>
      <p>Total cholesterol and triglycerides were also risk factors for AH, and this risk may be understood by considering the weight gain resulting from the dyslipidemias. The association between obesity and arterial hypertension has been demonstrated in a consistent manner<sup>3,19</sup>. Among other mechanisms, the level of leptin in obese individuals has been considered as especially important both due to the activation of the sympathetic nervous system and to the direct effect on the kidneys, thus resulting in the increased absorption of sodium which causes the elevation of the blood pressure<sup>24</sup>.</p>
      <p>As to DM, after adjustment for the remaining variables, excess weight was the variable with the greater impact on DM. Excess weight &#150; and especially abdominal obesity &#150; is a major risk factor for developing diabetes, since the accumulation of adipose tissue is associated with glucose intolerance and hyperinsulinemia. Small weight loss (5% to 10%) is associated with an improvement in metabolic control and with a decrease in DM-related mortality<sup>25</sup>.</p>
      <p>In the group of clinical variables, the HDL-c and LDL-c fractions were excluded from the joint analysis because they correlated strongly with total cholesterol.</p>
      <p>The prevalences of arterial hypertension, diabetes and dyslipidemias observed in this study, in a population of relatively young workers, justify the fact that these conditions are to be treated relentlessly, as these prevalences are related with morbidity and mortality resulting from cardiovascular diseases. Arterial hypertension is a condition that accounts for a large part of cardiovascular morbidity and mortality in industrialized countries, and it is one of the major risk factors for developing coronary artery disease, cerebrovascular accident, heart failure, kidney failure and peripheral arterial disease<sup>3</sup>. Barroso et al.<sup>26</sup> point out that the risk for cardiovascular diseases in individuals with Type II diabetes mellitus is considerably increased, and it is estimated that four out of five diabetic individuals will develop cardiovascular diseases, and the risk of death due to this type of disease after a twelve-year follow-up is three times higher as compared with non-diabetic individuals. In addition to this, the same individual frequently has an association of arterial hypertension, diabetes mellitus and dyslipidemias, which characterizes the plurimetabolic syndrome that greatly increases the risk of morbidity and mortality<sup>2,26</sup>.</p>
      <p>The Ministry of Health and the Brazilian Society of Hypertension, considering a 50.0% possibility of association of the two diseases and the existence of common aspects as to the etiopathogenesis, risk factors, progression and treatment of the two diseases indicate that a joint approach be adopted<sup>4,27</sup>. The Ministry of Health highlights the importance of actions at the basic prevention level (to raise awareness on the part of citizens), and at the primary (removal of risk factors), secondary (early detection and treatment) and tertiary (reduction of complications)<sup>27</sup> levels. The strict control of blood pressure and of the levels of glycemia and lipids can also significantly reduce cardiovascular events, the progression of kidney disease, retinal lesion and peripheral vascular disease<sup>26</sup>.</p>
      <p>The data resulting from this study evidenced that workers above 40 years of age are a priority as regards interventions to favor the primary and secondary prevention of both conditions. These actions should focus on eating habits and the practice of physical exercise, thus favoring the control of obesity and dyslipidemia. The data have also evidenced the existence of common factors associated with both AH and DM, thus characterizing the occurrence of metabolic syndrome among the workers studied, which translates into increased chances of developing cardiovascular diseases. Additionally, if, on the one hand, older workers present higher prevalences and higher risks, on the other hand, younger workers have a potential to develop these conditions. These characteristics justify the implementation of systematic programs to prevent and control these conditions in the company.</p>
      <p>Considering the recommendations for a joint approach, the information obtained and the limited scope of health care services at the workplace, we suggest the following strategies: development of health education actions focusing on a healthy diet, weight control, physical activity and the fight against alcohol addiction; maintaining the preventive approach that drives the PCMSO &#150; Occupational Health Medical Control Program developed by the company; implementation of protocols for the diagnosis and treatment of arterial hypertension and diabetes mellitus in the company's health care facilities; and implementation of special control groups (such as hypertensive, diabetic, dyslipidemic or obese individuals).</p>
      <p>In addition to this, although work-related aspects analyzed have not emerged as the factors with the greatest risk for arterial hypertension and diabetes mellitus among the workers studied, work-related issues should not be overlooked, since, in addition to the effects arising directly from work conditions, the way work is organized may be a source of stress and thus influence workers' habits and behavior.</p>
      <p>We also have to take into account that, because of the time elapsed as of the collection of data, changes in work conditions may have occurred, which could justify a new assessment of the work environment and organization.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Maria Carmen Martinez</p>
          <p> Depto. de Epidemiologia da Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da USP</p>
          <p> Av. Dr. Arnaldo, 715</p>
          <p> 01246-904 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="mcmarti@uol.com.br">mcmarti@uol.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received on 03/14/05</p>
      <p> Accepted on 12/28/05</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
