<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="editorial">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">nxfMFcmTnZ9Ch4qfYMvPg5J</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00020</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001500020</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700220</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001500020</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Ponto de Vista</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Ecocardiografia com contraste: tem futuro?</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Cunha</surname>
            <given-names>Cl&#225;udio L. Pereira da</given-names>
          </name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Curitiba</named-content>
          <named-content content-type="state">Paran&#225;</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Paran&#225;</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital de Cl&#237;nicas </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>197</fpage>
      <lpage>199</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Ecocardiografia</kwd>
        <kwd>contraste</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>09</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>Ecocardiografia com contraste. Tem futuro?</p>
    <p>
      <bold>Cl&#225;udio L. Pereira da Cunha</bold>
    </p>
    <p>Hospital de Cl&#237;nicas da Universidade Federal do Paran&#225; - Curitiba, PR</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ecocardiografia, contraste.</p>
    <p>A ecocardiografia, nos &#250;ltimos trinta anos, revolucionou a investiga&#231;&#227;o cardiol&#243;gica. De maneira n&#227;o-invasiva, cada vez mais se ampliou o acesso &#224; anatomia, &#224; fisiologia e &#224;s doen&#231;as do cora&#231;&#227;o. Desde a introdu&#231;&#227;o da t&#233;cnica unidimensional e, progressivamente, com a ecocardiografia bidimensional, Doppler, mapeamento de fluxo em cores, exame transesof&#225;gico, emprego do estresse f&#237;sico ou farmacol&#243;gico, diferentes metodologias foram sendo acrescentadas na busca da otimiza&#231;&#227;o do exame cardiol&#243;gico pelo ultra-som, e todas foram consolidadas na pr&#225;tica cl&#237;nica. Entre as t&#233;cnicas mais recentes, destacam-se a ecocardiografia tridimensional em tempo real, a avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o ventricular com Doppler tecidual e <italic>strain/strain rate</italic>, e o emprego de contraste.</p>
    <p>A busca por ecocardiogramas realizados com contraste, na realidade, n&#227;o &#233; nova e tem revelado uma evolu&#231;&#227;o lenta. J&#225; em 1968, no in&#237;cio da hist&#243;ria da ecocardiografia, observou-se, em exames realizados durante cateterismos card&#237;acos, que a inje&#231;&#227;o de l&#237;quidos no sistema cardiovascular permitia a forma&#231;&#227;o de pequenas bolhas que produziam uma nuvem de ecos<sup>1</sup>. Essas bolhas, todavia, de grandes di&#226;metros em rela&#231;&#227;o &#224; microcircula&#231;&#227;o, n&#227;o passavam pelos capilares pulmonares, o que restringia o seu uso a poucas aplica&#231;&#245;es cl&#237;nicas. Em 1984, empregando-se microbolhas com di&#226;metro inferior a 10&#181;, foi ultrapassada a barreira capilar pulmonar e conseguiu-se opacificar as cavidades esquerdas com albumina sonicada<sup>2</sup>. Na d&#233;cada de 90 se seguiram in&#250;meras pesquisas envolvendo o desenvolvimento dos agentes de contraste e avan&#231;os tecnol&#243;gicos dos equipamentos, que tornaram poss&#237;veis os estudos detalhados das cavidades esquerdas e mais pr&#243;xima a expectativa de investiga&#231;&#227;o da circula&#231;&#227;o arterial coronariana<sup>3-7</sup>. </p>
    <p>As pesquisas a respeito dos contrastes t&#234;m visado obter um agente com microbolhas para ultrapassar capilares do menor di&#226;metro poss&#237;vel, que tenha estabilidade prolongada, imped&#226;ncia ac&#250;stica diferente dos tecidos, maior concentra&#231;&#227;o, baixa toxicidade, r&#225;pido metabolismo e excre&#231;&#227;o<sup>8</sup>. Com esses objetivos, pode-se intervir: (1) no tamanho da microbolha, (2) no g&#225;s que a preenche e (3) na subst&#226;ncia que comp&#245;e sua camada externa. Em rela&#231;&#227;o ao tamanho, as microbolhas, devem ser menores que 10&#181;, mas, entre essas, as de tamanho maior s&#227;o mais est&#225;veis; os gases s&#227;o preferentemente pesados, inertes e pouco sol&#250;veis, enquanto as c&#225;psulas de albumina, fosfolip&#237;deos, a&#231;&#250;cares ou biopol&#237;meros permitem maior estabiliza&#231;&#227;o<sup>6,9</sup>. Os contrastes chamados de primeira gera&#231;&#227;o s&#227;o representados pelo Albunex&#174; (microbolha com ar no interior e albumina sonicada na camada externa) e pelo Levovist&#174; (ar no interior e galactose com tra&#231;os de &#225;cido palm&#237;tico na camada externa). </p>
    <p>Na segunda gera&#231;&#227;o, o meio gasoso passou a ser constitu&#237;do por gases fluorcarbonados, propiciando maior estabilidade aos compostos. Seu principal representante &#233; o PESDA (Perfluorocarbon-Exposed Sonicated Dextrose Albumin)<sup>4</sup>, produto n&#227;o industrializado, preparado em ambiente hospitalar para uso em at&#233; 24 horas, utilizado em <italic>bolus</italic> ou infus&#227;o cont&#237;nua, com baixo custo em rela&#231;&#227;o aos outros agentes, sendo o mais utilizado no Brasil. </p>
    <p>Outros contrastes dessa gera&#231;&#227;o s&#227;o o Optison&#174;<sup>10</sup> e o Definity&#174;, esse &#250;ltimo recentemente comercializado no Brasil<sup>11</sup>. Destaque ainda para o SonoVue&#174;, agente com fosfolip&#237;dio e hexafluoreto sulf&#250;rico, o primeiro a ser liberado na Europa para avalia&#231;&#227;o da perfus&#227;o mioc&#225;rdica. Diversos outros produtos est&#227;o em investiga&#231;&#227;o, em fase de desenvolvimento cl&#237;nico, sendo alguns considerados como contrastes de terceira gera&#231;&#227;o<sup>12</sup>. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos avan&#231;os tecnol&#243;gicos dos equipamentos, dirigidos principalmente para a otimiza&#231;&#227;o dos exames com contraste, destacam-se os tipos de imagens fornecidas pelo ultra-som e o &#237;ndice mec&#226;nico aplicado &#224;s respostas das microbolhas. Em rela&#231;&#227;o aos tipos de imagens, foram desenvolvidas a imagem em segunda harm&#244;nica, a harm&#244;nica Doppler, a ultra-harm&#244;nica ou terceira harm&#244;nica, a harm&#244;nica <italic>Power Doppler</italic>, e a imagem com pulso invertido (a imagem em tempo real)<sup>13,14</sup>. Todas essas t&#233;cnicas visam aprimorar as imagens obtidas, seja dos tecidos, por meio do ecocardiograma bidimensional, seja das microbolhas, refletindo a regi&#227;o contrastada. O &#237;ndice mec&#226;nico regula a intensidade da energia ultra-s&#244;nica transmitida, determinando o grau de destrui&#231;&#227;o das microbolhas; pode variar de 0,1 a 1,0, sendo prefer&#237;veis &#237;ndices mais baixos (0,1-0,3), com pouca destrui&#231;&#227;o de bolhas para os estudos de perfus&#227;o, e &#237;ndices de 0,4-0,8 para melhor defini&#231;&#227;o das bordas endoc&#225;rdicas. </p>
    <p>Com todos esses avan&#231;os, como fica a aplica&#231;&#227;o cl&#237;nica da ecocardiografia com contraste? Sua utiliza&#231;&#227;o para melhorar a defini&#231;&#227;o das bordas endoc&#225;rdicas est&#225; consagrada, sendo aplicada a estudos em repouso ou sob estresse, contribuindo sobremaneira na otimiza&#231;&#227;o das imagens. O maior desafio, todavia, se prende ao seu uso na doen&#231;a coronariana, com estudos de perfus&#227;o mioc&#225;rdica que visam aspectos do diagn&#243;stico anat&#244;mico e funcional na doen&#231;a cr&#244;nica, contribui&#231;&#227;o em s&#237;ndromes coronarianas agudas, avalia&#231;&#227;o da viabilidade mioc&#225;rdica e fatores progn&#243;sticos. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) liberou as microbolhas, at&#233; o momento, apenas para a melhor defini&#231;&#227;o das bordas, n&#227;o sendo dispon&#237;veis para avaliar a perfus&#227;o mioc&#225;rdica; essa restri&#231;&#227;o certamente cerceia o desenvolvimento pr&#225;tico da metodologia. J&#225; na Europa, &#233; permitido o uso do SonoVue&#174; tamb&#233;m para estudos de perfus&#227;o mioc&#225;rdica, o que j&#225; antecipa maior difus&#227;o da tecnologia naquele continente. </p>
    <p>No Brasil temos as dificuldades de custo elevado dos contrastes comercialmente dispon&#237;veis e as restri&#231;&#245;es ao pagamento por parte dos planos de sa&#250;de complementar, visto que o procedimento n&#227;o consta em tabelas antigas e a nova Classifica&#231;&#227;o Brasileira Hierarquizada dos Procedimentos M&#233;dicos tem sido lentamente adotada pelas operadoras do sistema de sa&#250;de. Em rela&#231;&#227;o &#224;s pesquisas cient&#237;ficas, a tecnologia tem sido bastante aplicada em diferentes enfoques na doen&#231;a coronariana<sup>15-18</sup>, com resultados plenamente satisfat&#243;rios. </p>
    <p>Estudo de Wei e cols.<sup>19</sup> comparou a utilidade da ecocardiografia com o contraste mioc&#225;rdico PB127 realizada sob estresse com dipiridamol em rela&#231;&#227;o &#224; tomografia SPECT nas mesmas condi&#231;&#245;es, e verificou concord&#226;ncia na classifica&#231;&#227;o entre pacientes normais e anormais em 84%; ap&#243;s a exclus&#227;o de falso-negativos da SPECT, a concord&#226;ncia atingiu 93%, levando &#224; conclus&#227;o de que o estudo da perfus&#227;o mioc&#225;rdica pela ecocardiografia com contraste foi muito satisfat&#243;rio para a detec&#231;&#227;o de doen&#231;a coronariana. Adicionalmente, a utiliza&#231;&#227;o de novos programas computacionais tem permitido a quantifica&#231;&#227;o do fluxo de contraste no mioc&#225;rdio, o que eleva a acur&#225;cia diagn&#243;stica do m&#233;todo e reduz a variabilidade entre os observadores<sup>20</sup>.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, entende-se que a ecocardiografia com contraste &#233; um m&#233;todo n&#227;o-invasivo, sem radia&#231;&#227;o ionizante, que propicia informa&#231;&#227;o anat&#244;mica e da microcircula&#231;&#227;o, amplamente dispon&#237;vel inclusive &#224; beira do leito; permite resultados r&#225;pidos, tem boa rela&#231;&#227;o custo-benef&#237;cio e disp&#245;e de repetidas investiga&#231;&#245;es cient&#237;ficas que ratificam o seu emprego na pr&#225;tica cl&#237;nica, tanto para melhor defini&#231;&#227;o das bordas cavit&#225;rias como para estudar a perfus&#227;o mioc&#225;rdica. Por tudo isso, julgamos que o m&#233;todo, sem d&#250;vida, tem futuro.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>2. Feinstein SB, Shah PM, Bing RJ, et al. Microbubble dynamics visualized in the intact capillary circulation. J Am Coll Cardiol. 1984; 4: 595-600.</p>
    <p>3. Kaul S. Myocardial contrast echocardiography in coronary artery disease: potential applications using venous injection of contrast. Am J Cardiol. 1995; 15: 61-6.</p>
    <p>4. Porter T, Xie F, Kricsfeld A, et al. Improved endocardial border resolution during dobutamine stress echocardiography with intravenous sonicated dextrose albumin. J Am Coll Cardiol. 1994; 23: 1440-3.</p>
    <p>5. Morcerf F, Cantisano A, Salek F, et al. Myocardial contrast echocardiography: safety and normal perfusion pattern in humans. J Am Coll Cardiol. 1993; 21: 347A.</p>
    <p>6. Jayaweera AR, Edwards N, Glesheen WP, et al. In vivo myocardial kinetics of air filled albumin microbubbles during myocardial contrast echocardiography: comparison with radio-labeled red blood cells. Circ Res. 1994; 74: 1157-65.</p>
    <p>7. Kaul S, Senior R, Dittrich H, et al. Detection of coronary artery disease with myocardial contrast echocardiography: comparison with 99m Tc &#150; sestamibi single-photon emission computed tomography. Circulation. 1997; 96: 785-92.</p>
    <p>8. Blomley M J, Cooke JC, Unger EC, et al. Microbubble contrast agents: a new era in ultrasound. BMJ. 2001; 322: 1222-9.</p>
    <p>9. Correas JM. Ultrasound contrast agents: properties, principles of action, tolerance and artifacts. Eur Radiol. 2001; 11: 1316-22,</p>
    <p>10. Cohen JL, Cherif J, Segar DS, et al. Improved left ventricular endocardial border delineation and opacification with Optison (FS069), a new echocardiographic contrast agent: results of phase III multicenter trial. J Am Coll Cardiol. 1998; 32: 746-50.</p>
    <p>11. Kitzman DW, Goldman ME, Gillam LD, et al. Efficacy and safety of the novel ultrasound contrast agent perflutren (Definity) in patients with suboptimal baseline left ventricular echocardiographic images. Am J Cardiol. 2000; 86: 669-704.</p>
    <p>12. Fischer NG, Christiansen JP, Leong-Poi H, et al. Myocardial and microcirculatory kinetics of BR14, a novel third-generation intravenous ultrasound contrast agent. J Am Coll Cardiol. 2002; 39: 523-8.</p>
    <p>13. Allen MR, Pellikka PA, Villarraga HR, et al. Harmonic imaging: echocardiographic enhanced contrast intensity and duration. Int J Card Imaging. 1999; 15: 215-21.</p>
    <p>14. Porter TR, Xie F, Silver M, et al. Real-time perfusion imaging with low mechanical index pulse inversion Doppler imaging. J Am Coll Cardiol. 2001; 37: 748-53.</p>
    <p>15. Korosoglon G, Silva Jr GC, Labadze N, et al. Real-time myocardial contrast echocardiography for pharmacologic stress testing: is quantitative estimation of myocardial blood flow reserve necessary? J Am Soc Echocardiogr. 2004; 17: 1-9.</p>
    <p>16. Caldas MA, Tsutsui J M, Kowatsch I, et al. Value of myocardial contrast echocardiography for predicting left ventricular remodeling and segmental functional recovery after anterior wall acute myocardial infarction. J Am Soc Echocardiogr. 2004; 17: 923-32.</p>
    <p>17. Di Bello V, Giorgi D, Pedrinelli R, et al. Early impairment of myocardial blood flow reserve in men with essential hypertension: a quantitative myocardial contrast echocardiography study. J Am Soc Echocardiogr. 2004; 17: 1037-43.</p>
    <p>18. Lepper W, Belcik T, Wei K, et al. Myocardial contrast echocardiography. Circulation. 2004; 109: 3132-5.</p>
    <p>19. Wei K, Crouse L, Weiss J, et al. Comparison of usefulness of dipyridamole stress myocardial contrast echocardiography to technetium &#150; 99m sestamibi: single-photon emission computed tomography for detection of coronary artery disease (PB127 multicenter phase 2 trial results). Am J Cardiol. 2003; 91: 1293-8.</p>
    <p>20. Kowatsch I, Os&#243;rio AFF, Tsutsui JM, et al. Acur&#225;cia diagn&#243;stica da ecocardiografia de perfus&#227;o em tempo real quantitativa pela dobutamina e adenosina. Rev Bras Ecocardiogr. 2005; 17: 57.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Cl&#225;udio L. Pereira da Cunha </p>
        <p> Rua Olavo Bilac, 181 </p>
        <p> 80440-040 &#150; Curitiba, PR </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="cpcunha@cardiol.br">cpcunha@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 31/05/05 </p>
    <p> Aceito em 28/12/05</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Gramiak R, Shah PM. Echocardiography of the    aortic root. Invest Radiol. 1968; 3: 356-60.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Echocardiography of the aortic root</article-title>
          <source>Invest Radiol.</source>
          <date>
            <year>1968</year>
          </date>
          <fpage>356</fpage>
          <lpage>60</lpage>
          <volume>3</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gramiak</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shah</surname>
              <given-names>PM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Contrast echocardiography: does it have a future?</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>Contrast echocardiography. Does it have a future? </p>
      <p>
        <bold>Cl&#225;udio L. Pereira da Cunha</bold>
      </p>
      <p>Hospital de Cl&#237;nicas da Universidade Federal do Paran&#225; - Curitiba, PR - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="nt-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p><bold>Key words: </bold>Echocardiography, contrast.</p>
      <p>In the past thirty years echocardiography has revolutionized cardiologic investigation. The non-invasive access to anatomy, physiology, and heart diseases has become increasingly broader. Since the introduction of the M-mode technique and, progressively, of two-dimensional echocardiography, Doppler, color flow mapping, transesophageal echocardiogram, and use of physical or pharmacologic stress, different methodologies have been added in pursuit of the optimization of cardiac assessment using ultrasound, and all of them have become consolidated in the clinical practice. Among the most recent techniques, real-time 3D echocardiography, assessment of ventricular function with tissue Doppler and strain-strain rate, and the use of contrast can be pointed out. </p>
      <p>Actually, the pursuit of contrast echocardiograms is not novel and has progressed slowly. In 1968, at the beginning of the history of echocardiography, in tests performed during cardiac catheterization, the injection of liquids in the cardiovascular system was observed to allow the formation of small bubbles that produced a cloud of echoes<sup>1</sup>. These bubbles, however, had large diameters in relation to the microcirculation, and could not pass through pulmonary capillaries, a fact that limited their use to a few clinical applications. In 1984, with the use of microbubbles with diameter lower than 10&#181;, the pulmonary capillary barrier was crossed and the left cavities could be opacified with sonicated albumin<sup>2</sup>. In the 1990&#146;s, countless studies on the development of contrast agents and technological advances in equipment were conducted, which made detailed assessments of the left cavities possible, and the expected investigation of the coronary artery circulation became closer to fullfilment<sup>3-7</sup>. </p>
      <p>Research on contrast agents have aimed at obtaining an agent with microbubbles able to pass through capillaries with the least diameter possible, with a long-lasting stability, acoustic impedance different from that of tissues, higher concentration, low toxicity, and rapid metabolism and excretion<sup>8</sup>. With these purposes, we can interfere with: (1) the size of the microbubbles, (2) the gas that fills them, and (3) the substance that forms their outer layer. As regards the size, microbubbles should be smaller than 10&#181;; however, within this range the largest bubbles are more stable. Gases are preferably heavy, inert and not very soluble, whereas albumin, phospholipid, carbohydrate, or biopolymer capsules enable a higher stabilization<sup>6,9</sup>. First-generation contrast agents are represented by Albunex<sup>TM</sup>! (air filled microbubbles and sonicated albumin in the outer layer), and by Levovist<sup>TM</sup>! (air filled and galactose with traces of palmitic acid in the outer layer).</p>
      <p>In the second generation, the gas medium was replaced by fluorcarbon gases, providing the compounds with more stability. Its main representative is PESDA (Perfluorocarbon-Exposed Sonicated Dextrose Albumin)<sup>4</sup>, a non-processed product prepared in a hospital environment, to be used within 24 hours. It is injected in bolus or continuous infusion, has a low cost in comparison with other agents, and is the most widely used contrast agent in Brazil. </p>
      <p>Other contrast agents of this generation are Optison<sup>TM</sup>!<sup>10</sup> and Definity<sup>TM</sup>!, the latter being recently marketed in Brazil<sup>11</sup>. SonoVue<sup>TM</sup>!, an agent containing phospholipid and sulphur hexafluoride &#150; the first to be authorized in Europe for the assessment of myocardial perfusion, should also be pointed out. Several other products are being studied at the clinical development phase, and some are considered third-generation contrast agents<sup>12</sup>. </p>
      <p>In relation to technological advances of equipment mainly aimed at the optimization of contrast examinations, we should point out the types of imaging provided by ultrasound and the mechanical index applied to the responses from microbubbles. As regards some types of imaging, second harmonic, Doppler harmonic, ultra-harmonic or third harmonic, Power Doppler harmonic, and pulse inversion imaging (real-time imaging) have been developed. All these techniques aim at improving the imaging obtained both from tissues, by means of two-dimensional echocardiogram, and from microbubbles reflecting the contrasted area. The mechanical index regulates the amount of ultrasonic energy transmitted, determining the degree of microbubble destruction. It may range from 0.1 to 1.0; lower indexes (0.1-0.3) with little bubble destruction are preferable for perfusion studies, and indexes between 0.4-0.8 for a better definition of endocardial borders.</p>
      <p>With such advances, how does the clinical application of contrast echocardiography stand? Its use in the improvement of definition of endocardial borders is well-established and has been applied in studies at rest and stress with a significant contribution to the optimization of imaging. The major challenge, however, is related to the use of contrast echocardiography in coronary artery disease, with myocardial perfusion studies that focus on aspects of the anatomical and functional diagnosis in the chronic disease, contribution in acute coronary syndromes, assessment of myocardial viability and prognostic factors. In the United States, the Food and Drug Administration (FDA) has authorized microbubbles only to improve the definition of the borders, but not for the assessment of myocardial perfusion up to the moment. This restriction certainly discourages the practical development of the methodology. In Europe, in turn, the use of SonoVue<sup>TM</sup>! is also allowed for myocardial perfusion studies, which brings forward a broader dissemination of this technology in that continent. </p>
      <p>In Brazil we face the diffi culties of high costs of commercially available contrast agents and payment restrictions on the part of health anagement organizations, since the procedure is not included in the old price tables, and the new Brazilian Hierarchical Classifi cation of Medical Procedures has been slowly adopted by HMOs. As regards scientifi c research, technology has been widely applied in different approaches on coronary artery disease15-18 with fully satisfactory results.</p>
      <p>Wei et al<sup>19</sup> study compared the usefulness of dipyridamole stress PB 127 myocardial contrast echocardiography with SPECT under similar conditions, and verified that the consonance for classification of patients as normal versus abnormal was 84%. </p>
      <p> After exclusion of false-negative SPECT scans consonance increased to 93%, leading to the conclusion that myocardial perfusion study using contrast echocar&#173;diography was very satisfactory for the detection of coronary artery disease. Additionally, the utilization of new computer software has allowed the quantification of contrast flow in the myocardium, which increases the diagnostic accuracy of the method and reduces the variability between observers<sup>20</sup>. </p>
      <p>In conclusion, contrast echocardiography is perceived as a non-invasive method with no ionizing radiation that provides information on anatomy and microcirculation and is readily available at bedside. It allows quick results, with a good cost-benefit ratio, so its use in the clinical practice both to enhance definition of cavity borders and to study myocardial perfusion is supported by repeated scientific investigations. For all these reasons, we believe that the method undoubtedly has a future.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nt-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing Address:</p>
          <p> Cl&#225;udio L. Pereira da Cunha </p>
          <p> Rua Olavo Bilac, 181 </p>
          <p> 80440-040 &#150; Curitiba, PR - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="cpcunha@cardiol.br">cpcunha@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Received on 05/31/05</p>
      <p> Accepted on 12/28/05</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
