<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">tQLJndZq5NfNThffHw5vW5t</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001500016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700216</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001500016</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>O n&#237;vel s&#233;rico de NT-proBNP &#233; um preditor progn&#243;stico em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Pereira-Barretto</surname>
            <given-names>Antonio Carlos</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Oliveira Junior</surname>
            <given-names>Mucio Tavares de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Strunz</surname>
            <given-names>C&#233;lia Cassaro</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Del Carlo</surname>
            <given-names>Carlos Henrique</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Scipioni</surname>
            <given-names>Airton Roberto</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Ramires</surname>
            <given-names>Jos&#233; Antonio Franchini</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>174</fpage>
      <lpage>177</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>05</day>
          <month>08</month>
          <year>2005</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>17</day>
          <month>03</month>
          <year>2006</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Verificar se a dosagem de NT-proBNP seria de aux&#237;lio na predi&#231;&#227;o do progn&#243;stico de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) avan&#231;ada. M&#201;TODOS: Foram estudados 105 pacientes: 33 (32,0%) do ambulat&#243;rio e 70 (67,9%) em classe funcional III/IV, hospitalizados para compensa&#231;&#227;o card&#237;aca, com m&#233;dia de idade de 52,4 anos, dos quais, 66,6% homens. Todos tinham disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo sendo a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o m&#233;dia de 0,29. Em todos dosou-se o NT-proBNP e foram acompanhados por um per&#237;odo de 2 a 91 dias (m&#233;dia 77 dias). Construiu-se a curva ROC para determina&#231;&#227;o do melhor n&#237;vel de corte e curvas de sobrevida Kaplan-Meyer de acordo com esse n&#237;vel. RESULTADOS: Durante o per&#237;odo de seguimento, 22 pacientes (20,9%) morreram. O NT-proBNP m&#233;dio dos pacientes vivos foi de 6.443,67&#177;6.071,62 pg/ml e dos que morreram foi de 14.609,66&#177;12.165,15 pg/ml (p=0,001). A curva ROC identificou n&#237;vel de corte de 6.000 pg/ml com sensibilidade de 77,3% (&#225;rea da curva de 0,74). A curva de sobrevida para valores abaixo e acima de 6.000 pg/ml diferiu significantemente (p=0,002) com os pacientes com valores abaixo de 6.000 pg/ml apresentando sobrevida de 90,2% em 90 dias e os pacientes com valores superiores, sobrevida de 66,6%. CONCLUS&#195;O: Os pacientes. com IC avan&#231;ada, especialmente os internados para compensa&#231;&#227;o, apresentam valores muito aumentados de NT-proBNP, sendo estes duas vezes mais elevados entre os que morreram no seguimento. Valor acima de 6.000 pg/ml identifica grupo de pacientes com alta probabilidade de morrer em 90 dias ap&#243;s a alta hospitalar.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada</kwd>
        <kwd>BNP</kwd>
        <kwd>progn&#243;stico</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>09</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>O n&#237;vel s&#233;rico de NT-proBNP &#233; um preditor progn&#243;stico em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada</p>
    <p>
      <bold>Antonio Carlos Pereira-Barretto; Mucio Tavares de Oliveira Junior; C&#233;lia Cassaro Strunz; Carlos Henrique Del Carlo; Airton Roberto Scipioni; Jos&#233; Antonio Franchini Ramires</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150; FMUSP - S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Verificar se a dosagem de NT-proBNP seria de aux&#237;lio na predi&#231;&#227;o do progn&#243;stico de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) avan&#231;ada. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Foram estudados 105 pacientes: 33 (32,0%) do ambulat&#243;rio e 70 (67,9%) em classe funcional III/IV, hospitalizados para compensa&#231;&#227;o card&#237;aca, com m&#233;dia de idade de 52,4 anos, dos quais, 66,6% homens. Todos tinham disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo sendo a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o m&#233;dia de 0,29. Em todos dosou-se o NT-proBNP e foram acompanhados por um per&#237;odo de 2 a 91 dias (m&#233;dia 77 dias). Construiu-se a curva ROC para determina&#231;&#227;o do melhor n&#237;vel de corte e curvas de sobrevida Kaplan-Meyer de acordo com esse n&#237;vel. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>Durante o per&#237;odo de seguimento, 22 pacientes (20,9%) morreram. O NT-proBNP m&#233;dio dos pacientes vivos foi de 6.443,67&#177;6.071,62 pg/ml e dos que morreram foi de 14.609,66&#177;12.165,15 pg/ml (p=0,001). A curva ROC identificou n&#237;vel de corte de 6.000 pg/ml com sensibilidade de 77,3% (&#225;rea da curva de 0,74). A curva de sobrevida para valores abaixo e acima de 6.000 pg/ml diferiu significantemente (p=0,002) com os pacientes com valores abaixo de 6.000 pg/ml apresentando sobrevida de 90,2% em 90 dias e os pacientes com valores superiores, sobrevida de 66,6%. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> Os pacientes. com IC avan&#231;ada, especialmente os internados para compensa&#231;&#227;o, apresentam valores muito aumentados de NT-proBNP, sendo estes duas vezes mais elevados entre os que morreram no seguimento. Valor acima de 6.000 pg/ml identifica grupo de pacientes com alta probabilidade de morrer em 90 dias ap&#243;s a alta hospitalar.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada, BNP, progn&#243;stico, insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada.</p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca &#233; reconhecida como doen&#231;a limitante e de mau progn&#243;stico, especialmente na sua fase avan&#231;ada quando seus portadores evoluem com sobrevida reduzida e mortalidade superior a 50% no primeiro ano de seguimento<sup>1-4</sup>. A identifica&#231;&#227;o precoce dos pacientes que poder&#227;o evoluir pior ou morrer precocemente &#233; fundamental, pois permitiria intervir na tentativa de modificar sua hist&#243;ria natural. </p>
    <p>Na avalia&#231;&#227;o de uma popula&#231;&#227;o com insufici&#234;ncia card&#237;aca, a magnitude das manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas tem mostrado ser de valor na estratifica&#231;&#227;o progn&#243;stica<sup>5-9</sup>. V&#225;rios trabalhos documentaram a melhor evolu&#231;&#227;o dos pacientes pouco sintom&#225;ticos (Classe Funcional I e II &#150; NYHA) e a pior evolu&#231;&#227;o dos mais sintom&#225;ticos (CF III e IV)<sup>4-10</sup>. Embora os sintomas auxiliem na estratifica&#231;&#227;o progn&#243;stica, perdem essa capacidade quando se passa a estudar grupos mais homog&#234;neos de pacientes, como, por exemplo, a evolu&#231;&#227;o de pacientes em CF IV, hospitalizados para compensa&#231;&#227;o, momento em que todos se apresentam clinicamente muito parecidos<sup>5,6,8</sup>. De acordo com os sintomas, por terem necessidade de ser hospitalizados, constituem popula&#231;&#227;o de mau progn&#243;stico, mas por meio de exames &#233; poss&#237;vel identificar quais ter&#227;o pior evolu&#231;&#227;o. In&#250;meras vari&#225;veis mostraram essa capacidade de sele&#231;&#227;o<sup>4-10</sup>. Citamos entre outras o grau de remodela&#231;&#227;o card&#237;aca, a intensidade da estimula&#231;&#227;o neuro-hormonal pelos n&#237;veis de noradrenalina plasm&#225;tica e do n&#237;vel de s&#243;dio plasm&#225;tico e o grau de disfun&#231;&#227;o renal. </p>
    <p>Recentemente, a dosagem do pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B foi agregada a essas vari&#225;veis, com os estudos comparativos, identificando-o como a melhor vari&#225;vel laboratorial nesta estratifica&#231;&#227;o progn&#243;stica<sup>11-14.</sup></p>
    <p>
      <bold>M&#201;TODOS</bold>
    </p>
    <p>Foram estudados 105 pacientes com IC congestiva e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o inferior a 40%. Um ter&#231;o dos pacientes era proveniente do ambulat&#243;rio cardiol&#243;gico do hospital e dois ter&#231;os foram inclusos durante interna&#231;&#227;o para compensa&#231;&#227;o. A maioria dos pacientes (68,6%) estava em classe funcional III/IV. Os pacientes do ambulat&#243;rio estavam compensados. Os pacientes hospitalizados apresentavam forma avan&#231;ada da doen&#231;a, uma vez que para a hospitaliza&#231;&#227;o s&#227;o selecionados aqueles com hipotens&#227;o e indica&#231;&#227;o para terapia com inotr&#243;picos, aqueles em franca anasarca e aqueles que n&#227;o compensaram ap&#243;s medica&#231;&#227;o endovenosa administrada no Pronto Socorro. </p>
    <p>Todos os pacientes tiveram, na admiss&#227;o do hospital ou na consulta do ambulat&#243;rio, sangue coletado para a dosagem do NT-proBNP, utilizando-se imunoen&#173;saios dispon&#237;veis comercialmente (<italic>Roche Diagnostics</italic>, Mannheim, Germany). Os pacientes foram tratados pelos seus m&#233;dicos e acompanhados quanto &#224; mortalidade por per&#237;odo m&#233;dio de 77 dias (2 a 91 dias).</p>
    <p><italic>An&#225;lise estat&#237;stica - </italic>As vari&#225;veis cont&#237;nuas foram apresentadas pela m&#233;dia &#177; desvio-padr&#227;o e as vari&#225;veis categ&#243;ricas por freq&#252;&#234;ncias e percentagens. Na compara&#231;&#227;o das vari&#225;veis cont&#237;nuas foi utilizado o teste<italic> t-</italic>Student ou o teste<italic> U</italic> de Mann-Whitney. A curva ROC (<italic>Receiver Operating Characteristic</italic>) foi utilizada na estimativa do ponto de corte do valor do pept&#237;deo natriur&#233;tico (NT-proBNP) para predi&#231;&#227;o da mortalidade. A probabilidade de &#243;bito foi estimada pelo c&#225;lculo do risco relativo e intervalo de confian&#231;a de 95% para as vari&#225;veis estudadas. Todos os testes utilizados s&#227;o bicaudais e o valor de p&lt;0,05 foi considerado como estatisticamente significante.</p>
    <p>
      <bold>RESULTADOS</bold>
    </p>
    <p>As principais caracter&#237;sticas cl&#237;nicas da popula&#231;&#227;o est&#227;o na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0174-00016-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A cardiomiopatia isqu&#234;mica foi a etiologia mais freq&#252;ente, seguida pela Doen&#231;a de Chagas e a idiop&#225;tica.</p>
    <p>A idade dos pacientes variou entre 18 e 89 (m&#233;dia 52,44&#177;11,98) anos, 70 (66,6%) eram do sexo masculino e 35 (33,3%) do sexo feminino. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o m&#233;dia foi de 0,29 e o di&#226;metro diast&#243;lico do ventr&#237;culo esquerdo, de 6,33 cm.</p>
    <p>O n&#237;vel de NT-proBNP variou de 70,19 pg/ml a 48.001,93 pg/ml (8.187,86 &#177; 8.407,90 pg/ml). </p>
    <p>Durante o seguimento, os 22 (20,9%) pacientes que morreram apresentaram n&#237;vel m&#233;dio de NT-proBNP de 14.609,66&#177;12.165,15 pg/ml enquanto que aqueles que permaneceram vivos apresentaram um valor m&#233;dio de 6.443,67&#177;6.071,62 pg/ml (p = 0,001).</p>
    <p>A curva ROC identificou o valor de 6.000 pg/ml como o melhor n&#237;vel de corte para estratificar a popula&#231;&#227;o quanto &#224; mortalidade; a &#225;rea abaixo da curva foi de 0,74 (<xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1</xref>).</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0174-00016-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Os pacientes com valores de NT-proBNP acima de 6.000 pg/ml apresentaram mortalidade 3,6 vezes maior (IC 95%: 1,4 &#150; 9,0; p=0,003) do que os com n&#237;veis inferiores a este n&#237;vel (<xref ref-type="fig" rid="fig02">fig. 2</xref>).</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0174-00016-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Nenhum paciente com valores de NT-proBNP abaixo de 2.000 pg/ml (21 pacientes ) morreu nos 90 dias de seguimento.</p>
    <p>
      <bold>DISCUSS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca vem sendo considerada uma epidemia moderna, com sua preval&#234;ncia crescendo, apesar dos novos medicamentos e procedimentos<sup>1-3</sup>. Com todo o avan&#231;o observado atrav&#233;s dos anos, os portadores de IC continuam apresentando alta mortalidade, maior do que a descrita para alguns tipos de c&#226;ncer<sup>1.</sup></p>
    <p>Na an&#225;lise dos portadores dessa s&#237;ndrome, a intensa sintomatologia dos pacientes em classe funcional III ou IV, a presen&#231;a de choque cardiog&#234;nico e a necessidade de hospitaliza&#231;&#227;o para compensa&#231;&#227;o, identificam-se os pacientes que ter&#227;o pior evolu&#231;&#227;o e apresentar&#227;o alta mortalidade<sup>4</sup>. Mesmo numa popula&#231;&#227;o grave n&#227;o s&#227;o todos os pacientes que morrem, de forma que a identifica&#231;&#227;o precoce daqueles com pior evolu&#231;&#227;o permitiria selecion&#225;-los para tratamento especial ou transplante e quem sabe modificar esta hist&#243;ria natural t&#227;o nebulosa<sup>9.</sup></p>
    <p>A busca dos marcadores de pior progn&#243;stico &#233; universal, especialmente pelos Servi&#231;os que se dedicam ao tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca. O grau do comprometimento card&#237;aco identificado pela fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o inferior a 25% (ventriculografia radioisot&#243;pica) e consumo de oxig&#234;nio inferior a 12 ml/kg/min s&#227;o, ao lado de manter-se sintom&#225;tico, os crit&#233;rios utilizados pelas Unidades de IC para indica&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco<sup>15</sup>.</p>
    <p>A dosagem do BNP deve ser brevemente inclusa entre essas vari&#225;veis, uma vez que in&#250;meros trabalhos v&#234;m documentando seu valor nessa estratifica&#231;&#227;o progn&#243;stica<sup>11-14</sup>. Os n&#237;veis elevados em primeiro sinalizam que os pacientes n&#227;o est&#227;o compensados e a perman&#234;ncia dos n&#237;veis elevados identifica quais pacientes t&#234;m realmente progn&#243;stico muito ruim<sup>11</sup>. </p>
    <p>A introdu&#231;&#227;o do BNP entre as vari&#225;veis indicadoras do progn&#243;stico &#233; baseada em estudos comparativos com outras vari&#225;veis que t&#234;m mostrado que essa dosagem &#233; superior &#224; avalia&#231;&#227;o dos sintomas, da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o e mesmo do consumo de oxig&#234;nio<sup>12</sup>. </p>
    <p>Os valores preditores de pior evolu&#231;&#227;o variam conforme a gravidade da popula&#231;&#227;o estudada e conforme a metodologia de dosagem empregada. Podemos avaliar os n&#237;veis do pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B com a dosagem do BNP ou do NT-proBNP. Os estudos que compararam as duas t&#233;cnicas mostraram haver boa equival&#234;ncia entre os m&#233;todos, ainda que os valores do NT-proBNP em pg/ml sejam cerca de 8 vezes mais elevados do que os do BNP<sup>16</sup>. </p>
    <p>Para pacientes em CF III ou IV, os valores identificados como preditores de mortalidade s&#227;o sempre superiores a 1.000 pg/ml; Bittencourt encontrou 4.137 pg/ml, Logeart 1.015 pg/ml, Hartman 1.767 pg/ml e Gardner 1.490 pg/ml (valores m&#233;dios)<sup>11-14</sup>.</p>
    <p>Analisamos uma popula&#231;&#227;o com IC avan&#231;ada e encontramos valores m&#233;dios de 7.433,70 pg/ml, o que caracteriza uma popula&#231;&#227;o realmente muito grave.</p>
    <p>Quando analisamos os valores dos pacientes que morreram, encontramos resultados de 14.609,66 pg/ml, valores cerca de duas vezes maiores do que aqueles observados nos que permaneceram vivos ao t&#233;rmino do seguimento. Este resultado foi semelhante ao de Gardner que tamb&#233;m encontrou valores duas vezes mais elevados nos pacientes com pior evolu&#231;&#227;o, mas com n&#237;veis menores do que os nossos, uma vez que estudou popula&#231;&#227;o n&#227;o t&#227;o grave, 3.052 pg/ml para os que morreram e 1.222 pg/ml para os sobreviventes<sup>12</sup>.</p>
    <p>Por meio da curva ROC procuramos identificar o melhor n&#237;vel de corte para estratificar a popula&#231;&#227;o quanto ao risco de morte e encontramos o valor de 6.000 pg/ml, com 90,3% dos pacientes com valores abaixo desse n&#237;vel vivos ao final de um ano de seguimento contra 72,1% para aqueles com valores acima. </p>
    <p>Pudemos tamb&#233;m observar que nenhum paciente com NT-proBNP com valores abaixo de 2.000 pg/ml morreu no seguimento de 90 dias. </p>
    <p>O conjunto de dados da literatura documenta o valor da dosagem do BNP na estratifica&#231;&#227;o progn&#243;stica. O n&#237;vel de corte varia conforme a gravidade da popula&#231;&#227;o estudada. O n&#237;vel de corte que encontramos foi bastante elevado, pois estudamos uma popula&#231;&#227;o realmente grave, constitu&#237;da por pacientes de dif&#237;cil compensa&#231;&#227;o, o que caracteriza uma popula&#231;&#227;o que merece aten&#231;&#227;o, muitos deles candidatos potenciais ao transplante card&#237;aco. Consideramos que o encontro de valores acima de 6.000 pg/ml &#233; um forte indicador de necessidade de avalia&#231;&#227;o para essa possibilidade. </p>
    <p>O conhecimento dos n&#237;veis de NT-proBNP permitiu prever quais pacientes teriam pior evolu&#231;&#227;o. A dosagem de NT-proBNP &#233; de f&#225;cil obten&#231;&#227;o e mostrou ser um excelente marcador progn&#243;stico para os pacientes com IC avan&#231;ada.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Antonio Carlos Pereira Barretto </p>
        <p> Rua Piave, 103 </p>
        <p> 05620-010 &#150; S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="pereira.barretto@incor.usp.br">pereira.barretto@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Recebido em 05/08/05 </p>
    <p> Aceito em 17/03/06</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. McMurray JJV, Stewart S. The burden of heart    failure. Eur Heart J. 2002; 4 (suppl D): 50-8. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The burden of heart failure</article-title>
          <source>Eur Heart J.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>50</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>4</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>McMurray</surname>
            </name>
            <name>
              <surname>Stewart</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Fonarow GC, Adams KF, Abraham WT, et al<italic>.</italic>    Risk stratification for in-hospital mortality in acutely decompensated heart    failure. Classification and regression tree analysis. JAMA. 2005; 293: 572-80.    </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Risk stratification for in-hospital mortality in acutely decompensated heart failure: Classification and regression tree analysis</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>572</fpage>
          <lpage>80</lpage>
          <volume>293</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Fonarow</surname>
              <given-names>GC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Adams</surname>
              <given-names>KF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Abraham</surname>
              <given-names>WT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Shahar E, Lee S, Kim J, et al. Hospitalized    heart failure: rates and long-term mortality. J Cardiac Fail. 2004; 10: 374-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Hospitalized heart failure: rates and long-term mortality</article-title>
          <source>J Cardiac Fail.</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>374</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>10</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Shahar</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lee</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kim</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Wong PS, Davidsson GK, Timeyin J, et al. Heart    failure in patients admittd to hospital: mortality is still high. Eur J Intern    Med. 2002; 13: 304-10. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Heart failure in patients admittd to hospital: mortality is still high</article-title>
          <source>Eur J Intern Med.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>304</fpage>
          <lpage>10</lpage>
          <volume>13</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Wong</surname>
              <given-names>PS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Davidsson</surname>
              <given-names>GK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Timeyin</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Kearney MT, Foxx KAA, Lee AJ, et al. Predicting    death due to progressive heart failure in patients with mild to moderate chronic    heart failure. J Am Coll Cardiol. 2002; 40: 1801-8. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Predicting death due to progressive heart failure in patients with mild to moderate chronic heart failure</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>1801</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>40</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kearney</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Foxx</surname>
              <given-names>KAA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lee</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Brophy JM, Dagenais GR, McSherry F, et al.    A multivariate model for predicting mortality in patients with heart failure    and systolic dysfunction. Am J Med. 2004; 116: 300-304. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>A multivariate model for predicting mortality in patients with heart failure and systolic dysfunction</article-title>
          <source>Am J Med.</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>300</fpage>
          <lpage>304</lpage>
          <volume>116</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Brophy</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dagenais</surname>
              <given-names>GR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McSherry</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Felker GM, Leiberger JD, Califf RM, et al.    Risk stratification after hospitalization for decompensated heart failure. J    Cardiac Fail. 2004; 10: 460-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Risk stratification after hospitalization for decompensated heart failure</article-title>
          <source>J Cardiac Fail.</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>460</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>10</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Felker</surname>
              <given-names>GM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Leiberger</surname>
              <given-names>JD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Califf</surname>
              <given-names>RM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. VillaCorta H, Mesquita ET, Cardoso R, et al.    Preditores de sobrevida obtidos na unidade de emerg&#234;ncia em pacientes    atendidos por insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada. Rev Port Cardiol.    2003; 22: 495-507. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preditores de sobrevida obtidos na unidade de emerg&#234;ncia em pacientes atendidos por insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada</article-title>
          <source>Rev Port Cardiol.</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>495</fpage>
          <lpage>507</lpage>
          <volume>22</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>VillaCorta</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mesquita</surname>
              <given-names>ET</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cardoso</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Oliveira Jr MT, Canesin MF, Munhoz RT, et    al. Principais caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de pacientes que sobrevivem    24 meses ou mais ap&#243;s uma hospitaliza&#231;&#227;o devido a descompensa&#231;&#227;o    card&#237;aca. Arq Bras Cardiol. 2005; 84 (2): 161-6</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Principais caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de pacientes que sobrevivem 24 meses ou mais ap&#243;s uma hospitaliza&#231;&#227;o devido a descompensa&#231;&#227;o card&#237;aca</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol.</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>161</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>84</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Oliveira Jr</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Canesin</surname>
              <given-names>MF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Munhoz</surname>
              <given-names>RT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Bettencourt P, Azevedo A, Pimenta J, et al.    N-Terminal-ProBrain Natriuretic peptide predicts outcome after hospital discharge    in heart failure patients. Circulation. 2004; 110: 2168-74. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>N-Terminal-ProBrain Natriuretic peptide predicts outcome after hospital discharge in heart failure patients</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>2168</fpage>
          <lpage>74</lpage>
          <volume>110</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bettencourt</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Azevedo</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pimenta</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Gardner RS, Ozalp F, Murday AJ, et al. N-Terminal    pro-brain natriuretic peptide. A new gold standard in predicting mortality in    patients with advanced heart failure. Eur Heart J. 2003; 24: 1735-43. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>N-Terminal pro-brain natriuretic peptide: A new gold standard in predicting mortality in patients with advanced heart failure</article-title>
          <source>Eur Heart J.</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>1735</fpage>
          <lpage>43</lpage>
          <volume>24</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gardner</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ozalp</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Murday</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Hartmann F, Packer M, Coats AJS, et al. Prognostic    impact of plasma N-Terminal pro-brain natriuretic peptide in severe chronic    congestive heart failure. A sub study of the carvedilol prospective randomized    cumulative survival (COPERNICUS) trial. Circulation. 2004; 110: 1780-6. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prognostic impact of plasma N-Terminal pro-brain natriuretic peptide in severe chronic congestive heart failure: A sub study of the carvedilol prospective randomized cumulative survival (COPERNICUS) trial</article-title>
          <source>Circulation.</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>1780</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>110</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hartmann</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Packer</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Coats</surname>
              <given-names>AJS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Logeart D, Thabut G, Jourdain P, et al. Predischarge    B-type natriuretic peptide assay for identifying patients at high risk of re-admission    after decompensated heart failure. J Am Coll Cardiol. 2004; 43: 635-41. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Predischarge B-type natriuretic peptide assay for identifying patients at high risk of re-admission after decompensated heart failure</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>635</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <volume>43</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Logeart</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thabut</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jourdain</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. II Diretrizes da Sociedade Brasileira de    Cardiologia para o diagn&#243;stico e tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca.    Arq Bras Cardiol. 1999; 72: 1-30.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>II Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia para o diagn&#243;stico e tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol.</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>30</lpage>
          <volume>72</volume>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Serum NT-proBNP levels are a prognostic predictor in patients with advanced heart failure</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To verify if the determination of NT-proBNP values would help predict the prognosis in advanced heart failure (HF) patients. METHODS: One hundred and five subjects with average age of 52.4 years were evaluated, 66.6% of them males. Thirty-three (32.0%) subjects were outpatients and 70 (67.9%) were inpatients (functional class III/IV) admitted to the hospital for cardiac compensation. All patients had left ventricular systolic dysfunction and a mean ejection fraction of 0.29. The NT-proBNP levels were measured in all patients and they were followed-up over a period from 2 to 90 days (average 77 days). A ROC curve was drawn to determine the best cut-off point, as well as the corresponding Kaplan-Meyer survival curves. RESULTS: During the follow-up period, 22 patients died. The average NT-proBNP value of the patients who remained alive was 6,443.67&#177;6,071.62 pg/ml, whereas that of those who died was 14,609.66&#177;12,165.15 pg/ml (p=0.001). The ROC curve identified a cut-off point at 6,000 pg/ml with 77.3% sensitivity (area under the curve: 0.74). The survival curve for values below and above 6,000 pg/ml was significantly different (p=0.002): patients with values below 6,000 pg/ml had a 90.2% 90-day survival, and those patients with values above, a 66% survival. CONCLUSION: Patients with advanced HF, especially those admitted to the hospital for cardiac compensation, had much higher NT-proBNP values, with a two-fold increase among those who died during the follow-up period. Values above 6,000 pg/ml identify the patients most likely to die within 90 days after hospital discharge.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Advanced heart failure</kwd>
        <kwd>BNP</kwd>
        <kwd>prognosis</kwd>
        <kwd>decompensated heart failure</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Serum NT-proBNP levels are a prognostic predictor in patients with advanced heart failure </p>
      <p>
        <bold>Antonio Carlos Pereira-Barretto; Mucio Tavares de Oliveira Junior; C&#233;lia Cassaro Strunz; Carlos Henrique Del Carlo; Airton Roberto Scipioni; Jos&#233; Antonio Franchini Ramires</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150; FMUSP - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To verify if the determination of NT-proBNP values would help predict the prognosis in advanced heart failure (HF) patients.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> One hundred and five subjects with average age of 52.4 years were evaluated, 66.6% of them males. Thirty-three (32.0%) subjects were outpatients and 70 (67.9%) were inpatients (functional class III/IV) admitted to the hospital for cardiac compensation. All patients had left ventricular systolic dysfunction and a mean ejection fraction of 0.29. The NT-proBNP levels were measured in all patients and they were followed-up over a period ranging from 2 to 90 days (average 77 days). A ROC curve was drawn to determine the best cut-off point, as well as the corresponding Kaplan-Meyer survival curves.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> During the follow-up period, 22 patients died. The average NT-proBNP value of the patients who remained alive was 6,443.67&#177;6,071.62 pg/ml, whereas that of those who died was 14,609.66&#177;12,165.15 pg/ml (p=0.001). The ROC curve identified a cut-off point at 6,000 pg/ml with 77.3% sensitivity (area under the curve: 0.74). The survival curve for values below and above 6,000 pg/ml was significantly different (p=0.002): patients with values below 6,000 pg/ml had a 90.2% 90-day survival, and those patients with values above, a 66% survival.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Patients with advanced HF, especially those admitted to the hospital for cardiac compensation, had much higher NT-proBNP values, with a two-fold increase among those who died during the follow-up period. Values above 6,000 pg/ml identify the patients most likely to die within 90 days after hospital discharge.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Advanced heart failure, BNP, prognosis, decom&#173;pensated heart failure. </p>
      <p>Heart failure is known as an impairing condition with a poor prognosis, especially during the advanced stage when patients progress with shorter survival rates and mortality rates higher than 50% during the first year of follow-up<sup>1-4</sup>. Early identification of those patients who might experience the worst progression or premature death is vital, as this would allow intervention in an attempt to change the natural course of their disease. </p>
      <p>In evaluating heart failure populations the magnitude of clinical manifestations has proved to be a valuable tool for prognosis stratification<sup>5-9</sup>. Several studies have reported that less symptomatic patients (NYHA functional classes I and II) have a better course of the disease than those who are more symptomatic (FC III and IV)<sup>4-10</sup>. Although symptoms may help stratify prognosis, they are not useful when more homogeneous groups are evaluated, such as FC IV patients admitted for cardiac compensation, since their clinical states are very similar<sup>5,6,8</sup>. Because of their symptoms, these patients need hospitalization and form a poor prognosis population, although tests may help identify which ones will have the worst clinical progression.</p>
      <p> Several variables have shown this capacity for selection<sup>4-10</sup>, such as the degree of heart remodeling, the intensity of neurohormonal stimulation through plasma concentrations of noradrenalin and sodium, and the level of kidney dysfunction. </p>
      <p>Recently, the measurement of B-type natriuretic peptide was added to this list of variables because of comparison studies that identified it as the best laboratory variable for the stratification of prognosis<sup>11-14</sup>.</p>
      <p>In this article, we report on our experience with NT-proBNP measurement in a population consisting mostly of advanced HF patients. Our objective was to verify its role in stratifying these patients regarding the identification of who would be at risk for early death. </p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>One hundred and five patients with congestive heart failure and an ejection fraction under 40% were enrolled in the study. One third of the patients were referred from the hospital&#146;s cardiac outpatient unit, and two thirds were patients who had been admitted for cardiac compensation. Most of them were classified as III/IV patients (68.6%). Outpatients were compensated cardiac subjects. Criteria for hospital admission were hypotension, evident anasarca, indication for inotropic therapy, and lack of compensation after having received intravenous medication in the emergency room, which are all characteristics of the advanced form of the disease. </p>
      <p>Blood samples were drawn from all patients, either at hospital admission or at the outpatient unit, to determine NT-proBNP concentrations by commercially available immunoassays (Roche Diagnostics, Mannheim, Germany). Patients were treated by their physicians and followed as to the risk of mortality during an average period of 77 days (2 to 91 days). </p>
      <p><italic>Statistical Analysis</italic> - Continuous variables are presented as means &#177; standard deviations, whereas categorical variables are presented as rates and percentages. T-Student or U-Mann-Whitney tests were used to compare the continuous variables. A ROC ("Receiver Operating Characteristic") curve was drawn to estimate the cut-off point for the natriuretic peptide value (NT-proBNP) as a predictor of mortality. The likelihood of death was estimated by computing the relative risk and a 95% confi dence interval for the variables studied. All tests used were two-tailed and the p&lt;0.05 value was considered statistically significant.</p>
      <p>
        <bold>RESULTS</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> displays the main clinical characteristics of the study population.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0174-00016-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Ischemic cardiomyopathy was the most frequent etiology observed, followed by the Chagasic and idiopathic forms of the disease. </p>
      <p>Patient ages ranged from 18 to 89 years (mean age 52.44&#177;11.98 years); 70 (66.6%) were males and 35 (33.3%) were females. The average left ventricular ejection fraction was 0.29, and the left ventricular diastolic diameter was 6.33 cm.</p>
      <p>The NT-proBNP concentration ranged from 70.19 pg/ml to 48,001.93 pg/ml (8,187.86 &#177; 8,407.90 pg/ml). </p>
      <p>During the follow-up period, the 22 (20.9%) patients who died had an average NT-proBNP concentration of 14,609.66&#177;12,165.15 pg/ml, whereas those who were still alive had an average value of 6,443.67&#177;6,071.62 pg/ml (p = 0.001).</p>
      <p>The ROC curve identified the 6,000 pg/ml value as the best cut-off point to stratify the population as to risk of mortality. Area under the curve was 0.74 (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">figure 1</xref>). </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0174-00016-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Patients with NT-proBNP values above 6,000 pg/ml were 3.6 times more likely to die (CI 95 %: 1.4 &#150; 9.0; p=0.003) than those with values below this level (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">figure 2</xref>).</p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0174-00016-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>No patient with NT-proBNP values under 2,000 pg/ml (21 patients) died during the 90-day follow-up period.</p>
      <p>
        <bold>DISCUSSION</bold>
      </p>
      <p>Heart failure is considered an increasingly prevalent modern epidemic despite the new drugs and procedures currently available<sup>1-3</sup>. In spite of the advances in recent years, HF patients still are at a higher risk of mortality than patients with some types of cancer<sup>1</sup>.</p>
      <p>The severe symptomatology of FC III or IV patients, added to the presence of cardiogenic shock and the need for hospitalization for cardiac compensation, all identify those who will have the worst disease progression and the highest mortality risk<sup>4</sup>. However, even in a population of patients with the most severe form of the disease, not all of them will die; hence, the early identification of those with the worst clinical progression would allow early referrals to special treatments or transplantation and, hopefully, change the bleak outlook of the disease<sup>9</sup> .</p>
      <p>The search for markers of the worst prognosis is universal, especially by health units that treat heart failure. Cardiac impairment identified by an ejection fraction of less than 25% (measured by radioisotopic ventriculography) and oxygen uptake lower than 12 ml/kg/min, along with being symptomatic, represent criteria used by HF units to indicate heart transplantation<sup>15</sup>.</p>
      <p>BNP determination should soon be added to these variables, since several studies have documented its value for prognostic stratification.<sup>(11-14)</sup> The high levels detected at the first measurement indicate that patients are decompensated, and the maintenance of high levels identifies which patients have a very poor prognosis<sup>11</sup>.</p>
      <p>The introduction of BNP among the variables that indicate prognosis is based on comparison studies conducted with other variables that have shown that this measurement is superior to the evaluation of symptoms, ejection fractions, and even oxygen uptake<sup>12</sup>.</p>
      <p>The values that predict the worst course of the disease vary according to the severity of the cases in the study population and the measurement method used. Levels of B-type natriuretic peptide can be evaluated by measuring BNP or NT-proBNP. Studies comparing techniques have shown that there is a good equivalence between both methods, although NT-proBNP values in pg/ml are approximately 8-fold higher than those of BNP<sup>16</sup>.</p>
      <p>For FC III or IV patients, the values identified as mortality predictors are always over 1,000 pg/ml. Bittencourt found 4,137 pg/ml, Logeart 1,015 pg/ml, Hartman 1,767 pg/ml, and Gardner, 1,490 pg/ml (mean values)<sup>11-14</sup>.</p>
      <p>We analyzed a population with advanced HF and found average values of 7,433.70 pg/ml, characterizing a population with a very severe form of the disease.</p>
      <p>By analyzing the values of patients who died, we found results of up to 14,609.66 pg/ml, i.e., approximately twice as high as those of patients who were still alive at the end of the follow-up. This result was similar to that reported by Gardner, who also found values twice as high as those of patients with the worst course of the disease, although the levels he found were lower than ours since he studied a population of less severe cases (3,052 pg/ml for those who died and 1,222 pg/ml for those who lived)<sup>12</sup>.</p>
      <p>Using the ROC curve, we identified 6,000 pg/ml as the best cut-off point for stratifying the population as to the risk of death. Ninety point-three percent of the patients with values below this level were alive after one year of follow-up, against 72.1% of those with higher values. </p>
      <p>We also observed that no patient with NT-proBNP values below 2,000 pg/ml died over the 90-day follow-up period. </p>
      <p>Literature data document the usefulness of BNP determination for prognosis stratification. The cut-off point varies according to the severity of the cases in the population studied. The cut-off point in our study was quite high, since our population consisted of patients with extremely severe conditions in whom cardiac compensation was difficult to achieve. This is a population that merits attention, with many potential candidates for cardiac transplantation. We consider values above 6,000 pg/ml strong indicators of the need to ponder this possibility. </p>
      <p>Knowledge of NT-proBNP levels allowed us to foresee which patients would have the worst disease progression. NT-proBNP determination is an easily performed test that proved to be an excellent prognosis marker for advanced HF patients.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Antonio Carlos Pereira Barretto</p>
          <p> Rua Piave, 103</p>
          <p> 05620-010 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="pereira.barretto@incor.usp.br">pereira.barretto@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Received on 08/05/05</p>
      <p> Accepted on 03/17/06</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
