<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">MNLSVcQHfhvndtqPkft4CmG</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00015</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001500015</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700215</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001500015</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Percep&#231;&#245;es sobre diagn&#243;stico e manuseio da insufici&#234;ncia card&#237;aca: compara&#231;&#227;o entre cardiologistas cl&#237;nicos e m&#233;dicos de fam&#237;lia</article-title>
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            <given-names>Leandro Reis</given-names>
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            <given-names>Evandro Tinoco</given-names>
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          <named-content content-type="city">Niter&#243;i</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal Fluminense</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>167</fpage>
      <lpage>173</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>11</day>
          <month>11</month>
          <year>2005</year>
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        <date date-type="received">
          <day>21</day>
          <month>07</month>
          <year>2005</year>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Comparar as percep&#231;&#245;es sobre diagn&#243;stico e manuseio da insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) entre cardiologistas cl&#237;nicos (CC) e m&#233;dicos de fam&#237;lia (MF) de Niter&#243;i. M&#201;TODOS: Utiliza&#231;&#227;o de question&#225;rio qualitativo validado no estudo EURO-HF, que foi submetido a 54 MF e 62 CC. Esses profissionais forneceram informa&#231;&#245;es sobre a forma de diagn&#243;stico da IC, acesso aos exames complementares e quais s&#227;o mais utilizados; nome dos medicamentos utilizados, doses, efeitos adversos e quais f&#225;rmacos reduzem mortalidade. RESULTADOS: MF e CC relataram como os sinais e sintomas mais freq&#252;entemente identificados nos pacientes com IC dispn&#233;ia, edema e cansa&#231;o (96,3% vs 100%, 74% vs 58% e 22,2% vs 67,7%). A classifica&#231;&#227;o de severidade de IC mais utilizada pelos MF foi leve/moderada/grave (53,8%) e pelos CC foi da NYHA (72,7%). CC solicitam ecocardiograma com maior freq&#252;&#234;ncia que os MF (p &lt; 0,001). CC diferenciam IC com fun&#231;&#227;o sist&#243;lica preservada da IC com disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica mais freq&#252;entemente que os MF (p &lt; 0,001). CC usam mais freq&#252;entemente betabloqueadores (p &lt; 0,001), IECA (p &lt; 0,001) e espironolactona (p &lt; 0,001) que MF. As doses de IECA utilizadas pelos CC s&#227;o maiores que as usadas pelos MF (p &lt; 0,001) e as doses de espironolactona mais pr&#243;ximas &#224;s recomendadas na literatura. CONCLUS&#195;O: CC utilizam uma investiga&#231;&#227;o diagn&#243;stica mais intensa, bem como utilizam os f&#225;rmacos que reduzem a morbidade e mortalidade dos pacientes com IC com maior propriedade.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>diagn&#243;stico</kwd>
        <kwd>manuseio</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>09</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Percep&#231;&#245;es sobre diagn&#243;stico e manuseio da insufici&#234;ncia card&#237;aca: compara&#231;&#227;o entre cardiologistas cl&#237;nicos e m&#233;dicos de fam&#237;lia </p>
    <p>
      <bold>Leandro Reis Tavares; Luis Guilhermo Cocca Velarde; Ver&#244;nica Alcoforado de Miranda; Evandro Tinoco Mesquita</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal Fluminense e Projeto M&#233;dico da Fam&#237;lia &#150; FMS &#150; Niter&#243;i, RJ</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Comparar as percep&#231;&#245;es sobre diagn&#243;stico e manuseio da insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) entre cardiologistas cl&#237;nicos (CC) e m&#233;dicos de fam&#237;lia (MF) de Niter&#243;i. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Utiliza&#231;&#227;o de question&#225;rio qualitativo validado no estudo EURO-HF, que foi submetido a 54 MF e 62 CC. Esses profissionais forneceram informa&#231;&#245;es sobre a forma de diagn&#243;stico da IC, acesso aos exames complementares e quais s&#227;o mais utilizados; nome dos medicamentos utilizados, doses, efeitos adversos e quais f&#225;rmacos reduzem mortalidade. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>MF e CC relataram como os sinais e sintomas mais freq&#252;entemente identificados nos pacientes com IC dispn&#233;ia, edema e cansa&#231;o (96,3% vs 100%, 74% vs 58% e 22,2% vs 67,7%). A classifica&#231;&#227;o de severidade de IC mais utilizada pelos MF foi leve/moderada/grave (53,8%) e pelos CC foi da NYHA (72,7%). CC solicitam ecocardiograma com maior freq&#252;&#234;ncia que os MF (p &lt; 0,001). CC diferenciam IC com fun&#231;&#227;o sist&#243;lica preservada da IC com disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica mais freq&#252;entemente que os MF (p &lt; 0,001). CC usam mais freq&#252;entemente betabloqueadores (p &lt; 0,001), IECA (p &lt; 0,001) e espironolactona (p &lt; 0,001) que MF. As doses de IECA utilizadas pelos CC s&#227;o maiores que as usadas pelos MF (p &lt; 0,001) e as doses de espironolactona mais pr&#243;ximas &#224;s recomendadas na literatura. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> CC utilizam uma investiga&#231;&#227;o diagn&#243;stica mais intensa, bem como utilizam os f&#225;rmacos que reduzem a morbidade e mortalidade dos pacientes com IC com maior propriedade. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca, diagn&#243;stico, manuseio.</p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) &#233; um grave problema de sa&#250;de p&#250;blica para os pa&#237;ses ocidentais<sup>1</sup>. Sua elevada preval&#234;ncia e incid&#234;ncia<sup>2</sup>, os altos custos m&#233;dico-hospitalares pelas freq&#252;entes reinterna&#231;&#245;es hospitalares<sup>3</sup>, a necessidade de estrat&#233;gias que promovam a aplica&#231;&#227;o de polifarmacoterapia com comprovada efic&#225;cia<sup>4</sup> e acompanhamento multidisciplinar<sup>5</sup>, a elevada morbidade e mortalidade<sup>6</sup> e o grave impacto sobre a qualidade de vida<sup>7,8</sup> dos pacientes levaram a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de a recomendar aten&#231;&#227;o especial das organiza&#231;&#245;es de sa&#250;de para essa s&#237;ndrome.</p>
    <p>Quase cinco milh&#245;es de norte-americanos t&#234;m o diagn&#243;stico de IC, e cerca de 550 mil novos casos surgem anualmente, causando mais de 280 mil &#243;bitos<sup>9</sup>. Segundo os dados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (Datasus &#150; <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.datasus.gov.br">www.datasus.gov.br</ext-link>), tivemos cerca de 398 mil interna&#231;&#245;es por IC no ano de 2000, com 26 mil mortes. Essas interna&#231;&#245;es correspondem a mais de 30% das interna&#231;&#245;es e consumiram 33% dos gastos com doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio. A IC &#233; a primeira causa de interna&#231;&#227;o dos pacientes acima dos 65 anos no SUS.</p>
    <p>Estima-se que em 2025 o Brasil tenha a sexta maior popula&#231;&#227;o de idosos do mundo, cerca de trinta milh&#245;es de pessoas, ou 15% da popula&#231;&#227;o total, tendo a IC como a primeira causa de morte por doen&#231;a cardiovascular.</p>
    <p>Muitos avan&#231;os ocorreram nas &#250;ltimas d&#233;cadas com a publica&#231;&#227;o de diversos estudos que estabeleceram as bases contempor&#226;neas do tratamento da IC. A introdu&#231;&#227;o dos IECA<sup>10,11</sup>, betabloqueadores<sup>12,13</sup> e espironolactona<sup>14</sup> no arsenal terap&#234;utico tem produzido impacto nos portadores de IC, melhorando a qualidade de vida, retardando a progress&#227;o da doen&#231;a, reduzindo sintomas, n&#250;mero de reinterna&#231;&#245;es &#150; 70% dos gastos com IC s&#227;o relativos &#224; hospitaliza&#231;&#227;o &#150; e mortalidade.</p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o da polifarmacoterapia e a mudan&#231;a de h&#225;bitos de vida, em especial o condicionamento cardiovascular, fundamentam o atual tratamento da IC. As sociedades especializadas v&#234;m disseminando, entre os cardiologistas, a necessidade da busca por esses pacientes (objetivando tratamento precoce) e as orienta&#231;&#245;es para a correta investiga&#231;&#227;o diagn&#243;stica e abordagem terap&#234;utica<sup>15</sup>.</p>
    <p>T&#227;o importante quanto a utiliza&#231;&#227;o dos medicamentos que reduzem a morbidade e mortalidade na IC &#233; a sua utiliza&#231;&#227;o em doses adequadas. Sabe-se que a subutiliza&#231;&#227;o dos IECA tem impacto nos desfechos dos pacientes<sup>16</sup>, bem como a utiliza&#231;&#227;o de espironolactona em doses acima das recomendadas nos estudos pode determinar uma pior evolu&#231;&#227;o dos pacientes<sup>17</sup>.</p>
    <p>Muitos dos pacientes com IC, pelo grande n&#250;mero de comorbidades que apresentam, por serem idosos e pela dificuldade de acesso ao especialista, s&#227;o freq&#252;entemente tratados por generalistas e n&#227;o por cardiologistas obrigatoriamente<sup>18</sup>. A necessidade de se avaliar essa realidade motivou diversos pa&#237;ses a comparar a pr&#225;tica cl&#237;nica na IC entre generalistas e cardiologistas com v&#225;rios desfechos. Compara&#231;&#245;es foram feitas sobre as diferen&#231;as nos aspectos diagn&#243;sticos<sup>19,20</sup>, avaliando a pr&#225;tica cl&#237;nica de cada especialidade<sup>20</sup> e os resultados obtidos com os tratamentos: taxas de utiliza&#231;&#227;o dos medicamentos<sup>19,20</sup>, tempo m&#233;dio de hospitaliza&#231;&#227;o<sup>21,22</sup> e mortalidade<sup>21,23</sup>.</p>
    <p>N&#227;o h&#225; estudos nacionais que comparem os generalistas com os cardiologistas no cen&#225;rio da IC, e esses dados t&#234;m import&#226;ncia maior para o planejamento de estrat&#233;gias que objetivem melhorar a dissemina&#231;&#227;o das informa&#231;&#245;es sobre IC. Conhecendo nossa realidade, poderemos melhorar nossos pontos mais fracos sempre com o objetivo de otimizar a assist&#234;ncia a esses pacientes.</p>
    <p>Niter&#243;i &#233; uma cidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, com aproximadamente 500 mil habitantes, sendo considerada pelo &#205;ndice de Desenvolvimento Humano da Organiza&#231;&#227;o das Na&#231;&#245;es Unidas a terceira cidade em qualidade de vida no Brasil. Pioneiramente no nosso pa&#237;s, a partir de 1992, desenvolveu-se o projeto "M&#233;dico de Fam&#237;lia", no qual generalistas foram treinados para oferecer assist&#234;ncia m&#233;dica integral a mil habitantes por m&#233;dico. Esse projeto foi constru&#237;do a partir da experi&#234;ncia do modelo cubano. No ano de 1994, o Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil definiu como estrat&#233;gia a dissemina&#231;&#227;o para todo o pa&#237;s de um projeto chamado "Programa de Sa&#250;de da Fam&#237;lia"; um modelo de assist&#234;ncia semelhante ao iniciado em Niter&#243;i. Atualmente, noventa m&#233;dicos integram o projeto "M&#233;dico de Fam&#237;lia", atendendo com dedica&#231;&#227;o exclusiva uma popula&#231;&#227;o de cerca de noventa mil habitantes de baixa renda.</p>
    <p>Diante da lacuna de dados nacionais e da possibilidade de trabalharmos com um grupo de generalistas que fazem parte de um projeto bem-sucedido e com experi&#234;ncia de uma d&#233;cada, desenvolvemos este estudo, que comparou as percep&#231;&#245;es diagn&#243;sticas e de manuseio da IC entre m&#233;dicos de fam&#237;lia (MF) (generalistas) e cardiologistas cl&#237;nicos (CC) na cidade de Niter&#243;i.</p>
    <p>
      <bold>M&#201;TODOS</bold>
    </p>
    <p>Para o desenvolvimento do estudo utilizou-se um question&#225;rio qualitativo j&#225; validado em um estudo europeu chamado EURO-HF<sup>24</sup>. Esse question&#225;rio foi traduzido para o portugu&#234;s e adaptado para o Brasil com a supress&#227;o da pergunta sobre a preval&#234;ncia de IC no pa&#237;s do respondedor e a retirada de uma s&#233;rie de casos cl&#237;nicos. Essa pergunta foi suprimida, pois o comit&#234; organizador do estudo julgou n&#227;o haver dados nacionais para validarmos a resposta. Os casos cl&#237;nicos foram suprimidos por n&#227;o permitir objetividade nas respostas dificultando o tratamento estat&#237;stico. As perguntas abordaram temas como: as bases do diagn&#243;stico de IC, quais exames est&#227;o dispon&#237;veis para diagn&#243;stico de IC e quais s&#227;o mais utilizados, quais medicamentos os pacientes desses m&#233;dicos t&#234;m em uso, bem como dose di&#225;ria e quais reduzem mortalidade na opini&#227;o dos m&#233;dicos. </p>
    <p>O objetivo do estudo foi comparar as percep&#231;&#245;es sobre diagn&#243;stico e manuseio de pacientes com IC em acompanhamento ambulatorial, comparando as respostas dos CC e dos MF.</p>
    <p>O question&#225;rio foi submetido aos noventa m&#233;dicos de fam&#237;lia de Niter&#243;i e foi respondido por 54. Apesar de j&#225; existir at&#233; resid&#234;ncia m&#233;dica em Medicina de Fam&#237;lia, o projeto da prefeitura de Niter&#243;i antecede o aparecimento dessa especialidade na Universidade Federal Fluminense. Dessa forma, h&#225; um amplo espectro de especialidades m&#233;dicas entre os profissionais que comp&#245;em o projeto "M&#233;dico de Fam&#237;lia". Para evitar que as diferen&#231;as entre a forma&#231;&#227;o do m&#233;dico e a &#225;rea de atua&#231;&#227;o possam prejudicar o desempenho, a prefeitura de Niter&#243;i associou ao projeto do "M&#233;dico de Fam&#237;lia" um n&#250;cleo de treinamento continuado que trabalha com esses m&#233;dicos promovendo treinamento sistematizado e voltado para a realidade de trabalho deles. Quanto &#224;s especialidades de forma&#231;&#227;o desses MF, 39% eram pediatras, 24% eram cl&#237;nicos gerais, 9% j&#225; tinham a forma&#231;&#227;o em MF, 7,5% eram cirurgi&#245;es e 20,5% tinham outras especialidades. Na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref> encontram-se as caracter&#237;sticas dos m&#233;dicos expressos em m&#233;dia (DP).</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Uma amostra aleat&#243;ria de cem CC de Niter&#243;i tamb&#233;m recebeu o question&#225;rio, tendo sido respondido por 62. Usamos o anu&#225;rio da SOCERJ para obten&#231;&#227;o dos endere&#231;os, telefones e nomes. </p>
    <p>Os question&#225;rios foram entregues aos m&#233;dicos com as instru&#231;&#245;es. Nesse material havia uma explica&#231;&#227;o sobre o estudo, a identifica&#231;&#227;o do question&#225;rio (EURO-HF), a garantia da confidencialidade do conte&#250;do das respostas, e foi feita uma solicita&#231;&#227;o de que os question&#225;rios fossem respondidos com os conhecimentos individuais sem consulta a nenhum tipo de material suplementar. Ap&#243;s serem respondidos, os question&#225;rios foram devolvidos &#224; comiss&#227;o organizadora do estudo para que as respostas dos MF fossem comparadas com as dos CC.</p>
    <p>Compara&#231;&#245;es de propor&#231;&#245;es foram realizadas pelos testes de qui-quadrado ou exato de Fisher. Para compara&#231;&#245;es de m&#233;dias entre dois grupos usamos o teste de Wilcoxon. </p>
    <p>O crit&#233;rio de determina&#231;&#227;o de signific&#226;ncia adotado foi o n&#237;vel de 5%. A an&#225;lise estat&#237;stica foi processada pelo<italic> software</italic> estat&#237;stico SAS<sup>&#174;</sup> System.</p>
    <p>
      <bold>RESULTADOS</bold>
    </p>
    <p>O estudo incluiu 116 m&#233;dicos: 54 MF e 62 CC. Quando questionados sobre os tr&#234;s sinais e sintomas que seriam mais sugestivos de IC, tanto os MF quanto os CC relataram em maior freq&#252;&#234;ncia a dispn&#233;ia, o edema de membros inferiores e o cansa&#231;o. Somente o cansa&#231;o foi relatado mais freq&#252;entemente pelos CC (p &lt; 0,001) (<xref ref-type="table" rid="tab02">tab. 2</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Tanto os MF quanto os CC fazem o diagn&#243;stico de IC baseados somente em sintomas ou em sinais mais sintomas em propor&#231;&#245;es semelhantes. Maior propor&#231;&#227;o de CC s&#243; faz o diagn&#243;stico de IC ap&#243;s exames complementares, e mais MF somente fazem o diagn&#243;stico de IC ap&#243;s refer&#234;ncia a um especialista (p &lt; 0,001) (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. 3</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>O modelo de classifica&#231;&#227;o de IC mais usado pelos MF foi leve/moderada/grave, enquanto os CC usaram mais freq&#252;entemente a classifica&#231;&#227;o da NYHA (I/II/III/IV). Somente 1,8% dos MF e 17,7% dos CC (p &lt; 0,001) optaram por A/B/C/D (o modelo de estagiamento de doen&#231;a correntemente aceito) para classificar IC (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. 4</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os MF e os CC disp&#245;em facilmente de eletrocardiograma (ECG), telerradiografia de t&#243;rax (Rx de t&#243;rax) e ecocardiograma (ECO); entretanto, os CC disp&#245;em mais facilmente de cintilografia mioc&#225;rdica (p&lt;0,001), cineangiocoronariografia (p &lt; 0,001) e prova de fun&#231;&#227;o respirat&#243;ria (PFR) (p = 0,007) (<xref ref-type="table" rid="tab05">tab. 5</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quando questionados sobre quais exames solicitam para fazerem o diagn&#243;stico de IC, verificamos que os CC utilizam mais freq&#252;entemente o ecocardiograma (p &lt; 0,001) e a cintilografia mioc&#225;rdica (p &lt; 0,001) (<xref ref-type="table" rid="tab06">tab. 6</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab06">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <p>Apenas 37% dos MF diferenciam na pr&#225;tica cl&#237;nica IC com fun&#231;&#227;o sist&#243;lica preservada, enquanto 85,5% dos CC o fazem (p &lt; 0,001).</p>
    <p>Em seguida, foram analisados aspectos relacionados ao tratamento da IC. Aos m&#233;dicos foi perguntado qual porcentagem de seus pacientes est&#225; em uso de diur&#233;ticos de al&#231;a, diur&#233;ticos tiaz&#237;dicos, digoxina, betabloqueador, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e espironolactona. Os resultados est&#227;o na <xref ref-type="table" rid="tab07">tabela 7</xref> expressos por m&#233;dia (DP).</p>
    <table-wrap id="tab07">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt07.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab08">tabela 8</xref> cont&#233;m as doses m&#225;ximas di&#225;rias dos medicamentos usados no tratamento de IC. Verificou-se que os CC utilizam doses de furosemida (diur&#233;ticos de al&#231;a) (p &lt; 0,001) e captopril (IECA) (p &lt; 0,001) maiores que os MF, que por sua vez utilizam doses de digital (p = 0,03) e espironolactona (p &lt; 0,001) maiores que os CC. As doses de betabloqueador n&#227;o puderam ser comparadas, pois o betabloqueador utilizado pelos MF foi o propranolol, enquanto o utilizado pelos CC foi o carvedilol.</p>
    <table-wrap id="tab08">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt08.jpg"/></table-wrap>
    <p>Mais CC (p &lt; 0,001) consideram que o betabloqueador reduz sintomas no paciente com IC, enquanto propor&#231;&#245;es de MF e CC, sem diferen&#231;a estat&#237;stica, consideram que diur&#233;ticos de al&#231;a, tiaz&#237;dicos, digital, IECA e espironolactona melhoram os sintomas desses pacientes (<xref ref-type="table" rid="tab09">tab. 9</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab09">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt09.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os CC consideram, com maior freq&#252;&#234;ncia, que betablo&#173;queadores, IECA e espironolactona reduzem a mortalidade do paciente com IC, enquanto os MF consideram, com maior freq&#252;&#234;ncia, que os diur&#233;ticos tiaz&#237;dicos reduzem a mortalidade desses pacientes (<xref ref-type="table" rid="tab10">tab. 10</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab10">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt10.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>DISCUSS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Este estudo fornece dados nacionais acerca da conduta dos MF e CC diante de um paciente com IC, o que vem sendo bastante estudado em todo o mundo. Sabe-se que grande parte dos portadores de IC &#233; tratada por generalistas; entretanto, a ades&#227;o desses profissionais no nosso pa&#237;s &#224;s diretrizes para diagn&#243;stico e manuseio da IC &#233; desconhecida. Muitos dos comportamentos identificados no presente estudo s&#227;o encontrados nos estudos internacionais.</p>
    <p>Os sinais e sintomas relatados pelos MF e cardiologistas brasileiros (dispn&#233;ia, edema e cansa&#231;o) tamb&#233;m s&#227;o os mais identificados por esses dois grupos profissionais na Noruega<sup>20</sup>. Entre os generalistas do EURO-HF<sup>24</sup> os sinais e sintomas mais relatados foram edema de membros inferiores (75%), dispn&#233;ia (58%), crepita&#231;&#245;es (28%) e cansa&#231;o (20%).</p>
    <p>Cerca de 75% dos MF e 71% dos CC fazem o diagn&#243;stico de IC embasados em sintomas ou sinais mais sintomas. Sessenta e seis por cento dos generalistas avaliados pelo EURO-HF<sup>24</sup> fazem o diagn&#243;stico nas mesmas bases; entretanto, sinais e sintomas n&#227;o conferem isoladamente uma boa especificidade no diagn&#243;stico de IC<sup>25</sup>. Apesar da maioria dos MF e CC assim se posicionarem, um maior n&#250;mero de CC somente faz o diagn&#243;stico de IC ap&#243;s exames complementares de cardioimagem (ECO e cintilografia mioc&#225;rdica) (p &lt; 0,001), conforme as diretrizes para diagn&#243;stico e manuseio da IC. A dosagem dos pept&#237;deos natriur&#233;ticos ainda n&#227;o est&#225; dispon&#237;vel na pr&#225;tica cl&#237;nica privada e p&#250;blica em Niter&#243;i.</p>
    <p>A maioria dos CC utiliza a classe funcional (NYHA) do paciente como forma de classifica&#231;&#227;o da IC, enquanto a maioria dos MF usa leve/moderada/grave para essa classifica&#231;&#227;o. A/B/C/D foi relatada por somente 1,8% dos generalistas e 17,7% dos cardiologistas (p &lt; 0,001) como a classifica&#231;&#227;o por eles aplicada no dia-a-dia. </p>
    <p>A vasta maioria dos profissionais, independentemente da especialidade, informou dispor de ECO, ECG e Rx de t&#243;rax como exames complementares dispon&#237;veis; entretanto, verificamos que o ECO &#233; utilizado pelos cardiologistas com maior freq&#252;&#234;ncia (p &lt; 0,001), assim como a cintilografia mioc&#225;rdica (p = 0,008). Apenas 22% dos generalistas do EURO-HF t&#234;m acesso a ECO, uma freq&#252;&#234;ncia muito menor que a dos nossos MF (88,8%). Apesar de utilizar menos o ECO que os CC, nossos MF utilizam esse m&#233;todo muito mais freq&#252;entemente que os generalistas europeus (68,5% vs 38%). Comparados aos cardiologistas, generalistas americanos<sup>26</sup> e noruegueses<sup>20</sup> tamb&#233;m subutilizaram a ecocardiografia para o diagn&#243;stico de IC.</p>
    <p>Os nossos dados mostram uma maior taxa de utiliza&#231;&#227;o de IECA, betabloqueador e espironolactona pelos CC (p &lt; 0,001 para esses f&#225;rmacos). Em rela&#231;&#227;o a betabloqueadores e IECA, as taxas de utiliza&#231;&#227;o pelos MF poderiam ser maiores j&#225; que s&#227;o medicamentos de uso precoce ap&#243;s o diagn&#243;stico de IC e que t&#234;m importante impacto na morbidade e mortalidade desses pacientes. Essa menor intensidade no uso de medicamentos que reduzem a morbidade e mortalidade na IC dos generalistas foi descrita tamb&#233;m por Edep e cols.<sup>26</sup>, Houghton e cols.<sup>27</sup>, e Rutten e cols.<sup>20,28</sup>. Em Niter&#243;i, Brasil, deve-se ressaltar que o paciente atendido pelo MF &#233; pobre e o betabloqueador que h&#225; dispon&#237;vel nas farm&#225;cias p&#250;blicas &#233; o propranolol, que tem baixa tolerabilidade, principalmente nos pacientes mais graves. O EURO-HF<sup>24</sup> mostra que os generalistas europeus utilizam ainda menos esses f&#225;rmacos: 6,2% dos pacientes usam betabloqueadores, e 55,4% usam IECA. Os CC, comparados aos MF, utilizam doses mais apropriadas de IECA (125,8 mg vs 84,7 mg &#150; p &lt; 0,001), espironolactona (32,2 mg vs 75 mg &#150; p &lt; 0,001), digital (0,23 mg vs 0,26 mg &#150; p = 0,03) e furosemida (67,4 mg vs 45,9 mg &#150; p &lt; 0,001). J&#225; s&#227;o conhecidos os impactos na morbidade e mortalidade dos pacientes do uso de subdoses de IECA<sup>16</sup> e doses inapropriadas de espironolactona<sup>17</sup>.</p>
    <p>Os CC julgam mais freq&#252;entemente que os betablo&#173;queadores melhoram sintomas dos pacientes com IC, assim como reduzem mortalidade. O emprego dos IECA e espironolactona n&#227;o difere estatisticamente entre MF e CC quanto &#224; melhora sintom&#225;tica, por&#233;m esses s&#227;o citados em maior freq&#252;&#234;ncia por CC como redutores de mortalidade.</p>
    <p>Muitos CC e MF ainda consideram que diur&#233;ticos e digital tamb&#233;m reduzem mortalidade no paciente com IC, e a freq&#252;&#234;ncia dos cardiologistas que consideram o digital redutor de mortalidade &#233; maior que a dos MF. Esses dados refor&#231;am a necessidade da dissemina&#231;&#227;o dos conhecimentos sobre IC.</p>
    <p>Estudos internacionais relatam um pior progn&#243;stico<sup>23</sup> do paciente com IC cuidado por generalistas, assim como maior tempo de hospitaliza&#231;&#227;o<sup>22</sup>, maior taxa de re-hospitaliza&#231;&#227;o<sup>19</sup> e custos maiores<sup>26</sup>. Os nossos achados podem, em parte, explicar as poss&#237;veis causas para esses dados.</p>
    <p>A partir dos nossos achados podemos estabelecer um programa de treinamento e educa&#231;&#227;o permanente visando melhorar o desempenho desses profissionais. A forma&#231;&#227;o de profissionais especializados na medicina de fam&#237;lia pode promover uma melhora no desempenho desses profissionais, e o treinamento continuado pode promover dissemina&#231;&#227;o de conhecimento beneficiando os pacientes. O conhecimento da realidade brasileira permite o desenvolvimento de estrat&#233;gias loco-regionais para atender &#224;s nossas demandas educacionais.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Leandro Reis Tavares </p>
        <p> Rua Ot&#225;vio Carneiro, 110/201 </p>
        <p> 24230-191 &#150; Niter&#243;i, RJ </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="lreistavares@uol.com.br">lreistavares@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 21/07/05 </p>
    <p> Aceito em 11/11/05</p>
  </body>
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          <article-title>Effects of caregiver specialty on cost and clinical outcomes following hospitalization for heart failure</article-title>
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          <article-title>Specialist or generalist care?: A study of the impact of a selective admitting policy for patients with cardiac failure</article-title>
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          <article-title>Is specialty care associated with improved survival of patients with congestive heart failure?</article-title>
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          <article-title>Heart failure in primary care: qualitative study of current management and perceived obstacles to evidence-based diagnosis and management by general practitioners</article-title>
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          <article-title>Differences between primary care physicians and cardiologists in management of congestive heart failure: relation to guidelines</article-title>
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          <article-title>Why are angiotensin converting enzyme inhibitors underutilized in the treatment of heart failure by general practitioners</article-title>
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          <article-title>Differences between general practioners and cardiologists in diagnosis and management of heart failure: a survey in every-day practice</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">Perceptions of heart failure diagnosis and management: comparison between clinical cardiologists and family doctors</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To compare the perceptions of heart failure (HF) diagnosis and management between clinical cardiologists (CC) and family doctors (FD) in the city of Niter&#243;i. METHODS: A qualitative questionnaire, validated by the EURO-HF study, was submitted to 54 FD and 62 CC. These professionals supplied the following information: HF diagnosis; availability of complementary tests; which tests were used more often; names, dosages and adverse effects of the medications prescribed; and which pharmaceuticals reduced mortality. RESULTS: FD and CC reported that the most common signs and symptoms identified by HF patients were: dyspnea, edema and fatigue (96.3% vs. 100%, 74% vs. 58% and 22.2% vs. 67.7%). The HF classification method used most often by FD was mild/moderate/severe (53.8%) while the CC used the NYHA method (72.7%) more often. CC request echocardiograms more often than FD (p &lt; 0.001). CC differentiate HF with preserved systolic function from HF with systolic dysfunction more often than FD (p &lt; 0.001). CC use beta-blockers (p &lt; 0.001), angiotensin-converting enzyme inhibitors (p &lt; 0.001) and spironolactone (p &lt; 0.001) more often than FD. The angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitor dosages used by CC are greater than those used by FD (p &lt; 0.001) and the spironolactone dosages used by CC are closer to those recommended in medical literature. CONCLUSION: CC use a more intensive investigative diagnosis and medications that are more effective in reducing morbidity and mortality rates for HF patients.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart failure</kwd>
        <kwd>diagnosis</kwd>
        <kwd>management</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Perceptions of heart failure diagnosis and management: comparison between clinical cardiologists and family doctors </p>
      <p>
        <bold>Leandro Reis Tavares; Luis Guilhermo Cocca Velarde; Ver&#244;nica Alcoforado de Miranda; Evandro Tinoco Mesquita</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal Fluminense e Projeto M&#233;dico da Fam&#237;lia &#150; FMS &#150; Niter&#243;i, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To compare the perceptions of heart failure (HF) diagnosis and management between clinical cardiologists (CC) and family doctors (FD) in the city of Niter&#243;i.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A qualitative questionnaire, validated by the EURO-HF study, was submitted to 54 FD and 62 CC. These professionals supplied the following information: HF diagnosis; availability of complementary tests; which tests were used more often; names, dosages and adverse effects of the medications prescribed; and which pharmaceuticals reduced mortality.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> FD and CC reported that the most common signs and symptoms identified by HF patients were: dyspnea, edema and fatigue (96.3% vs. 100%, 74% vs. 58% and 22.2% vs. 67.7%). The HF classification method used most often by FD was mild/moderate/severe (53.8%) while the CC used the NYHA method (72.7%) more often. CC request echocardiograms more often than FD (p &lt; 0.001). CC differentiate HF with preserved systolic function from HF with systolic dysfunction more often than FD (p &lt; 0.001). CC use beta-blockers (p &lt; 0.001), angiotensin-converting enzyme inhibitors (p &lt; 0.001) and spironolactone (p &lt; 0.001) more often than FD. The angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitor dosages used by CC are greater than those used by FD (p &lt; 0.001) and the spironolactone dosages used by CC are closer to those recommended in medical literature.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> CC use a more intensive investigative diagnosis and medications that are more effective in reducing morbidity and mortality rates for HF patients. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Heart failure, diagnosis, management.</p>
      <p>Heart failure (HF) is a major public health problem in western countries<sup>1</sup>. Its high prevalence and incidence rates<sup>2</sup>; elevated medical and hospital costs associated with frequent hospital re-admissions<sup>3</sup>; the need for strategies to promote multidrug therapies with proven efficiency<sup>4</sup> and multidisciplinary follow-up<sup>5</sup>; the high morbidity and mortality rates<sup>6</sup>; and the serious impact on quality of life<sup>7,8</sup> for HF patients prompted the World Health Organization to recommend that health organizations pay special attention to this syndrome.</p>
      <p>Nearly five million North Americans have been diagnosed with HF and roughly 550 thousand new cases arise each year, causing more than 280 thousand deaths<sup>9</sup>. According to data from the Single Health Care System (Datasus &#150; <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.datasus.gov.br">www.datasus.gov.br</ext-link>), approximately 398 thousand people in Brazil were admitted to the hospital in 2000 with HF and 26 thousand died. These admissions correspond to more than 30% of all hospital admissions and consume 33% of the expenditures for circulatory system diseases. HF is the primary cause of hospital admissions for patients older than 65 in the Single Health Care System (SUS).</p>
      <p>It is estimated that the elderly population in Brazil in 2025 will be the sixth largest in the world, corresponding to roughly thirty million people or 15% of the total population, and that HF will be the primary cause of death due to cardiovascular diseases.</p>
      <p>Many advances have been made in the last few decades through the publication of various studies that established the contemporary basis of HF treatment. The introduction of ACE inhibitors<sup>10,11</sup>, beta-blockers<sup>12,13</sup>, and spironolactone<sup>14</sup> in the therapeutic arsenal have produced a positive impact on HF patients by improving quality of life; delaying the progression of the disease; reducing symptoms; lowering the number of repeat hospital admissions &#150; 70% of HF expenditures are related to hospital admissions &#150; and decreasing mortality rates.</p>
      <p>The use of multidrug therapies and lifestyle changes, especially cardiovascular conditioning, are the basis of current HF treatment. Specialized societies have been informing cardiologists of the need to identify these patients (with the objective of early treatment) along with the recommendations for appropriate diagnostic investigations and therapeutic approaches<sup>15</sup>.</p>
      <p>While the use of medication to reduce HF morbidity and mortality is important, it is equally important to use the proper dosages. It is known that low dosages of ACE inhibitors have a direct impact on patient outcomes<sup>16</sup>, and that spironolactone prescribed in dosages higher than those recommended in literature can result in worse patient evolution<sup>17</sup>.</p>
      <p>Many HF patients, because they are elderly, present many comorbidities and have limited access to specialists, are frequently treated by general practitioners rather than cardiologists out of necessity<sup>18</sup>. The need to evaluate this reality, motivated various countries to compare the clinical practices for HF between general practitioners and cardiologists, with various outcomes. Comparisons were made by evaluating the clinical practice for each speciality<sup>20</sup>, the different diagnostic aspects<sup>19,20</sup> and treatment results: medication usage rates<sup>19,20</sup>, average hospitalization durations<sup>21,22</sup> and mortality<sup>21,23</sup>.</p>
      <p>There are no Brazilian studies that compare HF treatment between general practitioners and cardiologists. These data are of most importance in strategy planning in order to improve the disclosure of HF information. Awareness of the reality in Brazil will enable us to improve our weak points, continually focusing on the optimization of HF patient care.</p>
      <p>Niter&#243;i is a city in the state of Rio de Janeiro, Brazil, with an approximate population of 500 thousand people and is ranked by the United Nations&#146; Human Development Index as the third best city in Brazil for quality of life. A pioneer project in Brazil called the "Family Doctor" was developed in 1992, that trained general practitioners to offer complete medical assistance to one thousand inhabitants per doctor. This project was developed based on the Cuban model. In 1994, the Brazilian Ministry of Health developed a nationwide project called the "Family Health Program", an assistance model similar to that initiated in Niter&#243;i. Currently, ninety doctors are involved in the "Family Doctor" project and are exclusively dedicated to providing medical assistance to a population of roughly ninety thousand low income people.</p>
      <p>Considering the lack of national data and the possibility to work with a group of general practitioners involved in a successful project with ten years of experience, we developed this study that compared the perceptions of the HF diagnosis and management between the family doctors (general practitioners) and clinical cardiologists in the city of Niter&#243;i.</p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>The development of this study was based on a qualitative questionnaire that had been validated in an European study called EURO-HF<sup>24</sup>. This questionnaire was translated into Portuguese and adapted for Brazil, excluding the question related to the respondents opinion of HF prevalence in the country and a series of clinical cases. This question was removed since the study administrative committee deemed that no national data existed to validate the response. The case studies were excluded in order to eliminate external influences in the responses which would hinder the statistical analysis. The questions included topics such as: basis of the HF diagnosis; available HF tests; HF tests used most frequently; medications prescribed by the doctors for their patients; daily medication dosages; and the doctor&#146;s opinion regarding which medications reduced mortality.</p>
      <p>The objective of the study was to compare the perceptions of diagnosis and management for HF patients during outpatient follow-up, using the questionnaire responses from CC and FD.</p>
      <p>The questionnaire was delivered to the ninety family doctors involved in the Niter&#243;i project and was completed by 54. Even though medical residencies in Family Medicine were available in Brazil when the local government implemented the project in Niter&#243;i, this specialty was not available at the Fluminense Federal University. Consequently, there is a wide range of medical specialties among the professionals involved in the "Family Doctor" project. In order to offset the differences between medical education and specialty areas that could affect the quality of care, the Niter&#243;i city government developed a continuous training program in association with the "Family Doctor" project to promote systemized training focused on the reality of their work. In regard to the specialties of these FD, 39% were pediatricians, 24% were general practitioners, 9% had an educational background in Family Medicine, 7.5% were surgeons and 20.5% were from other specialties. <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> lists the characteristics of the doctors expressed as averages (SD). </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>A random sample of one hundred CC from Niter&#243;i also received the questionnaire, which was completed by 62 of them. The annual report of the Cardiology Society of the State of Rio de Janeiro was used to obtain the addresses, telephone numbers and names. </p>
      <p>The questionnaires and instructions were delivered to the doctors. This material contained an explanation about the study, identification of the questionnaire (EURO-HF), a confidentiality guarantee in regards to the content of the responses and a request for the questionnaires to be completed based on personal knowledge without consulting any supplementary material. When completed, the questionnaires were returned to the study administrative commission for comparison of the responses from the FD and CC.</p>
      <p>Percentage comparisons were conducted using the chi-square or Fisher exact probability test. Comparisons of the averages between the two groups were conducted using the Wilcoxon test. </p>
      <p>The criterium adopted to determine significance was 5%. The statistical analysis was processed using the statistical software SAS<sup>&#174;</sup> System.</p>
      <p>
        <bold>RESULTS</bold>
      </p>
      <p>The study included 116 doctors: 54 FD and 62 CC. In response to the question regarding the three signs and symptoms most suggestive of HF, both the FD and CC reported dyspnea, edema in the lower limbs and fatigue as the most common. Only fatigue was reported more frequently by the CC (p &lt; 0.001) (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The percentages of HF diagnosis based on either symptoms alone or a combination of symptoms and signs were similar for both FD and CC. A higher percentage of CC conduct complementary tests before making the HF diagnosis and more FD consult specialists before making the HF diagnosis (p &lt; 0.001) (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The most common HF classification model used by the FD was mild/moderate/severe, whereas the most common model used by the CC was the NYHA classification (I/II/III/IV). Only 1.8% of the FD and 17.7% of the CC (p &lt; 0.001) opted for A/B/C/D (the currently accepted HF classification model) (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The FD and CC have ready access to electrocardiograms (ECG), chest telerradiographies (chest x-rays) and echocardiograms (ECHO); however the CC have better access to myocardial scintigraphies (p &lt; 0.001), cineangiocoronariographies (p &lt; 0.001) and respiratory function tests (RFT) (p = 0.007) (<xref ref-type="table" rid="tab05-body2">Table 5</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In response to the question regarding the tests requested by the doctors to determine the HF diagnosis, it was confirmed that the most common tests used by the CC are the echocardiogram (p &lt; 0.001) and myocardial scintigraphy (p &lt; 0.001) (<xref ref-type="table" rid="tab06-body2">Table 6</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab06-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Only 37% of the FD differentiated HF with preserved systolic function in clinical practice in comparison to 85.5% of the CC (p &lt; 0.001).</p>
      <p>Next, aspects related to HF treatment were analyzed. The doctors were asked what percentage of their patients were using loop diuretics, thiazide diuretics, digoxin, beta-blockers, angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEI) and spironolactone. The results are shown in <xref ref-type="table" rid="tab07-body2">Table 7</xref> and are expressed as averages (SD).</p>
      <table-wrap id="tab07-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt07-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab08-body2">Table 8</xref> contains the maximum daily dosages of the medications used for HF treatment. It was confirmed that the CC use higher dosages of furosemide (loop diuretics) (p &lt; 0.001) and captopril (ACEI) (p &lt; 0.001) than the FD and that the FD use higher dosages of digitalis (p = 0.03) and spironolactone (p &lt; 0.001) than the CC. The beta-blocker dosages could not be compared, since the FD used propranolol and the CC used carvedilol.</p>
      <table-wrap id="tab08-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt08-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>More CC (p &lt; 0.001) considered that beta-blockers reduced symptoms in HF patients, whereas some of the FD and CC considered that loop diuretics, thiazide diuretics, digitalis, ACE inhibitors and spironolactone improved the symptoms of these patients, however with no statistical difference (<xref ref-type="table" rid="tab09-body2">Table 9</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab09-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt09-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>A greater percentage of CC considered that beta-blockers, ACE inhibitors and spironolactone reduced HF patient mortality, whereas a greater percentage of FD considered that the thiazide diuretics reduced the mortality of these patients (<xref ref-type="table" rid="tab10-body2">Table 10</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab10-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-02-0167-00015-gt10-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>DISCUSSION</bold>
      </p>
      <p>This study supplies national data regarding HF treatment methods used by FD and CC, which have been studied extensively throughout the world. It is known that the majority of HF patients are treated by general practitioners; however, the adhesion to HF diagnostic and management guidelines by the Brazilian professionals is unknown. Many of the practices identified in the present study are also found in international studies.</p>
      <p>The signs and symptoms related by the Brazilian family doctors and cardiologists (dyspnea, edema and fatigue) are also the most common signs and symptoms found by these professionals in Norway<sup>20</sup>. Among the general practitioners of the EURO-HF study<sup>24</sup>, the most common signs and symptoms were edema in the lower limbs (75%), dyspnea (58%), rales (28%) and fatigue (20%).</p>
      <p>Roughly 75% of the FD and 71% of the CC make the HF diagnosis based on either symptoms or a combination of signs and symptoms. Sixty-six percent of the general practitioners evaluated by the EURO-HF study<sup>24</sup> also base their diagnoses on these factors; however, the specificity of a HF diagnosis based on signs and symptoms alone is poor<sup>25</sup>. Although most FD and CC use this diagnostic method, more CC confirm the HF diagnosis only after complementary cardiac image tests (ECHO and myocardial scintigraphy) (p &lt; 0.001), in accordance with the HF diagnostic and management guidelines. Natriuretic peptides are still not available to the private or public clinical practices in Niter&#243;i.</p>
      <p>The majority of the CC use the patient&#146;s functional class (NYHA) to identify HF, whereas the majority of the FD use mild/moderate/severe. A/B/C/D was reported by only 1.8% of the general practitioners and 17.7% of the cardiologists (p &lt; 0.001) as a classification system used by them on a daily basis. </p>
      <p>Most of the professionals, regardless of specialty, reported that ECHO, ECG and chest x-rays are readily available to them for complementary tests, however it was confirmed that the ECHO is used more often by the cardiologists (p &lt; 0.001), as well as the myocardial scintigraphy (p=0.008). Only 22% of the EURO-HF general practitioners have access to ECHO tests, a much lower percentage than the Brazilian FD (88.8%). Even though the Brazilian FD use echocardiographs less than the CC, our FD use this method more often than the European general practitioners (68.5% vs. 38%). Compared to the cardiologists, American<sup>26</sup> and Norwegian<sup>20</sup> general practitioners also underutilize the echocardiograph for the diagnosis of HF.</p>
      <p>Our data show a higher usage rate of ACE inhibitors, beta-blockers and spironolactone by the CC (p &lt; 0.001 for these pharmaceuticals). In relation to beta-blockers and ACE inhibitors, the usage rates by the FD could be higher, since they are the initial medications to be prescribed after the diagnosis of HF and have an important impact on the morbidity and mortality of these patients. This lower usage rate of medications that reduce HF morbidity and mortality by general practitioners was also described by Edep et al<sup>26</sup>, Houghton et al<sup>27</sup>, and Rutten et al<sup>20,28</sup>. It should be emphasized that in Niter&#243;i, Brazil, the patients attended by the FD are poor and the beta-blocker available in the public pharmacies is propranolol, which has a low tolerance level particularly for patients with serious HF. The EURO-HF<sup>24</sup> study reveals that the European general practitioners use these medications even less: 6.2% of the patients use beta-blockers and 55.4% use ACE inhibitors. In comparison to the FD, the CC use more appropriate dosages of ACE inhibitors (125.8 mg vs. 84.7 mg &#150; p &lt; 0.001), spironolactone (32.2 mg vs. 75 mg &#150; p &lt; 0.001), digitalis (0.23 mg vs. 0.26 mg &#150; p = 0.03) and furosemide (67.4 mg vs. 45.9 mg &#150; p &lt; 0.001). The impact of low dosages of ACE inhibitors<sup>16</sup> and inappropriate dosages of spironolactone<sup>17 </sup>on patient morbidity and mortality is well known.</p>
      <p>More CC believe that beta-blockers improve HF patient symptoms and reduce mortality. No statistical difference was found for the use of ACE inhibitors and spironolactone between FD and CC in regard to improved symptoms; however, more CC reported that they reduce mortality. </p>
      <p>Many CC and FD still consider that diuretics and digitalis also reduce HF patient mortality and there is a higher number of CC that believe digitalis reduces mortality in comparison to FD. These data reinforce the need to improve the disclosure of HF information.</p>
      <p>International studies report a worse prognosis<sup>23</sup> for HF patients under the care of a general practitioner, as well as longer hospital stays<sup>22</sup>; a higher rate of repeat hospital admissions<sup>19</sup>; and higher costs<sup>26</sup>. Our findings can partially explain the possible causes for these data.</p>
      <p> With base on our findings, a training and continual education program can be established in order to improve the quality of care given by these professionals. Specialization courses in family medicine could lead to an improvement in the performance of these professionals and continual training could promote the disclosure of information which would benefit the patients. Awareness of the Brazilian reality enables the development of local and regional strategies to meet our educational demands.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Leandro Reis Tavares</p>
          <p> Rua Ot&#225;vio Carneiro, 110/201</p>
          <p> 24230-191 &#150; Niter&#243;i, RJ - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="lreistavares@uol.com.br">lreistavares@uol.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Received on 07/21/05</p>
      <p> Accepted on 11/11/05</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
