<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">VSwYMwdgCfkNY6c9yFBCPdQ</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001400007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700107</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001400007</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Pr&#233;-hipertens&#227;o arterial e press&#227;o de pulso aumentada em adolescentes: preval&#234;ncia e fatores associados</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal Fluminense</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Fiocruz </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Faperj</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>46</fpage>
      <lpage>53</lpage>
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          <day>28</day>
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          <year>2005</year>
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          <year>2005</year>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Estimar a preval&#234;ncia de pr&#233;-hipertens&#227;o e press&#227;o de pulso aumentada em escolares, e verificar associa&#231;&#227;o dessas duas condi&#231;&#245;es com sexo, idade, maturidade sexual, obesidade e atividade f&#237;sica. M&#201;TODOS: Em amostra de 456 estudantes de 12 a 17 anos, de escolas p&#250;blicas e privadas do bairro do Fonseca, Niter&#243;i-RJ, entre 2003 e 2004, mediu-se a press&#227;o arterial em duas visitas, aplicou-se question&#225;rio e foram feitas medidas antropom&#233;tricas. RESULTADOS: Trinta e nove (8,6%) adolescentes apresentaram pr&#233;-hipertens&#227;o (PH) e 13,4%, press&#227;o de pulso (PP) aumentada. Na an&#225;lise bivariada, a PH mostrou associa&#231;&#227;o significativa com sexo, idade e obesidade, com preval&#234;ncia maior em meninos, naqueles de 15 a 17 anos, e nos obesos. A PP aumentada associou-se somente com o sexo - maior preval&#234;ncia nos meninos. A maturidade sexual n&#227;o mostrou associa&#231;&#227;o com a PH ou PP aumentada. Na regress&#227;o log&#237;stica, as associa&#231;&#245;es se mantiveram, com raz&#245;es de chance de preval&#234;ncia de PH de 7,7 para sexo; 4,3 para idade e 4,6 para obesidade; e de PP aumentada, de 10,8 para sexo. A PP mostrou correla&#231;&#227;o positiva com a atividade f&#237;sica. O aumento da PP ocorreu com o aumento da press&#227;o arterial sist&#243;lica. CONCLUS&#195;O: A PH e a PP aumentadas est&#227;o presentes em adolescentes em uma popula&#231;&#227;o com baixa preval&#234;ncia de hipertens&#227;o, principalmente em meninos, indicando a necessidade de realiza&#231;&#227;o de estudos com desenhos prospectivos para examinar a persist&#234;ncia e o impacto dessas condi&#231;&#245;es.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Adolescentes</kwd>
        <kwd>preval&#234;ncia</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
        <kwd>press&#227;o de pulso</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>07</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Pr&#233;-hipertens&#227;o arterial e press&#227;o de pulso aumentada em adolescentes: preval&#234;ncia e fatores associados </p>
    <p>
      <bold>Maria Luiza Garcia Rosa; Vania Matos Fonseca; Gabriela Oigman; Evandro Tinoco Mesquita</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal Fluminense, Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz e Faperj - Rio de Janeiro, RJ</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Estimar a preval&#234;ncia de pr&#233;-hipertens&#227;o e press&#227;o de pulso aumentada em escolares, e verificar associa&#231;&#227;o dessas duas condi&#231;&#245;es com sexo, idade, maturidade sexual, obesidade e atividade f&#237;sica. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Em amostra de 456 estudantes de 12 a 17 anos, de escolas p&#250;blicas e privadas do bairro do Fonseca, Niter&#243;i-RJ, entre 2003 e 2004, mediu-se a press&#227;o arterial em duas visitas, aplicou-se question&#225;rio e foram feitas medidas antropom&#233;tricas. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>Trinta e nove (8,6%) adolescentes apresentaram pr&#233;-hipertens&#227;o (PH) e 13,4%, press&#227;o de pulso (PP) aumentada. Na an&#225;lise bivariada, a PH mostrou associa&#231;&#227;o significativa com sexo, idade e obesidade, com preval&#234;ncia maior em meninos, naqueles de 15 a 17 anos, e nos obesos. A PP aumentada associou-se somente com o sexo &#150; maior preval&#234;ncia nos meninos. A maturidade sexual n&#227;o mostrou associa&#231;&#227;o com a PH ou PP aumentada. Na regress&#227;o log&#237;stica, as associa&#231;&#245;es se mantiveram, com raz&#245;es de chance de preval&#234;ncia de PH de 7,7 para sexo; 4,3 para idade e 4,6 para obesidade; e de PP aumentada, de 10,8 para sexo. A PP mostrou correla&#231;&#227;o positiva com a atividade f&#237;sica. O aumento da PP ocorreu com o aumento da press&#227;o arterial sist&#243;lica. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> A PH e a PP aumentadas est&#227;o presentes em adolescentes em uma popula&#231;&#227;o com baixa preval&#234;ncia de hipertens&#227;o, principalmente em meninos, indicando a necessidade de realiza&#231;&#227;o de estudos com desenhos prospectivos para examinar a persist&#234;ncia e o impacto dessas condi&#231;&#245;es. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Adolescentes, preval&#234;ncia, hipertens&#227;o, obesidade, press&#227;o de pulso.</p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o atualmente respon-s&#225;veis por 32% do total de &#243;bitos no Brasil, e por mais de um milh&#227;o de interna&#231;&#245;es por ano no Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), tendo a hipertens&#227;o arterial como um de seus principais fatores de risco<sup>1</sup>. No Brasil, aproximadamente 44% da popula&#231;&#227;o t&#234;m sobrepeso ou obesidade, com total de hipertensos estimados em mais de dezesseis milh&#245;es de pessoas<sup>2</sup>, sendo a obesidade um dos principais fatores de risco para hipertens&#227;o<sup>3</sup>.</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o entre hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e doen&#231;as cardiovasculares aumenta de forma constante a partir de 75 mmHg e de 115 mmHg de press&#245;es diast&#243;lica e sist&#243;lica, respectivamente, n&#227;o havendo um claro ponto de corte para o valor de press&#227;o arterial normal<sup>4</sup>. Recentemente, o termo pr&#233;-hipertens&#227;o foi introduzido<sup>3</sup>. Estudos americanos publicados em 2004 mostram que essa atinge cerca de 30% da popula&#231;&#227;o adulta americana<sup>5</sup>, sendo respons&#225;vel direta por 9,1% das mortes, 6,5% das interna&#231;&#245;es domiciliares e 3,4% das interna&#231;&#245;es hospitalares para pessoas entre 25 e 74 anos<sup>6 </sup>. Em 2004, o <italic>National High Blood Pressure Education Program Working Group on Children and Adolescents</italic> publicou o quarto relat&#243;rio de controle da press&#227;o de crian&#231;as e adolescentes<sup>7</sup>. Definiu que aqueles com press&#227;o sist&#243;lica superior a 120 mmHg e diast&#243;lica superior a 80 mmHg, independentemente da idade, deveriam ser considerados pr&#233;-hipertensos e orientados para a mudan&#231;a de estilo de vida<sup>7,8</sup>. </p>
    <p>Nos &#250;ltimos anos tem sido dada grande aten&#231;&#227;o &#224; press&#227;o de pulso como fator de risco cardiovascular, havendo inclusive a sugest&#227;o de que seja considerada marcador de doen&#231;a cardiovascular pr&#233;-cl&#237;nica<sup>9</sup>. No estudo holand&#234;s <italic>Atherosclerosis Risk in Young Adults</italic> (ARYA), indiv&#237;duos que mantiveram maiores n&#237;veis de press&#227;o arterial e press&#227;o de pulso, da adolesc&#234;ncia &#224; vida adulta jovem, apresentaram maior espessamento da &#237;ntima m&#233;dia da car&#243;tida, um fator de risco cardiovascular<sup>10</sup>. </p>
    <p>A preocupa&#231;&#227;o com a preven&#231;&#227;o de eventos cardiovasculares futuros tem sido traduzida em propostas claras feitas por especialistas e em a&#231;&#245;es governamentais, como a restri&#231;&#227;o da venda de alimentos considerados inadequados ao consumo infantil em escolas (Decreto Municipal, RJ, n&#186; 21.217 de 1&#186; de abril de 2002), e a promo&#231;&#227;o de programas estimulando um estilo de vida mais ativo<sup>11</sup>. A escolha e a introdu&#231;&#227;o dessas medidas podem ser favorecidas pela identifica&#231;&#227;o das popula&#231;&#245;es de maior risco e do conhecimento da distribui&#231;&#227;o dos diferentes fatores e de sua associa&#231;&#227;o desde a inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. </p>
    <p>O objetivo do presente estudo &#233; estimar a preval&#234;ncia de pr&#233;-hipertens&#227;o e press&#227;o de pulso aumentada em escolares, e verificar se h&#225; associa&#231;&#227;o entre essas duas condi&#231;&#245;es e sexo, idade, maturidade sexual, e dois fatores modific&#225;veis: a obesidade e a intensidade da pr&#225;tica de atividade f&#237;sica.</p>
    <p>
      <bold>M&#201;TODOS</bold>
    </p>
    <p>Este estudo faz parte de uma pesquisa realizada nas escolas do bairro do Fonseca em Niter&#243;i, Rio de Janeiro, durante o per&#237;odo de outubro de 2003 at&#233; junho de 2004. Trata-se de um estudo transversal. Foram avaliados adolescentes de doze a dezessete anos, em amostra proporcional ao n&#250;mero de alunos matriculados por idade, em todas as escolas p&#250;blicas e privadas do bairro, que tivessem cinq&#252;enta e mais alunos nessa faixa et&#225;ria. A amostra de 480 alunos (400 mais 20% de perdas) foi calculada para uma signific&#226;ncia estat&#237;stica de 5%, para identificar preval&#234;ncias de hipertens&#227;o de 8% na popula&#231;&#227;o de estudo, para uma precis&#227;o de 25%. Houve 24 perdas, decorrentes de faltas (21 casos) ou recusa (tr&#234;s casos). Foram realizadas duas visitas para preenchimento de um question&#225;rio (visita 1) e tomada de medidas (visitas 1 e 2). Foram considerados dois grupos de idade: doze a quatorze anos, e quinze a dezessete anos. Para determina&#231;&#227;o da preval&#234;ncia da obesidade foi utilizado o percentil 95 do &#237;ndice de massa corporal (IMC), proposto para a popula&#231;&#227;o brasileira<sup>12</sup>. </p>
    <p>O peso foi medido utilizando-se balan&#231;a eletr&#244;nica da marca Filizola (modelo PL18), e os procedimentos para a medida de peso, estatura e per&#237;metro abdominal foram realizados como descrito por Fonseca e cols.<sup>13</sup>. Foram definidos como maduros sexualmente os meninos que apresentassem p&#234;los axilares e as meninas que j&#225; tivessem tido sua menarca<sup>13</sup>. Para a medida da press&#227;o arterial foram utilizados os aparelhos de press&#227;o autom&#225;ticos da marca Omrom do tipo Hem-711 e 705 CP, validados conforme protocolos internacionais e calibrados antes do in&#237;cio do estudo<sup>14</sup>. Os procedimentos seguiram as orienta&#231;&#245;es da IV Diretriz de Hipertens&#227;o Arterial<sup>15</sup>. Foi considerada a m&#233;dia das seis medidas &#150; tr&#234;s em cada visita &#150; com diferen&#231;as de diast&#243;licas inferiores a 5 mmHg. </p>
    <p>Foram definidos como hipertensos os adolescentes com m&#233;dia da press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) ou diast&#243;lica (PAD) acima do percentil 95 para sexo, idade altura, e como pr&#233;-hipertensos, aqueles com m&#233;dia de sist&#243;lica superior a 120 mmHg ou com m&#233;dia de diast&#243;lica superior a 80 mmHg<sup>7</sup>. Por n&#227;o termos localizado artigos sobre pontos de corte para press&#227;o de pulso em adolescentes, foi considerada como press&#227;o de pulso aumentada a diferen&#231;a entre sist&#243;lica e diast&#243;lica maior que 50 mmHg. Esse n&#237;vel de press&#227;o de pulso se mostrou associado a aumento da mortalidade cardiovascular em indiv&#237;duos com menos de cinq&#252;enta anos<sup>16</sup>. </p>
    <p>A atividade f&#237;sica de lazer foi definida como qualquer exerc&#237;cio realizado para melhorar a sa&#250;de e/ou condi&#231;&#227;o f&#237;sica com o objetivo est&#233;tico ou de lazer, mesmo aquelas inclu&#237;das na grade curricular, nas duas semanas anteriores &#224; aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio<sup>17</sup>. Na quantifica&#231;&#227;o do volume total da atividade, utilizamos o &#237;ndice de equivalente metab&#243;lico de cada atividade<sup>18</sup>, independentemente do peso corporal<sup>17</sup>. O tempo gasto em cada atividade em horas foi multiplicado por cada valor de equivalente metab&#243;lico, e os valores de todas as atividades praticadas na semana foram totalizados sob a forma de EM semanal. A atividade f&#237;sica no lazer de cada aluno foi determinada ent&#227;o pela soma dos equivalentes metab&#243;licos semanal. </p>
    <p>Toda a equipe foi treinada previamente, segundo um protocolo escrito. Todos os participantes de quinze anos e mais assinaram o consentimento informado, e os participantes de doze a quatorze anos trouxeram o consentimento assinado pelo respons&#225;vel. O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica do Hospital Universit&#225;rio Ant&#244;nio Pedro (Universidade Federal Fluminense).</p>
    <p><italic>An&#225;lise estat&#237;stica</italic> - Foram calculadas as preval&#234;ncias das altera&#231;&#245;es de press&#227;o arterial e seus intervalos com 95% de confian&#231;a segundo sexo, idade (doze a quatorze anos e quinze a dezessete anos) e maturidade sexual e IMC (obesidade). Foi realizada a an&#225;lise bivariada entre as vari&#225;veis dicot&#244;micas com o teste do qui-quadrado, para um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%. Para as vari&#225;veis cont&#237;nuas (IMC e equivalentes metab&#243;licos semanal) foram estimados os coeficientes de correla&#231;&#227;o de Pearson ajustados por sexo, idade e IMC com a PAS, PAD e press&#227;o de pulso. Procedeu-se &#224; regress&#227;o log&#237;stica para a estimativa da raz&#227;o de chances de preval&#234;ncia da pr&#233;-hipertens&#227;o e press&#227;o de pulso ajustada pelas demais vari&#225;veis, exceto ela pr&#243;pria, com n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%. As an&#225;lises foram realizadas com o Epiinfo (CDC) vers&#227;o 3.2 de janeiro de 2004. </p>
    <p>
      <bold>RESULTADOS</bold>
    </p>
    <p>Do total de 456 adolescentes pesquisados, 55,5% eram meninas e 44,5% meninos; 48,2% tinham entre doze e quatorze anos e 51,8%, entre quinze e dezessete anos; 13,2% tinham obesidade: 10,7% das meninas e 16,3% dos meninos. Foram classificados como maduros sexualmente 83,6% do total estudado, 88,1% das meninas e 78% dos meninos. </p>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref> apresenta a distribui&#231;&#227;o das preval&#234;ncias de altera&#231;&#245;es da press&#227;o arterial por seus componentes, sist&#243;lico e diast&#243;lico. Trinta e nove adolescentes apresentaram pr&#233;-hipertens&#227;o (8,6%, IC95%: 6,2% - 11,6%). Vinte e um adolescentes apresentaram hipertens&#227;o arterial (4,6%, IC95%: 2,9% - 7,1%), onze deles apresentaram hipertens&#227;o sist&#243;lica isolada (2,4%, IC95%: 1,3 - 4,5); sete apresentaram hipertens&#227;o diast&#243;lica isolada (1,5%, IC95%: 0,7% - 3,2%); e tr&#234;s apresentaram hipertens&#227;o sist&#243;lica e diast&#243;lica (0,7%, IC 95%: 0,2% - 2,1%).</p>
    <fig id="fig01">
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    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref> apresenta a preval&#234;ncia de pr&#233;-hipertens&#227;o e press&#227;o de pulso aumentada segundo sexo, idade e &#237;ndice de massa corp&#243;rea. A maturidade sexual n&#227;o mostrou associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa com as duas altera&#231;&#245;es de press&#227;o arterial e n&#227;o foi apresentada na tabela. Trinta e nove adolescentes (8,6%, IC 95%: 6,2% - 11,65) apresentaram pr&#233;-hipertens&#227;o. A freq&#252;&#234;ncia foi maior entre os meninos em rela&#231;&#227;o &#224;s meninas, entre os adolescentes de quinze a dezessete anos em rela&#231;&#227;o aos com doze a quatorze anos, e entre os obesos (IMC&gt;P95) em rela&#231;&#227;o aos n&#227;o-obesos (IMC = &lt; P95), Houve associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a pr&#233;-hipertens&#227;o e as tr&#234;s vari&#225;veis estudadas. Sessenta e um adolescentes (13,4%, IC 95%: 10,5% - 16,9%) apresentaram press&#227;o de pulso aumentada. A press&#227;o de pulso aumentada n&#227;o mostrou associa&#231;&#227;o com obesidade, ou com faixa de idade, tendo sido maior entre os meninos em rela&#231;&#227;o &#224;s meninas. </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A distribui&#231;&#227;o das preval&#234;ncias de altera&#231;&#245;es da press&#227;o sist&#243;lica e diast&#243;lica entre os adolescentes com press&#227;o de pulso aumentada encontra-se na <xref ref-type="fig" rid="fig02">figura 2</xref>. Vinte e oito adolescentes (45,9%, IC 95%: 40,8% - 66,9%) eram normotensos, e 33 adolescentes (54,1%, IC 95%: 48,1% - 60,1%) tinham altera&#231;&#227;o da press&#227;o. </p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>, a m&#233;dia da press&#227;o sist&#243;lica foi maior entre os adolescentes com press&#227;o de pulso aumentada em rela&#231;&#227;o &#224;queles com press&#227;o de pulso normal, n&#227;o havendo diferen&#231;a entre a m&#233;dia da press&#227;o diast&#243;lica. Comparando-se o grupo de adolescentes com press&#227;o de pulso alterada e normal, seja entre aqueles com a press&#227;o sist&#243;lica e diast&#243;lica normal seja entre aqueles com ambas press&#245;es alteradas, observa-se que a m&#233;dia de press&#227;o sist&#243;lica foi maior entre os adolescentes com press&#227;o de pulso alterada e a press&#227;o diast&#243;lica menor.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os coeficientes de correla&#231;&#227;o de Pearson da press&#227;o sist&#243;lica (r = 0,3029) e diast&#243;lica (r = 0,3480), ajustadas por sexo e idade, foram significativas para IMC.(P &lt; 0,001). N&#227;o foi observada correla&#231;&#227;o entre press&#227;o de pulso e IMC (r = 0,0533 e P = 0,240). Tamb&#233;m n&#227;o foi observada correla&#231;&#227;o, ajustada por sexo, idade e IMC, entre o equivalentes metab&#243;licos semanal e a press&#227;o sist&#243;lica (r = 0,0063 e P = 0,894). A correla&#231;&#227;o foi negativa com a press&#227;o diast&#243;lica (r = -0,0967 e P - = 0,041) e positiva com a press&#227;o de pulso (r = 0,0994 e P = 0,035), em ambos os casos, estatisticamente significativas. </p>
    <p>A an&#225;lise por regress&#227;o log&#237;stica &#233; apresentada na <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref>, com as raz&#245;es de chance ajustadas pelas demais vari&#225;veis inclu&#237;das no modelo. Sexo, idade e obesidade mostraram-se associados de forma independente com a pr&#233;-hipertens&#227;o. Como na an&#225;lise bivariada, somente o sexo apresentou associa&#231;&#227;o com a press&#227;o de pulso aumentada.</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>DISCUSS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo demonstrou que novas formas de anormalidade do comportamento da press&#227;o arterial, a pr&#233;-hipertens&#227;o e a press&#227;o de pulso aumentada, estiveram presentes, respectivamente, em 8,6% e 13,4% dos adolescentes pesquisados. Vale notar que a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o na popula&#231;&#227;o estudada foi inferior &#224; de estudos brasileiros. Segundo o crit&#233;rio do Task Force de 1996<sup>19</sup>, a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o no presente estudo foi de 2,2% para ambos os sexos, 3,4% para meninos e 1,2% para meninas, quando o encontrado pelo Estudo do Rio de Janeiro foi de 8,3% para ambos os sexos e 10,9% em meninos e 7% em meninas, e em estudo feito em S&#227;o Paulo com crian&#231;as entre seis e dezoito anos foi de 6,9% para ambos os sexos<sup>20,21</sup>.</p>
    <p>A chance de preval&#234;ncia de pr&#233;-hipertens&#227;o dos meninos, ajustada por idade, obesidade e equivalentes metab&#243;licos semanal, foi cerca de nove vezes a chance das meninas. A maior preval&#234;ncia de hipertens&#227;o em meninos tem sido observada em estudos nacionais e internacionais, por&#233;m com associa&#231;&#245;es de menor intensidade<sup>22,23,24</sup>. Sorof e cols., em um estudo recente com escolares americanos, encontraram um risco relativo de 1,5 entre hipertens&#227;o e sexo, com maior risco para os meninos<sup>25</sup>. Apesar da consist&#234;ncia dessas observa&#231;&#245;es, n&#227;o identificamos na literatura uma discuss&#227;o sobre a maior preval&#234;ncia da altera&#231;&#227;o da press&#227;o em adolescentes do sexo masculino em rela&#231;&#227;o aos do sexo feminino. Em adultos, a discuss&#227;o &#233; antiga e inclui diferen&#231;as hormonais e fatores hemodin&#226;micos favorecendo as mulheres<sup>26</sup>. </p>
    <p>A pr&#233;-hipertens&#227;o mostrou associa&#231;&#227;o forte e independente com a obesidade Em uma revis&#227;o sobre a rela&#231;&#227;o entre a obesidade e a hipertens&#227;o em crian&#231;as, os autores encontraram uma associa&#231;&#227;o positiva, consistente e independente de idade ou ra&#231;a, com raz&#227;o de chances variando entre 2,5 e 3,7<sup>27</sup>. Os mecanismos pelos quais a obesidade leva ao aumento da press&#227;o ainda n&#227;o s&#227;o totalmente claros. Em recente revis&#227;o sobre o tema, Rahmouni e cols. apontam para altera&#231;&#245;es centrais e perif&#233;ricas associadas &#224; obesidade que podem elevar e manter a press&#227;o arterial elevada, citando a ativa&#231;&#227;o do sistema nervoso simp&#225;tico, o sistema renina-angiostensina-aldosterona, a disfun&#231;&#227;o endotelital e anormalidades da fun&#231;&#227;o renal<sup>28</sup>. </p>
    <p>A intensidade da atividade f&#237;sica praticada, medida pelo equivalente metab&#243;lico semanal, mostrou correla&#231;&#227;o negativa e estatisticamente significativa com a press&#227;o diast&#243;lica, independentemente da idade, do peso e do IMC. N&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre equivalentes metab&#243;licos semanal, pr&#233;-hipertens&#227;o ou press&#227;o sist&#243;lica. Numerosos estudos epidemiol&#243;gicos observaram a rela&#231;&#227;o inversa entre quantidade de exerc&#237;cio f&#237;sico e n&#237;vel de press&#227;o arterial<sup>29</sup>. No entanto, h&#225; estudos em que n&#227;o se observa essa rela&#231;&#227;o. No estudo CARDIA, com adultos de meia-idade, a atividade f&#237;sica esteve negativamente associada &#224; press&#227;o diast&#243;lica, e n&#227;o com a sist&#243;lica<sup>30</sup>. Em estudo italiano com estudantes de seis a dezoito anos, a atividade f&#237;sica n&#227;o se mostrou associada aos n&#237;veis de press&#227;o<sup>31</sup>. </p>
    <p>No presente estudo, a maturidade sexual n&#227;o apresentou associa&#231;&#227;o com as altera&#231;&#245;es da press&#227;o, ao contr&#225;rio do que tem sido apresentado pela literatura<sup>32</sup>. Dois fatores podem explicar essa discord&#226;ncia. De um lado, o indicador aqui utilizado para maturidade pode n&#227;o ter tido bom poder de discrimina&#231;&#227;o; de outro, somente 16% dos adolescentes examinados eram imp&#250;beres, dificultando a identifica&#231;&#227;o da associa&#231;&#227;o.</p>
    <p>Encontramos uma preval&#234;ncia de press&#227;o de pulso aumentada (&gt; 50 mmHg) de 13,3%. Consideramos o ponto de corte de 50 mmHg a partir de dois estudos que encontraram aumento de risco cardiovascular a partir desse n&#237;vel de press&#227;o de pulso <sup>16,33</sup>. Embora a associa&#231;&#227;o positiva entre press&#227;o de pulso e risco cardiovascular tenha sido largamente demonstrada<sup>34</sup>, existem resultados divergentes, mas as evid&#234;ncias apontam para a exist&#234;ncia de um risco aumentado em pacientes com hipertens&#227;o arterial e press&#227;o de pulso aumentada<sup>35</sup>. Como observado tamb&#233;m por Lurbe e cols.<sup>36</sup>, cerca de 50% dos adolescentes que apresentaram press&#227;o de pulso aumentada eram normotensos, representado, portanto menor risco<sup>35</sup>. O aumento da press&#227;o de pulso na popula&#231;&#227;o estudada ocorreu a partir do aumento da press&#227;o sist&#243;lica, o que &#233; mais comum entre adolescentes<sup>25</sup>. Os adolescentes com a press&#227;o de pulso aumentada mostraram m&#233;dias de press&#227;o sist&#243;lica mais elevadas que aqueles com a press&#227;o de pulso normal, sendo ou n&#227;o normotensos. As m&#233;dias diast&#243;licas foram menores no grupo com a press&#227;o de pulso aumentada, embora sem signific&#226;ncia estat&#237;stica. </p>
    <p>A press&#227;o de pulso &#233; fruto da intera&#231;&#227;o da eje&#231;&#227;o card&#237;aca e das propriedades da circula&#231;&#227;o arterial e com aumento da preval&#234;ncia de hipertrofia ventricular esquerda em adultos hipertensos<sup>37</sup>. Em idosos tem sido associada ao enrijecimento das art&#233;rias e &#224; aterosclerose de grandes art&#233;rias, traduzida por um espessamento da &#237;ntima m&#233;dia<sup>35,37</sup>. Tanto o enrijecimento das art&#233;rias quanto o espessamento da &#237;ntima m&#233;dia t&#234;m mostrado uma associa&#231;&#227;o com aumento de morbidade e mortalidade<sup>38,39</sup>. Recentemente, foram publicados estudos relacionando hipertens&#227;o arterial e press&#227;o de pulso elevada observadas na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia e presen&#231;a de enrijecimento arterial e espessamento da &#237;ntima m&#233;dia em jovens adultos<sup>40-43</sup>, indicando que os processos identificados entre os idosos tamb&#233;m est&#227;o presentes entre os mais jovens. Estudos com adultos jovens saud&#225;veis, de ambos os sexos, mostraram, tamb&#233;m, que o espessamento da &#237;ntima m&#233;dia arterial e o enrijecimento da aorta parecem refletir duas entidades diferentes de dano vascular, estando somente o espessamento da &#237;ntima m&#233;dia associado ao LDL-colesterol e ao IMC<sup>44,45</sup>. Apesar das evid&#234;ncias associando o aumento da press&#227;o de pulso em adolescentes ao espessamento da &#237;ntima m&#233;dia em jovens, que por sua vez estaria associado ao aumento do IMC, n&#227;o observamos associa&#231;&#227;o da press&#227;o de pulso aumentada com a obesidade (vari&#225;vel dicot&#244;mica) ou da press&#227;o de pulso com o IMC, como vari&#225;veis cont&#237;nuas.</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o da press&#227;o de pulso com o sexo (maior no sexo masculino) tem sido observada em diferentes estudos<sup>36,46</sup>, assim como a associa&#231;&#227;o com o espessamento da &#237;ntima m&#233;dia <sup>42,43,47</sup>, embora essa &#250;ltima possa ser parcialmente atribu&#237;da a diferen&#231;as no di&#226;metro do l&#250;men e pode n&#227;o refletir diferen&#231;as no dano vascular<sup>47</sup>. Em nosso estudo, a regress&#227;o log&#237;stica mostrou que os meninos tiveram uma chance de ter a press&#227;o de pulso aumentada cerca de onze vezes a chance das meninas. </p>
    <p>Al&#233;m da idade e de fatores ligados &#224; aterosclerose, a atividade f&#237;sica tem sido relacionada ao aumento da press&#227;o de pulso, tanto em rela&#231;&#227;o ao sedentarismo, quanto ao intenso treinamento, ligado ao enrijecimento arterial<sup>37</sup>. A intensidade da atividade f&#237;sica medida pelos equivalentes metab&#243;licos semanal (vari&#225;vel cont&#237;nua) n&#227;o se mostrou associada &#224; press&#227;o de pulso aumentada (vari&#225;vel dicot&#244;mica). No entanto, a correla&#231;&#227;o entre press&#227;o de pulso e equivalentes metab&#243;licos semanal (as duas como vari&#225;veis cont&#237;nuas) foi positiva e estatisticamente significativa. </p>
    <p>O crit&#233;rio de press&#227;o de pulso adotado foi extrapolado dos valores para adultos, uma vez que n&#227;o existem estudos mostrando pontos de cortes associados a aumento da morbidade e mortalidade em adolescentes. Os n&#237;veis press&#243;ricos acima do percentil 95 para popula&#231;&#227;o infantil e adolescente americana, classificados como hipertens&#227;o, para cada faixa de idade, s&#227;o inferiores a 140 por 80 mmHg , &#224; exce&#231;&#227;o de adolescentes de dezessete anos com altura acima do percentil 95<sup>7</sup>. A partir dessa informa&#231;&#227;o &#233; poss&#237;vel supor que o n&#237;vel de press&#227;o de pulso associado ao aumento da morbidade e mortalidade em adolescentes poderia ser menor que o dos adultos. De qualquer forma, adotar ponto de corte de adultos &#233; uma limita&#231;&#227;o do estudo e os resultados aqui apresentados devem ser interpretados com essa reserva. </p>
    <p>Nosso estudo &#233; seccional; logo, n&#227;o podemos estabelecer a anteced&#234;ncia dos fatores modific&#225;veis (obesidade e intensidade da atividade f&#237;sica) em rela&#231;&#227;o &#224;s altera&#231;&#245;es da press&#227;o. No entanto, a associa&#231;&#227;o desses fatores com a hipertens&#227;o arterial e com a press&#227;o de pulso tem sido descrita em estudos longitudinais. Ben-Dov e cols. alertam que a press&#227;o de pulso, relacionada a propriedades mec&#226;nicas de grandes art&#233;rias, &#233; influenci&#225;vel pelo efeito do avental branco, ressaltando que em normotensos o efeito &#233; semelhante ao ocorrido na press&#227;o sist&#243;lica<sup>48</sup>. No nosso estudo foram feitas pelo menos tr&#234;s medidas em duas visitas diferentes, e o adolescente &#233; quem acionava o aparelho na segunda e terceira medidas, o que nos leva a crer que o efeito do avental branco possa ter sido atenuado. </p>
    <p>Utilizamos uma amostra de alunos entre doze e dezessete anos, faixa em que, segundo o censo demogr&#225;fico de 2000 para Niter&#243;i, 100% da popula&#231;&#227;o est&#225; matriculada na rede escolar e a amostragem foi proporcional ao n&#250;mero de matriculados, o que diminui a possibilidade de vi&#233;s de sele&#231;&#227;o no estudo. No bairro escolhido moram adolescentes de diferentes camadas sociais. Assim, os resultados deste estudo, considerando-se as suas limita&#231;&#245;es, possivelmente podem ser extrapolados para outros munic&#237;pios urbanos de regi&#245;es com h&#225;bitos e composi&#231;&#245;es sociais semelhantes. </p>
    <p>Em resumo, a pr&#233;-hipertens&#227;o e a press&#227;o de pulso aumentada j&#225; est&#227;o presentes em adolescentes em uma popula&#231;&#227;o que apresentou baixa preval&#234;ncia de hipertens&#227;o. A associa&#231;&#227;o da obesidade com a pr&#233;-hipertens&#227;o &#233; mais um fator de alerta para a necessidade de controle dessa condi&#231;&#227;o desde a inf&#226;ncia. Embora n&#227;o estejam claros quais s&#227;o os determinantes da press&#227;o de pulso em adolescentes, nem mesmo o risco futuro que essa altera&#231;&#227;o pode representar, existem evid&#234;ncias suficientes para justificar o estudo dessa condi&#231;&#227;o entre adolescentes. Nosso estudo mostrou que a chance de preval&#234;ncia dessa condi&#231;&#227;o &#233; muito maior em meninos e que ocorre pelo aumento da press&#227;o sist&#243;lica, indicando a necessidade de realiza&#231;&#227;o de estudos com desenhos prospectivos para examinar a persist&#234;ncia e o impacto dessa condi&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos </bold>
    </p>
    <p>A Gulnar Azevedo e Silva Mendon&#231;a, pela orienta&#231;&#227;o na elabora&#231;&#227;o do projeto; a Wille Oigman, Maria Cristina Caetano Kuschnir e Andr&#233;a Brand&#227;o, pelas sugest&#245;es. </p>
    <p>Esta pesquisa contou com o apoio da Funda&#231;&#227;o Municipal de Sa&#250;de de Niter&#243;i, da Pr&#243;-Reitoria de Pesquisa da UFF, da Faperj e da Embratel.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Maria Luiza Garcia Rosa </p>
        <p> Av. Alexandre Cardoso, 444 / 503 </p>
        <p> 22470-220 &#150; Rio de Janeiro, RJ </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="mluizagr@vm.uff.br">mluizagr@vm.uff.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 06/05/05 </p>
    <p> Aceito em 28/12/05</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Normative values for intima-media thickness and distensibility of large arteries in healthy adolescents</article-title>
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          <article-title>Aortic stiffness and carotid intima-media thickness: two independent markers of subclinical vascular damage in young adults?</article-title>
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          <article-title>Childhood cardiovascular risk factors and carotid vascular changes in adulthood: the Bogalusa Heart Study</article-title>
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          <article-title>The Atherosclerosis Risk in Young Adults (ARYA) study: rationale and design</article-title>
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          <article-title>Cardiovascular risk factors and increased carotid intima-media thickness in healthy young adults: the Atherosclerosis Risk in Young Adults (ARYA) Study</article-title>
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          <article-title>Pulse pressure is more susceptible to the white coat effect than is systolic blood pressure: observations from real-life ambulatory blood pressure monitoring</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Arterial prehypertension and elevated pulse pressure in adolescents: prevalence and associated factors</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To estimate the prevalence of prehypertension and elevated pulse pressure in adolescents and assess the association between those two conditions and sex, age, sexual development, obesity and physical activity. METHODS: Anthropometrical data and blood pressure were measured in and a questionnaire was applied to 456 adolescents (aged 12 to 17 years) recruited from public and private schools, in the Fonseca district, in the city of Niter&#243;i, state of Rio de Janeiro, Brazil, from 2003 to 2004. RESULTS: Thirty nine (8.6%) presented prehypertension (PH) and 13.4%, elevated pulse pressure (PP). At bivariate analysis, PH was significantly associated with sex, age and obesity, with more prevalent in boys aged between 15 and 17 years, and in the obese. Elevated PP was associated with gender only, as it was more prevalent in boys. Sexual maturation did not show an association with PH or elevated PP. Similar correlations were found at logistic regression. PH prevalence odds ratio was 7.7 for sex, 4.3 for age and 4.6 for obesity. Elevated PP prevalence odds ratio was 10.8 for sex. The correlation between PP and physical activity was positive and significant. The elevation of PP was attributable to systolic blood pressure. CONCLUSION: PH and the elevated PP were shown to be present in adolescents from a population with a low prevalence of hypertension, mostly in boys. Further prospective studies are necessary to assess the persistence and the impact of those conditions.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Adolescents</kwd>
        <kwd>prevalence</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
        <kwd>pulse pressure</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Arterial prehypertension and elevated pulse pressure in adolescents: prevalence and associated factors </p>
      <p>
        <bold>Maria Luiza Garcia Rosa; Vania Matos Fonseca; Gabriela Oigman; Evandro Tinoco Mesquita</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal Fluminense, Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz e Faperj - Rio de Janeiro, RJ</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To estimate the prevalence of prehypertension and elevated pulse pressure in adolescents and assess the association between those two conditions and sex, age, sexual development, obesity and physical activity.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>Anthropometrical data and blood pressure were measured in and a questionnaire was applied to 456 adolescents (aged 12 to 17 years) recruited from public and private schools, in the Fonseca district, in the city of Niter&#243;i, state of Rio de Janeiro, Brazil, from 2003 to 2004.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>Thirty nine (8.6%) presented prehypertension (PH) and 13.4%, elevated pulse pressure (PP). At bivariate analysis, PH was significantly associated with sex, age and obesity, with more prevalent in boys aged between 15 and 17 years, and in the obese. Elevated PP was associated with gender only, as it was more prevalent in boys. Sexual maturation did not show an association with PH or elevated PP. Similar correlations were found at logistic regression. PH prevalence odds ratio was 7.7 for sex, 4.3 for age and 4.6 for obesity. Elevated PP prevalence odds ratio was 10.8 for sex. The correlation between PP and physical activity was positive and significant. The elevation of PP was attributable to systolic blood pressure.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>PH and the elevated PP were shown to be present in adolescents from a population with a low prevalence of hypertension, mostly in boys. Further prospective studies are necessary to assess the persistence and the impact of those conditions.</p>
      <p><bold>Key words: </bold>Adolescents, prevalence, hypertension, obesity, pulse pressure.</p>
      <p>Cardiovascular diseases are currently accountable for 32% of all deaths in Brazil, and more than one million hospital admissions per year at the Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) - the Brazilian governmental health agency, with arterial hypertension being one of its main risk factors<sup>1</sup>. In Brazil, approximately 44% of the population is overweight or obese, with the total of hypertensive individuals estimated as more than 16 million people<sup>2</sup>, and obesity being one of the main risk factors for hypertension<sup>3</sup>.</p>
      <p>The association between systemic arterial hypertension and cardiovascular diseases steadily increases from 75 mmHg and 115 mmHg of diastolic and systolic pressures respectively, with no clear cutoff for a normal arterial pressure value<sup>4</sup>. Recently, the term prehypertension has been introduced<sup>3</sup>. American studies published in 2004 showed that this condition affects around 30% of the U.S. adult population<sup>5</sup>, being directly responsible for 9.1% of the deaths, 6.5% of the home care cases and 3.4% of hospital admissions for people between 25 and 74 years of age<sup>6</sup>. In 2004, the National High Blood Pressure Education Program Working Group on Children and Adolescents published the fourth report on blood pressure control of children and adolescents<sup>7</sup>. It has defined that those individuals with a systolic pressure &gt; 120 mmHg and a diastolic pressure &gt; 80 mmHg, regardless of the age, must be considered prehypertensive and counseled to change their lifestyles<sup>7,8</sup>. </p>
      <p>In the most recent years, pulse pressure has been seen as a factor of cardiovascular risk, including the suggestion that it should be considered a marker of pre-clinical cardiovascular disease<sup>9</sup>. In the Dutch study ARYA, individuals who maintained higher levels of arterial pressure and pulse pressure, from adolescence to adult life, presented higher levels of carotid intimal-media thickening, which is a cardiovascular risk factor<sup>10</sup>. </p>
      <p>The concern regarding the prevention of future cardiovascular events has been translated into clear proposals made by specialists as well as governmental actions, such as restricting the sales of foods considered to be inadequate for children at schools (Municipal Law, RJ, #21,207 of April 1<sup>st</sup>, 2002) and the creation of programs that stimulate a more active lifestyle<sup>11</sup>. The choice and implementation of such measures can be further supported by the identification of higher-risk populations and the knowledge on the distribution of the different risk factors and their association since childhood and adolescence.</p>
      <p>The objective of this study is to estimate the prevalence of prehypertension and elevated pulse pressure in schoolchildren and verify whether there is an association between these two conditions and gender, sexual development and two modifiable factors: obesity and physical activity intensity. </p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>This study is part of a research conducted in the schools of Fonseca district in the city of Niter&#243;i, state of Rio de Janeiro, Brazil, from October 2003 to June 2004. It is a sectional study. Twelve to 17 year-old adolescents were evaluated, in a sample that was proportional to the number of students enrolled by age in all public and private schools of the district, which had 50 or more students within this age range. The sample of 480 students (400 + 20% of loss) was calculated for a statistical significance of 5%, to identify hypertension prevalence in 8% of the study population for a 25% precision. There were 24 losses, due to absenteeism (21 cases) or refusal to participate (3 cases). Two visits were carried out, for filling a questionnaire (visit 1) and anthropometrical data collection (visits 1 and 2). Two age groups were considered: 12 to 14 (group 1) and 15 to 17 (group 2). In order to determine the prevalence of obesity, the 95<sup>th</sup> percentile of body mass index (BMI) proposed for the Brazilian population was utilized<sup>12</sup>.</p>
      <p>Weight was measured using a Filizola<sup>&#174;</sup> electronic scale (model PL18) and the procedures for weight, height and abdominal perimeter measurement were carried out as described by Fonseca et al<sup>13</sup> Boys who presented axillary hair and girls who had experienced menarche were considered sexually mature<sup>13</sup>. The measurement of arterial blood pressure was carried out in Omrom<sup>&#174;</sup> automatic pressure monitors type Hem-711 and 705 CP, validated according to international protocols and calibrated before initiating the study<sup>14</sup>. The procedures followed the guidelines presented in the IV Brazilian Directives for Arterial Hypertension<sup>15</sup>. The mean of the six measurements - three per visit &#151; was considered, with diastolic differences &lt; 5 mmHg. </p>
      <p>The adolescents were defined as being hypertensive when they presented systolic arterial pressure (SAP) or diastolic arterial pressure (DAP) means &gt; 95<sup>th</sup> percentile for sex, age and height; those who presented systolic mean &gt; 120 mmHg or diastolic mean &gt; 80 mmHg were considered prehypertensive<sup>7</sup>. As a cutoff for pulse pressure (PP) was not found in the literature, an elevated PP was considered when the difference between the systolic and diastolic pressures was &gt; 50 mmHg. This PP level showed to be associated with increased cardiovascular mortality in individuals younger than 50 years<sup>16</sup>.</p>
      <p>Leisure physical activity (LPA) was defined as any physical activity undertaken to improve health and/or physical condition with an esthetic objective or leisure, even those included in the curricular program, in the two weeks that preceded the application of the questionnaire<sup>17</sup>. In the quantification of the total activity volume, we utilized the metabolic equivalent (ME) index of each activity<sup>18</sup>, regardless of body weight<sup>17</sup>. The time spent in each activity in hours was multiplied by each ME value, and the values of all activities practiced during the week was totalized as a weekly ME (WME). Each student&#146;s LPA was then determined by the summation of WMEs. </p>
      <p>The whole team was trained previously, following a written protocol. All participants who were fifteen years of age or older signed an informed consent, and those 12 to 14 years asked their parents or tutors to sign it. The project was approved by the Ethics Committee of the Antonio Pedro University Hospital (Universidade Federal Fluminense).</p>
      <p><italic>Statistical Analysis - </italic>The prevalence was calculated for alterations in arterial pressure and their 95% confidence intervals according to gender, age (12 to 14 yrs and 15 to 17 yrs) as well as sexual development and BMI (obesity). The bivariate analysis between the dicotomic variables and the chi-square test was performed, for a level of significance set at 5%. Pearson&#146;s correlation coefficients were estimated for the continuous variables (BMI and WME), adjusted for gender, age and BMI with SAP, DAP and PP. Logistic regression was utilized to estimate the adjusted prevalence probability ratio, with a level of significance set at 5%. The statistical analyses were performed with Epiinfo (CDC) version 3.2 of January 2004. </p>
      <p>
        <bold>RESULTS</bold>
      </p>
      <p>Of the total of 456 adolescents studied, 55.5% were girls and 44.5% were boys; 48.2% were between 12 and 14 years and 51.8% were 15 to 17 years; 13.2% were obese: 10.7% of the girls and 16.3% of the boys. Overall, 83.6% of the adolescents were considered sexually developed, being 88.1% of the girls and 78% of the boys. </p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref> represents the distribution of the prevalence of arterial pressure alterations by its components, SAP and DAP. Thirty-nine adolescents presented pre-hypertension (PH) (8.6%, 95%CI: 6.2% - 11.6%). Twenty-one adolescents presented arterial hypertension (4.6%, 95%CI: 2.9% - 7.1%); 11 presented isolated systolic hypertension (2.4%, 95%CI: 1.3 &#151; 4.5); 7 presented isolated diastolic hypertension (1.5%, 95%CI: 0.7% - 3.2%); and 3 presented systolic and diastolic hypertension (0.7%, 95%CI: 0.2% - 2.1%).</p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> presents the prevalence of PH and elevated PP according to sex, age and obesity. Sexual development did not show a statistically significant association with the two arterial pressure alterations and thus, is not shown in the table. Thirty-nine adolescents (8.6%, 95%CI: 6.2% - 11.65) presented PH. The highest prevalence was observed among boys, when compared to the girls, among the adolescents aged 15 to 17 yrs of age, when compared to those aged 12 to 14 years, and among the obese (BMI&gt;95<sup>th</sup> percentile) in relation to the non-obese (BMI<underline>&lt;</underline>95<sup>th</sup> percentile). There was a statistically significant association between PH and the three variables studied. Sixty-one adolescents (13.4%, 95%CI: 10.5% - 16.9%) had elevated PP. The elevated PP was not associated with obesity or age range, being higher among the boys when compared to the girls.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The distribution of the prevalence of SAP and DAP alterations among the adolescents with elevated PP is shown in <xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>. Twenty-eight adolescents (45.9%, 95%IC: 40.8% - 66.9%) were normotensive, and 33 adolescents (541%, IC 95%: 48.1% - 60.1%) presented arterial pressure alteration.</p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>The SAP mean was significantly higher among adolescents with elevated PP when compared to those with normal PP, with no difference between DAP means. When comparing the group of adolescents with altered and normal PP, whether they had normal SAP and DAP or altered SAP and/or DAP, it was observed that the mean SAP was significantly higher and DAP was lower among the adolescents with altered PP (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p> Pearson&#146;s correlation of the BMI with SAP (r = 0.3029) and DAP (r = 0.3480), adjusted for sex and age, were positive and statistically significant (P&lt; 0.001). No correlation between BMI and PP was observed (r = 0.0533 and p = 0.240). Additionally, no correlation between WME and SAP was observed, adjusted for sex, age and BMI (r = 0.0063 and p = 0.894). The correlation was negative with DAP (r = -0.0967 and P= 0.041) and positive with PP (r = 0.0994 and P= 0.035), and statistically significant in both cases. </p>
      <p>The logistic regression analysis is shown in <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>, with probability ratios adjusted by the remaining variables included in the model. Sex, age and obesity were independently associated with PH. As in the bivariate analysis, only sex was associated with elevated PP. </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-87-01-0046-00007-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>DISCUSSION</bold>
      </p>
      <p>The presents study demonstrated that new forms of aberrant behavior of arterial pressure, PH and elevated PP, were present, respectively, in 8.6% and 13.4% of the studied adolescents. It is noteworthy that the prevalence of hypertension in the studied population was lower than that observed in Brazilian studies. According to the Task Force criterion of 1996<sup>19</sup>, the prevalence of hypertension in the present study was 2.2% for both sexes, with 3.4% for boys and 1.2% for girls, whereas the results obtained for the state of Rio de Janeiro was 8.3% for both sexes, with 10.9% for boys and 7% for girls; a study carried out in S&#227;o Paulo, with children aged 6 to 18 years, showed a prevalence of 6.9% for both sexes<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>The chance of PH prevalence among boys, when adjusted for age, obesity and WME, was around 9-fold that of girls. A higher prevalence of hypertension in boys has been observed in national and international studies, but with lower intensity associations<sup>22,23,24</sup>. Sorof et al, in a recent study carried out with North-American schoolchildren, found a relative risk of 1.5 between hypertension and sex, with a higher risk for boys<sup>25</sup>. Despite the consistency of such observations, we did not find in Literature a discussion on the higher prevalence of pressure alteration in male adolescents when compared to females. In adults, this is a time-old discussion and includes hormonal and hemodynamic factors, favoring women<sup>26</sup>.</p>
      <p>PH did not show a strong and independent association with obesity, with a prevalence probability ratio of 5.3. In a review of the correlation between obesity and hypertension in children, the authors found a positive and consistent association, independent of age and ethnicity, with probability ratios varying from 2.5 and 3.7<sup>27</sup>. The mechanisms by which obesity leads to pressure elevation have not been completely clarified. In a recent review on the subject, Rahmouni et al point to central and peripheral alterations associated to obesity that can elevate the arterial pressure and maintain it elevated, citing the activation of the sympathetic nervous system, the rennin-angiotensin-aldosterone system, the endothelial dysfunction and renal function abnormalities<sup>28</sup>.</p>
      <p>The intensity of the practiced physical activity, measured through the weekly metabolic equivalent (WME), showed a negative and statistically significant correlation with DAP, regardless of age, weight and BMI. There was no association with WME, PH or SAP. Several epidemiological studies have observed an inverse correlation between the amount of physical exercise and arterial pressure level<sup>29</sup>. However, some studies have not observed such correlation. The CARDIA study, carried out in middle-aged adults, showed that physical activity was negatively associated to DAP, but not with SAP<sup>30</sup>. An Italian study with 6 to 18 year-old students showed that physical activity was not associated to pressure levels<sup>31</sup>.</p>
      <p>In the present study, sexual development was not associated with pressure alterations, dissimilarly to what has been presented in literature<sup>32</sup>. Two factors can explain such discordance. On the one hand, the indicator utilized here for sexual development might not have a good power of discrimination; on the other hand, only 16% of the adolescents studied were prepubertal, making the identification of the association difficult to perform. </p>
      <p>We found a prevalence of elevated PP (&gt;50 mmHg) of 13.3%. We considered a cutoff of 50 mmHg based on two studies that found an increased cardiovascular risk with this level of PP<sup>16,33</sup>. Although the positive association between PP and cardiovascular risk has been largely demonstrated<sup>34</sup>, there are discordant results in literature, but the evidence points out to the existence of an increased risk in patients with elevated SAH and PP<sup>35</sup>. As observed by Lurbe et al<sup>36</sup>, around 50% of the adolescents who presented elevated PP were normotensive, thus representing a lower risk<sup>35</sup>. The increase of PP in the studied population occurred from the increase of SAP, which is more common among adolescents<sup>25</sup>.</p>
      <p>The adolescents with elevated PP showed more elevated mean SAP when compared to those with normal PP, whether they were normotensive or not. DAP means were lower in the group with elevated PP, although with no statistical significance.</p>
      <p>Pulse pressure is the result of the interaction of cardiac ejection and the properties of arterial circulation with the increased prevalence of left ventricular hypertrophy in hypertensive adults<sup>37</sup>. In elderly individuals, it has been associated with the stiffening of arteries and atherosclerosis of the great arteries, demonstrated as the intima-media thickening (IMT)<sup>35,37</sup>. The arterial stiffening as well as the IMT have shown to be associated with increased morbidity and mortality<sup>38,39</sup>. Recently, studies showing a correlation between SAH and PP observed in infancy and adolescence and the presence of arterial stiffening and IMT in young adults have been published<sup>40-43</sup>, indicating that the processes identified in the elderly are also present in younger individuals. Studies with healthy young adults of both sexes also showed that the intima-media thickening (IMT) and aortic stiffening seem to reflect two different entities of vascular damage, with IMT alone being associated to LDL-cholesterol and BMI<sup>44,45</sup>. Despite the evidence associating elevated PP in adolescents to IMT in young adults, which in turn would be associated to increased BMI, we did not observe an association between elevated PP and obesity (dichotomic variable), or between PP and BMI, as continuous variables.</p>
      <p>The association of PP with gender (higher in the male sex) has been observed in different studies<sup>36,46</sup>, as well as the association with IMT<sup>42,43,47</sup>, although the latter can be partially attributed to differences in lumen diameter and might not reflect differences in vascular damage<sup>47</sup>. In our study, the logistic regression showed that boys had a probability of elevated PP that was around 11-fold that of the girls. </p>
      <p>In addition to age and the factors related to atherosclerosis, physical activity has been correlated to elevated PP, regarding a sedentary lifestyle as well as intense training, associated with arterial stiffening<sup>37</sup>. The intensity of physical activity measured by WME (continuous variable) did not show to be associated with elevated PP (dichotomic variable). However, the correlation between PP and WME (both as continuous variables) was positive and statistically significant.</p>
      <p>The adopted PP criterion was estimated from adult values, as there are no studies showing cutoffs associated to increased morbidity and mortality in adolescents. Pressure levels above the 95<sup>th</sup> percentile for the North-American children and adolescent populations, classified as hypertension for each age range, are lower than 140 X 80 mmHg, except for 17-year-old adolescents with height &gt; 95<sup>th</sup> percentile. Based on this information, it is possible to suppose that the level of PP associated to increased morbidity and mortality in adolescents could be lower than that of adults. Anyhow, to adopt the adult cutoff is a study limitation and the results presented here must be interpreted with this reservation. </p>
      <p>Our study is sectional; thus, we cannot establish the antecedence of modifiable factors (obesity and intensity of physical activity) in relation to pressure alterations. Nevertheless, the association between these factors with arterial hypertension and PP has been described in some longitudinal studies. Ben-Dov et al inform that PP, related to mechanical properties of great arteries, can be influenced by the "white coat effect", emphasizing that, in normotensive individuals, the effect is similar to what happens in the systolic pressure<sup>48</sup>. Our study utilized at least three measurements in two different occasions, and the adolescents themselves worked the device at the second and third measurements, which leads us to believe that the "white coat effect" might have been attenuated. </p>
      <p>We utilized a student sample aged 12 to 17 years, which is an age range, according to the 2000 demographic census for Niteroi, that has 100% of students attending school, and the sampling was proportional to the number of adolescents enrolled at school, which decreases the possibility of study selection bias. The chosen district has adolescents from different social classes. Thus, the results of this study, considering its limitations, can possibly be extrapolated to districts of other cities from regions with similar social configuration and habits. </p>
      <p>In conclusion, elevated PH and PP can already be observed in adolescents from a population that presented low hypertension prevalence. The association of obesity with PH is an extra alert factor regarding the need for control of this condition since childhood. Although it is not clear which are the PP determinants in adolescents, as well as the future risk that this alteration can represent, there is enough evidence to justify the study of this condition in adolescents. Our study showed that the chance of prevalence of this condition is much higher in boys, and that it occurs due to an increase in SAP, indicating the need for further studies with prospective designs to assess the persistence and impact of this condition. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements </bold>
      </p>
      <p>To Gulnar Azevedo and Silva Mendon&#231;a, for their advice on the project plan; to Wille Oigman, Maria Cristina Caetano Kuschnir and Andr&#233;a Brand&#227;o, for their valuable suggestions. </p>
      <p>This study was supported by Funda&#231;&#227;o Municipal de Sa&#250;de de Niter&#243;i, Pr&#243;-Reitoria de Pesquisa da UFF, Faperj and Embratel.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <p>
            <graphic xlink:href=""/>
          </p>
          <p>
            <bold> Mailing Address:</bold>
          </p>
          <p> Maria Luiza Garcia Rosa</p>
          <p> Av. Alexandre Cardoso, 444 / 503</p>
          <p> 22470-220 &#151; Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="mluizagr@vm.uff.br">mluizagr@vm.uff.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Received on 05/06/05</p>
      <p> Accepted on 12/28/05</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
