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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">LSmPW4JP9KSkSkgXL4TWYqd</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006001400001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08700101</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006001400001</article-id>
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          <subject>Editorial</subject>
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        <article-title>Perda de peso (mesmo que aparentemente modesta) e exerc&#237;cio f&#237;sico: duas armas poderosas na redu&#231;&#227;o de fatores de risco de doen&#231;a arterial coronariana</article-title>
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        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Santos</surname>
            <given-names>Jos&#233; Ernesto dos</given-names>
          </name>
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        <institution content-type="orgname">USP</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">FMRP </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Clinica M&#233;dica</institution>
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        <month>07</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>87</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>1</fpage>
      <lpage>2</lpage>
      <permissions>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>28</day>
        <month>07</month>
        <year>2006</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>Perda de peso (mesmo que aparentemente modesta) e exerc&#237;cio f&#237;sico: duas armas poderosas na redu&#231;&#227;o de fatores de risco de doen&#231;a arterial coronariana </p>
    <p>
      <bold>Jos&#233; Ernesto dos Santos</bold>
    </p>
    <p>Departamento de Clinica M&#233;dica - FMRP - USP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>Identificada geralmente como problema est&#233;tico, a obesidade &#233; pouco reconhecida como problema de sa&#250;de. Seu tratamento, ao longo dos anos, tem sido negligenciado, talvez por causa das in&#250;meras dificuldades que envolvem sua abordagem cl&#237;nica, ades&#227;o do paciente a propostas terap&#234;uticas conservadoras como mudan&#231;a no estilo de vida e, especialmente, por termos como metas do tratamento (em geral de curto prazo) alcan&#231;ar o peso desej&#225;vel (IMC &gt;20 e &lt; 25 kg/m<sup>2</sup>). </p>
    <p>A obesidade se associa a maior preval&#234;ncia de fatores de risco e a maior morbidade e mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares<sup>1</sup>. Medicamentos noradren&#233;rgicos<sup>2</sup>, serotonin&#233;rgicos<sup>2</sup> e bloqueadores da absor&#231;&#227;o intestinal de gorduras<sup>2</sup> t&#234;m sido usados com sucesso relativo e por tempo n&#227;o maior que um ano. Os medicamentos dos dois primeiros grupos necessitam de cuidados especiais quando prescritos a pacientes que apresentam hipertens&#227;o ou doen&#231;a arterial coronariana (DAC) diagnosticada. </p>
    <p>Mais recentemente, um n&#250;mero significativo e crescente de cirurgias<sup>3</sup> tem sido realizado com o objetivo de provocar redu&#231;&#227;o de peso. Esses procedimentos, embora promovam, em especial nos primeiro anos, grande perda de peso (em geral 40% do peso inicial) e controle importante dos fatores de risco para DAC, podem provocar, na seq&#252;&#234;ncia, efeitos colaterais diversos, como desnutri&#231;&#227;o prot&#233;ico-cal&#243;rica e defici&#234;ncias vitam&#237;nicas espec&#237;ficas<sup>3</sup>.</p>
    <p>Neste n&#250;mero dos <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> s&#227;o apresentados os trabalhos de Barbato e cols.<sup>4</sup> e de Teixeira e cols.<sup>5</sup>, que trazem importantes contribui&#231;&#245;es para a reflex&#227;o acerca desse problema. No primeiro estudo, os autores demonstram que a perda de 5% de peso em obesos de grau I &#233; suficientemente efetiva para reduzir a press&#227;o arterial, os n&#237;veis de colesterol total, LDL-colesterol e renina plasm&#225;tica. Essa redu&#231;&#227;o, aparentemente pequena, tem impacto importante na redu&#231;&#227;o de glicemia, insulina e no HOMA. A perda de peso observada no estudo de Barbato e cols.<sup>4</sup> foi obtida com dietoterapia, exerc&#237;cio e mudan&#231;a de comportamento. Resultados similares foram obtidos recentemente por Wadden e cols.<sup>6</sup>, comparando a farmacoterapia isolada ou associada &#224; terapia comportamental para o tratamento de obesos. Em um ano de tratamento, pacientes que receberam terapia comportamental tiveram maior perda de peso e apresentaram menos efeitos adversos que os que receberam farmacoterapia de modo isolado. Outro problema abordado &#233; o da lipemia p&#243;s-prandial e, embora no estudo de Teixeira e cols.<sup>5</sup> n&#227;o tenha se observado que o exerc&#237;cio agudo tenha o efeito esperado, fica evidente que a lipemia de jejum &#233; um preditor da curva de lipemia p&#243;s-prandial.</p>
    <p>O conjunto desses dois estudos fornece elementos importantes para que possamos repensar v&#225;rios aspectos da obesidade, um deles, e talvez mais importante, &#233; a necessidade de encar&#225;-la como sinal ou sintoma cl&#237;nico que necessite urgentemente de medidas cl&#237;nicas para seu controle, e que essas medidas devem ser tomadas como um tratamento cl&#237;nico de longo prazo (por toda a vida!!!); que mesmo perdas modestas de peso, como de 5% do peso inicial, t&#234;m efeito significativo para o controle de alguns fatores de risco; e, finalmente, que com a mudan&#231;a do estilo de vida, utilizando-se terapia comportamental, conseguirmos sucesso na redu&#231;&#227;o do peso.</p>
    <p>
      <bold>REFER&#202;NCIAS</bold>
    </p>
    <p>1. Eckel RH, Barouch WW, Ershow AG. Report of the National Heart, Lung, and Blood Institute-National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases Working Group on the Pathophysiology of Obesity-Associated Cardiovascular Disease. Circulation. 2002; 105: 2923-28.</p>
    <p>2. Glazer G. Long-term Pharmacotherapy of Obesity 2000: A Review of Efficacy and Safety. Arch Inter Med. 2001; 161: 1814-24<bold>.</bold></p>
    <p>3. Buchwald H, Avidor Y, Braunwald E, Jensen MD, Pories W, Fahrbach K, et al. Bariatric Surgery: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA. 2004; 292: 1724 -37.</p>
    <p>4. Barbato KBG, Martins RCV, Rodrigues MLG, Braga JU, Francischetti EA, Genelhu VA. Efeitos da Redu&#231;&#227;o de Peso Superior a 5% nos Perfis Hemodin&#226;mico, Metab&#243;lico e Neuroend&#243;crino de Obesos Grau I. Arq Bras Cardiol. 2006; 87: 12-21.</p>
    <p>5. Teixeira M, Kasinski N, Izar MC, Barbosa LA, Novazzi JP, Pinto LA, et al. Efeitos do exerc&#237;cio agudo na lipemia p&#243;s-prandial em homens sedent&#225;rios. Arq Bras Cardiol. 2006; 87: 3-11.</p>
    <p>6. Wadden TA, Berkowitz RI, Womble LG, Sarwer DB, Phelan S, Cato RK, et al. Randomized trial of lifestyle modification and pharmacotherapy for obesity. N Engl J Med. 2005; 353: 2111-20.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Jos&#233; Ernesto Dos-Santos </p>
        <p> Av. Bandeirantes, 3900 </p>
        <p> 14049-900 - Ribeir&#227;o Preto - SP</p>
      </fn>
    </p>
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          <subject>Editorial</subject>
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      </article-categories>
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        <article-title xml:lang="en">Weight loss (although apparently modest) and physical exercise: two powerful weapons for the reduction of risk factors for coronary artery disease</article-title>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>Weight loss (although apparently modest) and physical exercise: two powerful weapons for the reduction of risk factors for coronary artery disease</p>
      <p>
        <bold>Jos&#233; Ernesto dos Santos</bold>
      </p>
      <p>Departamento de Clinica M&#233;dica - FMRP - USP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>Generally identified as an esthetic problem, obesity is little recognized as a health problem. Over the years, its treatment has been neglected, perhaps due to the countless difficulties involved in its clinical approach such as patient compliance with conservative therapeutic proposals requiring changes in life style, and especially the goal of treatment (usually on a short-term basis) which is to reach a desirable weight (BMI &gt;20 and &lt; 25 kg/m<sup>2</sup>). Obesity is associated with a higher prevalence of risk factors and with greater morbidity and mortality due to cardiovascular disease (CAD)<sup>1</sup>. Noradrenergic<sup>2</sup> and serotoninergic<sup>2</sup> medications and blockers of intestinal fat absorption<sup>2</sup> have been used with relative success and for a period of time not exceeding one year. The medications of the first two groups require special care when prescribed to patients with hypertension or with diagnosed CAD. More recently, a significant and increasing number of surgeries<sup>3</sup> have been performed in order to provoke weight reduction. These procedures, although promoting a great weight loss (in general 40% of the initial weight), especially during the first years, and an important control of risk factors for CAD, may have several side effects such as protein-calorie malnutrition and specific vitamin deficiencies<sup>3</sup>.</p>
      <p>This issue of <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> contains papers by Barbato et al<sup>4</sup> and Kasinski et al<sup>5</sup> which make important contributions to a reflection about the problem. In the first, the authors demonstrate that a 5% weight loss in grade I obese subjects is sufficiently effective to reduce arterial pressure and total cholesterol, LDL cholesterol and plasma renin levels. This apparently small reduction has an important impact of the reduction of glycemia, insulin and HOMA. The weight loss observed in the study by Barbato et al<sup>4</sup> was achieved with diet therapy and exercise and with changes in behavior. Similar results were recently obtained by Waden et al<sup>6</sup> in a study comparing pharmacotherapy alone or combined with behavioral therapy for the treatment of obese subjects. Within one year of treatment, patients who had received behavioral therapy had a greater weight loss and fewer adverse effects than those who had received pharmacotherapy alone. Another problem considered is postprandial lipemia and, even though in their study Kasinski et al<sup>5</sup> did not observe the expected effect of acute exercise, it was clear that fasting lipemia was a predictor of the postprandial lipemia curve.</p>
      <p>Taken together, these two studies provide important elements for a rethinking about several aspects of obesity. One of them, and perhaps the most important, is the need to see obesity as a clinical sign or symptom that requires urgent clinical measures for its control, such as long-term (indeed, life-long!!!) clinical treatment. It should be considered that even modest weight losses such as a 5% loss of the initial weight have a profound impact on the control of some risk factors and that successful weight reduction can be obtained by attempts at changing life style using behavioral therapy.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>1. Eckel RH, Barouch WW, Ershow AG. Report of the National Heart, Lung, and Blood Institute-National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases Working Group on the Pathophysiology of Obesity-Associated Cardiovascular Disease. Circulation. 2002; 105: 2923-28.</p>
      <p>2. Glazer G. Long-term Pharmacotherapy of Obesity 2000: A Review of Efficacy and Safety. Arch Inter Med. 2001; 161: 1814-24<bold>.</bold></p>
      <p>3. Buchwald H, Avidor Y, Braunwald E, Jensen MD, Pories W, Fahrbach K, et al. Bariatric Surgery: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA. 2004; 292: 1724 -37.</p>
      <p>4. Barbato KBG, Martins RCV, Rodrigues MLG, Braga JU, Francischetti EA, Genelhu VA. Efeitos da Redu&#231;&#227;o de Peso Superior a 5% nos Perfis Hemodin&#226;mico, Metab&#243;lico e Neuroend&#243;crino de Obesos Grau I. Arq Bras Cardiol. 2006; 87: 12-21.</p>
      <p>5. Teixeira M, Kasinski N, Izar MC, Barbosa LA, Novazzi JP, Pinto LA, et al. Efeitos do exerc&#237;cio agudo na lipemia p&#243;s-prandial em homens sedent&#225;rios. Arq Bras Cardiol. 2006; 87: 3-11.</p>
      <p>6. Wadden TA, Berkowitz RI, Womble LG, Sarwer DB, Phelan S, Cato RK, et al. Randomized trial of lifestyle modification and pharmacotherapy for obesity. N Engl J Med. 2005; 353: 2111-20.</p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <p>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </p>
          <p> Jos&#233; Ernesto dos Santos</p>
          <p> Av. Bandeirantes, 3900</p>
          <p> 14049-900 - Ribeir&#227;o Preto - SP - Brazil</p>
        </fn>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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