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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Cartas ao Editor</subject>
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        <article-title>Letalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003</article-title>
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            <surname>Benchimol-Barbosa</surname>
            <given-names>P. R.</given-names>
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            <surname>Von Issendorff</surname>
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        <country country="">Alemanha</country>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade do Estado do Rio de Janeiro</institution>
        <email>pbarbosa@cardiol.br</email>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>86</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>472</fpage>
      <lpage>473</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>31</day>
        <month>01</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CARTAS AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Letalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Senhor Editor,</bold>
    </p>
    <p>Lemos com interesse o artigo de autoria de Oliveira e cols.<sup>1</sup>, publicado na edi&#231;&#227;o de fevereiro de 2006 dos <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic>, e gostar&#237;amos de tecer alguns coment&#225;rios sobre as suposi&#231;&#245;es dos autores, no que diz respeito &#224; classifica&#231;&#227;o da gravidade da cardiopatia subjacente dos pacientes submetidos a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio, implante de <italic>stent</italic> e tratamento cl&#237;nico.</p>
    <p>Por meio de uma an&#225;lise abrangente dos dados do SIH/SUS, os autores classificaram a gravidade da doen&#231;a de acordo com o diagn&#243;stico dos pacientes no momento da interna&#231;&#227;o: angina, infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) e cardiopatia isqu&#234;mica aguda ou cr&#244;nica, desenvolvendo a an&#225;lise com base nesses dados.</p>
    <p>Embora, de maneira geral, nossa comunidade consi-dere que pacientes que d&#227;o entrada no hospital com diagn&#243;stico de IAM sofram de doen&#231;a mais grave do que aqueles que t&#234;m angina ou cardiopatia isqu&#234;mica cr&#244;nica, temos diversas raz&#245;es para questionar essa linha de pensamento. Por exemplo, na interna&#231;&#227;o hospitalar, o progn&#243;stico de pacientes com IAM por obstru&#231;&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria descendente anterior esquerda &#233; pior do que o de pacientes com doen&#231;a da art&#233;ria coron&#225;ria descendente posterior direita. Pacientes com classifica&#231;&#227;o II ou III (Killip-Kimball) t&#234;m progn&#243;stico pior do que pacientes da classe I, assim como aqueles com tr&#234;s vasos afetados t&#234;m resultado menos favor&#225;vel do que aqueles que t&#234;m um ou dois vasos comprometidos. Al&#233;m disso, &#233; bem prov&#225;vel que os pacientes submetidos a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio tivessem uma forma mais grave e mais extensa da doen&#231;a antes mesmo do procedimento do que aqueles submetidos ao implante de <italic>stent</italic> ou tratamento cl&#237;nico. O implante de <italic>stent</italic> &#233; mais adequado para pacientes que tenham um s&#243; vaso afetado do que para aqueles com m&#250;ltiplos vasos comprometidos. Portanto, n&#227;o &#233; de causar surpresa que pacientes submetidos a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio tenham letalidade mais elevada por doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica do que aqueles submetidos a coloca&#231;&#227;o de <italic>stent</italic>.</p>
    <p>Embora a an&#225;lise dos dados apresentados n&#227;o tenha levado em considera&#231;&#227;o as informa&#231;&#245;es funcionais ou cl&#237;nicas do estado dos pacientes contidas no banco de dados do SIH/SUS, os autores tra&#231;aram um paralelo e, implicitamente, consideraram a classifica&#231;&#227;o cl&#237;nica como medida da gravidade do quadro cl&#237;nico, o que definitivamente n&#227;o &#233; a mesma coisa. &#201; poss&#237;vel que a considera&#231;&#227;o da gravidade da doen&#231;a como diagn&#243;stico de interna&#231;&#227;o tenha causado um significante vi&#233;s estat&#237;stico.</p>
    <p>Uma vez que a gravidade da doen&#231;a n&#227;o foi conside-rada no artigo, &#233; imposs&#237;vel avaliar corretamente se os pacientes foram a &#243;bito em raz&#227;o dos riscos inerentes ao tratamento cir&#250;rgico ou se o estado pr&#233;-operat&#243;rio influenciou os resultados. Al&#233;m disso, supondo que a apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica real tenha tido correla&#231;&#227;o com a classifica&#231;&#227;o diagn&#243;stica e tenha sido distribu&#237;da de maneira uniforme. A recomenda&#231;&#227;o dos autores de reservar procedimentos altamente complexos para os casos mais s&#233;rios resultaria em aumento da letalidade nos grupos submetidos a cirurgia.</p>
    <p>P. R. Benchimol-Barbosa </p>
    <p>Universidade do Estado do Rio de Janeiro </p>
    <p> Rio de Janeiro, RJ </p>
    <p>
      <email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>
    </p>
    <p>Philipp Von Issendorff </p>
    <p>Universit&#228;t Hamburg </p>
    <p> Hamburgo, Alemanha</p>
    <p>1. Oliveira GMM, Klein CH, Silva NAS, Godoy PH, Fonseca TMP. Letali-dade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003. Arq Bras Cardiol. 2006; 86: 131-7.</p>
    <p>
      <bold>Resposta do Autor</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Senhor Editor,</bold>
    </p>
    <p>Em resposta aos coment&#225;rios dos leitores sobre o artigo intitulado "Letalidade por Doen&#231;as Isqu&#234;micas do Cora&#231;&#227;o no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003"<sup>1</sup>, temos a declarar que: nos tr&#234;s primeiros par&#225;grafos da discuss&#227;o fizemos constar todas as limita&#231;&#245;es impostas ao uso do banco de dados utilizados para o estudo, reconhecendo a necessidade de informa&#231;&#245;es mais espec&#237;ficas sobre condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas dos pacientes, comorbidades e fatores de risco que permitiriam construir escores de ajuste mais precisos. Informa&#231;&#245;es como n&#250;mero de vasos coronarianos com les&#245;es, localiza&#231;&#245;es dessas les&#245;es ou classifica&#231;&#227;o de Killip-Kimball n&#227;o constam no banco de dados do Datasus; assim, nos referimos sempre &#224;s interna&#231;&#245;es e n&#227;o aos pacientes. Tamb&#233;m n&#227;o houve inten&#231;&#227;o ou objetivo, no trabalho, de comparar revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica do mioc&#225;rdio, certamente com expectativa de maior letalidade, com angioplastia coron&#225;ria. Ressaltamos apenas a grande varia&#231;&#227;o entre as taxas de letalidade, mas sem nenhuma surpresa entre as diferen&#231;as nas taxas de letalidade da RVM e da AC.</p>
    <p>No Brasil n&#227;o h&#225; bases de dados que permitam obter informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas sobre todos os procedimentos realizados de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, sobretudo cir&#250;rgica. Em rela&#231;&#227;o &#224; angioplastia coron&#225;ria, existe o banco de dados da Central Nacional de Investiga&#231;&#245;es Cardiovasculares (Cenic), que &#233; alimentado pela contribui&#231;&#227;o volunt&#225;ria dos s&#243;cios autorizados para a realiza&#231;&#227;o dos procedimentos percut&#226;neos, sem discriminar interven&#231;&#245;es pagas pelo SUS ou por seguros de sa&#250;de, ou por particulares. Por&#233;m, os dados da Cenic s&#227;o incompletos porque registram 25.505 AC no Brasil, em 2003, quando s&#243; o Datasus relata que foram pagas pelo SUS 30.666 AC no mesmo ano.</p>
    <p>Embora os dados das AIH n&#227;o venham a abranger informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas, existem, contudo, dados suficientes que podem ser utilizados para estudos sobre letalidade em procedimentos, sendo altamente confi&#225;veis. Ningu&#233;m deixa de registrar no banco de dados das AIH esses procedimentos, ou os realiza com outro c&#243;digo. A letalidade &#233; outro dado confi&#225;vel, pois ningu&#233;m relata morte de quem n&#227;o morreu.</p>
    <p>O estudo n&#227;o teve a inten&#231;&#227;o e nem poderia avaliar de forma direta a gravidade das condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas nas interna&#231;&#245;es. O que fizemos foi, na aus&#234;ncia de ensaios cl&#237;nicos brasileiros, procurar analisar os dados existentes, compreend&#234;-los e interpret&#225;-los para considerar qual seria a melhor conduta em nosso meio. Esse tipo de an&#225;lise ou interpreta&#231;&#227;o de dados existentes &#233; bastante usado em teoria social (sociologia) e em hist&#243;ria. Procuram-se interpretar os estudos contextualizando-os e temporizando-os, ao mesmo tempo que se busca trazer para discuss&#227;o o problema das <italic>"</italic>compreens&#245;es t&#225;citas<italic>"</italic> ou tidas como verdadeiras (no caso, o propalado benef&#237;cio de uma tecnologia m&#233;dica), utilizando, portanto, princ&#237;pios da etnometodologia.</p>
    <p>Ainda que n&#227;o tenhamos os t&#227;o solicitados dados cl&#237;nicos sobre os pacientes, o fato &#233; que a letalidade est&#225; alta, sobretudo nas revasculariza&#231;&#245;es cir&#250;rgicas, e isso &#233; incontest&#225;vel, a n&#227;o ser que estejam registrando nas AIH &#243;bitos que n&#227;o ocorreram, o que acreditamos ser dif&#237;cil. Nessas condi&#231;&#245;es, se resolvermos pressupor que a letalidade foi alta, pois grande parte das interna&#231;&#245;es constava de pacientes graves, seja porque havia uma fila de espera grande e a fun&#231;&#227;o ventricular foi deteriorando seja porque havia muitas comorbidades concomitantes com disfun&#231;&#227;o ventricular grave, v&#225;rias les&#245;es coronarianas, e se levarmos em considera&#231;&#227;o o conceito de "performance m&#237;nima"<italic>,</italic> isto &#233;, se a tecnologia for aplicada com resultados piores do que o m&#237;nimo definido, ela n&#227;o ser&#225; capaz de beneficiar os pacientes; seria melhor, ent&#227;o, considerando os resultados apresentados no estudo, que os procedimentos n&#227;o fossem aplicados a essas interna&#231;&#245;es.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s recomenda&#231;&#245;es dos procedimentos de alta complexidade para os casos mais graves, as indica&#231;&#245;es cir&#250;rgicas est&#227;o plenamente estabelecidas para os casos de "alto risco", conforme discutido no corpo do artigo, e se realizadas com uma "performance m&#237;nima"; contudo, caso o procedimento seja realizado com a performance demonstrada no estudo, at&#233; os casos de alto risco n&#227;o ser&#227;o beneficiados.</p>
    <p>Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira </p>
    <p> Nelson Albuquerque de Souza e Silva </p>
    <p> Paulo Henrique Godoy </p>
    <p>Faculdade de Medicina da Universidade </p>
    <p> Federal do Rio de Janeiro </p>
    <p> Rio de Janeiro, RJ </p>
    <p>
      <email xlink:href="glaucia@mls.com.br">glaucia@mls.com.br</email>
    </p>
    <p>Carlos Henrique Klein </p>
    <p>Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica &#150; Fiocruz </p>
    <p> Rio de Janeiro, RJ</p>
    <p>T&#226;nia Maria Peixoto Fonseca </p>
    <p>Secretaria de Estado de Sa&#250;de do Rio de Janeiro </p>
    <p> Rio de Janeiro, RJ</p>
    <p>1. Oliveira GMM, Klein CH, Silva NAS, Godoy PH, Fonseca TMP. Letalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003. Arq Bras Cardiol. 2006; 86: 131-7.</p>
    <p>2. Barbosa PRB, Issendorff PV. Letalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003. Arq Bras Cardiol. 2006; 86: 472.</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letters to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Ischemic heart disease lethalities in the State of Rio de Janeiro between 1999 and 2003</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTERS TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Ischemic heart disease lethalities in the State of Rio de Janeiro between 1999 and 2003</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>We read with interest the article from de Oliveira et al. released in February 2006 of "Arquivos Brasileiros de Cardiologia"<sup>1</sup> and would like to make some comments on the assumptions made by the authors regarding the classification of the severity of the underlying heart disease of the subjects undergoing CABG, stenting and clinical treatment.</p>
      <p>The authors comprehensively examined data from SIH-dataSUS and classified the severity of the disease according to the diagnosis of patients on hospital admission, as angina, acute myocardial infarction (AMI), and ischemic heart disease (IHD), either acute or chronic, and developed their discussion based on.</p>
      <p>Although, in a general way, it may be a commonsense in our community to consider patients admitted with the diagnosis of AMI to have a more severe disease than those with angina or chronic IHD, we raise some serious concerns on this line of thought. For instance, on presentation, patients with an AMI with a left anterior descending coronary artery obstruction usually have a worse prognosis than patients with posterior descending right coronary artery disease. Patients in Killip-Kimball class II or III do have a worse prognosis than those in class I, and those with three-vessels disease have a more unfavorable outcome than those with one- or two-vessels disease. Furthermore, it is highly probable that patients undergoing CABG have a more severe and more extensive disease even before the procedure than those undergoing stenting or under clinical treatment. Stenting is preferably performed in patients with one-vessel disease rather than multi-vessel disease. Therefore, it is not surprising that patients undergoing CABG have a higher lethality in IHD than stenting.</p>
      <p>Although neither functional nor clinical information regarding patients' status in the SIH-dataSUS were taken into account in the assessment of data presented, the authors paralleled and implicitly considered clinical classification as a measure of the severity of patients' clinical conditions, which is definitely not the same. Taking into consideration disease severity as admission diagnosis should have caused significant statistical bias.</p>
      <p>Since the severity of the disease was not considered in the article, it is impossible to correctly assess whether patients have died due to risks of surgery treatment or if pre-operative status have impacted the outcome. On the other hand, assuming that actual clinical presentation paralleled diagnostic classification and was evenly distributed, authors' recommendation of reserving highly complex procedures for the more serious cases would result in increasing lethality in surgery groups.</p>
      <p>P. R. Benchimol-Barbosa</p>
      <p>Universidade do Estado do Rio de Janeiro</p>
      <p> Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>
      </p>
      <p>Philipp Von Issendorff</p>
      <p>Universit&#228;t Hamburg</p>
      <p> Hamburg, Germany</p>
      <p>1. Oliveira GMM, Klein CH, Silva NAS, Godoy PH, Fonseca TMP. Letali-dade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003. Arq Bras Cardiol. 2006; 86: 131-7.</p>
      <p>
        <bold>The authors reply</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>Regarding the comments made by reader(s) of the article "<italic>Letalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003</italic>" ("Lethality due to ischemic heart diseases in the State of Rio de Janeiro, from 1999 to 2003")<sup>1</sup>, we would like to clarify the following<bold>:</bold> in the three first paragraphs of the discussion we listed all the limitations of the database used for the study, recognizing the need for more specific information on the clinical status of patients, comorbidities and risk factors that would allow us to develop more accurate adjustment scores.</p>
      <p>Information such as the number of coronary vessels injured, sites of the lesions or the Killip-Kimball classification are not included in the DATASUS database. Therefore, throughout the study we made reference only to hospital admissions, not to patients. Moreover, it was not our intention to compare coronary artery bypass graft, which obviously is expected to cause higher lethality, with coronary angioplasty. We merely emphasized the ample variation in lethality rates, but were not surprised by the differences between the rates of lethality for CABG and PTCA.</p>
      <p>There are no databases in Brazil that provide clinical information about all CABG procedures performed, especially surgical acts. Regarding coronary angioplasty, the CENIC database (National Center of Cardiovascular Investigation) receives information voluntarily provided by its members who are authorized to perform percutaneous procedures, but without breaking down information on interventions paid by SUS, by health insurance, or by private users. However, CENIC data are not complete as they recorded 25,505 PTCA performed in Brazil during the year of 2003, whereas DATASUS alone reported 30,666 PTCA paid by SUS in the same year.</p>
      <p>On the other hand, although data about AIHs (hospital admission authorization records) do not include clinical information, there are enough highly reliable data that can be used for studies on the lethality of procedures. No one omits these procedures from the AIH database or performs them with another code. Lethality is another reliable item of information, as no one reports a death that has not occurred.</p>
      <p>The study did not intend to directly assess the severity of the clinical status of patients at presentation, nor could this be done. In view of the lack of Brazilian clinical trials, we tried to analyze, understand and interpret the existing data in order to consider which would be the best approach within our context. This type of analysis or interpretation of existing data is widely used in social theory (sociology) and in history. Studies are interpreted by placing them within the context and limiting them [making them temporary] , while at the same time trying to bring to the discussion the problem of "tacit understandings" that are taken as truth (in this case, the so-called benefit of a given medical technology), using, therefore, principles of ethnomethodology.</p>
      <p>Although we do not have the so insistently requested clinical data on patients, the fact is that lethality is on rise, mainly in surgical revascularization procedures, and this can not be questioned unless deaths that did not occur are being registered in the AIHs, something we think is unlikely.</p>
      <p>Under these circumstances, if we were to suppose that lethality was high due to the fact that 1) a great number of patients in severe conditions was admitted to the hospital, be it because the waiting list was long and the ventricular function was deteriorating or because there was a large number of comorbidities concomitant with severe ventricular dysfunction and several coronary injuries, and 2) if we took into consideration the concept of "minimum performance standards", that is, if technology is used with outcomes worse than the minimum established, technology will not be able to benefit the patients and, in view of the results reported in the study, it would be better that procedures were not applied to these patients admitted to the hospital.</p>
      <p>As to the recommendations of highly complex procedures for the most severe cases, indications for surgery are fully established for "high risk" cases, as discussed in the article, provided they are carried out under "minimum performance standards". However, if the procedure is done according to the performance level reported in the study, even high-risk cases would not benefit from it.</p>
      <p>Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira</p>
      <p> Nelson Albuquerque de Souza e Silva</p>
      <p> Paulo Henrique Godoy</p>
      <p>Faculdade de Medicina da Universidade</p>
      <p> Federal do Rio de Janeiro</p>
      <p> Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <email xlink:href="glaucia@mls.com.br">glaucia@mls.com.br</email>
      </p>
      <p>Carlos Henrique Klein</p>
      <p>Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica &#150; Fiocruz</p>
      <p> Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>T&#226;nia Maria Peixoto Fonseca</p>
      <p>Secretaria de Estado de Sa&#250;de do Rio de Janeiro</p>
      <p> Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>1. Oliveira GMM, Klein CH, Silva NAS, Godoy PH, Fonseca TMP. Letalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003. Arq Bras Cardiol. 2006; 86: 131-7.</p>
      <p>2. Barbosa PRB, Issendorff PV. Letalidade por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o no estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1999 a 2003. Arq Bras Cardiol. 2006; 86: 472.</p>
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