<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">rNNw4qmXf9SWJQMXN4wMgsH</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00003</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006000600003</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08600603</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006000600003</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Concentra&#231;&#227;o s&#233;rica de l&#237;pides e apolipoprote&#237;na B em rec&#233;m-nascidos</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Doneg&#225;</surname>
            <given-names>Sirlei</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Oba</surname>
            <given-names>Jane</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Maranh&#227;o</surname>
            <given-names>Raul C.</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">FMUSP </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas de S&#227;o Paulo</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <aff id="aff02">
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Londrina</institution>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>86</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>419</fpage>
      <lpage>424</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>10</day>
          <month>03</month>
          <year>2005</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>24</day>
          <month>03</month>
          <year>2006</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Determinar numa popula&#231;&#227;o de rec&#233;m-nascidos de uma cidade do sul do Brasil as concentra&#231;&#245;es de l&#237;pides s&#233;ricos e apolipoprote&#237;na B (apo-B) em neonatos normais a termo e pr&#233;-termo, analisando-se a influ&#234;ncia da idade gestacional e do peso ao nascimento. M&#201;TODOS: Foram estudados 212 neonatos de ambos os sexos, deles, 142 a termo (&gt;37 semanas de gesta&#231;&#227;o) e 70 neonatos pr&#233;-termo (&lt;37 semanas). Os neonatos a termo e pr&#233;-termo foram classificados pelo peso de nascimento em pequeno para a idade gestacional ou adequado para a idade gestacional. Utilizou-se o sangue do cord&#227;o umbilical para as an&#225;lises bioqu&#237;micas. RESULTADOS: Os valores de colesterol total, LDL-C, HDL-C e de apo-B foram maiores nos neonatos pr&#233;-termo (79&#177;34, 26&#177;6, 45&#177;15 e 36&#177;14 mg/dL, respectivamente) do que nos neonatos a termo (58&#177;19, 20&#177;10, 31&#177;14 e 28&#177;7 mg/dL, respectivamente; p &lt; 0,0001). Inversamente, os valores de triglic&#233;rides foram menores nos neonatos pr&#233;-termo (36&#177;14 mg/dL) do que nos neonatos a termo (43&#177;25 mg/dL; p &lt; 0,0018). O sexo e o fato de o neonato ser pequeno ou adequado para a idade gestacional n&#227;o influenciaram os valores de colesterol total e fra&#231;&#245;es, de triglic&#233;rides e apo-B. CONCLUS&#195;O: As concentra&#231;&#245;es de l&#237;pides plasm&#225;ticos e de apo-B dos neonatos da popula&#231;&#227;o estudada s&#227;o semelhantes &#224;s dos neonatos de outros pa&#237;ses de continentes diversos reportados na literatura e, como esperado, &#233; acentuadamente menor do que os valores referidos na literatura para as de crian&#231;as acima de dois anos. A maturidade fetal influencia a concentra&#231;&#227;o de l&#237;pides dos neonatos, mas o peso de nascimento n&#227;o tem efeito nesses par&#226;metros.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Rec&#233;m-nascidos</kwd>
        <kwd>colesterol</kwd>
        <kwd>triglic&#233;rides</kwd>
        <kwd>lipoprote&#237;na de alta densidade</kwd>
        <kwd>lipoprote&#237;na de baixa densidade</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>06</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGOS ORIGINAIS </p>
    <p> ATEROSCLEROSE</p>
    <p>Concentra&#231;&#227;o s&#233;rica de l&#237;pides e apolipoprote&#237;na B em rec&#233;m-nascidos</p>
    <p>
      <bold>Sirlei Doneg&#225;; Jane Oba; Raul C. Maranh&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas de S&#227;o Paulo, FMUSP, Universidade de S&#227;o Paulo e Universidade Federal de Londrina - S&#227;o Paulo, SP - Londrina, PR</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back10">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Determinar numa popula&#231;&#227;o de rec&#233;m-nascidos de uma cidade do sul do Brasil as concentra&#231;&#245;es de l&#237;pides s&#233;ricos e apolipoprote&#237;na B (apo-B) em neonatos normais a termo e pr&#233;-termo, analisando-se a influ&#234;ncia da idade gestacional e do peso ao nascimento. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Foram estudados 212 neonatos de ambos os sexos, deles, 142 a termo (&gt;37 semanas de gesta&#231;&#227;o) e 70 neonatos pr&#233;-termo (&lt;37 semanas). Os neonatos a termo e pr&#233;-termo foram classificados pelo peso de nascimento em pequeno para a idade gestacional ou adequado para a idade gestacional. Utilizou-se o sangue do cord&#227;o umbilical para as an&#225;lises bioqu&#237;micas. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Os valores de colesterol total, LDL-C, HDL-C e de apo-B foram maiores nos neonatos pr&#233;-termo (79&#177;34, 26&#177;6, 45&#177;15 e 36&#177;14 mg/dL, respectivamente) do que nos neonatos a termo (58&#177;19, 20&#177;10, 31&#177;14 e 28&#177;7 mg/dL, respectivamente; p &lt; 0,0001). Inversamente, os valores de triglic&#233;rides foram menores nos neonatos pr&#233;-termo (36&#177;14 mg/dL) do que nos neonatos a termo (43&#177;25 mg/dL; p &lt; 0,0018). O sexo e o fato de o neonato ser pequeno ou adequado para a idade gestacional n&#227;o influenciaram os valores de colesterol total e fra&#231;&#245;es, de triglic&#233;rides e apo-B. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>As concentra&#231;&#245;es de l&#237;pides plasm&#225;ticos e de apo-B dos neonatos da popula&#231;&#227;o estudada s&#227;o semelhantes &#224;s dos neonatos de outros pa&#237;ses de continentes diversos reportados na literatura e, como esperado, &#233; acentuadamente menor do que os valores referidos na literatura para as de crian&#231;as acima de dois anos. A maturidade fetal influencia a concentra&#231;&#227;o de l&#237;pides dos neonatos, mas o peso de nascimento n&#227;o tem efeito nesses par&#226;metros.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Rec&#233;m-nascidos, colesterol, triglic&#233;rides, lipoprote&#237;na de alta densidade, lipoprote&#237;na de baixa densidade.</p>
    <p>A doen&#231;a arterial coronariana &#233; a principal causa de morbi-mortalidade na popula&#231;&#227;o adulta no Ocidente<sup>1</sup>. No Brasil, as doen&#231;as cardiovasculares e outras manifesta&#231;&#245;es da aterosclerose constituem a ter&#231;a parte das causas de mortalidade no adulto<sup>2</sup> e a dislipidemia, que &#233; um dos principais fatores de risco da aterosclerose, pode ter sua origem na inf&#226;ncia<sup>3</sup>. As seq&#252;elas cl&#237;nicas da aterosclerose geralmente ocorrem na idade adulta, mas v&#225;rios estudos experimentais e cl&#237;nicos mostraram que essas les&#245;es podem iniciar na inf&#226;ncia. As importantes observa&#231;&#245;es de McGill e McMaham em estudo multic&#234;ntrico PDAY (Pathobiological Determinants of Atherosclerosis in Youth) mostraram a progress&#227;o das estrias gordurosas, as les&#245;es iniciais da aterosclerose, em aorta de crian&#231;as e coron&#225;rias de adolescentes. Nesta pesquisa, a transi&#231;&#227;o de estrias gordurosas para placas ateroscler&#243;ticas, observadas em jovens a partir dos 25 anos de idade, foi associada com o aumento nas concentra&#231;&#245;es s&#233;ricas de LDL-C (low-density lipoprotein cholesterol) e VLDL-C (very-low-density lipoprotein cholesterol) e diminui&#231;&#227;o de HDL-C (high-density lipoprotein cholesterol)<sup>3</sup>. Na &#250;ltima d&#233;cada, houve muito interesse em descobrir se as altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas observadas no per&#237;odo fetal poderiam resultar em mudan&#231;as permanentes nas estruturas e fun&#231;&#245;es dos &#243;rg&#227;os, que se refletiriam na vida adulta. Alguns estudos experimentais e cl&#237;nicos demonstraram estrias gordurosas na aorta durante o per&#237;odo de desenvolvimento fetal<sup>4-6</sup>, enquanto outras pesquisas epidemiol&#243;gicas tentaram associar peso e altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas ao nascimento com a doen&#231;a arterial coronariana do adulto, mas os resultados ainda n&#227;o s&#227;o conclusivos<sup>7-12</sup>.</p>
    <p>Diversas condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas podem influenciar as concentra&#231;&#245;es dos l&#237;pides s&#233;ricos nos neonatos. A idade gestacional tem importante efeito sobre a concentra&#231;&#227;o dos l&#237;pides s&#233;ricos e de apoliprote&#237;nas, pois, com o aumento da maturidade fetal, as concentra&#231;&#245;es de colesterol total diminuem, enquanto as de triglic&#233;rides aumentam<sup>13,14</sup>. Baixo peso ao nascer, associado &#224; prematuridade e a altera&#231;&#245;es no crescimento intrauterino, independente da idade gestacional, podem estar associados a concentra&#231;&#245;es s&#233;ricas aumentadas de colesterol total e de apolipoprote&#237;na B (apo-B)<sup>8,15</sup>. Outras altera&#231;&#245;es, como infec&#231;&#245;es perinatais e malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas tamb&#233;m podem influenciar o perfil lip&#237;dico dos neonatos<sup>16</sup>. No que se refere ao efeito da concentra&#231;&#227;o s&#233;rica de colesterol materno sobre a concentra&#231;&#227;o de colesterol fetal, as conclus&#245;es s&#227;o controversas. Alguns autores conclu&#237;ram que esse fen&#244;meno poderia ser potencializado pela hipercolesterolemia materna<sup>5</sup>, enquanto outros n&#227;o encontraram correla&#231;&#227;o, inclusive quando a m&#227;e tem hipercolesterolemia<sup>17</sup>.</p>
    <p>O perfil lip&#237;dico dos neonatos no nosso meio &#233; desconhecido, mas isso n&#227;o ocorre em outros pa&#237;ses. Conhecer os valores de refer&#234;ncia do perf&#237;l lip&#237;dico no in&#237;cio da vida pode ampliar a compreens&#227;o das dislipidemias, das suas associa&#231;&#245;es com a aterosclerose e auxiliar no planejamento preventivo em fases mais precoces. Nosso objetivo foi o de determinar as concentra&#231;&#245;es de l&#237;pides s&#233;ricos e da apo-B no sangue de cord&#227;o de uma popula&#231;&#227;o de neonatos normais a termo e pr&#233;-termo, de uma cidade do sul do Brasil, e analisar as influ&#234;ncias da idade gestacional e do peso ao nascimento sobre os par&#226;metros lip&#237;dicos.</p>
    <p>
      <bold>M&#201;TODOS</bold>
    </p>
    <p>Foram estudados consecutivamente 212 neonatos, dos quais 107 eram do sexo feminino e 105 do masculino, da maternidade do Hospital Universit&#225;rio Regional Norte do Paran&#225; da Universidade Estadual de Londrina (HURNP-UEL), de um total de 496 nascimentos registrados no per&#237;odo.</p>
    <p><italic>Crit&#233;rios de inclus&#227;o</italic>: Na popula&#231;&#227;o estudada foram inclusos somente neonatos a termo (&#179;37 semanas de gesta&#231;&#227;o) e pr&#233;-termo (&lt;37 semanas), de ambos os sexos, de parto normal e ces&#225;reo, sem malforma&#231;&#245;es evidentes e sem complica&#231;&#245;es perinatais.</p>
    <p><italic>Crit&#233;rios de exclus&#227;o</italic>: Foram exclusos os neonatos p&#243;s-termo (&gt;41 semanas de gesta&#231;&#227;o), de m&#227;es diab&#233;ticas, em ecl&#226;mpsia e os que sofreram estresse fetal, como infec&#231;&#245;es no per&#237;odo perinatal, desconforto respirat&#243;rio, condi&#231;&#245;es essas que podem alterar a concentra&#231;&#227;o lip&#237;dica<sup>15</sup>.</p>
    <p>A idade gestacional foi calculada pela data da &#250;ltima menstrua&#231;&#227;o. Ap&#243;s o nascimento, todos neonatos foram pesados e distribu&#237;dos de acordo com a idade gestacional em termo e pr&#233;-termo. Posteriormente os neonatos foram classificados em dois subgrupos, com base no peso ao nascer: pequenos para a idade gestacional (PIG), quando o peso foi menor que o percentil 10, ajustado para a idade gestacional e adequado para a idade gestacional (AIG), quando o peso permaneceu entre os percentis 10 e 90, segundo os crit&#233;rios de Alexander e cols.<sup>18</sup>.</p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="t01">tabela 1</xref> mostram-se os dados da idade gestacional e o peso dos neonatos estudados. Do total da popula&#231;&#227;o de 212 neonatos, 77% eram a termo e 33% pr&#233;-termo; quanto &#224; adequa&#231;&#227;o do peso para a idade gestacional 85% eram AIG e 15% eram PIG.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-06-0419-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica do HURNP-UEL. As m&#227;es eram esclarecidas quanto &#224; participa&#231;&#227;o na pesquisa e, ap&#243;s autoriza&#231;&#227;o dos procedimentos, assinavam o termo de consentimento livre e esclarecido.</p>
    <p><italic>Determina&#231;&#245;es bioqu&#237;micas:</italic> A coleta das amostras de sangue dos neonatos foi realizada por meio de pun&#231;&#227;o da veia do cord&#227;o umbilical com retirada de 6 ml de sangue, na extremidade proximal aos neonatos, imediatamente ap&#243;s o clampeamento do cord&#227;o, para evitar poss&#237;vel contamina&#231;&#227;o com sangue materno<sup>19</sup>.</p>
    <p>As concentra&#231;&#245;es de colesterol total, de LDL-C, de HDL-C e de triglic&#233;rides (TG) foram determinadas no soro das amostras. Em 130 neonatos foi determinada tamb&#233;m a concentra&#231;&#227;o s&#233;rica da apoliprote&#237;na B (apo-B).</p>
    <p>As an&#225;lises foram feitas num sistema auto-analisado Dimension AR<sup>&#174;</sup> (Dade Behring, Newark, USA) utilizando-se <italic>kits</italic> de reagentes e protocolos do fabricante. As determina&#231;&#245;es s&#233;ricas de colesterol total e triglic&#233;rides foram realizadas por meio de ensaios colorim&#233;tricos de ponto final, e para o HDL-C utilizou-se um m&#233;todo de precipita&#231;&#227;o com fosfotungstato de s&#243;dio+magn&#233;sio. As concentra&#231;&#245;es de LDL-C foram calculadas pela equa&#231;&#227;o de Friedewald<sup>20</sup>, tamb&#233;m utilizadas em neonatos<sup>21,22</sup>. Por sua vez, o ensaio para apo-B foi realizado por nefelometria em um equipamento Behring Nephelometer 100 Analiser<sup>?</sup> (Dade Behring, Newark, USA).</p>
    <p><italic>An&#225;lise estat&#237;stica:</italic> Os dados foram transferidos para planilha eletr&#244;nica (Excel, vers&#227;o 2000) e posteriormente analisados com os <italic>softwares</italic> SAS e SPSS, vers&#227;o 8.0 e 10 respectivamente. As concentra&#231;&#245;es s&#233;ricas das lipoprote&#237;nas foram expressas em m&#233;dias e desvios-padr&#227;o.</p>
    <p>As diferen&#231;as entre os grupos neonatos a termo e pr&#233;-termo, e os subgrupos AIG e PIG foram calculadas utilizando-se an&#225;lise de vari&#226;ncia para cada valor de concentra&#231;&#227;o s&#233;rica, considerando distribui&#231;&#227;o gama (n&#227;o normal), McCullagh &amp; Nelder, 1989<sup>23</sup>. O n&#237;vel de signific&#226;ncia estat&#237;stica estabelecido foi p &lt; 0,05.</p>
    <p>
      <bold>RESULTADOS</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t02">tabela 2</xref> mostra as concentra&#231;&#245;es s&#233;ricas de colesterol total e fra&#231;&#245;es, triglic&#233;rides e apo-B dos neonatos a termo e pr&#233;-termo, tamb&#233;m ilustrados na <xref ref-type="fig" rid="fig1">Figura 1</xref>. Os valores de CT, LDL-C, HDL-C e apo-B foram maiores nos neonatos pr&#233;-termo do que nos neonatos a termo (p&lt;0,0001). Inversamente, os valores de triglic&#233;rides foram menores nos neonatos pr&#233;-termo do que nos neonatos a termo (p &lt; 0,0018).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-06-0419-00003-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <fig id="fig1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-06-0419-00003-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Quanto &#224;s concentra&#231;&#245;es s&#233;ricas de colesterol n&#227;o houve diferen&#231;as quanto ao sexo, tanto entre os neonatos a termo (sexo masculino 70&#177;28; sexo feminino 66&#177;28, p&gt;0,05) quanto entre os neonatos pr&#233;-termo (sexo masculino 80&#177;43; sexo feminino 78&#177;40, p<italic>&gt;</italic>0,05).</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t02">tabela 2</xref> mostra os valores de l&#237;pides plasm&#225;ticos e apo-B em neonatos com peso adequado para a idade gestacional e pequeno para idade gestacional, nos grupos pr&#233;-termo e termo. O peso ao nascer n&#227;o influenciou os valores de colesterol total, colesterol de LDL e HDL, de triglic&#233;rides e de apo-B, tanto entre os neonatos a termo quanto entre os neonatos pr&#233;-termo.</p>
    <p>
      <bold>DISCUSS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Neste estudo documentou-se o perfil lip&#237;dico e a concentra&#231;&#227;o s&#233;rica de apo-B em sangue de cord&#227;o de neonatos de uma cidade do sul do Brasil.</p>
    <p>Os valores de colesterol total, de LDL-C e de HDL-C encontrados foram semelhantes aos descritos por outros pesquisadores em diferentes popula&#231;&#245;es de neonatos, do Chile<sup>24</sup>, Europa<sup>25,26</sup>, Am&#233;rica do Norte e Canad&#225;<sup>27-29</sup>, &#193;frica<sup>30</sup> e Jap&#227;o<sup>31</sup>. Entretanto, Juarez e cols.<sup>21</sup> descreveram valores de lipoprote&#237;nas em neonatos mexicanos mais elevados do que aqueles mostrados nesse estudo, bem como dos daqueles citados, constituindo-se uma exce&#231;&#227;o. Essa discrep&#226;ncia pode ser devido a uma particularidade da popula&#231;&#227;o deste pa&#237;s, j&#225; que os nossos valores est&#227;o de acordo com a maioria dos outros estudos descritos. Os valores de triglic&#233;rides obtidos, que refletem principalmente a concentra&#231;&#227;o s&#233;rica das part&#237;culas de VLDL (very low density lipoprotein), tamb&#233;m foram semelhantes aos encontrados por outros autores<sup>14,26</sup>. &#201; importante mencionar que a composi&#231;&#227;o lip&#237;dica do sangue do cord&#227;o umbilical, colhido imediatamente ap&#243;s o nascimento, corresponde exatamente &#224; do sangue colhido de veia perif&#233;rica<sup>19</sup>. Esse procedimento evita o traumatismo da pun&#231;&#227;o venosa nos neonatos.</p>
    <p>As concentra&#231;&#245;es s&#233;ricas de colesterol total e fra&#231;&#245;es e triglic&#233;rides, obtidas nos neonatos deste estudo, foram acentuadamente baixas, quando comparadas aos valores de refer&#234;ncia para crian&#231;as na idade escolar<sup>32</sup> e adotados no Brasil pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. &#201; descrito na literatura que os n&#237;veis s&#233;ricos do perfil lip&#237;dico aumentam drasticamente durante a primeira semana de vida, quando se inicia o aleitamento, at&#233; os 6 meses de idade<sup>14</sup>. Dessa forma, os valores m&#233;dios de colesterol total aumentam de 70 mg/dL para 150 mg/dL, os de LDL-C de 30 mg/dL para 100 mg/dL e os de triglic&#233;rides de 32 mg/dL para 58 mg/dL<sup>26</sup>. Ap&#243;s o primeiro ano de vida, esses valores aumentam lentamente e, por volta dos dois anos de idade, alcan&#231;am valores pr&#243;ximos aos observados em adolescentes e adultos<sup>33</sup>. Por esse motivo, os neonatos apresentam um perfil lip&#237;dico peculiar, quando comparados com lactentes, crian&#231;as ou adolescentes.</p>
    <p>Neste estudo tamb&#233;m mostrou-se que a propor&#231;&#227;o de LDL-C para HDL-C nos neonatos a termo foi de 0,6, id&#234;ntica &#224; dos neonatos pr&#233;-termo (0,6). Dessa forma, do colesterol total dos neonatos, apenas 34% correspondem &#224; fra&#231;&#227;o LDL-C e mais da metade (56%) corresponde ao colesterol presente na fra&#231;&#227;o HDL-C. &#201; interessante observar, pelos valores de refer&#234;ncia internacionais<sup>32</sup> para crian&#231;as maiores de dois anos de idade e adolescentes, que a raz&#227;o LDL-C/HDL-C &#233; 1,7, muito diferente dos neonatos, bem como o colesterol da fra&#231;&#227;o LDL-C, que &#233; aproximadamente o dobro (70%)<sup>33</sup>. No Brasil, nos dois estudos com crian&#231;as a partir de 6 anos de idade a raz&#227;o LDL-C/HDL-C foi mais elevada 1,8 em Bento Gon&#231;alves (RS) e 2,1 em Campinas (SP), assim como a freq&#252;&#234;ncia de valores indesaj&#225;veis de colesterol total (&gt;180mg/dL) 30% e 35% respectivamente<sup>34,35</sup>. Com esses resultados observamos que a partir dos dois anos de idade ocorre uma invers&#227;o das fra&#231;&#245;es de colesterol s&#233;ricos LDL-C e HDL-C, em rela&#231;&#227;o ao per&#237;odo neonatal, destacando ainda mais este per&#237;odo dos demais. Essa invers&#227;o parece ser mais acentuada nas crian&#231;as brasileiras, provavelmente porque os eventos aterog&#234;nicos dessa popula&#231;&#227;o iniciam na inf&#226;ncia.</p>
    <p>A dosagem de apo-B em neonatos a termo e pr&#233;-termo, tamb&#233;m foi muito baixa, quando comparada com valores de refer&#234;ncia para crian&#231;as maiores de dois anos. A tend&#234;ncia de sua concentra&#231;&#227;o ser mais baixa na popula&#231;&#227;o estudada acompanhou os baixos n&#237;veis da fra&#231;&#227;o LDL-C na circula&#231;&#227;o e a rela&#231;&#227;o LDL-C/apo-B nos neonatos a termo e pr&#233; termo foi 0,7, semelhantes com as descri&#231;&#245;es da literatura<sup>28,29,36</sup>. Isso ocorreu possivelmente porque a concentra&#231;&#227;o s&#233;rica de apo-B est&#225; relacionada principalmente com a concentra&#231;&#227;o de part&#237;culas de LDL, apesar de essa determina&#231;&#227;o incluir tamb&#233;m outras classes de lipoprote&#237;nas que cont&#234;m apo-B, como as VLDL, as IDL (intermediate-density lipoprotein), e Lp(a) (lipoprotein a).</p>
    <p>Neste estudo n&#227;o separamos os neonatos quanto ao sexo, porque n&#227;o encontramos diferen&#231;as nos valores de colesterol total e fra&#231;&#245;es e de triglic&#233;rides entre os grupos masculino e feminino, resultados que est&#227;o em conformidade com os achados da literatura<sup>30</sup>. Tampouco n&#227;o separamos os neonatos quanto &#224; ra&#231;a, porque n&#227;o s&#243;, de acordo com Glueck e cols.<sup>27</sup>, esse fator n&#227;o influencia o perfil lip&#237;dico mas tamb&#233;m pela not&#243;ria miscigena&#231;&#227;o racial, caracter&#237;stica da popula&#231;&#227;o brasileira.</p>
    <p>Outro aspecto importante deste estudo refere-se ao perfil lip&#237;dico dos neonatos quanto &#224; maturidade fetal. O colesterol total foi maior nos neonatos pr&#233;-termo em rela&#231;&#227;o ao do a termo. Inversamente, os valores de triglic&#233;rides foram maiores nos a termo em rela&#231;&#227;o aos pr&#233;-termo, observando-se uma tend&#234;ncia divergente nos valores de colesterol total e fra&#231;&#245;es e triglic&#233;rides. Esta varia&#231;&#227;o tamb&#233;m foi registrada em outros trabalhos da literatura<sup>15,37</sup> e &#233; atribu&#237;da ao consumo de nutrientes, especialmente gordura, para a acelera&#231;&#227;o do crescimento fetal pr&#243;ximo ao nascimento<sup>17</sup>.</p>
    <p>O fato de o neonato ser pequeno ou adequado para a idade gestacional n&#227;o influenciou o perfil lip&#237;dico nesses resultados. Essa caracter&#237;stica &#233; pol&#234;mica na literatura, porque alguns trabalhos correlacionam a prematuridade e baixo peso ao nascer &#224; maior incid&#234;ncia de doen&#231;a arterial coron&#225;ria nos adultos que, por sua vez, pode ter rela&#231;&#227;o com o perfil lip&#237;dico ao nascimento<sup>38-40</sup>. Entretanto s&#227;o hip&#243;teses que necessitam de estudos mais controlados.</p>
    <p>Esse estudo determinou as concentra&#231;&#245;es de l&#237;pides plasm&#225;ticos e de apo-B de neonatos de uma cidade do sul do Brasil e a influ&#234;ncia da maturidade fetal e do peso ao nascer sobre esses par&#226;metros. Os valores de colesterol total, LDL-C, HDL-C, triglic&#233;rides e apo-B foram semelhantes aos de popula&#231;&#245;es de neonatos de outros pa&#237;ses; a maturidade fetal influenciou esses valores, mas o peso ao nascer n&#227;o teve efeito nesses par&#226;metros. Apesar de escassos, os dados nacionais mostraram, em estudos anteriores, que a freq&#252;&#234;ncia de colesterol indesej&#225;vel nas crian&#231;as a partir dos 6 anos de idade &#233; elevada. Dessa forma, conhecer os valores do perf&#237;l lip&#237;dico no per&#237;odo neonatal adquire valor intr&#237;nseco do ponto de vista epidemiol&#243;gico e fisiopatol&#243;gico, amplia a compreens&#227;o de suas rela&#231;&#245;es com as doen&#231;as cardiovasculares, bem como pode auxiliar no planejamento preventivo em fases mais precoces da vida.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <fn id="back10" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Jane Oba </p>
        <p> Rua Jo&#227;o Louren&#231;o 763/192 </p>
        <p> 04508-031 &#150; S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="jane.oba@incor.usp.br">jane.oba@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 10/03/05 </p>
    <p> Aceito em 24/03/06</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1.  Diet, Nutrition and prevention of chronic diseases, Geneva, World Health Organization/  FAO 2002.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Diet, Nutrition and prevention of chronic diseases</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <label>2</label>
        <mixed-citation>
          <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Funda&#231;&#227;o Nacional da Sa&#250;de. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.funasa.gov.br">www.funasa.gov.br</ext-link> e <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.saude.gov.br">www.saude.gov.br</ext-link></font>
        </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="other"/>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3.  McGill H, McMahan A. Determinants of atherosclerosis in the young. Am J Cardiol.  1998; 82: 30-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Determinants of atherosclerosis in the young</article-title>
          <source>Am J Cardiol.</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>30</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>82</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>McGill</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McMahan</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4.  Napoli C, Witzum JL, Calara F, et al. Maternal hypercholesterolemia enhances atherogenesis  in normocholesterolemic rabbits, which is inhibited by antioxidant or lipid-lowering  intervention during pregnancy. Circ Res. 2000; 87: 946-52.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Maternal hypercholesterolemia enhances atherogenesis in normocholesterolemic rabbits, which is inhibited by antioxidant or lipid-lowering intervention during pregnancy</article-title>
          <source>Circ Res.</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>946</fpage>
          <lpage>52</lpage>
          <volume>87</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Napoli</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Witzum</surname>
              <given-names>JL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Calara</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5.  Napoli C, Armiento FP, Mancini FP, et al. Fatty streak formation occurs in human  fetal aortas and is greatly enhanced by maternal hypercholesterolemia. J Clin  Invest. 1997; 100: 2680-90.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatty streak formation occurs in human fetal aortas and is greatly enhanced by maternal hypercholesterolemia</article-title>
          <source>J Clin Invest.</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>2680</fpage>
          <lpage>90</lpage>
          <volume>100</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Napoli</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Armiento</surname>
              <given-names>FP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mancini</surname>
              <given-names>FP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6.  Palinski W, Napoli C. Fetal origin of atherosclerosis: maternal hypercholesterolemia,  and cholesterol-lowering or antioxidant treatment during pregnancy influence in  utero programming and postnatal susceptibility to atherogenesis. Faseb J. 2002;  16: 1348-60.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fetal origin of atherosclerosis: maternal hypercholesterolemia, and cholesterol-lowering or antioxidant treatment during pregnancy influence in utero programming and postnatal susceptibility to atherogenesis</article-title>
          <source>Faseb J.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>1348</fpage>
          <lpage>60</lpage>
          <volume>16</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Palinski</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Napoli</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7.  Barker DJP, Gluckman PD, Godfrey KM, et al. Fetal nutrition and cardiovascular  disease in adult life. Lancet. 1993; 341: 938-41.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fetal nutrition and cardiovascular disease in adult life</article-title>
          <source>Lancet.</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>938</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <volume>341</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Barker</surname>
              <given-names>DJP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gluckman</surname>
              <given-names>PD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Godfrey</surname>
              <given-names>KM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8.  Barker DJP, Martyn CN, Osmond C. Growth in utero and serum cholesterol concentrations  in adult life. BMJ. 1993; 307: 1524-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Growth in utero and serum cholesterol concentrations in adult life</article-title>
          <source>BMJ.</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>1524</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>307</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Barker</surname>
              <given-names>DJP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Martyn</surname>
              <given-names>CN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Osmond</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9.  Curhan GC, Willet W, Rimm EB, et al. Prevention of cardiovascular disease: birth  weight and adult hypertension, diabetes mellitus, and obesity in US men. Circulation.  1996; 94: 3246-50.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevention of cardiovascular disease: birth weight and adult hypertension, diabetes mellitus, and obesity in US men</article-title>
          <source>Circulation.</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>3246</fpage>
          <lpage>50</lpage>
          <volume>94</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Curhan</surname>
              <given-names>GC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Willet</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rimm</surname>
              <given-names>EB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10.  Ericksson JG, Forsen T, Tuomilehto J, et al. Early growth, adult income, and risk  of stroke. Stroke. 2000; 31: 869-74.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Early growth, adult income, and risk of stroke</article-title>
          <source>Stroke.</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>869</fpage>
          <lpage>74</lpage>
          <volume>31</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ericksson</surname>
              <given-names>JG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Forsen</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tuomilehto</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11.  Barker DJP, Forsen T, Uutela A, et al. Size at birth and resilience to effects  of poor living conditions in adult life: longitudinal study. BMJ. 2001; 323: 1-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Size at birth and resilience to effects of poor living conditions in adult life: longitudinal study</article-title>
          <source>BMJ.</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <volume>323</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Barker</surname>
              <given-names>DJP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Forsen</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Uutela</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12.  Barker DJP. Coronary heart disease: a disorder of growth. Horm Res. 2003; 59S1:  35-41.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Coronary heart disease: a disorder of growth</article-title>
          <source>Horm Res.</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>35</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <volume>59S1</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Barker</surname>
              <given-names>DJP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13.  Parker CRJ, Carr BR, Simpson ER, et al. Decline in the concentration of low-density  lipoprotein-cholesterol in human fetal plasma near term. Metabolism. 1983; 32:  919-23.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Decline in the concentration of low-density lipoprotein-cholesterol in human fetal plasma near term</article-title>
          <source>Metabolism.</source>
          <date>
            <year>1983</year>
          </date>
          <fpage>919</fpage>
          <lpage>23</lpage>
          <volume>32</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Parker</surname>
              <given-names>CRJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Carr</surname>
              <given-names>BR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Simpson</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14.  Zee P. Lipid metabolism in the newborn. Pediatrics. 1968; 41: 640-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Lipid metabolism in the newborn</article-title>
          <source>Pediatrics.</source>
          <date>
            <year>1968</year>
          </date>
          <fpage>640</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <volume>41</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Zee</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15.  Lane DM, Mcconathy WJ. Factors affecting the lipid and apolipoprotein levels of  cord sera. Pediatr Res. 1983; 17: 83-91.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Factors affecting the lipid and apolipoprotein levels of cord sera</article-title>
          <source>Pediatr Res.</source>
          <date>
            <year>1983</year>
          </date>
          <fpage>83</fpage>
          <lpage>91</lpage>
          <volume>17</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lane</surname>
              <given-names>DM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mcconathy</surname>
              <given-names>WJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16.  Viikari JSA, Raitakari OT, Simell O. Nutritional influences on lipids and future  atherosclerosis beginning prenatally and during childhood. Curr Opin Lipidol.  2002; 13: 11-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Nutritional influences on lipids and future atherosclerosis beginning prenatally and during childhood</article-title>
          <source>Curr Opin Lipidol.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>11</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>13</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Viikari</surname>
              <given-names>JSA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Raitakari</surname>
              <given-names>OT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Simell</surname>
              <given-names>O</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17.  Herrera E. Lipid metabolism in pregnancy and its consequences in the fetus and  newborn. Endocrine. 2002; 19: 43-55.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Lipid metabolism in pregnancy and its consequences in the fetus and newborn</article-title>
          <source>Endocrine.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>43</fpage>
          <lpage>55</lpage>
          <volume>19</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Herrera</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18.  Alexander GR, Himes JH, Kaufman RB, et al. A United States national reference  for fetal growth. Obstet Gyneco.l 1996; 87: 163-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>A United States national reference for fetal growth: Obstet Gyneco</article-title>
          <source>l</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>163</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>87</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Alexander</surname>
              <given-names>GR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Himes</surname>
              <given-names>JH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kaufman</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19.  Merzouk H, Bouchenak M M, Korso N, et al. Low birth weight at term impairs cord  serum lipoprotein compositions and concentrations. Eur J Pediatr. 1998; 157: 321-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Low birth weight at term impairs cord serum lipoprotein compositions and concentrations</article-title>
          <source>Eur J Pediatr.</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>321</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>157</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Merzouk</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bouchenak</surname>
              <given-names>M M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Korso</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20.  Friedewald WT, Levy RF, Fredrickson DS. Estimation of the concentration of low-density  lipoprotein cholesterol in plasma, without use of the preparative ultracentrifuge.  Clin Chem. 1972; 18: 499-502.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Estimation of the concentration of low-density lipoprotein cholesterol in plasma, without use of the preparative ultracentrifuge</article-title>
          <source>Clin Chem.</source>
          <date>
            <year>1972</year>
          </date>
          <fpage>499</fpage>
          <lpage>502</lpage>
          <volume>18</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Friedewald</surname>
              <given-names>WT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Levy</surname>
              <given-names>RF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fredrickson</surname>
              <given-names>DS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21.  Juarez I E, Silva RG, Arangure JMM, et al. Perfil de l&#237;pidos en reci&#233;n  nacidos sanos y su correlaci&#243;n con los niveles de l&#237;pidos maternos.  Salud Publica Mex. 1999; 41: 405-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Perfil de l&#237;pidos en reci&#233;n nacidos sanos y su correlaci&#243;n con los niveles de l&#237;pidos maternos</article-title>
          <source>Salud Publica Mex.</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>405</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>41</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Juarez</surname>
              <given-names>I E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Silva</surname>
              <given-names>RG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Arangure</surname>
              <given-names>JMM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22.  Diaz M, Leal C, Ramon J, et al. Cord blood lipoprotein cholesterol: relationship  birth weight and gestational age of newborns. Metabolism. 1989; 38: 435-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cord blood lipoprotein cholesterol: relationship birth weight and gestational age of newborns</article-title>
          <source>Metabolism.</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>435</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>38</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Diaz</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Leal</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ramon</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23.  McCullagh P, Nelder JA. Generalized linear models. 2<sup>&#350;</sup> ed. New York:  Chapman and Hall. p.511.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Generalized linear models</source>
          <fpage>511</fpage>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>McCullagh</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nelder</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24.  Casanueva V, Cid X, Chiang MT, Molina S, et al. Serum lipids, lipoprotein and  apolipoprotein levels in normal chilean newborns. Rev Med Chile. 1998; 126: 1073-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Serum lipids, lipoprotein and apolipoprotein levels in normal chilean newborns</article-title>
          <source>Rev Med Chile.</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>1073</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>126</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Casanueva</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cid</surname>
              <given-names>X</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chiang</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Molina</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25.  Biervliet JPV, Vercaemst R, Keersgieter W, et al. Evolution of lipoprotein patterns  in newborns. Acta Paediatr Scand. 1980; 69: 593-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Evolution of lipoprotein patterns in newborns</article-title>
          <source>Acta Paediatr Scand.</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>593</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>69</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Biervliet</surname>
              <given-names>JPV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vercaemst</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Keersgieter</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26.  Ginsburg BE, Zetterstrom R. Serum cholesterol concentration in newborn infants  with gestational ages of 28-42 weeks. Acta Paediatr Scand. 1980; 69: 587-92.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Serum cholesterol concentration in newborn infants with gestational ages of 28-42 weeks</article-title>
          <source>Acta Paediatr Scand.</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>587</fpage>
          <lpage>92</lpage>
          <volume>69</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ginsburg</surname>
              <given-names>BE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zetterstrom</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <mixed-citation>27.  Glueck CJ, Heckman F, Schoenfeld M, et al. Neonatal familial type II hyperlipoproteinemia:  cord blood cholesterol in 1800 birth. Metabolism. 1971; 20: 597-608.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Neonatal familial type II hyperlipoproteinemia: cord blood cholesterol in 1800 birth</article-title>
          <source>Metabolism.</source>
          <date>
            <year>1971</year>
          </date>
          <fpage>597</fpage>
          <lpage>608</lpage>
          <volume>20</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Glueck</surname>
              <given-names>CJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Heckman</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schoenfeld</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B28">
        <mixed-citation>28.  Dolphin PJ, Breckenridge WC, Dolphin MA, Tan MH. The lipoprotein of human umbilical  cord blood apolipoprotein and lipid levels. Atherosclerosis. 1984; 51: 109-22.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The lipoprotein of human umbilical cord blood apolipoprotein and lipid levels</article-title>
          <source>Atherosclerosis.</source>
          <date>
            <year>1984</year>
          </date>
          <fpage>109</fpage>
          <lpage>22</lpage>
          <volume>51</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Dolphin</surname>
              <given-names>PJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Breckenridge</surname>
              <given-names>WC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dolphin</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tan</surname>
              <given-names>MH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B29">
        <mixed-citation>29.  McConathy W, Lane DM. Studies on the apolipoproteins and liproteins of cord serum.  Pediatr Res. 1980; 14: 757-61.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Studies on the apolipoproteins and liproteins of cord serum</article-title>
          <source>Pediatr Res.</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>757</fpage>
          <lpage>61</lpage>
          <volume>14</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>McConathy</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lane</surname>
              <given-names>DM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B30">
        <mixed-citation>30.  Boersma ER. Serum lipids in maternal/cord blood pairs from normal and low birthweight  infants in Dar Es Salaam, Tanzania. Acta Pediatr Scand. 1980; 69: 747-51.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Serum lipids in maternal/cord blood pairs from normal and low birthweight infants in Dar Es Salaam, Tanzania</article-title>
          <source>Acta Pediatr Scand.</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>747</fpage>
          <lpage>51</lpage>
          <volume>69</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Boersma</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B31">
        <mixed-citation>31.  Nagasaka H, Chiba H, Kikuta H, et al. Unique character and metabolism of high  density lipoprotein HDL in fetus. Atherosclerosis. 2002; 161: 215-23.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Unique character and metabolism of high density lipoprotein HDL in fetus</article-title>
          <source>Atherosclerosis.</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>215</fpage>
          <lpage>23</lpage>
          <volume>161</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Nagasaka</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chiba</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kikuta</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B32">
        <mixed-citation>32.  American Academy of Pediatrics National cholesterol education program: Report  of the expert panel on blood cholesterol levels in children and adolescents. Pediatrics.  1992; 89: S495-584.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>American Academy of Pediatrics National cholesterol education program: Report of the expert panel on blood cholesterol levels in children and adolescents</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>1992</year>
          </date>
          <fpage>S495</fpage>
          <lpage>584</lpage>
          <volume>89</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B33">
        <mixed-citation>33.  Brotons C, Ribera A, Perich RM, et al. Worldwide distribution of blood lipids  and lipoproteins in childhood and adolescence. Atherosclerosis. 1998, 139: 1-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Worldwide distribution of blood lipids and lipoproteins in childhood and adolescence</article-title>
          <source>Atherosclerosis</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>139</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Brotons</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ribera</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perich</surname>
              <given-names>RM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B34">
        <mixed-citation>34.  Gerber ZRS, Zielinsky P. Fatores de risco de aterosclerose na inf&#226;ncia.  Um estudo epidemiol&#243;gico. Arq Bras Cardiol. 1997; 69: 231-36.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatores de risco de aterosclerose na inf&#226;ncia. Um estudo epidemiol&#243;gico</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol.</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>231</fpage>
          <lpage>36</lpage>
          <volume>69</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gerber</surname>
              <given-names>ZRS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zielinsky</surname>
              <given-names>P.</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B35">
        <mixed-citation>35.  Moura EC, Castro CM, Mellin AS, Figueiredo DB. Perf&#237;l lip&#237;dico em  escolares de Campinas. Rev Sa&#250;de P&#250;blica. 2000; 34: 499-505.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Perf&#237;l lip&#237;dico em escolares de Campinas</article-title>
          <source>Rev Sa&#250;de P&#250;blica.</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>499</fpage>
          <lpage>505</lpage>
          <volume>34</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Moura</surname>
              <given-names>EC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Castro</surname>
              <given-names>CM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mellin</surname>
              <given-names>AS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Figueiredo</surname>
              <given-names>DB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B36">
        <mixed-citation>36.  Muniz SFJ, Batisda S, Perea S, et al. Low density lipoprotein in neonates with  high cord serum cholesterol levels. Acta Paediatr. 1997; 86: 414-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Low density lipoprotein in neonates with high cord serum cholesterol levels</article-title>
          <source>Acta Paediatr.</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>414</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>86</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Muniz</surname>
              <given-names>SFJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Batisda</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perea</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B37">
        <mixed-citation>37.  Radunovic N, Kuczynski E, Rosen T, et al. Plasma apolipoprotein A-I and B concentrations  in growth retarded fetuses: a link between low birth weight and adult atherosclerosis.  J Clin Endocrinol Metab. 2000; 85:85-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Plasma apolipoprotein A-I and B concentrations in growth retarded fetuses: a link between low birth weight and adult atherosclerosis</article-title>
          <source>J Clin Endocrinol Metab.</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>85</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>85</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Radunovic</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kuczynski</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rosen</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B38">
        <mixed-citation>38.  Leeson CPM, Kattenhorn M, Morley R, et al. Impact of low birth weight and cardiovascular  risk factor on endothelial function in early adult life. Circulation. 2001; 103:1264-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Impact of low birth weight and cardiovascular risk factor on endothelial function in early adult life</article-title>
          <source>Circulation.</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1264</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>103</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Leeson</surname>
              <given-names>CPM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kattenhorn</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Morley</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B39">
        <mixed-citation>39.  Norman M, Martin K. Preterm birth attenuates association between low birth weight  and endothelial dysfunction. Circulation. 2003; 108: 996-1001.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preterm birth attenuates association between low birth weight and endothelial dysfunction</article-title>
          <source>Circulation.</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>996</fpage>
          <lpage>1001</lpage>
          <volume>108</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Norman</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Martin</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B40">
        <mixed-citation>40.  Jones JN, Taylor CG, Taylor DD. Altered cord serum lipid levels associated with  small for gestational age infants. Obstet Gynecol. 1999; 93: 527-31.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Altered cord serum lipid levels associated with small for gestational age infants</article-title>
          <source>Obstet Gynecol.</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>527</fpage>
          <lpage>31</lpage>
          <volume>93</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jones</surname>
              <given-names>JN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Taylor</surname>
              <given-names>CG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Taylor</surname>
              <given-names>DD</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Concentration of serum lipids and apolipoprotein B in newborns</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To determine the concentrations of serum lipids and apolipoprotein B (apo-B) in a population of normal full-term and preterm newborns in a city in Southern Brazil, and assess the impact of gestational age and birth weight on these values. METHODS: Two hundred and twelve newborns of both genders were studied, 142 of whom were full-term (&gt;37 weeks of gestation) and 70 preterm (&lt;37 weeks of gestation). According to their birth weights, the full-term and preterm newborns were classified as small for gestational age or appropriate for gestational age. Umbilical cord blood was collected for biochemical analysis. RESULTS: The total cholesterol, LDL-C, HDL-C and apo-B values were higher in preterm newborns (79&#177;34, 26&#177;6, 45&#177;15 and 36&#177;14 mg/dL, respectively ) than in full-term newborns (58&#177;19, 20&#177;10, 31&#177;14 and 28&#177;7 mg/dL, respectively; p &lt; 0.0001). Inversely, triglyceride values were lower in preterm newborns (36&#177;14 mg/dL) than in full-term newborns (43&#177;25 mg/dL; p &lt; 0.0018). Gender and size at birth did not have any impact on the values of total cholesterol and fractions, triglycerides, and apo-B. CONCLUSION: Plasma concentrations of lipids and apo-B in the population of newborns studied are similar to those in newborns from other countries and continents reported in medical literature and, as expected, are markedly lower than the values mentioned in literature for infants over two years of age. Fetal maturity has an impact on the concentration of lipids in newborns, but birth weight does not have any effect on these parameters.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Newborns</kwd>
        <kwd>cholesterol</kwd>
        <kwd>triglycerides</kwd>
        <kwd>high-density lipoprotein</kwd>
        <kwd>low-density lipoprotein</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLES</bold>
      </p>
      <p>Concentration of serum lipids and apolipoprotein B in newborns</p>
      <p>
        <bold>Sirlei Doneg&#225;; Jane Oba; Raul C. Maranh&#227;o</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas de S&#227;o Paulo, FMUSP, Universidade de S&#227;o Paulo e Universidade Federal de Londrina - S&#227;o Paulo, SP - Londrina, PR - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back10-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To determine the concentrations of serum lipids and apolipoprotein B (apo-B) in a population of normal full-term and preterm newborns in a city in Southern Brazil, and assess the impact of gestational age and birth weight on these values.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Two hundred and twelve newborns of both genders were studied, 142 of whom were full-term (&gt;37 weeks of gestation) and 70 preterm (&lt;37 weeks of gestation). According to their birth weights, the full-term and preterm newborns were classified as small for gestational age or appropriate for gestational age. Umbilical cord blood was collected for biochemical analysis.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The total cholesterol, LDL-C, HDL-C and apo-B values were higher in preterm newborns (79&#177;34, 26&#177;6, 45&#177;15 and 36&#177;14 mg/dL, respectively ) than in full-term newborns (58&#177;19, 20&#177;10, 31&#177;14 and 28&#177;7 mg/dL, respectively; p &lt; 0.0001). Inversely, triglyceride values were lower in preterm newborns (36&#177;14 mg/dL) than in full-term newborns (43&#177;25 mg/dL; p &lt; 0.0018). Gender and size at birth did not have any impact on the values of total cholesterol and fractions, triglycerides, and apo-B.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Plasma concentrations of lipids and apo-B in the population of newborns studied are similar to those in newborns from other countries and continents reported in medical literature and, as expected, are markedly lower than the values mentioned in literature for infants over two years of age. Fetal maturity has an impact on the concentration of lipids in newborns, but birth weight does not have any effect on these parameters.</p>
      <p><bold>Key words: </bold>Newborns, cholesterol, triglycerides, high-density lipoprotein, low-density lipoprotein.</p>
      <p>Coronary heart disease is the leading cause of morbidity and mortality in the adult population in the Western world<sup>1</sup>. In Brazil, cardiovascular diseases and other manifestations of atherosclerosis account for one-third of all causes of mortality among adults<sup>2</sup>, and dyslipidemia, which is one of the main risk factors for atherosclerosis, may have its onset during childhood<sup>3</sup>. Generally, clinical sequelae of atherosclerosis occur in adulthood, but several experimental and clinical studies have shown that these lesions may have their onset at a very early age. In their multicentric study named PDAY (Pathobiological Determinants of Atherosclerosis in Youth), McGill and McMaham made important remarks about the progression of fatty striae, the initial atherosclerotic lesions that may be detected in aortas of children and coronaries of adolescents. In this study, the transition from fatty striae to atherosclerotic plaques detected in young people from 25 years of age on, was associated to the increase in serum concentrations of LDL-C (low-density lipoprotein cholesterol) and VLDL-C (very low-density lipoprotein cholesterol), and decrease in HDL-C (high-density lipoprotein cholesterol) levels<sup>3</sup>. Over the last decade there was a great deal of interest about whether the lipid changes observed during the fetal period could result in permanent changes in the structure and functions of the organs that would be reflected in adult life. Some experimental and clinical studies have shown the presence of fatty striae in the aorta during the fetal development period<sup>4-6</sup>, while other epidemiological investigations tried to link weight and lipid changes at birth to CHD in adult life; however, the results remain inconclusive<sup>7-12</sup>.</p>
      <p>Several clinical conditions may have an impact on serum lipid concentrations in newborns. Gestational age has an important effect on serum lipid and apolipoprotein concentrations, since as the fetus matures total cholesterol concentrations are reduced, while those of triglycerides increase<sup>13,14</sup>. Low birth weight associated with prematurity and alterations in intrauterine development, irrespective of gestational age, may be associated with increased total cholesterol and apolipoprotein B (apo-B) serum concentrations<sup>8,15</sup>. Other changes, such as perinatal infections and congenital malformations, may also affect the lipid profile of newborns<sup>16</sup>. As to the effect of maternal cholesterol serum concentration on fetal cholesterol concentration, the conclusions are controversial. Some authors concluded that this phenomenon could be potentialized by the mother's hypercholesterolemia<sup>5</sup>, whereas others did not observe any correlation, even when the mother has hypercholesterolemia<sup>17</sup>.</p>
      <p>In our environment, the lipid profile of newborns is not known, but this is not the case in other countries. Knowledge of reference values for the lipid profile at the start of life may broaden the understanding of dyslipidemias and their associations with atherosclerosis, and help the preventive management of the disease even at very early age. Our objective was to determine the serum concentrations of lipids and apolipoprotein B (apo-B) in the umbilical cord blood of a population of normal full-term and preterm newborns in a city in Southern Brazil, and assess the influence of gestational age and birth weight on the lipid parameters.</p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>A group of 212 newborns, 107 females and 105 males, was consecutively studied at the maternity ward of the <italic>Hospital Universit&#225;rio Regional Norte do Paran&#225; da Universidade Estadual de Londrina (HURNP-UEL)</italic>, out of a total of 496 births recorded over the period.</p>
      <p><italic>Inclusion criteria:</italic> The population studied included only full-term (<underline>&gt;</underline> 37 weeks of gestation) and preterm (&lt;37 weeks of gestation) newborns of both genders, born by normal delivery and c-section, without evident malformations or perinatal complications.</p>
      <p><italic>Exclusion criteria:</italic> Post-term newborns (&gt;41 weeks of gestation) born to diabetic eclamptic mothers, and those who suffered fetal stress such as perinatal infections, respiratory distress syndrome, conditions that may have an effect on lipid concentrations, were excluded of the study<sup>15</sup>.</p>
      <p>Gestational age was calculated according to the date of the mother's last menstrual period. After the birth, all newborns were weighed and classified as full-term and preterm according to their gestational age. Later, the newborns were divided into two subgroups according to their birth weight<bold>:</bold> small for gestational age (SGA), when the birth weight was below the 10th percentile adjusted for the gestational age, and appropriate for gestational age (AGA) when the birth weight was between the 10<sup>th</sup> and 90<sup>th</sup> percentiles, according to criteria set by Alexander et al<sup>18</sup>.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_29874t01-body2">Table 1</xref> shows data for newborns' gestational age and weight. Out of the population of 212 newborns, 77% were full-term and 33% preterm; as to their weight for the gestational age, 85% were classified as AGA and 15% as SGA.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_29874t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-06-0419-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The research protocol was approved by the Research Ethics Committee of the HURNP-UEL. After having received all necessary information to participate in the research and authorized the procedures, the mothers signed the informed consent form.</p>
      <p><italic>Biochemical determinations:</italic> Newborns' blood samples were obtained by puncture of the umbilical cord vein. Six milliliters of blood were drawn from the proximal end of the umbilical, immediately after it had been clamped to avoid possible contamination with maternal blood<sup>19</sup>.</p>
      <p>Serum concentrations of total cholesterol, LDL-C, HDL-C, and triglycerides (TG) were determined from the samples. In 130 newborns, the serum concentration of apolipoprotein B was also obtained.</p>
      <p>Blood samples were analyzed by the Dimension AR autoanalyzer (Dade Behring, Newark, USA), with reagent kits and protocols supplied by the manufacturer. Serum determinations of total cholesterol and triglycerides were obtained by endpoint colorimetric assays; to determine HDL-C, a precipitation method with sodium-magnesium phosphotungstate was used. LDL-C concentrations were calculated by the Friedewald equation<sup>20</sup> which is also used in newborns<sup>21,22</sup>. On the other hand, the assay for apo-B was performed by nephelometry with a Behring Nephelometer 100 Analyzer<sup>&#174;</sup> (Dade Behring, Newark, USA).</p>
      <p><italic>Statistical Analysis:</italic> Data were transferred to an electronic spreadsheet (Excel, 2000 version) and later analyzed with SAS and SPSS software, 8.0 and 10 versions, respectively. Serum concentrations of lipoproteins were expressed as means and standard deviations.</p>
      <p>The differences between the full-term and preterm newborns, and the SGA and AGA subgroups, were calculated using variance analysis for each value of serum concentration, considering a gamma distribution (non-normal), McCullagh &amp; Nelder, 1989<sup>23</sup>. The level of statistical significance was established as p &lt; 0.05.</p>
      <p>
        <bold>RESULTS</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_29874t02-body2">Table 2</xref> shows serum concentrations of total cholesterol and fractions, triglycerides and apo-B of full-term and preterm newborns, also illustrated in <xref ref-type="fig" rid="fig1-body2">Figure 1</xref>. TC, LDL-C, HDL-C and apo-B values were higher in preterm than in full-term newborns (p&lt;0.0001). Inversely, triglyceride values were lower in preterm newborns than in full-term newborns (p&lt;0.0018).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_29874t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-06-0419-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <fig id="fig1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-06-0419-00003-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>As to serum concentrations of cholesterol, no gender differences were observed among full-term newborns (males 70&#177;28, females 66&#177;28, p&gt;0.05), nor among preterm newborns (males 80&#177;43; females 78&#177;40, p<italic>&gt;0.05</italic>).</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_29874t02-body2">Table 2</xref> shows plasma lipid and apo-B values in newborns with appropriate weight for gestational age and small for gestational age, in the preterm and full-term groups. The weight at birth did not influence total cholesterol, LDL and HDL, triglyceride, and apo-B values, both in full-term and preterm newborns.</p>
      <p>
        <bold>DISCUSSION</bold>
      </p>
      <p>This study documented the lipid profile and the serum concentration of apo-B in the umbilical cord blood of newborns in a city in Southern Brazil.</p>
      <p>The values found for total cholesterol, LDL-C and HDL-C were similar to those described by other researchers in different populations of newborns in Chile<sup>24</sup>, Europe<sup>25,26</sup>, North America and Canada<sup>27-29</sup>, Africa<sup>30</sup> and Japan<sup>31</sup>. However, Juarez et al<sup>21</sup> described lipoprotein values in Mexican newborns higher than those shown in this study and those previously reported, and this is an exception. This discrepancy may be due to a particularity of the Mexican population, since our values are compatible with those of most studies described. The triglyceride values obtained, which reflect mainly the serum concentration of VLDL (very low-density lipoprotein) particles, were also similar to those found by other authors<sup>14,26</sup>. It is worth mentioning that the lipid composition of the umbilical cord blood drawn immediately after birth corresponds exactly to that of blood drawn from a peripheral vein<sup>19</sup>. This procedure avoids the traumatism that venous punctures may cause to newborns.</p>
      <p>Serum concentrations of total cholesterol and fractions and triglycerides obtained from the newborns in this study were markedly low when compared to the reference values for school age children<sup>32</sup> and adopted by the Brazilian Society of Cardiology. Medical literature describes a sharp increase in serum levels of the lipid profile during the first week of life when breastfeeding starts, up until 6 months of age<sup>14</sup>. Hence, mean values of total cholesterol increase from 70 mg/dL to 150 mg/dL, of LDL-C from 30 mg/dL to 100 mg/dL, and triglycerides from 32 mg/dL to 58 mg/dL<sup>26</sup>. After the first year of life, these values rise slowly and, around the second year of life, come close to those observed in adolescents and adults<sup>33</sup>. For this reason, newborns have a peculiar lipid profile when compared to infants, children, or adolescents.</p>
      <p>This study also showed that the LDL-C/HDL-C ratio in full-term newborns was 0.6, identical to those of preterm newborns (0.6). Therefore, from the total cholesterol value detected in newborns, only 34% corresponds to the LDL-C fraction and more than a half (56%) corresponds to the cholesterol present in the HDL-C fraction. It is interesting to observe that, according to international reference values<sup>32</sup> for children above two years of age and adolescents, the LDL-C/HDL-C ratio is 1.7, a lot different that of from newborns, and the LDL-C fraction is approximately twice as much (70%)<sup>33</sup>. In Brazil, in the two studies conducted with children from six years of age on, the LDL-C/HDL-C ratio was higher, 1.8, in Bento Gon&#231;alves (RS) and 2.1 in Campinas (SP), as was the frequency of undesirable values of total cholesterol (&gt;180 mg/dL) with 30% and 35%, respectively<sup>34,35</sup>. These results show that from the age of two an inversion takes place in the serum LDL-C and HDL-C fractions relative to the neonatal period, differentiating this period from the others even more. This inversion seems to be more striking among Brazilian children, probably because the atherogenic events in this population begin in childhood.</p>
      <p>The determination of apo-B in full-term and preterm newborns was also very low when compared to reference values for children over two years of age. The tendency of its concentration being lower in the population studied followed the low levels of the circulating LDL-C fraction and the LDL-C/apo-B ratio in full-term and preterm newborns (0.7), similar to those described in medical literature<sup>28,29,36</sup>. This possibly happened because the serum concentration of apo-B is mainly related to the concentration of LDL particles, despite the fact that this determination also includes other classes of lipoproteins that contain apo-B, such as VLDL, IDL (intermediate-density lipoprotein) and Lp(a) (lipoprotein a).</p>
      <p>In this study, we did not classify the newborns according to gender because no differences were found in the total cholesterol and fractions, and triglyceride values between males and females, results that are consistent with findings in medical literature<sup>30</sup>. We did not classify the newborns according to race either, since, according to Glueck et al<sup>27</sup><italic>,</italic> this factor does not influence the lipid profile and also because of the undeniable racial miscegenation that characterizes the Brazilian population.</p>
      <p>Another important aspect in this study is the lipid profile of newborns according to their fetal maturity. The total cholesterol level was higher in preterm compared to full-term newborns. Inversely, triglyceride values were higher in full-term compared to preterm newborns, with a divergent tendency in total cholesterol and fractions and triglyceride values. This variation was also reported in other studies in literature<sup>15,37</sup> and is attributed to the consumption of nutrients, mainly fat, in order to accelerate fetal development close to birth date<sup>17</sup>.</p>
      <p>The lipid profile in these results was not affected by the newborn being considered small or appropriate for the gestational age. This characteristic generates controversy in medical literature, as some works correlate prematurity and low birth weight with a higher incidence of coronary artery disease in adults, which, on the other hand, may be related to the lipid profile at birth<sup>38,40</sup>. However, these are hypothesis that need to be confirmed by better-controlled studies.</p>
      <p>This study determined the plasma lipid and apo-B concentrations in newborns in a city in Southern Brazilian, and the impact of fetal maturity and birth weight on these parameters. Total cholesterol, LDL-C, HDL-C, triglyceride, and apo-B values were similar to those of newborn populations in other countries; fetal maturity had an impact on these values, but birth weight did not influence these parameters. Although scarce, national data from previous studies show that the frequency of undesirable levels of cholesterol in children 6 years of age or older is high. Therefore, knowledge of lipid profile values from the neonatal period has an intrinsic value from the epidemiological and pathophysiological point of view, broadens our understanding of their relationship with cardiovascular diseases, and helps to develop preventive planning in earlier phases of life.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back10-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing Address:</p>
          <p>Jane Oba</p>
          <p> Rua Jo&#227;o Louren&#231;o 763/192</p>
          <p> 04508-031 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="jane.oba@incor.usp.br">jane.oba@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received on 03/10/05</p>
      <p> Accepted on 03/24/06</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
