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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Atualiza&#231;&#227;o</subject>
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        <article-title>O papel da ecocardiografia no tratamento percut&#226;neo dos defeitos septais</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>86</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>87</fpage>
      <lpage>96</lpage>
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        <year>2006</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>ATUALIZA&#199;&#195;O</bold>
    </p>
    <p>O papel da ecocardiografia no tratamento percut&#226;neo dos defeitos septais </p>
    <p>
      <bold>Simone Rolim F. Fontes Pedra; S&#233;rgio Cunha Pontes Jr; Renata de S&#225; Cassar; Carlos Augusto Cardoso Pedra; S&#233;rgio Luiz Navarro Braga; C&#233;sar Augusto Esteves; Maria Virg&#237;nia Tavares Santana; Valmir Fernandes Fontes</bold>
    </p>
    <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>Nos &#250;ltimos anos, o tratamento percut&#226;neo dos defeitos septais atriais e ventriculares, evoluiu significativamente, estabelecendo-se como modalidade terap&#234;utica fact&#237;vel, segura e eficaz. A ecocardiografia possui papel fundamental neste cen&#225;rio, identificando os candidatos adequados para o procedimento, monitorando o implante da pr&#243;tese e avaliando a taxa de oclus&#227;o no seguimento. Os dispositivos dispon&#237;veis para a oclus&#227;o percut&#226;nea dos defeitos septais sofreram modifica&#231;&#245;es e aperfei&#231;oamento ao longo do tempo. Da mesma forma, grandes avan&#231;os tecnol&#243;gicos ocorreram tamb&#233;m na &#225;rea da ecocardiografia, tais como o advento da ecocardiografia transesof&#225;gica multiplanar de alta resolu&#231;&#227;o, da ecocardiografia tridimensional <italic>on</italic> e <italic>off-line</italic> e da ecocardiografia intracard&#237;aca. Esta &#250;ltima tornou-se, em alguns centros, a t&#233;cnica de escolha para a monitora&#231;&#227;o da oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o intertatrial em adultos, por dispensar anestesia geral, tornando o procedimento ainda mais simples. Neste artigo de revis&#227;o, discutiremos o papel da ecocardiografia para avalia&#231;&#227;o dos pacientes antes, durante e ap&#243;s os procedimentos intervencionistas para oclus&#227;o dos defeitos septais, incluindo a comunica&#231;&#227;o interatrial, tipo <italic>ostium secundum</italic>, as comunica&#231;&#245;es interventriculares perimembranosa e muscular e o forame oval patente, baseado na experi&#234;ncia do grupo neste tipo de abordagem.</p>
    <p>Nos &#250;ltimos 35 anos, os equipamentos de ultra-som sofreram grande aprimoramento tecnol&#243;gico, o que fez com que a ecocardiografia se tornasse um instrumento indispens&#225;vel para o diagn&#243;stico das cardiopatias cong&#234;nitas. Na &#225;rea da cardiologia intervencionista pedi&#225;trica, a ecocardiografia vem tendo papel primordial na identifica&#231;&#227;o e sele&#231;&#227;o dos pacientes candidatos aos procedimentos percut&#226;neos, na monitora&#231;&#227;o e no seguimento tardio daqueles assim tratados. Dentre os procedimentos intervencionistas, aqueles que mais necessitam do apoio da ecocardiografia s&#227;o a oclus&#227;o dos defeitos dos septos atrial e ventricular. Neste cap&#237;tulo, estaremos discutindo o papel da ecocardiografia no tratamento percut&#226;neo da comunica&#231;&#227;o interatrial, do forame oval patente e da comunica&#231;&#227;o interventricular.</p>
    <p>
      <bold>Oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o interatrial</bold>
    </p>
    <p>As comunica&#231;&#245;es interatriais correspondem a, aproximadamente, 7% de todas as cardiopatias cong&#234;nitas, atingindo, predominantemente, o sexo feminino, na propor&#231;&#227;o de 2:1<sup>1</sup>. O tipo anat&#244;mico mais freq&#252;ente &#233; aquele localizado na regi&#227;o da fossa oval (75% dos casos), tamb&#233;m denominado comunica&#231;&#227;o interatrial do tipo <italic>ostium secundum</italic>, e ocorre devido &#224; defici&#234;ncia, perfura&#231;&#227;o ou aus&#234;ncia da l&#226;mina da fossa oval<sup>2</sup>. As demais comunica&#231;&#245;es ocorrem devido &#224; defici&#234;ncia de prega entre as paredes dos &#225;trios e entre as suas veias tribut&#225;rias, sendo elas as comunica&#231;&#245;es do tipo <italic>ostium primum</italic>, do tipo seio venoso e do tipo seio coronariano. Considerando-se estas caracter&#237;sticas anat&#244;micas, a &#250;nica comunica&#231;&#227;o interatrial pass&#237;vel de tratamento com implante de pr&#243;teses &#233; aquela do tipo fossa oval<sup>2</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Sele&#231;&#227;o dos pacientes</bold>
    </p>
    <p>Aqueles pacientes com suspeita cl&#237;nica de comunica&#231;&#227;o interatrial s&#227;o inicialmente submetidos ao estudo ecocardiogr&#225;fico transtor&#225;cico. Al&#233;m da identifica&#231;&#227;o do defeito, s&#227;o avaliados o retorno venoso pulmonar, o grau de repercuss&#227;o hemodin&#226;mica, os sinais de hipertens&#227;o pulmonar e a presen&#231;a de defeitos associados que necessitem abordagem terap&#234;utica<sup>3</sup>. As informa&#231;&#245;es mais espec&#237;ficas referentes &#224;s caracter&#237;sticas dos defeitos, como n&#250;mero de orif&#237;cios, dimens&#245;es dos mesmos, localiza&#231;&#227;o no septo e caracter&#237;sticas das bordas que os circundam, s&#227;o mais bem avaliadas pela ecocardiografia transesof&#225;gica, que pode ser realizada ambulatorialmente ou imediatamente antes do implante, j&#225; na sala de hemodin&#226;mica<sup>3-5</sup>. Na nossa experi&#234;ncia, a realiza&#231;&#227;o do estudo transesof&#225;gico antes do paciente entrar na sala de cateterismo traz vantagens quanto &#224; programa&#231;&#227;o do procedimento, sele&#231;&#227;o do dispositivo que ser&#225; empregado e aconselhamento familiar.</p>
    <p>
      <bold>Crit&#233;rios de indica&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O tratamento percut&#226;neo da comunica&#231;&#227;o interatrial est&#225; indicado nas seguintes condi&#231;&#245;es: a) comunica&#231;&#227;o interatrial do tipo <italic>ostium secundum;</italic> b) di&#226;metro do defeito variando de 4 a 35 mm; c) fluxo pelo defeito predominantemente direcionado do &#225;trio esquerdo para o direito; d) presen&#231;a de sinais de sobrecarga volum&#233;trica das c&#226;maras direitas (aumento do di&#226;metro diast&#243;lico do ventr&#237;culo direito e presen&#231;a de movimenta&#231;&#227;o paradoxal do septo interventricular); e) dist&#226;ncia das margens do defeito das estruturas cont&#237;guas (seio coronariano, valvas atrioventriculares, veias pulmonares e veias cavas) de pelo menos 4 mm; f) presen&#231;a de bordas com pelo menos 5 mm ao redor de, no m&#237;nimo, 75% do contorno do defeito; g) aus&#234;ncia de hipertens&#227;o pulmonar fixa; h) aus&#234;ncia de defeitos associados que necessitem abordagem cir&#250;rgica.</p>
    <p>Todos estes crit&#233;rios se aplicam quando se pretende utilizar as pr&#243;teses da linha Amplatzer, as mais freq&#252;entemente utilizadas no mercado atualmente. Em se tratando do implante da pr&#243;tese Helex, a segunda mais comumente empregada, o di&#226;metro da comunica&#231;&#227;o interatrial n&#227;o deve exceder 15 mm. Esta linha de dispositivo est&#225; dispon&#237;vel nos di&#226;metros de 15, 20, 25, 30 e 35 mm. Como a escolha do seu tamanho se baseia em uma rela&#231;&#227;o de 1,7 a 2 para 1 com o di&#226;metro estirado (di&#226;metro da comunica&#231;&#227;o interatrial obtido na sala de hemodin&#226;mica em que se coloca um bal&#227;o complacente atrav&#233;s do orif&#237;cio, distendendo-o de modo que o mesmo adquira uma configura&#231;&#227;o circular), &#233; poss&#237;vel a oclus&#227;o de orif&#237;cios distendidos de, no m&#225;ximo, 20 mm<sup>6</sup>.</p>
    <p>Gra&#231;as &#224; crescente experi&#234;ncia mundial no tratamento percut&#226;neo do defeito do septo interatrial, ao aprimoramento dos dispositivos oclusores e &#224; melhoria da qualidade das imagens ecocardiogr&#225;ficas, incluindo ecocardiografia transesof&#225;gica de alta resolu&#231;&#227;o, reconstru&#231;&#227;o tridimensional e ecocardiografia intracard&#237;aca, as indica&#231;&#245;es, que antes eram restritas a casos inquestionavelmente favor&#225;veis, foram ampliadas para casos denominados complexos, em que se sabe que o implante &#233; fact&#237;vel e efetivo, por&#233;m, com taxas de sucesso discretamente menores e tempo de procedimento mais prolongado<sup>7</sup>. Considera-se comunica&#231;&#227;o interatrial de anatomia complexa aquela que apresenta as seguintes caracter&#237;sticas: di&#226;metro estirado acima de 26 mm; bordas deficientes, medindo menos que 4 mm na regi&#227;o anterior, posterior ou inferior do septo; dois orif&#237;cios distantes entre si; septo interatrial multifenestrado e aneurisma do septo interatrial (septo interatrial redundante e m&#243;vel com excurs&#227;o maior que 10 mm)<sup>7</sup>. A <xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref> ilustra uma comunica&#231;&#227;o interatrial de anatomia complexa.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Independentemente do tipo da sonda empregada (biplanar ou multiplanar), o estudo transesof&#225;gico deve seguir uma metodologia de estudo padronizada, a fim de se obter todas as informa&#231;&#245;es necess&#225;rias. Preferimos iniciar pelos cortes no plano transverso (0&#186; na sonda multiplanar), deslocando lenta e progressivamente a sonda, a partir do plano que evidencia a veia cava superior e a raiz a&#243;rtica at&#233; atingir o n&#237;vel do assoalho do &#225;trio direito, identificado pela presen&#231;a do seio coronariano e da valva de Eust&#225;quio. A seguir, passamos para o plano longitudinal (90&#186;), com o corte que cont&#233;m o ap&#234;ndice atrial esquerdo e a valva mitral, imprimindo &#224; sonda rota&#231;&#227;o lenta no sentido anti-hor&#225;rio, a fim de se obter uma varredura do septo atrial da por&#231;&#227;o anterior para a posterior. Esta padroniza&#231;&#227;o permite ao examinador reconstruir mentalmente o defeito em tr&#234;s dimens&#245;es, bem como definir com bastante exatid&#227;o as caracter&#237;sticas dos defeitos complexos<sup>5,8</sup>.</p>
    <p>
      <bold>A ecocardiografia durante o procedimento</bold>
    </p>
    <p>O procedimento de oclus&#227;o da comunica&#231;&#227;o interatrial &#233; continuamente monitorado pela ecocardiografia transesof&#225;gica ou intracard&#237;aca. Quando isto &#233; feito por via transesof&#225;gica, mesmo que o paciente seja adulto, h&#225; necessidade do emprego da anestesia geral. Os principais passos da ecocardiografia durante o implante s&#227;o:</p>
    <p>1. Medida do di&#226;metro estirado - Al&#233;m da medida, deve-se verificar se o bal&#227;o est&#225; obstruindo totalmente o defeito e se n&#227;o aparecem defeitos adicionais com a oclus&#227;o do defeito principal. A escolha do tamanho da pr&#243;tese Amplatzer depende das dimens&#245;es do orif&#237;cio distendido pelo cateter-bal&#227;o (di&#226;metro estirado). O estiramento com o cateter-bal&#227;o afasta por compress&#227;o as bordas finas, formadas pelo <italic>septum primum</italic>, ocupando o orif&#237;cio delimitado pelas bordas r&#237;gidas, constitu&#237;das pelo <italic>septum secundum</italic>, que servir&#227;o de apoio &#224; pr&#243;tese. O cateter-bal&#227;o, ao ser insuflado e sofrer resist&#234;ncia do septo, passa a exibir n&#237;tida cintura ao redor do defeito. Importante lembrar que o bal&#227;o deve ser insuflado somente o suficiente para que ocorra aboli&#231;&#227;o do fluxo pelo defeito, evitando-se superestiramento do septo e, conseq&#252;ente, superdimensionamento do dispositivo a ser selecionado. As medidas do di&#226;metro da cintura na imagem bidimensional do ecocardiograma e na angiografia digital s&#227;o semelhantes, desde que sejam adequadamente realizadas. A correta determina&#231;&#227;o do di&#226;metro estirado do orif&#237;cio &#233; essencial para que se fa&#231;a a escolha adequada do dispositivo. Embora a pr&#243;tese Amplatzer possa ser facilmente recolhida e substitu&#237;da por outra, a escolha de um dispositivo de dimens&#245;es inadequadas acarreta um custo mais elevado ao procedimento.</p>
    <p>2. Orientar o hemodinamicista quanto &#224; localiza&#231;&#227;o do disco do &#225;trio esquerdo, previamente &#224; abertura dos demais componentes do dispositivo, para que ele esteja pr&#243;ximo do septo interatrial, sem protruir atrav&#233;s do defeito.</p>
    <p>3.Demonstrar o posicionamento do dispositivo ap&#243;s a abertura de todos os seus componentes. A pr&#243;tese s&#243; dever&#225; ser liberada quando for demonstrada a presen&#231;a de tecido do septo interatrial entre seus dois discos e se n&#227;o houver qualquer comprometimento funcional de estruturas venosas e valvares do cora&#231;&#227;o.</p>
    <p>4. Rastreamento de poss&#237;vel fluxo residual, graduando-o quando presente. No per&#237;odo que se segue &#224; libera&#231;&#227;o, &#233; poss&#237;vel identificar pequeno fluxo central de baixa velocidade atrav&#233;s das malhas da pr&#243;tese, que normalmente desaparece no dia seguinte ao implante<sup>5</sup>. </p>
    <p>Em situa&#231;&#245;es especiais, como de comunica&#231;&#245;es interatriais amplas em crian&#231;as pequenas ou com dimens&#245;es superiores a 35 mm, em adultos, alguns autores t&#234;m abandonado a realiza&#231;&#227;o do di&#226;metro estirado para a sele&#231;&#227;o do dispositivo. Nestes casos, faz-se a medida do comprimento superior-inferior do septo interatrial em posi&#231;&#227;o de quatro c&#226;maras (a zero grau pela ecocardiografia transesof&#225;gica). O dispositivo &#233; escolhido de modo que o di&#226;metro do disco esquerdo n&#227;o exceda o comprimento total do septo (Dr. Zahid Amin, comunica&#231;&#227;o pessoal). Esta nova t&#225;tica, al&#233;m de viabilizar o procedimento percut&#226;neo, evita o superdimensionamento da pr&#243;tese, que pode, raramente, resultar em eros&#227;o da parede da aorta para o &#225;trio direito ou esquerdo, f&#237;stulas aorto-camerais ou derrame peric&#225;rdico com tamponamento card&#237;aco<sup>9</sup>. Seguindo as indica&#231;&#245;es previamente descritas, s&#243; &#233; poss&#237;vel ocluir estes defeitos percutaneamente se as bordas ao redor do orif&#237;cio medirem pelo menos 5 mm, exce&#231;&#227;o feita &#224;quela junto &#224; aorta, que pode estar ausente, n&#227;o contra-indicando o procedimento. A <xref ref-type="fig" rid="fig02">figura 2</xref> ilustra uma comunica&#231;&#227;o do tipo fossa oval com caracter&#237;sticas morfol&#243;gicas ideais para tratamento percut&#226;neo, a medida do di&#226;metro estirado com interposi&#231;&#227;o do bal&#227;o medidor e o resultado final ap&#243;s a libera&#231;&#227;o de um dispositivo Helex.</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf02.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>A ecocardiografia na evolu&#231;&#227;o p&#243;s-oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o interatrial (CIA)</bold>
    </p>
    <p>O seguimento dos pacientes submetidos ao implante de pr&#243;tese para comunica&#231;&#227;o interatrial &#233; feito por avalia&#231;&#245;es cl&#237;nicas seriadas e ecocardiograma transtor&#225;cico no dia seguinte ao implante, depois de um, tr&#234;s, 12 meses e, posteriormente, a cada ano. Os principais par&#226;metros avaliados pela ecocardiografia s&#227;o o adequado posicionamento do dispositivo, a presen&#231;a de fluxo residual e a medida das dimens&#245;es das cavidades card&#237;acas direitas<sup>3</sup>. Avaliando-se o di&#226;metro diast&#243;lico do ventr&#237;culo direito no eixo paraesternal longitudinal pr&#233;-implante e durante o seguimento tardio, temos observado que o ventr&#237;culo direto retorna &#224;s suas dimens&#245;es normais dentro do primeiro ano p&#243;s-procedimento<sup>4</sup>. </p>
    <p>No come&#231;o da nossa experi&#234;ncia, repet&#237;amos rotineiramente o ecocardiograma transesof&#225;gico ap&#243;s o terceiro m&#234;s de implante. Diante dos excelentes resultados tardios, observados no nosso servi&#231;o, e na experi&#234;ncia mundial com rela&#231;&#227;o &#224; baixa taxa de complica&#231;&#245;es tardias, ao desaparecimento dos pequenos fluxos residuais e &#224; redu&#231;&#227;o do perfil do dispositivo, temos acompanhado os pacientes com ecocardiograma transtor&#225;cico apenas, reservando o estudo transesof&#225;gico &#224;queles com suspeita de complica&#231;&#227;o. Embora complica&#231;&#245;es como f&#237;stulas da aorta para os &#225;trios direito ou esquerdo, derrame peric&#225;rdico secund&#225;rio &#224; perfura&#231;&#227;o atrial, e forma&#231;&#227;o de trombo ou vegeta&#231;&#227;o no dispositivo tenham sido raramente descritas na literatura, nenhuma destas anormalidades foram observadas na nossa experi&#234;ncia que j&#225; consta de 144 casos, incluindo os pacientes tratados com as pr&#243;teses Amplatzer e Helex. Tampouco foi observado comprometimento da fun&#231;&#227;o das valvas atrioventriculares e do des&#225;g&#252;e das veias pulmonares ou sist&#234;micas.</p>
    <p>
      <bold>Oclus&#227;o percut&#226;nea do forame oval patente</bold>
    </p>
    <p>Aproximadamente 25% da popula&#231;&#227;o geral s&#227;o portadores de forame oval patente<sup>10</sup>. Na quase totalidade destes casos, o forame oval n&#227;o tem implica&#231;&#245;es patol&#243;gicas, sendo apenas uma varia&#231;&#227;o anat&#244;mica da normalidade, casualmente observada durante o exame ecocardiogr&#225;fico de rotina. Entretanto, em pacientes jovens (&lt; 55 anos) com acidente vascular de causa indeterminada ap&#243;s investiga&#231;&#227;o extensa (incluindo causas neurol&#243;gicas, card&#237;acas, vasculares, hematol&#243;gicas e reumatol&#243;gicas), o forame oval patente &#233; encontrado em at&#233; 60% dos casos. Baseado nesta diferen&#231;a epidemiol&#243;gica, postulou-se que o forame oval patente, funcionando como v&#225;lvula, pode permitir uma invers&#227;o de fluxo no plano atrial (da direita para a esquerda) em situa&#231;&#245;es de aumento da press&#227;o no &#225;trio direito, associando-se a processos emb&#243;licos para a circula&#231;&#227;o sist&#234;mica (embolia paradoxal)<sup>11</sup>. Por este motivo, &#233; obrigat&#243;ria a investiga&#231;&#227;o de invers&#227;o de fluxo no plano atrial pelo forame oval em indiv&#237;duos que apresentaram manifesta&#231;&#245;es de isquemia cerebral sem outras causas aparentes. Esta pesquisa &#233; realizada por meio da ecocardiografia transesof&#225;gica. Al&#233;m da visualiza&#231;&#227;o anat&#244;mica do orif&#237;cio na fossa oval, &#233; necess&#225;ria a documenta&#231;&#227;o da passagem de fluxo do &#225;trio direito para o &#225;trio esquerdo, empregando-se contraste. Com o objetivo de se obter um contraste rico em microbolhas, utiliza-se a solu&#231;&#227;o salina fisiol&#243;gica agitada na propor&#231;&#227;o de 9 para cada 1 ml de ar injetado rapidamente em veia perif&#233;rica. Neste momento, para que haja aumento das press&#245;es no lado direito do cora&#231;&#227;o, solicita-se ao paciente que realize a manobra de Valsalva. &#201; confirmada a presen&#231;a de fluxo invertido pelo forame oval quando o contraste, ap&#243;s encher toda a cavidade atrial direita, &#233; encontrado na quantidade de pelo menos cinco microbolhas no interior do &#225;trio esquerdo, dentro dos tr&#234;s primeiros ciclos card&#237;acos ap&#243;s a inje&#231;&#227;o<sup>5</sup>. </p>
    <p>Nestes pacientes, a oclus&#227;o percut&#226;nea do forame oval tem sido realizada com seguran&#231;a e efic&#225;cia, com o objetivo de prevenir recorr&#234;ncias dos fen&#244;menos tromboemb&#243;licos<sup>12</sup>. Apesar de ainda n&#227;o haver estudos prospectivos e randomizados comparando a terap&#234;utica medicamentosa (com antiplaquet&#225;rios ou anticoagulantes) com a percut&#226;nea, os estudos longitudinais observacionais j&#225; publicados demonstram que a oclus&#227;o com dispositivos &#233;, no m&#237;nimo, t&#227;o eficaz quanto a terap&#234;utica cl&#237;nica, sendo mais efetiva em alguns sub-grupos de pacientes, tais como aqueles que apresentam mais de um epis&#243;dio de acidente vascular cerebral anterior ou recorr&#234;ncia em vig&#234;ncia de tratamento farmacol&#243;gico<sup>13</sup>. Alguns aspectos anat&#244;micos do septo interatrial t&#234;m particular import&#226;ncia na correta sele&#231;&#227;o do di&#226;metro e do formato do dispositivo para a oclus&#227;o percut&#226;nea e devem ser adequadamente observados durante o estudo ecocardiogr&#225;fico. S&#227;o eles: a) presen&#231;a ou n&#227;o de aneurisma do septo interatrial (definido por excurs&#227;o &gt; que 10 mm do septo)<sup>7</sup>, b) o forame oval em t&#250;nel, e c) a presen&#231;a de outros orif&#237;cios no septo interatrial. A investiga&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica do septo interatrial tamb&#233;m &#233; obrigat&#243;ria em mergulhadores profissionais, j&#225; que os portadores de forame oval patente apresentam risco cinco vezes maior de sofrerem doen&#231;a descompressiva em rela&#231;&#227;o &#224;queles que t&#234;m o septo interatrial &#237;ntegro<sup>14</sup>. Recentemente, o forame oval tem sido associado a casos de enxaqueca com aura e sua oclus&#227;o associada &#224; melhora da intensidade e freq&#252;&#234;ncia dos epis&#243;dios<sup>15</sup>.</p>
    <p>O procedimento de oclus&#227;o percut&#226;nea do forame oval &#233;, de modo geral, bastante r&#225;pido e simples e pode ou n&#227;o ser realizado sob monitoriza&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica, ficando esta escolha a crit&#233;rio do hemodinamicista. A <xref ref-type="fig" rid="fig03">figura 3</xref> ilustra a vis&#227;o ecocardiogr&#225;fica do forame oval patente e o estudo com microbolhas para detec&#231;&#227;o de fluxo direito-esquerdo.</p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf03.jpg"/></fig>
    <p>A profilaxia medicamentosa com aspirina &#233; mantida por seis a 12 meses ap&#243;s o tratamento intervencionista. S&#243; &#233; poss&#237;vel interromper o uso da medica&#231;&#227;o quando um novo estudo transesof&#225;gico com microbolhas n&#227;o demonstrar a passagem de contraste para o &#225;trio esquerdo. Este exame &#233; normalmente realizado seis meses ap&#243;s o procedimento.</p>
    <p>
      <bold>Oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o interatrial (CIA) e do forame oval guiada pela ecocardiografia intracard&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>Atualmente dispon&#237;vel no mercado brasileiro, o AcuNav&#153; vem revolucionando o cateterismo intervencionista, principalmente nas &#225;reas de eletrofisiologia e do tratamento percut&#226;neo de defeitos septais. O AcuNav&#153; &#233; um transdutor de ultra-som, destinado ao sistema venoso, que promove imagens de alta resolu&#231;&#227;o e penetra&#231;&#227;o de at&#233; 12 cm no cora&#231;&#227;o. O cateter atualmente comercializado &#233; 10 French, com 90 cm de comprimento, introduzido no sistema venoso por uma bainha 11 French. Ele &#233; dotado de um transdutor, acoplado &#224; sua extremidade distal, que permite aquisi&#231;&#227;o de imagens setoriais de 90&#186;. A sua ponta pode ser mobilizada nos sentidos &#226;ntero-posterior e lateral (esquerdo-direito), no interior das c&#226;maras card&#237;acas, gerando imagens bidimensionais e permitindo, tamb&#233;m, a utiliza&#231;&#227;o dos recursos de Doppler (puls&#225;til, cont&#237;nuo e mapeamento de fluxo em cores). O cateter &#233; compat&#237;vel com a linha de equipamentos Sequoia&#8482;, Aspen&#8482; e Cypress&#8482; (<italic>Acuson Corporation</italic>, Mountain View, CA), j&#225; tendo sido liberado para uso intracard&#237;aco e intraluminal pelo <italic>Food and Drug Administration. </italic></p>
    <p>As principais vantagens do ecocardiograma intracard&#237;aco, para o tratamento percut&#226;neo das comunica&#231;&#245;es interatriais e do forame oval, s&#227;o a obten&#231;&#227;o de imagens de melhor qualidade, j&#225; que o transdutor encontra-se dentro do &#225;trio direito, a melhor visibiliza&#231;&#227;o da por&#231;&#227;o p&#243;stero-inferior do septo interatrial (a borda mais dificilmente visibilizada na ecocardiografia transesof&#225;gica), menor exposi&#231;&#227;o &#224; radia&#231;&#227;o por redu&#231;&#227;o do tempo de procedimento, necessidade de apenas um operador (o pr&#243;prio hemodinamicista obt&#233;m as imagens ecocardiogr&#225;ficas), e tornar desnecess&#225;rio o uso da anestesia geral em adolescentes e adultos, por dispensar a ecocardiografia transesof&#225;gica<sup>16-20</sup>.</p>
    <p>Estudos recentes comprovam que todas as medidas realizadas pela ecocardiografia intracard&#237;aca t&#234;m &#243;tima correla&#231;&#227;o com aquelas obtidas pelo estudo transesof&#225;gico, e que as imagens demonstrando a posi&#231;&#227;o de guias, cateteres e discos dos dispositivos s&#227;o de qualidade superior<sup>21,22</sup>. Por estas vantagens, o monitoramento da oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o interatrial e do forame oval patente pela ecocardiografia intracard&#237;aca tem se tornado a pr&#225;tica de escolha na faixa et&#225;ria de adolescentes e adultos nos pa&#237;ses da Am&#233;rica do Norte e da Europa. Esta pr&#225;tica vem se difundindo mais lentamente nos pa&#237;ses em desenvolvimento, principalmente devido ao alto custo do transdutor, que teoricamente deve ser utilizado apenas uma vez. Na pr&#225;tica, entretanto, o equipamento pode ser reesterilizado e reutilizado por cerca de 10 vezes, dependendo do cuidado com o qual &#233; manuseado (Carlos Zabal, comunica&#231;&#227;o pessoal). A <xref ref-type="fig" rid="fig04">figura 4</xref> ilustra algumas imagens obtidas durante a experi&#234;ncia inicial com a ecocardiografia intracard&#237;aca no instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e no Hospital do Cora&#231;&#227;o.</p>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf04.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o interventricular (CIV)</bold>
    </p>
    <p>A comunica&#231;&#227;o interventricular &#233; o defeito cong&#234;nito mais freq&#252;ente, correspondendo a cerca de 20% de todas as cardiopatias cong&#234;nitas<sup>23</sup>. Em aproximadamente 80% dos casos, ela &#233; localizada na &#225;rea membranosa do septo, com extens&#245;es vari&#225;veis para as por&#231;&#245;es da via de entrada e de sa&#237;da ventricular, sendo por isso denominada perimembranosa<sup>23</sup>. Com o desenvolvimento do dispositivo da fam&#237;lia Amplatzer, apropriado para essa regi&#227;o do septo, o tratamento percut&#226;neo, que anteriormente restringia-se aos defeitos localizados na regi&#227;o muscular, estendeu-se tamb&#233;m para defeitos localizados na regi&#227;o membranosa<sup>24,25</sup>. Embora, virtualmente, todas as comunica&#231;&#245;es interventriculares perimembranosas possam ser oclu&#237;das por via percut&#226;nea, alguns aspectos importantes devem ser cuidadosamente analisados pela ecocardiografia. Diferente da comunica&#231;&#227;o interatrial, a avalia&#231;&#227;o pr&#233;-procedimento, na maior parte dos candidatos ao implante, &#233; realizada pela ecocardiografia transtor&#225;cica. Na nossa pr&#225;tica cl&#237;nica, temos realizado ecocardiograma transesof&#225;gico apenas em pacientes adultos, com janelas ecocardiogr&#225;ficas muito desfavor&#225;veis, em que a adequada avalia&#231;&#227;o anat&#244;mica do defeito est&#225; comprometida. </p>
    <p>
      <bold>Sele&#231;&#227;o dos pacientes</bold>
    </p>
    <p>Como mencionado anteriormente, alguns aspectos anat&#244;micos e funcionais devem ser avaliados previamente &#224; indica&#231;&#227;o do tratamento percut&#226;neo da comunica&#231;&#227;o interventricular: A) Localiza&#231;&#227;o: sendo esta perimembranosa, &#233; importante ressaltar se est&#225; mais situada na regi&#227;o de entrada ou de sa&#237;da ventricular. B) Dist&#226;ncia da borda da comunica&#231;&#227;o para os folhetos da valva a&#243;rtica. Embora a aus&#234;ncia de tecido separando os folhetos valvares a&#243;rticos do orif&#237;cio n&#227;o seja uma contra-indica&#231;&#227;o absoluta para o procedimento, sabe-se que nesta situa&#231;&#227;o ele &#233; mais trabalhoso e requer mais cuidado. De modo geral, &#233; prefer&#237;vel que o defeito tenha uma dist&#226;ncia de pelo menos 2 mm da valva a&#243;rtica. C) Presen&#231;a de tecido acess&#243;rio em torno do defeito: por vezes existe uma pequena quantidade de tecido frouxo em torno do orif&#237;cio, que n&#227;o reduz significativamente o fluxo atrav&#233;s do mesmo. Nestes casos, a pr&#243;tese dever&#225; ficar ancorada no pr&#243;prio septo muscular. Por outro lado, existem defeitos que apresentam quantidade abundante de tecido ao seu redor, formando um verdadeiro aneurisma, que reduz significativamente o orif&#237;cio original de fluxo. Estes defeitos podem ser oclu&#237;dos com pr&#243;teses menores que os anteriores, que s&#227;o posicionadas no interior do saco aneurism&#225;tico e n&#227;o comprometem o funcionamento das valvas a&#243;rtica e tric&#250;spide. D) Presen&#231;a de prolapso de folheto valvar a&#243;rtico. Sabe-se que de 2 a 7% das comunica&#231;&#245;es interventriculares podem associar-se a prolapso do folheto coronariano direito da valva a&#243;rtica, levando ou n&#227;o a diferentes graus de insufici&#234;ncia a&#243;rtica. Apesar deste achado ser uma contra-indica&#231;&#227;o ao procedimento percut&#226;neo nos protocolos de estudo nos Estados Unidos, o implante de dispositivos nestas situa&#231;&#245;es tem sido realizado com seguran&#231;a e &#243;timos resultados em m&#233;dio prazo. Na nossa experi&#234;ncia de 29 casos, tr&#234;s pacientes apresentavam tal complica&#231;&#227;o e, em todos, a pr&#243;tese foi implantada com sucesso. Dois persistiram sem insufici&#234;ncia a&#243;rtica e um apresentou m&#237;nima progress&#227;o da insufici&#234;ncia previamente existente, caracterizada como discreta. A monitora&#231;&#227;o destes pacientes com ecocardiogramas seriados &#233; obrigat&#243;ria. E) Presen&#231;a de defeitos associados, como membrana subvalvar a&#243;rtica e banda muscular an&#244;mala do ventr&#237;culo direito, que necessitem abordagem terap&#234;utica cir&#250;rgica. Les&#245;es, como estenose valvar pulmonar ou a&#243;rtica, canal arterial persistente e coarta&#231;&#227;o da aorta, podem tamb&#233;m ser tratadas percutaneamente, dependendo de suas particularidades anat&#244;micas. F) Presen&#231;a de sinais de repercuss&#227;o hemodin&#226;mica, como a dilata&#231;&#227;o das c&#226;maras card&#237;acas esquerdas, que justifiquem a interven&#231;&#227;o. G) Aus&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial pulmonar fixa. </p>
    <p>A comunica&#231;&#227;o interventricular muscular tamb&#233;m pode ser tratada por via percut&#226;nea, esteja ela localizada na regi&#227;o trabecular do septo ou nas por&#231;&#245;es apicais. Embora existam menos varia&#231;&#245;es anat&#244;micas, &#233; comum a presen&#231;a de m&#250;ltiplos orif&#237;cios, particularmente no &#225;pex ventricular. Quando o orif&#237;cio &#233; &#250;nico, a pr&#243;tese Amplatzer para comunica&#231;&#227;o interventricular muscular &#233; a melhor op&#231;&#227;o, pois apresenta discos de reten&#231;&#227;o pequenos, que ocupam pouca extens&#227;o do septo interventricular. Em casos de comunica&#231;&#245;es interventriculares m&#250;ltiplas, pr&#243;teses da linha CardioSEAL podem ser mais adequadas, devendo ser implantadas no orif&#237;cio mais central. Recentemente, tem-se adotado a abordagem h&#237;brida para o manejo de pacientes de baixa faixa et&#225;ria (&lt; 6 meses) e com defeitos musculares amplos. Estes pacientes s&#227;o levados ao centro cir&#250;rgico, onde s&#227;o submetidos &#224; toracotomia para exposi&#231;&#227;o do cora&#231;&#227;o. Por meio de pun&#231;&#227;o da parede livre do ventr&#237;culo direito, um fio-guia &#233; avan&#231;ado atrav&#233;s da comunica&#231;&#227;o interventricular para o ventr&#237;culo esquerdo, utilizando-se a ecocardiografia transesof&#225;gica para monitora&#231;&#227;o destes passos. Uma bainha curta &#233; avan&#231;ada at&#233; o ventr&#237;culo esquerdo sobre o guia, possibilitando o implante de pr&#243;teses por via perventricular. Esta abordagem inovadora e revolucion&#225;ria, na qual o intervencionista, o ecocardiografista e o cirurgi&#227;o trabalham em conjunto, evita os efeitos delet&#233;rios da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, proporcionando taxas de oclus&#227;o acima de 90%<sup>26</sup>. </p>
    <p>
      <bold>A ecocardiografia durante a oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o interventricular (CIV)</bold>
    </p>
    <p>O ideal &#233; utilizar sondas multiplanares, pois planos intermedi&#225;rios entre 0 e 180&#186; podem facilitar a visibiliza&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o interventricular e da posi&#231;&#227;o do dispositivo, dependendo da localiza&#231;&#227;o do defeito do septo. De maneira semelhante ao implante da pr&#243;tese para comunica&#231;&#227;o interatrial, a ecocardiografia auxilia na medida do orif&#237;cio e na escolha do n&#250;mero do dispositivo a ser empregado, monitora o posicionamento de guias, cateteres e bainhas no interior do cora&#231;&#227;o e determina a disposi&#231;&#227;o dos discos da pr&#243;tese, antes e ap&#243;s a sua libera&#231;&#227;o<sup>24</sup>. Tamb&#233;m se constitue em fun&#231;&#227;o primordial da ecocardiografia, a an&#225;lise cuidadosa da fun&#231;&#227;o das valvas a&#243;rtica e tric&#250;spide e a detec&#231;&#227;o e gradua&#231;&#227;o de poss&#237;vel fluxo residual. Embora as imagens ecocardiogr&#225;ficas tragam um grande aux&#237;lio ao procedimento, a fluoroscopia e a angiografia s&#227;o indispens&#225;veis no decorrer da interven&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>A ecocardiografia no seguimento de pacientes submetidos &#224; oclus&#227;o percut&#226;nea da CIV</bold>
    </p>
    <p>O seguimento dos pacientes submetidos ao implante percut&#226;neo da comunica&#231;&#227;o interventricular &#233; realizado por consultas cl&#237;nicas e ecocardiogramas transtor&#225;cicos seriados, quando devemos nos deter em avaliar os seguintes par&#226;metros: a) dimens&#245;es das cavidades card&#237;acas esquerdas (normalmente ap&#243;s o primeiro ano de tratamento, estas j&#225; retornaram &#224;s dimens&#245;es normais<sup>24</sup>); b) posicionamento do dispositivo do septo interventricular; c) presen&#231;a de fluxo residual; d) avalia&#231;&#227;o e medida do gradiente de fluxo na via de sa&#237;da do ventr&#237;culo esquerdo; e e) fun&#231;&#227;o das valvas a&#243;rtica e tric&#250;spide.</p>
    <p>A nossa experi&#234;ncia atual consta de 29 casos tratados com pr&#243;tese para comunica&#231;&#245;es interventriculares perimembranosas e um, com a pr&#243;tese para comunica&#231;&#245;es musculares. Independentemente das caracter&#237;sticas morfol&#243;gicas do defeito, todos os procedimentos foram realizados com sucesso. Notou-se a presen&#231;a de fluxo residual imediato em 25% dos casos. Em um per&#237;odo de seguimento m&#233;dio de 10 &#177; 8,5 meses, apenas dois pacientes persistem com discreto fluxo residual, dentre os quais um com menos de um m&#234;s de seguimento. Em dois outros casos, observamos gradientes na via de sa&#237;da do ventr&#237;culo esquerdo variando de 17 a 25 mmHg, no dia seguinte ap&#243;s o procedimento, que desapareceram durante a evolu&#231;&#227;o, possivelmente devido &#224; redu&#231;&#227;o espont&#226;nea do perfil do dispositivo e ao processo de epiteliza&#231;&#227;o, que ocorre dentro dos primeiros seis meses ap&#243;s o implante<sup>24,27</sup>. A <xref ref-type="fig" rid="fig05">figura 5</xref> ilustra uma comunica&#231;&#227;o interventricular antes e ap&#243;s o implante da pr&#243;tese Amplatzer.</p>
    <fig id="fig05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf05.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>A ecocardiografia tridimensional na oclus&#227;o percut&#226;nea dos defeitos septais</bold>
    </p>
    <p>Em meados dos anos 90, v&#225;rios estudos surgiram demonstrando a viabilidade e a acur&#225;cia da ecocardiografia tridimensional na avalia&#231;&#227;o do cora&#231;&#227;o<sup>28</sup>. Nesta mesma &#233;poca, o cateterismo terap&#234;utico se consagrava como t&#233;cnica eficaz e segura para o tratamento das comunica&#231;&#245;es interatriais. Com isso, v&#225;rios estudos foram publicados demonstrando a avalia&#231;&#227;o tridimensional do septo interatrial e de seus defeitos, e as rela&#231;&#245;es do dispositivo implantado com as estruturas card&#237;acas cont&#237;guas<sup>29-33</sup>. A reconstru&#231;&#227;o tridimensional era feita a partir de imagens obtidas pela ecocardiografia transesof&#225;gica, visibilizando as margens do defeito por meio de uma varredura autom&#225;tica do septo interatrial, entre zero e 180&#186;, obtidas a cada dois ou tr&#234;s graus, sincronizados ao ciclo card&#237;aco e respirat&#243;rio do paciente. Pela necessidade de total imobilidade do paciente, a maioria dos estudos era realizada na pr&#243;pria sala de hemodin&#226;mica sob anestesia geral<sup>32,33</sup>. Utilizando-se a linha de equipamentos <italic>Hewlett-Packard Sonos</italic> (Philips, Bothel, WA, EUA) e <italic>Echo-Scan, TomTec Imaging Systems Inc</italic>., (Boulder, CO, EUA), o tempo necess&#225;rio para a obten&#231;&#227;o das imagens variava de 3 a 10 minutos, dependendo da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca do paciente. O tempo necess&#225;rio para a reconstru&#231;&#227;o variava de 3 a 5 minutos, podendo se prolongar para at&#233; 40 minutos para a reconstru&#231;&#227;o de um conjunto de imagens<sup>29,32</sup>. </p>
    <p>As principais vantagens da ecocardiografia tridimensional para a avalia&#231;&#227;o das comunica&#231;&#245;es interatriais s&#227;o as de demonstrar claramente as caracter&#237;sticas do septo intertatrial e de seus defeitos, com especial visibiliza&#231;&#227;o da extens&#227;o da borda &#226;ntero-superior, estabelecer o formato do defeito e permitir obten&#231;&#227;o de todas as dimens&#245;es do orif&#237;cio<sup>28,29,34</sup>. Nesta modalidade de imagem, &#233; poss&#237;vel fazer uma aprecia&#231;&#227;o <italic>en face</italic> da comunica&#231;&#227;o, mimetizando a vis&#227;o do cirurgi&#227;o, com vantagem desta ser din&#226;mica durante o ciclo card&#237;aco. Ap&#243;s o implante da pr&#243;tese, a reconstru&#231;&#227;o tridimensional pode auxiliar na identifica&#231;&#227;o do posicionamento do dispositivo, demonstrando e localizando os bra&#231;os ou discos protru&#237;dos para o &#225;trio direito<sup>33</sup>. A avalia&#231;&#227;o e a medida de defeitos residuais tamb&#233;m podem ser realizadas por este m&#233;todo<sup>29</sup>.</p>
    <p>Recentemente, tornou-se dispon&#237;vel no mercado um sistema de reconstru&#231;&#227;o tridimensional <italic>on-line</italic>. At&#233; o momento, est&#227;o dispon&#237;veis apenas transdutores transtor&#225;cicos, o que dificulta a ideal aprecia&#231;&#227;o dos defeitos do septo interatrial em crian&#231;as maiores e adultos. A <xref ref-type="fig" rid="fig06">figura 6</xref> ilustra a aprecia&#231;&#227;o bidimensional, por via transesof&#225;gica, e tridimensional transtor&#225;cica de uma mesma comunica&#231;&#227;o interatrial.</p>
    <fig id="fig06">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf06.jpg"/></fig>
    <p>J&#225; existe relato de emprego deste equipamento para monitora&#231;&#227;o de oclus&#227;o percut&#226;nea da comunica&#231;&#227;o interatrial em uma crian&#231;a de seis anos e 22 kg, com imagens obtidas pela via subcostal<sup>35</sup>. O posicionamento dos cateteres, guias e do bal&#227;o medidor, e a abertura dos discos do dispositivo Amplatzer foram orientados pela ecocardiografia tridimensional <italic>on-line</italic>, que permitiu a demonstra&#231;&#227;o adequada de tecido do septo interatrial entre os mesmos e demonstrou, mais precisamente, a borda p&#243;stero-inferior. Os benef&#237;cios, observados com este tipo de monitora&#231;&#227;o neste relato, foram redu&#231;&#227;o do tempo de fluoroscopia, melhor delineamento da forma do defeito, elimina&#231;&#227;o da intuba&#231;&#227;o esof&#225;gica e maior confian&#231;a no posicionamento do dispositivo<sup>35</sup>. Com o desenvolvimento do transdutor transesof&#225;gico para imagens tridimensionais <italic>on-line</italic>, o m&#233;todo tamb&#233;m poder&#225; ser aplicado para a monitora&#231;&#227;o da oclus&#227;o percut&#226;nea das comunica&#231;&#245;es interatriais e interventriculares em crian&#231;as maiores e adultos. </p>
    <p>
      <bold>CONCLUS&#213;ES</bold>
    </p>
    <p>Como pudemos observar, existem v&#225;rias t&#233;cnicas percut&#226;neas para a abordagem dos defeitos septais. Avan&#231;os tecnol&#243;gicos v&#234;m tornando estes procedimentos fact&#237;veis, efetivos e seguros. A ecocardiografia exerce papel fundamental para a identifica&#231;&#227;o dos pacientes que podem se beneficiar destes procedimentos, para a monitora&#231;&#227;o do implante dos dispositivos e para o acompanhamento imediato e tardio p&#243;s-oclus&#227;o. Da mesma forma que os dispositivos e as t&#233;cnicas percut&#226;neas v&#234;m se tornando cada vez mais elaborados e adequados para estas abordagens terap&#234;uticas, a ecocardiografia vem acompanhando esta evolu&#231;&#227;o, trazendo informa&#231;&#245;es mais completas e precisas para o hemodinamicista, auxiliando a interven&#231;&#227;o e tornando-a ainda mais simples e segura.</p>
    <p>
      <bold>REFER&#202;NCIAS</bold>
    </p>
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    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Simone Rolim F. Fontes Pedra </p>
        <p> Av. Dr. Dante Pazzanese, 500 &#150; 14&#186; </p>
        <p> 04012-180 - S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="sfpedra@uol.com.br">sfpedra@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 08/10/04 </p>
    <p> Aceito em 30/03/05</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">The role of echocardiography in the percutaneous treatment of septal defects</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>UPDATE</bold>
      </p>
      <p>The role of echocardiography in the percutaneous treatment of septal defects</p>
      <p>
        <bold>Simone Rolim F. Fontes Pedra; S&#233;rgio Cunha Pontes Jr; Renata de S&#225; Cassar; Carlos Augusto Cardoso Pedra; S&#233;rgio Luiz Navarro Braga; C&#233;sar Augusto Esteves; Maria Virg&#237;nia Tavares Santana; Valmir Fernandes Fontes</bold>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>In the last few years, percutaneous treatment of atrial and ventricular septal defects has developed significantly, having been established as a feasible, safe and effective therapeutic modality. Echocardiography has a primary role in this scenario, identifying suitable candidates for the procedure, monitoring the device implantation and evaluating the rate of occlusion during follow-up. The available devices for percutaneous occlusion of septal defects have been progressively modified and improved. Similarly, a great technological advancement has also occurred in the echocardiography area, such as the advent of high-resolution transesophageal multiplan probes, on and off-line three-dimensional (3-D echo) and intracardiac echocardiography. </p>
      <p>In some centers, the latter has become the procedure of choice for monitoring percutaneous occlusion of atrial septal defect in adult patients, as it does not require general anesthesia, thus making the procedure even simpler. </p>
      <p>In this review article, we will discuss the role of echocardiography to evaluate patients before, during and after interventional procedures for occlusion of septal defects, including the <italic>ostium secundum</italic> atrial septal defect type, perimembranous and muscular ventricular septal defects and patent foramen ovale, based on the experience of the group in this type of approach.</p>
      <p>In the last few years, ultrasound equipment underwent great technological development, which made echocardiography a mandatory tool in the diagnosis of congenital heart disease. In the area of pediatric interventional cardiology, echocardiography has a primary role in the identification and selection of patients who are candidates to percutaneous procedures, and in the monitoring and late follow-up of such patients. Among the interventional procedures, those that need the support of echocardiography are the occlusion of atrial and ventricular septal defects. In this study, we will discuss the role of echocardiography in the percutaneous treatment of atrial and ventricular septal defects and patent foramen ovale (PFO).</p>
      <p>
        <bold>Percutaneous occlusion of atrial septal defects</bold>
      </p>
      <p>Atrial septal defects (ASD) correspond to approximately 7% of all congenital heart disease, being more frequently in females, at a proportion of 2:1<sup>1</sup>. The most frequent anatomic type is the one located in the fossa ovalis (75% of the cases), also denominated <italic>ostium secundum </italic>ASD type and occurs due to the deficiency, perforation or absence of the fossa ovalis lamina<sup>2</sup>. The other communications occur due to the deficiency of the fold between the atrial walls and between the tributary veins, with these being <italic>ostium primum</italic> communication types, venous sinus type, and coronary sinus type. Considering these anatomical characteristics, the only interatrial communication that allows treatment with the use of devices is the one located in the fossa ovalis<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Patient selection</bold>
      </p>
      <p>Patients with clinical suspicion of ASD are initially submitted to a transthoracic echocardiography. In addition to the defect identification, the pulmonary venous return, degree of hemodynamic impact, signs of pulmonary hypertension and the presence of associated defects that need therapeutic approach are also assessed<sup>3</sup>. The more specific information regarding the characteristics of the defects, as well as number and dimension of orifices, their localization in the septum, and characteristics of the rims that surround them are better evaluated by transesophageal echocardiography (TTE), which can be performed at the outpatient clinic basis or immediately before the procedure, in the catheterization laboratory<sup>3-5</sup>. In our experience, performing TEE in the echocardiography laboratory shows advantages concerning the procedure programming, device selection and family counseling. </p>
      <p>
        <bold>Indication criteria</bold>
      </p>
      <p>Percutaneous treatment of ASD is indicated in the following conditions: a) <italic>ostium secundum</italic> type ASD; b) diameter of defect varying from 4 to 35 mm; c) flow through the defect predominantly directed from the left to the right atrium; d) signs of right ventricular volume overload (increased right ventricular end-diastolic diameter and presence of paradoxical movement of the interventricular septum); e) distance of the defect rims from adjacent structures (coronary sinus, atrioventricular valves, pulmonary veins and vena cava) of at least 4 mm; f) presence of rims with at least 5 mm around at least 75% of the defect; g) absence of fixed pulmonary hypertension; h) absence of associated defects that need surgical approach. </p>
      <p>All these criteria are applied when one intends to use the Amplatzer septal occluder, which is currently the most frequently device utilized in the market. Regarding the implant of the Helex device, the second device most commonly used, the diameter of the ASD must not exceed 15 mm. This device line is available with diameters of 15, 20, 25, 30 and 35 mm. As the choice of size is based on a 1.7-2:1 ratio with stretched diameter (diameter of the ASD obtained in the catheterization laboratory, in which a complacent balloon is inserted into the orifice, distending it until it acquires a circular shape), it is possible to occlude stretched orifices that do not exceed 20 mm<sup>6</sup>.</p>
      <p>As a result of the increasing global experience in the percutaneous treatment of ASD, as well as the development of occlusion devices and the improvement of the quality of echocardiographic images, including high-resolution TEE, three-dimensional reconstruction and intracardiac echocardiography (ICE), the indications, previously restricted to unquestionably favorable cases, were expanded to include the so-called complex cases, in which the implant is known to be feasible and effective, but with slightly lower success rates and more prolonged procedure time<sup>7</sup>. </p>
      <p>Complex anatomy ASD is considered when it has the following characteristics: stretched diameter &gt; 26 mm; deficient rims, measuring less than 4 mm in the anterior, posterior or inferior septal region; two orifices that are apart; multifenestrated interatrial septum and interatrial septum aneurysm (redundant and mobile interatrial septum with an excursion &gt; 10 mm)<sup>7</sup>. <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref> shows an ASD of complex anatomy. </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Regardless of the type of probe utilized (biplane or multiplane), TEE must follow a standard methodology, in order to obtain all necessary information. Our group chooses to start with sectional images at the transverse plane (0&#186; in the multiplane probe), slowly and progressively moving the probe, from the plane that evidences the superior vena cava until the floor of the right atrium is reached, identified by the presence of the coronary sinus and the Eustachian valve. Subsequently, we move on to the longitudinal plane (90&#186;), with the section that contains the left atrial appendix and the mitral valve, using a slow anti-clockwise rotation of the probe in order to obtain a scan of the atrial septum from the anterior to the posterior portion. This standardization allows the examiner to mentally reconstruct a three-dimensional model of the defect, as well as define the characteristics of complex defects with precision<sup>5, 8</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Echocardiography during the procedure</bold>
      </p>
      <p>Atrial septal defects occlusion is continuously monitored by TEE or ICE. When this is accomplished by TEE, even in adults, it is necessary to utilize general anesthesia. The main steps of the echocardiography during the implant are:</p>
      <p>1. Measurement of the stretched diameter. In addition, it is necessary to verify whether the balloon is obstructing the defect completely and if there are no additional defects with the occlusion of the main defect. The choice of the Amplatzer device size depends on the stretched diameter. The balloon-catheter separates, by compression, the thin rims formed by the <italic>septum primum</italic>, occupying the orifice delimitated by the rigid rims, constituted by the <italic>septum secundum</italic>, which will function as the device support. The balloon-catheter is insufflated until the septum shows resistance, demonstrating a clear waist in the balloon. It is important to remember that the balloon must be insufflated only enough to prevent flow through the defect, avoiding septal hyperextension and consequently, the overestimation of the device size. Measurements of the balloon diameters in the echocardiography and angiography are similar, as long as they are adequately performed. The correct determination of the diameter is essential for an adequate device choice. Although the Amplatzer device can be easily withdrawn and changed by another, the choice of a device with inadequate dimensions results in increased procedure costs. </p>
      <p>2. To guide the interventionalist regarding the localization of the left atrium disc before the release of the remaining device components, so it will be near the interatrial septum, without protruding through the defect. </p>
      <p>3. To demonstrate the device positioning after the release of all its components. The device can only be released when the presence of interatrial septum tissue between its two discs is demonstrated, and when there is no functional involvement of cardiac venous and valve structures. </p>
      <p>4. Scanning for a possible residual shunt, grading it when present. In the period that follows the release, it is possible to identify a low velocity central flow through the device mesh, which normally disappears on the day after the implant<sup>5</sup>. </p>
      <p>Under special circumstances, such as large ASDs in small children, or those with dimensions &gt; 35 mm in adults, some authors have discontinued the stretched diameter technique for device selection. In these cases, the measurement of the upper-lower length of the interatrial septum is performed, in the four-chamber view (0&#186; by TEE). The device is chosen so that the left disc diameter does not exceed total septum length (Dr. Zahid Amin, personal communication). This new technique, in addition to allowing the percutaneous procedure, prevents the overestimation of the device size, which eventually could result in the erosion of the aorta wall to the right or left atrium, aortic-sinus fistula or pericardial effusion with cardiac tamponade<sup>9</sup>. Following the previously described indications, it is only possible to perform the percutaneous occlusion of these defects if the rims around the orifice measure at least 5 mm, except for that close to the aorta, which may be absent, although it does not contraindicate the procedure. <xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref> shows a fossa ovalis ASD with morphological characteristics that are ideal for percutaneous treatment, the stretched diameter and the final result after a Helex device is release. </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>Echocardiography in the follow-up of percutaneous closure of ASD</p>
      <p>The follow-up of patients who underwent device closure of ASD is carried out through sequenced clinical evaluations and transthoracic echocardiogram on the day after the implantation, one, three and twelve months after, and every year, thereafter. The main parameters evaluated by echocardiography are device positioning, presence of residual shunt and measurement of right cardiac chamber dimensions<sup>3</sup>. By assessing the diastolic diameter of the right ventricle at the longitudinal paraesternal axis before the implantation and during the late follow-up, we have observed that the right ventricle returns to its normal dimensions within the first year post-procedure<sup>4</sup>. </p>
      <p>In the beginning of our experience, we routinely repeated TEE after the third month post-implantation. In face of the excellent late results, not only in our institution but worldwide regarding the low late complication rates, the disappearance of small residual shunts and the reduction of the device profile, we have followed patients with transthoracic echocardiogram only, being TEE utilized only in case of complications. Although complications such as aortic fistula to the right or left atriums, pericardial effusion secondary to atrial perforation and thrombus or vegetation formation in the device have been rarely described in literature, none of these abnormalities were observed in our experience, which consists of 144 cases, including patients treated with Amplatzer and Helex devices. Compromise of the atrioventricular valve function and pulmonary or systemic vein return were not observed either.</p>
      <p>
        <bold>Percutaneous occlusion of PFO</bold>
      </p>
      <p>Approximately 25% of the general population has a PFO<sup>10</sup>. In almost all cases, it does not have pathological implications, being just a variation of the normal condition, casually observed during the routine echocardiographic assessment. However, young patients (&lt; 55 yrs) with stroke of undetermined cause after extensive investigation (including neurological, cardiac, vascular, hematological and rheumatological causes), PFO is found in up to 60% of the cases. Based on this epidemiological difference, it was postulated that PFO, functioning as a valve, could allow inversion of shunt at the atrial level (from right to left) in situations of high pressures in the right atrium, associating to embolic events for the systemic circulation (paradoxical embolism)<sup>11</sup>. Thus, looking for PFO is mandatory in individuals who have evidence of cerebral ischemia without other apparent causes. This assessment is performed with TEE. In addition to the anatomical visualization of the orifice in the fossa ovale, it is necessary to document the right to left shunt, using contrast. To obtain a contrast rich in microbubbles, physiological saline solution is agitated with air (9 ml of saline solution and 1 ml of air) and injected rapidly in a peripheral vein. At this moment, the patient is requested to perform the Valsalva maneuver to increase pressure on the right side of the heart. The presence of right to left shunt is confirmed when the contrast, after filling up the right atrial cavity, is found inside the left atrium with an amount of at least 5 microbubbles, during the first three cardiac cycles after the injection<sup>5</sup>.</p>
      <p>In these patients, percutaneous occlusion of the PFO has been carried out safely and effectively, to prevent recurrences of thromboembolic phenomena<sup>12</sup>. Despite the lack of prospective and randomized studies comparing pharmacological approach (anti-platelet and anti-coagulant drugs) with percutaneous treatment, previously published observational longitudinal studies have shown that occlusion with devices is at least, as effective as the clinical treatment, being more effective in some subgroups of patients, such as those presenting with more than one previous episode of stroke or recurrence during pharmacological treatment<sup>13</sup>. Some anatomical aspects of the interatrial septum are particularly important for appropriate selection of the diameter and shape of the device that will be used, and must be adequately observed during the echocardiographic study. They are: a) the presence of interatrial septum aneurysm (defined by excursion &gt; 10 mm of the septum); b) tunnel-shaped foramen ovale, and c) the presence of other orifices in the interatrial septum. Echocardiographic assessment of interatrial septum is also mandatory for professional divers, as there is a five-fold increased risk of suffering decompression sickness for those who have PFO compared to those with intact interatrial septum<sup>14</sup>. </p>
      <p>Recently, PFO has been associated to migraine with aura and its occlusion has demonstrated reduction on intensity and frequency of the migraine episodes<sup>15</sup>. </p>
      <p>Percutaneous occlusion of PFO is, in general, quite rapid and simple, and can be carried out under echocardiographic monitoring, according to the interventionalist&#146;s choice. <xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref> shows echocardiographic pictures of a PFO and right-left flow demonstrated by the presence of microbubbles in the left atrium. </p>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>Drug prophylaxis with aspirin is maintained for 6 to 12 months after percutaneous closure. Treatment can be withdrawn only when a new TEE with microbubbles does not reveal any right to left shunting at atrial level. This evaluation is normally carried out six months after the procedure.</p>
      <p>
        <bold>Percutaneous occlusion of ASD and PFO guided by ICE </bold>
      </p>
      <p>Currently available in the Brazilian market, the AcuNav<sup>TM</sup> has revolutionized interventional cardiology, especially in the areas of electrophysiology and percutaneous treatment of septal defects. The AcuNav<sup>TM</sup> is an ultrasound transducer performed to undergo the venous system, which results in high-resolution images and is capable of 12 cm penetration in the heart. The current commercialized catheter is a 90 cm long 10 French catheter, introduced in the venous system through an 11 French sheath. It has a transducer coupled to the distal extremity, which allows capture of section images of 90&#186;. Its tip can be moved to the anterior-posterior and lateral (left-right) directions inside the cardiac chambers, generating bidimensional images and also allowing the utilization of Doppler resources (pulsed, continuous, and color flow mapping). The catheter is compatible with Sequoia&#8482;, Aspen&#8482; and Cypress&#8482; (<italic>Acuson Corporation</italic>, Mountain View, CA) equipment, having been approved for intracardiac and intraluminal use by the FDA (Food and Drug Administration). </p>
      <p>The main advantages of ICE for percutaneous treatment of ASD and PFO are the acquisition of better quality images, as the transducer is placed inside the right atrium, the best view of the posterior-inferior portion of the interatrial septum (the rim that is the hardest to visualize at the TEE), lower exposition to radiation by reducing the duration of the procedure, necessity of only one operator (the interventionalist can obtain the echocardiographic images him or herself) and the preclusion of general anesthesia in adolescents and adults, since TEE is not required<sup>16-20</sup>.</p>
      <p>Recent studies have shown that all measurements obtained on ICE have excellent correlation with those obtained by TEE, with better demonstration of guidewires, catheters and device discs<sup>21, 22</sup>. Due to such advantages, ICE monitoring of percutaneous occlusion of ASD and PFO has become the standard of care for adolescents and adults in North America and Europe. In developing countries, however, due to the high cost of the transducer, it has been more uncommonly employed. Theoretically the transducer must be used only once. In day by day practice however, the equipment can be re-sterilized and re-utilized around 10 times, depending how carefully its handled (Carlos Zabal, personal communication). <xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">Figure 4</xref> shows some images obtained during our initial experience with ICE at Dante Pazzanese Institute of Cardiology and <italic>Hospital do Cora&#231;&#227;o</italic>. </p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Percutaneous occlusion of ventricular septal defect (VSD) </bold>
      </p>
      <p>Ventricular septal defect is the most frequent congenital heart disease, corresponding to around 20% of them<sup>23</sup>. In approximately 80% of the cases, it is located in the membranous portion of the septum, with variable extensions to the inlet and outlet, being thus denominated perimembranous VSD<sup>23</sup>. With the development of Amplatzer devices appropriate for this septal region, percutaneous closure of VSD was extended from the muscular region to the membranous area<sup>24, 25</sup>. Although virtually all perimembranous VSDs can be occluded percutaneously, some important features must be carefully assessed by echocardiography. Differently from ASD patient selection, the pre-procedure evaluation is performed by transthoracic echocardiography. In our clinical practice, we have performed TEE only in adults with very unfavorable echocardiographic windows, in whom transthoracic evaluation of the defect is not accurate. </p>
      <p>
        <bold>Patient selection</bold>
      </p>
      <p>As mentioned previously, some anatomical and functional aspects must be evaluated before the indication of percutaneous treatment of VSD: A) Localization &#150; if the communication is perimembranous, it is important to define if it is located at the ventricular inflow or outflow region. B) Distance from the aortic valve leaflets: Although the absence of tissue separating the aortic valve leaflets from the orifice is not an absolute contraindication for the procedure, it is known that, in this situation, it becomes more complex and requires more care. In general, it is preferable that the defect is at least 2 mm far from the aortic valve. C) Presence of accessory tissue around the defect: sometimes there is a small amount of tricuspid tissue tags around the orifice, which does not significantly reduce flow through it. In these cases, the prosthesis must be attached to the muscular septum. On the other hand, there are defects that present large amounts of tissue around it, forming an aneurysm, which significantly reduces the original flow orifice. These defects may be occluded with smaller devices, which are positioned inside the aneurysmatic sac and do not compromise tricuspid and aortic valves function. D) Presence of aortic valve prolapse. It is known that 2 to 7% of the VSDs can be associated to a prolapse of the right coronary leaflet of the aortic valve, leading to different degrees of aortic insufficiency. Although this finding is a contraindication to the percutaneous procedure in study protocols in the United States, device implantation under these circumstances has been carried out safely and effectively with excellent medium-term results. In our experience of 29 cases, three patients had such complication, all with successful device implantation. Two of them persisted with no aortic insufficiency and one showed a minimal progression of the previously mild existing insufficiency. Monitoring serially these patients with echocardiography is mandatory. E) Presence of associated defects, such as subaortic membrane and right ventricular muscle band which might need surgical approach. Lesions such as pulmonary or aortic valve stenosis, persistent duct arteriosus and aortic coarctation can also be treated percutaneously, depending on their anatomical features. F) Presence of the left chambers overload that justifies the intervention. G) Absence of fixed pulmonary arterial hypertension.</p>
      <p>Muscular VSDs located in the trabecular and apical regions of the septum can also be treated percutaneously. Although there are fewer anatomical variations, the presence of multiple orifices is common, particularly in the ventricular apex. When there is a single orifice, the Amplatzer device is the best choice, as it has small retention discs that occupy little space of the interventricular septum. In case of multiple orifices, CardioSEAL devices are more appropriate, as long as implanted in the most central orifice. </p>
      <p>Recently, hybrid approach for the management of very young patients (&lt; 6 mo) with large muscular defects has been utilized. These patients are taken to the operating room for a thoracotomy to expose the heart and, through a right ventricular free wall puncture a guidewire is introduced in the left ventricle through the VSD. A short sheath is then advanced over the guidewire allowing the device positioning. The procedure is performed under TEE monitoring. This innovative and revolutionary approach, in which interventionalist, echocardiographer and cardiac surgeon work together, prevents the deleterious effects of extracorporeal circulation, resulting in occlusion rates &gt; 90%<sup>26</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Echocardiography during percutaneous closure of VSD</bold>
      </p>
      <p>Multiplane probes are more suitable for this procedure, as intermediate planes between 0&#186; and 180&#186; can provide visualization of the VSD and device positioning. Similarly to ASD closure, echocardiography helps in the orifice measurement and device size choice, monitors the guidewires, catheters and sheaths position inside the heart and determines the location of the devices discs, before and after its release<sup>24</sup>. The primary functions of the echocardiography also include careful evaluation of aortic and tricuspid valves, detection and grading of possible residual shunts. Although echocardiographic pictures are of great help for the procedure, fluoroscopy and angiography are crucial during the intervention. </p>
      <p>
        <bold>Echocardiography in the follow-up after VSD percutaneous occlusion</bold>
      </p>
      <p>The follow-up of patients who underwent percutaneous occlusion of VSD is carried out through clinical assessments and serial transthoracic echocardiograms, when the following parameters must be evaluated: a) left cardiac cavity dimensions (normally after the first year of treatment, these have returned to normal dimensions<sup>24</sup>); positioning of the device in the interventricular septum; c) presence of residual shunt; d) evaluation and measurement of a possible flow gradient in the left ventricular outflow tract; and e) aortic and tricuspid valve function. </p>
      <p>Our current experience consists of 29 cases treated percutaneously for perimembranous VSD and one for muscular VSD. Regardless of the morphological characteristics of the defect, all the procedures were carried out successfully. The presence of immediate residual shunt was noticed in 25% of the cases. Over a mean follow-up period of 10 &#177; 8.5 months, only two patients persisted with slight residual shunt, with one of them having less than one-month follow-up. Two other cases presented a gradient at the left ventricular outflow tract (17 and 25 mmHg on the day after the procedure) that disappeared during follow-up, possibly due to the spontaneous reduction of the device profile and the epithelization process which occurs within the first six months after the implant<sup>24,27</sup>. <xref ref-type="fig" rid="fig05-body2">Figure 5</xref> shows a VSD before and after the Amplatzer device implant.</p>
      <fig id="fig05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Three-dimensional echocardiography (3-D echo) in the percutaneous occlusion of septal defects</bold>
      </p>
      <p>In the mid-90s, several studies showed the feasibility and accuracy of 3-D echo in the assessment of the heart<sup>28</sup>. At the same time, interventional cardiology was established as an effective and safe technique for ASD occlusion. Consequently, several studies were published showing three-dimensional evaluation of the interatrial septum and its defects, and the connections between the implanted device and the adjacent cardiac structures<sup>29-33</sup>. Three-dimensional reconstruction was initially performed from TEE pictures obtained every two to three degrees, from zero to 180&#186;, synchronized to the patient&#146;s cardiac and respiratory cycle. Because of total immobilization of the patient was required, most of the studies were performed in the catheterization laboratory under general anesthesia<sup>32,33</sup>. Using the Hewlett-Packard Sonos (Philips, Bothel, WA, EUA) and Echo-Scan TomTec Imaging Systems Inc., (Boulder, CO, EUA), 3 to 10 minutes were required to acquire the pictures, depending on the patient&#146;s heart rate. Time for reconstruction was about 3 to 5 minutes, but it could take up to 40 minutes to prepare a set of images<sup>29,32</sup>. </p>
      <p>3-D echo main advantages to evaluate ASD are the clear demonstration of ASD characteristics, with a particular visualization of the extension of the anterior-superior rim, defining the defect shape and allowing measurement of all orifice dimensions<sup>28,29,34</sup>, In this image modality, it is possible evaluate the defect <italic>en face</italic> mimicking the surgeon&#146;s view, with the advantage of being dynamic during the cardiac cycle. After device implantation, three-dimensional reconstruction can identify the device positioning, showing and locating possible arms or discs protrusion to the right atrium<sup>33</sup>. Evaluation and measurement of residual defects can also be assessed by this method<sup>29</sup>. </p>
      <p>Live 3-D echo has recently become available in the market. To date, only thoracic transducers are available, which does not provide ideal assessment of interatrial septum defects in older children and adults. <xref ref-type="fig" rid="fig06-body2">Figure 6</xref> shows an ASD assessed by TEE and the transthoracic 3-D view of the same defect. </p>
      <fig id="fig06-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-02-0087-00003-gf06-en.jpg"/></fig>
      <p>Recently a report described the use of this technology to monitor an ASD occlusion in a six-year-old child weighing 22 kg, using subcostal views<sup>35</sup>. Catheters&#146; and guidewires&#146; position, balloon measurement of the defect and discs release were all guided with live 3-D pictures, which accurately identified septal tissue between the discs and provided better pictures of the posterior-inferior rim. Decreased fluoroscopy time, better outline of the defect shape, elimination of esophageal intubation and more reliability regarding the device positioning were highlighted as the main benefits of this type of monitoring<sup>35</sup>. With the future development of a transesophageal transducer for live 3-D images, the method will be also useful in procedures for older children and adults. </p>
      <p>
        <bold>CONCLUSIONS</bold>
      </p>
      <p>As described in previous paragraphs, there are different percutaneous techniques to treat septal defects. Technological developments have made the procedures feasible, effective and safe. Echocardiography has a primary role in identifying patients that benefit from such procedures, in monitoring them and in the immediate and late post-occlusion follow-up. Similarly to the advances in the devices and percutaneous field, echocardiography has evolved to provide more complete and precise information for the interventionalist, helping in the procedure and making it even safer and simpler.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
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          <label>
            <bold>Mailing Address</bold>
          </label>
          <p> Simone Rolim F.</p>
          <p> Fontes Pedra</p>
          <p> Av. Dr. Dante Pazzanese, 500 &#150; 14&#186;</p>
          <p> 04012-180 - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="sfpedra@uol.com.br">sfpedra@uol.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Received on 10/08/04</p>
      <p> Accepted on 03/30/05</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
