<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="other">00011</article-id>
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        <article-title>Diretriz de reabilita&#231;&#227;o cardiopulmonar e metab&#243;lica: aspectos pr&#225;ticos e responsabilidades</article-title>
      </title-group>
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          <name>
            <surname>Carvalho</surname>
            <given-names>Tales de</given-names>
          </name>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>86</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>74</fpage>
      <lpage>82</lpage>
      <permissions>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>13</day>
        <month>02</month>
        <year>2006</year>
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  <body>
    <p>
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-e01.jpg"/></p>
    <p>
      <bold>Diretriz de reabilita&#231;&#227;o cardiopulmonar e metab&#243;lica: aspectos pr&#225;ticos e responsabilidades </bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Editor: </bold>
    </p>
    <p> Tales de Carvalho  </p>
    <p>
      <bold>Colaboradores:</bold>
    </p>
    <p> Alberto Aguillar Cortez, Almir Ferraz, Antonio Cl&#225;udio Lucas da N&#243;brega, Antonio Fernando Brunetto, Artur Haddad Herdy, Carlos Alberto Cordeiro Hossri, Carlos Alberto Neder, Carlos Eduardo Negr&#227;o, Cl&#225;udio Gil Soares Ara&#250;jo, F&#225;bio S&#226;ndoli de Brito, F&#233;lix Albuquerque Drummond, Fernando Roselino, Geraldo &#194;ngelo Nogueira, Iracema Ioco Kikuchi Umeda, Japy Angelini Oliveira Filho, Jos&#233; Antonio Caldas Teixeira, Jos&#233; Kawazoe Lazzoli, Luiz Eduardo Mastrocolla, Magnus Benetti, Marcelo Bichels Leit&#227;o, Marcelo Zager, Maria Janieire Nazar&#233; Nunes Alves, Max Grinberg, Miltom Godoy, Odwaldo Barbosa e Silva, Ricardo Stein, Ricardo Vivacqua Costa, Romeu Sergio Meneghelo, Ruy Silveira Moraes, Salvador Manoel Serra, Salvador Ramos. </p>
    <p>
      <bold>Coordenador de Normatiza&#231;&#245;es e Diretrizes da SBC:</bold>
    </p>
    <p> Jorge Ilha Guimar&#227;es </p>
    <p>
      <bold>INTRODU&#199;&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Este documento completa a trilogia de normatiza&#231;&#245;es da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre reabilita&#231;&#227;o cardiovascular, juntando-se &#224; <italic>Normatiza&#231;&#227;o dos Equipamentos e T&#233;cnicas da Reabilita&#231;&#227;o Cardiovascular Supervisionada</italic>, de 2004 <sup>1</sup>, e &#224; <italic>Diretriz de Reabilita&#231;&#227;o Card&#237;aca, </italic>de 2005 <sup>2</sup>. Foi elaborado em sintonia com o <italic>Projeto de Reabilita&#231;&#227;o Cardiovascular, Pulmonar e Metab&#243;lica </italic>(RCPM), fruto da parceria do Departamento de Ergometria e Reabilita&#231;&#227;o Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia com o SBC-Funcor, desenvolvido com o apoio da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, tendo como objetivos: a) proporcionar treinamento em RCPM; b) implantar programas estruturados de RCPM no sistema de sa&#250;de p&#250;blico e privado; c) desenvolver estudos cient&#237;ficos multic&#234;ntricos sobre RCPM. &#201; um documento produzido com a expl&#237;cita inten&#231;&#227;o de contribuir para o surgimento de a&#231;&#245;es pol&#237;ticas nas quais a RCPM seja priorizada, algo imprescind&#237;vel para a sa&#250;de p&#250;blica, sendo relevante tamb&#233;m em termos econ&#244;micos <sup>3,4</sup>. N&#227;o tem dentre seus objetivos abordar aspectos espec&#237;ficos da avalia&#231;&#227;o f&#237;sica e da prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio, considerando que tais informa&#231;&#245;es est&#227;o devidamente contempladas na <italic>I Diretriz Nacional de Reabilita&#231;&#227;o</italic>, de 1997 <sup>5</sup>, e em outros documentos da Sociedade Brasileira de Cardiologia <sup>1,2</sup>. </p>
    <p>O enfoque abrangente justifica a denomina&#231;&#227;o RCPM e est&#225; em conson&#226;ncia com a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de, que caracteriza a reabilita&#231;&#227;o como a integra&#231;&#227;o de interven&#231;&#245;es, denominadas "a&#231;&#245;es n&#227;o farmacol&#243;gicas", para assegurar as melhores condi&#231;&#245;es f&#237;sicas, psicol&#243;gicas e sociais para o paciente com doen&#231;a cardiovascular, pulmonar e metab&#243;lica <sup>3,4</sup>. A pr&#225;tica m&#233;dica &#233;tica, com base em evid&#234;ncias cient&#237;ficas e de comprovadas vantagens de ordem econ&#244;mica, n&#227;o admite deixar sem o benef&#237;cio terap&#234;utico da RCPM os portadores de doen&#231;as cardiovasculares, como a doen&#231;a coron&#225;ria ateroscler&#243;tica <sup>6-12</sup>, insufici&#234;ncia card&#237;aca <sup>13-15</sup>, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica <sup>16</sup> e doen&#231;a arterial perif&#233;rica <sup>17-19</sup>; doen&#231;as metab&#243;licas <sup>20-28</sup>, como a obesidade, s&#237;ndrome metab&#243;lica e diabete melito; doen&#231;a pulmonar cr&#244;nica <sup>29-33</sup>; de fatores de risco relevantes para as referidas doen&#231;as, como o tabagismo, dislipidemia, intoler&#226;ncia &#224; glicose, excesso de estresse, sedentarismo de longa data <sup>20,34-37</sup>; e de nefropatia cr&#244;nica <sup>38-42</sup>. Neste contexto, destaca-se a necessidade da prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio f&#237;sico, que em determinadas situa&#231;&#245;es deve ocorrer sob supervis&#227;o especializada <sup>43-45</sup>.</p>
    <p>Apesar da RCPM ser considerada modalidade terap&#234;utica segura <sup>43</sup>, obrigat&#243;ria pelo que significa em termos de custo-efetividade <sup>8-10,12,14,28,31-33,37,39</sup>, no Brasil, refletindo desinforma&#231;&#227;o e/ou m&#225; atitude pol&#237;tica, tanto no setor p&#250;blico quanto privado, os benef&#237;cios dos programas estruturados de reabilita&#231;&#227;o s&#227;o ainda pouco mobilizados em prol dos pacientes. Freq&#252;entemente os planos de sa&#250;de costumam tratar o processo de reabilita&#231;&#227;o com as mesmas regras estabelecidas para procedimentos fisioter&#225;picos, destinados a tratar problemas m&#250;sculos esquel&#233;ticos agudos, por vezes permitindo ao paciente apenas 10 sess&#245;es por ano, desconsiderando que devido &#224; sua complexidade a RCPM deve ser regida segundo normas pr&#243;prias, que est&#227;o bem estabelecidas pela comunidade m&#233;dica e cient&#237;fica, nacional e internacional <sup>1-5</sup>.</p>
    <p><inline-graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/r9qxGTpcvbm7PWtLZMw6Z9h/70d008d0ff53507476a3c02bac8f9003203e33f6.gif"/> No Brasil, imp&#245;e-se o surgimento de um novo paradigma cultural e pol&#237;tico, que priorize a RCPM, o que beneficiaria a sa&#250;de org&#226;nica dos pacientes e a sa&#250;de econ&#244;mica do sistema de sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>GRAU DE RECOMENDA&#199;&#195;O, N&#205;VEL DE EVID&#202;NCIA, ASPECTOS ECON&#212;MICOS</bold>
    </p>
    <p>Estudos cient&#237;ficos, conclusivos sobre a redu&#231;&#227;o significativa da morbi-mortalidade e melhoria da qualidade de vida dos pacientes tratados, t&#234;m associado RCPM e custo-efetividade <sup>8-10,12,14,28,31-33,37,46</sup>. Na reabilita&#231;&#227;o de portadores de cardiopatias existem duas estrat&#233;gias b&#225;sicas: a que prioriza o exerc&#237;cio, reconhecida na literatura internacional pela sigla EX-CR, de "<italic>exercise-only"</italic>, que pode ser traduzida para reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca com &#234;nfase no exerc&#237;cio (RCEE); e a que &#233; reconhecida pela sigla CCR, de "<italic>comprehensive care rehabilitation"</italic>, que pode ser traduzida para reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca abrangente (RCA), na qual o exerc&#237;cio &#233; parte de um conjunto que, juntamente com o condicionamento f&#237;sico, objetiva a remo&#231;&#227;o do tabagismo, a reformula&#231;&#227;o de h&#225;bitos alimentares e o controle do estresse. Independente da estrat&#233;gia, a RCPM estruturada corresponde a processo educativo, em contexto no qual o paciente deve ser provido de informa&#231;&#245;es b&#225;sicas sobre a fisiopatologia de sua (s) doen&#231;a (s); rela&#231;&#227;o da (s) doen&#231;a (s) com atividade f&#237;sica, atividade sexual e trabalho; mecanismos de a&#231;&#227;o dos f&#225;rmacos; reformula&#231;&#227;o dos h&#225;bitos alimentares; cessa&#231;&#227;o do tabagismo e controle do estresse. Cabe enfatizar que as evid&#234;ncias cient&#237;ficas d&#227;o relev&#226;ncia ao treinamento f&#237;sico, credenciando-o como a principal interven&#231;&#227;o neste processo de reabilita&#231;&#227;o <sup>8</sup>.</p>
    <p>No Brasil, o custo da interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea (ICP) com coloca&#231;&#227;o de apenas um <italic>stent</italic> com elui&#231;&#227;o de medicamento &#233; de aproximadamente R$ 16.000,00. Com este recurso, caso a reabilita&#231;&#227;o custasse R$ 300,00 mensais, seriam poss&#237;veis mais de 04 anos de programa supervisionado para um paciente, e o atendimento de mais do que 50 pacientes/m&#234;s em programa estruturado de RCPM. Freq&#252;entemente na ICP utiliza-se mais do que um <italic>stent</italic>, tornando ainda mais d&#237;spares os custos das duas modalidades terap&#234;uticas. Deve ser ressaltado que os benef&#237;cios advindos da reabilita&#231;&#227;o s&#227;o seguros e abrangentes, melhorando qualidade de vida e proporcionando maior redu&#231;&#227;o das mortalidades card&#237;aca e total, em estudos que a comparam com a ICP, conforme pode ser observado na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref> <sup>8,11</sup>.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os bons resultados do tratamento por meio da RCPM aplicado a portadores das doen&#231;as referidas neste documento t&#234;m sido documentados por estudos consistentes e de boa qualidade, com a evid&#234;ncia cient&#237;fica variando entre os n&#237;veis 1 e 3, segundo classifica&#231;&#227;o proposta pela Comiss&#227;o de Medicina Baseada em Evid&#234;ncia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Associa&#231;&#227;o M&#233;dica Brasileira (AMB) (<xref ref-type="fig" rid="qdr01">Quadro 1</xref>). Considerando a qualidade das evid&#234;ncias cient&#237;ficas e a aplicabilidade do m&#233;todo <sup>3,4</sup>, o tratamento por meio da RCPM para estes pacientes apresenta sempre forte grau de recomenda&#231;&#227;o (Grau A ou Grau B), segundo classifica&#231;&#227;o proposta pela comiss&#227;o da SBC e AMB citada (<xref ref-type="fig" rid="qdr02">Quadro 2</xref>).</p>
    <fig id="qdr01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="qdr02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-gf02.jpg"/></fig>
    <p>&#149; <italic>RCPM na <bold>coronariopatia</bold>: recomenda&#231;&#227;o <bold>grau A</bold>, evid&#234;ncia de <bold>n&#237;vel 1</bold>.</italic></p>
    <p>A indica&#231;&#227;o da reabilita&#231;&#227;o para coronariopatas torna-se inquestion&#225;vel diante das evid&#234;ncias dos estudos sobre custo-efetividade <sup>8-10</sup> e do n&#250;mero de indiv&#237;duos que necessitam ser tratados para que o benef&#237;cio do tratamento (morte e/ou infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o fatal evitados) ocorra em um paciente <sup>9-10, 47-51</sup>, o que corresponde &#224; sigla NNT, de "<italic>number needed to treat" </italic>(<xref ref-type="fig" rid="qdr03">Quadros 3</xref> e <xref ref-type="fig" rid="qdr04">4</xref>).</p>
    <fig id="qdr03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-gf03.jpg"/></fig>
    <fig id="qdr04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-gf04.jpg"/></fig>
    <p>&#149; <italic>RCPM na <bold>insufici&#234;ncia card&#237;aca</bold>: recomenda&#231;&#227;o <bold>grau A</bold>, evid&#234;ncia <bold>n&#237;vel 1</bold>.</italic></p>
    <p>Em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca os estudos sobre o custo-efetividade do tratamento por meio da RCPM t&#234;m mostrado resultados mais expressivos do que os referentes a coronariopatas <sup>12-14</sup>. Nos pacientes mais graves, com indica&#231;&#227;o para transplante card&#237;aco, a reabilita&#231;&#227;o pr&#233;via &#224; cirurgia pode melhorar as condi&#231;&#245;es gerais, tornando mais seguros o ato cir&#250;rgico e o p&#243;s-operat&#243;rio. Nestes casos o objetivo maior volta-se &#224; melhora da capacidade funcional, que auxilia na otimiza&#231;&#227;o do tratamento e por vezes posterga ou torna desnecess&#225;rio o transplante card&#237;aco.</p>
    <p>&#149; <italic>RCPM na <bold>pneumopatia cr&#244;nica</bold>: recomenda&#231;&#227;o <bold>grau A</bold>, evid&#234;ncia de <bold>n&#237;vel 1</bold>.</italic></p>
    <p>Pneumopatas cr&#244;nicos tratados em programas de reabilita&#231;&#227;o pulmonar utilizam menos os servi&#231;os de sa&#250;de. Os custos de implanta&#231;&#227;o e demais gastos referentes aos programas de reabilita&#231;&#227;o s&#227;o vantajosamente compensados, gerando bom retorno econ&#244;mico ao sistema de sa&#250;de. A concilia&#231;&#227;o da vantagem econ&#244;mica com o incremento da quantidade e da qualidade de vida, como decorr&#234;ncia de comprovados ganhos na capacidade funcional e estado geral dos pneumopatas cr&#244;nicos, torna obrigat&#243;ria a indica&#231;&#227;o complementar de tratamento em programa de reabilita&#231;&#227;o <sup>18-21</sup>.</p>
    <p>&#149; <italic>RCPM na <bold>hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica</bold>: recomenda&#231;&#227;o de <bold>grau A</bold>, evid&#234;ncia de <bold>n&#237;vel 1</bold>.</italic></p>
    <p>Estudos controlados e randomizados reunidos em uma grande meta-an&#225;lise<sup>16</sup>, documentaram a redu&#231;&#227;o significativa da press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica, n&#227;o somente em portadores de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, mas tamb&#233;m em indiv&#237;duos normotensos. </p>
    <p>&#149; <italic>RCPM na doen&#231;a arterial obstrutiva perif&#233;rica, obesidade, s&#237;ndrome metab&#243;lica, diabete melito e para pacientes com escore elevado de risco para doen&#231;a cardiovascular, pulmonar e metab&#243;lica: recomenda&#231;&#227;o de <bold>grau A-B</bold>, evid&#234;ncia de <bold>n&#237;vel 2-3</bold>.</italic></p>
    <p>Os estudos cient&#237;ficos t&#234;m sido conclusivos em rela&#231;&#227;o aos benef&#237;cios da RCPM para indiv&#237;duos com doen&#231;a arterial obstrutiva perif&#233;rica, obesidade, diabete melito, s&#237;ndrome metab&#243;lica e risco elevado para as doen&#231;as cardiovasculares, pulmonares e metab&#243;licas <sup>19,20-28,34-37,39</sup>. Para o estabelecimento do grau de risco tem sido recomendada avalia&#231;&#227;o sistem&#225;tica, que pode ser aplicada por meio de escores como os de Framingham e da Sociedade Europ&#233;ia de Cardiologia, dentre outros <sup>52</sup>.</p>
    <p>&#149; <italic>RCPM na <bold>nefropatia cr&#244;nica</bold>, inclusive para pacientes submetidos a programa de di&#225;lise: recomenda&#231;&#227;o de <bold>grau B</bold>, evid&#234;ncia de <bold>n&#237;vel 3</bold>.</italic></p>
    <p>Tem sido tamb&#233;m demonstrada a import&#226;ncia da reabilita&#231;&#227;o para nefropatas cr&#244;nicos, inclusive os submetidos a programa de hemodi&#225;lise, os quais apresentam acentuada redu&#231;&#227;o da capacidade cardiorrespirat&#243;ria <sup>38</sup>. Para esses, a pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos proporciona a redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial sist&#243;lica, aumento da capacidade f&#237;sica e redu&#231;&#227;o do custo do tratamento <sup>39</sup>. Os pacientes com insufici&#234;ncia renal costumam desenvolver doen&#231;a cardiovascular, independente da modalidade de tratamento escolhida, seja hemodi&#225;lise ou transplante renal, sendo que o exerc&#237;cio f&#237;sico contribui para reduzir ou retardar problemas secund&#225;rios &#224; coronariopatia, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e insufici&#234;ncia card&#237;aca <sup>40</sup>. Em pacientes submetidos ao tratamento dial&#237;tico, o exerc&#237;cio proporciona melhora da fun&#231;&#227;o cardiovascular, da capacidade f&#237;sica e da qualidade de vida, melhorando a efici&#234;ncia da di&#225;lise e diminuindo o tempo de remo&#231;&#227;o de fosfato durante a di&#225;lise <sup>41</sup>, reduzindo a mortalidade <sup>42</sup>.</p>
    <p>
      <bold>IMPLANTA&#199;&#195;O DE PROGRAMAS. ASPECTOS PR&#193;TICOS</bold>
    </p>
    <p>A comprovada repercuss&#227;o cl&#237;nica e econ&#244;mica da RCPM obriga a implementa&#231;&#227;o de pol&#237;ticas no sistema de sa&#250;de p&#250;blico e privado, que tornem o m&#233;todo dispon&#237;vel a todos os pacientes que preencherem os crit&#233;rios de indica&#231;&#227;o. </p>
    <p>Neste contexto, &#233; essencial que todos os hospitais com servi&#231;o de cardiologia possuam programa estruturado de RCPM, para in&#237;cio do processo enquanto o paciente ainda estiver internado (fase 1 da reabilita&#231;&#227;o). </p>
    <p>Torna-se imperioso que os centros de sa&#250;de da rede p&#250;blica disponham de locais pr&#243;prios para a orienta&#231;&#227;o do exerc&#237;cio f&#237;sico, com estrutura e recursos humanos capacitados para o atendimento de pacientes eleg&#237;veis para as fases extra-hospitalares da RCPM, permitindo: a) o desenvolvimento da fase 2, de dura&#231;&#227;o m&#237;nima de tr&#234;s meses, imediatamente ap&#243;s a alta, objetivando incrementar a capacidade f&#237;sica, por meio de sess&#245;es supervisionadas; b) desenvolvimento das fases 3 e 4, sendo a fase 3 um per&#237;odo ainda de franco aprimoramento f&#237;sico, com dura&#231;&#227;o prevista entre seis meses e um ano e a fase 4 um per&#237;odo principalmente de manuten&#231;&#227;o dos ganhos obtidos e de diversifica&#231;&#227;o do repert&#243;rio, de dura&#231;&#227;o muito vari&#225;vel. A equipe b&#225;sica deve ser composta por profissionais com treinamento em RCPM, devendo ser composta pelo menos por um m&#233;dico (respons&#225;vel, coordenador), um professor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica e/ou fisioterapeuta e um profissional da &#225;rea de enfermagem. Os referidos profissionais n&#227;o necessitariam dedicar tempo integral ao programa de reabilita&#231;&#227;o, que poderia funcionar, por exemplo, tr&#234;s a cinco vezes por semana, duas horas cada dia, podendo exercer outras fun&#231;&#245;es no sistema de sa&#250;de. S&#227;o desej&#225;veis a&#231;&#245;es que integrem o programa de reabilita&#231;&#227;o com as demais atividades do centro de sa&#250;de, como o programa de sa&#250;de da fam&#237;lia. Sempre que houver possibilidade, a equipe deve contar, tamb&#233;m, com a participa&#231;&#227;o de terapeuta ocupacional e assistente social, os quais, juntamente com os profissionais j&#225; citados, comporiam a equipe de RCPM ideal.</p>
    <p>Na capacita&#231;&#227;o dos recursos humanos, deve ser considerada a necessidade de conhecimentos b&#225;sicos sobre fisiologia do exerc&#237;cio, que permitam a interpreta&#231;&#227;o das modifica&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas decorrentes do treinamento. &#201; importante que os membros da equipe consigam, previamente ao in&#237;cio, e no curso das sess&#245;es de exerc&#237;cio, identificar sintomas e sinais de alerta, correspondentes a situa&#231;&#245;es que impliquem risco para os pacientes, como, por exemplo, hiper e hipoglicemias, broncoespasmo, queda da satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio, epis&#243;dios de isquemia mioc&#225;rdica, arritmias card&#237;acas graves, hipertens&#227;o arterial descontrolada etc. Para todos os profissionais exige-se forma&#231;&#227;o que permita o adequado atendimento de emerg&#234;ncias, o que inclui treinamento b&#225;sico em reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria. </p>
    <p>Para que os pacientes da rede privada tenham o atendimento b&#225;sico necess&#225;rio visando &#224;s preven&#231;&#245;es prim&#225;ria e secund&#225;ria das doen&#231;as cardiovasculares, pulmonares e metab&#243;licas, os planos privados de sa&#250;de devem contemplar a RCPM em suas quatro fases, cujas caracter&#237;sticas ser&#227;o mais bem descritas adiante. Deve servir como base para as cobran&#231;as o que consta na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>FASES DA REABILITA&#199;&#195;O</bold>
    </p>
    <p>A RCPM faz parte do esquema geral de tratamento m&#233;dico, devendo sempre ser considerada dentro deste contexto. Portanto, para o seu in&#237;cio imp&#245;e-se o encaminhamento e consentimento do m&#233;dico assistente. Cabe ao coordenador/respons&#225;vel m&#233;dico a libera&#231;&#227;o do paciente para iniciar as atividades e a alta de cada fase da reabilita&#231;&#227;o, sempre em sintonia com o m&#233;dico assistente do paciente.</p>
    <p><italic><bold>Fase 1</bold></italic> - Aplica-se ao paciente internado. &#201; o passo inicial em dire&#231;&#227;o a uma vida ativa e produtiva. Nos prim&#243;rdios foi destinada &#224; recupera&#231;&#227;o ap&#243;s infarto do mioc&#225;rdio ou cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (RM). Atualmente deve incluir os pacientes submetidos &#224;s interven&#231;&#245;es coron&#225;rias percut&#226;neas (ICP) por t&#233;cnica de bal&#227;o ou implante de <italic>stent</italic>, cirurgias para valvopatia, cirurgias para cardiopatia cong&#234;nita, transplante card&#237;aco, paciente com angina do peito de car&#225;ter est&#225;vel e paciente com fatores de risco para doen&#231;a coron&#225;ria. Esta fase destina-se tamb&#233;m aos diab&#233;ticos, hipertensos, portadores de s&#237;ndrome metab&#243;lica, nefropatas cr&#244;nicos e pneumopatas cr&#244;nicos, internados devido descompensa&#231;&#227;o cl&#237;nica. Interessa, portanto, aos pacientes internados por descompensa&#231;&#227;o cl&#237;nica de natureza cardiovascular, pulmonar e metab&#243;lica. A fase 1 inicia-se ap&#243;s o paciente ter sido considerado compensado clinicamente, como decorr&#234;ncia da otimiza&#231;&#227;o do tratamento cl&#237;nico e/ou utiliza&#231;&#227;o de procedimento intervencionista. Devem predominar a combina&#231;&#227;o de exerc&#237;cio f&#237;sico de baixa intensidade, t&#233;cnicas para o controle do estresse e programas de educa&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o aos fatores de risco. A dura&#231;&#227;o desta fase tem decrescido nos anos recentes, em decorr&#234;ncia de interna&#231;&#245;es hospitalares mais curtas. &#201; ideal que a equipe de profissionais seja composta por m&#233;dico, fisioterapeuta, enfermeiro, nutricionista e psic&#243;logo. A equipe b&#225;sica deve ser composta pelo menos por um m&#233;dico (respons&#225;vel, coordenador), um fisioterapeuta e um profissional da &#225;rea de enfermagem. Todos os profissionais devem ter sido submetidos a treinamento em RCPM. Os profissionais n&#227;o necessitam dedicar tempo integral ao programa de reabilita&#231;&#227;o, podendo exercer outras atividades no hospital. O programa nesta fase objetiva que o paciente tenha alta hospitalar com as melhores condi&#231;&#245;es f&#237;sicas e psicol&#243;gicas poss&#237;veis, municiado de informa&#231;&#245;es referentes ao estilo saud&#225;vel de vida, em especial no que diz respeito ao processo de RCPM. </p>
    <p><italic><bold>Fase 2</bold></italic> &#150; &#201; a primeira etapa extra-hospitalar. Inicia-se imediatamente ap&#243;s a alta e/ou alguns dias ap&#243;s um evento cardiovascular ou descompensa&#231;&#227;o cl&#237;nica de natureza cardiovascular, pulmonar e metab&#243;lica. Dura&#231;&#227;o prevista: tr&#234;s a seis meses, podendo em algumas situa&#231;&#245;es se estender por mais tempo. Pode funcionar em estrutura que fa&#231;a parte do complexo hospitalar ou outro ambiente pr&#243;prio para a pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos (clube esportivo, gin&#225;sio de esportes, sala de gin&#225;stica etc.). A equipe ideal deve incluir m&#233;dico, fisioterapeuta, professor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, enfermeiro, nutricionista e psic&#243;logo. Deve contar com os recursos b&#225;sicos para o atendimento de emerg&#234;ncias. Funciona com sess&#245;es supervisionadas pelo fisioterapeuta e/ou professor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica. O programa de exerc&#237;cios deve ser individualizado, em termos de intensidade, dura&#231;&#227;o, freq&#252;&#234;ncia, modalidade de treinamento e progress&#227;o. Sempre devem existir recursos para a correta determina&#231;&#227;o da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca e verifica&#231;&#227;o de press&#227;o arterial, al&#233;m da possibilidade de eventual verifica&#231;&#227;o da satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio, determina&#231;&#227;o da glicemia e monitora&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica. Fazem parte desta fase um programa educacional direcionado &#224; modifica&#231;&#227;o do estilo de vida, com &#234;nfase na reeduca&#231;&#227;o alimentar e estrat&#233;gias para cessa&#231;&#227;o do tabagismo. A reabilita&#231;&#227;o nesta fase tem como principal objetivo contribuir para o mais breve retorno do paciente &#224;s suas atividades sociais e laborais, nas melhores condi&#231;&#245;es f&#237;sicas e emocionais poss&#237;veis. </p>
    <p><italic><bold>Fase 3</bold></italic> &#150; Dura&#231;&#227;o prevista: seis a 24 meses. Destina-se a atender imediatamente os pacientes liberados da fase 2, mas pode ser iniciada em qualquer etapa da evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a, n&#227;o sendo obrigatoriamente seq&#252;&#234;ncia das fases anteriores. Portanto, pacientes de baixo risco que n&#227;o participaram da fase 2 s&#227;o bons candidatos. A supervis&#227;o de exerc&#237;cios deve ser feita por profissional especializado em exerc&#237;cio f&#237;sico (professor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica e/ou fisioterapeuta). Deve sempre contar com a coordena&#231;&#227;o geral de um m&#233;dico e dispor de condi&#231;&#245;es para eventual monitora&#231;&#227;o card&#237;aca e determina&#231;&#227;o da satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio. &#201; recomend&#225;vel que fa&#231;a parte da equipe profissional de enfermagem e, caso haja disponibilidade, a equipe pode ser completada por nutricionista e psic&#243;logo. O principal objetivo &#233; o aprimoramento da condi&#231;&#227;o f&#237;sica, mas deve ser considerada tamb&#233;m a necessidade de promo&#231;&#227;o de bem estar (melhora da qualidade de vida) e demais procedimentos que contribuam para a redu&#231;&#227;o do risco de complica&#231;&#245;es cl&#237;nicas, como &#233; o caso das estrat&#233;gias para cessa&#231;&#227;o do tabagismo e reeduca&#231;&#227;o alimentar.</p>
    <p><italic><bold>Fase 4</bold></italic> &#150; &#201; um programa de longo prazo, sendo de dura&#231;&#227;o indefinida, muito vari&#225;vel. As atividades n&#227;o s&#227;o necessariamente supervisionadas, devendo ser adequadas &#224; disponibilidade de tempo para a manuten&#231;&#227;o do programa de exerc&#237;cios f&#237;sicos e &#224;s prefer&#234;ncias dos pacientes em rela&#231;&#227;o &#224;s atividades desportivas recreativas. Devem ser igualmente considerados os recursos materiais e humanos dispon&#237;veis. Nesta fase os pacientes ap&#243;s cada avalia&#231;&#227;o m&#233;dica, principalmente quando s&#227;o submetidos a testes ergom&#233;tricos, cuja periodicidade n&#227;o deve exceder a um ano, devem ser avaliados e orientados na pr&#225;tica, sempre que poss&#237;vel com algumas sess&#245;es supervisionadas de exerc&#237;cios. Os objetivos principais desta fase s&#227;o o aumento e a manuten&#231;&#227;o da aptid&#227;o f&#237;sica. N&#227;o h&#225; obrigatoriedade de que esta fase seja precedida pela fase 3. A equipe da reabilita&#231;&#227;o deve propor a programa&#231;&#227;o de atividades que seja mais apropriada, prescrevendo a carga de exerc&#237;cios que atenda &#224;s necessidades individuais. Os pacientes devem ser peri&#243;dica e sistematicamente contatados pela equipe do programa de RCPM, mesmo que por telefone, pelo menos uma vez a cada seis meses. Deve ser considerada a possibilidade de atividades em grupo, aproveitando, por exemplo, o calend&#225;rio de atividades educacionais dirigidas &#224; popula&#231;&#227;o.</p>
    <p><italic><bold>Reabilita&#231;&#227;o n&#227;o supervisionada</bold></italic> - Tendo em vista a escassez de centros estruturados de reabilita&#231;&#227;o entre n&#243;s, o que gera grande demanda reprimida de pacientes cr&#244;nicos est&#225;veis, deve ser considerada a possibilidade de que a RCPM seja aplicada por meio de programa de reabilita&#231;&#227;o n&#227;o supervisionada (RCPM-NS), que poderia ser chamada de reabilita&#231;&#227;o parcialmente supervisionada (RCPM-PS), o que talvez corresponda mais &#224; realidade. Enfatizamos que a ado&#231;&#227;o da RCPM-NS mant&#233;m a necessidade da prescri&#231;&#227;o individualizada de exerc&#237;cios, que deve ser acompanhada de demonstra&#231;&#245;es pr&#225;ticas, em sess&#245;es formais (recomenda-se pelo menos duas) de condicionamento f&#237;sico, nas quais sejam contempladas todas as etapas que comp&#245;em uma sess&#227;o padr&#227;o de exerc&#237;cio, com as etapas de aquecimento, parte principal e desaquecimento-relaxamento (volta &#224; calma). Para que tal forma de reabilita&#231;&#227;o seja corretamente considerada, h&#225; necessidade de que protocolos de atendimento sejam usados. O atendimento deve ocorrer em servi&#231;os de atendimento ambulatorial, concebidos para o atendimento de pacientes encaminhados para a RCPM-NS, por meio de recursos humanos da &#225;rea de treinamento f&#237;sico (professores de educa&#231;&#227;o f&#237;sica e/ou fisioterapeutas). O atendimento na RCPM-NS visa principalmente &#224; ado&#231;&#227;o e manuten&#231;&#227;o da pr&#225;tica adequada de exerc&#237;cios f&#237;sicos. </p>
    <p>
      <bold>RESPONSABILIDADES</bold>
    </p>
    <p><italic><bold>M&#233;dico assistente</bold></italic> - Deve encaminhar os pacientes com indica&#231;&#227;o de RCPM para os programas dispon&#237;veis. Deve se informar a respeito da RCPM e sempre que julgar necess&#225;rio buscar a orienta&#231;&#227;o do m&#233;dico respons&#225;vel pelo programa, visando &#224; ado&#231;&#227;o de provid&#234;ncias preliminares para que o paciente se apresente ao programa em condi&#231;&#245;es ideais para o in&#237;cio das atividades. Provid&#234;ncias principais: verificar se o quadro cl&#237;nico do pacientes est&#225; est&#225;vel (esquema medicamentoso otimizado), ter providenciado avalia&#231;&#227;o laboratorial recente, ter providenciado teste ergom&#233;trico em vig&#234;ncia de medica&#231;&#227;o de uso corrente.</p>
    <p><italic><bold>M&#233;dico respons&#225;vel</bold></italic> - O m&#233;dico respons&#225;vel pelo programa deve estar adequadamente treinado em RCPM e ser conhecedor das t&#233;cnicas de ressucita&#231;&#227;o cardiopulmonar. Obriga&#231;&#245;es: a) manter treinada a equipe de reabilita&#231;&#227;o para eventual atendimento &#224;s emerg&#234;ncias, inclusive no que diz respeito &#224; parada cardiorrespirat&#243;ria; b) avalia&#231;&#227;o pr&#233;-participa&#231;&#227;o e libera&#231;&#227;o dos pacientes em condi&#231;&#245;es de iniciar o programa; c) quando necess&#225;rio, tomar as provid&#234;ncias preliminares necess&#225;rias para que o paciente inicie a reabilita&#231;&#227;o em condi&#231;&#245;es de usufruir os benef&#237;cios, em situa&#231;&#227;o de maior seguran&#231;a poss&#237;vel; d) elaborar a prescri&#231;&#227;o das atividades &#224;s quais o paciente vai ser submetido, em especial no que se refere ao exerc&#237;cio f&#237;sico (zona limite para treinamento aer&#243;bio, orienta&#231;&#245;es para a execu&#231;&#227;o de exerc&#237;cios resistidos, interfer&#234;ncia das drogas nas respostas fisiol&#243;gicas, etc.). Portanto, ao m&#233;dico que &#233; o coordenador geral do programa de RCPM cumpre responder pela admiss&#227;o com a obrigat&#243;ria prescri&#231;&#227;o m&#233;dica inicial e pela alta do paciente nas diversas fases da reabilita&#231;&#227;o (Conselho Federal de Medicina, Resolu&#231;&#227;o 1236/87). Recomenda-se intera&#231;&#227;o com o m&#233;dico assistente do paciente, respons&#225;vel pelo encaminhamento ao programa de RCPM, o qual sempre que necess&#225;rio deve ser orientado.</p>
    <p><italic><bold>Membros componentes da equipe</bold></italic> - Igualmente ao profissional m&#233;dico, os outros membros da equipe (enfermeira, fisioterapeuta, professor de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, psic&#243;logo, nutricionista, terapeuta ocupacional, assistente social) ao executarem suas respectivas fun&#231;&#245;es devem seguir normas/regras que norteiam as atividades do programa. Cada profissional &#233; respons&#225;vel pelas atividades relacionadas &#224;s suas respectivas &#225;reas de atua&#231;&#227;o. </p>
    <p><italic><bold>Gestor do sistema de sa&#250;de</bold></italic> - Ao adotar pol&#237;tica que implique priorizar ou questionar determinada modalidade terap&#234;utica, inclusive a RCPM, deve estar devidamente fundamentado, considerando os estudos sobre custo-efetividade, o grau de recomenda&#231;&#227;o e o n&#237;vel de evid&#234;ncias cient&#237;ficas constantes em documentos de sociedades m&#233;dicas (diretrizes/consensos/normas).</p>
    <p><italic><bold>Auditor m&#233;dico</bold></italic> - Ao permitir ou negar determinado atendimento, deve estar fundamentado em estudos cient&#237;ficos. Para elaborar parecer sobre procedimentos, deve levar em considera&#231;&#227;o os estudos sobre custo-efetividade, o grau de recomenda&#231;&#227;o e o n&#237;vel de evid&#234;ncias cient&#237;ficas constantes em documentos de sociedades m&#233;dicas (diretrizes/consensos/normas).</p>
    <p>
      <bold>REFER&#202;NCIAS</bold>
    </p>
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    <p>30. Griffiths TL, Burr ML, Campbell IA et al. Results at 1 year of outpatient multidisciplinary pulmonary rehabilitation: a randomised controlled trial. Lancet 2000;355:362&#150;8.</p>
    <p>31. Goldstein RS, Gort EH, Guyatt GH et al. Economic analysis of respiratory rehabilitation. Chest 1997;112:370&#150;9.</p>
    <p>32. Griffiths TL, Phillips CJ, Davies S, Burr ML, Campbell IA. Cost effectiveness of an outpatient multidisciplinary pulmonary rehabilitation programme. Thorax 2001;56;779-84.</p>
    <p>33. Golmohammadi K, Jacobs P, Sin DD. Economic evaluation of a community-based pulmonary rehabilitation program for chronic obstructive pulmonary disease. Lung 2004; 182(3): 187-96.</p>
    <p>34. Chapman RH, Stone PW, Sandberg EA, Bell C, Neumann PJ. A comprehensive league table of cost-utility ratios and a sub-table of "panel-worthy"studies. Med Decis Making 2000; 20(4):451-67.</p>
    <p>35. O&#146;Brien BJ. Chapter 3. Cost effectiveness of ICD therapy: a review of published evidence. Can J Cardiol 2000;16(10):1307-12.</p>
    <p>36. Wilson TM , Tanaka H. Meta-analysis of the age-associated decline in maximal aerobic capacity in men: relation to training status. Am J Physiol Heart Circ Physiol 2000;278(3):H829-34.</p>
    <p>37. Garrett NA, Brasure M, Schmitz KH, Schultz MM, Huber MR. Physical inactivity: direct cost to a health plan. Am J Prev Med. 2004;27(4):304-9.</p>
    <p>38. Sakkas GK, Sargeant AJ, Mercer TH, et al. Changes in muscle morphology in dialysis patients after 6 months of aerobic exercise training Nephrol Dial Transplant 2003;18:1854-61.</p>
    <p>39. Miller BW, Cress CL, Johnson ME, Nichols DH, Schnitzler MA. Exercise during hemodialysis decreases the use of antihypertensive medications. Am J Kidney Dis 2002; 39(4): 828-33.</p>
    <p>40. Painter PL, Hector L, Ray K, et al. Effects of exercise training on coronary heart disease risk factors in renal transplant recipients. Am J Kidney Dis, 2003; 42(2):362-9.</p>
    <p>41. Vaithilingam I, Polkinghorne KR, Atkins RC, Kerr PG. Time and exercise improve phosphate removal in hemodialysis patients. Am J Kidney Dis, 2004; 43(1):85-9.</p>
    <p>42. Stack AG, Molony DA, Rives T, Tyson J, Murthy BVR. Association of physical activity with mortality in the US dialysis population. Am J Kidney Dis. 2005; 45(4): 690-701.</p>
    <p>43. Vongvanich P, Paul-Labrador MJ, Merz CN. Safety of medically supervised exercise in a cardiac rehabilitation center. Am J Cardiol 1996; 77:1383-5.</p>
    <p>44. National Heart Foundation of New Zealand, Technical Report to Medical and Allied Professionals; Technical Report Number 78. 2002, National Heart Foundation: Auckland, NZ.</p>
    <p>45. U.S. Department of Health and Human Services, Cardiac Rehabilitation Clinical Practice Guideline Number 17. Public Health Service, Agency for Health Care Policy and Research, National Heart, Lung and Blood Institute 1995; 17(PN# 96-0672).</p>
    <p>46. Benzer W, Oldridge NB. Current concepts in cardiac rehabilitation. J Clin Basic Cardiol 2001; 4: 211-19.</p>
    <p>47. Freemantle N et al. Beta Blockade after myocardial infarction: systematic review and meta regression analysis. Br Med J 1999;318(7200):1730-7.</p>
    <p>48. Antiplatelet Trialists&#146; Collaboration. Collaborative overview of randomised trials of antiplatelet therapy&#151;Prevention of death, myocardial infarction, and stroke by prolonged antiplatelet therapy in various categories of patients. Br Med J 1994;308(6921):81-106.</p>
    <p>49. Randomised trial of cholesterol lowering in 4444 patients with coronary heart disease: the Scandinavian Simvastatin Survival Study (4S). Lancet 1994;344(8934):1383-9.</p>
    <p>50. Kumana CR et al. Gauging the impact of statins using number needed to treat. JAMA 1999; 282(20):1899-901.</p>
    <p>51. Long-Term Intervention with Pravastatin in Ischaemic Disease (LIPID) Study Group. Prevention of cardiovascular events and death with pravastatin in patients with coronary heart disease and a broad range of initial cholesterol levels. N Engl J Med 1998;339(19):1349-57.</p>
    <p>52. Grundy SM, Balady GJ, Criqui MH, Fletcher G, Greenland P, Hiratzka LF, et al. Primary Prevention of Coronary Heart Disease: Guidance From Framingham: A Statement for Healthcare Professionals From the AHA Task Force on Risk Reduction.<italic> Circulation</italic> 1998; 97:1876-87.</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub/>
    <body>
      <p>
        <bold>GUIDELINES FOR PUBLICATION</bold>
      </p>
      <p>References and illustrations: proper organization </p>
      <p>
        <bold>Maria Lucia Brand&#227;o</bold>
      </p>
      <p>Faculdade de Educa&#231;&#227;o da Universidade Federal Fluminense - Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="undefined" rid="end-body2">Mailing Adress</xref>
      </p>
      <p>The publication of scientific papers necessarily implies references to be included &#150; which is not always an easy task. It may be an even a harder task when guidelines vary from one journal to another, with new types of requirements. It may even turn to be unstimulating when updatings must be checked and consulted quite frequently. </p>
      <p>The Brazilian Society of Cardiology (SBC) &#150; attentive to the interests of members and collaborators &#150; decided to have the updating of guidelines published to serve as an easy, helpful tool to be used by all those interested.</p>
      <p>The guidelines set forth by the SBC for the Brazilian Cardiology Archives have been harmonized with those of the Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals, by the International Committee of Medical Journal Editors &#150; also known as the Vancouver School. Such decision relies on the fact that those are the guidelines used by most international journals. Last update was done in October, 2005, and is available in its full version at: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.icmje.org">http://www.icmje.org</ext-link>&gt; or at &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html">http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html</ext-link>&gt;.</p>
      <p>The presentation of guidelines in this paper tries to be very didactic, and uses examples to illustrate corresponding norm. Therefore, all the reader has to do is watch proper punctuation, spacing, capitalization or non-capitalization &#150; which is to say, it is much easier for consultation when working on the checklist. </p>
      <p>Guidelines also include norms for illustrations. The initiative meets the need for proper manuscript illustration formatting (Figures, Tables and Charts), thus avoiding unnecessary doubts.</p>
      <p>In addition to organization convenience, reference and illustration systematization will certainly contribute for improved quality of manuscripts submitted to SBC for publication.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES AND ILLUSTRATIONS: PROPER ORGANIZATION</bold>
      </p>
      <p>The Brazilian Association of Technical Standards (ABNT) has defined reference as a set of standard patterns of descriptive elements from a document to allow individual identification (ABNT, Aug, 2002).</p>
      <p>The Brazilian Archives of Cardiology use cardinal sequency numbering for references, written out in superscrit number, and listed at the end of the article ranked in order of appearance in the text. Abbreviations of journals names comply with Index Medicus, of the US National Library of Medicine (NLM), available at:</p>
      <p>&lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nlm.nih.gov">http://www.nlm.nih.gov</ext-link>&gt;</p>
      <p>
        <bold>1. Scientific Articles Published in Journals</bold>
      </p>
      <p>&#149; <bold>Up to 6 authors: cite all</bold></p>
      <p>Vasconcellos DV, Duarte ME, Maia RC. Efeito antitumoral dos bisfosfonatos: uma nova perspectiva terap&#234;utica. Rev Bras Cancerol. 2004;50(1):45-54. </p>
      <p>&#149; <bold>More than 6 authors: cite 6 first authors, followed by the expression et al.</bold></p>
      <p>Mattos LA, Sousa AGMR, Chaves A, Feres F, Pinto I, Tanajura L, et al. Influ&#234;ncia da press&#227;o de libera&#231;&#227;o dos stents coron&#225;rios implantados em pacientes com infarto agudo do mioc&#225;rdio. An&#225;lise pela angiografia coron&#225;ria quantitativa. Arq Bras Cardiol. 2003;80(3):250-59.</p>
      <p>&#149; <bold>If there is no issue number or volume, please ignore</bold></p>
      <p>
        <italic>No issue number</italic>
      </p>
      <p>Gifford Jr. RW. Management of hypertensive crises. JAMA.1991;266:829-35.</p>
      <p>
        <italic>There is no volume</italic>
      </p>
      <p>Turan I, Wredmark T, Fellander-Tsai L. Arthroscopic ankle arthrodesis in rheumatoid arthritis. Clin Orthop. 1995;(320):110-14.</p>
      <p>
        <italic>There is neither volume nor issue number</italic>
      </p>
      <p>Browell DA, Lennard TW. Immunologic status of the cancer patient and the effects of blood transfusion on antitumor responses. Curr Opin Gen Surg. 1993:325-33.</p>
      <p>&#149; <bold>If there is Supplement, or Part, please indicate accordingly</bold></p>
      <p>
        <italic>Supplement is in volume</italic>
      </p>
      <p>Webber LS, Wattigney WA, Srinivisan SR, Berenson GS. Obesity studies in Bogalusa. Am J Med Sci. 1995;310 (Suppl 1):S53-61.</p>
      <p>
        <italic>Supplement is in issue</italic>
      </p>
      <p>Payne DK, Sullivan MD, Massie MJ. Women's psychological reactions to breast cancer. Semin Oncol. 1996;23(1 Suppl 2):89-97. </p>
      <p>
        <italic>Part is in volume</italic>
      </p>
      <p>Mayland C, Allen KR, Degg TJ, Bennet M. Micronutrient concentrations in patients with malignant disease; effect of the inflammatory response. Ann Clin Biochem. 2004;41(Pt 2):138-41.</p>
      <p>
        <italic>Part is in issue</italic>
      </p>
      <p>Poole GH, Mills SM. One hundred consecutive cases of flap lacerations of the leg in ageing patients. N Z Med J. 1994;107(986 Pt 1):377-78. </p>
      <p>&#149; <bold>Reprints</bold></p>
      <p>
        <italic>Reprints are to be transcribed as published.</italic>
      </p>
      <p>Lion MF, Andrade J. Drogas cardiovasculares e gravidez. Separata de: Arquivos Brasileiros de Cardiologia. S&#227;o Paulo 1981;37(2):309-40.</p>
      <p>&#149; <bold>A groups of researchers as author</bold></p>
      <p>BARI Investigators. The bypass angioplasty revascularization investigation. Comparison of coronary bypass surgery with angioplasty in patients with multivessel disease. JAMA. 1997;277:715-21.</p>
      <p>&#149; <bold>Institution / organization as author</bold></p>
      <p>Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro. Diretrizes para a Abordagem das S&#237;ndromes Coronarianas Agudas sem Supradesn&#237;vel de ST. Rev SOCERJ. 2000;13 (Supl B):1-20.</p>
      <p>&#149; <bold>Unknown author, start by title</bold></p>
      <p>21st century heart solution may have a sting in the tail. BMJ.2002;325(7357):184.</p>
      <p>&#149; <bold>Abstract / Summary / Editorial</bold></p>
      <p>Lofwall MR, Strain EC, Brooner RK, Kindbom KA, Bigelow GE. Characteristics of older methadone maintenance (MM) patients [Abstract]. Drug Alcohol Depend. 2002;66(Suppl1):S105.</p>
      <p>&#149; <bold>Forthcoming, please indicate at the end of reference</bold></p>
      <p>Leshner AI. Molecular mechanisms of cocaine addiction. N Engl J Med. In press 1997. </p>
      <p>Souza F&#186; O. Cirurgi&#227;o oncol&#243;gico, fator de progn&#243;stico no tratamento do c&#226;ncer. Rev Bras Cancerol. No prelo 2004.</p>
      <p>
        <bold>2. Books and other monographs</bold>
      </p>
      <p>&#149; <bold>Individual Author(s)</bold></p>
      <p>Murray PR, Rosenthal KS, Kobayashi GS, Pfaller MA. Medical microbiology. 4th ed. St. Louis: Mosby; 2002.</p>
      <p>&#149; <bold>Editor(s), organizer(s), coordinator(s) as author(s)</bold></p>
      <p>Gilstrap LC, Cunningham FG, VanDorsten JP (eds). Operative obstetrics. 25th ed. New York: McGraw-Hill; 2002.</p>
      <p>
        <bold>
          <italic>Notes:</italic>
        </bold>
      </p>
      <p>1. If there is more than one location for one publishing house, only the first location is to be cited; </p>
      <p>2. If there are two publishers, both are to be cited, with corresponding locations; </p>
      <p>3. A book must be cited in the language it was published (2nd ed or 2ed).</p>
      <p>&#149; <bold>Institution / Organization as Author</bold></p>
      <p>Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia. IV Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial. S&#227;o Paulo: BG Cultural; 2002.</p>
      <p>&#149; <bold>Book Chapter</bold></p>
      <p>Zanella MT. Obesidade e fatores de risco cardiovascular. In: Mion Jr D, Nobre F (eds). Risco cardiovascular global: da teoria &#224; pr&#225;tica. 2ed. S&#227;o Paulo: Lemos Editorial; 2000. p.109-125.</p>
      <p>&#149; <bold>Thesis / Dissertation</bold></p>
      <p>Brand&#227;o AA. Estudo longitudinal de fatores de risco cardiovascular em uma popula&#231;&#227;o de jovens [Tese de doutorado]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2001.</p>
      <p>Roussouli&#232;res ALS. Insulinemia de jejum e sua rela&#231;&#227;o com a press&#227;o arterial casual e com a avaliada pela monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial em uma popula&#231;&#227;o de adultos [Disserta&#231;&#227;o de mestrado]. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro; 1997.</p>
      <p>
        <bold>3 Annals / Minutes / Scientific Events Proceedings</bold>
      </p>
      <p>&#149; <bold>Event as a whole</bold></p>
      <p>I Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o; 1992. S&#227;o Paulo. Livro de Resumos. S&#227;o Paulo: Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o; 1992.</p>
      <p>&#149; <bold>Papers presented at scientific events</bold></p>
      <p>Magalh&#227;es MEC, Pozzan R, Brand&#227;o AA, Cerqueira RCO, Roussouli&#232;res ALS, Szwarcwald C, et al. Early blood pressure level as a mark of familial aggregation of metabolic cardiovascular risk factors. The Rio de Janeiro Study. Proceedings of the XIII World Congress of Cardiology; 1998 Apr 26-30; Rio de Janeiro, Brasil. J Am Coll Cardiol. 1998;31(5 Suppl C):408C.</p>
      <p>
        <bold>4. Other Publications</bold>
      </p>
      <p>&#149; <bold>Dictionary / Encyclopedia Catalogue or Similars</bold></p>
      <p>Ferreira ABH. Novo Aur&#233;lio S&#233;culo XXI: o dicion&#225;rio da l&#237;ngua portuguesa. 3ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira 1999. p.1040.</p>
      <p>Houaiss A (ed). Enciclop&#233;dia Mirador Internacional. S&#227;o Paulo: Melhoramentos 1975. 20v. p.5747.</p>
      <p>&#149; <bold>Legislation (laws, provisory measures, decrees, and similars)</bold></p>
      <p>S&#227;o Paulo (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Diretrizes para a pol&#237;tica ambiental do Estado de S&#227;o Paulo. S&#227;o Paulo; 1993.</p>
      <p>Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Portaria n&#186; 3535/GM de 2 setembro 1998. Di&#225;rio Oficial da Uni&#227;o 3 set 1998; se&#231;&#227;o 1:75-77.</p>
      <p>Brasil. Medida provis&#243;ria n&#186; 1569-9 de 11 dezembro 1997. Di&#225;rio Oficial da Rep&#250;blica Federativa do Brasil. 1997; Se&#231;&#227;o 1:29514.</p>
      <p>&#149; <bold>Journals as a whole</bold></p>
      <p>Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: SOCERJ 2002;15(4). Trimestral.</p>
      <p>&#149; <bold>Article or newspaper story (interview, review, story, and others)</bold></p>
      <p>Marinho A. Imuniza&#231;&#227;o pode prevenir alergia a alimentos. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro 30 mar 2003; Se&#231;&#227;o Jornal da Fam&#237;lia; p.3.</p>
      <p>&#149; <bold>Atlas / Maps and Other Cartographic Documents</bold></p>
      <p>Stary HC. Atlas of atherosclerosis: progression and regression. New York: Parthenon Publishing Group;1999. p.89.</p>
      <p>Pratt B, Flick P, Vynne C (cartographers). Biodiversity hotspots [Map]. Washington: Conservation International; 2000.</p>
      <p>&#149; <bold>Audiovisual Material (videocassette, DVD, films and others)</bold></p>
      <p>Chason KW, Sallustio S. Hospital preparedness for bioterrorism [videocassette]. Secaucus (NJ): network for Continuing Medical Education; 2002.</p>
      <p>Sociedade Brasileira de Hipertens&#227;o. Departamento de Ligas de Hipertens&#227;o Arterial. Hipertens&#227;o ou Press&#227;o alta [3 videocassetes]. S&#227;o Paulo (SP); 2002. </p>
      <p>&#149; <bold>Iconographic Documents (transparencies, slides, photographs, pictures, and others)</bold></p>
      <p>O que acreditar em rela&#231;&#227;o &#224; maconha [31 diapositivos color. + 1 cassete sonoro]. S&#227;o Paulo (SP): CERAVI 1985.</p>
      <p>Kobayashi K. Doen&#231;a dos xavantes. [1 fotografia color.].1980. </p>
      <p>
        <bold>5. Electronic Materials</bold>
      </p>
      <p>&#149; <bold>CD-ROM</bold></p>
      <p>Koogan A, Houaiss A (eds). Enciclop&#233;dia e dicion&#225;rio digital 98. [5 CD-ROM]. S&#227;o Paulo (SP): Delta; Estad&#227;o 1998. </p>
      <p>Sites finder: an easy way to find important cardiovascular websites in the internet. Cardiovascular. [1 CD-ROM]. Zurich (Switzerland) 2000.</p>
      <p>ESC Congress 2003. Abstracts [1 CD-ROM]. Amsterdam (The Netherlands): Conifer 2003. </p>
      <p>&#149; <bold>Internet Sources</bold></p>
      <p>Minist&#233;rio da Sa&#250;de [homepage na Internet]. Secretaria Executiva. Datasus [acesso em maio 2005]. Informa&#231;&#245;es de Sa&#250;de. Morbidade e informa&#231;&#245;es epidemiol&#243;gicas. Dispon&#237;vel em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.datasus.gov.br">http://www.datasus.gov.br</ext-link>&gt; </p>
      <p>Sabroza PC. Globaliza&#231;&#227;o e sa&#250;de: impacto nos perfis epidemiol&#243;gicos das popula&#231;&#245;es [anais eletr&#244;nicos] In: IV Congresso Brasileiro de Epidemiologia 1998. Rio de Janeiro; Abrasco 1998 [acesso em janeiro 1999]. Dispon&#237;vel em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.abrasco.com.br/epirio98/">http://www.abrasco.com.br/epirio98/</ext-link>&gt; </p>
      <p>Foley KM, Gelband H (eds). Improving palliative care for cancer [monograph on the Internet]. Washington: National Academy press; 2001 [cited 2002 jul 9]. Available from:</p>
      <p>&lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nap.edu/books/0309074029/html">http://www.nap.edu/books/0309074029/html</ext-link>&gt;</p>
      <p>
        <bold>ILLUSTRATIONS: PROPER ORGANIZATION</bold>
      </p>
      <p>Illustrations are an integral part of manuscript development, and play a key role in the expression and in the synthesis of ideas.</p>
      <p>They are to be placed as closely as possible to the section they refer to, except when, for space reasons, that may not be possible. Illustrations are to be numbered in citations. Ex: Figure 1, Chart 5, Table 7.</p>
      <p>Illustrations comprise: Figures, Tables and Charts.</p>
      <p>
        <bold>1. Figures</bold>
      </p>
      <p>&#149; Figures are visual images to illustrate manuscript text, and comprise graphs, photographs, charts, flowcharts, and others;</p>
      <p>&#149; They should be circumscribed to indispensable information for best communication; they should be self-explanatory as well;</p>
      <p>&#149; Figures are to be sequencely numbered in arabic cardinals as manuscript is developed, irrespective of the type of figure;</p>
      <p>&#149; Identification is to be placed at the bottom of figure, and contain: Figure + sequence number + title. Title and legend (if any) should be in smaller font size as compared to manuscript;</p>
      <p>&#149; Figures should allow good quality graphic reproduction; if sent via the internet, they should be sent in one of the following formats: .jpg / .tif / .eps ;</p>
      <p>&#149; For good graphic quality reproduction, it is recommended that images taken from opaque originals be scanned in at least 300dpi resolution;</p>
      <p>&#149; Color or black and white images (photos, graphgs, figures, etc) should be in .jpg / .tif / .eps format, at least 14cm x 21cm in size. Best reproduction will be obtained if authors send in original photos and slides to graphic designer;</p>
      <p>&#149; Special attention is required when using special keyboard formats (F1 and F2 keys) due to differences in different programs. PowerPoint or Excel are not recommended for image generation, since they will produce low resolution files.</p>
      <p>&#149; Color figures will be restricted to the indispensable;</p>
      <p>&#149; Graphic design (ECG, Holter, ergometric and hemodynamic tests, etc) must be photocopied with good level contrast and be reduced to allow comfortable reading;</p>
      <p>&#149; Figures should not exceed 9cm x 12cm when published;</p>
      <p>&#149; Figures are to be placed at the end of manuscript, as independent listing on separate sheets, with corresponding numbers and following sequence as in manuscript. Proper position of figures are to be indicated by arrows;</p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-e01-en.jpg"/></p>
      <p>
        <bold>2. Tables</bold>
      </p>
      <p>&#149; Tables are a synthetic, demonstrative element and autonomous units. They are the organized records of results from previous calculations and usually present statistic information;</p>
      <p>&#149; Formatting requires lines and columns, but no lateral closing; no frame is to be used for lateral limits;</p>
      <p>&#149; Tables are to be sequencely numbered in arabic cardinals, along manuscript text;</p>
      <p>&#149; The title should be short and clear, placed at the top of the table, and include: Table + sequence number + title. Legends (if any) are to be placed at the bottom part of the table. Both the title and the legend are to be in smaller font size as compared to manuscript;</p>
      <p>&#149; For good graphic quality reproduction, it is recommended that tables keep generation measures as described for Figures. It is recommended that tables are organized following "Table" in Word Menu.</p>
      <p>&#149; Tables are to be placed at the end of manuscript, as independent listing, on separate sheets, with corresponding numbers and following the sequence as in manuscript.</p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-e02-en.jpg"/></p>
      <p>
        <bold>3. Charts</bold>
      </p>
      <p>&#149; Charts are also a special type of illustration; they are used for schematic presentation of text-based information;</p>
      <p>&#149; Formatting requires frames; lines and/or columns may be used;</p>
      <p>&#149; Charts are to be sequencely numbered, in arabic cardinals, as manuscript develops;</p>
      <p>&#149; The title should be placed at the top of the chart, and include: Chart + sequence number + title. The title, as well as legends (if any) of charts are to be in smaller font size as compared to manuscript;</p>
      <p>&#149; It is recommended that charts are organized following the "Table" in Word Menu.</p>
      <p>&#149; The charts are to be placed at the end of manuscript, as an independent list, on separate sheets, with corresponding numbers as in manuscript.</p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0074-00011-e03-en.jpg"/></p>
      <p>
        <bold>RERERENCES</bold>
      </p>
      <p>A RCPM faz parte do esquema geral de tratamento m&#233;dico, devendo sempre ser considerada dentro deste contexto. Portanto, para o seu in&#237;cio imp&#245;e-se o encaminhamento e consentimento do m&#233;dico assistente. Cabe ao coordenador/respons&#225;vel m&#233;dico a libera&#231;&#227;o do paciente para iniciar as atividades e a alta de cada fase da reabilita&#231;&#227;o, sempre em sintonia com o m&#233;dico assistente do paciente.</p>
      <p>These Guidelines are based on the following references:</p>
      <p>1. International Committee of Medical Journals Editors [homepage on the Internet].Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals: Sample references [cited 2005 Out. 30]. Available from: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html">http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html</ext-link>&gt;</p>
      <p>2. Associa&#231;&#227;o Brasileira de Normas T&#233;cnicas. NBR 14724:2002. Informa&#231;&#227;o e documenta&#231;&#227;o &#150; Trabalhos acad&#234;micos &#150; Apresenta&#231;&#227;o. Rio de Janeiro: ABNT ago 2002. 6p.</p>
      <p>3. Associa&#231;&#227;o Brasileira de Normas T&#233;cnicas. NBR 10719:1989. Apresenta&#231;&#227;o de relat&#243;rios t&#233;cnico-cient&#237;ficos. Rio de Janeiro: ABNT ago 1989. 9p.</p>
      <p>4. Associa&#231;&#227;o Brasileira de Normas T&#233;cnicas. NBR 6023:2002. Informa&#231;&#227;o e documenta&#231;&#227;o &#150; Refer&#234;ncias &#150; Elabora&#231;&#227;o. Rio de Janeiro: ABNT ago 2002. 24p.</p>
      <p>5. Associa&#231;&#227;o Brasileira de Normas T&#233;cnicas. NBR 10520:2002. Apresenta&#231;&#227;o de cita&#231;&#245;es em documentos . Rio de Janeiro: ABNT ago 2002. 17p.</p>
      <p>
        <undefined id="end-body2"/>
        <bold>Mailing Adress</bold>
      </p>
      <p> Maria Lucia Brand&#227;o</p>
      <p> Rua Abade Ramos, 107/101</p>
      <p> 22461-090 &#150; Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p> E-mail: <email xlink:href="mluciabrandao@terra.com.br">mluciabrandao@terra.com.br</email></p>
      <p> Received on 02/15/05</p>
      <p> Accepted on 03/07/05</p>
    </body>
  </sub-article>
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