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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">QV5yzPWt9gg8VjXGqMTvCbb</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2006000100003</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(06)08600103</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2006000100003</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Respostas cardiopulmonares ao exerc&#237;cio em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva de diferentes faixas et&#225;rias</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <volume>86</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>14</fpage>
      <lpage>18</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVOS: Comparar a capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria no exerc&#237;cio, representada pelos &#237;ndices de limita&#231;&#227;o funcional, consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO2m&#225;x) e limiar anaer&#243;bico, em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC) de diferentes faixas et&#225;rias, e comparar as respostas cardiopulmonares ao exerc&#237;cio m&#225;ximo. M&#201;TODOS: Foram avaliados 54 pacientes com ICC, agrupados por faixa et&#225;ria, como segue: grupo I - idade entre trinta e 39 anos (n = 12); grupo II - idade entre quarenta e 49 anos (n = 18); grupo III - idade entre cinq&#252;enta e 59 anos (n = 17); grupo IV - idade igual ou maior que sessenta anos (n = 7). Os pacientes foram submetidos a um teste cardiopulmonar m&#225;ximo, em esteira rolante. Para a compara&#231;&#227;o entre os diferentes grupos et&#225;rios foi realizada uma an&#225;lise de vari&#226;ncia com um fator. RESULTADOS: N&#227;o houve diferen&#231;a significante dos valores obtidos de consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio e de limiar anaer&#243;bico entre os grupos et&#225;rios, bem como dos valores m&#225;ximos das vari&#225;veis produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono, pulso de oxig&#234;nio, raz&#227;o de trocas gasosas, ventila&#231;&#227;o pulmonar, equivalentes ventilat&#243;rios para o oxig&#234;nio e para o di&#243;xido de carbono. CONCLUS&#213;ES: Os resultados obtidos sugerem que a capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria no exerc&#237;cio de pacientes com ICC, assim como as vari&#225;veis cardiopulmonares obtidas no exerc&#237;cio m&#225;ximo podem ser afetadas de forma semelhante pela doen&#231;a card&#237;aca em todas as faixas et&#225;rias estudadas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva</kwd>
        <kwd>idade</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>02</month>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Respostas cardiopulmonares ao exerc&#237;cio em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva de diferentes faixas et&#225;rias </p>
    <p>
      <bold>Marcelo de Castro C&#233;sar; F&#225;bio Tadeu Montesano; Rosiane Vieira Zuza Diniz; Dirceu Rodrigues Almeida; Antonio S&#233;rgio Tebexreni; Tur&#237;bio Leite de Barros</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo &#150; UNIFESP - S&#227;o Paulo, SP e Universidade Metodista de Piracicaba &#150; UNIMEP - Piracicaba, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVOS: </bold>Comparar a capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria no exerc&#237;cio, representada pelos &#237;ndices de limita&#231;&#227;o funcional, consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>m&#225;x) e limiar anaer&#243;bico, em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC) de diferentes faixas et&#225;rias, e comparar as respostas cardiopulmonares ao exerc&#237;cio m&#225;ximo. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Foram avaliados 54 pacientes com ICC, agrupados por faixa et&#225;ria, como segue: grupo I &#150; idade entre trinta e 39 anos (n = 12); grupo II &#150; idade entre quarenta e 49 anos (n = 18); grupo III &#150; idade entre cinq&#252;enta e 59 anos (n = 17); grupo IV &#150; idade igual ou maior que sessenta anos (n = 7). Os pacientes foram submetidos a um teste cardiopulmonar m&#225;ximo, em esteira rolante. Para a compara&#231;&#227;o entre os diferentes grupos et&#225;rios foi realizada uma an&#225;lise de vari&#226;ncia com um fator. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>N&#227;o houve diferen&#231;a significante dos valores obtidos de consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio e de limiar anaer&#243;bico entre os grupos et&#225;rios, bem como dos valores m&#225;ximos das vari&#225;veis produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono, pulso de oxig&#234;nio, raz&#227;o de trocas gasosas, ventila&#231;&#227;o pulmonar, equivalentes ventilat&#243;rios para o oxig&#234;nio e para o di&#243;xido de carbono. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#213;ES: </bold>Os resultados obtidos sugerem que a capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria no exerc&#237;cio de pacientes com ICC, assim como as vari&#225;veis cardiopulmonares obtidas no exerc&#237;cio m&#225;ximo podem ser afetadas de forma semelhante pela doen&#231;a card&#237;aca em todas as faixas et&#225;rias estudadas. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>exerc&#237;cio, insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, idade</p>
    <p>Em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca, o teste cardiopulmonar representa um m&#233;todo n&#227;o-invasivo de avalia&#231;&#227;o da capacidade aer&#243;bica, com a determina&#231;&#227;o do consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub> m&#225;x) e do limiar anaer&#243;bico<sup>1</sup>.</p>
    <p>Os valores de consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (ou consumo de oxig&#234;nio de pico) oferecem importante informa&#231;&#227;o para o progn&#243;stico desses indiv&#237;duos<sup>2</sup> e permitem identificar quais devem ser priorizados para serem submetidos a transplante card&#237;aco<sup>3</sup>, de modo que sua determina&#231;&#227;o &#233; fundamental para sele&#231;&#227;o de candidatos a essa terap&#234;utica<sup>4</sup>. </p>
    <p>O VO<sub>2</sub>m&#225;x tamb&#233;m pode ser utilizado para classificar a aptid&#227;o funcional de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC). Franciosa e cols.<sup>5</sup> classificaram pacientes em quatro grupos de acordo com os valores de VO<sub>2</sub>m&#225;x atingidos em testes cardiopulmonares em cicloerg&#244;metro, avaliando 44 indiv&#237;duos com idade m&#233;dia de 56 anos, variando entre 39 e setenta anos. Weber e cols.<sup>6</sup> tamb&#233;m classificaram pacientes com ICC de acordo com valores de consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio, realizando testes em esteira, avaliando 62 pacientes com idade m&#233;dia de 52 anos, variando entre dezenove e 79 anos. Nesses estudos, a classifica&#231;&#227;o funcional dos pacientes foi realizada independentemente da faixa et&#225;ria.</p>
    <p>O consumo de oxig&#234;nio no exerc&#237;cio m&#225;ximo e no limiar anaer&#243;bico, entretanto, diminui com a idade<sup>7</sup>. Inbar e cols.<sup>8</sup> compararam as respostas de testes cardiopulmonares de 1.424 indiv&#237;duos saud&#225;veis, do sexo masculino, com idades entre vinte e setenta anos, encontrando, al&#233;m da diminui&#231;&#227;o do consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio e do consumo de oxig&#234;nio do limiar anaer&#243;bico com a idade, diminui&#231;&#227;o dos valores m&#225;ximos de produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono, freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca, pulso de oxig&#234;nio, ventila&#231;&#227;o pulmonar, pequeno aumento dos equivalentes ventilat&#243;rios m&#225;ximos para o oxig&#234;nio e para o di&#243;xido de carbono, n&#227;o encontrando diferen&#231;a da raz&#227;o de trocas gasosas m&#225;xima. </p>
    <p>O teste cardiopulmonar tamb&#233;m pode ser utilizado na determina&#231;&#227;o da causa da dispn&#233;ia do esfor&#231;o, se card&#237;aca ou ventilat&#243;ria<sup>7,9-11</sup>. Nery e cols.<sup>9</sup> compararam as respostas respirat&#243;rias e cardiovasculares ao exerc&#237;cio de pacientes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica (DPOC), com m&#233;dia de idade de 57 anos (43 a 63) e doen&#231;a da v&#225;lvula mitral, com m&#233;dia de idade de 33,7 anos (vinte a 43). Cesar e cols.<sup>10</sup> compararam pacientes com DPOC, com m&#233;dia de idade de 65,5 anos (36 a 77) e com ICC, com m&#233;dia de idade de 44,4 anos (29 a 67). Portanto, esses estudos n&#227;o realizaram a compara&#231;&#227;o de pacientes de mesmas faixas et&#225;rias.</p>
    <p>Embora os resultados das vari&#225;veis obtidas no teste cardiopulmonar de pacientes com ICC sejam utilizados para classifica&#231;&#227;o funcional, como crit&#233;rio de indica&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco, avalia&#231;&#227;o dos efeitos de programas de reabilita&#231;&#227;o e determina&#231;&#227;o da etiologia da dispn&#233;ia no esfor&#231;o<sup>7</sup>, n&#227;o existem estudos avaliando as respostas dessas vari&#225;veis em testes de pacientes de diferentes faixas et&#225;rias. Portanto, este trabalho tem como objetivos comparar os &#237;ndices de limita&#231;&#227;o funcional cardiorrespirat&#243;ria, consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio e limiar anaer&#243;bio, em diferentes faixas et&#225;rias, e comparar as respostas cardiopulmonares ao exerc&#237;cio m&#225;ximo de pacientes com ICC.</p>
    <p>
      <bold>M&#201;TODOS</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados 54 indiv&#237;duos com ICC, em classe funcional I a IV pela New York Heart Association, em uso de inibidor da enzima de convers&#227;o, diur&#233;tico, droga digit&#225;lica, betabloqueadores, amiodarona e/ou nitrato, em doses otimizadas. Os pacientes foram agrupados por faixa et&#225;ria. </p>
    <p>O grupo I era formado por doze pacientes, com idade entre trinta e 39 anos, m&#233;dia de 35,2 anos (DP = 2,9), nove indiv&#237;duos do sexo masculino e tr&#234;s do sexo feminino, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o em m&#233;dia de 25,9% (DP = 9,7). Do ponto de vista etiol&#243;gico, sete foram classificados como portadores de miocardiopatia idiop&#225;tica, quatro como chag&#225;sica e um como isqu&#234;mica. Dois pacientes eram hipertensos e um era diab&#233;tico. Dez pacientes estavam em ritmo sinusal e dois portavam marcapasso card&#237;aco. Em rela&#231;&#227;o aos medicamentos, onze pacientes usavam inibidor da enzima de convers&#227;o; onze, diur&#233;tico da al&#231;a; oito, diur&#233;tico inibidor da aldosterona; tr&#234;s, diur&#233;tico tiaz&#237;dico; onze, droga digit&#225;lica; tr&#234;s, betabloqueador; tr&#234;s, amiodarona; um, nitrato; dois, anticoagulante, e um, hipoglicemiante oral.</p>
    <p>O grupo II era formado por dezoito pacientes, com idade entre quarenta e 49 anos, m&#233;dia de 46,2 anos (DP = 2,7), quatorze indiv&#237;duos do sexo masculino e quatro do sexo feminino, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o em m&#233;dia de 23,9% (DP = 9,9), dos quais onze pacientes foram classificados como portadores de miocardiopatia chag&#225;sica, quatro como idiop&#225;tica e tr&#234;s como isqu&#234;mica. Quatro pacientes eram hipertensos. Quatorze pacientes estavam em ritmo sinusal, dois em ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial e dois portavam marcapasso card&#237;aco. Dezessete pacientes estavam em uso de inibidor da enzima de convers&#227;o; dezessete, de diur&#233;tico da al&#231;a; treze, de diur&#233;tico inibidor da aldosterona; quatro, de diur&#233;tico tiaz&#237;dico; doze, de droga digit&#225;lica; cinco, de betabloqueador; onze, de amiodarona; tr&#234;s, de nitrato; quatro, de anticoagulante; e dois, de antiagregante plaquet&#225;rio. </p>
    <p>O grupo III era formado por dezessete pacientes, com idade entre cinq&#252;enta e 59 anos, m&#233;dia de 54,1 anos (DP = 3,0), treze indiv&#237;duos do sexo masculino e quatro do sexo feminino, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o em m&#233;dia de 25,1% (DP = 7,2), dos quais sete pacientes foram classificados como portadores de miocardiopatia isqu&#234;mica, cinco como idiop&#225;tica, cinco como chag&#225;sica. Tr&#234;s pacientes eram hipertensos e quatro, diab&#233;ticos. Quatorze pacientes estavam em ritmo sinusal, dois em ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial, e um era portador de marcapasso card&#237;aco. Em rela&#231;&#227;o aos medicamentos, dezessete pacientes estavam em uso de inibidor da enzima de convers&#227;o; quinze, de diur&#233;tico da al&#231;a; treze, de diur&#233;tico inibidor da aldosterona; quatro, de diur&#233;tico tiaz&#237;dico; quinze, de droga digit&#225;lica; seis, de betabloqueador; cinco, de amiodarona; dois, de nitrato; tr&#234;s, de anticoagulante; quatro, de antiagregante plaquet&#225;rio; tr&#234;s, de hipoglicemiante oral; e dois, de insulina.</p>
    <p>O grupo IV era formado por sete pacientes, com idade igual ou maior que sessenta anos (sessenta a 74), m&#233;dia de 67,0 anos (DP = 4,2), seis indiv&#237;duos do sexo masculino e um do sexo feminino, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o em m&#233;dia de 27,6% (DP = 13,3), cinco deles classificados como portadores de miocardiopatia idiop&#225;tica e dois como isqu&#234;mica. Quatro pacientes eram hipertensos e um era diab&#233;tico. Os sete pacientes estavam em ritmo sinusal. Sete pacientes usavam inibidor da enzima de convers&#227;o; seis, diur&#233;tico da al&#231;a; cinco, diur&#233;tico inibidor da aldosterona; tr&#234;s, droga digit&#225;lica; tr&#234;s, betabloqueador; tr&#234;s, amiodarona; tr&#234;s, nitrato; e cinco, antiagregante plaquet&#225;rio. </p>
    <p>Este estudo foi submetido ao Comit&#234; de &#201;tica e Pesquisa da Universidade, recebendo sua aprova&#231;&#227;o. Todos os pacientes foram comunicados da exist&#234;ncia do estudo e, ap&#243;s leitura da carta de informa&#231;&#227;o, foi assinado o termo de consentimento formal. </p>
    <p>Os quatro grupos de cardiopatas foram submetidos a um teste cardiopulmonar m&#225;ximo, em esteira Modelo 2000, Sensor Medics - USA, pelo protocolo proposto por Weber e cols.<sup>11,12</sup>. O crit&#233;rio utilizado para determina&#231;&#227;o de exerc&#237;cio m&#225;ximo foi que o aumento da carga n&#227;o significou aumento de consumo de oxig&#234;nio do paciente em mais de 150 ml/min, obtendo-se um plat&#244;, de modo que o VO<sub>2</sub>m&#225;x foi atingido<sup>13</sup>.</p>
    <p>As vari&#225;veis cardiopulmonares foram determinadas durante tr&#234;s minutos em repouso, durante todo o esfor&#231;o e at&#233; o terceiro minuto da recupera&#231;&#227;o. O paciente inspirava ar ambiente e o ar expirado era analisado por um M&#243;dulo de Medidas de Fun&#231;&#245;es Cardiopulmonares Vm&#225;x 29C, Sensor Medics - USA, que realizava medidas de volume de ar, fra&#231;&#245;es de oxig&#234;nio e di&#243;xido de carbono, respira&#231;&#227;o por respira&#231;&#227;o, calculando os valores de consumo de oxig&#234;nio, produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono e ventila&#231;&#227;o pulmonar.</p>
    <p>Foram determinados os &#237;ndices de limita&#231;&#227;o funcional cardiorrespirat&#243;ria no exerc&#237;cio, o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>m&#225;x) e o limiar anaer&#243;bico determinado por m&#233;todo de trocas gasosas (LA)<sup>7</sup>, expressos em mililitros por quilograma de peso corporal (ml/kg/min). Tamb&#233;m foram determinadas as seguintes vari&#225;veis cardiopulmonares no exerc&#237;cio m&#225;ximo: consumo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>m&#225;x l/min) e produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono (VCO<sub>2</sub>m&#225;x l/min), raz&#227;o de trocas gasosas (Rm&#225;x), freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FCm&#225;x), pulso de oxig&#234;nio (pulsoO<sub>2</sub>m&#225;x), ventila&#231;&#227;o pulmonar (V<sub>e</sub>m&#225;x), equivalentes ventilat&#243;rios para o oxig&#234;nio (V<sub>E</sub>O<sub>2</sub>m&#225;x) e para o di&#243;xido de carbono (V<sub>E</sub>CO<sub>2</sub>m&#225;x).</p>
    <p>Foram calculadas medidas descritivas das vari&#225;veis estudadas. Para comparar os quatro grupos et&#225;rios quanto &#224;s vari&#225;veis antropom&#233;tricas e cardiopulmonares, foi empregada a an&#225;lise de vari&#226;ncia com um fator fixo<sup>14</sup>. </p>
    <p>
      <bold>RESULTADOS</bold>
    </p>
    <p>O peso corporal, a altura e o &#237;ndice de massa corporal dos quatro grupos et&#225;rios foram semelhantes (<xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>). </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os &#237;ndices de limita&#231;&#227;o funcional cardiorrespirat&#243;ria no exerc&#237;cio, o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>m&#225;x) e o limiar anaer&#243;bio (LA), expressos em mililitros por quilograma de peso corporal, n&#227;o foram significativamente diferentes entre os grupos de cardiopatas (<xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>). </p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>N&#227;o houve diferen&#231;as significantes entre os valores das vari&#225;veis VO<sub>2</sub>m&#225;x l/min, VCO<sub>2</sub>m&#225;x l/min, FCm&#225;x e pulsoO<sub>2</sub>m&#225;x, nos diferentes grupos et&#225;rios (<xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Tamb&#233;m n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significantes entre os valores das vari&#225;veis V<sub>e</sub>m&#225;x, V<sub>E</sub>O<sub>2</sub>m&#225;x, V<sub>E</sub>CO<sub>2</sub>m&#225;x e Rm&#225;x entre os grupos de pacientes com ICC (<xref ref-type="table" rid="tab04">tabela 4</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>DISCUSS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>O consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio e o limiar anaer&#243;bico s&#227;o &#237;ndices importantes para investiga&#231;&#227;o e classifica&#231;&#227;o da ICC<sup>15</sup>. Em estudo realizado com indiv&#237;duos saud&#225;veis, Barros Neto e cols.<sup>16</sup> demonstraram que esses dois &#237;ndices diminuem com o aumento da idade, tanto em homens como em mulheres, sedent&#225;rios ou n&#227;o. Por isso, consideramos que na avalia&#231;&#227;o da capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria de indiv&#237;duos saud&#225;veis deve ser considerado n&#227;o apenas o sexo e o n&#237;vel de treinamento, mas tamb&#233;m a idade. </p>
    <p>Nos cardiopatas dessa amostra, no entanto, a idade pareceu n&#227;o influenciar de forma t&#227;o significativa a capacidade aer&#243;bica, pois, embora as m&#233;dias de VO<sub>2</sub>m&#225;x e LA sejam numericamente maiores no grupo dos pacientes mais jovens, as diferen&#231;as n&#227;o foram significantes entra os grupos, o que &#233; explicado pela grande varia&#231;&#227;o individual de cada grupo. De fato, no grupo I (trinta a 39 anos) o menor valor do VO<sub>2</sub>m&#225;x foi 10,9 ml/kg/min e do LA foi 7,6 ml/kg/min, enquanto no grupo IV (<underline>&gt;</underline> sessenta anos) o maior valor do VO<sub>2</sub>m&#225;x foi 23,9 ml/kg/min e do LA foi 16,9 ml/kg/min. Al&#233;m disso, em todos os grupos observaram-se valores do VO<sub>2</sub>m&#225;x e do LA abaixo do esperado para a idade em indiv&#237;duos sedent&#225;rios<sup>16</sup>. Esses resultados sugerem que, em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca, o principal fator limitante da pot&#234;ncia aer&#243;bica &#233; decorrente de condi&#231;&#245;es intr&#237;nsecas da pr&#243;pria doen&#231;a card&#237;aca, em todas as faixas et&#225;rias estudadas.</p>
    <p>Reconhecemos que o pequeno n&#250;mero de pacientes estudados em cada grupo consiste em limita&#231;&#227;o deste estudo. Esse n&#250;mero foi influenciado pelo fato de todos os testes inclu&#237;dos neste estudo terem sido m&#225;ximos, pois exclu&#237;mos da amostra os testes interrompidos por crit&#233;rios cl&#237;nicos antes de o paciente atingir o VO<sub>2</sub>m&#225;x. O grupo IV foi formado por apenas sete pacientes, porque a maioria deles era candidata a transplante card&#237;aco, tendo os miocardiopatas mais jovens prioridade para esse procedimento. Entretanto, apesar do n&#250;mero de pacientes, os resultados da an&#225;lise de vari&#226;ncia demonstram que os grupos et&#225;rios n&#227;o apresentavam diferen&#231;as significantes das vari&#225;veis cardiopulmonares analisadas. </p>
    <p>Tamb&#233;m admitimos que a falta de um grupo-controle de indiv&#237;duos saud&#225;veis, agrupados por faixa et&#225;ria, representa outra limita&#231;&#227;o deste estudo.</p>
    <p>O fato de a etiologia da miocardiopatia ser variada n&#227;o deve ter influenciado nos resultados deste trabalho, pois Yazbek Jr e cols.<sup>17</sup> demonstraram que vari&#225;veis obtidas por testes cardiopulmonares n&#227;o apresentam diferen&#231;as entre pacientes portadores de miocardiopatia de etiologia isqu&#234;mica, por doen&#231;a de Chagas e idiop&#225;tica.</p>
    <p>O consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio<sup>8,16,18-21</sup> e a produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono m&#225;xima<sup>8</sup> diminuem com a idade em indiv&#237;duos normais. Em nosso estudo, n&#227;o encontramos diferen&#231;as de VO<sub>2</sub>m&#225;x (l/min) e VCO<sub>2</sub>m&#225;x (l/min) em cardiopatas de diferentes idades, sugerindo que a doen&#231;a card&#237;aca pode afetar essas vari&#225;veis independentemente da faixa et&#225;ria. N&#227;o s&#227;o esperadas diferen&#231;as significantes de raz&#227;o de trocas gasosas m&#225;ximas em indiv&#237;duos de diferentes faixas et&#225;rias<sup>8,21</sup>, e observamos o mesmo comportamento da Rm&#225;x nos cardiopatas, mostrando que a redu&#231;&#227;o de VO<sub>2</sub>m&#225;x &#233; proporcional &#224; da VCO<sub>2</sub>m&#225;x nesses pacientes.</p>
    <p>Em indiv&#237;duos saud&#225;veis, a freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima<sup>8,18-21</sup> e o pulso de oxig&#234;nio m&#225;ximo<sup>8,20,21 </sup>diminuem com a idade. Weber e cols.<sup>6</sup> encontraram menores valores de pulso O<sub>2</sub>m&#225;x em cardiopatas com maior comprometimento funcional, de modo que consideramos que o fato de o pulso de oxig&#234;nio m&#225;ximo n&#227;o apresentar diferen&#231;a entre os grupos de pacientes com ICC parece indicar que a capacidade funcional dos cardiopatas pode ser afetada na mesma intensidade em todas as faixas et&#225;rias estudadas. Entretanto, a freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima &#233; uma das vari&#225;veis mais influenciadas pela idade, e n&#227;o encontramos diferen&#231;a dessa vari&#225;vel entre os grupos et&#225;rios deste estudo, mas acreditamos que esse resultado foi influenciado por pacientes que portavam marcapasso card&#237;aco, usavam betabloquedor ou estavam em ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial. Por isso, n&#227;o podemos afirmar que foi a doen&#231;a card&#237;aca que acarretou uma FCm&#225;x semelhante nos pacientes de diferentes faixas et&#225;rias.</p>
    <p>A ventila&#231;&#227;o m&#225;xima no esfor&#231;o diminui com a idade em indiv&#237;duos saud&#225;veis<sup>8,21</sup>, em raz&#227;o de menores cargas m&#225;ximas atingidas e menor toler&#226;ncia &#224; acidose l&#225;ctica dos indiv&#237;duos idosos<sup>8</sup>. O fato de os grupos de pacientes apresentarem valores de V<sub>E</sub>m&#225;x semelhantes tamb&#233;m parece sugerir uma limita&#231;&#227;o funcional cardiorrespirat&#243;ria causada pela doen&#231;a card&#237;aca em todos os grupos et&#225;rios. Em indiv&#237;duos saud&#225;veis espera-se um pequeno aumento do V<sub>E</sub>O<sub>2</sub>m&#225;x e V<sub>E</sub>CO<sub>2</sub>m&#225;x com a idade, mas nos cardiopatas estudados essas vari&#225;veis parecem n&#227;o modificar com a faixa et&#225;ria. </p>
    <p>Concluindo, os resultados obtidos sugerem que a capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria no exerc&#237;cio de pacientes com ICC, assim como as vari&#225;veis cardiopulmonares obtidas no exerc&#237;cio m&#225;ximo podem ser afetadas de forma semelhante pela doen&#231;a card&#237;aca em todas as faixas et&#225;rias estudadas.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Marcelo de Castro C&#233;sar&#150;UNIMEP </p>
        <p> Rodovia do A&#231;&#250;car, Km 156 </p>
        <p> 13400-911 &#150; Piracicaba, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="maccesar@unimep.br">maccesar@unimep.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 20/06/03 </p>
    <p> Aceito em 01/06/05</p>
  </body>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiopulmonary responses to exercise in patients of different age group with congestive heart failure</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVES: This paper aims at comparing cardiorespiratory functional capacity during exercise - represented by indicators of functional limitation, maximal oxygen uptake (VO2max), and anaerobic threshold - plus cardiopulmonary responses to maximal exercise in congestive heart failure (CHF) patients belonging to different age groups. METHODS: Fifty-four CHF patients, stratified by age group, were evaluated as follows: group I - 30 to 39 years (n = 12); group II - 40 to 49 years (n = 18); group III - 50 to 59 years (n = 17); and group IV - 60 years and above (n = 7). All patients underwent maximal cardiopulmonary exercise testing (CPET) on treadmills. A single-factor analysis of variance (ANOVA) was performed to compare different age groups. RESULTS: No significant differences were found in maximal oxygen uptake and anaerobic threshold among the age groups, nor in maximal values for carbon dioxide production, oxygen pulse, respiratory exchange ratio, pulmonary ventilation, and ventilatory equivalents for oxygen and carbon dioxide. CONCLUSIONS: These findings suggest that cardiorespiratory functional capacity during exercise in patients with CHF, as well as cardiopulmonary variables at maximal exercise, may be similarly affected by the heart disease in all studied age groups.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>exercise</kwd>
        <kwd>congestive heart failure</kwd>
        <kwd>age</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Cardiopulmonary responses to exercise in patients of different age group with congestive heart failure </p>
      <p>
        <bold>Marcelo de Castro C&#233;sar; F&#225;bio Tadeu Montesano; Rosiane Vieira Zuza Diniz; Dirceu Rodrigues Almeida; Antonio S&#233;rgio Tebexreni; Tur&#237;bio Leite de Barros</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo &#150; UNIFESP - S&#227;o Paulo, SP e Universidade Metodista de Piracicaba UNIMEP - Piracicaba, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> This paper aims at comparing cardiorespiratory functional capacity during exercise - represented by indicators of functional limitation, maximal oxygen uptake (VO<sub>2</sub>max), and anaerobic threshold &#150; plus cardiopulmonary responses to maximal exercise in congestive heart failure (CHF) patients belonging to different age groups.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>Fifty-four CHF patients, stratified by age group, were evaluated as follows: group I &#150; 30 to 39 years (n = 12); group II &#150; 40 to 49 years (n = 18); group III &#150; 50 to 59 years (n = 17); and group IV &#150; 60 years and above (n = 7). All patients underwent maximal cardiopulmonary exercise testing (CPET) on treadmills. A single-factor analysis of variance (ANOVA) was performed to compare different age groups.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> No significant differences were found in maximal oxygen uptake and anaerobic threshold among the age groups, nor in maximal values for carbon dioxide production, oxygen pulse, respiratory exchange ratio, pulmonary ventilation, and ventilatory equivalents for oxygen and carbon dioxide.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS:</bold> These findings suggest that cardiorespiratory functional capacity during exercise in patients with CHF, as well as cardiopulmonary variables at maximal exercise, may be similarly affected by the heart disease in all studied age groups. </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> exercise, congestive heart failure, age</p>
      <p>Cardiopulmonary exercise testing is a non-invasive method to assess aerobic capacity in patients with heart failure, by determining maximal oxygen uptake (VO<sub>2</sub>max) and anaerobic threshold<sup>1</sup>.</p>
      <p>Maximal oxygen uptake (or peak oxygen uptake) values provide relevant information for the prognosis of these patients<sup>2</sup>, allowing identification of those who should be prioritized for heart transplantation<sup>3</sup>. These values, therefore, are essential for the appropriate selection of potential heart transplantation candidates. </p>
      <p>VO<sub>2</sub>max can also be used to classify functional fitness in patients with congestive heart failure (CHF). Franciosa et al<sup>5</sup> divided patients into four groups according to VO<sub>2</sub>max values obtained by cardiopulmonary exercise testing on a cycle ergometer, evaluating 44 patients with ages ranging from 39 to 70, mean age 56. Weber et al<sup>6 </sup>also classified CHF patients according to maximal oxygen uptake values obtained by treadmill exercise tests, evaluating 62 patients with ages ranging from 19 to 79, mean age 52 years. In these studies, patients&#146; functional classification was performed regardless of age group.</p>
      <p>Oxygen uptake at peak exercise and at anaerobic threshold decline with age<sup>7</sup>.</p>
      <p>Inbar et al<sup>8</sup> compared cardiopulmonary responses obtained during exercise for 1,424 healthy male subjects age 20 to 70, finding, in addition to a decrease in maximal oxygen uptake and oxygen uptake at the anaerobic threshold, a decrease in maximal carbon dioxide production, heart rate, oxygen pulse, and pulmonary ventilation, plus a slight increase in maximal ventilatory equivalents for oxygen and carbon dioxide. They found no difference in maximal respiratory exchange ratio. </p>
      <p>Cardiopulmonary exercise testing can also be used to determine whether exertional dyspnea is caused by a cardiac or a ventilatory problem<sup>7,9-11</sup>. Nery et al<sup>9</sup> compared cardiovascular and respiratory responses to exercise in patients with chronic obstructive pulmonary disease (COPD), mean age 57 years (43 to 63), and mitral valve disease, mean age 33.7 years (20 to 43). Cesar et al<sup>10</sup> compared patients with COPD, mean age 65.5 years (36 to 77) and CHF, mean age 44.4 years (29 to 67). Therefore, these studies failed to compare patients belonging to the same age group.</p>
      <p>Although variables measured by cardiopulmonary exercise testing in CHF patients are used for functional classification, such as criterion for heart transplantation, assessment of rehabilitation programs effects and determination of exertional dyspnea etiology<sup>7</sup>, studies evaluating these variable results in tests of patients of different age groups are lacking. This paper, therefore, aims at comparing indices of functional cardiorespiratory limitation, maximal oxygen uptake, and anaerobic threshold in different age groups, and also cardiopulmonary responses to maximal exercise in CHF patients.</p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>Fifty-four CHF patients - class I to IV according to the New York Heart Association - using angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitor, diuretics, digitalis, beta-blockers, amiodarone and/or nitrate in optimal dosages were evaluated. Patients were stratified by age group. </p>
      <p>Group I was composed of twelve patients, ages ranging from 30 to 39, mean age 35.2 (SD=2.9), nine male subjects and three female subjects, mean ejection fraction of 25.9% (SD=9.7). From the etiological point of view, seven patients were classified as having idiopathic cardiomyopathy, four as having chagasic cardiomyopathy, and one as having ischemic cardiomyopathy. Two patients were hypertensive, and one, diabetic. Ten patients were in sinus rhythm and two had a cardiac pacemaker. Regarding medications, eleven patients were using ACE inhibitors; eleven, loop diuretics; eight, aldosterone inhibitors; three, thiazide diuretics; eleven, digitalis; three, beta-blockers; three, amiodarone; one, nitrate; two, anticoagulants; and one, oral hypoglycemics.</p>
      <p>Group II was composed of eighteen patients, ages ranging from 40 to 49, mean age 46.2 (SD=2.7), fourteen male subjects and four female subjects, mean ejection fraction of 23.9% (SD=9.9), eleven of whom were classified as having chagasic cardiomyopathy, four as having idiopathic cardiomyopathy, and three as having ischemic cardiomyopathy. Four patients were hypertensive. Fourteen patients were in sinus rhythm, two in atrial fibrillation, and two had a cardiac pacemaker. Seventeen patients were using ACE inhibitors; seventeen, loop diuretics; thirteen, aldosterone inhibitors; four, thiazide diuretics; twelve, digitalis; five, beta-blockers; eleven, amiodarone, three, nitrate; four, anticoagulants; and two, antiplatelets. </p>
      <p>Group III consisted of seventeen patients, ages ranging from 50 to 59, mean age 54.1 (SD=3.0), thirteen male subjects and four female subjects, mean ejection fraction of 25.1% (SD=7.2), seven of whom were classified as having ischemic cardiomyopathy, five as having idiopathic cardiomyopathy, and five as having chagasic cardiomyopathy. Three patients were hypertensive, and four, diabetics. Fourteen patients were in sinus rhythm, two in atrial fibrillation, and one had a cardiac pacemaker. Regarding medication, seventeen patients were using ACE inhibitors; fifteen, loop diuretics; thirteen, aldosterone inhibitors; four, thiazide diuretics; fifteen, digitalis; six, beta-blockers; five, amiodarone; two, nitrate; three, anticoagulants; four, antiplatelets; three, oral hypoglycemics; and two, insulin.</p>
      <p>Group IV comprised seven patients, age 60 and above (60 to 74) mean age 67.0 (SD=4.2), six male subjects and one female subject, mean ejection fraction of 27.6% (SD=13.3), five of whom were classified as having idiopathic cardiomyopathy and two as having ischemic cardiomyopathy. Four patients were hypertensive, and one, diabetic. All seven patients were in sinus rhythm. Also, all seven were using ACE inhibitors; six, loop diuretics; five, aldosterone inhibitors; three, digitalis; three, beta-blockers; three, amiodarone; three, nitrate; and five, antiplatelets. </p>
      <p>This study was approved by the Institutional Research Ethics Committee of the University. After reading a letter informing about the study, all patients signed an informed consent. </p>
      <p>The four groups of cardiac patients underwent maximal cardiopulmonary exercise testing on a treadmill Model 2000, Sensor Medics - USA, following the protocol proposed by Weber et al<sup>11,12</sup>. The criterion used to determine maximal exercise was that an increase in workload did not lead to an oxygen uptake exceeding 150 ml/min, attaining a plateau, so that VO<sub>2</sub>max was reached<sup>13</sup>. </p>
      <p>Cardiopulmonary variables were determined during a three-minute rest, throughout the exercise and up to the third minute of recovery. The patient breathed room air, and the expired air was analyzed by a Cardiopulmonary Exercise Testing Instrument (SensorMedics Vmax 29C &#150; USA), which measured and analyzed the airflow and oxygen and carbon dioxide fractions breath-by-breath, calculating oxygen uptake, carbon dioxide production, and pulmonary ventilation. </p>
      <p>Functional cardiorespiratory limitation indices during exercise, maximal oxygen uptake (VO<sub>2</sub> max) and anaerobic threshold (AT)<sup>7</sup> by gas exchange were determined, expressed as milliliters per kilogram of body weight (ml/kg/min). The following cardiopulmonary variables during maximal exercise were also determined: oxygen uptake (VO<sub>2</sub>max l/min) and carbon dioxide production (VCO<sub>2</sub>max l/min), respiratory exchange ratio (Rmax), heart rate (HRmax), oxygen pulse (O<sub>2 </sub>pulse max), pulmonary ventilation (V<sub>E</sub>max), ventilatory equivalents for oxygen (V<sub>E</sub>O<sub>2</sub>max) and for carbon dioxide (V<sub>E</sub>CO<sub>2</sub>max).</p>
      <p>Descriptive measures for the variables studied were calculated. To compare the four age groups in terms of anthropometric and cardiopulmonary variables, a single-factor analysis of variance was performed<sup>14</sup>. </p>
      <p>
        <bold>RESULTS</bold>
      </p>
      <p>Body weight, height and body mass index for the four age groups were similar (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table I</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>No significant difference was found regarding functional cardiorespiratory limitation indices during exercise, maximal oxygen uptake (VO<sub>2</sub>max) and anaerobic threshold (AT), expressed in milliliters per kilogram of body weight, among the different groups of these patients (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table II</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>No significant differences were found among the following variables: VO<sub>2</sub>max l/min, VCO<sub>2</sub>max l/min, HRmax, and O<sub>2</sub> pulse max among the different age groups (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table III</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>No significant differences were found also among the following variables: V<sub>e</sub>max, V<sub>E</sub>O<sub>2</sub>max, V<sub>E</sub>CO<sub>2</sub>max, and Rmax among the groups of CHF patients (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table IV</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-86-01-0014-00003-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>DISCUSSION</bold>
      </p>
      <p>Maximal oxygen uptake and anaerobic threshold are important indices for CHF investigation and classification<sup>15</sup>. In a study performed with healthy subjects, Barros Neto <italic>et al</italic><sup>16</sup>, demonstrated that these indices decline with age, in men and women alike, sedentary or not. Therefore, we believe that in evaluating cardiorespiratory functional capacity of healthy subjects, not only gender and training level should be considered, but also age. </p>
      <p>In this sample, however, the aerobic capacity of cardiac patients did not seem to be significantly affected by age, because, although mean VO<sub>2</sub>max and AT are numerically higher in the younger group, no significant differences were found among the groups, which might be explained by the great individual variation of each group. Indeed, in group I (30 to 39 years), the lowest VO<sub>2</sub>max and AT values were 10.9 ml/kg/min and 7.6 ml/kg/min, respectively, whereas in group IV (<underline>&gt;</underline> 60 years), the highest VO<sub>2</sub>max and AT values were 23.9 ml/kg/min and 16.9 ml/kg/min, respectively. Besides, VO<sub>2</sub>max and AT values in all groups were lower than those expected for the age in sedentary subjects<sup>16</sup>. These findings suggest that, in patients with heart failure, the main limiting factor for aerobic power is associated with intrinsic conditions of the heart disease itself, in all studied age groups.</p>
      <p>We recognize that the small number of patients in each group is a limitation in this study. This is due to the fact that all tests included in the study were maximal, once those tests terminated by clinical criteria before the patient reached VO<sub>2</sub>max were excluded. Group IV comprised only seven patients, because most of them were candidates for cardiac transplant, and younger cardiac patients were given priority for this procedure. However, in spite of the number of patients, no significant differences regarding cardiopulmonary variables were observed, through variance analysis, among the age groups. </p>
      <p>We also recognize the lack of a healthy control group, stratified by age bracket, as another limitation of the study.</p>
      <p>The different etiology of heart disease might not have affected the results of this study, since Yazbek Jr et al<sup>17</sup> demonstrated that variables obtained by cardiopulmonary exercise testing do not differ among patients with ischemic, chagasic and idiopathic cardiomyopathy.</p>
      <p>Maximal oxygen uptake<sup>8,16,18-21</sup> and maximal carbon dioxide production<sup>8</sup> decline with age in normal subjects. In our study, we found no differences in VO<sub>2</sub>max (l/min) and VCO<sub>2</sub>max (l/min) in cardiac patients of different ages, suggesting that heart disease may affect these variables regardless of age group. No significant differences are expected in maximal respiratory exchange ratio in subjects of different age group<sup>8,21</sup>, and the same behavior was found for Rmax in cardiac patients, showing that VO<sub>2</sub>max reduction is proportional to that of VCO<sub>2</sub>max in these patients.</p>
      <p>Maximal heart rate<sup>8,18-21</sup> and maximal oxygen pulse<sup>8,20,21</sup> decline with age in healthy subjects. Weber et al<sup>6</sup> found lower differences for O<sub>2 </sub>pulse max in more functionally compromised cardiac patients. Therefore, the lack of difference in maximal oxygen pulse among CHF groups seems to indicate that functional capacity of cardiac patients may be similarly affected in all studied age group. Nevertheless, maximal heart rate is one of the variables most affected by age, and we found no difference concerning this variable among the study age groups. We attributed this result to those patients who had cardiac pacemakers, were taking beta-blocker or were in atrial fibrillation. Therefore, we cannot definitely say that the similar HRmax in patients of different age groups was a result of the heart disease.</p>
      <p>Maximal ventilation during exercise decreases with age in healthy subjects<sup>8,21</sup>, due to lower maximal workloads reached and the less lactic acidosis tolerance by elderly subjects<sup>8</sup>. The similar V<sub>E</sub>max found in all groups also seems to suggest a functional cardiorespiratory limitation associated with the heart disease in all age groups. In healthy subjects, a slight increase in V<sub>E</sub>O<sub>2</sub>max and V<sub>E</sub>CO<sub>2</sub>max is expected with age, but in the cardiac patients studied these variables seem not to change with age group. </p>
      <p>Concluding, the results suggest that cardiorespiratory functional capacity during exercise in CHF patients, as well as cardiopulmonary variables obtained during maximal exercise, may be similarly affected by the heart disease in all studied age group.</p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Mailing Address</bold>
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          <p> Marcelo de Castro C&#233;sar</p>
          <p> UNIMEP</p>
          <p> Rodovia do A&#231;&#250;car, Km 156</p>
          <p> 13400-911 &#150; Piracicaba, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
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          </p>
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      </p>
      <p> Received on 20/06/03</p>
      <p> Accepted 01/06/05</p>
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