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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">5wx8xjGVz6N4fNMXdXnpGjn</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2005002400009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(05)08500009</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005002400009</article-id>
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        <article-title>Associa&#231;&#227;o de medicamentos: estatinas e fibratos</article-title>
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          <trans-title>Combination of drugs: statins and fibrates</trans-title>
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            <given-names>Hermes Toros</given-names>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Monoterapia para o tratamento das dislipidemias &#233; frequentemente insuficiente para o alcance das metas recomendadas pelas diretrizes. Entretanto, nos &#250;ltimos anos, o uso de terapia combinada tem se apresentado como uma nova op&#231;&#227;o em muitos casos. Uma revis&#227;o de 36 estudos envolvendo a combina&#231;&#227;o de estatinas com fibratos apresentou 29 casos de rabdomi&#243;lise e uma preval&#234;ncia geral de miopatia de 0,12%. A combina&#231;&#227;o de estatinas com o genfibrozil parece causar mais rabdomi&#243;lise que com os fibratos de nova gera&#231;&#227;o (especialmente quando comparado com fenofibrato ou bezafibrato). Idade avan&#231;ada, diabetes, mulheres, medica&#231;&#245;es concomitantes, disfun&#231;&#227;o renal, consumo excessivo de &#225;lcool, exerc&#237;cios, traumatismos e cirurgias est&#227;o tamb&#233;m associados com maior risco de efeitos adversos.</p>
      </abstract>
      <trans-abstract xml:lang="en">
        <p>Monotherapy for the treatment of dyslipidemias is commonly insufficient to achieve all lipid targets recommended by current guidelines. Therefore, the use of combined treatment has emerged as a new option in many cases in the last few years. A review of 36 studies in which the combination of statins with fibrates was used revealed 29 cases of rhabdomyolysis with a prevalence of 0,12% in the risk of myopathy. Combination of a statin with genfibrozil appeared to cause more rhabdomyolysis than with newest fibrates (especially when compared with fenofibrate or bezafibrate). Advanced age, diabetes, females, concomitant medications, renal insufficiency, excess in alcohol intake, exercises, trauma and surgery were all associated with higher rates of adverse effects.</p>
      </trans-abstract>
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        <kwd>Statins</kwd>
        <kwd>fibrates</kwd>
        <kwd>rhabdomyolysis</kwd>
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        <kwd>Estatinas</kwd>
        <kwd>fibratos</kwd>
        <kwd>rabdomi&#243;lise</kwd>
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      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>02</day>
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        <year>2006</year>
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    <p>
      <bold>Associa&#231;&#227;o de medicamentos: estatinas e fibratos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Combination of drugs: statins and fibrates</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Hermes Toros Xavier</bold>
    </p>
    <p>Divis&#227;o de Mol&#233;stias Cardiovasculares - Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas de Santos - UNILUS </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Monoterapia para o tratamento das dislipidemias &#233; frequentemente insuficiente para o alcance das metas recomendadas pelas diretrizes. Entretanto, nos &#250;ltimos anos, o uso de terapia combinada tem se apresentado como uma nova op&#231;&#227;o em muitos casos. Uma revis&#227;o de 36 estudos envolvendo a combina&#231;&#227;o de estatinas com fibratos apresentou 29 casos de rabdomi&#243;lise e uma preval&#234;ncia geral de miopatia de 0,12%. A combina&#231;&#227;o de estatinas com o genfibrozil parece causar mais rabdomi&#243;lise que com os fibratos de nova gera&#231;&#227;o (especialmente quando comparado com fenofibrato ou bezafibrato). Idade avan&#231;ada, diabetes, mulheres, medica&#231;&#245;es concomitantes, disfun&#231;&#227;o renal, consumo excessivo de &#225;lcool, exerc&#237;cios, traumatismos e cirurgias est&#227;o tamb&#233;m associados com maior risco de efeitos adversos. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Estatinas, fibratos, rabdomi&#243;lise</p>
    <p>
      <bold>ABSTRACT</bold>
    </p>
    <p>Monotherapy for the treatment of dyslipidemias is commonly insufficient to achieve all lipid targets recommended by current guidelines. Therefore, the use of combined treatment has emerged as a new option in many cases in the last few years. A review of 36 studies in which the combination of statins with fibrates was used revealed 29 cases of rhabdomyolysis with a prevalence of 0,12% in the risk of myopathy. Combination of a statin with genfibrozil appeared to cause more rhabdomyolysis than with newest fibrates (especially when compared with fenofibrate or bezafibrate). Advanced age, diabetes, females, concomitant medications, renal insufficiency, excess in alcohol intake, exercises, trauma and surgery were all associated with higher rates of adverse effects. </p>
    <p><bold>Key words:</bold> Statins, fibrates, rhabdomyolysis</p>
    <p>
      <bold>INTRODU&#199;&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Existem situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas onde o tratamento hipolipemiante com estatinas em monoterapia &#233; insuficiente ou inadequado para o alcance das metas. Assim, em certos casos h&#225; a necessidade de se associar medicamentos para a otimiza&#231;&#227;o dos n&#237;veis lip&#237;dicos e a conseq&#252;ente redu&#231;&#227;o do risco cardiovascular destes indiv&#237;duos. </p>
    <p>Uma das associa&#231;&#245;es mais freq&#252;entemente utlizadas na terapia hipolipemiante &#233; a combina&#231;&#227;o das estatinas com os fibratos, a qual estaria indicada nos casos onde ocorre intoler&#226;ncia a doses mais elevadas das estatinas e nas situa&#231;&#245;es de hipertrigliceridemia importante, como descreveremos a seguir. </p>
    <p>
      <bold>INTOLER&#194;NCIA AS ESTATINAS</bold>
    </p>
    <p>Mialgia e miosite s&#227;o as causas mais comuns de interrup&#231;&#227;o da terapia com estatinas. Tipicamente envolvem grandes grupos musculares corporais como das pernas, ombros e por&#231;&#227;o superior dos bra&#231;os, podendo ocasionar desconforto intenso e at&#233; perda da habilidade e for&#231;a motora. </p>
    <p>A dosagem de CPK nem sempre constitui um par&#226;metro confi&#225;vel, pois pode apresentar-se em n&#237;veis normais na vig&#234;ncia de intensa sintomatologia como, tamb&#233;m, pode apresentar-se em n&#237;veis elevados nos pacientes em uso de estatinas que sejam inteiramente assintom&#225;ticos. Embora estudos cl&#237;nicos com estatinas demonstrem uma clara rela&#231;&#227;o dose-sintomas, mialgias podem ocorrer em qualquer dose de tratamento. </p>
    <p>A miosite, por sua vez, deve ser caracterizada pela presen&#231;a de mialgia t&#237;pica e pelo aumento da CPK em 10 vezes o limite superior da normalidade (LSN) do m&#233;todo de dosagem laboratorial. </p>
    <p>Assim, como abordar um paciente com mialgia em uso cont&#237;nuo de estatina? </p>
    <p>Inicialmente, confirmar se a dor &#233; miop&#225;tica ou se &#233; uma artralgia ou outro problema ortop&#233;dico. Em segundo lugar, sempre realizar a dosagem de CPK na presen&#231;a de sintomas para afastar a rabdomi&#243;lise, mas a CPK em n&#237;veis normais n&#227;o eliminar&#225; a estatina como causadora da mialgia. Se os sintomas s&#227;o compat&#237;veis com o uso de estatinas, devemos suspender o tratamento e aguardar a resolu&#231;&#227;o dos sintomas, que na maioria dos pacientes ocorre rapidamente, de dias a poucas semanas. Alguns raros pacientes cursam com um quadro de miopatia subcl&#237;nica e podem ser mantidos sobre terapia hipolipemiante se a eleva&#231;&#227;o de CPK for discreta a moderada (&lt;7 x LSN). </p>
    <p>Uma vez que os sintomas se resolvam, devemos considerar como potenciais op&#231;&#245;es de tratamento, caso as metas de LDL possam ser alcan&#231;adas sem estatinas, a niacina, as resinas e a ezetimiba, que podem reduzir LDL de 15% a 20%, a combina&#231;&#227;o destes agentes tamb&#233;m pode ser poss&#237;vel. Por&#233;m, quando h&#225; uma necessidade de redu&#231;&#245;es maiores de LDL como nos pacientes de alto risco, podemos escolher uma estatina alternativa, uma vez que a experi&#234;ncia cl&#237;nica di&#225;ria nos mostra que alguns pacientes podem tolerar seletivamente uma ou outra droga da classe. </p>
    <p>
      <bold>PACIENTES COM HIPERTRIGLICERIDEMIA</bold>
    </p>
    <p>Pacientes com triglic&#233;rides elevados freq&#252;entemente apresentam um quadro complexo de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas que devem ser consideradas quando visamos o controle lip&#237;dico. S&#227;o os mais comuns: intoler&#226;ncia &#224; glicose/resist&#234;ncia &#224; insulina, obesidade, consumo de &#225;lcool de moderado a intenso, excesso de consumo de carboidratos e uso de medica&#231;&#245;es como cortic&#243;ides, estrog&#234;nios, inibidores da protease e betabloqueadores, entre outros. </p>
    <p>As anormalidades metab&#243;licas devem ser identificadas e tratadas primariamente, caso contr&#225;rio, se a terapia hipolipemiante for iniciada de imediato, ser&#227;o grandes as chances de os n&#237;veis de triglic&#233;rides flutuarem ao longo do seguimento do paciente, n&#227;o havendo a possibilidade de se estabelecer a efetividade da terapia hipolipemiante adotada. </p>
    <p>Os fibratos s&#227;o os medicamentos de escolha para a hipertrigliceridemia. Sendo as estatinas consideradas moderadamente efetivas, e a niacina e os &#243;leos de peixe, tamb&#233;m como op&#231;&#245;es terap&#234;uticas. </p>
    <p>Devemos ressaltar que normalmente os pacientes hipertriglicerid&#234;micos apresentam tamb&#233;m n&#237;veis baixos de HDL e que a terap&#234;utica comentada pode tratar adequada e simultaneamente essa anormalidade lip&#237;dica. </p>
    <p>Por&#233;m, em outras situa&#231;&#245;es, relacionadas ao risco cardiovascular e &#224; necessidade de maior efetividade no controle das dislipidemias mistas, colesterol e triglic&#233;rides elevados, uma op&#231;&#227;o terapeutica &#233; a combina&#231;&#227;o de estatina com fibrato, o que implica, diretamente, em uma maior preocupa&#231;&#227;o com a seguran&#231;a da terapia. </p>
    <p>Geralmente os efeitos adversos da terapia combinada das estatinas com os fibratos se baseiam em intera&#231;&#245;es farmacocin&#233;tica. Sendo que a ocorr&#234;ncia de miopatia se d&#225; em fun&#231;&#227;o de efeitos aditivos, uma vez que isoladamente, as duas classes terap&#234;uticas podem ocasionar miopatia. Nos &#250;ltimos anos, vivenciamos a retirada de uma estatina do mercado mundial em fun&#231;&#227;o de efeitos adversos da terapia combinada com fibratos. Neste caso, a frequ&#234;ncia de rabdomi&#243;lise fatal foi de 16 a 80 vezes maior com cerivastatina do que com as outras estatinas, sendo esse efeito muitas vezes devido &#224; intera&#231;&#227;o com a gemfibrozila. </p>
    <p>Uma revis&#227;o de 36 estudos envolvendo a terapia combinada estatina+fibrato apresentou 29 casos de rabdomi&#243;lise e uma preval&#234;ncia de miopatia de 0,12%. O risco de miopatia &#233; maior para combina&#231;&#227;o de estatinas com a gemfibrozila do que com bezafibrato ou fenofibrato, embora todos os fibratos estejam associados com casos de eleva&#231;&#227;o da CPK e miopatia. </p>
    <p>As estatinas e os fibratos podem ser associados levando-se em conta um risco maior de miopatia e rabdomi&#243;lise. A gemfibrozila n&#227;o deve ser utilizada na terapia combinada. </p>
    <p>Devemos estar atentos que o risco de miopatia est&#225; aumentado nas seguintes situa&#231;&#245;es: altas doses de estatinas, disfun&#231;&#227;o renal, disfun&#231;&#227;o tireoideana, medica&#231;&#245;es concomitantes, sexo feminino, idade acima de 70 anos, diabetes, consumo de &#225;lcool excessivo, cirurgia, traumatismo e exerc&#237;cios vigorosos. </p>
    <p>Quando optamos pela terapia combinada, adicionando um fibrato a uma estatina, otimizamos o objetivo terap&#234;utico: melhor &#175;TG e &#173;HDL, maior &#175;LDL, &#173; tamanho part&#237;cula LDL, &#175; fibrinog&#234;nio e &#175; Inflama&#231;&#227;o. Por outro lado e contrariamente: aumenta custo e complexidade, eleva o risco de miopatia, eleva o risco de hepatite, potencializa intera&#231;&#245;es com outras drogas e existe uma escassez de dados e estudos em rela&#231;&#227;o &#224; an&#225;lise cr&#237;tica da terapia combinada. </p>
    <p>Assim, como minimizar o risco de toxicidade muscular da associa&#231;&#227;o estatina + fibrato ? </p>
    <p>&#149; Usar estatina como primeira escolha nas dislipidemias mistas com TG &lt; 500 mg/dL. </p>
    <p>&#149; Na combina&#231;&#227;o com fibrato iniciar a estatina na dose inicial e s&#243; titular doses mais elevadas com cuidadosa monitora&#231;&#227;o de enzimas. </p>
    <p>&#149; Descombinar a terapia caso enzima hep&#225;tica <underline>&gt;</underline> 3xLSN ou CPK <underline>&gt;</underline> 10xLSN. </p>
    <p>&#149; Descontinuar a terapia se sintomas musculares est&#227;o presentes e os n&#237;veis de CK est&#227;o 10 vezes &gt; LSN. </p>
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          <article-title>Statin-fibrate combination therapy</article-title>
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