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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005001800005</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Tend&#234;ncia da mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca em Salvador, Bahia, Brasil</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
      <volume>85</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>327</fpage>
      <lpage>332</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Avaliar a tend&#234;ncia da mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) em Salvador - Bahia, no per&#237;odo de 1979-1995. M&#201;TODOS: A IC foi definida pelas nota&#231;&#245;es da 9&#170; Revis&#227;o do C&#243;digo Internacional de Doen&#231;as (CID9) 428.0, 428.1 e 428.9. Dados de &#243;bitos por IC e populacionais (regi&#227;o metropolitana de Salvador) foram obtidos por meio da Secretaria de Sa&#250;de da Bahia e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica. As taxas de mortalidade (/100.000) foram totais ou por g&#234;nero e idade, e brutas ou ajustadas por idade (padroniza&#231;&#227;o direta). RESULTADOS: As taxas de mortalidade por IC sofreram redu&#231;&#227;o progressiva no per&#237;odo de tempo avaliado, para ambos os g&#234;neros, especialmente at&#233; o ano de 1992. A partir da&#237; e at&#233; 1995, ocorreu uma aparente estabiliza&#231;&#227;o das curvas. A taxa de mortalidade bruta passou de 25,0/10(5), em 1979, para 16,4/10(5) habitantes, em 1995 (queda de 34,4%). A redu&#231;&#227;o foi de 34,0% (23,3/10(5), em 1979, para 15,4/10(5) habitantes, em 1995) para o sexo masculino e de 35,2% (26,7/10(5), em 1979, para 17,3/10(5) habitantes, em 1995), para o sexo feminino. A mesma tend&#234;ncia ocorreu nas diversas faixas et&#225;rias, inclusive para a popula&#231;&#227;o &gt; 40 anos, de maior risco para IC. Ap&#243;s o ajuste por idade (popula&#231;&#227;o padr&#227;o de 1979), observa-se que as redu&#231;&#245;es relativas nas taxas foram ainda maiores. CONCLUS&#195;O: A mortalidade por IC, em Salvador-Bahia, declinou de 1979 a 1992, estabilizando-se a partir de ent&#227;o at&#233; 1995.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>mortalidade</kwd>
        <kwd>epidemiologia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>12</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Tend&#234;ncia da mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca em Salvador, Bahia, Brasil</p>
    <p>
      <bold>Adriana Lopes Latado; Luiz Carlos Santana Passos; Rodrigo Guedes; Alessandra B. Santos; Marianna Andrade; Simone Moura</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal da Bahia e Secretaria de Sa&#250;de da Bahia - Salvador, BA</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back10">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a tend&#234;ncia da mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) em Salvador - Bahia, no per&#237;odo de 1979-1995. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>A IC foi definida pelas nota&#231;&#245;es da 9&#170; Revis&#227;o do C&#243;digo Internacional de Doen&#231;as (CID9) 428.0, 428.1 e 428.9. Dados de &#243;bitos por IC e populacionais (regi&#227;o metropolitana de Salvador) foram obtidos por meio da Secretaria de Sa&#250;de da Bahia e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica. As taxas de mortalidade (/100.000) foram totais ou por g&#234;nero e idade, e brutas ou ajustadas por idade (padroniza&#231;&#227;o direta). </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>As taxas de mortalidade por IC sofreram redu&#231;&#227;o progressiva no per&#237;odo de tempo avaliado, para ambos os g&#234;neros, especialmente at&#233; o ano de 1992. A partir da&#237; e at&#233; 1995, ocorreu uma aparente estabiliza&#231;&#227;o das curvas. A taxa de mortalidade bruta passou de 25,0/10<sup>5</sup>, em 1979, para 16,4/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995 (queda de 34,4%). A redu&#231;&#227;o foi de 34,0% (23,3/10<sup>5</sup>, em 1979, para 15,4/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995) para o sexo masculino e de 35,2% (26,7/10<sup>5</sup>, em 1979, para 17,3/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995), para o sexo feminino. A mesma tend&#234;ncia ocorreu nas diversas faixas et&#225;rias, inclusive para a popula&#231;&#227;o <underline>&gt;</underline> 40 anos, de maior risco para IC. Ap&#243;s o ajuste por idade (popula&#231;&#227;o padr&#227;o de 1979), observa-se que as redu&#231;&#245;es relativas nas taxas foram ainda maiores. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>A mortalidade por IC, em Salvador-Bahia, declinou de 1979 a 1992, estabilizando-se a partir de ent&#227;o at&#233; 1995.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> insufici&#234;ncia card&#237;aca, mortalidade, epidemiologia</p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) &#233; uma doen&#231;a cr&#244;nica limitante, constituindo-se na principal causa de hospitaliza&#231;&#227;o entre pacientes com mais de 65 anos, especialmente nos pa&#237;ses desenvolvidos<sup>1-3</sup>. A doen&#231;a &#233; hoje um problema de sa&#250;de p&#250;blica, associando-se a elevados custos e crescente n&#250;mero de admiss&#245;es hospitalares. Evid&#234;ncias recentes apontam a favor de um aumento na propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos portadores de insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>4</sup>, o que &#233; pass&#237;vel de se acentuar futuramente, &#224; medida em que as melhorias nas taxas de mortalidade por doen&#231;as circulat&#243;rias, como a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o e a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, aumentar&#227;o o n&#250;mero de pessoas vulner&#225;veis ao desenvolvimento de insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva<sup>2</sup>. O envelhecimento progressivo da popula&#231;&#227;o tamb&#233;m poder&#225; contribuir, independentemente, para o aumento de pacientes com esta condi&#231;&#227;o<sup>2,5</sup>.</p>
    <p>Apesar da implementa&#231;&#227;o, nos &#250;ltimos anos, de estrat&#233;gias terap&#234;uticas efetivas em reduzir a letalidade de pacientes com fal&#234;ncia card&#237;aca<sup>6-8</sup>, as taxas de mortalidade pela doen&#231;a permanecem elevadas. Nos Estados Unidos, um estudo sugere que as taxas de mortalidade por fal&#234;ncia card&#237;aca ajustadas por idade elevaram-se durante o per&#237;odo de 1980-1988, havendo um posterior decl&#237;nio das mesmas a partir de 1988 at&#233; o ano de 1995<sup>1</sup>. Em outro trabalho americano, Baker e cols.<sup>9</sup>, por outro lado, descreveram uma melhora das taxas de mortalidade ap&#243;s um ano da alta hospitalar. Na Espanha, as taxas globais de mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca parecem n&#227;o ter se alterado entre 1980-1993<sup>4</sup>.</p>
    <p>No Brasil, os estudos s&#227;o escassos. Mansur e cols. descreveram uma redu&#231;&#227;o nas taxas de mortalidade por doen&#231;as circulat&#243;rias no Brasil, no per&#237;odo de 1979 a 1996, sendo que, para a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o, o decl&#237;nio nas taxas foi quase duas vezes maior para o sexo masculino em compara&#231;&#227;o ao feminino<sup>10</sup>. Ao se avaliar a tend&#234;ncia de mortalidade por doen&#231;as circulat&#243;rias conforme as cinco regi&#245;es brasileiras, neste mesmo per&#237;odo, os achados foram: redu&#231;&#227;o na mortalidade para ambos os sexos nas regi&#245;es Sul, Sudeste e Norte, e um aumento nas taxas de mortalidade nas regi&#245;es Nordeste e Centro-Oeste, exceto para a popula&#231;&#227;o entre 30 e 39 anos<sup>11</sup>. At&#233; o momento, n&#227;o existem dados publicados sobre a tend&#234;ncia de mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva no Brasil.</p>
    <p>O objetivo do presente estudo &#233; avaliar a tend&#234;ncia da mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva na cidade de Salvador-Bahia, no per&#237;odo de 1979 a 1995.</p>
    <p>
      <bold>M&#201;TODOS</bold>
    </p>
    <p>Para os prop&#243;sitos deste estudo, insufici&#234;ncia card&#237;aca foi definida utilizando-se as seguintes nota&#231;&#245;es da 9&#170;. Revis&#227;o do C&#243;digo Internacional de Doen&#231;as (CID9): 428.0 (<italic>insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva</italic>), 428.1 (<italic>insufici&#234;ncia card&#237;aca esquerda</italic>) e 428.9 (<italic>insufici&#234;ncia card&#237;aca n&#227;o especificada</italic>). Apenas foram considerados os c&#243;digos correspondentes &#224; causa b&#225;sica de morte. Os dados de &#243;bito foram obtidos atrav&#233;s do Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade e Nascidos Vivos (SIMSINASC) da Secretaria de Sa&#250;de da Bahia (SESAB), Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Foram fornecidos dados sobre &#243;bitos totais e estratificados por g&#234;nero e faixas et&#225;rias, referentes ao per&#237;odo de 1979 a 1995. Dados de &#243;bito por Doen&#231;a de Chagas com comprometimento card&#237;aco (CID9 086.0) foram tamb&#233;m obtidos para fins de compara&#231;&#227;o, sendo que, neste texto, a doen&#231;a ser&#225; referida como miocardite cr&#244;nica chag&#225;sica (MCC).</p>
    <p>Os dados populacionais foram fornecidos pela SESAB e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE), correspondentes ao mesmo per&#237;odo de tempo. Os n&#250;meros foram referentes &#224; regi&#227;o metropolitana de Salvador, a qual inclui dez munic&#237;pios: Salvador, Cama&#231;ari, Candeias, Dias D'&#193;vila, Itaparica, Vera Cruz, Sim&#245;es Filho, Lauro de Freitas, S&#227;o Francisco do Conde e Madre de Deus. Foram disponibilizados dados totais e estratificados por g&#234;nero e faixas et&#225;rias.</p>
    <p>As taxas de mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca (e por doen&#231;a de Chagas), totais e por g&#234;nero, foram calculadas por 100.000 habitantes. As taxas foram tamb&#233;m estratificadas por idade, utilizando-se, inicialmente, os grupos &lt;40 anos e <underline>&gt;</underline>40 anos. A popula&#231;&#227;o <underline>&gt;</underline>40 anos, representando o grupo com maior risco de desenvolver insufici&#234;ncia card&#237;aca, foi posteriormente categorizada nas seguintes faixas et&#225;rias: 40-49, 50-59, 60-69 e <underline>&gt;</underline>70 anos. As taxas de mortalidade foram calculadas como taxas brutas e taxas ajustadas por idade, atrav&#233;s do m&#233;todo direto. A popula&#231;&#227;o da regi&#227;o metropolitana de Salvador, do ano de 1979, foi considerada como popula&#231;&#227;o padr&#227;o para o processo de ajuste por idade.</p>
    <p>Modelos de regress&#227;o linear simples foram usados para a obten&#231;&#227;o de coeficientes <italic>beta</italic>, analisando a mortalidade como vari&#225;vel dependente e o ano como vari&#225;vel independente.</p>
    <p>
      <bold>RESULTADOS</bold>
    </p>
    <p>Na regi&#227;o metropolitana de Salvador, as taxas de mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca apresentaram uma redu&#231;&#227;o progressiva no per&#237;odo de tempo avaliado, para ambos os g&#234;neros, especialmente at&#233; o ano de 1992. A partir da&#237; e at&#233; 1995, ocorre uma aparente estabiliza&#231;&#227;o das curvas, o que tamb&#233;m pode ser visibilizado nos gr&#225;ficos estratificados pelo g&#234;nero (<xref ref-type="fig" rid="fig1">fig. 1</xref>). Para a popula&#231;&#227;o total, a taxa de mortalidade bruta passou de 25,0/10<sup>5</sup>, em 1979, para 16,4/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995, correspondendo a uma redu&#231;&#227;o de 34,4%. Para o sexo masculino, a redu&#231;&#227;o relativa foi de 34,0% (23,3/10<sup>5</sup>, em 1979, para 15,4/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995), bastante similar &#224; observada no sexo feminino (26,7/10<sup>5</sup>, em 1979, para 17,3/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995, queda de 35,2%). As curvas de mortalidade bruta para a popula&#231;&#227;o de maior risco para insufici&#234;ncia card&#237;aca, ou seja, idade <underline>&gt;</underline>40 anos, apresentaram a mesma tend&#234;ncia daquelas da popula&#231;&#227;o total, em ambos os g&#234;neros (<xref ref-type="fig" rid="fig1">fig. 1</xref>). Quando as taxas foram estratificadas pelas faixas et&#225;rias anteriormente descritas, observou-se, novamente, uma tend&#234;ncia de queda progressiva das mesmas no intervalo de tempo estudado, notadamente at&#233; 1990-1991. A partir de 1991-1992, observa-se uma estabiliza&#231;&#227;o das curvas, tal como visto para a popula&#231;&#227;o total. Ainda nos gr&#225;ficos referentes &#224;s taxas espec&#237;ficas por idade, nota-se uma maior variabilidade nas curvas em rela&#231;&#227;o &#224;quelas da popula&#231;&#227;o total, bem como uma superioridade das taxas de mortalidade no sexo masculino em rela&#231;&#227;o ao feminino, especialmente nas faixas et&#225;rias de 60-69 anos e <underline>&gt;</underline>70 anos (<xref ref-type="fig" rid="fig2">fig. 2</xref>).</p>
    <fig id="fig1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="fig2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Ap&#243;s a padroniza&#231;&#227;o das taxas de mortalidade por idade, observa-se que a tend&#234;ncia descrita acima se mant&#233;m (<xref ref-type="fig" rid="fig3">fig. 3</xref>), sendo que as redu&#231;&#245;es relativas, ocorridas no per&#237;odo, foram ainda maiores que aquelas observadas nas taxas brutas. A taxa de mortalidade ajustada para a popula&#231;&#227;o total caiu de 22,5/10<sup>5</sup> para 12,5/10<sup>5</sup> habitantes, de 1980 a 1995, correspondendo a uma redu&#231;&#227;o de 44,4%. No sexo masculino, a taxa ajustada passou de 20,9/10<sup>5</sup> para 11,3/10<sup>5</sup> habitantes (queda de 45,9%) e, no sexo feminino, o decl&#237;nio foi de 24,0/10<sup>5</sup> para 12,8/10<sup>5</sup> habitantes no mesmo per&#237;odo (redu&#231;&#227;o de 46,7%).</p>
    <fig id="fig3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf03.jpg"/></fig>
    <p>Atrav&#233;s da an&#225;lise de regress&#227;o linear simples das taxas de mortalidade ao longo do tempo, p&#244;de-se estimar uma m&#233;dia anual da queda da mortalidade por ICC, na regi&#227;o metropolitana de Salvador, a qual situou-se em torno de 0,9/10<sup>5</sup> habitantes/ano. Esse valor foi similar para as curvas bruta e ajustada correspondentes &#224;s popula&#231;&#245;es total, masculina e feminina.</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224;s taxas de mortalidade por MCC, em Salvador, observa-se que as mesmas tamb&#233;m ca&#237;ram desde 1979 at&#233; o ano de 1995, embora as redu&#231;&#245;es relativas tenham sido inferiores &#224;s obtidas com a mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca. A redu&#231;&#227;o da mortalidade por MCC foi mais acentuada para o sexo masculino, onde tamb&#233;m os valores absolutos das taxas foram mais elevados. A mortalidade total por MCC reduziu-se de 9,63, em 1979, para 7,18/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995, correspondendo a uma queda de 25,4%. No sexo masculino, a redu&#231;&#227;o foi em torno de 29,2% (12,94, em 1979, a 9,16/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995), bem superior &#224; queda de 18,1% observada no sexo feminino (6,58, em 1979, a 5,39/10<sup>5</sup> habitantes, em 1995). Interessante notar que, na popula&#231;&#227;o com idade inferior a 40 anos (<xref ref-type="fig" rid="fig4">fig. 4</xref>), as redu&#231;&#245;es relativas nas taxas de mortalidade foram bem superiores &#224;s observadas para a popula&#231;&#227;o total, mesmo ap&#243;s estratifica&#231;&#227;o pelo g&#234;nero (decl&#237;nios de 65%, 61% e 72% para o total, sexo masculino e sexo feminino, respectivamente).</p>
    <fig id="fig4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf04.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>DISCUSS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo mostra que a mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca, na regi&#227;o metropolitana de Salvador, Bahia, caiu progressivamente no per&#237;odo de 1979 a 1992, estabilizando as suas taxas a partir da&#237; e at&#233; o ano de 1995. Esta tend&#234;ncia ocorreu em ambos os g&#234;neros de modo similar, bem como foi mantida mesmo ap&#243;s o processo de ajuste das taxas por idade, adotando-se a popula&#231;&#227;o de Salvador, do ano de 1979, como popula&#231;&#227;o padr&#227;o. Na verdade, a redu&#231;&#227;o relativa na mortalidade foi ainda maior nas curvas ajustadas que nas brutas.</p>
    <p>Esses achados s&#227;o concordantes com os resultados de outros trabalhos da literatura como, por exemplo, o estudo de Martinez e cols.<sup>3</sup>, no qual descreve-se uma diminui&#231;&#227;o nas taxas de mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca na Espanha, de 1977 a 1998, para ambos os g&#234;neros, mesmo ap&#243;s ajuste por idade. A redu&#231;&#227;o foi da ordem de 40% no sexo masculino e de 30%, no sexo feminino. Da mesma forma, Rodr&#237;guez-Artalejo e cols.<sup>4</sup>, avaliando a popula&#231;&#227;o <underline>&gt;</underline> 45 anos, no per&#237;odo de 1980 e 1993, encontraram um decl&#237;nio nas taxas de mortalidade por fal&#234;ncia card&#237;aca, ajustadas por idade, da ordem de 23% (30,9% para homens e 17,5% para mulheres). No Canad&#225; e em Singapura, tamb&#233;m h&#225; dados que sugerem uma queda na mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca, em per&#237;odos de tempo inclu&#237;dos nos &#250;ltimos 20 a 25 anos<sup>2,12,13</sup>.</p>
    <p>Feldman e cols.<sup>5</sup>, por sua vez, n&#227;o encontraram mudan&#231;as significativas na mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca entre 1990 e 1997, na popula&#231;&#227;o de Montreal (Canad&#225;). Nos Estados Unidos, entretanto, descreveu-se um aumento nas taxas de mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca ajustadas por idade na popula&#231;&#227;o com <underline>&gt;</underline>65 anos, entre 1980 e 1988, seguido por um decl&#237;nio das mesmas, no per&#237;odo de 1988 a 1995<sup>1</sup>.</p>
    <p>A redu&#231;&#227;o da mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca, encontrada na regi&#227;o metropolitana de Salvador, pode refletir algumas melhorias no tratamento de pacientes com esta condi&#231;&#227;o, ocorridas nas &#250;ltimas d&#233;cadas. Uma maior facilidade de acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de, bem como o aumento na sobrevida dos pacientes por meio do uso crescente de inibidores da enzima conversora da angiotensina<sup>6</sup> s&#227;o exemplos disso. Neste mesmo contexto, os avan&#231;os no tratamento das principais causas b&#225;sicas da fal&#234;ncia card&#237;aca, como a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o e a hipertens&#227;o arterial, tamb&#233;m contribuem para a redu&#231;&#227;o da letalidade da s&#237;ndrome<sup>14</sup>.</p>
    <p>Um aspecto interessante, verificado neste estudo, foi o comportamento da mortalidade pela cardiopatia chag&#225;sica (CID9 086.0) no mesmo per&#237;odo. Apesar de n&#227;o fazer parte do objetivo deste trabalho, estes dados foram computados, secundariamente, diante da import&#226;ncia epidemiol&#243;gica desta condi&#231;&#227;o em nosso meio. Concordante com os achados para insufici&#234;ncia card&#237;aca, a mortalidade pela cardiopatia chag&#225;sica reduziu-se entre 1979-1995, em toda a popula&#231;&#227;o (25%) e para ambos os g&#234;neros (queda de 29% no sexo masculino e de 18%, no sexo feminino). Houve, entretanto, uma queda mais significativa da mortalidade no subgrupo com idade inferior a 40 anos (redu&#231;&#245;es de 65%, 61% e 72% para o total, sexo masculino e sexo feminino, respectivamente), provavelmente devido ao fato de esta ser a faixa et&#225;ria de maior risco para adquirir a Doen&#231;a de Chagas.</p>
    <p>Algumas limita&#231;&#245;es devem ser consideradas na interpreta&#231;&#227;o dos resultados e na obten&#231;&#227;o de conclus&#245;es, j&#225; que, em parte, elas s&#227;o inerentes aos pr&#243;prios dados dispon&#237;veis. Primeiramente, a defini&#231;&#227;o de insufici&#234;ncia card&#237;aca nem sempre &#233; precisa ou de f&#225;cil concord&#226;ncia entre os observadores, fazendo com que as estat&#237;sticas de mortalidade possam n&#227;o ser adequadamente acuradas. Nesse contexto, inclui-se a sele&#231;&#227;o dos c&#243;digos para representar a doen&#231;a. A escolha de apenas tr&#234;s CIDs mais gerais, sem refer&#234;ncia a uma etiologia espec&#237;fica, foi arbitr&#225;ria, por&#233;m baseada em an&#225;lise criteriosa dos estudos at&#233; ent&#227;o existentes sobre o assunto<sup>1,5,13</sup>. Certamente, varia&#231;&#245;es nos c&#243;digos usados para definir a doen&#231;a limitam a comparabilidade dos resultados entre os estudos. Uma segunda limita&#231;&#227;o &#233; que a utiliza&#231;&#227;o apenas da causa b&#225;sica de &#243;bito, como fonte de dados de mortalidade por insufici&#234;ncia card&#237;aca, produz taxas provavelmente subestimadas, uma vez que insufici&#234;ncia card&#237;aca tem uma chance 5 a 6 vezes maior de ser referida como causa secund&#225;ria da morte e n&#227;o prim&#225;ria, nos atestados de &#243;bito<sup>1</sup>. Outra quest&#227;o muito importante diz respeito &#224; qualidade dos atestados de &#243;bito emitidos na Bahia, ou em Salvador, quanto &#224; representatividade das suas informa&#231;&#245;es. A qualidade dos dados pode ser avaliada atrav&#233;s da estrutura de mortalidade por causa, a qual reflete o diagn&#243;stico preciso e o correto preenchimento das Causas B&#225;sicas de morte por parte dos profissionais m&#233;dicos. Problemas que dificultem estas a&#231;&#245;es geram um elevado n&#250;mero de &#243;bitos por causas desconhecidas ou mal definidas. Nesse contexto, apesar de, na Bahia, as mortes por causas mal definidas representarem um elevado percentual dos &#243;bitos atestados (m&#233;dia de 31%, entre 1999-2002)<sup>15</sup>, em Salvador, a propor&#231;&#227;o destes &#243;bitos &#233; bem menor, situando-se em torno de 3,2% do total das mortes, em 2001<sup>16</sup>, compar&#225;vel &#224;s demais capitais brasileiras.</p>
    <p>Apesar destas restri&#231;&#245;es, &#233; importante o estabelecimento das estat&#237;sticas de mortalidade locais, uma vez que elas contribuem para o conhecimento dos n&#237;veis de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o e fornecem subs&#237;dios para os processos de planejamento, gest&#227;o e avalia&#231;&#227;o de pol&#237;ticas e a&#231;&#245;es de aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de dos diversos segmentos populacionais. &#201; importante ressaltar que, mesmo que os n&#250;meros absolutos de mortes atribu&#237;das &#224; insufici&#234;ncia card&#237;aca, num determinado tempo, possam ser questionados, a tend&#234;ncia de redu&#231;&#227;o da sua mortalidade observada em Salvador, a qual esteve presente em ambos os g&#234;neros e em todas as faixas et&#225;rias, provavelmente correspondem &#224; realidade. E isto &#233; consistente com a implementa&#231;&#227;o, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, de pr&#225;ticas de sa&#250;de capazes de melhorar a sobrevida de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca.</p>
    <p>15. Mortalidade &#150; Notas T&#233;cnicas. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://tabnet.saude.ba.gov.br/cgi/tabnet/sim/NT_Mort.htm">http://tabnet.saude.ba.gov.br/cgi/tabnet/sim/NT_Mort.htm</ext-link>. Acesso em: 8 de setembro de 2003.</p>
    <p>16. Mortalidade &#150; Bahia. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/obtba.def">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/obtba.def</ext-link>. Acesso em: 28 de julho de 2004.</p>
    <p>
      <fn id="back10" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Adriana Lopes Latado </p>
        <p> Rua Rosa dos Ventos, 39/1002 </p>
        <p> Horto Ed. Pedra Alta </p>
        <p> 40223-010 - Salvador, BA </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="adrianalatado@cardiol.br">adrianalatado@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Recebido em 25/09/04 </p>
    <p> Aceito em 04/03/05</p>
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          <article-title>Mortality trends for 23. 505 Medicare patients hospitalized with heart failure in Northeast Ohio, 1991 to 1997</article-title>
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          <article-title>Epidemiology of congestive heart failure: Canadian data from 1970 to 1989</article-title>
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          <article-title>Tendencias de la morbimortalidad por insuficiencia card&#237;aca em Catalu&#241;a</article-title>
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          <article-title>Cardiac Arrhythmia Suppression Trial</article-title>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Heart failure mortality trend in Salvador, Bahia, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To assess mortality trend due to heart failure (HF) in Salvador - Bahia, from 1979 to 1995. METHODS: HF was defined by notations from the 9th Review of International Disease Code (IDC9) 428.0, 428.1 and 428.9. HF death and population data (metropolitan area of Salvador) were obtained by means of Secretaria de Sa&#250;de da Bahia (Bahia State Health Secretariat) and Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (Brazilian Institute of Geography and Statistics). Mortality rates (/100,000) were total or per gender and age, and gross or adapted per age (straight standardization). RESULTS: Mortality rates due to HF had a progressive reduction in the period of time assessed, for both genders, especially up to 1992. From then and up to 1995, there was an apparent stabilization of the curves. Gross mortality rate went from 25.0/10(5), in 1979, to 16.4/10(5) inhabitants, in 1995 (a decrease of 34.4%). The reduction was 34.0% (23.3/10(5), in 1979, to 15.4/10(5) inhabitants, in 1995) for male sex and 35.2% (26.7/10(5), in 1979, to 17.3/10(5) inhabitants, in 1995), for female sex. The same trend took place in several age ranges, including the population &gt; 40 years old, which has a greater risk for HF. After adaptation per age (standard population of 1979), it is observed that relative reductions in the rates were even greater. CONCLUSION: Mortality due to HF, in Salvador-Bahia, decreased from 1979 to 1992, becoming stable from then to 1995.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>heart failure</kwd>
        <kwd>mortality</kwd>
        <kwd>epidemiology</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Heart failure mortality trend in Salvador, Bahia, Brazil</p>
      <p>
        <bold>Adriana Lopes Latado; Luiz Carlos Santana Passos; Rodrigo Guedes; Alessandra B. Santos; Marianna Andrade; Simone Moura</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal da Bahia e Secretaria de Sa&#250;de da Bahia - Salvador, BA - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back10-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To assess mortality trend due to heart failure (HF) in Salvador - Bahia, from 1979 to 1995.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> HF was defined by notations from the 9th Review of International Disease Code (IDC9) 428.0, 428.1 and 428.9. HF death and population data (metropolitan area of Salvador) were obtained by means of Secretaria de Sa&#250;de da Bahia (Bahia State Health Secretariat) and Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (Brazilian Institute of Geography and Statistics). Mortality rates (/100,000) were total or per gender and age, and gross or adapted per age (straight standardization).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Mortality rates due to HF had a progressive reduction in the period of time assessed, for both genders, especially up to 1992. From then and up to 1995, there was an apparent stabilization of the curves. Gross mortality rate went from 25.0/10<sup>5</sup>, in 1979, to 16.4/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995 (a decrease of 34.4%). The reduction was 34.0% (23.3/10<sup>5</sup>, in 1979, to 15.4/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995) for male sex and 35.2% (26.7/10<sup>5</sup>, in 1979, to 17.3/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995), for female sex. The same trend took place in several age ranges, including the population <underline>&gt;</underline> 40 years old, which has a greater risk for HF. After adaptation per age (standard population of 1979), it is observed that relative reductions in the rates were even greater.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Mortality due to HF, in Salvador-Bahia, decreased from 1979 to 1992, becoming stable from then to 1995.</p>
      <p><bold>Key words: </bold>heart failure, mortality, epidemiology</p>
      <p>Heart failure (HF) is a limiting chronic disease, which has constituted in the main cause for hospitalization among patients older than 65 years of age, especially in developed countries<sup>1-3</sup>. Today, the disease is a public health problem, associated to high cost and a growing number of hospital admissions. Recent evidences have pointed out in favor to an increase in the proportion of patients with heart failure<sup>4</sup>, which is susceptible to stress in the future, as long as improvements in mortality rates due to circulatory diseases, such as heart ischemic disease and systemic hypertension, the number of individuals vulnerable to development of congestive heart failure<sup>2</sup> will increase. The progressive aging of the population can also independently contribute for the increase in the number of patients with that condition<sup>2,5</sup>.</p>
      <p>Despite the implementation, in the last years, of effective therapeutic strategies in reducing lethality of heart failure patients<sup>6-8</sup>, mortality rates due to the disease have remained high. In the United States, a study suggests that age-adjusted mortality rates due to heart failure increased during the period from 1980 to 1988, with a further decrease of them from 1988 until the year 1995<sup>1</sup>. In another American study, Baker et al<sup>9</sup>, on the other hand, described an improvement of mortality rates after one year of hospital discharge. In Spain, global mortality rates due to heart failure seemed unchanged between 1980 and 1993<sup>4</sup>.</p>
      <p>In Brazil the studies are scarce. Mansur et al described a reduction in mortality rates due to circulatory diseases in Brazil, from 1979 to 1996, and for heart ischemic disease, the decrease in the rates was almost twice as higher for male sex individuals in comparison to female sex patients<sup>10</sup>. When assessing the mortality trend due to circulatory diseases, according to the five Brazilian regions, in that same period, the findings were as follows: mortality reduction for both sexes in the South, Southeast and North regions, and an increase in mortality rates in the Northeast and Central-West ones, except for the population between 30 to 39 years old<sup>11</sup>. Up to this moment, there have not been published data on mortality trend due to congestive heart failure in Brazil.</p>
      <p>The objective of the present study is to assess mortality trend due to congestive heart failure in the city of Salvador-Bahia, in the period from 1979 to 1995.</p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>For the purposes of this study, heart failure was defined by using the following notations from the 9th Review of International Disease Code (IDC9): 428.0 (<italic>congestive heart failure</italic>), 428.1 (<italic>left heart failure</italic>) and 428.9 (<italic>non-specified heart failure</italic>). Only codes corresponding to the basic cause of death were considered. Death data were obtained through the Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade e Nascidos Vivos &#150; System of Information on Mortality and Born Alive - (SIMSINASC) of Secretaria de Sa&#250;de da Bahia (SESAB), Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Data on total deaths and stratified per gender and age ranges, referring to the period from 1979 to 1995 were provided. Data of deaths due to Chagas' Disease with heart compromising (IDC9 086.0) were also obtained for comparison purposes, and in this text, the disease will be referred as chronic chagasic myocarditis (CCM).</p>
      <p>Populational data were supplied by SESAB and by the Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE), corresponding to the same period of time. Figures referred to the metropolitan area of Salvador, which includes ten cities: Salvador, Cama&#231;ari, Candeias, Dias D'&#193;vila, Itaparica, Vera Cruz, Sim&#245;es Filho, Lauro de Freitas, S&#227;o Francisco do Conde and Madre de Deus. Total data and those stratified per gender and age ranges were made available.</p>
      <p>Total and per gender mortality rates due to heart failure (and due to Chagas' Disease), were calculated by 100,000 inhabitants. Rates were also stratified per age, by initially using the &lt; 40-year-old and <underline>&gt;</underline> 40-year-old groups. The population <underline>&gt;</underline> 40 years old, representing the group with the highest risk of developing heart failure, was further categorized in the following age ranges: 40 to 49, 50 to 59, 60 to 69 and <underline>&gt;</underline> 70 years old. Mortality rates were calculated as gross and age-adapted rates, through direct method. The population for the metropolitan area of Salvador, in 1979, was regarded as a standard population for the process of age adaptation.</p>
      <p>Simple linear regression models were used for obtaining beta coefficients, by analyzing mortality as a dependent variable and the year as independent variable.</p>
      <p>
        <bold>RESULTS</bold>
      </p>
      <p>In the metropolitan area of Salvador, mortality rates due to heart failure showed a progressive reduction in the assessed period of time, for both genders, especially up to 1992. From then and until 1995, an apparent stabilization of the curves takes place, which can also be seen in the gender stratified charts (<xref ref-type="fig" rid="fig1-body2">fig. 1</xref>). For the total population, the gross mortality rate went from 25.0/10<sup>5</sup>, in 1979, to 16.4/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995, corresponding to a reduction of 34.4%. For male sex individuals, the relative reduction was 34.0% (23.3/10<sup>5</sup>, in 1979, to 15.4/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995), very similar to that observed among female sex individuals (26.7/10<sup>5</sup>, in 1979, to 17.3/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995, a decrease of 35.2%). Gross mortality curves for population with higher risk for heart failure, which means, age <underline>&gt;</underline> 40 years old, showed the same trend as those from the total population, in both genders (<xref ref-type="fig" rid="fig1-body2">fig. 1</xref>). When the rates were stratified through previously described age ranges, a trend for progressive fall of them in the time interval studied was observed again, notably until 1990-1991. From 1991-1992, a stabilization of the curves is noted, as was seen for the total population. Still concerning charts referring to specific rates per age, a greater variability in the curves in relation to those from the total population is noted, as well as a superiority in mortality rates among male sex individuals in relation to female sex ones, especially in age ranges of 60-69 years old and <underline>&gt;</underline> 70 years old (<xref ref-type="fig" rid="fig2-body2">fig. 2</xref>).</p>
      <fig id="fig1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf01-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>After the standardization of mortality rates per age, it is observed that the above described trend is constant (<xref ref-type="fig" rid="fig3-body2">fig. 3</xref>), and the relative reductions occurred in the period were even greater than those observed in gross rates. Adapted mortality rate for the total population decreased from 22.5/10<sup>5</sup> to 12.5/10<sup>5</sup> inhabitants, from 1980 to 1995, which corresponded to a reduction of 44.4%. Among male sex individuals, the adapted rate went from 20.9/10<sup>5</sup> to 11.3/10<sup>5</sup> inhabitants (a decrease of 45.9%) and, in female sex patients, the decrease was from 24.0/10<sup>5</sup> to 12.8/10<sup>5</sup> inhabitants within the same period (a reduction of 46.7%).</p>
      <fig id="fig3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>Through the simple linear regression analysis of mortality rates along the time, it was possible to estimate a yearly average of the decrease of mortality due to CHF, in the metropolitan area of Salvador, which was of approximately 0.9/10<sup>5</sup> inhabitants/year. That value was similar for the gross and adapted curves corresponding to total, male and female populations.</p>
      <p>Concerning mortality rates due to CCM, in Salvador, it is observed that they also decreased from 1979 to 1995, although relative reductions have been lower than those obtained with mortality due to heart failure. Reduction of mortality due to CCM was more stressed for male sex individuals, in which absolute values of rates were also higher. Total mortality due to CCM reduced from 9.63, in 1979, to 7.18/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995, which corresponded to a decrease of 25.4%. Among male sex individuals, the reduction was approximately 29.2% (12.94, in 1979, to 9.16/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995), much higher than the decrease of 18.1% observed in female sex individuals (6.58, in 1979, to 5.39/10<sup>5</sup> inhabitants, in 1995). It is interesting to note that, in the population with age under 40 years old (<xref ref-type="fig" rid="fig4-body2">fig. 4</xref>), relative reductions in mortality rates were well higher than those observed for the total population, even after stratification per gender (decreases of 65%, 61% and 72% for total population, male and female sex individuals, respectively).</p>
      <fig id="fig4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0327-00005-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>DISCUSSION</bold>
      </p>
      <p>The present study shows that mortality due to heart failure, in the metropolitan area of Salvador, Bahia, decreased progressively between 1979 and 1992, stabilizing its rates from then to 1995. Such trend took place similarly for both genders, as well as it was kept even after the rate adaptation process per age, by adopting the population of Salvador, in 1979, as standard population. In fact, relative reduction in mortality was even greater in adapted curves than in gross ones.</p>
      <p>Those findings agreed with results from other literature works, such as, for instance, the study by Martinez et al<sup>3</sup>, in which a decrease in mortality rates por heart failure in Spain, from 1977 to 1998, for both genders, even after age adaptation, was described. The reduction was about 40% in male sex and 30%, among female sex individuals. Likewise, Rodr&#237;guez-Artalejo et al<sup>4</sup>, assessing the population <underline>&gt;</underline> 45 years old, in the period from 1980 to 1993, found a decrease in age-adapted mortality rates due to heart failure of approximately 23% (30.9% among men and 17.5% among women). In Canada and Singapore, there are also data suggesting a decrease in mortality due to heart failure, in time periods included in the last 20 to 25 years<sup>2,12,13</sup>.</p>
      <p>Feldman et al<sup>5</sup>, for their turn, did not find significant changes in mortality due to heart failure between 1990 and 1997, in the population of Montreal (Canada). In the United States, however, an increase of age-adapted mortality rates due to heart failure in the population e" 65 years old, during 1980 to 1988 was described, followed by a decrease of them in the period from 1988 to 1995<sup>1</sup>.</p>
      <p>Reduction of mortality due to heart failure, found in the metropolitan area of Salvador, may reflect some improvements in the treatment of patients with such condition, occurred in the last decades. A greater ease of access to healthcare services, as well as the increase of patient survival by means of a growing use of angiotensin converting enzyme inhibitors<sup>6</sup> are examples of that. In that same context, advancements in the treatment of the main basic causes of heart disease, as heart ischemic disease and hypertension, also contribute to the reduction of the syndrome lethality<sup>14</sup>.</p>
      <p>An interesting aspect verified in this study was the behavior of mortality due to chagasic cardiopathy (IDC9 086.0) in the same period. Despite not being part of the purpose of this work, those data were computed, secondarily, facing the epidemiological importance of that condition in our milieu. In accordance to findings for heart failure, mortality due to chagasic cardiopathy reduced between 1979 and 1995, in the whole population (25%) and for both genders (a decrease of 29% among male sex individuals and 18%, in female sex ones). However, there was a more significant decrease of mortality in the subgroup with age under 40 years old (reductions of 65%, 61% and 72% for total population, male sex and female sex individuals, respectively), probably due to the fact that this is the age range with the greatest risk to acquire Chagas' Disease.</p>
      <p>Some limitations must be taken into account in understanding the results and in obtaining conclusions, as that they are partly inherent to available data themselves. First, the definition of heart failure is not always accurate or of easy agreement among observers, making mortality statistics not properly precise. In that context, the selection of codes to represent the disease is included. The choice of only three more general IDCs, without reference to a specific etiology, was arbitrary, but based on a thorough analysis of the existing studies on the subject<sup>1,5,13</sup>. Variations in the codes used to define the disease surely limit comparability of results among studies. A second limitation is that the use of only the basic death cause, as data source of mortality due to heart failure, produces probably underestimated rates, as heart failure has a 5 to 6 times greater chance to be referred as secondary cause of death, and not the primary one, in death certificates<sup>1</sup>. Another very important matter is about the quality of death certificates issued in Bahia, or in Salvador, concerning the representativeness of their information. Data quality may be assessed through the structure of mortality due to cause, which reflects the accurate diagnosis and the correct filling out of Basic Causes of death by medical professionals. Problems that make those actions difficult generate a high number of deaths due to unknown or badly defined causes. In this context, despite that, in Bahia, deaths due to badly defined causes represent a high percentage of certified deaths (average of 31%, between 1999 and 2002)<sup>15</sup>, in Salvador, the proportion of those deaths is much lower, located at about 3.2% from total deaths, in 2001<sup>16</sup>, comparable to the other Brazilian capitals.</p>
      <p>Despite such restrictions, it is important the establishing of local mortality statistics, as they contribute for the understanding of health level of the population and provide information for the planning, management and assessment processes of policies and actions healthcare awareness of many populational segments. It is important to emphasize that, even that absolute numbers of deaths attributed to heart failure, at a certain time, may be questioned, the trend of its mortality reduction observed in Salvador, which was present in both genders and in all age ranges, probably corresponded to reality. And that is consistent to the implementation, in the last decades, of healthcare practices able to improve survival of patients with heart failure.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back10-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address</bold>
          </label>
          <p> Adriana Lopes Latado</p>
          <p> Rua Rosa dos Ventos, 39/1002</p>
          <p> Horto Ed. Pedra Alta</p>
          <p> 40223-010 - Salvador, BA - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="adrianalatado@cardiol.br">adrianalatado@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Received on 09/25/04</p>
      <p> Accepted on 03/04/05</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
