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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005001800004</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Depress&#227;o e s&#237;ndromes isqu&#234;micas mioc&#225;rdicas inst&#225;veis: diferen&#231;as entre homens e mulheres</article-title>
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        <institution content-type="orgdiv2">Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
      <volume>85</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>319</fpage>
      <lpage>326</lpage>
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          <day>03</day>
          <month>11</month>
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          <day>13</day>
          <month>04</month>
          <year>2005</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Investigar, em portadores de S&#237;ndromes Isqu&#234;micas Mioc&#225;rdicas Inst&#225;veis (SIMI) estratificados por sexo, se caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, diagn&#243;stico cl&#237;nico, tabagismo, consumo de &#225;lcool e ansiedade est&#227;o associados com depress&#227;o. M&#201;TODOS: Foram entrevistados 345 pacientes consecutivos com SIMI (206 com infarto agudo do mioc&#225;rdio e 139 com angina inst&#225;vel). As entrevistas inclu&#237;ram quest&#245;es sobre caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, tabagismo, avalia&#231;&#227;o de depress&#227;o (Prime MD e BDI), de ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado (IDATE), e de consumo de &#225;lcool (AUDIT). RESULTADOS: O diagn&#243;stico de depress&#227;o se correlacionou, significativamente, com sexo feminino, idade inferior a 50 anos e escores m&#233;dios mais elevados de ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado. Os homens (245) com depress&#227;o eram freq&#252;entemente mais jovens que 50 anos, fumantes, e apresentavam escore m&#233;dio de ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado mais elevado que os n&#227;o deprimidos. A an&#225;lise multivariada aponta que, no sexo masculino, idade est&#225; negativamente associada (OR 0,9519, 95% IC 0,9261 - 0,9784) e escores mais altos de ansiedade tra&#231;o est&#227;o positivamente associados (OR 1,0691 95% IC 1,0375 - 1,1017) com depress&#227;o. Na amostra feminina (100), mulheres com depress&#227;o diferenciam-se das sem depress&#227;o por apresentarem escore m&#233;dio mais alto de ansiedade tra&#231;o e de ansiedade estado. Na an&#225;lise multivariada da amostra feminina, escore mais alto de ansiedade tra&#231;o associou-se de forma independente &#224; depress&#227;o (OR 1,1267 95% IC 1,0632-1,1940). CONCLUS&#195;O: Conclui-se que, em pacientes hospitalizados com SIMI, as mulheres, os homens com menos de 50 anos e os ansiosos t&#234;m mais chance de apresentarem depress&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>depress&#227;o</kwd>
        <kwd>infarto do mioc&#225;rdio</kwd>
        <kwd>angina inst&#225;vel</kwd>
        <kwd>ansiedade</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>12</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Depress&#227;o e s&#237;ndromes isqu&#234;micas mioc&#225;rdicas inst&#225;veis: diferen&#231;as entre homens e mulheres</p>
    <p>
      <bold>Gl&#243;ria Heloise Perez; Jos&#233; Carlos Nicolau; Bellkiss Wilma Romano; Ronaldo Laranjeira</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas - FMUSP - S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back10">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar, em portadores de S&#237;ndromes Isqu&#234;micas Mioc&#225;rdicas Inst&#225;veis (SIMI) estratificados por sexo, se caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, diagn&#243;stico cl&#237;nico, tabagismo, consumo de &#225;lcool e ansiedade est&#227;o associados com depress&#227;o. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram entrevistados 345 pacientes consecutivos com SIMI (206 com infarto agudo do mioc&#225;rdio e 139 com angina inst&#225;vel). As entrevistas inclu&#237;ram quest&#245;es sobre caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, tabagismo, avalia&#231;&#227;o de depress&#227;o (Prime MD e BDI), de ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado (IDATE), e de consumo de &#225;lcool (AUDIT). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O diagn&#243;stico de depress&#227;o se correlacionou, significativamente, com sexo feminino, idade inferior a 50 anos e escores m&#233;dios mais elevados de ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado. Os homens (245) com depress&#227;o eram freq&#252;entemente mais jovens que 50 anos, fumantes, e apresentavam escore m&#233;dio de ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado mais elevado que os n&#227;o deprimidos. A an&#225;lise multivariada aponta que, no sexo masculino, idade est&#225; negativamente associada (OR 0,9519, 95% IC 0,9261 - 0,9784) e escores mais altos de ansiedade tra&#231;o est&#227;o positivamente associados (OR 1,0691 95% IC 1,0375 - 1,1017) com depress&#227;o. Na amostra feminina (100), mulheres com depress&#227;o diferenciam-se das sem depress&#227;o por apresentarem escore m&#233;dio mais alto de ansiedade tra&#231;o e de ansiedade estado. Na an&#225;lise multivariada da amostra feminina, escore mais alto de ansiedade tra&#231;o associou-se de forma independente &#224; depress&#227;o (OR 1,1267 95% IC 1,0632-1,1940). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Conclui-se que, em pacientes hospitalizados com SIMI, as mulheres, os homens com menos de 50 anos e os ansiosos t&#234;m mais chance de apresentarem depress&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> depress&#227;o; infarto do mioc&#225;rdio; angina inst&#225;vel; ansiedade</p>
    <p>A doen&#231;a arterial coron&#225;ria (DAC) e a depress&#227;o s&#227;o duas enfermidades que t&#234;m grande impacto na sa&#250;de, pois ambas apresentam alta preval&#234;ncia nos dia atuais e t&#234;m seus efeitos refletidos tanto na mortalidade, como na qualidade de vida do homem contempor&#226;neo.</p>
    <p>A depress&#227;o tem uma complexa rela&#231;&#227;o com a DAC. Evid&#234;ncias apontam-na como fator de risco<sup>1-4</sup> e, tamb&#233;m, como fator influente na morbidade<sup>1</sup>, na mortalidade<sup>3,5-7</sup> e na qualidade de vida<sup>8</sup> do paciente com DAC.</p>
    <p>A depress&#227;o apresentou-se como associada &#224; DAC e como fator psicol&#243;gico de maior risco para doen&#231;a card&#237;aca, num estudo de metan&#225;lise que incluiu dados publicados entre 1945 e 1985<sup>9</sup>. A literatura, no que se refere &#224; associa&#231;&#227;o entre DAC e depress&#227;o, relata preval&#234;ncias que variam de 14 a 60%<sup>1,5,7</sup>, situando-se entre 15 e 44%<sup>3,5,10,11</sup> nos pacientes com infarto do mioc&#225;rdio ou angina inst&#225;vel.</p>
    <p>Como fator de risco, a depress&#227;o comporta-se como um fator isolado para o desenvolvimento da DAC, mas, freq&#252;entemente, associa-se a outros marcadores de risco. Estudos com popula&#231;&#245;es de n&#227;o cardiopatas apontam que ela apresenta associa&#231;&#227;o com obesidade (preval&#234;ncia de depress&#227;o em 51% dos obesos com Transtorno de Compuls&#227;o Alimentar Peri&#243;dica e em 14% dos obesos sem este transtorno)<sup>12</sup>, diabetes (preval&#234;ncia 3 vezes maior de deprimidos entre diab&#233;ticos que na popula&#231;&#227;o em geral)<sup>13</sup> e tabagismo (preval&#234;ncia de 18,5 a 60,6%)<sup>14</sup>.</p>
    <p>A depress&#227;o tamb&#233;m pode influenciar o desenvolvimento e o curso da DAC, como salientam Glassman &amp; Shapiro<sup>2</sup>, pois al&#233;m do impacto negativo do humor deprimido no tratamento da cardiopatia, as evid&#234;ncias apontam que os seus concomitantes f&#237;sicos t&#234;m uma influ&#234;ncia direta no funcionamento card&#237;aco. O des&#226;nimo, a apatia, a intoler&#226;ncia &#224; frustra&#231;&#227;o e a falta de flexibilidade ps&#237;quica, peculiares ao humor deprimido, criam condi&#231;&#245;es desfavor&#225;veis, levando &#224; falta de motiva&#231;&#227;o para a ades&#227;o ao tratamento medicamentoso e mudan&#231;a de estilo de vida. Al&#233;m disso, os fatores fisiol&#243;gicos da depress&#227;o, tais como aumento da agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria, hiperatividade do sistema simp&#225;tico-adrenal, diminui&#231;&#227;o da variabilidade da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca e do limiar para fibrila&#231;&#227;o ventricular, t&#234;m influ&#234;ncia direta na evolu&#231;&#227;o da DAC<sup>15</sup>. Estes mecanismos patofisiol&#243;gicos e as falhas de ades&#227;o ao tratamento e &#224; mudan&#231;a de estilo de vida justificam os maiores riscos da reincid&#234;ncia do infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) e mortalidade entre os deprimidos.</p>
    <p>Cabe salientar ainda que a depress&#227;o na DAC tende a ser pouco reconhecida pelo cardiologista, pois nem sempre se apresenta como um quadro t&#237;pico, com a presen&#231;a de humor deprimido, perda acentuada de interesse ou prazer nas atividades habituais, sentimentos de inutilidade ou culpa, pensamentos recorrentes de morte, idea&#231;&#227;o suicida. Ao contr&#225;rio, s&#227;o mais freq&#252;entes os sintomas som&#225;ticos, como cansa&#231;o, falta de energia, lentid&#227;o psicomotora, perda ou aumento de apetite, ins&#244;nia ou hipersonia, que podem ser confundidos com a sintomatologia da cardiopatia<sup>15</sup>. &#201; importante considerar, tamb&#233;m, que a depress&#227;o pode se apresentar na sua forma at&#237;pica, por exemplo, com a presen&#231;a de irritabilidade, hiperfagia e hipersonia, ao inv&#233;s de perda de apetite e ins&#244;nia, respectivamente. Todas essas caracter&#237;sticas do quadro depressivo na DAC determinam uma tend&#234;ncia a falhas de diagn&#243;stico e tratamento.</p>
    <p>Estudos com pacientes n&#227;o cardiopatas tamb&#233;m apontam que deprimidos t&#234;m mais dificuldade de abandonar o tabagismo<sup>16</sup> e o abuso do &#225;lcool<sup>17</sup>. Portanto, reconhecer e tratar a depress&#227;o significa diminuir os riscos de insucesso no tratamento da doen&#231;a card&#237;aca.</p>
    <p>As evid&#234;ncias sobre o amplo impacto negativo da depress&#227;o no desenvolvimento, curso, gravidade e tratamento da DAC, advertem-nos para os benef&#237;cios de se aprofundar o conhecimento das peculiaridades da depress&#227;o associada &#224; DAC. Estudos com popula&#231;&#245;es estrangeiras apontam que depress&#227;o no IAM ou na angina inst&#225;vel associa-se aos mesmos fatores psicossociais incidentes em n&#227;o-cardiopatas: g&#234;nero feminino, estado civil solteiro, falta de amigos &#237;ntimos<sup>3,18</sup>. Mas, diferente dos n&#227;o-cardiopatas, na DAC, a depress&#227;o n&#227;o estaria associada ao tabagismo<sup>3,19</sup>. Ao que seja do nosso conhecimento, inexistem estudos sobre o assunto em brasileiros portadores de SIMI.</p>
    <p>Assim, o objetivo deste estudo foi o de investigar se caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, diagn&#243;stico cl&#237;nico, tabagismo, consumo de &#225;lcool e ansiedade est&#227;o associados com depress&#227;o, numa popula&#231;&#227;o de pacientes com S&#237;ndromes Isqu&#234;micas Mioc&#225;rdicas Inst&#225;veis (SIMI), comparando homens e mulheres.</p>
    <p>
      <bold>M&#201;TODOS</bold>
    </p>
    <p>O protocolo do estudo foi submetido e aprovado pela Comiss&#227;o de &#201;tica para An&#225;lise de Projetos de Pesquisa da institui&#231;&#227;o na qual foi realizado, em 10 de maio de 2000.</p>
    <p>O estudo foi realizado com uma amostra de 345 pacientes consecutivos com diagn&#243;stico de SIMI, sendo 206 com infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) comprovado por quadro cl&#237;nico-eletrocardiogr&#225;fico e/ou marcadores bioqu&#237;micos de necrose mioc&#225;rdica, e 139, com angina inst&#225;vel (AI). Todos os pacientes encontravam-se hospitalizados, tendo sido contatados ainda na Unidade de Emerg&#234;ncia ou j&#225; na Unidade Coron&#225;ria de Terapia Intensiva, entre julho/2000 e julho/2001.</p>
    <p>As entrevistas foram realizadas por uma psic&#243;loga assistente de pesquisa, ap&#243;s obten&#231;&#227;o do termo de consentimento livre e esclarecido, sempre durante a interna&#231;&#227;o, a partir de 3&#186; dia, no caso de IAM, ou a partir do 2&#186; dia de evolu&#231;&#227;o no caso de angina inst&#225;vel. Foram exclu&#237;dos pacientes que apresentavam doen&#231;a n&#227;o cardiol&#243;gica grave associada, preju&#237;zo cognitivo, uso de antidepressivo e idade maior que 80 anos.</p>
    <p>A entrevista n&#227;o foi realizada no mesmo dia do estudo hemodin&#226;mico nos pacientes submetidos a ele, evitando-se, assim, eventual vi&#233;s da mobiliza&#231;&#227;o psicol&#243;gica determinada pelo exame. As entrevistas foram realizadas, em m&#233;dia, 4,15 + 1,56 dias p&#243;s-IAM. Os casos de AI foram entrevistados, em m&#233;dia, com 2,94 + 1,30 dias de evolu&#231;&#227;o. Este estudo compreende dados parciais de uma investiga&#231;&#227;o sobre fatores associados e preditivos da manuten&#231;&#227;o do tabagismo em pacientes portadores de SIMI, o que explica uma amostra de 135 fumantes, 109 ex-fumantes e 104 n&#227;o fumantes. Vinte e quatro pacientes recusaram-se a participar do estudo.</p>
    <p>A entrevista compreendia a aplica&#231;&#227;o de: question&#225;rio elaborado com a finalidade de levantamento de dados sociodemogr&#225;ficos e hist&#243;rico do tabagismo; Escala Crit&#233;rio de Classifica&#231;&#227;o Econ&#244;mica Brasil (CCEB) para avalia&#231;&#227;o do padr&#227;o econ&#244;mico<sup>16</sup>; Prime MD &#150; Avalia&#231;&#227;o de Dist&#250;rbios Mentais para Aten&#231;&#227;o Prim&#225;ria (m&#243;dulo Humor)<sup>17</sup>, vers&#227;o traduzida para o portugu&#234;s por Fr&#225;guas Jr e Henriques Jr. Uma escala breve (17 itens) para diagn&#243;stico de transtornos de humor, baseada no Manual de Transtornos Mentais &#150; 4&#170; edi&#231;&#227;o (DSM-IV), desenvolvida para a pesquisa em aten&#231;&#227;o prim&#225;ria. Esta escala foi utilizada para o diagn&#243;stico de depress&#227;o; Invent&#225;rio de Depress&#227;o de Beck (BDI) <sup>18,19</sup>. Trata-se de uma escala de 21 itens, com escores de resposta variando de 0 a 3, que avalia a presen&#231;a e gravidade de sintomas depressivos, mas n&#227;o &#233; apropriada para o diagn&#243;stico de depress&#227;o. O ponto de corte<sup>20</sup> utilizado foi: menor que 10, sem depress&#227;o ou depress&#227;o m&#237;nima; de 10 a 18, depress&#227;o leve a moderada; de 19 a 29, depress&#227;o moderada a grave; de 30 a 63, depress&#227;o grave; Invent&#225;rio de Ansiedade Tra&#231;o-Estado (IDATE) para avalia&#231;&#227;o de ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado<sup>21</sup>. Este invent&#225;rio &#233; composto de duas escalas com 20 itens cada. Uma delas avalia ansiedade estado, que se caracteriza pela percep&#231;&#227;o subjetiva de sentimentos de tens&#227;o e apreens&#227;o, acompanhados de rea&#231;&#245;es do sistema nervoso aut&#244;nomo<sup>22</sup> em um momento particular. Ansiedade tra&#231;o, avaliada pela outra escala, diz respeito a uma tend&#234;ncia relativamente est&#225;vel de perceber as situa&#231;&#245;es como amea&#231;adoras e de reagir a elas com estado de ansiedade<sup>22</sup>. Dadas as dificuldades dos pacientes da popula&#231;&#227;o estudada, detectadas em estudo anterior<sup>23</sup>, para responder segundo as alternativas em escala de tipo Likert de 5 pontos (como &#233; o caso no IDATE), criamos cart&#245;es com representa&#231;&#227;o gr&#225;fica das alternativas; AUDIT &#150; The Alcohol Use Disorder Identification Test<sup>24</sup>, na vers&#227;o traduzida por Figlie<sup>25</sup>, &#233; um question&#225;rio de 10 itens, com escores variando de 0 a 40, que avalia consumo, abuso e depend&#234;ncia de &#225;lcool.</p>
    <p>Na an&#225;lise univariada, utilizou-se o teste qui-quadrado para a compara&#231;&#227;o das vari&#225;veis categ&#243;ricas: g&#234;nero, faixa et&#225;ria, escolaridade, classifica&#231;&#227;o socioecon&#244;mica, diagn&#243;stico cl&#237;nico, tabagismo e faixas de escore de BDI. O teste t de Student foi usado para comparar m&#233;dias de idade, de escore de AUDIT (consumo de &#225;lcool) e de escore do IDATE (ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado). O teste t foi revisado com o teste de Levene para igualdade de vari&#226;ncias, quando as amostras apresentavam vari&#226;ncias. Valor de p &lt; 0,05 foi considerado estatisticamente significante.</p>
    <p>Considerando depress&#227;o (Prime-MD) como vari&#225;vel dependente, as vari&#225;veis significantes na an&#225;lise univariada foram avaliadas em 3 modelos de regress&#227;o log&#237;stica: com a amostra total, com a amostra masculina e com a amostra feminina. Foi utilizado o m&#233;todo Stepwise, sendo que as vari&#225;veis n&#227;o significantes foram removidas de acordo com o teste estat&#237;stico Wald.</p>
    <p>As vari&#225;veis significantes para depress&#227;o na an&#225;lise univariada, consideradas como vari&#225;veis independentes na an&#225;lise multivariada da amostra total, foram g&#234;nero, idade, ansiedade estado e ansiedade tra&#231;o. Para a amostra masculina, idade, tabagismo, ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado foram as vari&#225;veis independentes inclu&#237;das no modelo de regress&#227;o log&#237;stica; para a amostra feminina, ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado foram inclu&#237;das como vari&#225;veis independentes.</p>
    <p>O tratamento estat&#237;stico foi realizado utilizando-se o SPSS para windows, vers&#227;o 8.0.</p>
    <p>
      <bold>RESULTADOS</bold>
    </p>
    <p>A popula&#231;&#227;o estudada apresentou idade m&#233;dia de 59,45 + 10,52 anos, predomin&#226;ncia de homens, 71,0% (n = 245), com companheiro(a), 69,2% (n = 240), com baixa escolaridade, at&#233; 1&#186; grau, 55,9% (n = 193) e de classifica&#231;&#227;o socioecon&#244;mica predominantemente C, 24,4% (n = 84) e B2, 24,0% (n = 83) (<xref ref-type="table" rid="t1">tab. I</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A freq&#252;&#234;ncia de depress&#227;o foi de 46,7% (n = 161). Pacientes com diagn&#243;stico de depress&#227;o apresentaram idade m&#233;dia menor (p = 0,003), situavam-se mais freq&#252;entemente na faixa et&#225;ria abaixo de 50 anos (p = 0,009), eram mais mulheres e apresentaram escores m&#233;dios mais altos de ansiedade tra&#231;o (p &lt; 0,001) e ansiedade estado (p &lt; 0,001) (<xref ref-type="table" rid="t1">tab. I</xref>).</p>
    <p>Os resultados do BDI demonstram que as mulheres apresentaram, com maior freq&#252;&#234;ncia, n&#237;veis mais graves de depress&#227;o que os homens (p &lt; 0,0001) (<xref ref-type="table" rid="t2">tab. II</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A an&#225;lise multivariada aponta que g&#234;nero feminino (OR 2,4026, 95% IC 1,4424 &#150; 4,0020), idade inferior a 50 anos (OR 1,9722 95% IC 1,1055-3,5185) e escores mais elevados de ansiedade tra&#231;o (OR 1,0825 95% IC 1,0541 &#150; 1,1117) associaram-se significativa e independentemente com depress&#227;o.</p>
    <p>A an&#225;lise univariada da amostra masculina aponta que aqueles com depress&#227;o eram freq&#252;entemente mais jovens (p &lt; 0,0001), com idades inferiores a 50 anos (p=0,001), fumantes (p=0,018), e apresentavam escores m&#233;dios para ansiedade tra&#231;o (p&lt;0,001) e ansiedade estado (p=0,030) mais altos que aqueles que n&#227;o apresentavam depress&#227;o (<xref ref-type="table" rid="t3">tab. III</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A an&#225;lise multivariada aponta que idade est&#225; negativamente associada (OR 0,9519 95% IC 0,9261-0,9784) e escores mais altos de ansiedade tra&#231;o (OR 1,0691 95% IC 1,0375- 1,1017) est&#227;o positivamente associados com depress&#227;o.</p>
    <p>Na an&#225;lise univariada da amostra feminina, observa-se que mulheres que apresentam depress&#227;o diferenciam-se das que n&#227;o t&#234;m este diagn&#243;stico apenas por apresentarem escore m&#233;dio mais alto de ansiedade tra&#231;o (p &lt; 0,0001) e de ansiedade estado (p = 0,001) (<xref ref-type="table" rid="t4">tab. IV</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t4">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Na an&#225;lise multivariada, escore mais alto de ansiedade tra&#231;o se mostrou significativamente associado com depress&#227;o (OR 1,1267 95% IC 1,0632-1,1940).</p>
    <p>
      <bold>DISCUSS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Observa-se uma preval&#234;ncia alta de depress&#227;o (46,7%) na popula&#231;&#227;o estudada, sendo mais alta que a encontrada em outros estudos com portadores de SIMI, que apontam resultados variando de 15 a 44%<sup>3,5,14,15</sup>. Esta diferen&#231;a n&#227;o pode ser explicada pela idade, pois, nesta amostra a mesma se apresentou bastante similar &#224;quela encontrada em outros estudos<sup>3,5</sup>. A utiliza&#231;&#227;o de instrumentos ou crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o diferentes, ou o grande n&#250;mero de homens fumantes (que s&#227;o mais freq&#252;entemente deprimidos que os n&#227;o-fumantes), inclu&#237;dos na amostra, poderia, eventualmente, justificar esta diferen&#231;a. Por outro lado, pode tratar-se de uma peculiaridade de amostras brasileiras, por&#233;m a falta de estudos nacionais anteriores sobre o tema n&#227;o nos permite confirmar esta hip&#243;tese.</p>
    <p>Apesar de, para algumas vari&#225;veis, tais como escolaridade, estado civil, classifica&#231;&#227;o econ&#244;mica, diagn&#243;stico cl&#237;nico, consumo de &#225;lcool, ansiedade tra&#231;o e ansiedade estado, haver o mesmo padr&#227;o de rela&#231;&#227;o com depress&#227;o para ambos os g&#234;neros, detectou-se, em alguns aspectos, diferen&#231;as importantes neste padr&#227;o. Por exemplo, as mulheres apresentam depress&#227;o com maior freq&#252;&#234;ncia e em n&#237;veis mais graves que os homens.</p>
    <p>A maior preval&#234;ncia de quadros depressivos entre mulheres est&#225; de acordo com dados da literatura, que analisaram popula&#231;&#245;es estrangeiras <sup>6,19,21,28</sup>, sugerindo-se, inclusive, que a maior incid&#234;ncia de depress&#227;o entre as mulheres poderia contribuir para a maior mortalidade hospitalar encontrada no sexo feminino<sup>31,33</sup>.</p>
    <p>As explica&#231;&#245;es para uma maior preval&#234;ncia de quadros depressivos em mulheres incluem desde poss&#237;veis artefatos estat&#237;sticos, em fun&#231;&#227;o de apresentarem maior tend&#234;ncia de busca de atendimento e maior facilidade em reportar aspectos emocionais (aumentando a possibilidade de diagn&#243;stico), at&#233; aspectos biol&#243;gicos e psicossociais particulares. Entre os aspectos biol&#243;gicos, postula-se a import&#226;ncia dos fatores hormonais, transmiss&#227;o gen&#233;tica e diferen&#231;as de estrutura e funcionamento cerebral<sup>33</sup>. Os fatores psicossociais dizem respeito ao estilo e mecanismos psicol&#243;gicos diferentes, bem como ao papel social e familiar exercido pela mulher, diante das mudan&#231;as sociais e exig&#234;ncias profissionais cada vez maiores<sup>34</sup>.</p>
    <p>No sexo feminino, depress&#227;o n&#227;o est&#225; associada com idade, ao contr&#225;rio do que ocorre nos homens. Os homens com SIMI e idade menor de 50 anos s&#227;o mais freq&#252;entemente deprimidos que os mais idosos. Na situa&#231;&#227;o de IAM ou AI, o fato da depress&#227;o ser mais freq&#252;ente entre os homens mais jovens pode ser a tradu&#231;&#227;o do impacto emocional da viv&#234;ncia de uma doen&#231;a t&#227;o grave, numa idade produtiva. Entre os homens mais jovens, o impacto psicol&#243;gico, causado pela viv&#234;ncia do IAM ou epis&#243;dio de AI, tais como a perda da condi&#231;&#227;o de saud&#225;vel, da capacidade produtiva e, em &#250;ltima an&#225;lise, o medo da morte, pode ser maior que para os mais velhos, sendo a depress&#227;o uma forma de manifesta&#231;&#227;o deste impacto. Por outro lado, pode-se considerar que os homens mais jovens, por quest&#245;es de ordem cultural, ligadas ao estere&#243;tipo atual de masculinidade, tenham menos dificuldades de perceber e poder expressar seus sentimentos de fragilidade (conseq&#252;entemente, reportando mais sintomas depressivos) que os mais velhos, para os quais o conceito de masculinidade internalizado est&#225; associado &#224; n&#227;o manifesta&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es<sup>35</sup>.</p>
    <p>Outro ponto a ser considerado, para justificar a associa&#231;&#227;o de depress&#227;o com idades menores, seria o eventual impacto de um quadro depressivo que teria se instalado previamente &#224; instabiliza&#231;&#227;o do quadro cardiol&#243;gico do paciente. Nesta situa&#231;&#227;o, sendo a depress&#227;o um fator de risco para DAC, poderia justificar o aparecimento de SIMI mais precocemente nos deprimidos, em rela&#231;&#227;o aos n&#227;o-deprimidos. No entanto, como depress&#227;o pr&#233;via n&#227;o foi investigada neste protocolo, esta hip&#243;tese n&#227;o pode ser confirmada. Considerando-se diferen&#231;as dos nossos resultados com o de popula&#231;&#245;es estrangeiras, nota-se a associa&#231;&#227;o com idade<sup>18,19</sup> e a n&#227;o associa&#231;&#227;o com estado civil sem companheiro<sup>18,19</sup>.</p>
    <p>Depress&#227;o est&#225; associada com ansiedade tra&#231;o tanto para mulheres como para homens, neste estudo. Entende-se esta associa&#231;&#227;o pelo fato da ansiedade tra&#231;o ser uma caracter&#237;stica de funcionamento ps&#237;quico, que inclui a percep&#231;&#227;o subjetiva, relativamente constante de sentimentos de tens&#227;o e apreens&#227;o, o que &#233; sinal revelador de insufici&#234;ncia de recursos ps&#237;quicos e capacidade adaptativa limitada a situa&#231;&#245;es adversas, determinando, conseq&#252;entemente, uma maior predisposi&#231;&#227;o para a depress&#227;o.</p>
    <p>Nossos dados refor&#231;am a import&#226;ncia de se pesquisar sintomas depressivos em pacientes hospitalizados com SIMI, principalmente em mulheres, homens com menos de 50 anos e ansiosos. Evitar falhas de diagn&#243;stico e tratamento de depress&#227;o pode ser importante fator de evolu&#231;&#227;o mais favor&#225;vel da DAC, diminuindo-se os riscos de n&#227;o ades&#227;o ao tratamento, de reincid&#234;ncia e mortalidade por SIMI.</p>
    <p>A inclus&#227;o de hist&#243;ria pr&#233;via de depress&#227;o e in&#237;cio do quadro atual na investiga&#231;&#227;o permitiria-nos uma discuss&#227;o mais rica dos nossos dados, podendo confirmar algumas das hip&#243;teses levantadas.</p>
    <p>Conclui-se que, em pacientes com SIMI hospitalizados, as mulheres, os homens com menos de 50 anos e os ansiosos t&#234;m mais chance de apresentarem depress&#227;o.</p>
    <p>19. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.anep.org.br/codigosguias/CCEB.pdf">www.anep.org.br/codigosguias/CCEB.pdf</ext-link></p>
    <p>
      <fn id="back10" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Gl&#243;ria Heloise Perez </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 </p>
        <p> 054030-900 - S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="psigloria@incor.usp.br">psigloria@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 03/11/04 </p>
    <p> Aceito em 13/04/05</p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Sex differences in mortality after myocardial infarction: Is there evidence for an increased risk for women?</article-title>
          <source>Circulation</source>
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          <fpage>1861</fpage>
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          <volume>91</volume>
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            <year>2000</year>
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          <article-title>Epidemiologia e impacto social</article-title>
          <source>J Bras Psiquiatr</source>
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            <year>1999</year>
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          <volume>21</volume>
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            <year>2000</year>
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              <surname>Ramos</surname>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Depression and acute coronary syndromes: gender-related differences</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: Investigate whether social and demographic characteristics, clinical diagnosis, smoking status, alcohol consumption, and anxiety are associated with depression in patients with Acute Coronary Syndromes (ACS) stratified by gender. METHODS: Three hundred forty-five consecutive patients with unstable myocardial ischemic syndrome (206 with myocardial infarction and 139 with unstable angina) were interviewed. The interviews included questions about sociodemographics, smoking status, screening for depression (Prime MD e BDI), trait and state anxiety, (IDATE), and alcohol consumption (AUDIT). RESULTS: Diagnosis of depression has significantly correlated with female gender, age under 50 years, and higher average scores on trait anxiety and state anxiety. Depressed men (245) were usually younger than 50 years of age, smokers and had higher average score on trait anxiety and state anxiety than those non-depressed. The multivariate analysis highlights that age is negatively associated with depression (OR 0.9519 95% CI 0.9261 - 0.9784) and that higher scores on trait anxiety are positively associated (OR 1.0691 95% CI 1.0375 - 1.1017) with depression in the male gender. In the female sample (100), depressed women differ from non-depressed women in that they have a higher average score on trait anxiety and state anxiety. In the multivariate analysis of the female sample, a higher score on trait anxiety was independently associated with depression (OR 1.1267 95% CI 1.0632 - 1.1940). CONCLUSION: It was concluded that, among hospitalized patients with ACS, women, as well as men under 50 years and who suffer from anxiety are more likely to experience depression.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>depression</kwd>
        <kwd>myocardial infarction</kwd>
        <kwd>unstable angina</kwd>
        <kwd>anxiety</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Depression and acute coronary syndromes: gender-related differences</p>
      <p>
        <bold>Gl&#243;ria Heloise Perez; Jos&#233; Carlos Nicolau; Bellkiss Wilma Romano; Ronaldo Laranjeira</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas - FMUSP - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back10-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> Investigate whether social and demographic characteristics, clinical diagnosis, smoking status, alcohol consumption, and anxiety are associated with depression in patients with Acute Coronary Syndromes (ACS) stratified by gender.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>Three hundred forty-five consecutive patients with unstable myocardial ischemic syndrome (206 with myocardial infarction and 139 with unstable angina) were interviewed. The interviews included questions about sociodemographics, smoking status, screening for depression (Prime MD e BDI), trait and state anxiety, (IDATE), and alcohol consumption (AUDIT).</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>Diagnosis of depression has significantly correlated with female gender, age under 50 years, and higher average scores on trait anxiety and state anxiety. Depressed men (245) were usually younger than 50 years of age, smokers and had higher average score on trait anxiety and state anxiety than those non-depressed. The multivariate analysis highlights that age is negatively associated with depression (OR 0.9519 95% CI 0.9261 &#150; 0.9784) and that higher scores on trait anxiety are positively associated (OR 1.0691 95% CI 1.0375 &#150; 1.1017) with depression in the male gender. In the female sample (100), depressed women differ from non-depressed women in that they have a higher average score on trait anxiety and state anxiety. In the multivariate analysis of the female sample, a higher score on trait anxiety was independently associated with depression (OR 1.1267 95% CI 1.0632 - 1.1940).</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>It was concluded that, among hospitalized patients with ACS, women, as well as men under 50 years and who suffer from anxiety are more likely to experience depression.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> depression; myocardial infarction; unstable angina; anxiety</p>
      <p>Coronary heart disease (CHD) and depression have great impact on health, since they are highly prevalent conditions that reflect both on mortality rates and quality of life of contemporary man.</p>
      <p>Depression has a complex relationship with CHD. Evidence shows it is a risk factor,<sup>1-4</sup> as well as a contributing factor for morbidity,<sup>1</sup> mortality<sup>3,5-7</sup> and quality of life<sup>8</sup> of the CHD patient.</p>
      <p>In a meta-analysis study, which included data published between 1945 and 1985<sup>9</sup>, depression was associated with CHD and considered the highest psychological risk for heart disease. Regarding the association between CHD and depression, literature shows a prevalence ranging from 14 to 60%<sup>1,5,7</sup>, with 15 and 44%<sup>3,5,10,11</sup> among patients with myocardial infarction or unstable angina.</p>
      <p>Despite being an isolated risk factor for the development of CHD, depression is often associated with other risk markers. Studies conducted with non-cardiac populations point to an association with obesity (prevalence of depression in 51% of obese subjects with Binge Eating Disorder (BED) and in 14% of non-BED obese subjects)<sup>12</sup>, diabetes (a three-fold higher prevalence of depressed subjects among diabetics than in the general population)<sup>13</sup> and cigarette smoking (prevalence ranging from 18.5 to 60.6%)<sup>14</sup>.</p>
      <p>Depression may also affect the development and course of CHD, as emphasized by Glassman and Shapiro<sup>2</sup>, since in addition to the negative impact of the depressed mood in the management of heart disease, evidence shows that its physical concomitants have a direct effect on heart function. Discouragement, apathy, intolerance to frustrations and inflexible thinking, all typical of depressed mood, create unfavorable conditions that make the patient unmotivated to comply with drug therapy and change in lifestyle. Additionally, the physiological changes associated with depression, such as enhanced platelet aggregation, sympathoadrenal hyperactivity, reduction in heart rate variability and decrease in ventricular fibrillation threshold, directly affect the progression of CHD<sup>15</sup>. These pathophysiological mechanisms, together with failure to comply with treatment and changes in lifestyle, account for the higher risks of myocardial infarction (MI) recurrence and increased mortality rates among depressed patients.</p>
      <p>It must be emphasized that depression tends to be poorly recognized by cardiologists in patients with CHD, because it is not always that it presents itself in its typical form, with symptoms of depressed mood, marked lack of interest or pleasure in usual activities, feelings of worthlessness or guilt, recurrent thoughts of death, and suicidal ideation. On the contrary, somatic symptoms, such as tiredness, lack of energy, psychomotor retardation, loss or increase of appetite, insomnia, and hypersomnia, are more common and can be mistaken for the heart disease symptomatology. It is also important to consider that depression might present itself in its atypical form, for example, with irritability, hyperphagia and hypersomnia, rather than loss of appetite and insomnia, respectively. All these characteristics of the depressive symptoms in CHD patients determine a tendency towards failure in diagnosis and treatment.</p>
      <p>Studies conducted with non-cardiac patients also suggest that depressed patients find it more difficult to quit smoking<sup>16</sup> and alcohol abuse<sup>17</sup>. Thus, the recognition and treatment of depression may significantly reduce failure in the management of heart disease.</p>
      <p>Evidence regarding the broad, negative impact of depression on the development, course, severity, and treatment of CHD warns us of the benefits derived from further knowledge on the peculiarities of depression associated with CHD. Studies performed with foreign populations show that depression in patients with MI or unstable angina is associated to the same psychosocial factors observed in non-cardiac patients: women, unmarried, no close friends<sup>3,18</sup>. Unlike non-cardiac patients, however, depression is not associated with cigarette smoking in CHD patients<sup>3,19</sup>. As far as we know, no studies on the subject have been conducted among Brazilians with unstable myocardial ischemic syndrome.</p>
      <p>Therefore, this study aimed at investigating whether sociodemographic characteristics, clinical diagnosis, smoking status, alcohol consumption, and anxiety are associated with depression in a population of patients with Acute Coronary Syndromes (ACS), comparing men and women.</p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>The study protocol was submitted to and approved by the Research Ethics Committee of the institution in which it was performed on May 10<sup>th</sup>, 2000.</p>
      <p>The study was performed with a sample of 345 consecutive patients diagnosed with ACS, 206 with myocardial infarction (MI) confirmed by clinical and electrocardiographic findings and/or biochemical markers of myocardial necrosis and 139 with unstable angina (UA). All patients were hospitalized and had been contacted while still in the Emergency Room or in the Intensive Coronary Care Unit between July 2000 and July 2001.</p>
      <p>After informed consent was obtained, a research psychologist assistant conducted the interviews, always during the admission period, from the third day in case of MI or from the second day of onset in case of unstable angina. Patients with co-existent severe non-cardiac condition, cognitive deficit, use of antidepressant and older than 80 years were excluded from the study.</p>
      <p>To prevent any possible bias from the psychological stress caused by examination, the interviews were not conducted in the same day of the hemodynamic study. They were conducted, on average, 4.15 <underline>+</underline> 1.56 days post MI. Patients with UA were interviewed, on average, within 2.94 <underline>+</underline> 1.30 days<bold>.</bold> This study includes partial data from an investigation into factors associated with and predictive of smoking maintenance in patients with ACS, and this explains a sample of 135 smokers, 109 ex-smokers and 104 non-smokers. Twenty-four patients refused to participate in the study.</p>
      <p>The interview included:</p>
      <p>&#149; A questionnaire designed to collect sociodemographic data and smoking history.</p>
      <p>&#149; Crit&#233;rio de Classifica&#231;&#227;o Econ&#244;mica Brasil CCEB (Brazilian Criterion of Economic Classification) for the evaluation of financial status<sup>16</sup>.</p>
      <p>&#149; Prime MD &#150; Primary Care Evaluation of Mental Disorders (mood module),<sup>17</sup> version translated into Portuguese by Fr&#225;guas Jr. e Henriques Jr., and a short scale (17 items) for diagnosing mood disorders, based on the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - Fourth Edition (DSM-IV), developed for primary care research.</p>
      <p>&#149; The Beck Depression Inventory (BDI)<sup>18,19</sup> scale to diagnose depression. This is a 21-item scale with scores ranging from 0 to 3 designed to assess the presence and severity of depressive symptoms, yet inappropriate to diagnose depression. The cut-off point used was: &lt;10, for no or minimal depression; 10 to 18 for mild to moderate depression; 19 to 29 for moderate to severe depression; 30 to 63 for severe depression.</p>
      <p>&#149; IDATE state-trait anxiety inventory to measure trait anxiety and state anxiety<sup>21</sup>. This inventory consists of two scales, each one containing 20 items. One of the scales evaluates state anxiety, characterized by subjective feelings of tension and apprehension, followed by autonomic nervous system responses<sup>22</sup> at a given moment. Trait anxiety, assessed by the other scale, refers to a relatively stable tendency to perceive situations as threatening and react anxiously to them. Given the difficulties faced by the studied population to deal with a five-point Likert-type scale, (such as IDATE), detected in a previous study<sup>23</sup>, we have created cards depicting graphically all the alternatives.</p>
      <p>&#149; AUDIT - The Alcohol Use Disorder Identification Test<sup>24</sup>, version translated by Figlie,<sup>25</sup> is a ten-item questionnaire with scores ranging from 0 to 40 that assess alcohol consumption, abuse and dependence.</p>
      <p>The chi-square test was used in the univariate analysis to compare categorical variables: gender, age group, level of education, socioeconomic status, clinical diagnosis, smoking status, and BDI score. Student's t-test was used to compare mean values for age, AUDIT score (alcohol consumption), and IDATE score (trait anxiety and state anxiety). Equality of variances was checked by Levene's test, when necessary. A p-value &lt; 0,05 was considered statistically significant.</p>
      <p>Considering depression (Prime-MD) a dependent variable, the significant variables in the univariate analysis were evaluated in three logistic regression models: with the total sample, male sample and female sample. The Stepwise method was used, and the statistically nonsignificant variables were removed according to Wald test.</p>
      <p>The significant variables for depression in the univariate analysis, considered as independent variables in the multivariate analysis of the total sample, were gender, age, state anxiety and trait anxiety. Age, smoking, state anxiety and trait anxiety were the independent variables included in the logistic regression model of the male sample; whereas trait anxiety and state anxiety were included in the female sample.</p>
      <p>Statistical treatment was performed using SPSS for Windows 8.0.</p>
      <p>
        <bold>RESULTS</bold>
      </p>
      <p>The mean age of the population sample was 59.45 <underline>+</underline> 10.52 years, male predominance, 71% (n = 245); living with a partner, 69.2% (n = 240); with low education level, up to elementary and middle school (K-8) 55.9% (n = 193) and belonging mostly to C, 24.4% (n = 84) and B2, 24 % (n = 83) socioeconomic classes (<xref ref-type="table" rid="en_26925t1-body2">table I</xref>)</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_26925t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Depression rate was 46.7% (n = 161). Patients diagnosed with depression had lower mean age (p = 0.003), were usually under 50 (p = 0.009), mostly female and had higher trait (p &lt; 0.001) and state anxiety mean scores (p &lt; 0.001) (<xref ref-type="table" rid="en_26925t1-body2">table I</xref>)</p>
      <p>BDI results demonstrate that women were more likely to have higher levels of depression than men (p &lt; 0.0001) (<xref ref-type="table" rid="en_26925t2-body2">table II</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_26925t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Multivariate analysis shows that female gender (OR 2.4026, 95% CI 1.4424 4.0020), age below 50 years (OR 1.9722 95% CI 1.1055-3.5185), and higher scores on trait anxiety (OR 1.0825 95% CI 1.0541 1.1117) were significantly associated with depression.</p>
      <p>Univariate analysis of the male sample shows that those with depression were often younger (p &lt; 0.0001), below 50 years of age (p=0.001), smokers (p=0.018), and had mean trait anxiety scores (p&lt;0.001) and higher state anxiety scores than those non-depressed (<xref ref-type="table" rid="en_26925t3-body2">table III</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_26925t3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Multivariate analysis suggests that age is negatively associated with depression (OR 0.9519, 95% CI 0.9261 &#150; 0.9784) and that higher scores on trait anxiety are positively associated (OR 1.0691 95% IC 1.0375 &#150; 1.1017) with depression.</p>
      <p>The univariate analysis of the female sample revealed that the only difference between depressed women and non-depressed women is that the former have higher mean score on trait anxiety (p &lt; 0,0001) and state anxiety (p = 0,001) (<xref ref-type="table" rid="en_26925t4-body2">table IV</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_26925t4-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-05-0319-00004-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>In the multivariate analysis, a higher score on trait anxiety was significantly associated with depression (OR 1.1267, 95% CI 1.0632-1.1940).</p>
      <p>
        <bold>DISCUSSION</bold>
      </p>
      <p>A high prevalence of depression (46.7%) was observed in the population studied, higher than the one found in other studies conducted with ACS patients, whose results ranged from 15 to 44%<sup>3,5,14,15</sup>. This difference cannot be explained by the age factor, since it was very similar to that of other studies<sup>3,5</sup>. Rather, it may be justified by the use of different instruments or evaluation criteria or the large number of male smokers (who tend to be more depressed than non-smokers) included in the sample. On the other hand, it may be a distinguishing trait of Brazilian samples; yet, we cannot corroborate this hypothesis due to the lack of previous studies on the subject.</p>
      <p>While for some variables, such as education level, marital status, financial status, clinical diagnosis, alcohol consumption, trait anxiety and state anxiety, the relationship with depression for both genders has the same pattern, relevant differences were detected in some aspects. For example, women are more likely to experience depression, and in higher levels, than men.</p>
      <p>The higher prevalence of depressive disorders among women is in keeping with literature data, which evaluated foreign populations<sup>6,19,21,28</sup>. It is also suggested that this might be associated to the higher in-hospital mortality of female gender <sup>31,33</sup>.</p>
      <p>Possible explanations for the higher prevalence of depressive disorders in women range from statistical artifacts, since they are more inclined to seek help and feel more at ease to report emotional aspects (thus contributing to the diagnosis), to biological and psychosocial aspects. Among the biological aspects, the importance of hormonal factors, genetic inheritance and differences in brain structure and function is postulated<sup>33</sup>. Psychosocial factors refer to different lifestyle and psychological mechanisms, as well as the family and social roles of women in view of the changing social environment and growing professional demands<sup>34</sup>.</p>
      <p>Depression is associated with age in the male gender, but not in the female gender. Men under 50 with ACS are more likely to get depressed than older men. The emotional impact of a serious condition such as MI or UA in a productive age can account for the increased rate of depression among younger men. The psychological impact caused by an MI or UA episode on younger men, such as loss of the healthy status and of the productive capacity and, ultimately, the fear of dying, may be higher than on older men, depression being a manifestation of this impact. On the other hand, it may be considered that younger men, due to cultural issues related to the male stereotype, find it less difficult to perceive and express their feelings of fragility (thus reporting a depressive symptoms) than older men, for whom the internalized concept of masculinity is associated with the non-manifestation of emotions<sup>35</sup>.</p>
      <p>Another point to be considered, to justify the association between depression and younger ages, is the possible impact of a depressive disorder that might have been installed before the patient's cardiac condition became unstable. In this case, being depression a risk factor for CHD, the earlier onset of ACS in depressed patients compared to those non-depressed could be explained. Nevertheless, since history of depression was not investigated in this protocol, this hypothesis cannot be confirmed. Considering the differences of our results with those obtained with foreign populations, an association with age, <sup>18,19</sup> rather than with lack of a partner, was observed<sup>18,19</sup>.</p>
      <p>In this study, depression is associated with trait anxiety for women and men alike. This association is understood by the fact that trait anxiety is a characteristic of mental function, including the relatively constant subjective perception of feelings of tension and apprehension, and the revealing sign of lack of psychological resources and limited ability to cope with adverse situations, thus determining a higher predisposition to depression.</p>
      <p>Our data reinforce the importance of screening for depressive symptoms in patients admitted with ACS, especially women as well as men under 50 and who suffer from anxiety. Preventing failure in diagnosis and management of depression may be important to a more favorable outcome for patients with CHD, reducing the risks of noncompliance with treatment, recurrence and mortality from ACS.</p>
      <p>Besides allowing a richer discussion of our data, the inclusion of depression history and onset of the current condition into the investigation might confirm some of the hypothesis raised.</p>
      <p>It was concluded that, in patients admitted with ACS, women, as well as men under 50 years who suffer from anxiety, are more likely to experience depression.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>19. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.anep.org.br/codigosguias/CCEB.pdf">www.anep.org.br/codigosguias/CCEB.pdf</ext-link></p>
      <p>
        <fn id="back10-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address</bold>
          </label>
          <p> Gl&#243;ria Heloise Perez</p>
          <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44</p>
          <p> 054030-900 - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="psigloria@incor.usp.br">psigloria@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received on 11/03/04</p>
      <p> Accepted on 04/04/05</p>
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