<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005001800001</article-id>
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          <subject>Editorial</subject>
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        <article-title>Indicadores de sa&#250;de no Brasil</article-title>
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            <surname>Achutti</surname>
            <given-names>Aloyzio Cechella</given-names>
          </name>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">RS</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Hospital Moinhos de Vento</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Educa&#231;&#227;o e Pesquisa </institution>
      </aff>
      <aff id="aff01">
        <institution content-type="orgname">Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina</institution>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
      <volume>85</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>303</fpage>
      <lpage>304</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>12</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>Indicadores de sa&#250;de no Brasil</p>
    <p>
      <bold>Aloyzio Cechella Achutti</bold>
    </p>
    <p>Membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina e assessor do Instituto de Educa&#231;&#227;o e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento - Porto Alegre, RS</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back10">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>Nesta edi&#231;&#227;o dos <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic>, a Dra. Gl&#225;ucia M. M. Oliveira publica uma an&#225;lise sobre dados de mortalidade, no cap&#237;tulo das doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio, para os estados do Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Rio Grande do Sul e suas capitais, no per&#237;odo de 1980-1999<sup>1</sup>.</p>
    <p>Felizmente, hoje j&#225; se disp&#245;em de bons dados sobre sa&#250;de e doen&#231;a para nossa popula&#231;&#227;o<sup>2,3</sup> que podem ser trabalhados, como nesse artigo, para transform&#225;-los em indicadores, para melhor compreender nossa realidade e para definir pol&#237;ticas de sa&#250;de. Sa&#237;mos de uma &#233;poca na qual s&#243; se discutiam dados de mortalidade provenientes de outros pa&#237;ses, tentando grosseiramente extrapol&#225;-los para nossa popula&#231;&#227;o. Passamos tamb&#233;m por um per&#237;odo no qual o descr&#233;dito em nossas informa&#231;&#245;es servia como pretexto para ignor&#225;-las. Somente utilizando e discutindo a informa&#231;&#227;o se consegue melhor&#225;-la.</p>
    <p>Em 1977, no Congresso de Cardiologia realizado em Porto Alegre, apresentei (juntamente com o Dr. S&#233;rgio Bassanesi) um tema livre sobre mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares no Rio Grande do Sul<sup>4</sup>. Tratava-se de uma s&#233;rie curta de dados brutos dispon&#237;veis, sem um tratamento estat&#237;stico mais elaborado. Na &#233;poca caiam rapidamente as causas mal-definidas e doen&#231;as cerebrovasculares e subia a cardiopatia isqu&#234;mica. Atribu&#237;mos o fen&#244;meno &#224; redistribui&#231;&#227;o dos diagn&#243;sticos, basicamente pela progressiva disponibilidade de cardiologistas em todo o interior do Estado.</p>
    <p>Dois anos depois, numa das sess&#245;es do XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, um dos co-autores do artigo que hoje se publica (Carlos Henrique Klein) apresentou um estudo sobre mortalidade ajustada por doen&#231;as cardiovasculares no Brasil, ponderando por idade e por causas mal-definidas<sup>5</sup>. O tema foi um avan&#231;o, mesmo n&#227;o tendo sido suficientemente valorizado pelos ouvintes na ocasi&#227;o, despreparados para valorizar sua import&#226;ncia.</p>
    <p>Quando se analisam indicadores, n&#227;o somente s&#227;o colocados em discuss&#227;o o fen&#244;meno em si e a qualidade da coleta de dados, mas tamb&#233;m seus determinantes demogr&#225;ficos, econ&#244;mico-sociais e pol&#237;ticos, desafiando-nos a procurar consist&#234;ncia com outras informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis, com nossa percep&#231;&#227;o, preconceitos e perspectivas.</p>
    <p>Os indicadores hoje dispon&#237;veis, se n&#227;o cobrem toda a popula&#231;&#227;o brasileira, pelas dificuldades inerentes ao tamanho, heterogeneidade e dispers&#227;o, permitem tra&#231;ar um perfil para popula&#231;&#245;es funcionalmente definidas e de capitais. Dentre todos, entretanto, os dados de mortalidade s&#227;o os mais universalmente dispon&#237;veis e tradicionalmente utilizados. Nossas casu&#237;sticas de mortalidade desde 1970 est&#227;o acess&#237;veis e precisam ser permanentemente revisadas e acompanhadas.</p>
    <p>O artigo em foco, portanto, na seq&#252;&#234;ncia de outros mencionados em sua bibliografia, pode ser considerado um indicador favor&#225;vel de nossa capacidade de estudar e compreender o objeto de nossa pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria, num contexto mais amplo no qual explica&#231;&#245;es podem ser encontradas para muitos questionamentos sem resposta, bem como para orientar nosso posicionamento diante da pol&#237;tica de sa&#250;de e nossos deveres de cidadania.</p>
    <p>Os autores demonstram uma tend&#234;ncia consistente, em queda, nos tr&#234;s estados e suas capitais, nos dados de mortalidade compensados e ajustados, tanto para o cap&#237;tulo todo das doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio como de seus dois componentes espec&#237;ficos mais importantes: a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o e as doen&#231;as cerebrovasculares.</p>
    <p>Conforme discutido no artigo, esse achado n&#227;o surpreende, mas nos coloca no mesmo patamar do outros pa&#237;ses no curso da evolu&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica. Embora a tend&#234;ncia seja a mesma, o grau de queda variou de uma popula&#231;&#227;o para outra no mesmo per&#237;odo.</p>
    <p>Como alguns fatores determinantes (demografia e qualidade da informa&#231;&#227;o) para diferen&#231;as encontradas entre as popula&#231;&#245;es estudadas foram teoricamente corrigidos, fica-se com o desafio de buscar explica&#231;&#245;es adicionais para o diferencial.</p>
    <p>Certamente podem restar d&#250;vidas inerentes &#224; qualidade da informa&#231;&#227;o, particularmente no que tange a influ&#234;ncia a que est&#227;o sujeitos os m&#233;dicos no preenchimento das declara&#231;&#245;es de &#243;bito. Outra explica&#231;&#227;o mais pr&#243;xima se relaciona com o sucesso do sistema de sa&#250;de e mudan&#231;as no estilo de vida, o que pode ser altamente contest&#225;vel num per&#237;odo de tempo relativamente curto, no qual n&#227;o se tem not&#237;cia de transforma&#231;&#245;es t&#227;o significativas na potencialidade das interven&#231;&#245;es e no comportamento.</p>
    <p>N&#227;o se podem esquecer caracter&#237;sticas situadas mais distantes, no espa&#231;o e no tempo, como a proced&#234;ncia de cada uma das popula&#231;&#245;es (Rio e Rio Grande do Sul como focos de expuls&#227;o migrat&#243;ria e S&#227;o Paulo como foco de atra&#231;&#227;o), bem como diferen&#231;as que podem estar relacionadas com a gesta&#231;&#227;o e os riscos do in&#237;cio do ciclo vital a que foram submetidas as pessoas, at&#233; sessenta anos ou mais do momento do registro de &#243;bito<sup>6</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise, discuss&#227;o e cruzamento de nossos indicadores de sa&#250;de, como os dados trabalhados no artigo em refer&#234;ncia, podem ainda nos revelar preciosidades muito pouco valorizadas.</p>
    <p>
      <bold>REFER&#202;NCIAS</bold>
    </p>
    <p>1. Oliveira GMM, Souza e Silva NA, Klein CH. Mortalidade Compensada por Doen&#231;as Cardiovasculares no per&#237;odo de 1980 a 1999 - Brasil. Arq Bras Cardiol 2005; 85: 305-13.</p>
    <p>2. DATASUS <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.datasus.gov.br/">http://www.datasus.gov.br/</ext-link> visitado em 7/06/2005.</p>
    <p>3. Gadelha AMJ, IC, Valente JG, Schramm JMA, Portela MC, e Campos MR. Projeto carga de doen&#231;a. Rio de Janeiro: ENSP/Fiocruz/FENSPTEC, 2002.</p>
    <p>4. Achutti A, Bassanesi S. Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares no Estado do Rio Grande do Sul - 10 anos. Tema livre no XXXIII Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Porto Alegre, 1977.</p>
    <p>5. Klein CH. A mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares no Brasil no per&#237;odo de 1966-1975. Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica-Fiocruz. Tema apresentado em Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Bras&#237;lia, 1979.</p>
    <p>6. Eriksson JG. The fetal origins hypothesis - 10 years on. Events before birth remain important, but we need to consider later modifiers too. BMJ 2005; 330: 1096.</p>
    <p>
      <fn id="back10" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Aloyzio C. Achutti </p>
        <p> Av. Bastian, 212 </p>
        <p> 90130-020 </p>
        <p> Porto Alegre, RS </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="aloyzio.achutti@terra.com.br">aloyzio.achutti@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Health indicators in Brazil</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>Health indicators in Brazil</p>
      <p>
        <bold>Aloyzio Cechella Achutti</bold>
      </p>
      <p>Membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina e assessor do Instituto de Educa&#231;&#227;o e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento - Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back10-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>In the circulatory diseases chapter of this issue of <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia,</italic> Dr. Gl&#225;ucia M.M. Oliveira analyzes mortality data in the states of Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Rio Grande do Sul and their respective capitals, during the period of 1980-1999<sup>1</sup>.</p>
      <p>Fortunately, today it is possible to analyze currently available information on our population's<sup>2,3</sup> health and diseases as in this article and transform it into indicators that allow us to better understand our reality and establish health policies. We are emerging from a period when the only data available about mortality was from other countries, and we tried to grossly extrapolate these statistics to our own population. We also went through a time when the distrust in our own [health] information served as an excuse to ignore it. Only by using and discussing information it is possible to improve its reliability.</p>
      <p>At the 1977 Cardiology Congress in Porto Alegre, I presented, along with Dr. S&#233;rgio Bassanesi, a brief communication on mortality due to cardiovascular diseases in Rio Grande do Sul<sup>4</sup>, consisting of a short series of gross data available with no elaborate statistical processing. At the time, poorly defined causes and cerebrovascular diseases were decreasing, whereas the rates of ischemic cardiopathy were increasing. We attributed this phenomenon to a redistribution of diagnoses, basically by the greater availability of cardiologists throughout the state's inland cities.</p>
      <p>Two years later, in one of the sessions of the XXXV SBC Congress, Carlos Henrique Klein, one of the co-authors of this article, presented a study on mortality adjusted for cardiovascular diseases in Brazil weighted by age and poorly defined causes<sup>5</sup>. The theme was a leap forward, even though it was not duly appreciated at the time by the audience who was not prepared to recognize its importance.</p>
      <p>When analyzing indicators, the discussion includes not only the phenomenon itself and the quality of data collection, but also the demographic, socioeconomic and political aspects of the statistics, challenging us to check for consistency with other available information, and with our own perceptions, prejudices and perspectives.</p>
      <p>Although the indicators available today may not fully cover the entire Brazilian population due to its size, heterogeneity and ample distribution, they allow us to profile functionally defined populations of the capital cities. From all this information, however, figures related to mortality are the most widely available and traditionally used. Since 1970, our mortality statistics are accessible and need to be constantly reviewed and updated.</p>
      <p>This article, therefore, along with others mentioned in the reference list, may be considered a favorable indicator of our capacity to study and understand the object of our daily clinical practice within a wider context with potential explanations for many yet unanswered questions, as well as a guide for our positions regarding health policies and our duties as citizens.</p>
      <p>The authors show that in the three states and their capitals there is a steady trend of declining compensated and adjusted mortality rates, both for the circulatory diseases chapter as a whole, and its two primary specific components: ischemic heart disease and cerebrovascular diseases.</p>
      <p>As discussed in the article, this is not a new finding, but it places us at the same level of other countries on the course of epidemiological progression. Although the tendency is the same, the degree of this drop varied from one population to another in the same period of time.</p>
      <p>Since some determining factors (such as demographics and quality of information) for the differences observed among the populations studied were theoretically corrected, the challenge remains to seek additional explanations for this differential.</p>
      <p>Certainly, doubts about the quality of the information [reliability of the statistics] may remain, especially considering the influence medical doctors are subject to when preparing death certificates. Another, more plausible explanation concerns the success of the public health system and life style changes, highly debatable in a relatively short period of time, and in which no transformations as significant are known regarding the potentiality of medical interventions and in behavior.</p>
      <p>One cannot neglect characteristics more remote in space and time, such as the origin of each one of these populations (Rio and Rio Grande do Sul as expelling migrants and S&#227;o Paulo as attracting migrants), as well as differences related to pregnancy and the initial vital cycle risks people were submitted to sixty or more years ago<sup>6</sup>.</p>
      <p>The analysis, discussion and cross-matching of our health indicators, as well as the data discussed in the article, may reveal valuable information not yet recognized.</p>
      <p>
        <bold>REFERENCES</bold>
      </p>
      <p>1. Oliveira GMM, Souza e Silva NA, Klein CH. Mortalidade Compensada por Doen&#231;as Cardiovasculares no per&#237;odo de 1980 a 1999 - Brasil. Arq Bras Cardiol 2005; 85: 305-13.</p>
      <p>2. DATASUS <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.datasus.gov.br">http://www.datasus.gov.br/</ext-link> visitado em 7/06/2005.</p>
      <p>3. Gadelha AMJ, IC, Valente JG, Schramm JMA, Portela MC, e Campos MR. Projeto carga de doen&#231;a. Rio de Janeiro: ENSP/Fiocruz/FENSPTEC, 2002.</p>
      <p>4. Achutti A, Bassanesi S. Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares no Estado do Rio Grande do Sul - 10 anos. Tema livre no XXXIII Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Porto Alegre, 1977.</p>
      <p>5. Klein CH. A mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares no Brasil no per&#237;odo de 1966-1975. Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica-Fiocruz. Tema apresentado em Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Bras&#237;lia, 1979.</p>
      <p>6. Eriksson JG. The fetal origins hypothesis - 10 years on. Events before birth remain important, but we need to consider later modifiers too. BMJ 2005; 330: 1096.</p>
      <p>
        <fn id="back10-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address</bold>
          </label>
          <p> Aloyzio C. Achutti</p>
          <p> Av. Bastian, 212</p>
          <p> 90130-020 - Porto Alegre, RS - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="aloyzio.achutti@terra.com.br">aloyzio.achutti@terra.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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