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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">pWwS6N8h7ttTjP7rWHBLmcf</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00008</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2005001500008</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(05)08500208</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005001500008</article-id>
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          <subject>Artigo Original</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica no setor de emerg&#234;ncia: o uso de medicamentos sintom&#225;ticos como alternativa de tratamento</article-title>
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            <surname>Lima</surname>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de Pernambuco</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
      <volume>85</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>115</fpage>
      <lpage>123</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>09</day>
          <month>02</month>
          <year>2005</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>21</day>
          <month>08</month>
          <year>2003</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Comparar a resposta terap&#234;utica dos pacientes atendidos no Setor de Emerg&#234;ncia com sintomas e press&#227;o arterial (PA) elevada, ao tratamento com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica ou anti-hipertensiva. M&#201;TODOS: Ensaio cl&#237;nico randomizado, cego, envolvendo 100 pacientes atendidos na Emerg&#234;ncia Cardiol&#243;gica do Hospital Universit&#225;rio Oswaldo Cruz com sintomas associados &#224; press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) entre 180 e 200 mmHg e/ou press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) entre 110 e 120 mmHg. Os pacientes foram randomizados para tratamento com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica (dipirona ou diazepam) ou anti-hipertensiva (captopril). Aqueles portadores de qualquer condi&#231;&#227;o cl&#237;nica associada, que necessitassem de tratamento imediato na Unidade de Emerg&#234;ncia, foram exclu&#237;dos do estudo. Atingiram o crit&#233;rio de alta os pacientes que, ao final do per&#237;odo de observa&#231;&#227;o de noventa minutos, tornaram-se assintom&#225;ticos e tiveram seus n&#237;veis tensionais sist&#243;licos reduzidos para abaixo de 180 mmHg e diast&#243;licos para aqu&#233;m de 110 mmHg. RESULTADOS: A idade m&#233;dia da popula&#231;&#227;o estudada foi 54,4 anos. A maioria dos pacientes era do sexo feminino, hipertensos cr&#244;nicos em tratamento farmacol&#243;gico irregular, com baixa taxa de ader&#234;ncia &#224;s medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas e classificados quanto ao &#237;ndice de massa corp&#243;rea (IMC), em sobrepeso e obesos grau I. Cefal&#233;ia, dor tor&#225;cica tipo D (n&#227;o anginosa) e dispn&#233;ia foram as queixas mais freq&#252;entes. A propor&#231;&#227;o de pacientes tratados com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica que atingiu o crit&#233;rio de alta foi semelhante &#224;quela de pacientes medicados com anti-hipertensivo (p=0,165). N&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre o diagn&#243;stico pr&#233;vio de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) (p=0,192), tratamento farmacol&#243;gico (p=0,687) e n&#227;o-farmacol&#243;gico e o crit&#233;rio de alta. CONCLUS&#195;O: Uma maior propor&#231;&#227;o (n&#227;o significativa) de pacientes tratados com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica obtiveram redu&#231;&#227;o da PA aqu&#233;m dos n&#237;veis estabelecidos no crit&#233;rio de alta e tornaram-se assintom&#225;ticos ap&#243;s o per&#237;odo de observa&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>crise hipertensiva</kwd>
        <kwd>medicamentos sintom&#225;ticos</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica</kwd>
        <kwd>tratamento emerg&#234;ncia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>29</day>
        <month>09</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica no setor de emerg&#234;ncia. O uso de medicamentos sintom&#225;ticos como alternativa de tratamento</p>
    <p>
      <bold>Systemic hypertension at emergency units. The use of symptomatic drugs as choice for management</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Sandro Gon&#231;alves de Lima; Luciana Sim&#245;es do Nascimento; C&#226;ndido Nobre dos Santos Filho; Maria de F&#225;tima P. Milit&#227;o de Albuquerque; Edgar Guimar&#227;es Victor</bold>
    </p>
    <p>Hospital Universit&#225;rio Oswaldo Cruz - Recife, PE</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back10">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Comparar a resposta terap&#234;utica dos pacientes atendidos no Setor de Emerg&#234;ncia com sintomas e press&#227;o arterial (PA) elevada, ao tratamento com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica ou anti-hipertensiva. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Ensaio cl&#237;nico randomizado, cego, envolvendo 100 pacientes atendidos na Emerg&#234;ncia Cardiol&#243;gica do Hospital Universit&#225;rio Oswaldo Cruz com sintomas associados &#224; press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) entre 180 e 200 mmHg e/ou press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) entre 110 e 120 mmHg. Os pacientes foram randomizados para tratamento com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica (dipirona ou diazepam) ou anti-hipertensiva (captopril). Aqueles portadores de qualquer condi&#231;&#227;o cl&#237;nica associada, que necessitassem de tratamento imediato na Unidade de Emerg&#234;ncia, foram exclu&#237;dos do estudo. Atingiram o crit&#233;rio de alta os pacientes que, ao final do per&#237;odo de observa&#231;&#227;o de noventa minutos, tornaram-se assintom&#225;ticos e tiveram seus n&#237;veis tensionais sist&#243;licos reduzidos para abaixo de 180 mmHg e diast&#243;licos para aqu&#233;m de 110 mmHg. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>A idade m&#233;dia da popula&#231;&#227;o estudada foi 54,4 anos. A maioria dos pacientes era do sexo feminino, hipertensos cr&#244;nicos em tratamento farmacol&#243;gico irregular, com baixa taxa de ader&#234;ncia &#224;s medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas e classificados quanto ao &#237;ndice de massa corp&#243;rea (IMC), em sobrepeso e obesos grau I. Cefal&#233;ia, dor tor&#225;cica tipo D (n&#227;o anginosa) e dispn&#233;ia foram as queixas mais freq&#252;entes. A propor&#231;&#227;o de pacientes tratados com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica que atingiu o crit&#233;rio de alta foi semelhante &#224;quela de pacientes medicados com anti-hipertensivo (p=0,165). N&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre o diagn&#243;stico pr&#233;vio de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) (p=0,192), tratamento farmacol&#243;gico (p=0,687) e n&#227;o-farmacol&#243;gico e o crit&#233;rio de alta. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Uma maior propor&#231;&#227;o (n&#227;o significativa) de pacientes tratados com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica obtiveram redu&#231;&#227;o da PA aqu&#233;m dos n&#237;veis estabelecidos no crit&#233;rio de alta e tornaram-se assintom&#225;ticos ap&#243;s o per&#237;odo de observa&#231;&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>crise hipertensiva, medicamentos sintom&#225;ticos, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, tratamento emerg&#234;ncia</p>
    <p>
      <bold>ABSTRACT</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJECTIVE: </bold>Compare the therapeutic response of symptomatic, hypertensive patients to symptomatic medication or anti-hypertensive drugs at the Emergency Unit. </p>
    <p><bold>METHODS: </bold>A randomized, blind clinical trial involving 100 (one hundred) patients assisted at the Cardiology Emergency Unit at Oswaldo Cruz University Hospital (HUOC). All patients reported symptoms associated to systolic pressure (SBP) between 180 and 200 mmHg and/or diastolic pressure (DBP) between 110 and 120 mmHg. Patients were randomized for treatment with symptomatic (dipirone or diazepan) or anti-hipertensive drug (captopril). Those reporting any associated clinical condition and in need of immediate treatment at the Emergency Unit were excluded from the study. Patients reporting no symptoms, and systolic pressure reduced to levels under 180 mmHg and diastolic pressure under 110 mmHg after the 90-minute period were considered as having met discharge criteria. </p>
    <p><bold>RESULTS: </bold>Mean age of population studied was 54.4 years old, most commonly females. Patients were chronic hypertensive, on irregular pharmacological treatment, with low compliance to non-pharmacologic actions, and classified as overweight and obese grade I. Headache, type D (non-angina) chest pain, and dyspnea were the most frequent complaints. The number of patients treated with symptomatic drug who reached discharge criteria was similar to that of patients treated with anti-hypertensive (p=0.165). No association was found between previous high blood pressure (HBP) diagnosis (p=0.192), pharmacological treatment (p=0.687), and non-pharmacological treatment and discharge criteria. </p>
    <p><bold>CONCLUSION: </bold>Blood pressure (BP) was reduced below levels for discharge criteria for a (non-significant) higher rate of patients treated with symptomatic drug, who were turned into asymptomatic after the observation period.</p>
    <p><bold>Keywords: </bold>hypertension crisis, symptomatic drugs, systemic hypertension, emergency treatment</p>
    <p>No Brasil, estima-se que 15 a 20% da popula&#231;&#227;o adulta urbana seja acometida por Hipertens&#227;o Arterial Sist&#234;mica (HAS)<sup>1,2</sup>. Dados acerca da ocorr&#234;ncia de crise hipertensiva (CH) variam de 1 a 27%<sup>3-12</sup>. Na maioria dos centros n&#227;o existe uma padroniza&#231;&#227;o para o diagn&#243;stico espec&#237;fico da CH<sup>13,14</sup>. Admite-se que, em muitas situa&#231;&#245;es, a eleva&#231;&#227;o tensional, durante o atendimento m&#233;dico de emerg&#234;ncia, seja erroneamente classificada como CH<sup>3</sup>.</p>
    <p>A import&#226;ncia atribu&#237;da aos sintomas na abordagem do paciente com press&#227;o arterial (PA) elevada tem sido pequena, verificando-se situa&#231;&#245;es em que o tratamento &#233; institu&#237;do, levando-se em considera&#231;&#227;o apenas as cifras tensionais. A eleva&#231;&#227;o da PA, em pacientes que n&#227;o apresentam evid&#234;ncia de deteriora&#231;&#227;o r&#225;pida de &#243;rg&#227;os-alvo, nem risco de vida imediato, diante de algum evento deflagrador, como dor ou stress emocional, tem sido denominada de pseudo-crise hipertensiva<sup>11-13</sup>. Em geral, s&#227;o hipertensos leves a moderados n&#227;o controlados e/ou que abandonaram o tratamento. Fica claro nesta defini&#231;&#227;o que a eleva&#231;&#227;o da PA &#233; uma conseq&#252;&#234;ncia e n&#227;o a causa do sintoma referido pelo paciente. O tratamento da causa (o sintoma), nesses casos, leva &#224; significativa redu&#231;&#227;o ou mesmo normaliza&#231;&#227;o dos n&#237;veis tensionais e, o rein&#237;cio do tratamento cr&#244;nico &#233; a orienta&#231;&#227;o mais apropriada. N&#227;o h&#225; evid&#234;ncia que a redu&#231;&#227;o aguda da PA, nesses casos, seja ben&#233;fica<sup>11,15,16</sup>. A terap&#234;utica direcionada prioritariamente &#224;s cifras tensionais, nestas situa&#231;&#245;es, pode trazer mais riscos que benef&#237;cios.</p>
    <p>A eleva&#231;&#227;o da PA, naqueles indiv&#237;duos que n&#227;o est&#227;o sob risco potencial de vida ou les&#227;o aguda de &#243;rg&#227;o-alvo no Setor de Emerg&#234;ncia, na sua maioria, &#233; acompanhada por sintomas inespec&#237;ficos, como cefal&#233;ia, zumbido, epistaxe, tontura, dispn&#233;ia, palpita&#231;&#245;es, desconforto tor&#225;cico, dorm&#234;ncia, tremores ou mesmo aus&#234;ncia de qualquer queixa. Muitos sintomas, cuja causa se atribui &#224; eleva&#231;&#227;o da PA, foram identificados como fatores de confus&#227;o em estudos epidemiol&#243;gicos. Em pacientes hipertensos sob tratamento farmacol&#243;gico, eles est&#227;o mais consistentemente relacionados a fatores psicol&#243;gicos que aos n&#237;veis tensionais ou ao tratamento administrado<sup>17</sup>. Dentre esses sintomas, a cefal&#233;ia desponta como o mais freq&#252;ente<sup>4,5,14,17-22</sup> e aquele a que se tenta atribuir uma rela&#231;&#227;o mais estreita com a HAS<sup>23</sup>. A eleva&#231;&#227;o da PA, tanto para os pacientes como para muitos m&#233;dicos, seria a causa da cefal&#233;ia. Nem sempre &#233; poss&#237;vel caracterizar os sintomas como sendo secund&#225;rios &#224; eleva&#231;&#227;o da PA, eles podem em algumas situa&#231;&#245;es ser mesmo a causa, da&#237; prioriz&#225;-los quando da abordagem terap&#234;utica<sup>14</sup>. As cefal&#233;ias, principalmente as graves, poderiam causar uma ativa&#231;&#227;o do sistema nervoso simp&#225;tico, de forma inespec&#237;fica, resultando em eleva&#231;&#227;o da PA<sup>23-25</sup>.</p>
    <p>A compara&#231;&#227;o, no atendimento da PA elevada no Setor de Emerg&#234;ncia, entre uma abordagem com drogas anti-hipertensivas, cujo alvo terap&#234;utico s&#227;o os n&#237;veis tensionais e outra com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica direcionada &#224; queixa principal, que motivou a procura da Emerg&#234;ncia, ainda n&#227;o foi relatada na literatura. Enquanto nesta &#250;ltima abordagem admite-se que o sintoma possa ter causado a eleva&#231;&#227;o da PA e por isso &#233; o foco do atendimento, a primeira trabalha com a hip&#243;tese de que o sintoma seria a conseq&#252;&#234;ncia da eleva&#231;&#227;o da PA.</p>
    <p>Devemos salientar que, embora incomuns, a terap&#234;utica anti-hipertensiva utilizada na Unidade de Emerg&#234;ncia, &#224;s vezes, traz conseq&#252;&#234;ncias desastrosas em virtude da queda inapropriada da PA. A monitoriza&#231;&#227;o desses pacientes, portanto, deve ser cuidadosa. Isso, por sua vez, implica custos adicionais, tanto de equipamentos e medica&#231;&#245;es, como operacionais e humanos. As vantagens da terap&#234;utica direcionada &#224;s queixas n&#227;o se limitam apenas &#224; redu&#231;&#227;o dos riscos dos efeitos indesej&#225;veis dos anti-hipertensivos e ao custo desta terapia, mas tamb&#233;m a possibilidade de ofertar um tratamento onde o paciente e seus sintomas estejam no centro das aten&#231;&#245;es e n&#227;o os n&#250;meros representativos das cifras tensionais.</p>
    <p>No presente trabalho, foi comparada a resposta terap&#234;utica dos pacientes atendidos no Setor de Emerg&#234;ncia com sintomas e PA elevada, ao tratamento com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica ou anti-hipertensiva.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Neste ensaio cl&#237;nico randomizado, cego, foram estudados 100 pacientes atendidos no Setor de Emerg&#234;ncia Cardiol&#243;gica do Hospital Universit&#225;rio Oswaldo Cruz, com sintomas associados &#224; eleva&#231;&#227;o da PA, no per&#237;odo de maio de 2001 a outubro de 2002. O presente estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em pesquisa do referido hospital e os pacientes selecionados foram informados das condi&#231;&#245;es da pesquisa e assinaram termo de consentimento.</p>
    <p>Foram inclu&#237;dos pacientes atendidos com press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) entre 110 e 120 mmHg e/ou press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) entre 180 e 200 mmHg, que se apresentaram &#224; Unidade de Emerg&#234;ncia com os seguintes sintomas: cefal&#233;ia, dispn&#233;ia, dor tor&#225;cica tipo D (n&#227;o anginosa)<sup>26</sup>, dorm&#234;ncia, palpita&#231;&#245;es, tonturas e tremores.</p>
    <p>Aqueles com queixa de tontura relacionada a altera&#231;&#245;es cerebrovasculares ou labirintopatias agudas, dor tor&#225;cica sugestiva de isquemia mioc&#225;rdica ou altera&#231;&#245;es isqu&#234;micas agudas no eletrocardiograma (ECG) de 12 deriva&#231;&#245;es, caracterizadas por infra ou supradesnivelamento do segmento ST, maiores que 1 mm e/ou onda T negativa, sim&#233;trica e de amplitude aumentada, palpit&#231;&#245;es associadas a altera&#231;&#245;es do ritmo, detectadas pela ausculta ou confirmadas pelo ECG (ritmo diferente do sinusal regular) e dispn&#233;ia em conseq&#252;&#234;ncia de congest&#227;o pulmonar, foram exclu&#237;dos do estudo. Aqueles que apresentaram condi&#231;&#245;es outras que necessitavam de tratamento no Setor de Emerg&#234;ncia, tais como: infarto agudo do mioc&#225;rdio; edema agudo de pulm&#227;o; arritmias card&#237;acas; asma br&#244;nquica; angina do peito; insufici&#234;ncia ventricular esquerda etc, tamb&#233;m foram exclu&#237;dos, posto que, a sintomatologia apresentada poderia ser decorrente de tais enfermidades e algumas drogas utilizadas no tratamento destas condi&#231;&#245;es poderiam interferir com a PA.</p>
    <p>Denominamos grupo sintom&#225;tico aquele formado pelos pacientes que recebiam como tratamento medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica dirigida &#224; queixa, que os levou a procurar a Emerg&#234;ncia. Desta forma, administrou-se dipirona 500 mg, por via oral, aos pacientes que referiam cefal&#233;ia ou dor tor&#225;cica n&#227;o anginosa (tipo D) e diazepam 5 mg, pela mesma via, &#224;queles que se queixavam de palpita&#231;&#245;es, dispn&#233;ia, tontura, tremores ou dorm&#234;ncia. Ao segundo grupo, chamado anti-hipertensivo, foi administrado captopril em dose &#250;nica de 25 mg, por via oral (VO).</p>
    <p>O c&#225;lculo do tamanho da amostra foi realizado atrav&#233;s da seguinte f&#243;rmula:</p>
    <p>2n=4p(1-p)(Za+Zb)<sup>2</sup>/d<sup>2</sup></p>
    <p>onde (p) &#233; a propor&#231;&#227;o de resultados favor&#225;veis com o tratamento padr&#227;o =90%; (d) a diferen&#231;a entre a propor&#231;&#227;o dos resultados entre os grupos de tratamento =0,15; (a) erro tipo I =0,05 e (b) o erro tipo II =0,20. Assim, chegou-se a uma amostra de 164 pacientes (84 em cada grupo de tratamento).</p>
    <p>Utilizamos o processo de randomiza&#231;&#227;o alternada, em que o primeiro paciente atendido foi alocado para o grupo anti-hipertensivo, o segundo para o grupo sintom&#225;tico e, assim, sucessivamente. Apenas os pacientes desconheciam para qual interven&#231;&#227;o estavam sendo alocados.</p>
    <p>O desfecho analisado foi a alta do paciente. Atingiam o crit&#233;rio de alta aqueles pacientes que, ao final do per&#237;odo de observa&#231;&#227;o de 90 minutos, tornaram-se assintom&#225;ticos e tiveram seus n&#237;veis tensionais diast&#243;licos reduzidos para abaixo de 110 mmHg e sist&#243;licos para abaixo de 180 mmHg. Aqueles que n&#227;o atingiram tal crit&#233;rio retornavam ao ambiente da emerg&#234;ncia e eram conduzidos pelo m&#233;dico plantonista fora do protocolo do estudo.</p>
    <p>Foram tamb&#233;m analisados os efeitos de potenciais fatores de confus&#227;o, tais como: diagn&#243;stico pr&#233;vio, tratamento farmacol&#243;gico e n&#227;o-farmacol&#243;gico da HAS.</p>
    <p>Os pacientes foram atendidos, inicialmente, pelo m&#233;dico plantonista do Setor de Emerg&#234;ncia. Uma vez preenchidos os crit&#233;rios de inclus&#227;o no estudo, eram ent&#227;o encaminhados a um dos respons&#225;veis pela coleta dos dados. Ent&#227;o, a PA era novamente aferida, desta feita com esfigmoman&#244;metro de coluna de merc&#250;rio de uso exclusivo desta pesquisa e previamente calibrado, com o objetivo de confirmar os valores detectados anteriormente. A rela&#231;&#227;o entre o di&#226;metro do bra&#231;o do paciente e do manguito do tensi&#244;metro foi observada. A press&#227;o arterial m&#233;dia foi obtida atrav&#233;s da seguinte f&#243;rmula: PAM=PAS+(2xPAD)/3<sup>13</sup>. Os valores de PA usados nesta pesquisa foram os da segunda aferi&#231;&#227;o. Em seguida, os pacientes eram encaminhados para uma sala exclusiva, tranq&#252;ila e com ar-condicionado, localizada num pavilh&#227;o anexo &#224; Emerg&#234;ncia, onde permaneciam durante o atendimento at&#233; a sa&#237;da do protocolo do estudo. Era facultada aos mesmos a perman&#234;ncia de um acompanhante ou familiar. As reavalia&#231;&#245;es eram feitas a cada trinta minutos, por um per&#237;odo total de observa&#231;&#227;o de noventa minutos. Nestas oportunidades, eram aferidas a press&#227;o arterial e a freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca. A melhora das queixas relatadas &#224; admiss&#227;o, o surgimento de novos sintomas e os poss&#237;veis efeitos colaterais relacionados &#224;s drogas administradas eram avaliados.</p>
    <p>Neste intervalo, um question&#225;rio com perguntas acerca do diagn&#243;stico pr&#233;vio e antecedentes familiares de HAS, tratamento farmacol&#243;gico e n&#227;o-farmacol&#243;gico para a HAS e ades&#227;o aos mesmos, era aplicado aos pacientes. Foram definidos como aderentes ao tratamento farmacol&#243;gico da HAS, para fins do presente estudo, aqueles indiv&#237;duos que usavam sua(s) medica&#231;&#227;o(&#245;es) para press&#227;o alta todos os dias, tinham-na(s) tomado no dia do atendimento e nas 24 horas anteriores. Quanto ao tratamento n&#227;o-farmacol&#243;gico da HAS, nos detivemos na pr&#225;tica de atividade f&#237;sica regular, considerada, neste estudo, uma freq&#252;&#234;ncia igual ou superior a tr&#234;s vezes por semana, no seguimento de dieta com restri&#231;&#227;o de sal, dieta hipocal&#243;rica e n&#227;o possuir o h&#225;bito de fumar. As informa&#231;&#245;es relativas &#224; queixa principal que motivou o atendimento, bem como dados sobre sexo, peso, altura, idade e ra&#231;a, eram anotadas.</p>
    <p>As medica&#231;&#245;es eram administradas ainda na Sala de Emerg&#234;ncia pelos pr&#243;prios pesquisadores. Utilizando-se a medida indireta pela t&#233;cnica auscultat&#243;ria<sup>1,27</sup>, considerou-se a fase 1 de Korotkoff<sup>27</sup> para determina&#231;&#227;o da PAS e a fase V para a PAD. Exame f&#237;sico e ECG de 12 deriva&#231;&#245;es foram realizados em todos os pacientes, visando detectar as condi&#231;&#245;es acima referidas, constantes dos crit&#233;rios de exclus&#227;o.</p>
    <p>A an&#225;lise descritiva dos dados foi realizada atrav&#233;s da m&#233;dia e do desvio padr&#227;o, para vari&#225;veis cont&#237;nuas, e atrav&#233;s da freq&#252;&#234;ncia e da freq&#252;&#234;ncia relativa (%), para vari&#225;veis categ&#243;ricas. A compara&#231;&#227;o entre as freq&#252;&#234;ncias das vari&#225;veis dos dois grupos de pacientes foi realizada com o teste qui-quadrado ou teste exato de Fisher-Freeman-Halton, quando as vari&#225;veis eram categ&#243;ricas, e com o teste t de Student, quando as vari&#225;veis eram cont&#237;nuas. A compara&#231;&#227;o dos grupos tratados com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica e com medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva envolveu a determina&#231;&#227;o de uma estimativa pontual e uma estimativa intervalar para a raz&#227;o entre as propor&#231;&#245;es de altas nos dois grupos (risco relativo). O n&#237;vel de confian&#231;a adotado para a estimativa intervalar foi 95% e o n&#237;vel de signific&#226;ncia em todos os testes foi 5%.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A idade m&#237;nima dos pacientes foi 21 e a m&#225;xima 91 anos, com m&#233;dia e mediana iguais a 54,4 e 53 anos, respectivamente (dp=13,9 anos). Sessenta e seis pacientes eram do sexo feminino. Quanto &#224; ra&#231;a, 75% foram classificados como n&#227;o brancos. O &#237;ndice de massa corp&#243;rea variou de 18,6 a 44,3 kg/m<sup>2</sup>, com m&#233;dia de 29,0 kg/m<sup>2</sup> (dp=5,3 kg/m<sup>2</sup>). Sessenta e dois pacientes encontravam-se na classe de sobrepeso e obesidade grau I. Noventa e um pacientes tinham diagn&#243;stico pr&#233;vio de hipertens&#227;o. Desses, 71 (78%) faziam uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva.</p>
    <p>As m&#233;dias da PAS, PAD e PAM, &#224; admiss&#227;o, na popula&#231;&#227;o em estudo, foram 186,4; 107,2 e 133,6 mmHg. N&#227;o houve diferen&#231;a estatisticamente significante entre os n&#237;veis tensionais dos indiv&#237;duos com e sem HAS diagnosticada e naqueles que faziam uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva ou n&#227;o (<xref ref-type="table" rid="t1">tab. I</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>O principal sintoma referido foi cefal&#233;ia (35%). A dor precordial, classificada como tipo D (n&#227;o anginosa), esteve presente em 21% dos pacientes estudados, seguido por dispn&#233;ia, em 16% deles e tontura em 14% (<xref ref-type="fig" rid="fig1">fig. 1</xref>).</p>
    <fig id="fig1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gf01.jpg"/></fig>
    <p>As <xref ref-type="table" rid="t2">tabelas II</xref> e <xref ref-type="undefined" rid="und25314t3">III</xref> comparam as caracter&#237;sticas dos dois grupos de tratamento com rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis demogr&#225;ficas e biol&#243;gicas e &#224;s cl&#237;nicas e terap&#234;uticas. Apenas a ader&#234;ncia ao tratamento farmacol&#243;gico apresentou diferen&#231;a estatisticamente significante entre os dois grupos.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <undefined id="und25314t3">
        <inline-graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/pWwS6N8h7ttTjP7rWHBLmcf/b2c03b1f587d3db3951e20f8c43aee0779370c2e.gif"/>
      </undefined>
    </p>
    <p>O crit&#233;rio de alta foi alcan&#231;ado por 58,8% (30/51) dos pacientes tratados com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica e por 44,9% (22/49) dos pacientes tratados com medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva (<xref ref-type="table" rid="tab4">tab. IV</xref>). A raz&#227;o entre as propor&#231;&#245;es de alta do grupo tratado com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica e do grupo tratado com medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva (RP) foi 1,31 (IC 95%: 0,89 a 1,93). Esse intervalo revela que o valor um, ou seja, a unidade, era uma possibilidade para a raz&#227;o de propor&#231;&#245;es de sucesso do tratamento, significando que a hip&#243;tese de que a propor&#231;&#227;o de alta foi id&#234;ntica nos dois grupos de tratamento n&#227;o p&#244;de ser rejeitada ao n&#237;vel de 5%. O resultado do teste qui-quadrado mostra que essa hip&#243;tese n&#227;o poderia ser rejeitada a nenhum n&#237;vel de signific&#226;ncia menor que 16,5% (p=0,165).</p>
    <table-wrap id="tab4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>A ades&#227;o ao tratamento farmacol&#243;gico pr&#233;vio apresentou diferen&#231;a estatisticamente significante entre os dois grupos de tratamento (<xref ref-type="undefined" rid="und25314t3">tab. III</xref>), mas n&#227;o houve associa&#231;&#227;o estatisticamente significante dessa vari&#225;vel com o crit&#233;rio de alta (p=0,466; <xref ref-type="table" rid="tab5">tab. V</xref>). Por conseguinte, a ader&#234;ncia ao tratamento farmacol&#243;gico n&#227;o constituiu um fator de confus&#227;o para o efeito do tratamento sobre o crit&#233;rio de alta. N&#227;o houve, portanto, necessidade de reavaliar o efeito do tratamento com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica e anti-hipertensiva, controlando a ades&#227;o ao tratamento farmacol&#243;gico.</p>
    <table-wrap id="tab5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>&#192; admiss&#227;o, os pacientes aderentes apresentavam valores m&#233;dios de PAS, PAD e PAM de 187,5; 103,8 e 131,7 mmHg, respectivamente e, naqueles n&#227;o aderentes, os valores m&#233;dios das press&#245;es foram 189,0 mmHg, 106,4 mmHg e 134,0 mmHg, respectivamente. N&#227;o foi observada diferen&#231;a estatisticamente significante desses n&#237;veis tensionais entre esses dois grupos de pacientes (p=0,76; p=0,63 e p=0,56 respectivamente).</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab6">tabela VI</xref> mostra a an&#225;lise da associa&#231;&#227;o entre o crit&#233;rio de alta e cada uma das seguintes vari&#225;veis: HAS pr&#233;via, tratamento farmacol&#243;gico, exerc&#237;cio f&#237;sico, dieta para redu&#231;&#227;o de peso, dieta hiposs&#243;dica e tabagismo ativo. N&#227;o houve associa&#231;&#227;o estatisticamente significante entre o crit&#233;rio de alta e essas vari&#225;veis.</p>
    <table-wrap id="tab6">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quarenta e quatro por cento dos pacientes atingiram o crit&#233;rio de alta em 30 minutos de observa&#231;&#227;o, 36,5% em 60 minutos e 19,2% no tempo total de 90 minutos. O tempo m&#233;dio decorrido da entrada no estudo at&#233; a alta foi 52,5 minutos. No grupo tratado com captopril esse tempo foi 54,6 minutos e naquele que recebeu medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica 51 minutos. N&#227;o existe diferen&#231;a estatisticamente significante entre as m&#233;dias desses tempos (p=0,59).</p>
    <p>A persist&#234;ncia dos sintomas relatados &#224; admiss&#227;o foi o principal motivo pelo qual 48% dos pacientes n&#227;o alcan&#231;aram o crit&#233;rio de alta estabelecido. Isso ocorreu com 24 (50%) pacientes. A PA permaneceu elevada em 15 (31,3%) e em 9 (18,8%) pacientes n&#227;o ocorreu queda da PA nem melhora dos sintomas. As causas que impediram o alcance do crit&#233;rio de alta nos dois grupos de tratamento s&#227;o mostradas na <xref ref-type="table" rid="tab7">tabela VII</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab7">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os n&#237;veis tensionais m&#237;nimos para inclus&#227;o no estudo de 110 e 180 mmHg para PAD e PAS, respectivamente, foram adotados por serem estas as cifras para as quais mais freq&#252;entemente se tem tomado a conduta de medicar os pacientes, quando atendidos em Unidades de Emerg&#234;ncia. O limite superior da PAD e PAS foi determinado em 120 e 200 mmHg, respectivamente, por ser aceito que n&#237;veis press&#243;ricos, acima dos anteriormente citados, aumentam significativamente o risco de complica&#231;&#245;es agudas relacionadas &#224; HAS<sup>8</sup>.</p>
    <p>Optou-se por um analg&#233;sico ou um ansiol&#237;tico para limitar o n&#250;mero de agentes terap&#234;uticos e pelo fato dessas drogas serem, habitualmente, usadas para o tratamento em Unidade de Emerg&#234;ncia, dos sintomas adotados. O captopril &#233; considerado a droga de uso n&#227;o parenteral mais segura nas situa&#231;&#245;es em que a eleva&#231;&#227;o da PA n&#227;o est&#225; associada &#224; les&#227;o aguda de &#243;rg&#227;o-alvo<sup>13,28,29</sup>, tendo o in&#237;cio de a&#231;&#227;o mais r&#225;pido entre os inibidores da enzima conversora da angiotensina<sup>29</sup>. A nifedipina, droga mais comumente usada nas crises hipertensivas, tem sido, nos &#250;ltimos tempos, alvo de severas cr&#237;ticas e o seu uso desencorajado<sup>3,8,10,13,19,28,30,31</sup>.</p>
    <p>Os sintomas foram limitados &#224;queles anotados nos crit&#233;rios de inclus&#227;o, por terem sido eles os mais freq&#252;entemente encontrados em estudo piloto, outrora por n&#243;s realizado<sup>21</sup>, como tamb&#233;m em outros estudos nos quais cefal&#233;ia, tontura, dor tor&#225;cica, palpita&#231;&#245;es e dispn&#233;ia, dentre outros, s&#227;o apontados como os mais presentes<sup>4,5,14,18-21</sup>. Com base nos resultados apresentados, pacientes com PA elevada e sintomas diversos dos que foram inclu&#237;dos neste estudo, possivelmente, beneficiariam-se de uma abordagem na qual os sintomas tamb&#233;m fossem considerados quando do estabelecimento da terap&#234;utica.</p>
    <p>Quando n&#227;o h&#225; les&#227;o aguda de &#243;rg&#227;o-alvo, preconiza-se redu&#231;&#227;o da PAS para 160 a 180 mmHg e da PAD, para 100 a 110 mmHg<sup>8,24,30,32,33</sup>. Adotaram-se as cifras de PAS&lt;180 mmHg e PAD&lt;110 mmHg como crit&#233;rio de alta, desde que o paciente estivesse assintom&#225;tico, por se considerar que, nesta situa&#231;&#227;o, o risco de complica&#231;&#245;es agudas &#233; reduzido e o ajuste da medica&#231;&#227;o de uso cr&#244;nico, associado &#224;s orienta&#231;&#245;es sobre a import&#226;ncia da ades&#227;o ao tratamento e controle da PA, s&#227;o a conduta mais apropriada<sup>11,15</sup>.</p>
    <p>Problemas relacionados ao tamanho da amostra n&#227;o s&#227;o incomuns quando os estudos de equival&#234;ncia s&#227;o analisados na literatura<sup>34</sup>. Sabe-se que para se detectar pequenas diferen&#231;as entre dois tratamentos, grandes amostras s&#227;o necess&#225;rias<sup>35</sup>. Neste estudo objetivou-se comparar a equival&#234;ncia entre o tratamento sintom&#225;tico e o anti-hipertensivo, em reduzir os n&#237;veis tensionais e tornar o paciente assintom&#225;tico, utilizando uma amostra de 100 pacientes. Embora a amostra utilizada tenha sido inferior &#224;quela calculada, optou-se por suspender a coleta em fun&#231;&#227;o dos resultados encontrados.</p>
    <p>Com esta amostra, uma diferen&#231;a de 13,9% foi detectada entre os indiv&#237;duos que atingiram o crit&#233;rio de alta no grupo tratado com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica e naquele que recebeu captopril. Essa diferen&#231;a n&#227;o se mostrou estatisticamente significativa, j&#225; que o valor de d (diferenca entre a propor&#231;&#227;o dos resultados nos grupos de tratamento) adotado previamente foi 15%. A compara&#231;&#227;o entre uma droga anti-hipertensiva e outras sem essa propriedade, fez-nos admitir que uma poss&#237;vel diferen&#231;a entre os tratamentos utilizados pudesse ocorrer a favor do grupo que recebeu o tratamento padr&#227;o, habitualmente realizado nas Unidades de Emerg&#234;ncia, o captopril. A justificativa para a interrup&#231;&#227;o da coleta com esse n&#250;mero de pacientes baseia-se no fato da diferen&#231;a encontrada ter sido a favor do grupo tratado com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica. Este estudo n&#227;o utilizou comit&#234;s de seguran&#231;a, porque os desfechos estudados n&#227;o foram aqueles para os quais comumente eles s&#227;o usados, como exemplo: infarto fatal e n&#227;o fatal, morte etc. Entretanto, a recomenda&#231;&#227;o de interrup&#231;&#227;o precoce talvez fosse feita pelos mesmos, com base nestes resultados, caso esses comit&#234;s tivessem sido utilizados.</p>
    <p>A possibilidade de vi&#233;s, em fun&#231;&#227;o do pesquisador n&#227;o ter estado "cego" durante a coleta dos dados, p&#244;de ser minimizada pelo rigoroso seguimento do protocolo do estudo, no que se refere &#224; seq&#252;&#234;ncia de administra&#231;&#227;o das drogas e pelo desconhecimento por parte do pesquisador sobre qual o paciente, quando e em que condi&#231;&#227;o cl&#237;nica ele se apresentaria no Setor de Emerg&#234;ncia.</p>
    <p>A idade m&#233;dia (54,4 anos) encontrada para popula&#231;&#227;o estudada est&#225; em conson&#226;ncia com a maioria dos dados relatados na literatura, em que a mesma variou de 50 a 54 anos<sup>5,20,21,33,36</sup>.</p>
    <p>Estudos de avalia&#231;&#227;o de controle da PA t&#234;m mostrado que as mulheres parecem ser mais conscientes quanto a sua doen&#231;a e, desta forma, apresentam maior ades&#227;o ao tratamento <sup>17,37</sup>. Tamb&#233;m tem sido relatado que as mulheres tendem a informar um maior n&#250;mero de queixas, quando se avaliam dados sobre qualidade de vida em pacientes hipertensos cr&#244;nicos <sup>38</sup>. A maior preval&#234;ncia de mulheres nos dados obtidos pode, em parte, ser explicada pelos fatores acima expostos. Dados de preval&#234;ncia da HAS, por sexo, na literatura, s&#227;o discordantes, havendo estudos em que se verifica predomin&#226;ncia na popula&#231;&#227;o feminina e na masculina e, ainda, aqueles em que se relata uma preval&#234;ncia semelhante em ambos os sexos ap&#243;s os 60 anos ou discreto predom&#237;nio entre as mulheres<sup>4,18,23,36,39,40</sup>.</p>
    <p>Verifica-se na literatura, uma predomin&#226;ncia da HAS entre os negros, embora a rela&#231;&#227;o de HAS entre negros e brancos no Brasil tenha sido menor que &#224;quela relatada para os Estados Unidos<sup>36</sup>. Nesta amostra, embora n&#227;o se tenha tido a pretens&#227;o de subdividir os pacientes nas diversas ra&#231;as, em fun&#231;&#227;o das dificuldades geradas pelas caracter&#237;sticas de miscigena&#231;&#227;o da nossa popula&#231;&#227;o, foi registrado um predom&#237;nio entre aqueles classificados como n&#227;o brancos (75%).</p>
    <p>Dados brasileiros indicam que a freq&#252;&#234;ncia de obesos, em ambos os sexos e em todos os estratos s&#243;cio-econ&#244;micos, tem aumentado. A preval&#234;ncia de obesidade entre os hipertensos &#233; consideravelmente maior quando comparada aos normotensos<sup>41</sup>. Sendo assim, o IMC m&#233;dio (29 kg/m<sup>2</sup>), bem como a propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos categorizados como sobrepeso e obesos grau I na popula&#231;&#227;o estudada, parece estar de acordo com os dados encontrados na literatura<sup>37</sup>.</p>
    <p>O diagn&#243;stico pr&#233;vio de HAS era conhecido pela imensa maioria dos pacientes (91%), &#224; semelhan&#231;a do que tem sido relatado na literatura<sup>4,8,11,21,42</sup>.</p>
    <p>Verificou-se que a PAD e a PAM foram significativamente mais elevadas entre os indiv&#237;duos com diagn&#243;stico pr&#233;vio de HAS. Tem-se observado que pacientes que s&#227;o conhecedores do seu diagn&#243;stico, das suas cifras tensionais e de complica&#231;&#245;es da HAS (retinopatia e papiledema), relatam com maior freq&#252;&#234;ncia sintomas como cefal&#233;ia, quando apresentam-se com PA elevada<sup>22,25,43</sup>, ressaltando-se a influ&#234;ncia desse conhecimento no surgimento do sintoma. A hip&#243;tese de que ser conhecedor do diagn&#243;stico de HAS influenciaria na eleva&#231;&#227;o adicional da PA, na vig&#234;ncia de um desconforto qualquer que tenha motivado a ida &#224; emerg&#234;ncia, poderia justificar esses dados. Sabe-se, por outro lado, que o controle dos n&#237;veis tensionais ainda se encontra muito aqu&#233;m do desejado na popula&#231;&#227;o hipertensa<sup>9,37,38,44-47</sup>, o que tamb&#233;m pode, em parte, contribuir para explicar estes achados.</p>
    <p>Significativa parcela dos hipertensos estudados estava em tratamento farmacol&#243;gico (78%). Tamb&#233;m tem sido relatado na literatura que a maioria dos hipertensos atendidos em Departamento de Emerg&#234;ncia, com diagn&#243;stico de CH, s&#227;o hipertensos cr&#244;nicos em uso de terapia anti-hipertensiva, embora mal controlados<sup>8,21</sup>. As cifras tensionais &#224; admiss&#227;o n&#227;o diferiram entre os hipertensos que usavam medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva regular e aqueles que n&#227;o as usavam. Mais uma vez, o controle inadequado da PA na popula&#231;&#227;o hipertensa, seja por falta de ajuste posol&#243;gico, seja por problemas relacionados &#224; ades&#227;o ao tratamento, podem explicar essa n&#227;o diferen&#231;a.</p>
    <p>A cefal&#233;ia, o sintoma mais prevalente neste estudo, tamb&#233;m tem sido assim reportado em muitos estudos na literatura<sup>4,5,14,18,19-22</sup>. Entretanto, publica&#231;&#245;es recentes t&#234;m tentado desvincular o sintoma como sendo secund&#225;rio &#224; eleva&#231;&#227;o da PA<sup>23,25,43</sup>. Para alguns autores, a associa&#231;&#227;o, j&#225; bem estabelecida, entre cefal&#233;ia e encefalopatia hipertensiva e feocromocitoma n&#227;o deve ser tomada como prova de que a cefal&#233;ia &#233; geralmente causada pela eleva&#231;&#227;o simult&#226;nea da PA em pacientes com HAS leve a moderada<sup>25</sup>. Outros sintomas, como dor tor&#225;cica, dorm&#234;ncia, tremores, palpita&#231;&#245;es e tonturas, t&#234;m sido descritos na literatura tanto associados a quadros de ansiedade como &#224; CH. Pesquisas com pacientes hipertensos n&#227;o tratados mostraram que o aumento na freq&#252;&#234;ncia dos sintomas subjetivos esteve relacionado com o aumento da PA. Esses achados tamb&#233;m foram observados em pacientes hipertensos tratados, nos quais a redu&#231;&#227;o da PAD foi associada a um aumento do bem-estar<sup>38</sup>.</p>
    <p>Os dois grupos de tratamento apresentaram-se semelhantes em suas caracter&#237;sticas quando comparados, como &#233; recomendado quando da realiza&#231;&#227;o de um ensaio cl&#237;nico, exceto em rela&#231;&#227;o &#224; ades&#227;o ao tratamento farmacol&#243;gico previamente institu&#237;do. Entretanto, n&#227;o foi identificada influ&#234;ncia desta nos resultados, ou seja, n&#227;o houve associa&#231;&#227;o com o crit&#233;rio de alta. O paciente que procura a Unidade de Emerg&#234;ncia com sintomas e PA elevada pode, justamente no dia anterior e no pr&#243;prio dia do atendimento, n&#227;o ter usado as suas medica&#231;&#245;es. Essa interrup&#231;&#227;o na tomada da medica&#231;&#227;o certamente influencia o controle da PA. Desta forma, a individualiza&#231;&#227;o do tratamento &#233; fundamental, pois neste caso, o rein&#237;cio do tratamento &#233; a melhor conduta. O mesmo n&#227;o poder&#237;amos dizer para o hipertenso em uso regular de suas medica&#231;&#245;es ou para aqueles sem hipertens&#227;o previamente diagnosticada. Por esse motivo, a defini&#231;&#227;o, adotada por n&#243;s, de ades&#227;o ao tratamento farmacol&#243;gico e, objetivando encontrar uma explica&#231;&#227;o que direcione o atendimento do paciente com PA elevada, foi o uso dos anti-hipertensivos, inclusive nas &#250;ltimas 48 horas do atendimento na Emerg&#234;ncia. Assim, apenas 53,5% dos pacientes foram classificados como aderentes ao tratamento. Entre estes, observa-se uma maior propor&#231;&#227;o no grupo que foi designado para receber captopril (55,6%), por&#233;m, n&#227;o se verificou diferen&#231;a estatisticamente significante nos n&#237;veis tensionais &#224; admiss&#227;o dos indiv&#237;duos considerados aderentes e aqueles n&#227;o aderentes. Ades&#227;o ao tratamento n&#227;o leva, necessariamente, ao controle dos n&#237;veis tensionais, pois como j&#225; ressaltado, outros fatores podem estar envolvidos, como a adequa&#231;&#227;o posol&#243;gica, objetivando-se maximizar a resposta e o controle cl&#237;nico.</p>
    <p>A propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos que atingiram o crit&#233;rio de alta, no grupo de pacientes que recebeu medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica, foi 58,8%, e naquele medicado com captopril, foi 44,9%. Como a diferen&#231;a entre essas propor&#231;&#245;es n&#227;o se mostrou estatisticamente significante (p=0,16), pode-se, ent&#227;o, afirmar que houve equival&#234;ncia de efeito entre esses tratamentos. As taxas de efic&#225;cia de tratamento em rela&#231;&#227;o &#224; redu&#231;&#227;o da PA, relatadas na literatura, para o captopril s&#227;o heterog&#234;neas em virtude dos crit&#233;rios adotados para definir sucesso de tratamento, variando de 42 a 90%<sup>48-55</sup>. &#201; importante destacar que o maior n&#250;mero desses trabalhos foi realizado para avaliar a efic&#225;cia do captopril no tratamento cr&#244;nico (ambulatorial) da HAS, al&#233;m de n&#227;o haver relato de considera&#231;&#227;o dos sintomas nos crit&#233;rios de alta, apenas a redu&#231;&#227;o das cifras tensionais. Mansur e cols.<sup>5</sup> demonstraram percentual de redu&#231;&#227;o da PAS e PAD com diazepam de 10,1 e 7,7%, respectivamente, em estudo comparativo entre essa droga e a nifedipina, propranolol e a associa&#231;&#227;o nifedipina com o propranolol. No estudo piloto, por n&#243;s realizado<sup>21</sup>, n&#227;o se verificou diferen&#231;a estatisticamente significante nos n&#237;veis tensionais ap&#243;s 45 minutos, administrando-se medica&#231;&#245;es sintom&#225;ticas e anti-hipertensivas, nem no percentual de pacientes que atingiram o crit&#233;rio de alta. Em ambos os estudos, n&#227;o fazia parte do crit&#233;rio de alta a melhora dos sintomas relatados &#224; admiss&#227;o.</p>
    <p>Analisando-se o atendimento prestado aos pacientes com PA elevada no Setor de Emerg&#234;ncia, foi anotado que, quando a PAD encontrava-se acima de 110 mmHg, o tratamento com medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva foi a conduta preferida, mesmo nos pacientes assintom&#225;ticos. O mesmo n&#227;o se verificou nos pacientes com PAD elevada, por&#233;m abaixo de 110 mmHg. Nesses casos, houve uma menor preocupa&#231;&#227;o com as cifras tensionais e maior aten&#231;&#227;o dada aos sintomas, no que se refere ao tratamento dos mesmos<sup>20</sup>. Nesta mesma popula&#231;&#227;o estudada, n&#227;o foi registrada a evolu&#231;&#227;o dos sintomas anotados &#224; admiss&#227;o, quando da primeira reavalia&#231;&#227;o em 71,7% dos pacientes inclu&#237;dos<sup>20</sup>. Em outro estudo retrospectivo<sup>14</sup>, verificou-se que os pacientes com PA elevada recebiam tratamento diferenciado quando eram atendidos em Ambulat&#243;rio de Cardiologia ou no Setor de Emerg&#234;ncia, observando-se, neste caso, que os n&#237;veis tensionais foram o par&#226;metro utilizado para medicar os pacientes no Setor de Emerg&#234;ncia, enquanto que nenhum paciente atendido em Ambulat&#243;rio recebeu medica&#231;&#227;o, o que levou os autores a concluir que significativa parcela da comunidade m&#233;dica desconhece o conceito de CH e suas implica&#231;&#245;es.</p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve, como j&#225; mencionado, a inten&#231;&#227;o de comparar a efic&#225;cia dos tratamentos utilizados na redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis tensionais, no que se refere &#224;s press&#245;es atingidas em cada grupo ao final do per&#237;odo de observa&#231;&#227;o, j&#225; que foi comparada uma droga anti-hipertensiva com outras sem estas propriedades. Em termos de n&#237;veis press&#243;ricos, objetivou-se reduzir os valores, em ambos os grupos, para n&#237;veis aqu&#233;m daqueles considerados de risco para o paciente. Esses resultados sugerem que a mudan&#231;a do foco de aten&#231;&#227;o, dos n&#250;meros, isoladamente, para a melhora dos sintomas associados aos n&#237;veis tensionais que, embora elevados, estejam fora da faixa de risco, podem produzir resultados satisfat&#243;rios com vantagens adicionais, como j&#225; citadas anteriormente.</p>
    <p>A possibilidade desses resultados estarem enviesados, em virtude de um maior n&#250;mero de indiv&#237;duos classificados como aderentes terem sido randomizados para o grupo que recebeu captopril, poderia estar embasada na hip&#243;tese de que, sendo aderentes ao tratamento farmacol&#243;gico previamente institu&#237;do, a falta de resposta ao tratamento recebido no Setor de Emerg&#234;ncia decorre desses indiv&#237;duos apresentarem-se mais gravemente hipertensos. Contudo, a compara&#231;&#227;o entre os n&#237;veis tensionais &#224; admiss&#227;o nos indiv&#237;duos aderentes e n&#227;o aderentes n&#227;o corrobora esta hip&#243;tese e, portanto, afasta essa possibilidade de vi&#233;s. Tamb&#233;m n&#227;o foi verificada diferen&#231;a estatisticamente significativa entre os indiv&#237;duos aderentes e n&#227;o aderentes ao tratamento cr&#244;nico da HAS, em rela&#231;&#227;o a atingirem o crit&#233;rio de alta.</p>
    <p>Propor&#231;&#245;es semelhantes de indiv&#237;duos previamente hipertensos e sem esse diagn&#243;stico e daqueles com ou sem tratamento farmacol&#243;gico da HAS atingiram o crit&#233;rio de alta. Esses dados falam a favor de que, embora as informa&#231;&#245;es relativas ao diagn&#243;stico pr&#233;vio da HAS, tratamento e ades&#227;o ao mesmo sejam importantes e por isso deve-se tamb&#233;m aproveitar a oportunidade do atendimento na Emerg&#234;ncia para enfatizar a necessidade do controle adequado da PA, eles parecem n&#227;o exercer papel preponderante como determinantes da eleva&#231;&#227;o da PA nas circunst&#226;ncias do atendimento no Setor de Emerg&#234;ncia. Na avalia&#231;&#227;o das motiva&#231;&#245;es e sintomas que levaram o paciente &#224; Emerg&#234;ncia, talvez se encontrem as informa&#231;&#245;es mais importantes para o delineamento da conduta.</p>
    <p>Da mesma forma, pode-se justificar a aus&#234;ncia de associa&#231;&#227;o entre o seguimento das medidas n&#227;o-farmacol&#243;gicas do tratamento da hipertens&#227;o e o alcance do crit&#233;rio de alta. Como j&#225; referido, todos esses co-fatores analisados s&#227;o reconhecidamente importantes na avalia&#231;&#227;o e planejamento do tratamento cr&#244;nico da HAS. Por serem medidas que influenciam o controle da PA a m&#233;dio e longo prazo, exercem pouco impacto no tratamento realizado na Unidade de Emerg&#234;ncia.</p>
    <p>A maioria dos pacientes recebeu alta em 30 minutos de observa&#231;&#227;o, sendo o tempo m&#233;dio de perman&#234;ncia no Setor de Emerg&#234;ncia de 52,5 minutos. N&#227;o foi verificada diferen&#231;a nesse tempo nos dois grupos de tratamento. Esses dados sugerem que, em ambos os grupos, al&#233;m da influ&#234;ncia do efeito placebo das medica&#231;&#245;es, o repouso em ambiente calmo, fora da sala de emerg&#234;ncia, possa explicar a maior propor&#231;&#227;o de altas em 30 minutos, uma vez que o in&#237;cio de a&#231;&#227;o do captopril varia de 15 a 30 minutos<sup>3,13,56</sup> e o pico de concentra&#231;&#227;o plasm&#225;tica para as drogas, utilizadas no grupo de tratamento sintom&#225;tico, varia de 30 minutos a 2 horas<sup>17</sup>.</p>
    <p>Entre os pacientes que n&#227;o receberam alta, 50% persistiam com os sintomas relatados &#224; admiss&#227;o, embora a PA tenha baixado aqu&#233;m dos valores pr&#233;-estabelecidos. A propor&#231;&#227;o de pacientes nestas condi&#231;&#245;es, que haviam sido tratados com captopril, foi semelhante &#224;quela que recebeu medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica. A avalia&#231;&#227;o da intensidade dos sintomas e do quanto estes foram reduzidos ap&#243;s o tratamento n&#227;o foi objeto do presente estudo. Verificou-se apenas a presen&#231;a ou aus&#234;ncia dos mesmos. Admita-se uma situa&#231;&#227;o em que um paciente atendido em Unidade de Emerg&#234;ncia com queixa de cefal&#233;ia, que ele considera como de forte intensidade, associada &#224; eleva&#231;&#227;o da PA, &#233; tratado com analg&#233;sico. Na reavalia&#231;&#227;o, verifica-se redu&#231;&#227;o dos seus n&#237;veis tensionais e melhora da cefal&#233;ia, que agora refere-se como de leve intensidade. Neste caso, n&#227;o se pode negar o benef&#237;cio do tratamento recebido, mesmo n&#227;o se tendo conseguido a resolu&#231;&#227;o completa da sintomatologia. Um protocolo de avalia&#231;&#227;o pormenorizada da intensidade de tais queixas &#224; admiss&#227;o e sua evolu&#231;&#227;o ap&#243;s o tratamento, em que pese a subjetividade presente nesta avalia&#231;&#227;o, talvez fosse capaz de detectar alguma diferen&#231;a a favor do grupo tratado com medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica.</p>
    <p>Entre os indiv&#237;duos que tornaram-se assintom&#225;ticos, por&#233;m, a PA permaneceu elevada, tamb&#233;m n&#227;o se verificou diferen&#231;a estatisticamente significante entre os grupos de tratamento institu&#237;do. Identifica-se aqui um grupo em que o diagn&#243;stico de pseudocrise hipertensiva &#233; menos prov&#225;vel e uma abordagem direcionada &#224; queixa, embora tenha produzido efeitos ben&#233;ficos em deixar o paciente assintom&#225;tico, n&#227;o reduziu os n&#237;veis tensionais. Nestes pacientes, uma avalia&#231;&#227;o ambulatorial mais detalhada, procurando identificar os poss&#237;veis mecanismos fisiopatol&#243;gicos envolvidos na eleva&#231;&#227;o da PA, poderia direcionar melhor o tratamento anti-hipertensivo.</p>
    <p>Nos indiv&#237;duos que n&#227;o obtiveram melhora dos sintomas nem redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis tensionais, a propor&#231;&#227;o dos que receberam medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva n&#227;o diferiu dos que receberam medica&#231;&#227;o sintom&#225;tica. As explica&#231;&#245;es fornecidas acima, da mesma forma, poderiam se aplicar &#224; an&#225;lise individualizada de cada caso de n&#227;o alta neste &#250;ltimo grupo.</p>
    <p>Os resultados do presente estudo apontam para a necessidade de uma maior valoriza&#231;&#227;o dos sintomas apresentados pelos pacientes que s&#227;o atendidos com PA elevada em Unidades de Emerg&#234;ncia. A aten&#231;&#227;o aos mesmos, al&#233;m de proporcionar um atendimento mais humanizado dos pacientes, produz resultados objetivos tamb&#233;m satisfat&#243;rios. Isso implica conscientizar a popula&#231;&#227;o m&#233;dica acerca da diferen&#231;a entre crise hipertensiva e aquelas situa&#231;&#245;es onde a eleva&#231;&#227;o da PA poderia ser uma conseq&#252;&#234;ncia dos sintomas apresentados pelos pacientes.</p>
    <p>Futuros ensaios cl&#237;nicos poder&#227;o revelar que essa abordagem ao paciente hipertenso tamb&#233;m pode reduzir os custos do atendimento, os efeitos colaterais causados pelo uso dos anti-hipertensivos e melhorar a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente no Setor de Emerg&#234;ncia.</p>
    <p>
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        <label>
          <bold>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Sandro Gon&#231;alves de Lima </p>
        <p> Rua Andr&#233; Cavalcanti, 45/1702 </p>
        <p> 52060-090 - Recife, PE </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="sandrolima@cardiol.br">sandrolima@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido em 21/08/2003 </p>
    <p> Aceito em 9/02/2005</p>
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          <article-title>Comparison of sublingual captopril and nifedipine in immediate treatment of hypertensive emergencies</article-title>
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          <article-title>Doxazosin and captopril in mildly hypercholesterolemic hypertensive patients: The doxazosin-captopril in hypercholesterolemic hypertensives study</article-title>
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          <article-title>O captopril na hipertens&#227;o arterial leve a moderada resistente ao tratamento com diur&#233;tico: Um estudo multic&#234;ntrico</article-title>
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          <article-title>Low-dose captopril in mild to moderate geriatric hypertension</article-title>
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          <article-title>Angiotensin converting enzyme inhibitors as initial monotherapy in severe hypertension: Quinapril and captopril</article-title>
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          <subject>Original Article</subject>
        </subj-group>
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        <article-title xml:lang="en">Systemic hypertension at emergency units: the use of symptomatic drugs as choice for management</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: Compare the therapeutic response of symptomatic, hypertensive patients to symptomatic medication or anti-hypertensive drugs at the Emergency Unit. METHODS: A randomized, blind clinical trial involving 100 (one hundred) patients assisted at the Cardiology Emergency Unit at Oswaldo Cruz University Hospital (HUOC). All patients reported symptoms associated to systolic pressure (SBP) between 180 and 200 mmHg and/or diastolic pressure (DBP) between 110 and 120 mmHg. Patients were randomized for treatment with symptomatic (dipirone or diazepan) or anti-hipertensive drug (captopril). Those reporting any associated clinical condition and in need of immediate treatment at the Emergency Unit were excluded from the study. Patients reporting no symptoms, and systolic pressure reduced to levels under 180 mmHg and diastolic pressure under 110 mmHg after the 90-minute period were considered as having met discharge criteria. RESULTS: Mean age of population studied was 54.4 years old, most commonly females. Patients were chronic hypertensive, on irregular pharmacological treatment, with low compliance to non-pharmacologic actions, and classified as overweight and obese grade I. Headache, type D (non-angina) chest pain, and dyspnea were the most frequent complaints. The number of patients treated with symptomatic drug who reached discharge criteria was similar to that of patients treated with anti-hypertensive (p=0.165). No association was found between previous high blood pressure (HBP) diagnosis (p=0.192), pharmacological treatment (p=0.687), and non-pharmacological treatment and discharge criteria. CONCLUSION: Blood pressure (BP) was reduced below levels for discharge criteria for a (non-significant) higher rate of patients treated with symptomatic drug, who were turned into asymptomatic after the observation period.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>hypertension crisis</kwd>
        <kwd>symptomatic drugs</kwd>
        <kwd>systemic hypertension</kwd>
        <kwd>emergency treatment</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Systemic hypertension at emergency units. The use of symptomatic drugs as choice for management</p>
      <p>
        <bold>Sandro Gon&#231;alves de Lima; Luciana Sim&#245;es do Nascimento; C&#226;ndido Nobre dos Santos Filho; Maria de F&#225;tima P. Milit&#227;o de Albuquerque; Edgar Guimar&#227;es Victor</bold>
      </p>
      <p>Hospital Universit&#225;rio Oswaldo Cruz - Recife, PE- Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back10-body2">Correspondence</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>Compare the therapeutic response of symptomatic, hypertensive patients to symptomatic medication or anti-hypertensive drugs at the Emergency Unit.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>A randomized, blind clinical trial involving 100 (one hundred) patients assisted at the Cardiology Emergency Unit at Oswaldo Cruz University Hospital (HUOC). All patients reported symptoms associated to systolic pressure (SBP) between 180 and 200 mmHg and/or diastolic pressure (DBP) between 110 and 120 mmHg. Patients were randomized for treatment with symptomatic (dipirone or diazepan) or anti-hipertensive drug (captopril). Those reporting any associated clinical condition and in need of immediate treatment at the Emergency Unit were excluded from the study. Patients reporting no symptoms, and systolic pressure reduced to levels under 180 mmHg and diastolic pressure under 110 mmHg after the 90-minute period were considered as having met discharge criteria.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>Mean age of population studied was 54.4 years old, most commonly females. Patients were chronic hypertensive, on irregular pharmacological treatment, with low compliance to non-pharmacologic actions, and classified as overweight and obese grade I. Headache, type D (non-angina) chest pain, and dyspnea were the most frequent complaints. The number of patients treated with symptomatic drug who reached discharge criteria was similar to that of patients treated with anti-hypertensive (p=0.165). No association was found between previous high blood pressure (HBP) diagnosis (p=0.192), pharmacological treatment (p=0.687), and non-pharmacological treatment and discharge criteria.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Blood pressure (BP) was reduced below levels for discharge criteria for a (non-significant) higher rate of patients treated with symptomatic drug, who were turned into asymptomatic after the observation period.</p>
      <p><bold>Keywords: </bold>hypertension crisis, symptomatic drugs, systemic hypertension, emergency treatment</p>
      <p>In Brazil, 15% to 20% of urban adult population is estimated to be affected by high blood pressure (HBP)<sup>1,2</sup>. Data on hypertension crisis (HC) range from 1% to 27%<sup>3-12</sup>. Most centers do not count on specific standard dignosis procedures for hypertension crisis<sup>13,14</sup>. It is assumed that at quite many circumstances, blood pressure increase during emergency assistance may be misclassified as hypertension crisis<sup>3</sup>.</p>
      <p>Symptoms have not taken up much relevance in the management of hypertensive patients. Some reports describe situations when treatment is established by taking into consideration hypertension levels only. For patients who report neither evidence of fast deterioration of target organs nor immediate life risk when facing a triggering event &#150; such as pain or emotional stress &#150; blood pressure increase has been called hypertension pseudo-crisis <sup>11-13</sup>. Generally speaking, those are mild to moderate, non-controlled, and/or non-compliant hypertensive patients. That definition makes it clear that blood pressure increase is a result, rather than a cause, of symptom referred by patient. Treating the cause (symptom), in those cases, will result in significant reduction &#150; or even normalization &#150; of blood pressure levels. Resuming chronic management is the most appropriate conduct. There is no evidence that acute blood pressure reduction, in those cases, is benefic<sup>11,15,16</sup>. Therapeutics focusing blood pressure levels as a priority &#150; for those situations &#150; may bring more risks than benefits.</p>
      <p>Most individuals who are not under potential life risk, or under target organ acute injury risk, also report non-specific symptoms such as headache, tinnitus, epistaxis, dizziness, dyspnea, palpitations, chest discomfort, numbness, shivering, or even no complaint at all. Many of the symptoms &#150; thought to be caused by blood pressure increase &#150; have been identified as misguiding factors in epidemiological studies. In hypertensive patients under pharmacological management those symptoms are more consistently associated to psychological factors rather than blood pressure levels or treatment being used<sup>17</sup>. Among those symptoms, headache stands out as the most frequent<sup>4,5,14,17,18-22</sup> and the one alledgely most commonly associated to HBP<sup>23</sup>. Both for patients and many doctors, blood pressure increase would be the cause of a headache. It is not always possible to outline the symptoms that are secundary to blood pressure increase. They may at times actually be the cause, and therefore, are prioritized in the therapeutical approach<sup>14</sup>. Headache &#150; especially severe headache &#150; may trigger non-specific sympathetic nervous system activation, resulting in blood pressure increase<sup>23-25</sup>.</p>
      <p>Literature has not yet provided data on the comparison between an anti-hypertensive management approach &#150; whose therapeutic target is blood pressure level &#150; and a symptomatic drug-based management approach focusing major complaint, which actually led patient to look for Emergency assistance. While the latter assumes that symptoms may have caused blood pressure increase &#150; and therefore that is the focus for assistance &#150; the former works on the hypothesis that symptoms are caused by blood pressure increase.</p>
      <p>It should be pointed out that, although not common, the anti-hypertensive management practiced at the Emergency Unit may, at times, result in disastrous consequences due to inappropriate blood pressure decrease. Therefore, careful patient monitoring is a must. That, in its turn, involves additional costs for equipment and drugs, as well as operational and human costs. The advantages of complaint-focused therapeutics are not restricted to the reduction of anti-hypertensive undesireble effects or therapy cost only, but also to the possibility of making available the sort of management through which patient and patient's symptoms are at the very focus of attention, rather than figures that stand for blood pressure levels.</p>
      <p>This paper compared the therapeutic response of Emergency Unit symptomatic hypertensive patients to symptomatic or anti-hypertensive drug management.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This randomized, blind clinical trial studied one hundred (100) patients reporting symptoms associated to blood pressure increase from May, 2001 through to October, 2002, assisted at the Cardiology Emergency Unit at Oswaldo Cruz University Hospital. The study was approved by the hospital Research Ethics Committee. Patients were informed on research guidelines and signed a consent form.</p>
      <p>Patients reporting DBP between 110 and 120 mmHg pressure and/or SBP between 180 to 200 mmHg pressure that looked for assistance at the Emergency Unit and reporting the symptoms that follow were included in the study: headache, dyspnea, type D chest pain (non-angina)<sup>26</sup>, numbness, palpitations, dizziness and shivering.</p>
      <p>Those who included the complaint of dizziness associated to cerebrovascular changes or acute labirynthopathies, chest pain suggesting myocardial ischemia, or acute ischemial evidence in the 12-lead ECG &#150; infra or supra unlevelling of segment ST higher than 1 mm and/or negative, symmetric, increased amplitude of the T wave, palpitations associated to pace changes detected by auscultation or confirmed by ECG (different, not regular sinusal rhythm) or dyspnea resulting from pulmonary congestion, were excluded from the study. Those who reported any other condition requiring Emergency Unit treatement, such as: acute myocardial infarction (AMI); acute lung edema; heart arrythmia; bronchial asthma; chest angina; left ventricular failure etc, were also excluded, since symptoms reported could have been associated to those conditions and some of the drugs used for corresponding management could interfere over blood pressure.</p>
      <p>Patients on symptomatic drugs management focusing the complaint that led them to Emergency Unit assistance were included in the group called Symptomatic Group. Patients reporting headache or type D (non-angina) chest pain were then administered oral dipirone (500 mg); patients reporting palpitations, dyspnea, dizziness, shivering or numbness were administered oral diazepan (5 mg). The second group &#150; named Anti-Hypertensive Group &#150; was administered oral captopril &#150; one single, 25 mg dose.</p>
      <p>Sample size was calculated as follows:</p>
      <p>2n=4p(1-p)(Za+Zb)<sup>2</sup>/d<sup>2</sup></p>
      <p>where (p) is the ratio for favorable results from standard treatment =90%; (d) the difference between results ratio among treatment groups =0.15; (a) type I error =0.05; and (b) type II error =0.20. So, sample calculation result was 164 patients (84 in each treatment group).</p>
      <p>Alternate randomization process was used, where the first patient assisted was allocated in the anti-hypertensive group; the second, in the symptomatic group, and so on. Patients were the only ones not aware of intervention allocation.</p>
      <p>Patient discharge was considered as closing. Patients switching to asymptomatic status, and reporting diastolic pressure reduced to levels under 110 mmHg and diastolic pressure under 180 mmHg after the 90-minute observation period were considered as having reached criteria to be discharged. Those who did not manage to meet such criteria would return to emergency assistance to be conducted by on-duty doctor off study protocol.</p>
      <p>Potential misguiding factors were also analyzed, such as: previous diagnosis, pharmacological and non-pharmacological management of HBP.</p>
      <p>Patients were assisted by Emergency Unit on-duty doctor at a first moment. Once study inclusion criteria were met, patients were referred to one of the professionals in charge of data collection. Blood pressure was taken again, then through mercury column sphigmomanometer &#150; previously calibrated and research exclusive - to confirm values previously detected. Patient's arm diameter and tensiometer cuff were taken into account. Mean blood pressure (MBP) was measured as follows: MBP=SBP+(2xDBP)/3<sup>13</sup>. Blood pressure (BP) values used in this research were those of the second measure. Patients were then referred to an exclusive room &#150; calm, air conditioned, in the facility next to Emergency Unit &#150; where they were kept all through assistance up to exiting study protocol. Patients could choose to have a family member or accompanying person with. Reassessements were carried out every 30 minutes for a total observation time of ninety (90) minutes. During that time, BP and heart rate (HR) were measured. The improvement of complaints reported at admission, the detection of new symptoms, and possible side effects associated to drug administration were evaluated.</p>
      <p>In the meantime, a questionnaire with data collection involving previous diagnosis and family history of HBP, pharmacological and non-pharmacological treatment for HBP and compliance was applied to patients.</p>
      <p>For the purpose of this research, compliance to pharmacological treatment of HBP was understood to be represented by individuals on daily medication for high blood pressure who had taken it on day of assistance and within 24 hours preceding assistance. As for non-pharmacological treatment of HBP, study focus was on regular physical exercise. For the purpose of the present study, that was understood to be equal to or more frequent than three times a week, associated to salt-restricted diet, low-calorie diet, and non-smoking habits. Information on primary complaint that led to assistance, as well as data on gender, body weight, height, age and ethnic group were also collected.</p>
      <p>Medications were administered while still at Emergency Unit room by researchers themselves. Through the use of auscultatory technique indirect measure<sup>1,27</sup>, Korotkoff<sup>27</sup> phase I was used to determine SBP/phase V was used to determine DBP. All patients had physical examination and 12-lead ECG done, with the purpose of detecting exclusion conditions as described previously.</p>
      <p>Data descriptive analysis was carried out through mean and standard deviation for continuous variables, and through frequency and relative frequency (%) for categoric variables. The comparison between variables frequencies in the two groups of patients was carried out through chi-square test or Fisher-Freeman-Halton exact test for categoric variables, and through t Student test when variables were continuous. The comparison of groups treated with symptomatic and anti-hypertensive medication involved point estimates and interval estimates for ratio between discharge rates in the two groups (relative risk). Confidence level for interval estimate was 95%, and significance level for all tests was 5%.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Patient's age range varied from 21 (youngest) to 91 (oldest), with mean and median at 54.4 and 53 years old respectively (SD=13.9 years old). Sixty-six patients were females. As for ethnic groups, 75% were classified as non-whites. Body mass index (BMI) ranged from 18.6 and 44.3 kg/m<sup>2</sup>, with mean at 29.0 kg/m<sup>2</sup> (SD=5.3 kg/m<sup>2</sup>). Sixty-two patients reported overweight and obesity level grade I. Ninety-one patients had previous hypertension diagnosis. From those, seventy-one (78%) were on anti-hypertensive medication.</p>
      <p>Mean values for SBP, DBP and MBP of population under study on admission were 186.4; 107.2 and 133.6 mmHg. No statistically significant differences were reported between blood pressure levels of individuals with or without HBP diagnosis and those on anti-hypertensive drugs or not (<xref ref-type="table" rid="en_25314t1-body2">table I</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_25314t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Primary symptom referred to was headache (35%). Precordial pain &#150; classified as type D (non-angina), was reported by 21% of patients under study, followed by dyspnea (16%), and dizziness 14% (<xref ref-type="fig" rid="fig1-body2">fig. 1</xref>).</p>
      <fig id="fig1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_25314t2-body2">Tables II</xref> and <xref ref-type="undefined" rid="en_25314t3-body2">III</xref> compare data on both treatment groups in regard to demographic and biological, and clinical and therapeutic variables. Only pharmacological treatment compliance reported statistically significant difference between the two groups.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_25314t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <undefined id="en_25314t3-body2">
          <inline-graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/pWwS6N8h7ttTjP7rWHBLmcf/886ffb99aaefb707ceb7ebc83e090768c611d9d2.gif"/>
        </undefined>
      </p>
      <p>Discharge criteria were met by 58.8% (30/51) of patients treated with anti-hypertensive medication (<xref ref-type="table" rid="tab4-body2">table IV</xref>). Ratio-proportion (RP) for discharge between the symptomatic treatment group and the anti-hypertensive group was 1.31 (95% CI: 0.89 to 1.93). That interval shows that 1, that is, the unit, was a possibility for treatment success ratio-proportion, thus meaning that the assumption that discharge rate was identical in the two treatment groups could not be rejected at 5% level. Result from chi-square test shows that such assumption could not be rejected at any significance level lower than 16.5% (p=0.165).</p>
      <table-wrap id="tab4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Previous pharmacological treatment compliance reported statistically significant difference between the two groups (<xref ref-type="undefined" rid="en_25314t3-body2">table III</xref>), although no statistically significant association was shown between that variable and discharge criteria (p=0,466; <xref ref-type="table" rid="tab5-body2">table V</xref>). Therefore, compliance to pharmacological treatment is not a misguiding factor for the purpose of discharge criteria. Therefore, no re-evaluation of the effect of symptom medication and anti-hypertensive medication to measure pharmacological treatment compliance control was necessary.</p>
      <table-wrap id="tab5-body2">
        <label>Table VI</label>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>At admission, compliant patients reported the following mean values, respectively: SBP, DBP and MBP 187.5; 103.8 and 131.7 mmHg. Non-compliant patients reported mean blood pressure as follows: 189.0 mmHg, 106.4 mmHg and 134.0 mmHg, respectively. No statistically significant difference was shown for BP levels between the two groups of patients (p=0.76; p=0.63 and p=0.56 respectively).</p>
      <table-wrap id="tab6-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Forty-eight per cent of patients met discharge criteria within 30 minutes under observation, 36.5% within 60 minutes, and 19.2% within total observation time of 90 minutes. Mean time from study inclusion and discharge was 52.5 minutes. In the group treated with captopril mean time was 54.6 minutes, and in the group treated with symptomatic medication it was 51 minutes. There is no statistically significant difference between the two time means (p=0.59).</p>
      <p>Symptoms persistance as reported at admission was the primary reason 48% of patients did not reach discharge criteria as established. That was the case for 24 (50%) patients. BP was kept high in 15 (31.3%) patients. In 9 (18.8%) patients neither BP decrease nor symptom improvement was reported. Reasons that prevented discharge criteria to be met in the two treatment groups can be found in <xref ref-type="table" rid="tab7-body2">Table VII</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab7-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-85-02-0115-00008-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Lowest BP levels for study inclusion were 110 and 180 mmHg for DBP and SBP, respectively, the reason being that patient medication has most frequently been administered at those levels at Emergency Units. Highest values for DBP and SBP were set at 120 and 200 mmHg, respectively, since it is widely accepted that levels above those significantly increase the risk of acute complications associated to HBP<sup>8</sup>.</p>
      <p>Choice was made for the administration of an analgesic or an anxyolitic to limit the number of therapeutic agents, as well as for the fact that those drugs are usually used to fight symptoms adopted as criteria for treatment at Emergency Units. Captopril is seen as the safest non-parenteral drug for occurrences when BP increase is associated to target organ acute injury<sup>13,28,29</sup>, with faster onset action among all ACE inhibitors<sup>29</sup>. Nifedipine &#150; most commonly used drug for hypertensive crises &#150; has recently been target of severe criticism, and its use has been discouraged<sup>3,8,10,13,19,28,30,31</sup>.</p>
      <p>Symptoms were limited to those recorded in inclusion criteria, since those were the ones most frequently reported in the pilot study the authors carried out in the past<sup>21</sup>, as in other studies, where headache, dizziness, chest pain, palpitations and dyspnea &#150; among others &#150; are pointed out as the most frequent<sup>4,5,14,18,19-21</sup>. Based on results as presented, patients reporting increased BP and other symptoms rather than the ones in the present study would probably benefit from an approach in which symptoms would also be considered when making therapeutic choices.</p>
      <p>When target organ is not acutely injured, the recommended approach is to reduce SBP down to 160 to 180 mmHg, and DBP down to 100 to 110 mmHg<sup>8,24,30,32,33</sup>. SBP&lt;180 mmHg and DBP&lt; 110 mmHg levels were taken as discharge criteria - provided the patient were asymptomatic - since under such condition the risk for acute complications is reduced, and the adjustment of chronic use medication &#150; associated to guidance on the relevance of treatment compliance and BP control &#150; seen as the most appropriate approach<sup>11,15</sup>.</p>
      <p>Problems related to sample size are not uncommon when equivalence studies are analyzed in literature<sup>34</sup>. Wide samples are known to be required for minor differences between two treatments to be detected<sup>35</sup>. The present study had the objective to compare the equivalence between symptomatic and anti-hypertensive treatments while reducing BP levels and turning patients into asymptomatic. The study was based on a 100-patient sample. Although study sample was smaller than the one used for calculation, choice was made to interrupt data collection based on results found.</p>
      <p>Based on sample used, a 13.9% difference was detected between the individuals that reached discharge criteria in the symptomatic medication group and in the captopril group. Such difference was not statistically significant, since d value (difference between results ratio in treatment groups) previously adopted was 15%. The comparison between an anti-hypertensive drug and other drugs that do not include that property led authors to assume the possibility of some difference between treatments used that would be favorable to the group administered standard treatment as usually carried out at Emergency Units - captopril. The reason for data collection interruption at a given number of patients was based on the fact that the difference found was favorable to the group treated with symptomatic medication. The present study did not use Ethics Committees (EC). The reason was that study closings under study were not commonly the responsibility of this sort of committees, as for instance: fatal and non-fatal infarction, death, etc. However, based on results found, the recommendation for early interruption might have been made by such committees, should they have been resorted to.</p>
      <p>The likeability of a bias &#150; since researcher was not "blind" in the data collection stage &#150; was minimized by strict compliance to study protocol in regard to drug administration regimen, as well as by the fact that the researcher would never have no information on the kind of patient that would look for assistance at an Emergency Unit, or on patient's clinical condition or time of visit.</p>
      <p>Mean age (54.4 years old) found for population under study is consistent with most data found in literature, where age range is 50 to 54 years of age<sup>5,20,21,33,36</sup>.</p>
      <p>BP control evaluation studies have shown that women seem to be more aware of their condition. Therefore, thee are more treatment compliant<sup>17,37</sup>. Women have also been found to report a wider range of complaints when data on chronic, hypertensive patients lifestyle is being assessed<sup>38</sup>. Higher prevalence of women in data collected may be partially explained by those very reasons. Literature data on HBP prevalence do not agree in regard to gender. Some studies report prevalence for females and males; others report similar prevalence for both after 60 years of age, or discreet prevalence among women<sup>4,18,23,36,39,40</sup>.</p>
      <p>Literature reports HBP prevalence among black population, although in Brazil the ratio between black and white population was shown to be lower than the one reported for the United States<sup>36</sup>. Although the focus was not to subdivide patients into different ethnic groups - due to the difficulties that would be posed from Brazil's high miscinegation &#150; prevalence showed to be among patients classified as non-white (75%).</p>
      <p>Brazil data point out that obesity prevalence has increased in all socioeconomic layers, both for males and females. Obesity prevalence among hypertensive is considerably higher when compared to normotensives<sup>41</sup>. Having that in mind, average BMI (29 kg/m<sup>2</sup>), as well as ratio of individuals classified as overweight and obese grade I in the population under study, seems to be in agreement with data referred in the literature<sup>37</sup>.</p>
      <p>As referred to by literature, most patients (91%) were aware of previous HBP diagnosis<sup>4,8,11,21,42</sup>.</p>
      <p>DBP and MBP were shown to be significantly higher among individuals with previous HBP diagnosis. Patients who are aware of their diagnosis, of their BP levels and of HBP complications (retinopathy and papiledema) have shown to more commonly report symptoms such as headache when their BP is increased<sup>22,25,43</sup>. That reinforces the relevance of such awareness when symptoms surface. The assumption that HBP diagnosis could influence BP additional increase at the moment of any discomfort that would have led to the Emergency Unit may explain such data. On the other hand, it is well known that blood pressure level control is still far from desired status among hypertensive patients<sup>9,37,38,44-47</sup>, which in itself may partially contribute to explain study findings.</p>
      <p>A significant number of hypertensive patients under study was on pharmacological treatment (78%). Literature has also reported that most hypertensive patients assisted at Emergency Units with HC diagnosis are chronic hypertensive on anti-hypertensive therapy, although poorly controlled<sup>8,21</sup>. Prior do admission BP levels did not differ among hypertensives on regular anti-hypertensive drugs and those off drugs. Again, improper control of BP in hypertensive population - either for lack of dose adjustment or due to treatment compliance problems - may explain the lack of difference.</p>
      <p>The most prevalent symptom in the present study &#150; headache &#150; has also been reported by many studies in the literature<sup>4,5,14,18,19-22</sup>. However, recent publications have tried to dissociate the symptom as being secondary to BP increase<sup>23,25,43</sup>. In the opinion of some authors, the association &#150; already quite established - between headache and hypertensive encephalopathy and feochromocitome &#150; must not be taken as evidence that headache is usually caused by simultaneous BP increase in mild to moderate HBP patients<sup>25</sup>. Other symptoms &#150; such as chest pain, numbness, shivering, palpitations, and dizziness &#150; have been described in literature as associated both to anxiety and HC conditions. Research with non-treated hypertensive patients has shown that increased frequency of subjective symptoms has been associated to BP increase. Such findings have also been reported by treated hypertensive patients, for whom DBP reduction was shown to be associated to increased well-being<sup>38</sup>.</p>
      <p>Both treatment groups reported similar characteristics when compared &#150; as recommended when a clinical trial is carried out &#150; except for previously established pharmacological treatment. However, results were not influenced by compliance, which is to say, no association was reported between compliance and discharge criteria. Patients who look for assistance at na Emergency Unit with increased BP symptoms may have skipped medication on previous day or on that very day. Medication interruption certainly interferes in BP control. Therefore, individual treatment approach is key, since resuming treatment is the best decision in such cases. The same cannot be said for hypertensives who regularly use medication, or for those without previously diagnosed hypertension. For that very reason, the definition adopted by the authors for pharmacological treatment compliance, while trying to find the explanation that leads increased BP patient to assistance, was the use of anti-hypertensive &#150; in the last 48 hours of Emergency Unit assistance as well. Therefore, only 53.5% of patients were classified as treatment compliant. Among those, a higher number was found in the groups assigned to be administered captopril (55.6%). No statistically significant difference was found for BP levels at admission, though, for individuals considered as compliant and non-compliant. Treatment compliance does not necessarily result in BP level control, as pointed out earlier. Other factors may be involved, such as proper dosing regimen, with the purpose of maximizing response and clinical control.</p>
      <p>Mean of individuals reaching discharge criteria &#150; in the symptomatic medication group &#150; was 58.8%. In the captopril group, mean was 44.9%. As mean differences were not statistically significant (p=0.16), equivalence of effect could be assumed for the treatments. Efficacy ratio in regard to BP reduction &#150; as reported in literature &#150; for captopril are heterogeneous as a result of criteria adopted to define treatment success, ranging from 42% to 90%<sup>48-55</sup>. It is important to point out that most of the trials were carried out to evaluate the efficacy of captopril for the chronic treatment of HBP (outpatient units), in addition to no data availability on symptoms for discharge criteria. Data available are on BP levels only. Mansur and collaborators.<sup>5</sup> have shown that SBP and DBP percentual reduction with diazepan to be between de 10.1 and 7.7%, respectively, when comparing that drug to nifedipine, propranolol and nifedipine and propranolol combination. In the pilot study carried out by the authors<sup>21</sup>, no statistically significant difference was reported for BP after 45 minutes either when symptomatic and anti-hypertensive drugs were administered, or in the percentage of patients that met discharge criteria. In both studies, discharge criteria did not include improvements of symptoms reported at admission.</p>
      <p>When analyzing assistance to increased BP patients at the Emergency Unit it was found that anti-hypertensive management was the preference approach when DBP level was above 110 mmHg, even for asymptomatic patients. The same was not true for patients reporting increased DBP, although under 110 mmHg. For such cases, concern was lower towards BP levels, and closer attention was given to symptoms in regard to treatment<sup>20</sup>. No progress was found for the population under study as compared to admission at first re-evaluation point in time &#150; 71.7% of patients<sup>20</sup>. Another retrospective study<sup>14</sup> showed that increased BP patients had distinctive treatment when assisted at the Cardiology Outpatient Unit or at the Emergency Unit. It was also found that BP levels were the parameter used for prescription at the Emergency Unit, whereas no patient assisted at the Outpatient Unit was administered any medication. That led the authors to the conclusion that a significant number of the medical community is unaware of HC and its implications.</p>
      <p>The present study did not aim &#150; as mentioned earlier &#150; at comparing the efficacy of treatments used to reduce BP levels in regard to levels reached by each group at the end of the observation period, since an anti-hypertensive drug was compared to other drugs without those properties. As for pressure levels, the objective was &#150; for both groups &#150; to reduce levels under those considered as posing risk to patients. Those results suggest that the shift in focus &#150; from figures, isolatedly, to improvement of symptoms associated to BP levels, which, although high, are off risk range - may produce satisfactory results with additional benefits, as pointed out earlier.</p>
      <p>The likelihood or biased results &#150; due to the fact that a higher number of individuals classified as compliant were randomized to the captopril group &#150; might be based on the assumption that being compliant to previsously established pharmacological treatment, the absence of response to treatment administered at Emergency Unit results from the fact that those individuals are more severely hypertensive. However, the comparison between BP levels at admission in compliant and non-compliant individuals does not support such assumption, and therefore discards the likelihood of a bias. No statistically significant difference was found among individuals who were either compliant or non-compliant to chronic treatment of HBP either, in regard to meeting discharge criteria.</p>
      <p>As for reaching discharge criteria, a similar number of individuals was reported for individuals with and without previous hypertension. The same was true for patients on or off Pharmacological treatment of HBP. Those data favor the argument that although information regarding previous HBP diagnosis, treatment and compliance are important &#150; and therefore one should also take the opportunity for Emergency Unit assistance to emphasize the need for BP proper control &#150; they do not seem to play a key role as determinants of BP increase at the Emergency Unit scenario. The analysis of the reasons and symptoms that lead patients to look for Emergency Unit assistance may provide more relevant information in regard to approach design.</p>
      <p>Likewise, the lack of an association between non-pharmacological procedures when treating hypertension and fulfilling the discharge criteria may be justified. As referred to earlier, all those co-factors under analysis are recognizedly important in the evaluation and assessment of chronic treatment of HBP Considering those are measures that influence BP control in the mid and long term, they are of little impact on management at Emergency Units.</p>
      <p>Most patients were discharged within 30 minutes of observation. Mean staying time at Emergency Unit was 52.5 minutes. No time difference was reported between the two groups. Such data suggest that, in both groups, in addition to the placebo effect, resting time at a calm setting out of the emergency room may explain higher incidence of discharge within 30 minutes, since captopril action onset varies from 15 to 30 minutes<sup>3,13,56</sup>, and peak plasma concentration for the drugs used in the symptomatic group, from 30 minutes to 2 hours<sup>17</sup>.</p>
      <p>Among patients who were not discharged 50% kept the same symptoms as reported at admission, although BP had been lowered below pre-established levels. The number of patients reporting such status &#150; having been treated with captopril &#150; was similar to that of those who were administered symptomatic medication. The severity of symptoms and severity reduction level after treatment were not objects of the present study. Only the presence or absence of symptoms was investigated. Let us assume that a patient assisted at an Emergency Unit with a complaint of headache &#150; he(she) considers severe &#150; associated to BP increase received analgesic as treatment. At the re-assessment stage BP level is lower and headache has improved - now referred to as mild. The benefit of treatment administered is undeniable, even if symptoms have not ben fully eliminated. A detailed assessment protocol of such complaints at admission and progress after treatment &#150; despite subjectivity in such assessment &#150; may succeed in detecting some difference in favor of the group treated with symptomatic medication.</p>
      <p>Among the individuals turned into asymptomatic, though, BP was kept increased. No statistically significant difference was reported between the groups. Here, group is identified where the diagnosis of pseudo hypertensive crisis is less likely, and a complaint-focused approach - although having succeeded in turning the patient asymptomatic - did not reduce BP levels. For those patients, a more detailed assessment at the outpatient unit, trying to identify the possible pathophysiologic mechanisms involved in BP increase, may give better guidance to the management of hypertension.</p>
      <p>No difference was reported between the individuals who were administered anti-hypertensive or symptomatic medication for those who did not report improvement of symptoms or BP level reduction. The explanation provided could be applied to individual analysis of each patient who was not discharged in the latter group.</p>
      <p>Results from the present study point towards the need for higher attention to symptoms referred by high BP patients assisted at Emergency Units. In addition to giving more humane assistance to patients, such attention will produce satisfactory, objective results. That implies making the medical community aware of the difference between hypertensive crises and those occurrences when BP increase could result from patients' symptoms.</p>
      <p>Future clinical trials may disclose that this approach for hypertensive patient treatment may also reduce assistance costs and the side effets resulting from hypertensive administration, as well as improve doctor-patient interaction at Emergency Units.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back10-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondence to</bold>
          </label>
          <p> Sandro Gon&#231;alves de Lima</p>
          <p> Rua Andr&#233; Cavalcanti, 45/1702</p>
          <p> 52060-090 - Recife, PE - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="sandrolima@cardiol.br">sandrolima@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received for publication on 8/21/2003</p>
      <p> Accepted on 2/09/2005</p>
      <p>English version by Regina Alfarano</p>
    </body>
  </sub-article>
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