<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">8ZRhsTW7xwBSgBjkXpMkbrg</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2005000400010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(05)08400410</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005000400010</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Perfil nutricional e lip&#237;dico de mulheres na p&#243;s-menopausa com doen&#231;a arterial coronariana</article-title>
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            <surname>Oliveira</surname>
            <given-names>Aparecida de</given-names>
          </name>
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            <surname>Mancini Filho</surname>
            <given-names>Jorge</given-names>
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          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
      <volume>84</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>325</fpage>
      <lpage>329</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>13</day>
          <month>08</month>
          <year>2004</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>31</day>
          <month>03</month>
          <year>2004</year>
        </date>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional e perfil lip&#237;dico de mulheres na p&#243;s-menopausa com doen&#231;a arterial coronariana. M&#201;TODOS: Estudo transversal retrospectivo de dados obtidos do prontu&#225;rio m&#233;dico de 217 mulheres, na ocasi&#227;o da 1&#186; consulta no Ambulat&#243;rio de Nutri&#231;&#227;o do InCor, referentes ao estado nutricional, pelo &#237;ndice de massa corp&#243;rea, uso de medicamentos hipolipemiantes e l&#237;pides plasm&#225;ticos (colesterol e fra&#231;&#245;es). RESULTADOS: A m&#233;dia de idade foi 60,98 &#177; 9,23 anos com preval&#234;ncia de obesidade em 56%. O uso de medicamentos hipolipemiantes foi observado em 73% da popula&#231;&#227;o. Quanto ao perfil lip&#237;dico, 56% apresentavam n&#237;veis plasm&#225;ticos adequados de HDL-c. O estado nutricional esteve inadequado devido &#224; preval&#234;ncia de obesidade, o que implica no surgimento de outras doen&#231;as cr&#244;nicas, como as dislipidemias. Embora n&#227;o se tenha verificado a dosagem utilizada, o emprego de hipolipemiantes pela popula&#231;&#227;o estudada n&#227;o pareceu ser favor&#225;vel, pois foram observados n&#237;veis elevados de colesterol total e LDL-c, que nessa condi&#231;&#227;o, encontram-se fortemente relacionados &#224; ocorr&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares. CONCLUS&#195;O: Faz-se necess&#225;ria a a&#231;&#227;o multidisciplinar em programas de Sa&#250;de da Mulher, abrangendo aspectos preventivos relacionados &#224; doen&#231;a arterial coronariana para, assim, melhorar a qualidade de vida nessa popula&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>dislipidemia</kwd>
        <kwd>menopausa</kwd>
        <kwd>doen&#231;a arterial coron&#225;ria</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>03</day>
        <month>05</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Perfil nutricional e lip&#237;dico de mulheres na p&#243;s-menopausa com doen&#231;a arterial coronariana </bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Aparecida de Oliveira; Jorge Mancini Filho</bold>
    </p>
    <p> S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas - FMUSP </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Avaliar o estado nutricional e perfil lip&#237;dico de mulheres na p&#243;s-menopausa com doen&#231;a arterial coronariana. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Estudo transversal retrospectivo de dados obtidos do prontu&#225;rio m&#233;dico de 217 mulheres, na ocasi&#227;o da 1&#186; consulta no Ambulat&#243;rio de Nutri&#231;&#227;o do InCor, referentes ao estado nutricional, pelo &#237;ndice de massa corp&#243;rea, uso de medicamentos hipolipemiantes e l&#237;pides plasm&#225;ticos (colesterol e fra&#231;&#245;es). </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>A m&#233;dia de idade foi 60,98 &#177; 9,23 anos com preval&#234;ncia de obesidade em 56%. O uso de medicamentos hipolipemiantes foi observado em 73% da popula&#231;&#227;o. Quanto ao perfil lip&#237;dico, 56% apresentavam n&#237;veis plasm&#225;ticos adequados de HDL-c. O estado nutricional esteve inadequado devido &#224; preval&#234;ncia de obesidade, o que implica no surgimento de outras doen&#231;as cr&#244;nicas, como as dislipidemias. Embora n&#227;o se tenha verificado a dosagem utilizada, o emprego de hipolipemiantes pela popula&#231;&#227;o estudada n&#227;o pareceu ser favor&#225;vel, pois foram observados n&#237;veis elevados de colesterol total e LDL-c, que nessa condi&#231;&#227;o, encontram-se fortemente relacionados &#224; ocorr&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Faz-se necess&#225;ria a a&#231;&#227;o multidisciplinar em programas de Sa&#250;de da Mulher, abrangendo aspectos preventivos relacionados &#224; doen&#231;a arterial coronariana para, assim, melhorar a qualidade de vida nessa popula&#231;&#227;o. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>dislipidemia, menopausa, doen&#231;a arterial coron&#225;ria</p>
    <p> Tem sido reconhecido, desde h&#225; muito, que algumas mulheres ao chegarem no climat&#233;rio, experimentam um estresse incomum e desconforto f&#237;sico. Atualmente, &#233; poss&#237;vel entender que essas "mudan&#231;as" marcam uma transforma&#231;&#227;o gradual, iniciada no climat&#233;rio, at&#233; o estado de hipoestrogenismo, acarretando implica&#231;&#245;es para o decorrer da vida<sup>1</sup>. </p>
    <p>A redu&#231;&#227;o estrog&#234;nica favorece o surgimento da obesidade central, a qual pode desencadear complica&#231;&#245;es metab&#243;licas, dentre as quais a dislipidemia<sup>2-5</sup>. </p>
    <p>Resultados do estudo de Framingham, de estudos em outras cidades americanas e tamb&#233;m em outros pa&#237;ses<sup>6-8,</sup>, demonstraram que os valores elevados da colesterolemia total e de LDL-c s&#227;o indicativos de risco para ocorr&#234;ncia de eventos cl&#237;nicos da doen&#231;a arterial coronariana<sup>9</sup>. </p>
    <p>A popula&#231;&#227;o em geral apresenta baixa freq&#252;&#234;ncia para a hipertriacilgliceridemia e, embora n&#227;o esteja suficientemente claro seu papel na g&#234;nese da placa ateroscler&#243;tica, &#233; freq&#252;ente a associa&#231;&#227;o desta altera&#231;&#227;o lip&#237;dica com aquelas ligadas &#224; doen&#231;a arterial coronariana, sobretudo na presen&#231;a de obesidade e de baixos valores de lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL-c)<sup>9</sup>. </p>
    <p>Estudos prospectivos apontaram rela&#231;&#227;o negativa entre os n&#237;veis plasm&#225;ticos de HDL-c, e risco coronariano, em ambos os sexos, potencializado quando h&#225; simultaneidade entre baixos valores de HDL-c e elevados n&#237;veis de LDL-c<sup>4,9,10</sup>. </p>
    <p>Tamb&#233;m t&#234;m-se observado que, apesar dos indiv&#237;duos com obesidade abdominal, freq&#252;entemente, apresentarem concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas normais, h&#225; aumento da propor&#231;&#227;o de part&#237;culas pequenas e densas, nesta situa&#231;&#227;o, que elevam o risco aterog&#234;nico nesses pacientes<sup>9-11</sup>. </p>
    <p>O objetivo deste estudo foi verificar os aspectos cl&#237;nicos, de mulheres na fase p&#243;s-menopausa com doen&#231;a arterial coronariana, relacionados ao estado nutricional e perfil lip&#237;dico, a fim de colher dados que permitam uma adequada interven&#231;&#227;o, contribuindo, dessa forma, para a preven&#231;&#227;o da doen&#231;a em mulheres nessa fase da vida. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O desenho do estudo foi transversal, com utiliza&#231;&#227;o de dados secund&#225;rios. A popula&#231;&#227;o de estudo foi selecionada entre todas as pacientes do sexo feminino, atendidas individualmente, entre janeiro/1997 e dezembro/2001, pela equipe de nutricionistas do ambulat&#243;rio de nutri&#231;&#227;o do Servi&#231;o de Nutri&#231;&#227;o e Diet&#233;tica do Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, por meio de rotina padronizada de atendimento estabelecida previamente pelo Servi&#231;o </p>
    <p>Foram inclu&#237;das no estudo mulheres, em primeira consulta com o nutricionista; com doen&#231;a arterial coronariana diagnosticada por cineangiocoronariografia (com obstru&#231;&#227;o &gt; 70%); com aus&#234;ncia de ciclos menstruais de, no m&#237;nimo, um ano; sem anterior revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio, e com disponibilidade dos dados necess&#225;rios &#224; pesquisa. </p>
    <p>Optou-se por avaliar o estado nutricional segundo o &#237;ndice de massa corp&#243;rea<sup>12-14</sup>, posteriormente &#224; obten&#231;&#227;o das medidas de peso e altura, utilizando os crit&#233;rios propostos pela WHO<sup>12</sup>. </p>
    <p>Verificou-se, no prontu&#225;rio m&#233;dico, o uso de hipolipemiantes mediante a indica&#231;&#227;o de estatinas, resinas de troca e fibratos, medicamentos utilizados na redu&#231;&#227;o de LDL-c, colesterol e triglicer&#237;deos end&#243;genos em adultos, respectivamente<sup>15</sup>. </p>
    <p>Foram obtidos, tamb&#233;m do prontu&#225;rio m&#233;dico, os valores de triglicer&#237;deos, colesterol total, HDL-c e LDL-c, imediatamente anterior &#224; data da primeira consulta com o nutricionista. </p>
    <p>As coletas e an&#225;lises laboratoriais foram executadas, como procedimento de rotina, pelo laborat&#243;rio, por meio das seguintes t&#233;cnicas: - todas as amostras de sangue foram coletadas por pun&#231;&#227;o venosa perif&#233;rica, ap&#243;s per&#237;odo de jejum de doze horas; para a avalia&#231;&#227;o dos triglicer&#237;deos, utilizou-se o m&#233;todo enzim&#225;tico automatizado e para o colesterol total e HDL-c, o m&#233;todo colorim&#233;trico-enzim&#225;tico; - para a determina&#231;&#227;o da LDL-c, utilizou-se a f&#243;rmula de Friedewald<sup>15</sup>: LDL-c = colesterol total &#150; (HDL-c &#150; triglicer&#237;deos/5). Esta f&#243;rmula foi v&#225;lida para triglicer&#237;deos &lt; 400mg/dL e, quando maiores que 400mg/dL, utilizava-se o m&#233;todo enzim&#225;tico e colorim&#233;trico. </p>
    <p>Posteriormente, os valores observados foram comparados com os de refer&#234;ncia recomendados na preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de doen&#231;a coronariana<sup>15</sup>. </p>
    <p>O presente estudo foi avaliado e aprovado pela Comiss&#227;o Cient&#237;fica e de &#201;tica do Instituto do Cora&#231;&#227;o e pela Comiss&#227;o de &#201;tica para An&#225;lise de Projetos de Pesquisa Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP. </p>
    <p>Por se tratar de dados secund&#225;rios, devemos ressaltar que, primariamente, os mesmos foram coletados pela equipe de nutricionistas respons&#225;vel pelo atendimento nutricional no referido ambulat&#243;rio, e, portanto, n&#227;o foram utilizados question&#225;rios ou entrevistas espec&#237;ficas para este estudo. </p>
    <p>Os dados foram armazenados em banco de dados do <italic>Excel 2000 &#150; Microsoft</italic><sup>&#210;</sup><italic> Office (Microsoft</italic><sup>&#210;</sup><italic> Corporation, EUA)</italic> e, posteriormente, analisados. </p>
    <p>As vari&#225;veis quantitativas (triglicer&#237;deos, colesterol total, HDL-c e LDL-c) foram analisadas por meio da observa&#231;&#227;o dos valores m&#237;nimos e m&#225;ximos, do c&#225;lculo de m&#233;dias, desvios-padr&#227;o e medianas. </p>
    <p>Para as vari&#225;veis qualitativas (uso de hipolipemiantes e categoriza&#231;&#227;o dos l&#237;pides) calcularam-se as freq&#252;&#234;ncias relativas. </p>
    <p>As compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas foram realizadas pelo teste de Bonferroni<sup>16</sup> e o de Dunn<sup>17</sup>. </p>
    <p>Para se avaliar a correla&#231;&#227;o entre duas vari&#225;veis, foi utilizado o coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson<sup>16</sup>. </p>
    <p>O n&#237;vel de signific&#226;ncia utilizado para os testes foi 5%. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Durante o per&#237;odo de estudo foram avaliadas 217 mulheres, com m&#233;dia de idade de 60,98&#177;9,23 (mediana de 61 e idade m&#237;nima e m&#225;xima de 45 e 86) anos, respectivamente. </p>
    <p>O grupo et&#225;rio de maior freq&#252;&#234;ncia foi o de 55 a 65 anos (35%). A <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela I</xref> demonstra a distribui&#231;&#227;o da m&#233;dia, desvios-padr&#227;o e mediana de idade (em anos), em cada grupo et&#225;rio. </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao estado nutricional, constatou-se que a m&#233;dia de &#237;ndice de massa corp&#243;rea foi de 31,37&#177;6,34kg/m<sup>2</sup>, com maior freq&#252;&#234;ncia de obesidade (56%), embora a categoria de pr&#233;-obesidade, isoladamente, fora a mais freq&#252;ente (30%). Quanto ao grupo et&#225;rio, aquele entre 45 e 55 anos foi o que apresentou maior freq&#252;&#234;ncia de obesidade (65%). A distribui&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o de estudo, segundo o estado nutricional, de acordo com o &#237;ndice de massa corp&#243;rea e segundo o grupo et&#225;rio, encontra-se na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela II</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref>, respectivamente. </p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Observou-se que 73% da popula&#231;&#227;o de estudo estavam sob tratamento com hipolipemiantes (80% em uso de estatinas), sendo que no grupo et&#225;rio <underline>&gt;</underline> 75 anos a freq&#252;&#234;ncia foi maior (87%). A distribui&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o de estudo, segundo o uso de hipolipemiantes e grupo et&#225;rio encontra-se na <xref ref-type="fig" rid="fig02">figura 2</xref>. </p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf02.jpg"/></fig>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela III</xref> demonstra a an&#225;lise descritiva dos perfis lip&#237;dicos observados na popula&#231;&#227;o estudada. </p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="fig03">figura 3</xref> demonstra a distribui&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o, em uso de medicamentos hipolipemiantes, segundo n&#237;veis plasm&#225;ticos de colesterol, LDL-c, HDL-c e triglicer&#237;deos, respectivamente. </p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf03.jpg"/></fig>
    <p>N&#227;o foi observada correla&#231;&#227;o entre a idade e os n&#237;veis de colesterol total (r=0,07818; p=0,2514), LDL-c (r=0,02837; p=0,6777), HDL-c (r=0,06053; p=0,3749) e triglicer&#237;deos (r= 0,04412; p=0,6777). </p>
    <p>Quanto ao grupo et&#225;rio, observou-se que n&#227;o houve diferen&#231;a significativa em rela&#231;&#227;o ao colesterol total (p=0,3242), ao LDL-c (p=0,3749), ao triglicer&#237;deos (p=0,0948) e ao HDL-c (p=0,9149). </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab04">tabela IV</xref> demonstra a an&#225;lise descritiva dos perfis lip&#237;dicos observados na popula&#231;&#227;o estudada, segundo o grupo et&#225;rio. </p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Foi tamb&#233;m observado, que n&#227;o houve correla&#231;&#227;o entre os grupos et&#225;rios, o &#237;ndice de massa corp&#243;rea e os n&#237;veis plasm&#225;ticos de l&#237;pides, exceto o grupo et&#225;rio entre 65 e 75 anos, no qual foi poss&#237;vel observar correla&#231;&#227;o positiva e significativa (r= 0,42987; p=0,0004) entre o &#237;ndice de massa corp&#243;rea e os n&#237;veis plasm&#225;ticos de triglicer&#237;deos (<xref ref-type="fig" rid="fig04">fig. 4</xref>). </p>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf04.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A m&#233;dia de idade observada evidenciou que, a partir da 5&#186; d&#233;cada de vida, a doen&#231;a cardiovascular pode ser um importante determinante de morbidade na popula&#231;&#227;o feminina<sup>18</sup>, uma vez que o aumento da idade est&#225; associado com a obesidade, dislipidemias, intoler&#226;ncia &#224; glicose e hipertens&#227;o<sup>19</sup>. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos homens, as mulheres apresentam pior progn&#243;stico e morrem mais freq&#252;entemente ap&#243;s o seu primeiro evento card&#237;aco<sup>20</sup>. </p>
    <p>A doen&#231;a arterial coronariana manifesta-se, em m&#233;dia, 10 anos mais tarde do que nos homens, devido ao efeito protetor dos estr&#243;genos e o pior progn&#243;stico se deve ao fato de que as mulheres apresentam um n&#250;mero maior de fatores de risco ao infartar. Questiona-se tamb&#233;m a exist&#234;ncia de um fator biol&#243;gico distinto que as coloca num patamar de risco superior<sup>21</sup>. </p>
    <p>Tem-se observado que complica&#231;&#245;es ap&#243;s o procedimento de revasculariza&#231;&#227;o, tanto angioplastia como cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio, s&#227;o mais comuns nas mulheres devido a menor superf&#237;cie corp&#243;rea, a menor resposta &#224; a&#231;&#227;o da aspirina (o que favorece a agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria) e, possivelmente, a fatores biol&#243;gicos<sup>21</sup>. </p>
    <p>Caramelli<sup>22</sup>, em estudo no qual observou as tend&#234;ncias seculares da popula&#231;&#227;o com doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o em hospital especializado, verificou aumento significativo da idade e da freq&#252;&#234;ncia do sexo feminino nos pacientes com as formas aguda e cr&#244;nica da doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o e ainda, a maior preval&#234;ncia de mulheres com idade avan&#231;ada em rela&#231;&#227;o aos homens. </p>
    <p>A presen&#231;a de mulheres mais jovens na popula&#231;&#227;o de estudo &#233; preocupante, pois com o aumento da expectativa de vida, um n&#250;mero maior de mulheres poder&#225; viver de 30 a 40 anos em condi&#231;&#245;es de significativa redu&#231;&#227;o hormonal, o que pode proporcionar aumento na preval&#234;ncia de in&#250;meras doen&#231;as cr&#244;nicas<sup>23-25</sup>. </p>
    <p>As mulheres na p&#243;s-menopausa, al&#233;m da tend&#234;ncia ao ganho de peso, tamb&#233;m est&#227;o suscept&#237;veis a apresentarem altera&#231;&#245;es no metabolismo lip&#237;dico, devido &#224; priva&#231;&#227;o estrog&#234;nica, que eleva os n&#237;veis de colesterol total, lipoprote&#237;nas e triglicer&#237;deos, acarretando a essa popula&#231;&#227;o, um perfil lip&#237;dico altamente favor&#225;vel &#224; aterog&#234;nese, principalmente quando associada a diabetes mellitus e hipertens&#227;o<sup>26,27</sup>. </p>
    <p>Em estudo de amostras populacionais de nove capitais brasileiras &#150; Manaus, Fortaleza, Salvador, Distrito Federal, Goi&#226;nia, Belo Horizonte, S&#227;o Paulo, Curitiba e Porto Alegre - a fim de tra&#231;ar o perfil lip&#237;dico da popula&#231;&#227;o brasileira, observou-se varia&#231;&#227;o significativa quanto ao sexo, &#224; idade, uma vez que as mulheres apresentaram m&#233;dias de valores de colesterol total mais altas do que os homens (183,0mg/dL x 178,1mg/dL; p= 0,0035), com progressivo aumento com a idade, principalmente ap&#243;s os 49 anos (206,2mg/dL x 190mg/dL; p= 0,0002), em compara&#231;&#227;o aos homens<sup>28</sup>. </p>
    <p>Por sua vez, os n&#237;veis de LDL-c e triglicer&#237;deos aumentam com a idade, principalmente, nas mulheres<sup>29-31</sup>. </p>
    <p>Embora, neste estudo, n&#227;o tenha sido observada correla&#231;&#227;o entre os n&#237;veis lip&#237;dicos e a idade, tais resultados foram ao encontro daqueles observados em estudos onde se compararam mulheres na pr&#233; e p&#243;s-menopausa<sup>32-34</sup>, sendo que a eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis lip&#237;dicos, nestas &#250;ltimas, independe da idade, ou seja, a menopausa, por si s&#243;, parece resultar no aumento do colesterol total e LDL-c, conforme tamb&#233;m observado no nosso estudo. </p>
    <p>N&#227;o foi poss&#237;vel observar, na popula&#231;&#227;o estudada, correla&#231;&#227;o entre as categorias de estado nutricional, segundo o &#237;ndice de massa corp&#243;rea, em rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis lip&#234;micos. </p>
    <p>A ocorr&#234;ncia de desta observa&#231;&#227;o, provavelmente pode ser explicada pela maior freq&#252;&#234;ncia de uso de medicamentos hipolipemiantes, o que talvez possa ter parcialmente favorecido melhor perfil lip&#237;dico nas mulheres mais obesas, bem como, a fatores relacionados &#224; varia&#231;&#227;o anal&#237;tica, como, a variabilidade biol&#243;gica, dura&#231;&#227;o do jejum e postura durante a coleta, entre outros<sup>15</sup>. </p>
    <p>Evid&#234;ncias demonstram que a terap&#234;utica de reposi&#231;&#227;o hormonal ap&#243;s a menopausa tem um efeito ben&#233;fico sobre o metabolismo lip&#237;dico, &#243;sseo, sistema vascular e sistemas de coagula&#231;&#227;o e fibrin&#243;lise<sup>3</sup>. No entanto, apesar de alguns riscos, como sangramento genital e risco de c&#226;ncer do endom&#233;trio e mama, a grande diminui&#231;&#227;o da mortalidade por causas cardiovasculares, decorrente da reposi&#231;&#227;o estrog&#234;nica, compensa estes riscos<sup>35</sup>. </p>
    <p>Apesar de n&#227;o ter sido objeto de estudo, observaram-se poucas men&#231;&#245;es do uso de terapia de reposi&#231;&#227;o hormonal, talvez pela sua n&#227;o utiliza&#231;&#227;o ou pelo n&#227;o questionamento por parte do cardiologista. A utiliza&#231;&#227;o de terapia de reposi&#231;&#227;o hormonal talvez poderia explicar o perfil lip&#237;dico favor&#225;vel na popula&#231;&#227;o estudada. </p>
    <p>A partir dos resultados obtidos, conclui-se que o estado nutricional, segundo o &#237;ndice de massa corp&#243;rea, est&#225; inadequado devido &#224; preval&#234;ncia de obesidade na popula&#231;&#227;o estudada, principalmente na mais jovem, que implica o surgimento de outras doen&#231;as cr&#244;nicas e diminui&#231;&#227;o de sua qualidade de vida, explicando, ao menos em parte, a ocorr&#234;ncia de doen&#231;a arterial coronariana. </p>
    <p>Embora n&#227;o tenha sido verificada a dosagem utilizada, o emprego de hipolipemiantes pela popula&#231;&#227;o estudada n&#227;o pareceu ser favor&#225;vel, pois foram observados n&#237;veis elevados de colesterol total e LDL-c, que nesta condi&#231;&#227;o, est&#227;o fortemente relacionados &#224; ocorr&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>&#192; Professora Doutora Maria de F&#225;tima Nunes Marucci da Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da USP, pelas sugest&#245;es apresentadas.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Aparecida de Oliveira </p>
        <p> Rua Benedito Bernardes, 76 </p>
        <p> Cep 03278-060 - S&#227;o Paulo - SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="littlecida@uol.com.br">littlecida@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Enviado em 31/03/2004 - Aceito em 13/08/2004</p>
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          <article-title>Doen&#231;as cardiovasculares ateroscler&#243;ticas, dislipidemias, hipertens&#227;o e diabetes melito em popula&#231;&#227;o da &#225;rea metropolitana da Regi&#227;o Sudeste do Brasil: II - Dislipidemias</article-title>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Nutritional status and lipid profile of postmenopausal women with coronary heart disease</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To assess the nutritional status and lipid profile of postmenopausal women with coronary heart disease. METHODS: A retrospective cross-sectional study was conducted with information obtained from the medical records of 217 women on the occasion of their first visit to the InCor Nutrition Outpatient Care Clinic. The data referred to the patients' nutritional status, body mass index, use of lipid-lowering medication, and serum lipid levels (cholesterol and fractions). RESULTS: The mean age was 60.98 &#177; 9.23 years, and obesity prevailed in 56% of the patients. The use of lipid-lowering drugs was observed in 73% of the population. In regard to lipid profile, 56% had adequate serum levels of HDL-C. The nutritional status was inadequate due to the prevalence of obesity, which results in the appearance of other chronic diseases, such as dyslipidemias. Although the dosages of the lipid-lowering drugs used were not assessed, their use by the population studied did not seem to be favorable, because high levels of total cholesterol and LDL-C were observed, and those high levels in that condition are strongly related to the occurrence of cardiovascular diseases. CONCLUSION: Multidisciplinary action in the form of programs to promote women's health is required, comprising preventive aspects related to coronary heart disease, to improve the quality of life in that population.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>dyslipidemia</kwd>
        <kwd>menopause</kwd>
        <kwd>coronary heart disease</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Nutritional status and lipid profile of postmenopausal women with coronary heart disease</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Aparecida de Oliveira; Jorge Mancini Filho</bold>
      </p>
      <p> S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o of the Hospital das Cl&#237;nicas of the Medical School of the Universidade de S&#227;o Paulo </p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Correspondence</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To assess the nutritional status and lipid profile of postmenopausal women with coronary heart disease. </p>
      <p><bold>METHODS: </bold>A retrospective cross-sectional study was conducted with information obtained from the medical records of 217 women on the occasion of their first visit to the InCor Nutrition Outpatient Care Clinic. The data referred to the patients' nutritional status, body mass index, use of lipid-lowering medication, and serum lipid levels (cholesterol and fractions). </p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>The mean age was 60.98 &#177; 9.23 years, and obesity prevailed in 56% of the patients. The use of lipid-lowering drugs was observed in 73% of the population. In regard to lipid profile, 56% had adequate serum levels of HDL-C. The nutritional status was inadequate due to the prevalence of obesity, which results in the appearance of other chronic diseases, such as dyslipidemias. Although the dosages of the lipid-lowering drugs used were not assessed, their use by the population studied did not seem to be favorable, because high levels of total cholesterol and LDL-C were observed, and those high levels in that condition are strongly related to the occurrence of cardiovascular diseases. </p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Multidisciplinary action in the form of programs to promote women's health is required, comprising preventive aspects related to coronary heart disease, to improve the quality of life in that population. </p>
      <p><bold>Key words: </bold>dyslipidemia, menopause, coronary heart disease</p>
      <p>It has been known for a long time that some women when reaching climacteric experience uncommon stress and physical discomfort. Currently, these "changes" may be understood as marking a gradual transformation, beginning in the climacteric and progressing until the hypoestrogenism status with implications throughout life <sup>1</sup>. </p>
      <p>The reduction in estrogen levels favors the appearance of central obesity, which may trigger metabolic complications, such as dyslipidemia <sup>2-5</sup>. </p>
      <p>Results of the Framingham study, of studies in other North American cities, and also studies in other countries <sup>6-8</sup> have shown that the elevated values of total cholesterol and LDL-C levels indicate the risk for the occurrence of clinical events of coronary heart disease <sup>9</sup>. </p>
      <p>The general population has a low incidence of hypertriglyceridemia, and, although its role in the genesis of the atherosclerotic plaque has not been sufficiently elucidated, that lipid alteration is frequently associated with coronary heart disease alterations, mainly in the presence of obesity and low levels of high-density lipoprotein (HDL-C) <sup>9</sup>. </p>
      <p>Prospective studies have reported a negative relation between the serum levels of HDL-C and coronary risk in both sexes, and this is potentiated when low HDL-C levels and high LDL-C levels are simultaneous <sup>4,9,10</sup>. </p>
      <p>It has also been observed that, although individuals with abdominal obesity frequently have normal serum concentrations, the proportion of small, dense particles is increased in that condition, elevating the atherogenic risk in those patients <sup>9-11</sup>. </p>
      <p>This study aimed at assessing the clinical features of postmenopausal women with coronary heart disease related to nutritional status and lipid profile. These data allow appropriate intervention, therefore contributing to the prevention of that disease in postmenopausal women. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This was a cross-sectional study, which used secondary data. The population studied was selected from all female patients individually treated by the team of nutritionists at the Nutrition Outpatient Care Clinic of the Nutrition and Diet Service of the Instituto do Cora&#231;&#227;o of the Hospital das Cl&#237;nicas of the Medical School of the Universidade de S&#227;o Paulo between January 1997 and December 2001. The patients underwent a standardized routine of previously established treatment in the service. </p>
      <p>The women included in the study had the following characteristics: were at their first visit to the nutritionist; had coronary heart disease diagnosed on cine coronary angiography (with obstruction &gt; 70%); had no menstrual cycles for at least one year; had not undergone previous myocardial revascularization; had the necessary data available for the research. </p>
      <p>We chose to assess nutritional status by using body mass index<sup>12-14</sup> after obtaining the weight and height measurements according to the criteria proposed by WHO <sup>12</sup>. </p>
      <p>The use of lipid-lowering drugs was investigated in the medical records by assessing the prescription of statins, exchange resins, and fibrates, which are used to reduce LDL-C, cholesterol, and endogenous triglyceride levels in adults, respectively <sup>15</sup>. </p>
      <p>The levels of triglycerides, total cholesterol, HDL-C, and LDL-C were also obtained from the medical records immediately before the first consultation with the nutritionist. </p>
      <p>Blood collections and laboratory analyses were performed as a routine procedure according to the following techniques: 1) all blood samples were collected through peripheral venous puncture after a 12-hour fasting period; 2) the automated enzymatic method was used for assessing triglyceride levels, and the colorimetric-enzymatic method for total cholesterol and HDL-C; 3) for determining the LDL-C level, the Friedewald formula was used <sup>15</sup>: LDL-C=total cholesterol &#150; (HDL-C &#150; triglycerides/5). That formula was valid for triglyceride levels &lt; 400 mg/dL, and when they were greater than 400 mg/dL, the colorimetric-enzymatic method was used. </p>
      <p>Later, the values found were compared with the reference values recommended for secondary prevention of coronary heart disease <sup>15</sup>. </p>
      <p>The present study was evaluated and approved by the scientific and ethics committee of the Instituto do Cora&#231;&#227;o and by the ethics committee for analysis of research projects of the Hospital das Cl&#237;nicas of the FMUSP. </p>
      <p>Because the data were secondary, it is worth emphasizing that they were primarily collected by the team of nutritionists responsible for the nutritional care at the cited outpatient care clinic, and, therefore, neither specific questionnaires nor interviews were used in this study. </p>
      <p>The data were stored in a database of the Excel 2000 &#150; Microsoft Office (Microsoft Corporation, USA), and analyzed later. </p>
      <p>The quantitative variables (triglycerides, total cholesterol, HDL-C, and LDL-C) were analyzed through the observation of the minimum and maximum values, calculation of the means, standard deviations, and medians. </p>
      <p>For the qualitative variables (use of lipid-lowering drugs and categorization of the lipids), the relative frequencies were calculated. </p>
      <p>The multiple comparisons were performed with the Bonferroni<sup>16</sup> and Dunn<sup>17 </sup>tests. </p>
      <p>For assessing the correlation between the 2 variables, the Pearson correlation coefficient was used <sup>16</sup>. </p>
      <p>The significance level used for the tests was 5%. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>During the period studied, 217 women were assessed, and their mean age was 60.98&#177;9.23 years (median, 61; minimum and maximum, 45 and 86 years, respectively). </p>
      <p>The most frequent age group was that from 55 to 65 years (35%). <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table I</xref> shows the distribution of the mean, standard deviation, and median for age (in years) in each age group. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In regard to nutritional status, the mean body mass index was 31.37&#177;6.34 kg/m<sup>2</sup>, with a greater frequency of obesity (56%), although the category preobesity in isolation was the most frequent (30%). In regard to age group, obesity was more frequent (65%) between 45 and 55 years of age. The distribution of the population studied according to the nutritional status (body mass index) and the age group is shown in <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">table II</xref> and <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">figure 1</xref>, respectively. </p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>In regard to treatment with lipid-lowering drugs, 73% of the women studied were receiving those drugs (80% of which were statins), and the frequency of that treatment was greater in the age group <underline>&gt;</underline> 75 years (87%). The distribution of the population studied according to the use of lipid-lowering drugs and age group is shown in <xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">figure 2</xref>. </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table III</xref> shows the descriptive analysis of the lipid profiles observed in the population studied. </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref> shows the distribution of the population using lipid-lowering drugs according to the serum levels of cholesterol, LDL-C, HDL-C, and triglycerides. </p>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>No correlation was observed between age and the serum levels of total cholesterol (r=0.07818; P=0.2514), LDL-C (r=0.02837; P=0.6777), HDL-C (r=0.06053; P=0.3749), and triglycerides (r=0.04412; P=0.6777). </p>
      <p>Concerning age group, no significant difference was observed in regard to total cholesterol (P=0.3242), LDL-C (P=0.3749), triglycerides (P=0.0948), and HDL-C (P=0.9149). </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table IV</xref> shows the descriptive analysis of the lipid profiles observed in the population studied according to age group. </p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>No correlation was observed between the age groups, body mass index, and serum lipid levels except for the age group from 65 to 75 years, in which a positive and significant correlation (r= 0.42987; P=0.0004) was observed between body mass index and serum levels of triglycerides (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">fig. 4</xref>). </p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0325-00010-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>From the fifth decade onwards, cardiovascular disease may be an important determinant of morbidity in the female population<sup>18</sup>, because the increase in age is associated with obesity, dyslipidemias, glucose intolerance, and hypertension <sup>19</sup>. </p>
      <p>Compared with men, women have a worse prognosis and die more frequently after their first cardiac event <sup>20</sup>. </p>
      <p>Coronary heart disease in women manifests, on average, 10 years later than that in men, due to the protective effect of estrogens, and the worse prognosis is due to the fact that women have a greater number of risk factors when they undergo infarction. The existence of a distinct biological factor that places women on a higher plateau is questioned <sup>21</sup>. </p>
      <p>The complications after the revascularization procedure, both angioplasty and coronary artery bypass grafting, were observed to be more common among women because of their smaller body area, their lower response to aspirin (which favors platelet aggregation), and, possible biological factors <sup>21</sup>. </p>
      <p>Caramelli <sup>22</sup>, studying the tendencies of the population with ischemic heart disease in a specialized hospital, observed a significant increase in age and frequency of the female sex among patients with the acute and chronic forms of ischemic heart disease, and a greater prevalence of elderly women as compared with that of men. </p>
      <p>The presence of younger women in the population studied is of concern, because with the increase in life expectancy, a greater number of women will be able to live 30 to 40 years in a condition of significant hormone reduction, which may increase the prevalence of several chronic diseases <sup>23-25</sup>. </p>
      <p>Postmenopausal women, in addition to their tendency to gain weight, are also susceptible to alterations in lipid metabolism, due to estrogenic deprivation, which increases the serum levels of total cholesterol, lipoproteins, and triglycerides, resulting in a lipid profile highly favorable to atherogenesis in that population, mainly when associated with diabetes mellitus and hypertension <sup>26,27</sup>. </p>
      <p>The study <sup>28 </sup>of a population sample of 9 Brazilian capitals &#150; the cities of Manaus, Fortaleza, Salvador, Goi&#226;nia, Belo Horizonte, S&#227;o Paulo, Curitiba, Porto Alegre, and the Federal District &#150; aiming at tracing the lipid profile of the Brazilian population, showed a significant variation in regard to sex and age, because women had greater mean serum levels of total cholesterol than men did (183.0 mg/dL x 178.1 mg/dL; P=0.0035), and they progressively increased with age, mainly after 49 years (206.2 mg/dL x 190 mg/dL; P=0.0002), as compared with those of men. </p>
      <p>In addition, the serum levels of LDL-C and triglycerides increase with age, mainly in women <sup>29-31</sup>. </p>
      <p>In this study, no correlation was observed between serum lipid levels and age; such results are in accordance with those reported in studies comparing pre- and postmenopausal <sup>32-34</sup> women as follows: the elevation in serum lipid levels in the latter does not depend on age, ie, menopause per se seems to cause an increase in the serum levels of total cholesterol and LDL-C. </p>
      <p>In the population studied, no correlation was observed between the categories of nutritional status, according to body mass index, and serum lipid levels. This may be explained by the greater frequency of lipid-lowering drug use, which may have partially favored the better lipid profile in more obese women, and also by factors related to analytical variation, such as biological variability, fasting duration, and posture during collection <sup>15</sup>. </p>
      <p>Evidence has shown that hormone replacement therapy after menopause has a beneficial effect on lipid and bone metabolism, the vascular system, and the coagulation and fibrinolytic system<sup>3</sup>. However, despite some risks, such as genital bleeding and risk of endometrial and breast cancer, the great reduction in mortality due to cardiovascular causes, resulting from estrogen replacement, offsets those risks <sup>35</sup>. </p>
      <p>Although that was not the object of our study, little mention of hormone replacement therapy was observed, maybe because of the lack of its use or because the cardiologist did not ask about it. The use of hormone replacement therapy may perhaps explain the favorable lipid profile in the population studied. </p>
      <p>In conclusion, nutritional status, assessed by use of body mass index, is inadequate due to the prevalence of obesity in the population studied, mainly in the younger, causing the appearance of other chronic diseases and a reduction in the quality of life, explaining, at least partially, the occurrence of coronary heart disease. </p>
      <p>Although the dosage of lipid-lowering drugs was not assessed, their use in the population studied did not seem to be favorable, because increased serum levels of total cholesterol and LDL-C were observed, which are strongly related to the occurrence of cardiovascular diseases. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>We thank professor Maria de F&#225;tima Nunes Marucci of the Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica of the USP for her suggestions.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondence to</bold>
          </label>
          <p> Aparecida de Oliveira </p>
          <p> Rua Benedito Bernardes, 76</p>
          <p> Cep 03278-060 - S&#227;o Paulo, SP, Brazil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="littlecida@uol.com.br">littlecida@uol.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received for publication: 03/31/2004 </p>
      <p> Accepted for publication: 08/13/2004 </p>
      <p>English version by Stela Maris Costalonga</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
