<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">87yJrdnkKkKQc4Ym4CLqvkF</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00004</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2005000400004</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(05)08400404</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005000400004</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Estudo prospectivo da morbi-mortalidade precoce e tardia da cirurgia do aneurisma da aorta abdominal</article-title>
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            <given-names>Veridiana Porto Maggioli da Rocha</given-names>
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            <given-names>Bonno van</given-names>
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          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Hospital Benefic&#234;ncia Portuguesa de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Servi&#231;o de Cirurgia Vascular e Angiologia </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
      <volume>84</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>292</fpage>
      <lpage>296</lpage>
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          <day>05</day>
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          <year>2004</year>
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        <date date-type="received">
          <day>02</day>
          <month>02</month>
          <year>2004</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Avaliar, prospectivamente, a morbidade e mortalidade precoce e tardia de pacientes submetidos a corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica eletiva de aneurisma de aorta abdominal infra-renal e determinar os preditores independentes de eventos cardiol&#243;gicos. M&#201;TODOS: Estudados 130 pacientes durante seis anos consecutivos, submetidos a rotina de avalia&#231;&#227;o pr&#233;-operat&#243;ria padronizada e cir&#250;rgica, sempre pela mesma equipe cl&#237;nica, cir&#250;rgica e anestesiol&#243;gica. RESULTADOS: A mortalidade hospitalar foi de 3,1% (4 pacientes), sendo a principal causa de &#243;bito isquemia mesent&#233;rica, ocorrida em tr&#234;s pacientes. Houve 48 (37%) complica&#231;&#245;es n&#227;o-operat&#243;rias, 8,5% consistiram em complica&#231;&#245;es card&#237;acas e 28,5% em complica&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas. As complica&#231;&#245;es pulmonares foram as mais comuns, ocorridas em 14 (10,8%) pacientes. A sobrevida no 1&#186;, 3&#186; e 6&#186; ano p&#243;s-operat&#243;rio foi, respectivamente, de 95%, 87% e 76%. As vari&#225;veis que se correlacionaram significativamente com a morbimortalidade foram preditor cl&#237;nico, idade m&#233;dia de 70,5 anos, presen&#231;a de insufici&#234;ncia card&#237;aca e insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica. N&#227;o foi identificado nenhum preditor de morbimortalidade tardia. CONCLUS&#195;O: Apesar de ser uma cirurgia considerada de alta complexidade, a mortalidade &#233; baixa, as complica&#231;&#245;es card&#237;acas s&#227;o de pequena monta e os pacientes apresentam boa evolu&#231;&#227;o a longo prazo.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>aorta abdominal</kwd>
        <kwd>aneurisma</kwd>
        <kwd>cirurgia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>03</day>
        <month>05</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Estudo prospectivo da morbi-mortalidade precoce e tardia da cirurgia do aneurisma da aorta abdominal </p>
    <p>
      <bold>Francine C. de Carvalho; Veridiana Porto Maggioli da Rocha Brito; Elis&#226;ngela Campaner Tribulatto; Bonno van Bellen</bold>
    </p>
    <p> S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>Servi&#231;o de Cirurgia Vascular e Angiologia da Benefic&#234;ncia Portuguesa de S&#227;o Paulo </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar, prospectivamente, a morbidade e mortalidade precoce e tardia de pacientes submetidos a corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica eletiva de aneurisma de aorta abdominal infra-renal e determinar os preditores independentes de eventos cardiol&#243;gicos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Estudados 130 pacientes durante seis anos consecutivos, submetidos a rotina de avalia&#231;&#227;o pr&#233;-operat&#243;ria padronizada e cir&#250;rgica, sempre pela mesma equipe cl&#237;nica, cir&#250;rgica e anestesiol&#243;gica. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>A mortalidade hospitalar foi de 3,1% (4 pacientes), sendo a principal causa de &#243;bito isquemia mesent&#233;rica, ocorrida em tr&#234;s pacientes. Houve 48 (37%) complica&#231;&#245;es n&#227;o-operat&#243;rias, 8,5% consistiram em complica&#231;&#245;es card&#237;acas e 28,5% em complica&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas. As complica&#231;&#245;es pulmonares foram as mais comuns, ocorridas em 14 (10,8%) pacientes. A sobrevida no 1&#186;, 3&#186; e 6&#186; ano p&#243;s-operat&#243;rio foi, respectivamente, de 95%, 87% e 76%. As vari&#225;veis que se correlacionaram significativamente com a morbimortalidade foram preditor cl&#237;nico, idade m&#233;dia de 70,5 anos, presen&#231;a de insufici&#234;ncia card&#237;aca e insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica. N&#227;o foi identificado nenhum preditor de morbimortalidade tardia. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Apesar de ser uma cirurgia considerada de alta complexidade, a mortalidade &#233; baixa, as complica&#231;&#245;es card&#237;acas s&#227;o de pequena monta e os pacientes apresentam boa evolu&#231;&#227;o a longo prazo. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>aorta abdominal, aneurisma, cirurgia</p>
    <p> O aneurisma da aorta abdominal acomete 4% dos homens e 1% das mulheres, na faixa et&#225;ria dos 60 a 70 anos de idade. &#201; a 13<sup>a</sup> causa de mortalidade nos Estados Unidos<sup>1</sup>. </p>
    <p>A corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica do aneurisma est&#225; indicada quando seu di&#226;metro atinge ou ultrapassa 5,5 cm ou quando ocorre expans&#227;o do di&#226;metro transverso <underline>&gt;</underline> 5 mm em um ano<sup>2</sup>. Al&#233;m disso, a indica&#231;&#227;o de cirurgia deve ser norteada por considera&#231;&#245;es que levem em conta o risco de ruptura do aneurisma, confrontando-o com o risco cir&#250;rgico e a expectativa de vida do paciente. </p>
    <p>A mortalidade cir&#250;rgica da corre&#231;&#227;o do aneurisma de aorta abdominal infra-renal varia de 1,6 a 12%<sup>3-7</sup> sendo o infarto agudo do mioc&#225;rdio considerado a principal causa de mortalidade p&#243;s-operat&#243;ria, respons&#225;vel por 40% de todas as mortes<sup>8</sup>. Decorre da&#237; a &#234;nfase que &#233; dada &#224; proped&#234;utica cardiol&#243;gica no preparo pr&#233;-operat&#243;rio desses pacientes. A identifica&#231;&#227;o e tratamento da doen&#231;a card&#237;aca tem o intuito de diminuir seu impacto sobre a morbimortalidade dos pacientes submetidos a cirurgia de grande porte como &#233; o caso do aneurisma de aorta abdominal. </p>
    <p>Este trabalho visou avaliar a morbimortalidade cl&#237;nico-cardiol&#243;gica na cirurgia eletiva do aneurisma de aorta abdominal e determinar os preditores independentes de eventos cardiol&#243;gicos. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>De janeiro/1994 a novembro/2000, 237 pacientes foram submetidos a corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica eletiva de aneurisma de aorta abdominal infra-renal. Desses, foram selecionados, prospectivamente, 130 pacientes, que seguiram o mesmo protocolo de avalia&#231;&#227;o pr&#233;-operat&#243;ria, realizado pelo mesmo cardiologista, bem como o acompanhamento p&#243;s-operat&#243;rio precoce e tardio. A popula&#231;&#227;o constou de 115 (88,5%) homens e 15 (11,5%) mulheres, com idade m&#233;dia de 67 &#177; 8,05 anos. Os demais pacientes n&#227;o puderam ser inclu&#237;dos no protocolo por serem oriundos de outras cl&#237;nicas e servi&#231;os do hospital. Todos foram operados pelo mesmo grupo cir&#250;rgico e anestesiol&#243;gico. </p>
    <p>Os pacientes realizaram exames laboratoriais pr&#233;-operat&#243;rios (hemograma, coagulograma, fun&#231;&#227;o renal, eletr&#243;litos, perfil lip&#237;dico, gasometria arterial, prote&#237;nas totais e fra&#231;&#245;es, enzimas hep&#225;ticas e glicemia), eletrocardiograma, radiografia de t&#243;rax e ecocardiograma. </p>
    <p>Foi considerado portador de evid&#234;ncias cl&#237;nicas de insufici&#234;ncia coronariana obstrutiva, o paciente sintom&#225;tico do ponto de vista coronariano, ou seja, com hist&#243;ria de angina do peito t&#237;pica, infarto do mioc&#225;rdio, revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio e/ou angioplastia coronariana pr&#233;via e, assintom&#225;tico, mas com eletrocardiograma sugestivo de &#225;rea de necrose (onda q <underline>&gt;</underline> a 0,03 s e/ou amputa&#231;&#227;o da onda R em pelo menos duas deriva&#231;&#245;es). </p>
    <p>Foi considerado portador de arritmia card&#237;aca, o paciente sintom&#225;tico ou em uso de medica&#231;&#227;o antiarr&#237;tmica. Para caracterizar o portador de insufici&#234;ncia card&#237;aca foi usada a classifica&#231;&#227;o funcional da NYHA<sup>9</sup>. </p>
    <p>Al&#233;m disso, foram consideradas, como comorbidades, a doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica e insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica. </p>
    <p>Foram considerados fatores de risco para aterosclerose: hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica: hist&#243;ria pr&#233;via de hipertens&#227;o arterial em uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva ou press&#227;o arterial &gt; 140/90mmHg em pelo menos duas medidas em dias diferentes; diabetes mellitus: hist&#243;ria pr&#233;via de diabetes, controlada com dieta, antidiab&#233;tico oral ou insulina; tabagismo: atual ou at&#233; h&#225; 5 anos; dislipidemia: valores de colesterol total &gt; 200mg/dl, LDL &gt; 130mg/dl e associa&#231;&#227;o de triglic&#233;rides &gt; 200mg/dl com HDL &lt; 35mg/dl. </p>
    <p>No in&#237;cio do estudo, todos os pacientes foram submetidos a cateterismo card&#237;aco na avalia&#231;&#227;o pr&#233;-operat&#243;ria. Desde a publica&#231;&#227;o das diretrizes do ACC/AHA<sup>10</sup> para avalia&#231;&#227;o cardiol&#243;gica em cirurgia n&#227;o card&#237;aca, houve progressiva mudan&#231;a de atitude e, a partir de 1997, foi seguido novo protocolo para avalia&#231;&#227;o do risco cir&#250;rgico baseado na avalia&#231;&#227;o dos preditores cl&#237;nicos (maior, intermedi&#225;rio e menor), na capacidade funcional expressa em equivalentes metab&#243;licos (&gt; 4 METs e &lt; 4 METs), analisada atrav&#233;s de uma adapta&#231;&#227;o da escala de atividades de Duke, pela AHA e pelo tipo de cirurgia, de acordo com o algoritmo da for&#231;a tarefa do ACC/AHA<sup>10</sup>. </p>
    <p>Foram consideradas complica&#231;&#245;es card&#237;acas: infarto agudo do mioc&#225;rdio fatal; infarto agudo do mioc&#225;rdio n&#227;o fatal; descompensa&#231;&#227;o card&#237;aca, com piora da classe funcional; fibrila&#231;&#227;o atrial aguda; arritmias ventriculares ou supraventriculares que necessitassem de medica&#231;&#227;o endovenosa. </p>
    <p>N&#227;o foi interrompido o &#225;cido acetilsalic&#237;lico no pr&#233;-operat&#243;rio de pacientes que dele faziam uso, devido a insufici&#234;ncia coronariana ou doen&#231;a cerebral. </p>
    <p>Foram realizados 84 (64,6%) enxertos aorto-a&#243;rticos e 46 (35,5%) aorto-bifurcados. </p>
    <p>Em todos os pacientes foi realizado eletrocardiograma no p&#243;s-operat&#243;rio imediato e no 1&#186; e 2&#186; dias p&#243;s-operat&#243;rio. Enzimas card&#237;acas seriadas foram dosadas quando houvesse instabilidade cl&#237;nica intra ou p&#243;s-operat&#243;ria ou altera&#231;&#245;es eletrocardiogr&#225;ficas sugestivas de isquemia aguda. Foi considerada mortalidade hospitalar a ocorrida em at&#233; 30 dias depois da cirurgia, mesmo com o paciente j&#225; em casa. Alguns pacientes continuaram o acompanhamento cl&#237;nico no consult&#243;rio. Nos outros, a sobrevida tardia foi verificada por meio de contato telef&#244;nico, e no caso de &#243;bito, foi solicitada a causa descrita no atestado de &#243;bito. </p>
    <p>As vari&#225;veis analisadas foram: sexo, idade, evid&#234;ncia de insufici&#234;ncia coronariana obstrutiva, procedimento card&#237;aco pr&#233;-operat&#243;rio, fatores de risco, capacidade funcional, doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica, insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica, eletrocardiograma, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo, cintilografia do mioc&#225;rdio, coronariopatia, uni, bi ou triarterial, classifica&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca - NYHA<sup>9</sup>. </p>
    <p>Os principais fatores de risco que comprometiam os pacientes encontram-se na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela I</xref>. Quarenta e um (31,5%) pacientes tinham evid&#234;ncias de insufici&#234;ncia coronariana obstrutiva, sendo que o eletrocardiograma foi o exame diagn&#243;stico em 31/41 (75,7%) casos (p&lt;0,001). Dos pacientes com insufici&#234;ncia coronariana obstrutiva, 32/41 (79%) tinham altera&#231;&#245;es de contratilidade ao ecocardiograma. Foram submetidos a cintilografia do mioc&#225;rdio 63 pacientes, sendo que em 49 o exame foi normal. Dentre os 14 pacientes com exame alterado, em quatro a cintilografia foi a &#250;nica evid&#234;ncia de presen&#231;a de insufici&#234;ncia coronariana. </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Foram submetidos a cateterismo card&#237;aco 75 pacientes. Dois dos resultados n&#227;o foram disponibilizados. Dos 73 exames restantes, somente 20 (27,4%) foram normais (<xref ref-type="table" rid="tab02">tab. II</xref>). Doen&#231;a uniarterial ocorreu em 16 (22%) pacientes, biarterial em 21 (28,2%) e triarterial em outros 16 (22%), demonstrando a elevada associa&#231;&#227;o entre doen&#231;a aneurism&#225;tica da aorta abdominal e doen&#231;a coronariana (53 pacientes, 72,8%). </p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>&#201; interessante ressaltar que dos 34 pacientes que n&#227;o tinham evid&#234;ncias de insufici&#234;ncia coronariana pela anamnese, eletrocardiograma ou ecocardiograma, 17 (50%) tinham les&#245;es coronarianas significativas ao cateterismo card&#237;aco. </p>
    <p>Do total de pacientes, 10 (7,7%) haviam sido submetidos a alguma interven&#231;&#227;o card&#237;aca pr&#233;via: revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio em sete (5,4%) e angioplastia coronariana em tr&#234;s (2,3%). Foi indicada interven&#231;&#227;o card&#237;aca no pr&#233;-operat&#243;rio da cirurgia do aneurisma de aorta em 16 (12,3%) pacientes, sendo revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica em 10 (7,7%) e angioplastia em seis (4,6%). </p>
    <p>Apenas dois (1,6%) pacientes apresentavam preditor cl&#237;nico maior, ambos na forma de angina inst&#225;vel. Um foi submetido a angioplastia coronariana e outro a revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio no pr&#233;-operat&#243;rio, evoluindo sem intercorr&#234;ncias. </p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica foi feita pelo do teste t de Student para compara&#231;&#227;o entre duas m&#233;dias, teste qui-quadrado ou exato de Fisher para a compara&#231;&#227;o entre duas propor&#231;&#245;es e curva de sobrevida de Kaplan-Meyer para a obten&#231;&#227;o da estimativa da probabilidade de sobrevida. Foi considerado significatico p=0,05. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Complica&#231;&#245;es p&#243;s-operat&#243;rias ocorreram em 48 (37%) pacientes, em 11 (8,5%) card&#237;acas e em 37 (28,5%) n&#227;o-card&#237;acas (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. III</xref>). Ocorreu um infarto agudo do mioc&#225;rdio n&#227;o fatal (0,77%) no 10&#186; p&#243;s-operat&#243;rio, j&#225; ap&#243;s a alta hospitalar. A complica&#231;&#227;o card&#237;aca mais freq&#252;ente foi a fibrila&#231;&#227;o atrial aguda, ocorrida em 7 (5,4%) pacientes seguida de descompensa&#231;&#227;o card&#237;aca, ocorrida em tr&#234;s (2,3%). Hist&#243;ria pr&#233;via de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio e insufici&#234;ncia card&#237;aca mostraram correla&#231;&#227;o significativa com as complica&#231;&#245;es card&#237;acas (p=0,013 e &lt; 0,001, respectivamente). A principal complica&#231;&#227;o n&#227;o card&#237;aca foi a pulmonar, que se constituiu na complica&#231;&#227;o mais freq&#252;ente dentre todos os pacientes (14 casos &#150; 37,8%). </p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quatro (3,1%) pacientes faleceram dentro do per&#237;odo de 30 dias, tendo como principal causa de morte a isquemia mesent&#233;rica, ocorrida em tr&#234;s pacientes. Em dois o diagn&#243;stico foi estabelecido em reexplora&#231;&#227;o cir&#250;rgica. O 3&#186; paciente faleceu por choque s&#233;ptico, atribu&#237;do a isquemia mesent&#233;rica. O 4&#186; &#243;bito ocorreu por pneumonia em portador de doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica grave. N&#227;o houve mortalidade de causa card&#237;aca (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. IV</xref>). </p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>As vari&#225;veis que se correlacionaram de forma significativa com a morbimortalidade precoce foram: preditores cl&#237;nicos (p=0,016), sendo que pacientes com preditor cl&#237;nico menor tiveram menos complica&#231;&#245;es; idade m&#233;dia de 70,5 anos, com desvio padr&#227;o de 6,7 (p=0,0002); insufici&#234;ncia card&#237;aca (p=0,048); insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica (p=0,024). </p>
    <p>A mortalidade tardia foi de 10,2% (9 pacientes), sendo que cinco faleceram por neoplasia e quatro por infarto agudo do mioc&#225;rdio. Oito pacientes foram perdidos na evolu&#231;&#227;o. A sobrevida foi de 95% (86 pacientes) no 1&#186; ano, 87% (48 pacientes) no 3&#186; ano e de 76% (8 pacientes) ao cabo de seis anos (<xref ref-type="table" rid="tab05">tab. V</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1</xref>). </p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Nenhuma das vari&#225;veis consideradas mostrou ter associa&#231;&#227;o significativa com a mortalidade tardia (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. IV</xref>). </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O que mais chama a aten&#231;&#227;o nesta casu&#237;stica &#233; o fato de que o infarto agudo do mioc&#225;rdio n&#227;o-fatal ocorreu em menos de 1%, e n&#227;o houve nenhum &#243;bito por infarto agudo do mioc&#225;rdio. Isto, apesar da associa&#231;&#227;o entre doen&#231;a arterial coronariana e aneurisma da aorta abdominal ter ocorrido em 31,5%. A associa&#231;&#227;o entre estas duas doen&#231;as &#233; bastante conhecida e se constitui numa das grandes preocupa&#231;&#245;es para com os pacientes que necessitam ser submetidos &#224; corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica do aneurisma da aorta abdominal<sup>4,11-14</sup>. A preval&#234;ncia &#233;, por vezes, maior que a encontrada nesta casu&#237;stica. Numa s&#233;rie de Hertzer e cols.<sup>15</sup>, apenas 18% de 234 pacientes com aneurisma da aorta abdominal n&#227;o apresentavam doen&#231;a coronariana. </p>
    <p>Apesar de n&#227;o se ter observado nenhum &#243;bito por infarto agudo do mioc&#225;rdio, este &#233; freq&#252;entemente apontado como sendo a principal causa de morte na cirurgia do aneurisma da aorta abdominal<sup>4,8,11,15-21</sup>. Na casu&#237;stica de Herzter e cols.<sup>8</sup>, o infarto agudo do mioc&#225;rdio foi respons&#225;vel por 40% dos &#243;bitos no p&#243;s-operat&#243;rio imediato de corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica do aneurisma da aorta abdominal, tendo essas mortes ocorrido com maior freq&#252;&#234;ncia nos pacientes que tinham evid&#234;ncia cl&#237;nica de doen&#231;a coronariana. </p>
    <p>Vale ressaltar que na presente casu&#237;stica, o n&#250;mero de interven&#231;&#245;es card&#237;acas no pr&#233;-operat&#243;rio foi elevado (12,3%), particularmente em fun&#231;&#227;o do in&#237;cio do estudo, quando todos os pacientes eram submetidos a cinecoronariografia. Esse n&#250;mero se equivale &#224; s&#233;rie de Komori e cols.<sup>6</sup>, na qual 11,94% dos pacientes foram previamente submetidos &#224; cirurgia card&#237;aca. A revasculariza&#231;&#227;o coronariana pr&#233;via diminui o risco de complica&#231;&#245;es card&#237;acas p&#243;s-operat&#243;rias, segundo Foster e cols.<sup>22</sup>, que conseguiram redu&#231;&#227;o de 6% para 2,2% na ocorr&#234;ncia de infarto agudo do mioc&#225;rdio no p&#243;s-operat&#243;rio, quando tratados com medicamentos ou submetidos a procedimento cir&#250;rgico coronariano, respectivamente. Mas deve ser considerado que, caso os pacientes sejam previamente submetidos a revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio, a mortalidade do procedimento deve ser somada &#224; mortalidade da cirurgia da corre&#231;&#227;o do aneurisma da aorta abdominal. </p>
    <p>O baixo &#237;ndice de infarto agudo do mioc&#225;rdio desta casu&#237;stica n&#227;o deve ser explicado unicamente pela conduta inicial de se submeter todos os pacientes a cateterismo card&#237;aco e eventual corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica coronariana, uma vez que isto somente ocorreu numa fase inicial do estudo. Como todos os pacientes que tomavam &#225;cido acetilsalic&#237;lico foram submetidos &#224; corre&#231;&#227;o do aneurisma da aorta abdominal sem sua interrup&#231;&#227;o, &#233; poss&#237;vel que esta pr&#225;tica tenha contribu&#237;do para o resultado. Deve ser salientado que o &#225;cido acetilsalic&#237;lico nunca promoveu sangramento significativo no intra-operat&#243;rio. Eventuais perdas maiores sempre foram atribu&#237;das a algum problema de ordem t&#233;cnica. Tamb&#233;m outros autores aceitam que n&#227;o &#233; necess&#225;ria a interrup&#231;&#227;o do medicamento, uma vez que n&#227;o h&#225; ind&#237;cios que sua manuten&#231;&#227;o promova aumento de sangramento intraoperat&#243;rio<sup>23</sup>. </p>
    <p>O &#237;ndice de complica&#231;&#245;es em nossa s&#233;rie foi de 37%, enquanto as complica&#231;&#245;es n&#227;o card&#237;acas corresponderam a 28,5%, semelhante &#224; encontrada por outros autores<sup>24</sup>. </p>
    <p>Dentre as complica&#231;&#245;es card&#237;acas, a fibrila&#231;&#227;o atrial aguda foi a mais freq&#252;ente (5,4%). Talvez pelo pequeno n&#250;mero de pacientes que apresentou esta complica&#231;&#227;o, n&#227;o foi poss&#237;vel determinar os fatores que a proporcionaram. Na s&#233;rie de Perzanowski e cols.<sup>25</sup>, a idade (73 &#177; 10 anos), hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, diabetes, doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica e infarto pr&#233;-operat&#243;rio, foram preditores de fibrila&#231;&#227;o atrial aguda. </p>
    <p>Quanto &#224;s complica&#231;&#245;es n&#227;o-card&#237;acas, ocorridas em 28,5% dos pacientes, as pulmonares foram as mais importantes em n&#250;mero, representando 37,8% das complica&#231;&#245;es. Elas s&#227;o habitualmente um dos grandes fatores de morbidade. Abu-Rahma e cols.<sup>5</sup> tiveram 29% de complica&#231;&#245;es respirat&#243;rias numa s&#233;rie de 332 pacientes operados por aneurisma da aorta abdominal. Komori e cols.<sup>6</sup> relataram taxa mais baixa, de 14,5%, mas ressaltaram que essas complica&#231;&#245;es influenciaram, de forma importante, a taxa geral de complica&#231;&#245;es. Outros autores referiram que a infec&#231;&#227;o pulmonar &#233; a causa mais comum da morbidade em pacientes submetidos a cirurgia de aneurisma da aorta abdominal, sendo que um ter&#231;o deles apresenta doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica como fator de risco para mortalidade<sup>3,12</sup>. </p>
    <p>Sete (18,9%) pacientes desta s&#233;rie desenvolveram complica&#231;&#245;es renais, isoladas ou associadas a outros tipos de complica&#231;&#227;o. Nenhum caso, entretanto foi grave o bastante para exigir hemodi&#225;lise. Na s&#233;rie de Komori e cols.<sup>6</sup>, as complica&#231;&#245;es renais representaram 1,2% e, por an&#225;lise multivariada, observaram que a insufici&#234;ncia renal pr&#233;via &#233; fator de risco significativo para comprometer a sobreviv&#234;ncia desses doentes. Da mesma forma, Norwood e cols.<sup>26</sup> observaram que pacientes com insufici&#234;ncia renal grave, alguns em est&#225;gio final, tiveram alta morbimortalidade p&#243;s-operat&#243;ria. A sobrevida em cinco anos foi de 43,5%, contra 78,1% dos pacientes sem insufici&#234;ncia renal. Questionam, inclusive, a indica&#231;&#227;o de cirurgia nesses casos. Em nossa s&#233;rie, apesar de n&#227;o ter havido pacientes com insufici&#234;ncia renal importante no pr&#233;-operat&#243;rio, esta se correlacionou de forma significativa com a morbimortalidade precoce. Na s&#233;rie de Sugawara e cols., na qual foram inclu&#237;dos pacientes com creatinina <underline>&gt;</underline> a 1,5 mg/dL<sup>27</sup>, houve maior &#237;ndice de complica&#231;&#245;es p&#243;s-operat&#243;rias, mas sem ter havido aumento na mortalidade. A insufici&#234;ncia renal pr&#233;via &#224; cirurgia tem sido mais valorizada como preditor de risco, tanto assim que foi inclu&#237;da como preditor cl&#237;nico de risco moderado (creatinina <underline>&gt;</underline> a 2 mg/dL) na avalia&#231;&#227;o pr&#233;-operat&#243;ria do ACC/AHA<sup>28</sup>. </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca tamb&#233;m se correlacionou com a morbi-mortalidade, corroborando os achados de meta-an&#225;lise publicada por Steyerberg e cols.<sup>29</sup>. </p>
    <p>Muito embora a idade seja considerada um preditor cl&#237;nico menor pela classifica&#231;&#227;o da ACC/AHA<sup>28</sup>, em nosso estudo, ela se correlacionou de forma, estatisticamente significativa, com a morbimortalidade precoce, de acordo com outros estudos<sup>12,30-32</sup>. </p>
    <p>A sobrevida tardia nesta s&#233;rie foi de 95%, 87%, 80% e 76%, respectivamente no 1&#186;, 3&#186;, 5&#186; e 6&#186; anos ap&#243;s o procedimento cir&#250;rgico. </p>
    <p>Embora n&#227;o tenhamos encontrado nenhum preditor de risco a longo prazo, provavelmente em fun&#231;&#227;o do baixo n&#250;mero de &#243;bitos, Komori e cols.<sup>6</sup> verificaram que a taxa de sobreviv&#234;ncia p&#243;s-operat&#243;ria tardia nos indiv&#237;duos de 75 anos foi de 73,3%, 50,6% e 22,3% no 3&#186;, 5&#186; e 10&#186; ano p&#243;s-operat&#243;rio, enquanto que nos pacientes com menos de 75 anos essas taxas corresponderam a 86,5%, 72,1% e 58,3%, respectivamente. Possivelmente, a idade avan&#231;ada, quando associada &#224; doen&#231;a vascular, deva ser considerada um preditor independente de eventos card&#237;acos. </p>
    <p>Os fatores de risco de maior preval&#234;ncia foram a hipertens&#227;o arterial (63,8%), seguida de dislipidemia (54,3%) e de tabagismo (53,8%). A hipertens&#227;o e o tabagismo s&#227;o comumente considerados fatores de risco significativos<sup>6,8,11-13</sup>, sendo que a dislipidemia &#233; mais raramente correlacionada com o aneurisma de aorta abdominal<sup>4,5,8</sup>. </p>
    <p>A longo prazo, a neoplasia junto com o infarto agudo do mioc&#225;rdio foram as principais causas de &#243;bito, tamb&#233;m observado por Komori e cols.<sup>6</sup> na popula&#231;&#227;o oriental, chamando a aten&#231;&#227;o para o desenvolvimento de malignidade nessa popula&#231;&#227;o durante seguimento a longo prazo. </p>
    <p>O fato de termos adotado, a partir de 1997, avalia&#231;&#227;o pr&#233;-operat&#243;ria menos invasiva, e, desta forma, realizado menos interven&#231;&#245;es card&#237;acas pr&#233;-operat&#243;rias, aparentemente n&#227;o interferiu na evolu&#231;&#227;o dos pacientes no p&#243;s-operat&#243;rio da cirurgia vascular, o que pode ser observado pela baixa incid&#234;ncia de eventos card&#237;acos. </p>
    <p>A mortalidade precoce desta s&#233;rie, de 3,1%, pode ser comparada &#224;s grandes s&#233;ries, exceto no aspecto de que ela n&#227;o esteve relacionada com o grau de doen&#231;a coronariana, como freq&#252;entemente acontece <sup>33-36</sup>. </p>
    <p>Concluindo, apesar de ser considerada uma cirurgia de alto risco e acometer principalmente idosos com v&#225;rias comorbidades presentes, a mais comum delas, a doen&#231;a obstrutiva coronariana, a cirurgia pode ser realizada com baixa mortalidade e com boa evolu&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Bonno van Bellen </p>
        <p> R. Martiniano de Carvalho 864/501 </p>
        <p> Cep 01323-000 - S&#227;o Paulo - SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="bellen@apm.org.br">bellen@apm.org.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Enviado em 02/02/2004 - Aceito em 05/07/2004</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Risk factors for postoperative death following elective surgical repair of abdominal aortic aneurysm: results from the UK Small Aneurysm Trial. On behalf of the UK Small Aneurysm Trial participants</article-title>
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          <article-title>Aneurisma da aorta abdominal: considera&#231;&#245;es sobre 100 procedimentos eletivos</article-title>
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          <article-title>Operative repair for aortic aneurysms: the gold standard</article-title>
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          <article-title>Open infrarenal abdominal aortic aneurysm repair: the Cleveland Clinic experience from 1989 to 1998</article-title>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prospective study of early and late morbidity and mortality in the abdominal aortic aneurysm surgical repair</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To prospectively assess early and late morbidity and mortality of patients undergoing elective surgical repair of abdominal infrarenal aortic aneurysms and to determine the independent predictors of cardiac events. METHODS: For 6 consecutive years, this study analyzed 130 patients, who underwent routine standardized preoperative assessment always with the same clinical, surgical, and anesthesia teams. RESULTS: In-hospital mortality was 3.1% (4 patients), and the major cause of death was mesenteric ischemia, which occurred in 3 patients. Forty-eight (37%) nonsurgical complications occurred as follows: 8.5% were cardiac complications and 28.5% were noncardiac complications. The most common complications were the pulmonary ones, which occurred in 14 (10.8%) patients. Survivals in the first, third, and sixth postoperative years were 95%, 87%, and 76%, respectively. The variables that significantly correlated with morbidity and mortality were clinical predictors, mean age of 70.5 years, and presence of heart failure and chronic renal failure. No predictor of late morbidity and mortality was identified. CONCLUSION: Although this is considered a highly complex surgery, mortality is low, the cardiac complications are not very significant, and the patients have a good long-term evolution.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>abdominal aorta</kwd>
        <kwd>aneurysm</kwd>
        <kwd>surgery</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Prospective study of early and late morbidity and mortality in the abdominal aortic aneurysm surgical repair</p>
      <p>
        <bold>Francine C. de Carvalho; Veridiana Porto Maggioli da Rocha Brito; Elis&#226;ngela Campaner Tribulatto; Bonno van Bellen</bold>
      </p>
      <p> S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Servi&#231;o de Cirurgia Vascular e Angiologia da Benefic&#234;ncia Portuguesa de S&#227;o Paulo </p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Correspondence</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To prospectively assess early and late morbidity and mortality of patients undergoing elective surgical repair of abdominal infrarenal aortic aneurysms and to determine the independent predictors of cardiac events. </p>
      <p><bold>METHODS: </bold>For 6 consecutive years, this study analyzed 130 patients, who underwent routine standardized preoperative assessment always with the same clinical, surgical, and anesthesia teams. </p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>In-hospital mortality was 3.1% (4 patients), and the major cause of death was mesenteric ischemia, which occurred in 3 patients. Forty-eight (37%) nonsurgical complications occurred as follows: 8.5% were cardiac complications and 28.5% were noncardiac complications. The most common complications were the pulmonary ones, which occurred in 14 (10.8%) patients. Survivals in the first, third, and sixth postoperative years were 95%, 87%, and 76%, respectively. The variables that significantly correlated with morbidity and mortality were clinical predictors, mean age of 70.5 years, and presence of heart failure and chronic renal failure. No predictor of late morbidity and mortality was identified.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Although this is considered a highly complex surgery, mortality is low, the cardiac complications are not very significant, and the patients have a good long-term evolution. </p>
      <p><bold>Key words: </bold>abdominal aorta, aneurysm, surgery</p>
      <p>Abdominal aortic aneurysms affects 4% of men and 1% of women in the age group between 60 and 70 years. It is the 13th cause of death in the United States of America<sup>1</sup>. </p>
      <p>Surgical repair of the abdominal aortic aneurysm is indicated when its diameter reaches or exceeds 5.5 cm, or when expansion of its cross-sectional diameter is <underline>&gt;</underline> 5 mm in one year<sup>2</sup>. In addition, surgical indication should be based on considerations about the risk of aneurysm rupture, which should be compared with the surgical risk and the patient's life expectancy. </p>
      <p>Mortality of the surgical repair of abdominal infrarenal aortic aneurysm has ranged from 1.6 to 12%<sup>3-7</sup>, acute myocardial infarction being considered the major cause of postoperative death, accounting for 40% of all deaths<sup>8</sup>. Thus, the emphasis given to cardiac assessment in the preoperative preparation of those patients. Identification and treatment of cardiac disease aim at reducing its impact on the morbidity and mortality of patients undergoing complex surgeries, such as the repair of abdominal aortic aneurysms. </p>
      <p>This study aimed at assessing the clinical and cardiological morbidity and mortality of the elective surgery for abdominal aortic aneurysms and to determine the independent predictors of cardiac events. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>From January 1994 to November 2000, 237 patients underwent elective surgical repair of abdominal infrarenal aortic aneurysms. Of them, 130 patients were prospectively selected. The same protocol was used for preoperative assessment, performed by the same cardiologist, and of early and late postoperative follow-up. The study sample comprised 115 (88.5%) men and 15 (11.5%) women, with a mean age of 67&#177;8.05 years. The other patients could not be included in the protocol because they came from other clinics and services of the hospital. All patients had the same surgical and anesthesia teams. </p>
      <p>The patients underwent the following preoperative examinations: laboratory tests (hemogram, coagulogram, renal function, electrolytes, lipid profile, arterial blood gas analysis, total proteins and fractions, hepatic enzymes, and glycemia); electrocardiography; chest X-ray; and echocardiography. </p>
      <p>The following patients were considered as having clinical evidence of obstructive coronary heart disease: symptomatic patients from the coronary viewpoint, ie, patients with a history of typical angina pectoris, myocardial infarction, myocardial revascularization, or previous coronary angioplasty, or both; asymptomatic patients with an electrocardiographic finding suggestive of a necrotic area (Q wave <underline>&gt;</underline> 0.03 s or amputation of the R wave in at least 2 leads, or both). </p>
      <p>The symptomatic patient or the patient using antiarrhythmic medication was considered to have cardiac arrhythmia. Patients with heart failure were characterized according to NYHA functional class <sup>9</sup>. </p>
      <p>In addition, chronic obstructive pulmonary disease and chronic renal failure were considered comorbidities. </p>
      <p>The following were considered risk factors for atherosclerosis: 1) systemic arterial hypertension: previous history of arterial hypertension and use of antihypertensive medication or blood pressure &gt; 140/90 mmHg in at least 2 measurements taken on different days; 2) diabetes mellitus: a previous history of diabetes, controlled with diet, oral antidiabetic drug or insulin; 3) smoking: current or within the past 5 years; 4) dyslipidemia: total cholesterol &gt; 200 mg/dL, LDL-cholesterol &gt; 130 mg/dL, and the association of triglycerides &gt; 200 mg/dL with HDL-cholesterol &lt; 35 mg/dL. </p>
      <p>At the beginning of the study, all patients underwent cardiac catheterization on preoperative assessment. Since the publication of the ACC/AHA guidelines<sup>10</sup> for cardiovascular evaluation in noncardiac surgery, a progressive change in attitude has been observed, and, since 1997, a new protocol has been used for assessing surgical risk. That protocol is based on the evaluation of clinical predictors (major, intermediate, and minor), on the functional capacity expressed in metabolic equivalents (&gt; 4 METs and &lt; 4 METs), which was analyzed through an adaptation of the Duke activity scale by the AHA, and on the type of surgery according to the algorithm of the ACC/AHA task force<sup>10</sup>. </p>
      <p>The following were considered cardiac complications: fatal acute myocardial infarction; nonfatal acute myocardial infarction; cardiac decompensation, with worsening of functional class; acute atrial fibrillation; and ventricular or supraventricular arrhythmias that required intravenous medication. </p>
      <p>The use of acetylsalicylic acid in the preoperative period of patients with coronary heart disease or cerebral disease was not interrupted. </p>
      <p>The following grafts were performed: 84 (64.6%) aorto-aortic grafts and 46 (35.5%) aorto-bifurcated grafts. </p>
      <p>All patients underwent electrocardiography in the immediate postoperative period, and on the first and second postoperative days. Serial cardiac enzyme measurements were taken in the case of intra- or postoperative clinical instability or in the presence of electrocardiographic changes suggestive of acute ischemia. In-hospital mortality was considered death occurring within 30 days after surgery, even when the patient was already at home. Some patients continued their clinical follow-up on an outpatient care basis. Others had their late survival assessed through telephone contact, and, if the patient had died, the cause of death written down on the death certificate was asked for. </p>
      <p>The following variables were analyzed: sex, age, evidence of obstructive coronary heart disease, preoperative cardiac procedure, risk factors, functional capacity, chronic obstructive pulmonary disease, chronic renal failure, electrocardiography, left ventricular ejection fraction, myocardial scintigraphy, 1-vessel, 2-vessel or 3-vessel coronary artery disease, and NYHA heart failure classification<sup>9</sup>. </p>
      <p>The major risk factors affecting the patients are shown in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">table I</xref>. Forty-one (31.5%) patients had evidence of obstructive coronary heart disease, and electrocardiography was the diagnostic examination in 31 (75.7%) of them (P&lt;0.001). Of the 41 patients with obstructive coronary heart disease, 32 (79%) had changes in contractility on echocardiography. Sixty-three patients underwent myocardial scintigraphy, and the result was normal in 49. Of the 14 patients with an abnormal result, scintigraphy was the only evidence of coronary heart disease in 4. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Seventy-five patients underwent cardiac catheterization. In 2 patients, the results were not available, and, of the 73 remaining patients, only 20 (27.4%) were normal (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">tab. II</xref>). Single-vessel disease was diagnosed in 16 (22%) patients; 2-vessel disease in 21 (28.2%); and 3-vessel disease in 16 (22%) patients. This shows the elevated association between abdominal aortic aneurysm and coronary heart disease (53 patients, 72.8%).</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>It is worth stressing that of the 34 patients with no evidence of coronary heart disease on anamnesis, electrocardiography, or echocardiography, 17 (50%) had significant coronary lesions on cardiac catheterization. </p>
      <p>Of all patients, 10 (7.7%) had undergone a previous cardiac intervention as follows: myocardial revascularization, 7 (5.4%) patients; and coronary angioplasty, 3 (2.3%) patients. Cardiac intervention was indicated before the aortic aneurysm surgery in 16 (12.3%) patients, surgical revascularization was indicated in 10 (7.7%) patients, and angioplasty in 6 (4.6%) patients. </p>
      <p>Only 2 (1.6%) patients had a major clinical predictor, both in the form of unstable angina. One patient underwent coronary angioplasty and the other underwent myocardial revascularization in the preoperative period, and evolved uneventfully. </p>
      <p>Statistical analysis was performed by using the Student <italic>t</italic> test for comparison between 2 means, the chi-square test or Fisher exact test for comparison between 2 proportions, and the Kaplan-Meyer survival curve for obtaining the estimate of the probability of survival. The significance value of P=0.05 was adopted. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Postoperative complications occurred in 48 (37%) patients, 11 (8.5%) being cardiac and 37 (28.5%) being noncardiac (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">tab. III</xref>). One (0.77%) patient had nonfatal acute myocardial infarction on the tenth postoperative day, after hospital discharge. The most frequent cardiac complication was acute atrial fibrillation, which occurred in 7 (5.4%) patients, followed by cardiac decompensation, which occurred in 3 (2.3%). Having a previous history of myocardial revascularization and heart failure showed a significant correlation with cardiac complications (P=0.013 and &lt; 0.001, respectively). The major noncardiac complication was pulmonary, which was the most frequent complication among all patients (14 patients, 37.8%). </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Four (3.1%) patients died within a 30-day period, and the major cause of death was mesenteric ischemia, which occurred in 3 patients. In 2 patients, the diagnosis was established on surgical reexploration. The third patient died due to septic shock attributed to mesenteric ischemia. The fourth patient had severe chronic obstructive pulmonary disease and died due to pneumonia. No death was due to a cardiac cause (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">tab. IV</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The variables that significantly correlated with early morbidity and mortality were as follows: clinical predictors (P=0.016), patients with a minor clinical predictor had fewer complications; mean age of 70.5 years, with a standard deviation of 6.7 (P=0.0002); heart failure (P=0.048); and chronic renal failure (P=0.024). </p>
      <p>Late mortality was 10.2% (9 patients): 5 patients died due to neoplasia and 4 due to acute myocardial infarction. The research team lost contact with 8 patients. Survival in the first year was 95% (86 patients); in the third year, 87% (48 patients); and, by the end of 6 years, 76% (8 patients) (<xref ref-type="table" rid="tab05-body2">tab. V</xref> and <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">fig. 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-04-0292-00004-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>None of the variables analyzed showed a significant association with late mortality (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">tab. IV</xref>). </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Our most striking finding is the fact that nonfatal acute myocardial infarction occurred in less than 1% of our sample, and no patient died due to acute myocardial infarction, although the association between coronary heart disease and abdominal aortic aneurysm occurred in 31.5% of the patients. The association between those 2 diseases is very well known and is one of the major concerns about patients who need to undergo surgical repair of an abdominal aortic aneurysm<sup>4,11-14</sup>. The prevalence of that association is sometimes greater than that found in our case series. In a case series of 234 patients with abdominal aortic aneurysms, Hertzer et al<sup>15</sup> reported that only 18% of the patients did not have coronary heart disease. </p>
      <p>Although none of our patients died due to acute myocardial infarction, the latter is frequently reported as the major cause of death in the surgical repair of abdominal aortic aneurysm<sup>4,8,11,15-21</sup>. In the case series by Herzter et al<sup>8</sup>, acute myocardial infarction accounted for 40% of the deaths in the immediate postoperative period of abdominal aortic aneurysm surgical repair, and those deaths were more frequent in patients with clinical evidence of coronary heart disease. </p>
      <p>It is worth emphasizing that in our case series, the number of preoperative cardiac interventions was elevated (12.3%), particularly because at the beginning of the study all patients underwent cine coronary angiography. That number is equivalent to that in the case series of Komori et al<sup>6</sup>, in which 11.94% of the patients had previously undergone cardiac surgery. Previous coronary revascularization reduces the risk of postoperative cardiac complications, according to Foster et al<sup>22</sup>, who reported a reduction from 6% to 2.2% in the occurrence of postoperative acute myocardial infarction, for patients treated with medications or undergoing coronary surgical procedures, respectively. However, it should be considered that, if patients undergo previous myocardial revascularization, the mortality of the procedure should be added to that of the abdominal aortic aneurysm surgical repair. </p>
      <p>The acute myocardial infarction rate of our case series should not be explained only because of the initial practice of having patients undergo cardiac catheterization and eventual surgical coronary repair, because this only happened in the initial phase of the study. Considering that all patients who were taking acetylsalicylic acid underwent surgical repair of an abdominal aortic aneurysm without its suspension, one may think that that practice may have contributed to the result. It is worth noting that acetylsalicylic acid never caused significant intraoperative bleeding. Occasional greater loses have always been attributed to a technical problem. Other authors have also agreed that medicamentous suspension is not required, because no evidence exists that its maintenance increases the incidence of intraoperative bleeding<sup>23</sup>. </p>
      <p>The complication rate in our case series was 37%, and the noncardiac complications accounted for 28.5%, a similar rate as that reported by other authors<sup>24</sup>. </p>
      <p>Of the cardiac complications, acute atrial fibrillation was the most frequent (5.4%). Maybe due to the small number of patients with that complication, its causing factors could not be determined. In the study by Perzanowski et al<sup>25</sup>, age (73 &#177; 10 years), systemic arterial hypertension, diabetes, chronic obstructive pulmonary disease, and preoperative infarction were predictors of acute atrial fibrillation. </p>
      <p>In regard to the noncardiac complications occurring in 28.5% of the patients, the pulmonary ones were the most significant in number, accounting for 37.8% of the complications. They are usually one of the major factors of morbidity. AbuRahma et al<sup>5</sup> reported 29% of respiratory complications in a case series of 332 patients operated on due to abdominal aortic aneurysm. Komori et al<sup>6</sup> reported a lower rate of 14.5%, but they emphasized that those complications significantly influenced the overall complication rate. Other authors reported that pulmonary infection is the most common cause of morbidity in patients undergoing surgical repair for abdominal aortic aneurysms and that one third of them have chronic obstructive pulmonary disease as a risk factor for mortality<sup>3,12</sup>. </p>
      <p>Seven (18.9%) patients in this case series developed renal complications, isolated or associated with other types of complications. However, they were not severe enough to require hemodialysis. In the study by Komori et al<sup>6</sup>, renal complications accounted for 1.2%, and, by using multivariate analysis, they reported that previous renal failure is a significant risk factor for those patients. Similarly, Norwood et al<sup>26</sup> reported that patients with severe renal failure, some in the final stage, had high postoperative morbidity and mortality. Their 5-year survival was 43.5%, while that of patients without renal failure was 78.1%. Those authors even question the validity of surgical indication in such cases. In our case series, although no patient had significant preoperative renal failure, the latter significantly correlated with early morbidity and mortality. In the study by Sugawara et al<sup>27</sup>, which included patients with creatinine serum levels <underline>&gt;</underline> 1.5 mg/dL, a greater rate of postoperative complications before surgery has been valued as a risk predictor, and it was included as a moderate clinical risk predictor (creatinine <underline>&gt;</underline> 2 mg/dL) in the preoperative assessment of the ACC/AHA<sup>28</sup>. </p>
      <p>Heart failure has also correlated with morbidity and mortality, corroborating the findings of the meta-analysis published by Steyerberg et al<sup>29</sup>. </p>
      <p>Although age has been considered a minor clinical predictor by the ACC/AHA classification<sup>28</sup>, in our study it correlated in a statistically significant way with early morbidity and mortality, in accordance with other studies<sup>12,30-32</sup>. </p>
      <p>Late survival in this series was 95%, 87%, 80%, and 76% in the first, third, fifth, and sixth years after the surgical procedure, respectively. </p>
      <p>Although we found no risk predictor in the long run, maybe because of the low number of deaths, Komori et al <sup>6</sup> reported that the late postoperative survival rates in individuals aged 75 years were 73.3%, 50.6%, and 22.3% in the third, fifth, and tenth postoperative years. For patients aged less than 75 years, those rates were 86.5%, 72.1%, and 58.3%, respectively. Advanced age in association with vascular disease may be considered an independent predictor of cardiac events. </p>
      <p>The most prevalent risk factors were arterial hypertension (63.8%), followed by dyslipidemia (54.3%) and smoking (53.8%). Hypertension and smoking are usually considered significant risk factors<sup>6,8,11-13</sup>, and dyslipidemia is more rarely correlated with abdominal aortic aneurysm<sup>4,5,8</sup>. </p>
      <p>In the long run, neoplasia and acute myocardial infarction were the major causes of death, which has also been reported by Komori et al<sup>6</sup> in the Japanese population, stressing the development of malignancy in that population during long-term follow-up. </p>
      <p>The fact that, since 1997, we have adopted a less invasive preoperative evaluation, and, therefore, performed fewer preoperative cardiac interventions, has not apparently interfered with the patients' evolution in the postoperative period of vascular surgery, which may be observed in the low incidence of cardiac events in our sample. </p>
      <p>The early mortality of 3.1% in our case series may be compared with that in large case series, except that it did not relate to the degree of coronary heart disease, as frequently observed<sup>33-36</sup>. </p>
      <p>In conclusion, although it has been considered a high-risk surgery mainly performed in elderly patients, who have several comorbidities, obstructive coronary heart disease being the most common, abdominal aortic aneurysm surgical repair may be performed with a low mortality rate and result in a good outcome.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondence to</bold>
          </label>
          <p> Bonno van Bellen </p>
          <p> Rua Martiniano de Carvalho, 864/501 </p>
          <p> Cep 01323-000 - S&#227;o Paulo, SP, Brazil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="bellen@apm.org.br">bellen@apm.org.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received for publication: 02/02/2004 </p>
      <p> Accepted for publication: 07/05/2004 </p>
      <p>English version by Stela Maris Costalonga</p>
    </body>
  </sub-article>
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