<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">BxbRDqPYzhbJ7xbnzmrgZXM</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2005000300010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(05)08400310</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2005000300010</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica da atriosseptostomia com bal&#227;o</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Marchi</surname>
            <given-names>Carlos Henrique de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Godoy</surname>
            <given-names>Moacir Fernandes de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Santos</surname>
            <given-names>M&#225;rcio Ant&#244;nio dos</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Moscardini</surname>
            <given-names>Airton Camacho</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Hassen Sobrinho</surname>
            <given-names>S&#237;rio</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Croti</surname>
            <given-names>Ulisses Alexandre</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="state"/>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
      <volume>84</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>245</fpage>
      <lpage>250</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>20</day>
          <month>02</month>
          <year>2004</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>13</day>
          <month>08</month>
          <year>2004</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Avaliar a atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardiografia. M&#201;TODOS: Entre agosto de 1997 e janeiro de 2004, 31 crian&#231;as portadoras de cardiopatias cong&#234;nitas com indica&#231;&#227;o de atriosseptostomia com bal&#227;o foram submetidas ao procedimento sob monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica exclusiva. Admitiu-se sucesso quando da obten&#231;&#227;o de comunica&#231;&#227;o interatrial com di&#226;metro &gt; 4 mm e com ampla mobilidade das suas margens. RESULTADOS: Predominou o sexo masculino (83,9%). A idade mediana foi de 5 dias (1-150) e o peso teve mediana de 3.300g (1.800-7.500). Transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias ocorreu em 80,6%, atresia tric&#250;spide em 12,9%, drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares em 3,2% e atresia pulmonar com septo &#237;ntegro em 3,2%. O procedimento foi bem sucedido em todos os casos. O tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial aumentou de 1,8&#177;0,8 mm para 5,8&#177;1,3 mm (P&lt;0,0001) e a satura&#231;&#227;o arterial de oxig&#234;nio de 64,5&#177; 18,9% para 85,1&#177;9,2% (P&lt;0,0001). Complica&#231;&#245;es ocorridas: tr&#234;s rupturas de bal&#227;o, uma les&#227;o de veia femoral direita, uma taquicardia supraventricular e um flutter atrial. CONCLUS&#195;O: Atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardiografia &#233; m&#233;todo seguro e eficaz. Possibilita a realiza&#231;&#227;o do procedimento &#224; beira do leito, evitando o transporte da crian&#231;a, identificando o posicionamento do cateter, reduzindo complica&#231;&#245;es graves e avaliando o resultado imediato do procedimento.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>cardiopatia cong&#234;nita</kwd>
        <kwd>ecocardiografia</kwd>
        <kwd>atriosseptostomia com bal&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>19</day>
        <month>08</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold> ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica da atriosseptostomia com bal&#227;o </bold>
    </p>
    <p>Carlos Henrique de Marchi; Moacir Fernandes de Godoy; M&#225;rcio Ant&#244;nio dos Santos; Airton Camacho Moscardini; S&#237;rio Hassen Sobrinho; Ulisses Alexandre Croti </p>
    <p>S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP </p>
    <p> Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Avaliar a atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardiografia. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Entre agosto de 1997 e janeiro de 2004, 31 crian&#231;as portadoras de cardiopatias cong&#234;nitas com indica&#231;&#227;o de atriosseptostomia com bal&#227;o foram submetidas ao procedimento sob monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica exclusiva. Admitiu-se sucesso quando da obten&#231;&#227;o de comunica&#231;&#227;o interatrial com di&#226;metro <underline>&gt;</underline> 4 mm e com ampla mobilidade das suas margens. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>Predominou o sexo masculino (83,9%). A idade mediana foi de 5 dias (1-150) e o peso teve mediana de 3.300g (1.800-7.500). Transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias ocorreu em 80,6%, atresia tric&#250;spide em 12,9%, drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares em 3,2% e atresia pulmonar com septo &#237;ntegro em 3,2%. O procedimento foi bem sucedido em todos os casos. O tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial aumentou de 1,8&#177;0,8 mm para 5,8&#177;1,3 mm (P&lt;0,0001) e a satura&#231;&#227;o arterial de oxig&#234;nio de 64,5&#177; 18,9% para 85,1&#177;9,2% (P&lt;0,0001). Complica&#231;&#245;es ocorridas: tr&#234;s rupturas de bal&#227;o, uma les&#227;o de veia femoral direita, uma taquicardia supraventricular e um flutter atrial. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardiografia &#233; m&#233;todo seguro e eficaz. Possibilita a realiza&#231;&#227;o do procedimento &#224; beira do leito, evitando o transporte da crian&#231;a, identificando o posicionamento do cateter, reduzindo complica&#231;&#245;es graves e avaliando o resultado imediato do procedimento.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>cardiopatia cong&#234;nita; ecocardiografia; atriosseptostomia com bal&#227;o</p>
    <p> A sobrevida de crian&#231;as portadoras de determinados defeitos card&#237;acos cong&#234;nitos depende da presen&#231;a de uma comunica&#231;&#227;o interatrial adequada. A atriosseptostomia com bal&#227;o &#233; uma t&#233;cnica paliativa que viabiliza a circula&#231;&#227;o dessas crian&#231;as, pela cria&#231;&#227;o ou amplia&#231;&#227;o de uma comunica&#231;&#227;o interatrial, possibilitando uma melhor mistura sang&#252;&#237;nea nos &#225;trios. </p>
    <p>A remo&#231;&#227;o cir&#250;rgica de parte do septo atrial para cria&#231;&#227;o de uma comunica&#231;&#227;o foi descrita por Blalock e Hanlon<sup>1</sup> em 1950. Um grande marco no tratamento da transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias (TGA) e do cateterismo intervencionista ocorreu quando Rashkind e Miller<sup>2</sup> realizaram no laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica a primeira atriosseptostomia utilizando um cateter bal&#227;o introduzido pela veia femoral sem necessidade de toracotomia. </p>
    <p>Classicamente descrita para o tratamento de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias, a atriosseptostomia com bal&#227;o tamb&#233;m mostrou efic&#225;cia em casos de atresia tric&#250;spide, drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares, atresia pulmonar com septo interventricular &#237;ntegro e na s&#237;ndrome de hipoplasia do cora&#231;&#227;o esquerdo<sup>3-6</sup>. </p>
    <p>Apesar dos resultados satisfat&#243;rios da atriosseptostomia com bal&#227;o, o procedimento n&#227;o &#233; isento de complica&#231;&#245;es. Rashkind<sup>7</sup>, relacionou poss&#237;veis problemas associados ao procedimento, como a dificuldade de acesso venoso para introdu&#231;&#227;o de cateteres de 5,5 ou 6,5 F em neonatos, perfura&#231;&#227;o de c&#226;maras card&#237;acas, les&#227;o de veia pulmonar, das valvas atrioventriculares direita ou esquerda, da veia cava inferior e ruptura do bal&#227;o com embolia de peda&#231;os de borracha. </p>
    <p>Perry e cols.<sup>8</sup> descreveram sobre a ecocardiografia assistindo a localiza&#231;&#227;o e implanta&#231;&#227;o de cateteres venosos ou arterias em crian&#231;as. Mesmo no laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica, o ecocardiograma contribuiria com o posicionamento dos cateteres diminuindo o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; radia&#231;&#227;o, principalmente nas cardiopatias complexas. Ap&#243;s a edi&#231;&#227;o do artigo, os autores acrescentaram uma nota adicionando o acompanhamento ecocardiogr&#225;fico de tr&#234;s atriosseptostomias com bal&#227;o. </p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o da ecocardiografia para monitora&#231;&#227;o de atriosseptostomia com bal&#227;o foi inicialmente descrita por Matsunaga e cols.<sup>9</sup> no Jap&#227;o, realizando o procedimento em oito crian&#231;as, seis portadoras de d-transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias e duas de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares. Seguidos por Allan e cols.<sup>10</sup> na Inglaterra e Perry e cols.<sup>11</sup> nos Estados Unidos. </p>
    <p>A possibilidade de realizar o procedimento mais rapidamente nas Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal sem necessidade de transporte de rec&#233;m-nascidos de alto risco e sem uso de radia&#231;&#227;o foi relatada por Baker e cols.<sup>12</sup>, que realizaram a atriosseptostomia com bal&#227;o &#224; beira do leito guiado apenas pela ecocardiografia em oito crian&#231;as portadoras de transposi&#231;&#227;o completa das grandes art&#233;rias. </p>
    <p>No Brasil, a realiza&#231;&#227;o da atriosseptostomia com bal&#227;o &#224; beira do leito sob controle ecocardiogr&#225;fico foi descrita por Serra e cols.<sup>13</sup>. O procedimento foi realizado em nove rec&#233;m-nascidos, oito com transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias e um com atresia pulmonar com septo interventricular &#237;ntegro. Aus&#234;ncia de complica&#231;&#245;es, comunica&#231;&#227;o interatrial ampla e melhora cl&#237;nica foram os resultados obtidos em todos os casos. Mattos e col<sup>14</sup>, no Brasil, realizaram a atriosseptostomia na unidade de terapia intensiva em tr&#234;s neonatos, dois com transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias e um com atresia tric&#250;spide. N&#227;o foi obtido sucesso apenas em um paciente, com 36 dias de vida e, provavelmente, apresentando rigidez do septo interatrial. </p>
    <p>Este trabalho tem por objetivo avaliar a efic&#225;cia e seguran&#231;a da atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardiografia em um servi&#231;o de cardiologia pedi&#225;trica de Hospital Unversit&#225;rio.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O projeto deste estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#233;tica em pesquisa da nossa institui&#231;&#227;o, de acordo com a Resolu&#231;&#227;o n&#186; 196/96 do CNS. O procedimento foi realizado ap&#243;s consentimento livre e esclarecido dos respons&#225;veis pelas crian&#231;as. </p>
    <p>De agosto de 1997 a janeiro de 2004, 31 crian&#231;as portadoras de cardiopatias cong&#234;nitas foram submetidas &#224; atriosseptostomia com bal&#227;o monitoradas exclusivamente pela ecocardiografia. </p>
    <p>Foram realizados no Hospital da nossa institui&#231;&#227;o 28 procedimentos e 3 em outros Hospitais da cidade. </p>
    <p>Foram selecionadas crian&#231;as com diagn&#243;stico ecocardiogr&#225;fico de cardiopatia cong&#234;nita associada &#224; comunica&#231;&#227;o interatrial ou forame oval restritivos, de tamanho insuficiente para permitir uma mistura sang&#252;&#237;nea adequada e necess&#225;ria para viabilizar sua circula&#231;&#227;o. A comunica&#231;&#227;o interatrial ou forame oval foram considerados restritivos quando apresentavam di&#226;metro &lt; 4mm ao ecocardiograma<sup>15</sup>. </p>
    <p>A partir da suspeita cl&#237;nica de cardiopatia cong&#234;nita foi realizado um ecocardiograma transtor&#225;cico bidimensional com mapeamento de fluxo em cores &#224; beira do leito. Nos exames realizados no Hospital da nossa institui&#231;&#227;o utilizou-se um aparelho marca ATL (<italic>Advanced Technology Laboratory; Bothell, WA</italic>), modelo Apogee CX 200, com transdutor mec&#226;nico de 5 mHz. Nos exames realizados em outros hospitais foi utilizado aparelho marca Esaotebiom&#233;dica, modelo SIM 7000 CFM (Floren&#231;a, It&#225;lia) com transdutor mec&#226;nico de 5 mHz. </p>
    <p>Foram utilizados janelas e cortes ecocardiogr&#225;ficos padr&#245;es, conforme recomenda&#231;&#245;es da Sociedade Americana de Ecocardiografia<sup>16,17</sup> e realizada a an&#225;lise segmentar sequencial<sup>18</sup>. </p>
    <p>Transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias simples foi definida como a cardiopatia cong&#234;nita com concord&#226;ncia atrioventricular, discord&#226;ncia ventriculoarterial e poss&#237;veis associa&#231;&#245;es com canal arterial patente, forame oval p&#233;rveo e/ou comunica&#231;&#227;o interventricular &lt; de 3 mm<sup>19</sup>. </p>
    <p>Os rec&#233;m nascidos cian&#243;ticos atendidos ap&#243;s o ano de 2000, receberam prostaglandina E1 na dose de 0,01 a 0,1 mg/kg/min em infus&#227;o intravenosa cont&#237;nua, mesmo antes da confirma&#231;&#227;o diagn&#243;stica. </p>
    <p>Todas as crian&#231;as estavam sob monitora&#231;&#227;o continua da satura&#231;&#227;o arterial de oxig&#234;nio por oximetria de pulso, obtida com monitor marca Dixtal (Dixtal Biom&#233;dica Ind. e Com. Ltda.; Manaus, AM) modelo DX 2405. Para efeito de an&#225;lise, foram considerados os valores da oximetria obtidos imediatamente antes do procedimento (Sat 1) e cerca de 30 minutos ap&#243;s seu t&#233;rmino (Sat 2). </p>
    <p>O procedimento foi realizado &#224; beira do leito nos casos em que o ecocardiograma diagn&#243;stico tenha sido suficiente para fornecer as informa&#231;&#245;es necess&#225;rias. O procedimento foi realizado no laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica quando necess&#225;ria a complementa&#231;&#227;o com estudo angiogr&#225;fico, como nos casos com diagn&#243;stico de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares e nos de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias onde o ecocardiograma n&#227;o definiu com precis&#227;o o padr&#227;o da circula&#231;&#227;o coronariana e nos casos que necessitaram de melhor avalia&#231;&#227;o das art&#233;rias pulmonares. </p>
    <p>A rotina para realiza&#231;&#227;o da atriosseptostomia com bal&#227;o foi a seguinte: a) crian&#231;a em dec&#250;bito dorsal, em ber&#231;o aquecido se rec&#233;m-nascido; b) seda&#231;&#227;o com hidrato de cloral na dose de 50 mg/Kg/dose via oral se a crian&#231;a estivesse em ventila&#231;&#227;o espont&#226;nea ou midazolan na dose de 0,1mg/kg via venosa se estivesse em ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica; c) membros inferiores fixados em abdu&#231;&#227;o; d) assepsia e antissepsia da regi&#227;o inguinal direita; e) infiltra&#231;&#227;o anest&#233;sica com lidoca&#237;na a 2% da regi&#227;o inguinal direita; f) dissecada a jun&#231;&#227;o venosa safeno-femoral direita, preferencialmente, a via umbilical foi um acesso alternativo; g) introduzido o cateter de Rashkind, cujos modelos foram o bal&#227;o de Rashkind (<italic>USCI-CR Bard, Inc, Billerica, MA</italic>) ou o cateter bal&#227;o para atriosseptostomia de Fogarty (<italic>Edwards-Baxter Healthcare</italic>), 5F ou 6F; h) iniciada a monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica do procedimento com o ecocardiografista cal&#231;ando luvas, posicionado contra-lateralmente ao hemodinamicista, o transdutor ecocardiogr&#225;fico desinfetado com solu&#231;&#227;o de povidine degermante e t&#243;pico colocado na janela subcostal para demonstrar detalhes anat&#244;micos da drenagem venosa e dos &#225;trios; i) sob monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica, o cateter de atriosseptostomia passou pela veia cava inferior at&#233; o &#225;trio direito e via forame oval chegou ao &#225;trio esquerdo onde foi insuflado com solu&#231;&#227;o salina e ent&#227;o, tracionado rapidamente de volta para o &#225;trio direito, e desinsuflado; j) foram estimados com aux&#237;lio da ecocardiografia o di&#226;metro do bal&#227;o insuflado, a mobilidade das margens e o di&#226;metro da comunica&#231;&#227;o interatrial ap&#243;s cada procedimento. Utilizada a denomina&#231;&#227;o de CIA1 para a comunica&#231;&#227;o interatrial ou forame oval antes do procedimento e CIA2 para a resultante; l) o procedimento inicial foi realizado com di&#226;metro do bal&#227;o insuflado de 11 a 12 mm, aumentado progressivamente at&#233; o limite m&#225;ximo de 15 a 16 mm. </p>
    <p>O procedimento foi repetido at&#233; atingir crit&#233;rio de satisfa&#231;&#227;o para seu encerramento, ou seja, a obten&#231;&#227;o de comunica&#231;&#227;o interatrial satisfat&#243;ria, definida como aquela com di&#226;metro <underline>&gt;</underline> 4 mm e mostrando ampla mobilidade das suas margens<sup>15</sup>. Os exames ecocardiogr&#225;ficos foram registrados em fita de v&#237;deo-cassete. </p>
    <p>Para realiza&#231;&#227;o dos c&#225;lculos estat&#237;sticos foi utilizado o programa <italic>GraphPad InStat </italic>vers&#227;o 3.05 para Windows 95/NT<italic>, GraphPad Software Inc, San Diego California USA</italic>, <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.graphpad.com">www.graphpad.com</ext-link>. </p>
    <p>Para vari&#225;veis cont&#237;nuas foram analisados m&#233;dia, desvio padr&#227;o e mediana. Para vari&#225;veis discretas analisada a mediana. Foi verificada ainda a poss&#237;vel correla&#231;&#227;o entre o n&#250;mero de tra&#231;&#245;es do bal&#227;o e a idade. Para compara&#231;&#227;o entre as amostras utilizou-se o teste de Wilcoxon bicaudal. Foram considerados significativos valores de P<underline>&lt;</underline>0,05. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Das 31 crian&#231;as submetidas &#224; atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardiografia, 26 (83,9%) eram do sexo masculino e cinco (16,1%) do sexo feminino. </p>
    <p>A idade m&#233;dia foi de 14,6&#177;28,3 dias e a mediana foi de cinco dias com idade m&#237;nima de um e m&#225;xima de 150 dias. </p>
    <p>O peso m&#233;dio foi de 3.328,8&#177;947,1g e a mediana de 3.300g com peso m&#237;nimo de 1.800 e m&#225;ximo de 7.500g </p>
    <p>Transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias foi o diagn&#243;stico anat&#244;mico mais freq&#252;ente, encontrado em 25 (80,6%) crian&#231;as, seguido de atresia tric&#250;spide em quatro (12,9%), drenagem an&#244;mala total das veias pulmonares em uma (3,2%) e atresia pulmonar com septo &#237;ntegro em uma (3,2%). </p>
    <p>Dos 25 casos de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias 16 foram do tipo simples (aus&#234;ncia ou comunica&#231;&#227;o interventricular &lt; 3 mm) e nove associadas a comunica&#231;&#227;o interventricular <underline>&gt;</underline> 3 mm. Dos casos citados, um tamb&#233;m apresentava coarcta&#231;&#227;o de aorta e dois estenose pulmonar, uma do tipo valvar e outra subvalvar. O caso associado &#224; estenose pulmonar valvar tamb&#233;m apresentava art&#233;rias pulmonares desconectadas. </p>
    <p>Nos casos de atresia tric&#250;spide, tr&#234;s apresentavam concord&#226;ncia ventr&#237;culo-arterial com estenose pulmonar e o outro discord&#226;ncia ventr&#237;culo-arterial sem estenose pulmonar. </p>
    <p>O caso de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares foi do tipo supracard&#237;aco. </p>
    <p>Usavam prostaglandina E1, por ocasi&#227;o do procedimento, 20 (64,5%) crian&#231;as. N&#227;o faziam uso do medicamento, o caso de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares, os quatro casos de atresia tric&#250;spide e os seis casos de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias, atendidos antes do ano 2000. </p>
    <p>Ventila&#231;&#227;o assistida com intuba&#231;&#227;o orotraqueal foi como se encontravam 17 (54,8%) crian&#231;as e ventila&#231;&#227;o espont&#226;nea com suplementa&#231;&#227;o de oxig&#234;nio as demais. </p>
    <p>Foram realizados &#224; beira do leito da UTI 27 (87%) procedimentos, excetuando o caso de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares, um caso de atresia tric&#250;spide, o caso de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias com d&#250;vida da anatomia coronariana ao ecocardiograma e o caso de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias associado &#224; estenose valvar pulmonar com art&#233;rias pulmonares n&#227;o confluentes. Nesses casos a atriosseptostomia com bal&#227;o foi realizada no laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica por ocasi&#227;o do cateterismo card&#237;aco, mas tamb&#233;m sob controle ecocardiogr&#225;fico exclusivo. Dos casos realizados &#224; beira do leito, tr&#234;s foram realizados em hospitais fora da nossa institui&#231;&#227;o, por&#233;m pela mesma equipe de hemodinamicista e ecocardiografista devido &#224; gravidade do quadro cl&#237;nico dos pacientes que inviabilizava a transfer&#234;ncia de hospital. </p>
    <p>A via femoral foi utilizada em 30 (96,8%) crian&#231;as e, em apenas uma, o cateter foi introduzido via umbilical. </p>
    <p>A ecocardiografia monitorou e orientou o posicionamento do cateter bal&#227;o desde a veia cava inferior at&#233; o &#225;trio esquerdo. Foram identificados e corrigidos, prontamente, trajetos indesej&#225;veis, como para a veia cava superior, ventr&#237;culos direito ou esquerdo e forma&#231;&#227;o de al&#231;as no &#225;trio direito. A <xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref> demonstra as etapas do procedimento monitorado pela ecocardiografia. </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf01.jpg"/></fig>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="fig02">figura 2</xref> ilustra uma comunica&#231;&#227;o interatrial resultante de atriosseptostomia com bal&#227;o observada durante opera&#231;&#227;o de Jatene ap&#243;s cinco dias do procedimento, evidenciando o resultado satisfat&#243;rio obtido com a ruptura da l&#226;mina da fossa oval. </p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Foram considerados 30 pacientes para a an&#225;lise estat&#237;stica do tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial, satura&#231;&#245;es arteriais de oxig&#234;nio e n&#250;mero de tra&#231;&#245;es, o paciente 1 que marcou o in&#237;cio deste estudo foi exclu&#237;do por n&#227;o possuir estes dados completos. A planilha de dados completa encontra-se na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela I</xref>. </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Foi obtida amplia&#231;&#227;o do tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial (<xref ref-type="fig" rid="fig03">fig. 3</xref>) para 4 mm ou mais em todos os casos, primeiro crit&#233;rio de satisfa&#231;&#227;o para encerramento do procedimento. O tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial aumentou de 1,8&#177;0,8 mm para 5,8&#177; 1,3 mm ap&#243;s o procedimento (P&lt;0,0001).</p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf03.jpg"/></fig>
    <p>Em todos os casos foi obtida ampla mobilidade das bordas da comunica&#231;&#227;o interatrial, segundo crit&#233;rio de satisfa&#231;&#227;o para encerramento do procedimento. </p>
    <p>A satura&#231;&#227;o arterial de oxig&#234;nio (<xref ref-type="fig" rid="fig04">fig. 4</xref>) aumentou de 64,5&#177; 18,9% para 85,1&#177;9,2% (P&lt;0,0001) ap&#243;s o procedimento. Apenas os casos 9 e 22 mantiveram a mesma satura&#231;&#227;o. </p>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf04.jpg"/></fig>
    <p>O n&#250;mero de tra&#231;&#245;es necess&#225;rias para a obten&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o interatrial satisfat&#243;ria variou de dois a nove, com mediana de cinco. N&#227;o foi observada correla&#231;&#227;o entre a idade do paciente e o n&#250;mero de tra&#231;&#245;es (R<sup>2</sup>=0,0285) (<xref ref-type="fig" rid="fig05">fig.5</xref>). </p>
    <fig id="fig05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf05.jpg"/></fig>
    <p>Complica&#231;&#245;es relacionadas aos procedimentos ocorreram em 5 (16,1%) pacientes: tr&#234;s rupturas de bal&#227;o, uma taquicardia supraventricular, um flutter atrial e uma les&#227;o de veia femoral direita. O paciente 7 apresentou taquicardia supraventricular e ruptura de bal&#227;o. Todos os casos de ruptura de bal&#227;o n&#227;o produziram complica&#231;&#245;es emb&#243;licas. Os dois casos de arritmia supraventricular foram revertidos apenas com manipula&#231;&#227;o do cateter nas cavidades atriais. No caso 30 houve lacera&#231;&#227;o da veia femoral direita durante a introdu&#231;&#227;o do cateter bal&#227;o, ap&#243;s a sua ligadura o procedimento foi realizado pela veia contralateral, sem dano posterior ao membro inferior direito.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Rec&#233;m-nascidos cian&#243;ticos com quadro cl&#237;nico grave constitu&#237;ram 87% dos casos deste estudo. Acima de 30 dias de vida est&#227;o apenas um caso de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares, um de atresia tric&#250;spide, um de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias simples e um de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias associada &#224; comunica&#231;&#227;o interventricular e estenose pulmonar subvalvar. </p>
    <p>O caso de maior idade foi o do portador de atresia tric&#250;spide com concord&#226;ncia ventr&#237;culo-arterial e estenose pulmonar o qual foi submetido &#224; atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardiografia aos 150 dias de vida. Apesar da idade, foi obtida uma comunica&#231;&#227;o interatrial satisfat&#243;ria de 8 mm ap&#243;s seis tra&#231;&#245;es do bal&#227;o. Em acompanhamento h&#225; cerca de quatro anos, essa crian&#231;a completou o segundo est&#225;gio da opera&#231;&#227;o de Fontan (deriva&#231;&#227;o cavo-pulmonar total) e encontra-se em boas condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas. </p>
    <p>A atriosseptostomia com bal&#227;o tem efic&#225;cia demonstrada em crian&#231;as menores de dois meses de idade<sup>4</sup> devido a menor resist&#234;ncia do septo interartrial, Jamjureeruk e cols.<sup>20</sup> j&#225; relataram sucesso do procedimento em crian&#231;as de at&#233; seis meses de idade num estudo de 47 crian&#231;as com diagn&#243;sticos variados e idade entre 31 e 180 (m&#233;dia de 83,5 &#177; 48,5) dias. </p>
    <p>A monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica da atriosseptostomia com bal&#227;o permite que o procedimento seja realizado no ambiente mais apropriado para a crian&#231;a: &#224; beira do leito da UTI ou at&#233; mesmo em servi&#231;os m&#233;dicos &#224; dist&#226;ncia do centro de refer&#234;ncia. Dessa forma, s&#227;o obtidas vantagens importantes, como evitar o transporte de crian&#231;as cardiopatas graves e reduzir o tempo para a realiza&#231;&#227;o do procedimento. </p>
    <p>Recentemente, Martin e cols.<sup>21</sup> avaliaram as vantagens com o deslocamento da equipe do Hospital Real Brompton de Londres at&#233; a UTI neonatal local onde se achava a crian&#231;a com transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias para a realiza&#231;&#227;o da atriosseptostomia com bal&#227;o monitorada pela ecocardografia, evitando, assim, a transfer&#234;ncia de emerg&#234;ncia da crian&#231;a para o Hospital especializado, ocasionando vantagens cl&#237;nicas, sociais e organizacionais dos centros especializados. </p>
    <p>Mesmo quando houve indica&#231;&#227;o da realiza&#231;&#227;o de cateterismo card&#237;aco como no caso de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares e transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias para defini&#231;&#227;o da anatomia coronariana ou da art&#233;ria pulmonar, o uso da ecocardiografia possibilitou menor tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; radia&#231;&#227;o, maior seguran&#231;a no posicionamento do cateter bal&#227;o e avalia&#231;&#227;o imediata do resultado. </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o imediata do resultado a cada tra&#231;&#227;o do cateter bal&#227;o, demonstrando o tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial obtida e a mobilidade das suas bordas, contribui, evitando a interrup&#231;&#227;o do procedimento ap&#243;s apenas o estiramento da comunica&#231;&#227;o interatrial ou do forame oval sem rasgar o septo interatrial. </p>
    <p>Utilizando apenas os crit&#233;rios hemodin&#226;micos, como equaliza&#231;&#227;o das press&#245;es interatriais, aus&#234;ncia de resist&#234;ncia &#224; tra&#231;&#227;o do bal&#227;o insuflado, amplia&#231;&#227;o do tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial pela medida do bal&#227;o e melhora da satura&#231;&#227;o arterial de oxig&#234;nio, Baker e cols.<sup>22</sup>, num estudo de 43 crian&#231;as portadoras de transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias submetidas &#224; atriosseptostomia com bal&#227;o encontraram, uma comunica&#231;&#227;o interatrial pequena em exame p&#243;s morte e outra comunica&#231;&#227;o interatrial n&#227;o foi mais detectada em estudo hemodin&#226;mico realizado devido &#224; cianose progressiva, a despeito de um resultado inicial satisfat&#243;rio. Os autores discutem que comunica&#231;&#227;o interatrial, inicialmente adequada, n&#227;o garante resultado satisfat&#243;rio a longo prazo. </p>
    <p>Mullins e cols.<sup>4</sup> estudaram 12 crian&#231;as portadoras de drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares submetidas &#224; atriosseptostomia com bal&#227;o sem monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica, por&#233;m duas n&#227;o se beneficiaram do procedimento, e foi necess&#225;ria interven&#231;&#227;o cir&#250;rgica precoce quando encontrada comunica&#231;&#227;o interatrial resultante pequena, apesar do gradiente m&#233;dio interatrial ter sido menor que um mmHg ap&#243;s a septostomia em ambas. A aus&#234;ncia de gradiente de press&#227;o interatrial mesmo com comunica&#231;&#227;o interatrial pequena pode ser conseq&#252;ente a maior complac&#234;ncia do &#225;trio direito. A atriosseptostomia com bal&#227;o em crian&#231;as com drenagem an&#244;mala total de veias pulmonares &#233; um procedimento tecnicamente mais dif&#237;cil que em outros defeitos card&#237;acos, devido ao pequeno tamanho do &#225;trio esquerdo e &#224; dificuldade de localiza&#231;&#227;o do cateter na aus&#234;ncia dos crit&#233;rios hemodin&#226;micos usuais de identifica&#231;&#227;o do &#225;trio esquerdo (presen&#231;a de veias pulmonares, maior press&#227;o e maior satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio). A ecocardiografia tem papel importante nesses casos. </p>
    <p>Tanto a amplia&#231;&#227;o do tamanho da comunica&#231;&#227;o interatrial quanto a eleva&#231;&#227;o da satura&#231;&#227;o arterial de oxig&#234;nio foram estatisticamente significantes. Melhora cl&#237;nica e hemodin&#226;mica tamb&#233;m foram observadas em todos os casos, principalmente no de drenagem an&#244;mala de veias pulmonares. </p>
    <p>A possibilidade de identifica&#231;&#227;o do cateter no interior do cora&#231;&#227;o e sua rela&#231;&#227;o com as estruturas card&#237;acas definidas pela ecocardiografia tornam o procedimento, sem d&#250;vida mais seguro, reduzindo o risco de perfura&#231;&#245;es ou les&#245;es das valvas atrioventriculares. A ecocardiografia provavelmente contribuiu para o pequeno n&#250;mero de complica&#231;&#245;es relacionadas ao procedimento (16,1%) e aus&#234;ncia de eventos graves por n&#243;s encontrados. As arritmias supraventriculares tiveram curta dura&#231;&#227;o e foram revertidas, apenas, com manipula&#231;&#227;o do cateter no interior dos &#225;trios. A les&#227;o da veia femoral direita evoluiu satisfatoriamente sem complica&#231;&#245;es para o membro inferior. Os casos de ruptura do bal&#227;o foram decorrentes de problemas com o material e n&#227;o relacionados diretamente &#224; t&#233;cnica do procedimento. </p>
    <p>Atualmente, o fator econ&#244;mico tamb&#233;m &#233; um ponto de interesse para a medicina. Neste aspecto, Zellers e cols.<sup>23</sup> tamb&#233;m demostraram vantagem para a monitora&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica da atriosseptostomia com bal&#227;o realizada &#224; beira do leito, com um custo de praticamente a metade, quando comparado ao procedimento realizado no laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica. </p>
    <p>Em conclus&#227;o, o acompanhamento ecocardiogr&#225;fico da atriosseptostomia com bal&#227;o possibilita a realiza&#231;&#227;o do procedimento &#224; beira do leito, evitando-se o transporte da crian&#231;a gravemente enferma, identificando o posicionamento adequado do cateter bal&#227;o e sua rela&#231;&#227;o com as estruturas card&#237;acas sem uso de radia&#231;&#227;o ionizante e avaliando-se imediatamente o resultado do procedimento a cada tra&#231;&#227;o do cateter bal&#227;o, tornando-se assim, um procedimento eficaz e seguro.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Aos Drs Paulo Roberto Pavarino, H&#233;lio Augusto dos Reis Corbucci, Ricardo Rabelo e &#224; Dra. Paula Fernanda da Matta pelo apoio na realiza&#231;&#227;o dos ecocardiogramas. Aos Drs. Carlos Guilherme Brando Fonseca, Sandro Oliveira Sacre, Maur&#237;cio Jaramilo e F&#225;bio Augusto Selig; pelo aux&#237;lio dos cateterismos card&#237;acos.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</p>
        <p> Prof. Dr. Carlos Henrique de Marchi </p>
        <p> Al. Dr. Ulysses da Silveira Guimar&#227;es, 273 </p>
        <p> Cep 15061-723 </p>
        <p> S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="chmarchi@cardiol.br">chmarchi@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Enviado em 20/02/2004 - Aceito em 13/08/2004</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Blalock A, Hanlon CR. The surgical treatment    of complete transposition of the aorta and the pulmonary artery. Surg Gynec    Obstet 1950; 90: 1-15.  </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The surgical treatment of complete transposition of the aorta and the pulmonary artery</article-title>
          <source>Surg Gynec Obstet</source>
          <date>
            <year>1950</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>15</lpage>
          <volume>90</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Blalock</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hanlon</surname>
              <given-names>CR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Rashkind WJ, Miller WW. Creation of atrial    septal defect without thoracotomy. JAMA 1966; 196: 991-2. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Creation of atrial septal defect without thoracotomy</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>1966</year>
          </date>
          <fpage>991</fpage>
          <lpage>2</lpage>
          <volume>196</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rashkind</surname>
              <given-names>WJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Miller</surname>
              <given-names>WW</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Mattos SS, Rodrigues JV, Severi R et al. Management    of tricuspid atresia in neonates. Report of three cases and review of literature.    J Pediatr (Rio J) 1994;70:33-8. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Management of tricuspid atresia in neonates</article-title>
          <source>Report of three cases and review of literature. J Pediatr (Rio J)</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>33</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>70</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mattos</surname>
              <given-names>SS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rodrigues</surname>
              <given-names>JV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Severi</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Mullins CE, el-Said GM, Neches WH et al. Balloon    atrial septostomy for total anomalous pulmonary venous return. Br Heart J 1973;    35: 752-7. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Balloon atrial septostomy for total anomalous pulmonary venous return</article-title>
          <source>Br Heart J</source>
          <date>
            <year>1973</year>
          </date>
          <fpage>752</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>35</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mullins</surname>
              <given-names>CE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>el-Said</surname>
              <given-names>GM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Neches</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Shams A, Fowler RS, Trusler GA, Keith JD,    Mustard WT. Pulmonary atresia with intact ventricular septum: report of 50 cases.    Pediatrics 1971;47:370-7. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Pulmonary atresia with intact ventricular septum: report of 50 cases</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>1971</year>
          </date>
          <fpage>370</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>47</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Shams</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fowler</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Trusler</surname>
              <given-names>GA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Keith</surname>
              <given-names>JD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mustard</surname>
              <given-names>WT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Barbero Marcial M, Tanamati C. S&#237;ndrome    de hipoplasia do cora&#231;&#227;o esquerdo. In: Santana MVT, editor. Cardiopatias    Cong&#234;nitas no Rec&#233;m-Nascido Diagn&#243;stico e Tratamento. S&#227;o    Paulo: Atheneu; 2000; 123-32. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Cardiopatias Cong&#234;nitas no Rec&#233;m-Nascido Diagn&#243;stico e Tratamento</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>123</fpage>
          <lpage>32</lpage>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Barbero Marcial</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tanamati</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Santana</surname>
              <given-names>MVT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Rashkind WJ. The complications of balloon    atrioseptostomy. J Pediatrics 1970; 76: 649-50. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The complications of balloon atrioseptostomy</article-title>
          <source>J Pediatrics</source>
          <date>
            <year>1970</year>
          </date>
          <fpage>649</fpage>
          <lpage>50</lpage>
          <volume>76</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rashkind</surname>
              <given-names>WJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Perry LW, Galioto FM Jr, Blair T, Shapiro    SR, Ruckman RN, Scott LP. Two-dimensional echocardiography for catheter location    and placement in infants and children. Pediatrics 1981; 67: 541-7. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Two-dimensional echocardiography for catheter location and placement in infants and children</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>1981</year>
          </date>
          <fpage>541</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>67</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Perry</surname>
              <given-names>LW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Galioto</surname>
              <given-names>FM Jr</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Blair</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shapiro</surname>
              <given-names>SR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ruckman</surname>
              <given-names>RN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Scott</surname>
              <given-names>LP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Matsunaga S, Suzuki K, Ichinose E et al. Application    of two dimensional echocardiography for the intracardic manipulation: the evaluation    of atrial septal movement before and after ballon atrial septostomy. J Cardiogr    1981; 11:217-24. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Application of two dimensional echocardiography for the intracardic manipulation: the evaluation of atrial septal movement before and after ballon atrial septostomy</article-title>
          <source>J Cardiogr</source>
          <date>
            <year>1981</year>
          </date>
          <fpage>217</fpage>
          <lpage>24</lpage>
          <volume>11</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Matsunaga</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Suzuki</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ichinose</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Allan LD, Leanage R, Wainwright R, Joseph    MC, Tynan M. Ballon atrial septostomy under two dimensional echocardiographic    control. Br Heart J 1982; 47: 41-3. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ballon atrial septostomy under two dimensional echocardiographic control</article-title>
          <source>Br Heart J</source>
          <date>
            <year>1982</year>
          </date>
          <fpage>41</fpage>
          <lpage>3</lpage>
          <volume>47</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Allan</surname>
              <given-names>LD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Leanage</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wainwright</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Joseph</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tynan</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Perry LW, Ruckman RN, Galioto FMJr, Shapiro    SR, Potter BM, Scott LP. Echocardiographically assisted ballon atrial septostomy.    Pediatrics 1982; 70:403-8. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Echocardiographically assisted ballon atrial septostomy</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>1982</year>
          </date>
          <fpage>403</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>70</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Perry</surname>
              <given-names>LW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ruckman</surname>
              <given-names>RN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Galioto</surname>
              <given-names>FMJr</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shapiro</surname>
              <given-names>SR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Potter</surname>
              <given-names>BM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Scott</surname>
              <given-names>LP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Baker EJ, Allan LD, Tynan MJ, Jones OD, Joseph    MC, Deverall PB. Ballon atrial septostomy in the neonatal intensive care unit.    Br Heart J 1984; 51: 377-8. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ballon atrial septostomy in the neonatal intensive care unit</article-title>
          <source>Br Heart J</source>
          <date>
            <year>1984</year>
          </date>
          <fpage>377</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>51</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Baker</surname>
              <given-names>EJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Allan</surname>
              <given-names>LD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tynan</surname>
              <given-names>MJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jones</surname>
              <given-names>OD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Joseph</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Deverall</surname>
              <given-names>PB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Serra A, Chami&#234; F, Paup&#233;rio    H et al. Atriosseptostomia com bal&#227;o atrav&#233;s da ecocardiografia    bidimensional. Arq Bras Cardiol 1988; 50: 179-82. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Atriosseptostomia com bal&#227;o atrav&#233;s da ecocardiografia bidimensional</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1988</year>
          </date>
          <fpage>179</fpage>
          <lpage>82</lpage>
          <volume>50</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Serra</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chami&#234;</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Paup&#233;rio</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Mattos SS, Severi R, Marques DL et al. Atriosseptostomia    em unidade de terapia intensiva sob monitoriza&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica.    Experi&#234;ncia inicial do Instituto do Cora&#231;&#227;o de Pernambuco.    Arq Bras Cardiol 1993; 61: 33-6. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Atriosseptostomia em unidade de terapia intensiva sob monitoriza&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica</article-title>
          <source>Experi&#234;ncia inicial do Instituto do Cora&#231;&#227;o de Pernambuco. Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>33</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>61</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mattos</surname>
              <given-names>SS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Severi</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marques</surname>
              <given-names>DL</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Baylen BG, Grzeszczak M, Gleason ME et al.    Role of balloon atrial septostomy before early arterial switch repair of transposition    of the great arteries. J Am Coll Cardiol 1992; 19: 1025-31. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Role of balloon atrial septostomy before early arterial switch repair of transposition of the great arteries</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>1992</year>
          </date>
          <fpage>1025</fpage>
          <lpage>31</lpage>
          <volume>19</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Baylen</surname>
              <given-names>BG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Grzeszczak</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gleason</surname>
              <given-names>ME</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Henry WL, DeMaria A, Gramiak R et al. Report    of the American Society of Echocardiography Committee on nomenclature and standards    in two-dimensional echocardiography. Circulation 1980; 62: 212-8. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Report of the American Society of Echocardiography Committee on nomenclature and standards in two-dimensional echocardiography</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>212</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>62</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Henry</surname>
              <given-names>WL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>DeMaria</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gramiak</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Snider AR, Serwer GA, Ritter SB, editores.    Echocardiography in pediatric heart disease. 2<sup>o</sup> ed. St. Louis (Missouri):    Mosby-Year Book; 1997. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Echocardiography in pediatric heart disease</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Snider</surname>
              <given-names>AR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Serwer</surname>
              <given-names>GA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ritter</surname>
              <given-names>SB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Lucchese FA, Becker AE, Macartney FJ et al.    Classifica&#231;&#227;o das cardiopatias cong&#234;nitas. Arq Bras Cardiol    1980; 35: 427-34. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Classifica&#231;&#227;o das cardiopatias cong&#234;nitas</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1980</year>
          </date>
          <fpage>427</fpage>
          <lpage>34</lpage>
          <volume>35</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lucchese</surname>
              <given-names>FA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Becker</surname>
              <given-names>AE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Macartney</surname>
              <given-names>FJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Liebman J, Culum L, Belloc NB. Natural history    of transposition of the great arteries. Circulation 1969; 40: 237-62. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Natural history of transposition of the great arteries</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1969</year>
          </date>
          <fpage>237</fpage>
          <lpage>62</lpage>
          <volume>40</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Liebman</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Culum</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Belloc</surname>
              <given-names>NB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Jamjureeruk V, Sangtawesin C, Layangool T.    Balloon atrial septostomy under two-dimensional echocardiography control: a    new outlook. Pediatr Cardiol 1997; 18: 197-200. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Balloon atrial septostomy under two-dimensional echocardiography control: a new outlook</article-title>
          <source>Pediatr Cardiol</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>197</fpage>
          <lpage>200</lpage>
          <volume>18</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jamjureeruk</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sangtawesin</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Layangool</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Martin AC, Rigby ML, Penny DJ, Redington    AN. Bedside balloon atrial septostomy on neonatal units. Arch Dis Child Fetal    Neonatal Ed 2003; 88: F339-40. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Bedside balloon atrial septostomy on neonatal units</article-title>
          <source>Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>F339</fpage>
          <lpage>40</lpage>
          <volume>88</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Martin</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rigby</surname>
              <given-names>ML</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Penny</surname>
              <given-names>DJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Redington</surname>
              <given-names>AN</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Baker F, Baker L, Zoltun R, Zuberbuhler JR.    Effectiveness of Rashkind procedure in transposition of the great arteries in    infants. Circulation 1971; 43 (suppl 1): 1-6. </mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effectiveness of Rashkind procedure in transposition of the great arteries in infants</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1971</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>suppl 1</issue>
          <volume>43</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Baker</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Baker</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zoltun</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zuberbuhler</surname>
              <given-names>JR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Zellers TM, Dixon K, Moake L, Wright J, Ramaciotti    C. Bedside balloon atrial septostomy is safe, efficacious, and cost-effective    compared with septostomy performed in the cardiac catheterization laboratory.    Am J Cardiol 2002; 89: 613-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Bedside balloon atrial septostomy is safe, efficacious, and cost-effective compared with septostomy performed in the cardiac catheterization laboratory</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>613</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <volume>89</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Zellers</surname>
              <given-names>TM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dixon</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moake</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wright</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ramaciotti</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Echocardiographic monitoring of balloon atrial septostomy</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To assess balloon atrial septostomy monitored with echocardiography. METHODS: From August 1997 to January 2004, 31 infants with congenital heart diseases indicated for balloon atrial septostomy underwent the procedure with exclusive echocardiographic monitoring. Success was defined as the obtainment of an atrial septal defect diameter &gt; 4 mm and ample mobility of its margins. RESULTS: The male sex predominated (83.9%). The median age was 5 days (1 - 150), and the median weight was 3,300 g (1,800 - 7,500). Transposition of the great arteries occurred in 80.6% of the patients, tricuspid valve atresia in 12.9%, total anomalous pulmonary venous drainage in 3.2%, and pulmonary atresia with intact septum in 3.2%. The procedure was successful in all patients. The size of the atrial septal defect increased from 1.8 &#177; 0.8 mm to 5.8 &#177; 1.3 mm (P &lt; 0.0001) and oxygen arterial saturation from 64.5 &#177; 18.9% to 85.1 &#177; 9.2% (P &lt; 0.0001). The following complications occurred: 3 balloon ruptures, one lesion of the right femoral vein, one supraventricular tachycardia, and one atrial flutter. CONCLUSION: Balloon atrial septostomy monitored with echocardiography is a safe and effective procedure. It may be performed at bedside, avoiding transporting of the patient, identifies the catheter location, reduces the occurrence of severe complications, and assesses the immediate result of the procedure.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>congenital heart disease</kwd>
        <kwd>echocardiography</kwd>
        <kwd>balloon atrial septostomy</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Echocardiographic monitoring of balloon atrial septostomy</p>
      <p>
        <bold>Carlos Henrique de Marchi; Moacir Fernandes de Godoy; M&#225;rcio Ant&#244;nio dos Santos; Airton Camacho Moscardini; S&#237;rio Hassen Sobrinho; Ulisses Alexandre Croti</bold>
      </p>
      <p> S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brazil</p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto </p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Correspondence</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To assess balloon atrial septostomy monitored with echocardiography.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>From August 1997 to January 2004, 31 infants with congenital heart diseases indicated for balloon atrial septostomy underwent the procedure with exclusive echocardiographic monitoring. Success was defined as the obtainment of an atrial septal defect diameter <underline>&gt;</underline> 4 mm and ample mobility of its margins.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>The male sex predominated (83.9%). The median age was 5 days (1 &#150; 150), and the median weight was 3,300 g (1,800 - 7,500). Transposition of the great arteries occurred in 80.6% of the patients, tricuspid valve atresia in 12.9%, total anomalous pulmonary venous drainage in 3.2%, and pulmonary atresia with intact septum in 3.2%. The procedure was successful in all patients. The size of the atrial septal defect increased from 1.8 &#177; 0.8 mm to 5.8 &#177; 1.3 mm (P &lt; 0.0001) and oxygen arterial saturation from 64.5 &#177; 18.9% to 85.1 &#177; 9.2% (P &lt; 0.0001). The following complications occurred: 3 balloon ruptures, one lesion of the right femoral vein, one supraventricular tachycardia, and one atrial flutter.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Balloon atrial septostomy monitored with echocardiography is a safe and effective procedure. It may be performed at bedside, avoiding transporting of the patient, identifies the catheter location, reduces the occurrence of severe complications, and assesses the immediate result of the procedure. </p>
      <p><bold>Key words: </bold>congenital heart disease; echocardiography; balloon atrial septostomy </p>
      <p>The survival of children with certain congenital heart diseases depends on the presence of an adequate atrial septal defect. Balloon atrial septostomy is a palliative technique that enables blood circulation in those children by creating or widening an atrial septal defect, enabling a better blood mixture in the atria. </p>
      <p>Surgical removal of part of the atrial septum to create communication was described by Blalock and Hanlon <sup>1</sup> in 1950. A great landmark in the treatment of transposition of the great arteries (TGA) and interventionist catheterization occurred when Rashkind and Miller <sup>2</sup> performed, in the hemodynamics laboratory, the first atrial septostomy with a balloon catheter introduced through the femoral vein without requiring a thoracotomy. </p>
      <p>Classically described for the treatment of transposition of the great arteries, balloon atrial septostomy has also proved to be effective in patients with tricuspid atresia, total anomalous pulmonary venous drainage, pulmonary atresia with intact ventricular septum, and hypoplastic left heart syndrome <sup>3-6</sup>. </p>
      <p>Although balloon atrial septostomy has provided satisfactory results, the procedure is not free from complications. Rashkind <sup>7</sup> reported the possible problems associated with the procedure, such as difficulty in the venous access for the introduction of 5.5- or 6.5-F catheters in neonates, perforation of cardiac chambers, balloon rupture with embolism of rubber fragments, and lesions in the pulmonary vein, right and left atrioventricular valves, and inferior vena cava. </p>
      <p>Perry et al <sup>8</sup> reported the use of echocardiography to help in locating and placing venous or arterial catheters in children. Even in the hemodynamics laboratory, echocardiography could contribute to positioning the catheters and decreasing the time of radiation exposure, mainly in complex heart diseases. After editing the article, the authors added a note reporting the echocardiographic follow-up of 3 balloon atrial septostomies. </p>
      <p>The use of echocardiography for monitoring balloon atrial septostomy was initially reported by Matsunaga et al <sup>9</sup> in Japan, who performed the procedure in 8 children, 6 of whom had d-transposition of the great arteries, and 2 had total anomalous pulmonary venous drainage. They were followed by Allan et al <sup>10</sup> in England and Perry et al <sup>11</sup> in the United States of America. </p>
      <p>The possibility of performing the procedure more rapidly in neonatal intensive care units with the need for neither transporting high-risk neonates nor using radiation has been reported by Baker et al <sup>12</sup>. The latter authors performed balloon atrial septostomy at bedside, guided exclusively by echocardiography in 8 children with complete transposition of the great arteries. </p>
      <p> In Brazil, the performance of balloon atrial septostomy at bedside under echocardiographic control has been reported by Serra et al <sup>13</sup>. The procedure was performed in 9 newborn infants, 8 of whom had transposition of the great arteries and one had pulmonary atresia with intact ventricular septum. The lack of complications, wide atrial septal defect, and clinical improvement were results obtained in all cases. Mattos et al <sup>14</sup>, in Brazil, performed atrial septostomy in the intensive care unit in 3 neonates, 2 of whom had transposition of the great arteries and one had tricuspid atresia. The procedure was unsuccessful in only one 36-day-old patient, who might have had stiffness of the atrial septum. </p>
      <p>This study aimed at assessing the efficacy and safety of balloon atrial septostomy monitored with echocardiography in a pediatric cardiological unit of the Hospital Universit&#225;rio.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This study was approved by the committee on ethics in research of our institution according to resolution 196/96 of the CNS. The procedure was performed after the guardians of the children gave written informed consent. </p>
      <p>From August 1997 to January 2004, 31 children with congenital diseases underwent balloon atrial septostomy monitored exclusively with echocardiography. Twenty-eight procedures were performed at our institution's hospital, and 3 procedures were performed at other hospitals in the city. </p>
      <p>We selected children with the echocardiographic diagnosis of congenital heart disease associated with atrial septal defect or restrictive oval foramen of an insufficient size to allow adequate blood mixture and to assure circulation. Atrial septal defect or oval foramen was considered restrictive when their diameter on echocardiography was smaller than 4 mm <sup>15</sup>. </p>
      <p>Based on the clinical suspicion of congenital heart disease, a 2-dimensional transthoracic echocardiography with color flow mapping was performed at bedside. The examinations performed at our hospital used an ATL device (Advanced Technology Laboratory, Bothell, WA), Apogee CX 200 model, with a 5-mHz mechanical transducer. The examinations performed at other hospitals used the Esaotebiom&#233;dica device (Florence, Italy), SIM 7000 CFM model, with a 5-mHz mechanical transducer. </p>
      <p>Standard echocardiographic windows and views were used, according to the recommendations of the American Society of Echocardiography <sup>16,17</sup>, and sequential segmentary analysis was performed <sup>18</sup>. </p>
      <p>Simple transposition of the great arteries was defined as the congenital heart disease with atrioventricular concordance, ventriculoarterial discordance, and possible associations with patent ductus arteriosus, patent oval foramen, or ventricular septal defect &lt; 3 mm, or both <sup>19</sup>. </p>
      <p>The cyanotic neonates treated after the year 2000 received prostaglandin E1 at the dosage of 0.01 to 0.1 mg/kg/min in continuous intravenous infusion, even before diagnostic confirmation. </p>
      <p>All children were under continuous monitoring of oxygen arterial saturation through pulse oximetry obtained with a Dixtal monitor (Dixtal Biom&#233;dica Ind. e Com. Ltda, Manaus, AM, Brazil), DX 2405 model. For analysis purposes, the oximetry values considered were those obtained immediately before the procedure (Sat 1) and approximately 30 minutes after its end (Sat 2). </p>
      <p>The procedure was performed at bedside in patients whose diagnostic echocardiography was sufficient to provide the necessary information. The procedure was performed at the hemodynamics laboratory when complementation with angiographic study was required, such as in patients diagnosed with total anomalous pulmonary venous drainage, in those with transposition of the great arteries, whose echocardiogram did not precisely define the pattern of coronary circulation, and in those who required a better assessment of the pulmonary branches. </p>
      <p>The routine for performing balloon atrial septostomy was as follows: a) patient placed in the dorsal decubitus position in a warmed crib, if a neonate; b) sedation with oral chloral hydrate at the dosage of 50 mg/kg/dose, if the patient was on spontaneous ventilation, or intravenous midazolam at the dosage of 0.1 mg/kg, if the patient was on mechanical ventilation; c) lower limbs fixed in abduction; d) asepsis and antisepsis of the right inguinal region; e) anesthetic infiltration of the right inguinal region with 2% lidocaine; f) preferential dissection of the right saphenous-femoral venous junction; the umbilical route was an alternative access; g) introduction of the 5-F or 6-F Rashkind catheter, whose models were the Rashkind balloon (USCI-CR Bard, Inc, Billerica, MA) and the Fogarty balloon catheter for atrial septostomy (Edwards-Baxter Healthcare); h) the procedure's echocardiographic monitoring was initiated with the echocardiographer wearing gloves, positioned contralaterally to the hemodynamics professional; the echocardiographic transducer was disinfected with povidone-iodine solution and placed on the subcostal window to show the anatomical details of venous drainage and the atria; i) under echocardiographic monitoring, the atrial septostomy catheter was passed through the inferior vena cava to the right atrium and oval foramen, then the left atrium, where it was inflated with saline solution, being then rapidly pulled back to the right atrium, and deflated; j) the following parameters were estimated with the aid of echocardiography: diameter of the inflated balloon, mobility of the margins, and diameter of the atrial septal defect after each procedure (the abbreviation ASD1 was used for atrial septal defect or oval foramen before the procedure, and ASD2 for the atrial septal defect resulting from the procedure); l) the initial procedure was performed with an inflated balloon diameter of 11 to 12 mm, which was progressively increased until the maximum limit of 15 to 16 mm. </p>
      <p>The procedure was repeated until meeting the criterion of satisfaction, ie, the obtainment of a satisfactory atrial septal defect, defined as that whose diameter was <underline>&gt;</underline> 4 mm and whose margins had wide mobility <sup>15</sup>. The echocardiographic examinations were recorded on videotapes. </p>
      <p>The statistical calculations were performed by using the GraphPad InStat program, version 3.05 for Windows 95/NT (GraphPad Software Inc, San Diego, California, USA), <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.graphpad.com">www.graphpad.com</ext-link>. </p>
      <p>The mean, standard deviation, and median were analyzed for continuous variables, and the median was analyzed for discreet variables. The possible correlation between the number of balloon tractions and age was assessed. For comparison between the samples, the 2-tailed Wilcoxon test was used. The significance level of P<underline>&lt;</underline>0.05 was adopted. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 31 infants undergoing echocardiographically assisted balloon atrial septostomy, 26 (83.9%) were of the male sex, and 5 (16.1%) were of the female sex. </p>
      <p>Their mean age was 14.6&#177;28.3 days, the median being 5 days (range: 1 to 150 days). </p>
      <p>The mean weight was 3,328.8&#177;947.1 g, and the median was 3,300 g (range, 1,800 to 7,500 g). </p>
      <p>Transposition of the great arteries was the most frequent anatomical diagnosis found in 25 (80.6%) infants, followed by tricuspid atresia in 4 (12.9%), total anomalous pulmonary venous drainage in one (3.2%), and pulmonary atresia with intact septum in one (3.2%). </p>
      <p>Of the 25 patients with transposition of the great arteries, 16 were of the simple type (absence or ventricular septal defect or ventricular septal defect &lt; 3 mm), and 9 had the association of ventricular septal defect <underline>&gt;</underline> 3 mm. Of the cases cited, one also had coarctation of the aorta, and 2 had pulmonary stenosis, one of the valvular type and another of the subvalvular type. The patient with pulmonary valve stenosis also had disconnected pulmonary arteries. </p>
      <p>Of the infants with tricuspid atresia, 3 had ventriculoarterial concordance with pulmonary stenosis, and the other had ventriculoarterial discordance without pulmonary stenosis. </p>
      <p>The case of total anomalous pulmonary venous drainage was of the supracardiac type. </p>
      <p>Twenty (64.5%) infants were on prostaglandin E1 at the time of the procedure. The following 11 patients, who were treated before the year 2000, were not using that medication: one infant with total anomalous pulmonary venous drainage; 4 infants with tricuspid atresia; and 6 infants with transposition of the great arteries. </p>
      <p>Seventeen (54.8%) infants were on assisted ventilation with orotracheal intubation, and the remaining infants were on spontaneous ventilation with oxygen supplementation. </p>
      <p>Twenty-seven (87%) infants underwent the procedures at bedside in the ICU, except for the following: the infant with the total anomalous pulmonary venous drainage; the infant with tricuspid atresia; the infant with transposition of the great arteries whose coronary anatomy remained doubtful on echocardiography; and the infant with transposition of the great arteries associated with pulmonary valve stenosis and nonconfluent pulmonary arteries. In those cases, balloon atrial septostomy was performed in the hemodynamics laboratory at the time of cardiac catheterization, but also under exclusive echocardiographic control. Of the procedures performed at bedside, 3 were performed at hospitals that did not belong to our institution, but by the same team of hemodynamics professionals and echocardiographers. That was due to the severity of the patients' clinical findings, which did not allow the transfer of patients between hospitals. </p>
      <p>The femoral access was used in 30 (96.8%) infants, and, in only one, the catheter was introduced through the umbilical route. </p>
      <p>Echocardiography monitored and guided the position of the balloon catheter from the inferior vena cava until the left atrium. Undesired trajectories, such as to the superior vena cava, right or left ventricles, and loop formation in the right atrium, were immediately identified and corrected. <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref> shows the steps of the echocardiographically monitored procedure. </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p><xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref> depicts an atrial septal defect resulting from balloon atrial septostomy observed during the Jatene surgery 5 days after the procedure, evidencing the satisfactory result obtained with rupture of the membrane of the fossa ovalis. </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>Thirty infants were considered for the statistical analysis of the size of the atrial septal defect, oxygen arterial saturation, and number of tractions. Patient #1, who marked the beginning of this study, was excluded for not having complete data. <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table I</xref> shows the complete data of the patients. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Enlargement of the atrial septal defect size (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">fig. 3</xref>) to 4 mm or more was obtained in all patients, and it was the first satisfaction criterion for ending the procedure. The atrial septal defect size increased from 1.8 &#177; 0.8 mm to 5.8 &#177; 1.3 mm after the procedure (P &lt; 0.0001). </p>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>Wide mobility of the margins of the atrial septal defect was obtained in all patients, and it was the second satisfaction criterion for ending the procedure. </p>
      <p>Arterial oxygen saturation (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">fig. 4</xref>) increased from 64.5 &#177; 18.9% to 85.1 &#177; 9.2% (P &lt; 0.0001) after the procedure. Only patients # 9 and 22 maintained the same saturation. </p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>The number of tractions necessary for obtaining a satisfactory interatrial communication ranged from 2 to 9, with a median of 5. No correlation was observed between the patient's age and the number of tractions (R<sup>2</sup> = 0.0285) (<xref ref-type="fig" rid="fig05-body2">fig. 5</xref>). </p>
      <fig id="fig05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-03-0245-00010-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>Complications related to the procedures occurred in 5 (16.1%) patients: 3 balloon ruptures, one supraventricular tachycardia, one atrial flutter, and a lesion in the right femoral vein. Patient #7 had supraventricular tachycardia and balloon rupture. All cases of balloon rupture caused no embolic complications. The 2 cases of supraventricular arrhythmia were reverted only with manipulation of the catheter in the atrial cavities. Patient #30 had laceration of the right femoral vein during the introduction of the balloon catheter; after its ligature, the procedure was performed through the contralateral route, with no further damage to the right lower limb.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Cyanotic neonates with severe clinical findings accounted for 87% of the patients in this study. Only the following infants were older than 30 days: one infant with total anomalous pulmonary venous drainage, one infant with tricuspid atresia, one infant with simple transposition of the great arteries, and one infant with transposition of the great arteries associated with ventricular septal defect and subvalvular pulmonary stenosis. </p>
      <p>The older patient was the one with tricuspid atresia with ventriculoarterial concordance and pulmonary stenosis, who underwent echocardiography monitored balloon atrial septostomy at the age of 150 days. Despite the advanced age, a satisfactory interatrial communication of 8 mm was obtained after 6 tractions of the balloon. The child is on a 4-year follow-up, has completed the second stage of the Fontan operation (total cavopulmonary anastomosis), and is currently in good clinical condition. </p>
      <p>Balloon atrial septostomy has been proved to be effective in infants below the age of 2 months <sup>4</sup> due to the lower resistance of their atrial septum; Jamjureeruk et al <sup>20</sup> have already reported successful procedures in infants up to the age of 6 months in a study with 47 infants with various diagnoses and ages ranging from 31 to 180 (mean, 83.5 &#177; 48.5) days. </p>
      <p>Echocardiographic monitoring of balloon atrial septostomy allows the procedure to be performed in a more appropriate environment for the patient: at bedside in the ICU or even at medical services away from the referral center. Thus, it provides important advantages, such as avoiding the transportation of severely ill children with heart disease and reducing the time preceding the procedure. </p>
      <p>Recently, Martin et al <sup>21</sup> have assessed the advantages of transporting the team of specialists of the Real Brompton Hospital in London to the local neonatal ICU, where the child with transposition of the great arteries was hospitalized to undergo echocardiographically monitored balloon atrial septostomy, thus avoiding the emergency transference of the child to the specialized hospital, with clinical, social, and organizational advantages of the specialized centers. </p>
      <p> Even when cardiac catheterization was indicated, such as for infants with total anomalous pulmonary venous drainage and transposition of the great arteries, for defining the anatomy of the coronary or pulmonary arteries, the use of echocardiography resulted in a shorter time of exposure to radiation, greater safety for positioning the balloon catheter, and immediate assessment of the result. </p>
      <p>Immediate assessment of the result at every traction of the balloon catheter, showing the size of the interatrial communication obtained and the mobility of its margins, contributes by avoiding the interruption of the procedure after only stretching the interatrial communication or oval foramen without tearing the atrial septum. </p>
      <p>Baker et al <sup>22</sup>, studied 43 children with transposition of the great arteries undergoing balloon atrial septostomy by using only hemodynamic criteria, such as equalization of the interatrial pressures, lack of resistance to traction of the inflated balloon, enlargement of the interatrial communication through balloon measurement, and improvement in arterial oxygen saturation. Those authors found a small interatrial communication in the postmortem examination, and another interatrial communication was no longer detected in the hemodynamic study performed due to progressive cyanosis, despite an initially satisfactory result. The authors concluded that an initially adequate interatrial communication does not guarantee long-term satisfactory results. </p>
      <p>Mullins et al <sup>4</sup> studied 12 children with total anomalous pulmonary venous drainage undergoing balloon atrial septostomy without echocardiographic monitoring. Two of the children did not benefit from the procedure, and early surgical intervention was required when a small resultant interatrial communication was found, although the mean interatrial gradient was lower than one mmHg after septostomy in both. The lack of an interatrial pressure gradient even with a small interatrial communication may be consequent to a greater right atrial compliance. Balloon atrial septostomy in children with total anomalous pulmonary venous drainage is technically more difficult than in other cardiac defects, due to the small left atrial size and the difficulty in locating the catheter in the absence of usual hemodynamic criteria to identify the left atrium (presence of pulmonary veins, greater pressure, and greater oxygen saturation). Echocardiography plays an important role in such cases. </p>
      <p>Both the enlargement of the atrial septal defect size and the elevation in the oxygen arterial saturation were statistically significant. Clinical and hemodynamic improvements have also been observed in all patients, mainly in the one with anomalous pulmonary venous drainage. </p>
      <p>The possibility of identifying the catheter inside the heart and its relation with the cardiac structures defined on echocardiography makes the procedure undoubtedly safer, reducing the risk of perforations or lesions in the atrioventricular valves. Echocardiography may have contributed to the small number of complications related to the procedure (16.1%) and the absence of severe events in our study. The supraventricular arrhythmias had a short duration and were reverted only with the manipulation of the catheter inside the atria. The lesion in the right femoral vein evolved satisfactorily with no complication in the lower limb. The cases of rupture of the balloon resulted from problems with the material and were not directly related to the technique of the procedure. </p>
      <p>Currently, the economic factor is also a point of interest in medicine. In this regard, Zellers et al <sup>23</sup> have also shown that the echocardiographic monitoring of balloon atrial septostomy at bedside is advantageous, with a cost of practically half of that performed at the hemodynamics laboratory. </p>
      <p>In conclusion, the echocardiographic monitoring of balloon atrial septostomy allows the procedure to be performed at bedside, avoiding the transportation of severely ill patients, and enabling the adequate positioning of the balloon catheter and its relation with the cardiac structures without the use of ionizing radiation. It also allows the immediate assessment of the result of the procedure after each traction of the balloon catheter, which makes the procedure effective and safe.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>We thank Paulo Roberto Pavarino, H&#233;lio Augusto dos Reis Corbucci, Ricardo Rabelo, and Paula Fernanda da Matta for their support with the echocardiograms, and Carlos Guilherme Brando Fonseca, Sandro Oliveira Sacre, Maur&#237;cio Jaramilo, and F&#225;bio Augusto Selig for their support with cardiac catheterization. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondence to</bold>
          </label>
          <p> Carlos Henrique de Marchi </p>
          <p> Al. Dr. Ulysses da Silveira Guimar&#227;es, 273</p>
          <p> Cep 15061-723</p>
          <p> S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brazil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="chmarchi@cardiol.br">chmarchi@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received for publication: 02/20/2004</p>
      <p> Accepted for publication: 08/13/2004</p>
      <p> English version by Stela Maris Costalonga</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
