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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">fVNzC5tqLdtcPDzR5y7xVqq</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2005000100012</article-id>
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          <subject>Relato de Casos</subject>
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        <article-title>Infarto agudo do mioc&#225;rdio e morte s&#250;bita documentada</article-title>
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            <surname>Machado</surname>
            <given-names>Maur&#237;cio de Nassau</given-names>
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            <surname>Maia</surname>
            <given-names>L&#237;lia Nigro</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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        <year>2005</year>
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      <volume>84</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>51</fpage>
      <lpage>54</lpage>
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          <year>2004</year>
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        <date date-type="received">
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Homem, sexagen&#225;rio, deu entrada na emerg&#234;ncia com dor tor&#225;cica duvidosa e lipot&#237;mia. Investigado e estratificado, teve eletrocardiogramas e marcadores s&#233;ricos de inj&#250;ria mioc&#225;rdica seriados negativos para isquemia mioc&#225;rdica, e teste ergom&#233;trico sem crit&#233;rios para isquemia mioc&#225;rdica. Contudo, apresentou morte s&#250;bita presenciada dentro do hospital enquanto fazia uso da monitoriza&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica cont&#237;nua com o holter, que evidenciou, em seus tra&#231;ados, infarto agudo do mioc&#225;rdico complicado com arritmia ventricular complexa (taquicardia e fibrila&#231;&#227;o ventricular), que culminou em morte refrat&#225;ria &#224;s manobras de reanima&#231;&#227;o cardio-respirat&#243;ria.</p>
      </abstract>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>14</day>
        <month>02</month>
        <year>2005</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>Infarto agudo do mioc&#225;rdio e morte s&#250;bita documentada</p>
    <p>Gustavo Carvalho; Maur&#237;cio de Nassau Machado; L&#237;lia Nigro Maia </p>
    <p> S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP</p>
    <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back10">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Homem, sexagen&#225;rio, deu entrada na emerg&#234;ncia com dor tor&#225;cica duvidosa e lipot&#237;mia. Investigado e estratificado, teve eletrocardiogramas e marcadores s&#233;ricos de inj&#250;ria mioc&#225;rdica seriados negativos para isquemia mioc&#225;rdica, e teste ergom&#233;trico sem crit&#233;rios para isquemia mioc&#225;rdica. Contudo, apresentou morte s&#250;bita presenciada dentro do hospital enquanto fazia uso da monitoriza&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica cont&#237;nua com o holter, que evidenciou, em seus tra&#231;ados, infarto agudo do mioc&#225;rdico complicado com arritmia ventricular complexa (taquicardia e fibrila&#231;&#227;o ventricular), que culminou em morte refrat&#225;ria &#224;s manobras de reanima&#231;&#227;o cardio-respirat&#243;ria.</p>
    <p>A morte s&#250;bita &#233; a manifesta&#231;&#227;o inicial mais temida do infarto agudo do mioc&#225;rdio, acometendo aproximadamente 50% dos casos. As arritmias ventriculares complexas s&#227;o as principais respons&#225;veis pelo desfecho<sup>1,2</sup>. Com a cria&#231;&#227;o das unidades de terapia intensiva e unidades de dor tor&#225;cica, assim como, o treinamento e capacita&#231;&#227;o de profissionais de sa&#250;de e at&#233; mesmo do p&#250;blico leigo, o reconhecimento e tratamento r&#225;pido e adequado de uma situa&#231;&#227;o de morte s&#250;bita tem culminado em revers&#227;o com sucesso significativo em muitas ocasi&#245;es<sup>1,3</sup>. No entanto, tal sucesso n&#227;o pode ser obtido com freq&#252;&#234;ncia, at&#233; mesmo quando ocorre dentro do hospital<sup>4</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Relato de caso</bold>
    </p>
    <p>Homem de 60 anos, natural e procedente de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - SP, tabagista de 20 cigarros por dia, hipertenso em uso irregular de medica&#231;&#227;o (captopril), procurou a emerg&#234;ncia com queixa de dor tor&#225;cica. Referindo dor retro-esternal de dif&#237;cil caracteriza&#231;&#227;o, com irradia&#231;&#227;o para regi&#227;o inframam&#225;ria esquerda, sem rela&#231;&#227;o com esfor&#231;os f&#237;sicos e de dura&#231;&#227;o vari&#225;vel, de segundos a horas, que cessava espontaneamente. H&#225; cerca de 15 dias n&#227;o havia outros sintomas associados. Na admiss&#227;o referia dor que j&#225; durava 13 horas. Apresentou dois epis&#243;dios de lipot&#237;mia nos &#250;ltimos dias, sem rela&#231;&#227;o com a dor tor&#225;cica. Tinha hist&#243;ria fam&#237;lia de doen&#231;a de Chagas.</p>
    <p>Ao exame f&#237;sico encontrava-se em bom estado geral, corado, hidratado, eupneico, acian&#243;tico e afebril. Press&#227;o arterial 160 x 100 mmHg, freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca 90 bpm. Ritmo card&#237;aco regular em dois tempos, com extra-s&#237;stoles freq&#252;entes. Aus&#234;ncia de sopros nas car&#243;tidas. Sem anormalidades no restante do exame f&#237;sico.</p>
    <p>Foi medicado com &#225;cido acetilsalic&#237;lico 200mg macerado sublingual, oxig&#234;nio, obtido acesso venoso e monitoriza&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica cont&#237;nua. Feito nitrato sublingual com al&#237;vio completo da dor. Os tra&#231;ados eletrocardiogr&#225;ficos de 12 deriva&#231;&#245;es pr&#233; e p&#243;s-nitrato, assim como seu registro seriado por 12 horas, apresentavam ritmo sinusal, com bloqueio completo do ramo direito, altera&#231;&#227;o da repolariza&#231;&#227;o ventricular na parede inferior, extra-s&#237;stoles ventriculares, sem altera&#231;&#245;es din&#226;micas do segmento ST. Os marcadores de inj&#250;ria mioc&#225;rdica foram normais (troponina-T). Ap&#243;s 24 horas foi realizado o teste ergom&#233;trico que n&#227;o evidenciou altera&#231;&#245;es que sugerissem isquemia mioc&#225;rdica. No ecocardiograma n&#227;o havia disfun&#231;&#227;o ventricular e a sorologia para doen&#231;a de Chagas foi negativa. Realizada a monitoriza&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica cont&#237;nua com holter-24h, valorizando as queixa de lipot&#237;mia. Na 20&#170; hora da monitoriza&#231;&#227;o do holter o paciente evoluiu com morte s&#250;bita presenciada, sendo prontamente atendido, por&#233;m sem sucesso. Os registros eletrocardiogr&#225;ficos evidenciaram supradesnivelamento do segmento ST nas deriva&#231;&#245;es CM5 e D2M, assintom&#225;tico por 15 min, seguido por arritmias ventriculares complexas que degeneraram para fibrila&#231;&#227;o ventricular refrat&#225;ria &#224;s manobras de ressuscita&#231;&#227;o cardio-respirat&#243;ria-cerebral (<xref ref-type="fig" rid="f1">figs. 1</xref>, <xref ref-type="fig" rid="f2">2</xref> ,<xref ref-type="fig" rid="f3">3</xref> , <xref ref-type="fig" rid="f4">4</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f5">5</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
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    </p>
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    </p>
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    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A doen&#231;a card&#237;aca &#233; a principal causa de morte entre os americanos e, juntamente com o acidente vascular cerebral, s&#227;o importantes causas de invalidez, contribuindo de maneira significante com o aumento dos custos da sa&#250;de p&#250;blica nos Estados Unidos. A doen&#231;a arterial coronariana &#233; a respons&#225;vel pela mais alta propor&#231;&#227;o das doen&#231;as do cora&#231;&#227;o em cerca de 12 milh&#245;es de americanos afetados<sup>5</sup>.</p>
    <p>No Brasil, as doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o respons&#225;veis por at&#233; 32% das mortes segundo o DATASUS, com um aumento na preval&#234;ncia em 22% nos &#250;ltimos 19 anos<sup>6</sup>.</p>
    <p>A manifesta&#231;&#227;o mais comum da doen&#231;a coronariana &#233; a angina e a avalia&#231;&#227;o de pacientes com dor tor&#225;cica na sala de emerg&#234;ncia tem trazido uma s&#233;rie de desafios devido ao grande volume de atendimentos e alt&#237;ssimos custos. Se, por um lado a an&#225;lise inadequada desses pacientes com dor tor&#225;cica pode levar &#224; libera&#231;&#227;o de um paciente com s&#237;ndrome coronariana aguda n&#227;o diagnosticada, com uma n&#237;tida piora no progn&#243;stico e mortalidade desses pacientes, sua admiss&#227;o indiscriminada para estratifica&#231;&#227;o de risco onera o sistema e inviabiliza um atendimento racional, j&#225; que apenas 25% dos pacientes triados na emerg&#234;ncia necessitam interna&#231;&#227;o por detec&#231;&#227;o de isquemia<sup>7</sup>.</p>
    <p>Assim, uma s&#233;rie de protocolos tem sido desenvolvidos e utilizados com o intuito de se estratificar adequadamente os pacientes com dor tor&#225;cica na sala de emerg&#234;ncia, minimizando os riscos de uma alta inadequada e permitindo a racionaliza&#231;&#227;o dos recursos com os pacientes realmente de alto risco para eventos coronarianos, principalmente infarto, reinfarto e morte s&#250;bita.</p>
    <p>O trip&#233; desta avalia&#231;&#227;o se baseia na associa&#231;&#227;o de dados cl&#237;nicos, eletrocardiogr&#225;ficos e de marcadores de les&#227;o mioc&#225;rdica, al&#233;m da pesquisa de isquemia, em pacientes selecionados, atrav&#233;s da ergometria ou da cintilografia de perfus&#227;o mioc&#225;rdica. Pacientes sem caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de alto risco (idade avan&#231;ada, dor prolongada em repouso, sinais de disfun&#231;&#227;o ventricular e arritmias), sem altera&#231;&#245;es din&#226;micas do segmento ST-T e com marcadores de les&#227;o mioc&#225;rdica negativos s&#227;o considerados de baixo risco e podem ser submetidos a teste provocativo de isquemia ainda na sala de emerg&#234;ncia. Um teste ergom&#233;trico negativo indica um paciente de baixo risco para eventos futuros, podendo ser liberado com seguran&#231;a do departamento de emerg&#234;ncia<sup>8</sup>.</p>
    <p>A doen&#231;a arterial coronariana &#233; respons&#225;vel por pelo menos 80% dos casos de morte s&#250;bita em todo mundo, muitas vezes sendo a manifesta&#231;&#227;o inicial do infarto do mioc&#225;rdio, j&#225; tendo sido demonstrado que 50% dos &#243;bitos no infarto agudo do mioc&#225;rdio ocorrem na primeira hora de evolu&#231;&#227;o, chegando a 80% nas primeiras 24 horas<sup>9</sup>.</p>
    <p>As arritmias ventriculares complexas como a taquicardia ventricular e fibrila&#231;&#227;o ventricular (TV/FV) s&#227;o a causa principal da morte s&#250;bita. Apesar da redu&#231;&#227;o da mortalidade dos pacientes que chegam ao hospital, houve pouca altera&#231;&#227;o na sua mortalidade pr&#233;-hospitalar<sup>1</sup>.</p>
    <p>Mesmo em registros internacionais de pa&#237;ses desenvolvidos, a recupera&#231;&#227;o pr&#233;-hospitalar da morte s&#250;bita tamb&#233;m &#233; baixa, com uma sobrevida em um m&#234;s de 5% na popula&#231;&#227;o geral e de 9,5% para aqueles com TV/FV documentadas no primeiro eletrocardiograma, quando comparados com 1,6% daqueles sem estas arritmias<sup>2</sup>.</p>
    <p>O treinamento adequado dos profissionais de sa&#250;de e at&#233; mesmo do p&#250;blico leigo no reconhecimento de tal situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia poderia mudar a sua hist&#243;ria e evolu&#231;&#227;o<sup>1,3,4</sup>.</p>
    <p>No entanto, em casos at&#237;picos e duvidosos, mesmo seguindo criteriosamente todos os passos na avalia&#231;&#227;o, na emerg&#234;ncia, de pacientes com dor tor&#225;cica, a doen&#231;a arterial coronariana pode se manifestar com este desfecho letal e inesperado e sua revers&#227;o estaria relacionada n&#227;o s&#243; ao tempo gasto at&#233; o atendimento da v&#237;tima, mas tamb&#233;m &#224; extens&#227;o do mioc&#225;rdio isqu&#234;mico e sua reestabiliza&#231;&#227;o el&#233;trica<sup>9</sup>.</p>
    <p>No caso em discuss&#227;o, o paciente foi admitido na unidade de emerg&#234;ncia com dor tor&#225;cica duvidosa, estratificado inicialmente com eletrocardiogramas e marcadores s&#233;ricos de inj&#250;ria mioc&#225;rdica seriados que foram negativos. Ap&#243;s mais de 12 horas de observa&#231;&#227;o cl&#237;nica, foi submetido ao teste ergom&#233;trico sintoma limitado que foi negativo para isquemia mioc&#225;rdica. Respeitando o valor preditivo negativo do teste nesses casos, o uso da ergometria na avalia&#231;&#227;o de dor tor&#225;cica de risco baixo e intermedi&#225;rio pode garantir m&#237;nimas complica&#231;&#245;es cardiovasculares se n&#227;o for evidenciado isquemia mioc&#225;rdica<sup>8</sup>.</p>
    <p>Mesmo assim, valorizando-se a queixa de lipot&#237;mia, o paciente foi admitido para realiza&#231;&#227;o de Holter que documentou a fatalidade da ocorr&#234;ncia de um infarto do mioc&#225;rdio complicado com arritmia ventricular complexa que resultou em morte s&#250;bita.</p>
    <p>Concluindo a doen&#231;a arterial coronariana &#233; uma doen&#231;a que pode se apresentar em um amplo espectro, sendo a morte s&#250;bita sua forma mais temida e muitas vezes inevit&#225;vel, mesmo utilizando-se todos os recursos t&#233;cnicos e cl&#237;nicos, permanecendo como um desafio &#224;s equipes m&#233;dicas que trabalham no setores cr&#237;ticos do Hospital.</p>
    <p>
      <fn id="back10" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Gustavo Carvalho </p>
        <p> Rua Mario Porto, 42 </p>
        <p> Cep 16400-677 &#151; Lins &#151; SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="gustavocarvalho@cardiol.br">gustavocarvalho@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido para Publica&#231;&#227;o em 05/11/2003 </p>
    <p> Aceito em 03/03/2004</p>
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          <article-title>II Diretriz da SBC para tratamento do IAM</article-title>
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          <article-title>Use of the acute cardiac ischemia time-insensitive predictive instrument (ACI-TIPI) to assist with triage of patients with chest pain or other symptoms suggestive of acute cardiac ischemia: A multicenter, controlled clinical trial</article-title>
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          <article-title>Safety and Utility of Exercise Testing in Emergency Room Chest Pain Centers</article-title>
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  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Reports</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Acute myocardial infarction and documented sudden death</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>A sexagenarian man sought the emergency unit complaining of dubious chest pain and lipothymia. He was investigated and stratified. His serial electrocardiograms and serum markers for myocardial injury were negative for myocardial ischemia, as was his exercise test. However, the patient died suddenly inside the hospital while under continuous electrocardiographic Holter monitoring, which evidenced acute myocardial infarction complicated by complex ventricular arrhythmia (ventricular tachycardia and fibrillation), which culminated in death refractory to the cardiopulmonary resuscitation maneuvers.</p>
      </abstract>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p>Acute myocardial infarction and documented sudden death</p>
      <p>Gustavo Carvalho; Maur&#237;cio de Nassau Machado; L&#237;lia Nigro Maia</p>
      <p> S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brazil</p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back10-body2">Correspondence</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>A sexagenarian man sought the emergency unit complaining of dubious chest pain and lipothymia. He was investigated and stratified. His serial electrocardiograms and serum markers for myocardial injury were negative for myocardial ischemia, as was his exercise test. However, the patient died suddenly inside the hospital while under continuous electrocardiographic Holter monitoring, which evidenced acute myocardial infarction complicated by complex ventricular arrhythmia (ventricular tachycardia and fibrillation), which culminated in death refractory to the cardiopulmonary resuscitation maneuvers.</p>
      <p>Sudden death is the most feared initial manifestation of acute myocardial infarction, affecting approximately 50% of the cases. Complex ventricular arrhythmias are the major cause of this outcome <sup>1,2</sup>. With the creation of intensive care and chest units, as well as training and enabling of health care professionals and even of lay public, recognition and rapid and appropriate treatment of a sudden death situation have culminated in significantly successful reversion on many occasions <sup>1,3</sup>. However, such success may not always be obtained, even when inside a hospital <sup>4</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Case Report</bold>
      </p>
      <p>The patient was a 60-year-old man born and residing in the city of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, in the state of S&#227;o Paulo, who smoked 20 cigarettes per day and was hypertensive on irregular medication (captopril). He sought the emergency unit complaining of chest pain that, although of difficult characterization, he identified as retrosternal, irradiating to the left inframammary region. According to the patient, the pain had no relation to physical exertion, had a variable duration ranging from seconds to hours, and stopped spontaneously. He denied any other symptom associated with pain in the preceding 15 days. On admission, the patient reported that that episode of pain had lasted for the preceding 13 hours. He also reported 2 episodes of lipothymia in the preceding days with no relation to the chest pain. He had a familial history of Chagas' disease.</p>
      <p>On physical examination, the patient was in good general condition, hydrated, eupneic, acyanotic, afebrile, and had healthy coloring. His blood pressure was 160/100 mmHg, and his heart rate was 90 bpm. His heart rhythm was regular with frequent extrasystoles, and no murmurs could be heard in the carotid arteries. No abnormalities were observed in the remaining physical examination.</p>
      <p>The patient received 200 mg of ground acetylsalicylic acid, sublingually, and oxygen. Venous access was obtained and continuous electrocardiographic monitoring was installed. Sublingual nitrate provided complete pain relief. The 12-lead electrocardiographic tracings performed before and after nitrate administration, as well as its serial 12-hour recording, showed sinus rhythm with total right bundle-branch block, alteration in the ventricular repolarization of the inferior wall, ventricular extrasystoles, and no dynamic alterations in the ST segment. The levels of myocardial injury markers (troponin-T) were normal. After 24 hours, exercise testing was performed, but no alteration suggesting myocardial ischemia was evidenced. The echocardiogram showed no ventricular dysfunction, and serology for Chagas' disease was negative. Continuous electrocardiographic 24-h Holter monitoring was performed, because of the complaint of lipothymia. In the 20th hour of Holter monitoring, the patient evolved to witnessed sudden death, immediately received resuscitation measures, but without success. The electrocardiographic recordings showed elevation of the ST segment in the CM5 and D2M leads, which was asymptomatic for 15 minutes, being then followed by complex ventricular arrhythmias that degenerated to ventricular fibrillation refractory to the cardiopulmonary-cerebral resuscitation maneuvers (<xref ref-type="fig" rid="en_23007f1-body2">figs. 1</xref>, <xref ref-type="fig" rid="en_23007f2-body2">2</xref> ,<xref ref-type="fig" rid="en_23007f3-body2">3</xref> , <xref ref-type="fig" rid="en_23007f4-body2">4</xref>, and <xref ref-type="fn" rid="en_23007f5-body2">5</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_23007f1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-01-0051-00012-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_23007f2-body2">
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      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_23007f3-body2">
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      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_23007f4-body2">
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      </p>
      <p content-type="asset">
        <fn id="en_23007f5-body2">
          <p>
            <graphic xlink:href="1678-4170-abc-84-01-0051-00012-e01-en.jpg"/></p>
        </fn>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Heart disease is the major cause of death among North Americans and together with stroke is an important cause of disability, significantly contributing to an increase in the cost of public health in the United States. Coronary artery disease accounts for the greatest proportion of heart diseases, affecting approximately 12 million North Americans <sup>5</sup>.</p>
      <p>In Brazil, the cardiovascular diseases account for up to 32% of deaths according to DATASUS, with a 22% increase in prevalence in the past 19 years <sup>6</sup>.</p>
      <p>The most common manifestation of coronary artery disease is angina. The assessment of patients with chest pain in the emergency unit has posed several challenges due to their great number and extremely costly treatment. If on the one hand the inappropriate assessment of these patients may lead to their discharge from the emergency unit with undiagnosed acute coronary syndrome, which results in worsening of the prognosis and mortality rate, on the other hand, the indiscriminate admission of these patients for risk stratification, burdens the system and prevents rational medical care, because only 25% of the patients screened in the emergency unit require hospitalization due to ischemia <sup>7</sup>.</p>
      <p>Therefore, several protocols have been developed and used aiming at properly stratifying the patients with chest pain in the emergency unit, minimizing the risks of an inadequate discharge and allowing the rational use of the resources in patients who are actually at high risk for coronary events, mainly infarction, reinfarction, and sudden death.</p>
      <p>This assessment is based on the association of clinical and electrocardiographic data and myocardial injury markers, in addition to investigation of ischemia in selected patients by using exercise testing or myocardial perfusion scintigraphy. Patients with no clinical characteristics of high risk (advanced age, prolonged pain at rest, signs of ventricular dysfunction, and arrhythmias), with no dynamic alterations in the ST-T segment, and with negative myocardial injury markers are considered low risk and can undergo an ischemia provocative test in the emergency unit. A negative exercise test indicates a low-risk patient for future events, who may be safely discharged from the emergency unit <sup>8</sup>.</p>
      <p>Coronary artery disease accounts for at least 80% of the cases of sudden death in the entire world. Many times, sudden death may be the initial manifestation of myocardial infarction. Fifty percent of the deaths in acute myocardial infarction occur in the first hour of evolution, and 80% occur in the first 24 hours <sup>9</sup>.</p>
      <p>Complex ventricular arrhythmias, such as ventricular tachycardia and ventricular fibrillation (VT/VF) are the major causes of sudden death. Despite the reduction in in-hospital mortality, the prehospital mortality has only been altered little <sup>1</sup>.</p>
      <p>Even international recordings in developed countries show that prehospital recovery from sudden death is also low, with a one-month survival of 5% in the general population and of 9.5% for those with VT/VF documented on the first electrocardiogram, as compared with 1.6% of those without those arrhythmias <sup>2</sup>.</p>
      <p>Adequate training of health professionals and even of the lay public for recognizing such an emergency situation could change the disease's history and evolution <sup>1,3,4</sup>.</p>
      <p>However, in atypical and dubious cases, even when all the steps in the emergency unit assessment of patients with chest pain are carefully followed, the coronary arterial disease may manifest with this lethal and unexpected outcome, and its reversion would be related not only to the time elapsed until medical care, but also to the extension of the ischemic myocardium and its electrical restabilization <sup>9</sup>.</p>
      <p>In the case presented herein, the patient was admitted to the emergency unit with dubious chest pain and was initially stratified with serial electrocardiographies and serum markers of myocardial injury, which were negative. After more than 12 hours of clinical observation, the patient underwent the symptom-limited exercise test, which was negative for myocardial ischemia. Respecting the negative predictive value of the test in such cases, the use of exercise testing for assessing chest pain of low and intermediate risk may warrant minimal cardiovascular complications if no myocardial ischemia is evidenced <sup>8</sup>.</p>
      <p>However, as the complaint of lipothymia was considered significant, the patient was admitted for Holter monitoring that documented the fatality of the occurrence of myocardial infarction complicated with complex ventricular arrhythmia, resulting in sudden death.</p>
      <p>In conclusion, coronary artery disease may have a wide range of presentations, sudden death being its most feared and many times inevitable one, even when using all technical and clinical resources. It remains a challenge for the medical professionals working at the critical care sections of the hospital.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back10-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondece to</bold>
          </label>
          <p> Gustavo Carvalho</p>
          <p> Rua Mario Porto, 42</p>
          <p> Cep 16400-677 &#151; Lins, SP, Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="gustavocarvalho@cardiol.br">gustavocarvalho@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received for publication: 11/05/2003</p>
      <p> Accepted for publication: 03/03/2004</p>
      <p>English version by Stela Maris Costalonga</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
