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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">kZS8hJ7c6sBzsM4HyfHcZMQ</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2004000400007</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2004000400007</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Pericardite: s&#233;rie de 84 casos consecutivos</article-title>
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            <given-names>Jacira Pisani</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de Caxias do Sul</institution>
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        <institution content-type="orgname">Eletrocor Laborat&#243;rio C&#225;rdio Diagn&#243;stico</institution>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2004</year>
      </pub-date>
      <volume>82</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>360</fpage>
      <lpage>364</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>20</day>
          <month>10</month>
          <year>2003</year>
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        <date date-type="received">
          <day>19</day>
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          <year>2002</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Identificar caracter&#237;sticas cl&#237;nicas, laboratoriais e ecocardiogr&#225;ficas diferenciais em indiv&#237;duos com diagn&#243;stico de pericardite secund&#225;ria e idiop&#225;tica. M&#201;TODOS: De janeiro/1999 a dezembro/2001, foram identificados 84 pacientes com diagn&#243;stico cl&#237;nico e ecocardiogr&#225;fico de pericardite em cl&#237;nica de cardiologia. Foram estudados, retrospectivamente, quanto &#224; idade, sexo, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, h&#225;bitos, press&#227;o arterial casual, causas potenciais, comorbidades, sinais e sintomas, medica&#231;&#227;o e complica&#231;&#245;es. Os indiv&#237;duos foram divididos em 2 grupos: grupo A constitu&#237;do de 61 pacientes com causas potenciais conhecidas e grupo B com 23 casos considerados idiop&#225;ticos. Os grupos foram comparados, utilizando-se o teste do Qui-quadrado, considerando-se estatisticamente significativas as associa&#231;&#245;es com p &lt; 0,05. RESULTADOS: Os dois grupos foram semelhantes quanto &#224; idade, sexo, medidas antropom&#233;tricas, h&#225;bitos e press&#227;o arterial casual. No grupo B, 23 (100%) casos foram diagnosticados entre os meses de abril e agosto contra 24 (39,4%) no mesmo per&#237;odo no grupo A (p&lt;0,01). No grupo B, 23 (100%) pacientes receberam vacina antiinfluenza previamente contra nenhum no grupo A. Dispn&#233;ia (p=0,02) e edema (p=0,01) foram mais freq&#252;entes no grupo A, enquanto fadiga foi mais referida no grupo B (p=0,01). No manejo terap&#234;utico, administrou-se antiinflamat&#243;rios n&#227;o ester&#243;ides (AINE) em 5 (8,2%) pacientes do grupo A e em 19 (82,6%) do grupo B (p=0.01). CONCLUS&#195;O: Os pacientes com pericardite idiop&#225;tica receberam aplica&#231;&#227;o pr&#233;via de vacina antiinfluenza, apresentaram-se com distribui&#231;&#227;o sazonal, tiveram menor preval&#234;ncia de comorbidades, sintomatologia menos exuberante e foram tratados principalmente com AINE.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>pericardite</kwd>
        <kwd>pericardite idiop&#225;tica</kwd>
        <kwd>vacina antiinfluenza</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>14</day>
        <month>05</month>
        <year>2004</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Pericardite. S&#233;rie de 84 casos consecutivos</p>
    <p>
      <bold>Marco Tulio Zanettini; Jo&#227;o Otavio Zanettini; Jacira Pisani Zanettini</bold>
    </p>
    <p>Eletrocor Laborat&#243;rio C&#225;rdio Diagn&#243;stico e Universidade de Caxias do Sul </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Identificar caracter&#237;sticas cl&#237;nicas, laboratoriais e ecocardiogr&#225;ficas diferenciais em indiv&#237;duos com diagn&#243;stico de pericardite secund&#225;ria e idiop&#225;tica. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>De janeiro/1999 a dezembro/2001, foram identificados 84 pacientes com diagn&#243;stico cl&#237;nico e ecocardiogr&#225;fico de pericardite em cl&#237;nica de cardiologia. Foram estudados, retrospectivamente, quanto &#224; idade, sexo, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, h&#225;bitos, press&#227;o arterial casual, causas potenciais, comorbidades, sinais e sintomas, medica&#231;&#227;o e complica&#231;&#245;es. Os indiv&#237;duos foram divididos em 2 grupos: grupo A constitu&#237;do de 61 pacientes com causas potenciais conhecidas e grupo B com 23 casos considerados idiop&#225;ticos. Os grupos foram comparados, utilizando-se o teste do Qui-quadrado, considerando-se estatisticamente significativas as associa&#231;&#245;es com p <underline>&lt;</underline> 0,05. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>Os dois grupos foram semelhantes quanto &#224; idade, sexo, medidas antropom&#233;tricas, h&#225;bitos e press&#227;o arterial casual. No grupo B, 23 (100%) casos foram diagnosticados entre os meses de abril e agosto contra 24 (39,4%) no mesmo per&#237;odo no grupo A (p&lt;0,01). No grupo B, 23 (100%) pacientes receberam vacina antiinfluenza previamente contra nenhum no grupo A. Dispn&#233;ia (p=0,02) e edema (p=0,01) foram mais freq&#252;entes no grupo A, enquanto fadiga foi mais referida no grupo B (p=0,01). No manejo terap&#234;utico, administrou-se antiinflamat&#243;rios n&#227;o ester&#243;ides (AINE) em 5 (8,2%) pacientes do grupo A e em 19 (82,6%) do grupo B (p=0.01). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Os pacientes com pericardite idiop&#225;tica receberam aplica&#231;&#227;o pr&#233;via de vacina antiinfluenza, apresentaram-se com distribui&#231;&#227;o sazonal, tiveram menor preval&#234;ncia de comorbidades, sintomatologia menos exuberante e foram tratados principalmente com AINE. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>pericardite, pericardite idiop&#225;tica e vacina antiinfluenza</p>
    <p> A pericardite aguda &#233; uma s&#237;ndrome caracterizada por inflama&#231;&#227;o do peric&#225;rdio, manifestando-se atrav&#233;s de dor tor&#225;cica, atrito peric&#225;rdico e altera&#231;&#245;es eletro e ecocardiogr&#225;ficas<sup>1</sup><italic>. </italic>A hist&#243;ria cl&#237;nica releva, freq&#252;entemente, dor tor&#225;cica e dispn&#233;ia<sup>2</sup>; o atrito peric&#225;rdico, quando presente, &#233; sinal patognom&#244;nico de pericardite aguda. Febre, mialgias, astenia, fadiga e inapet&#234;ncia tamb&#233;m podem estar presentes<sup>3</sup>. </p>
    <p>Todas as causas de pericardite aguda podem cursar com derrame peric&#225;rdico. A efus&#227;o peric&#225;rdica pode se apresentar em quantidade m&#237;nima, clinicamente silenciosa, e at&#233; em n&#237;vel compressivo, desencadeando sintomas de tamponamento card&#237;aco<sup>1</sup> (<xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1</xref>). </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Diferentes entidades cl&#237;nicas podem comprometer o peric&#225;rdio. As pericardites t&#234;m como principais causas as infec&#231;&#245;es, o infarto do mioc&#225;rdio, a insufici&#234;ncia card&#237;aca, a uremia, as neoplasias e doen&#231;as sist&#234;micas e metab&#243;licas<sup> 2</sup>. </p>
    <p>As etiologias idiop&#225;tica e viral confundem-se. Nem sempre existem achados cl&#237;nicos que distinguem a pericardite viral da idiop&#225;tica e &#233; prov&#225;vel que muitos casos de pericardite idiop&#225;tica sejam devido a infec&#231;&#245;es virais n&#227;o reconhecidas. Torna-se pouco produtivo, de um modo geral, tentar isolar ou identificar os poss&#237;veis v&#237;rus causadores dos quadros de pericardite<sup>4</sup>. </p>
    <p>A pericardite aguda idiop&#225;tica geralmente &#233; uma doen&#231;a auto limitada com dura&#231;&#227;o de 1 a 3 semanas, podendo evoluir com complica&#231;&#245;es, como miocardite, derrame peric&#225;rdico com tamponamento e pericardite constritiva tardia<sup>5</sup>. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>De janeiro/1999 a dezembro/2001, 1.656 pacientes de cl&#237;nica cardiol&#243;gica procuraram consulta por cardiopatia suspeita ou diagnosticada. Nesse per&#237;odo, 84 pacientes tiveram diagn&#243;stico cl&#237;nico e ecocardiogr&#225;fico de pericardite; desses 61 tinham causas conhecidas e previstas na literatura para o quadro (Grupo A), enquanto que em 23 a etiologia era incerta (Grupo B), sendo, portanto, considerada primeiramente como idiop&#225;tica. Diante de incid&#234;ncia aumentada de pericardite idiop&#225;tica nesse per&#237;odo, em rela&#231;&#227;o a anos anteriores, os autores reavaliaram dados de anamnese, exame cl&#237;nico e exames complementares, objetivando esclarecimento etiol&#243;gico. </p>
    <p>Nesses pacientes, causas conhecidas de pericardite, como infec&#231;&#245;es, infarto do mioc&#225;rdio, insufici&#234;ncia card&#237;aca, neoplasia, uremia e outras doen&#231;as sist&#234;micas e metab&#243;licas foram consideradas e investigadas atrav&#233;s da hist&#243;ria cl&#237;nica e/ou exames complementares espec&#237;ficos. </p>
    <p>O derrame peric&#225;rdico foi identificado pela visibiliza&#231;&#227;o de espa&#231;os livres de ecos ao redor do cora&#231;&#227;o, graduando-se o mesmo a partir da intensidade de separa&#231;&#227;o dos folhetos peric&#225;rdicos, limitando-se &#224; parede posterior nos derrames discretos ou englobando todo o cora&#231;&#227;o e parede anterior nos casos mais volumosos<sup>6</sup>. </p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica envolveu o estudo da distribui&#231;&#227;o dos pacientes por idade, sexo, tabagismo, press&#227;o arterial casual segundo os crit&#233;rios do <italic>VI Report of the Joint National Committee</italic><sup>7</sup> e &#237;ndice de massa corp&#243;rea calculado em kg/m<sup>2</sup>. Considerou-se normal o &#237;ndice de massa corp&#243;rea de 18,5 a 24,9 kg/m<sup>2</sup>, sobrepeso de 25,0 kg/m<sup>2</sup> a 29,9 kg/m<sup>2</sup>, obesidade: grau I de 30 kg/m<sup>2</sup> a 34,9 kg/m<sup>2</sup>, grau II de 35,0 kg/m<sup>2</sup> a 39,9 kg/m<sup>2</sup> e m&#243;rbida &gt; 40 kg/m<sup>28</sup>. Foram tamb&#233;m considerados m&#234;s do diagn&#243;stico, sinais e sintomas, passado m&#243;rbido, medica&#231;&#227;o, aplica&#231;&#227;o pr&#233;via de vacinas e complica&#231;&#245;es do quadro. Sorologias virais n&#227;o foram realizadas devido a indisponibilidade deste recurso nas institui&#231;&#245;es locais.</p>
    <p>Os grupos foram comparados, utilizando-se o teste do Qui-quadrado, considerando-se estatisticamente significativas as associa&#231;&#245;es com p <underline>&lt;</underline> 0,05. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A popula&#231;&#227;o nos dois grupos foi semelhante quanto &#224; idade, sexo, medidas antropom&#233;tricas, h&#225;bitos e medida da press&#227;o arterial casual. Dos 84 indiv&#237;duos, 64 (76,2%) tinham 60 anos ou mais, 50 (59,5%) eram mulheres, 56 (66,7%) tinham &#237;ndice de massa corp&#243;rea <underline>&gt;</underline> 25 Kg/m&#178;, 11 (13,1%) eram tabagistas e 47 (56,0%) tinham press&#227;o arterial casual <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg (<xref ref-type="table" rid="tab01">tab. 1</xref>). </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A sintomatologia cl&#237;nica manifestou-se predominantemente em at&#233; 3 semanas em ambos os grupos [38 (62,3%) no grupo A e 16 (69,5%) no grupo B]. Dez (16,4%) pacientes do grupo A estavam assintom&#225;ticos ao diagn&#243;stico contra 2 (8,7%) do grupo B. No grupo B, 23 (100%) casos foram diagnosticados entre os meses de abril e agosto contra 24 (39,4%) no mesmo per&#237;odo no grupo A (p&lt;0,01) (<xref ref-type="fig" rid="fig02">fig. 2</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab02">tab. II</xref>). Vinte e tr&#234;s (100%) pacientes do grupo B receberam vacina antiinfluenza previamente e no mesmo ano do diagn&#243;stico da pericardite contra nenhum no grupo A. Dispn&#233;ia (p=0,02) e edema (p=0,01) foram mais freq&#252;entes no grupo A, enquanto que fadiga foi mais referida no grupo B (p=0,01) (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. III</xref>). Um n&#250;mero maior de pacientes do grupo A vinha em uso de diur&#233;ticos (p=0.04) e inibidores da enzima conversora da angiotensina / antagonistas dos receptores da angiotensina II (IECA / ARAII) (p=0,01) em rela&#231;&#227;o ao grupo B (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. IV</xref>). Na an&#225;lise das comorbidades, a cardiopatia isqu&#234;mica foi mais freq&#252;ente no grupo A (19 casos) em rela&#231;&#227;o ao B (2 casos) (p=0,03) (<xref ref-type="table" rid="tab05">tab. V</xref>). A insufici&#234;ncia card&#237;aca foi causa de pericardite no grupo A em 27 (44,3%) pacientes contra nenhum caso no grupo B (p=0,01) (<xref ref-type="table" rid="tab06">tab. VI</xref>). No manejo terap&#234;utico, administrou-se AINE a 5 (8,2%) pacientes do grupo A e a 19 (82,6%) do grupo B (p=0.01) (<xref ref-type="table" rid="tab07">tab. VII</xref>). No seguimento cl&#237;nico, observou-se que 17 (73,9%) pacientes do grupo B evolu&#237;ram sem intercorr&#234;ncias; 3 (13,0%), entretanto, desenvolveram insufici&#234;ncia card&#237;aca (p=0,05) e 3 (13,0%) infec&#231;&#227;o respirat&#243;ria. No grupo A, 31 (50,8%) evolu&#237;ram sem complica&#231;&#245;es e 20 (32,8%) com insufici&#234;ncia card&#237;aca. Dos 14 (16,4%) restantes do grupo A com complica&#231;&#245;es, 5 (8,2%) necessitaram cirurgia card&#237;aca.</p>
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    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os v&#237;rus <italic>Coxsackie B, Echo v&#237;rus</italic> tipo 8, o v&#237;rus da caxumba, da gripe (influenza), da mononucleose infecciosa, da poliomielite, da varicela e a vacina contra hepatite B destacam-se como respons&#225;veis por quadros de pericardite aguda<sup>9</sup>. </p>
    <p>Meester e Luwaert<sup>10</sup>, Streifler e cols<sup>11</sup> e Desson e cols<sup>12</sup> relataram, respectivamente, 2, 1 e 1 casos de pericardite aguda ap&#243;s a administra&#231;&#227;o de vacina contra influenza. Nesses casos, o diagn&#243;stico foi confirmado por sorologia, eletro e ecocardiograma.</p>
    <p>Zanettini e cols.<sup>13,14</sup> relataram s&#233;rie de casos de pericardite p&#243;s vacina antiinfluenza nos XII e XIII Congressos de Cardiologia do Rio Grande do Sul. </p>
    <p>A incid&#234;ncia de influenza atinge valor m&#225;ximo durante o inverno, fato que implica na realiza&#231;&#227;o de campanhas de vacina&#231;&#227;o contra a gripe nos meses de outono e inverno. Admite-se que a imunidade conferida pela vacina varie de 60 a 90%, sendo, entretanto, menor em indiv&#237;duos idosos e imunossuprimidos<sup>15</sup>. </p>
    <p> Na infec&#231;&#227;o por influenza, o per&#237;odo de incuba&#231;&#227;o depende do tamanho da dose viral e do estado imunol&#243;gico do hospedeiro<sup>16</sup>. Sabe-se que a popula&#231;&#227;o alvo das campanhas de vacina&#231;&#227;o contra a gripe &#233; composta, em grande parte, por indiv&#237;duos idosos e portadores de comorbidades. </p>
    <p>A vacina est&#225; contra indicada a pessoas com alergia &#224; prote&#237;na do ovo ou a algum outro componente da vacina e doen&#231;a febril aguda acompanhada de sintomas. Os efeitos adversos da vacina, descritos pelos fabricantes, incluem dor, vermelhid&#227;o, endura&#231;&#227;o local, febr&#237;cula, mal estar, mialgias e rea&#231;&#245;es anafil&#225;ticas e de hipersensibilidade, como angioedema, asma e s&#237;ndrome de Guillian-Barr&#233;<sup>16</sup>.</p>
    <p>A literatura ensina que o tratamento da pericardite idiop&#225;tica &#233; determinado pelas manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas. Na vig&#234;ncia de dor peric&#225;rdica, usa-se AINE. Quando h&#225; evolu&#231;&#227;o para grandes efus&#245;es peric&#225;rdicas ou tamponamento iminente, a pericardiocentese est&#225; indicada, associada ou n&#227;o a pericardioscopia com bi&#243;psia peric&#225;rdica. Antivirais espec&#237;ficos est&#227;o indicados na pericardite viral ou idiop&#225;tica em pacientes imunodeprimidos<sup>17</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise da popula&#231;&#227;o do grupo B revelou que os pacientes eram predominantemente idosos, cardiopatas compensados, cujas doen&#231;as de base n&#227;o eram relacionadas ao quadro de pericardite apresentado. Dentre as causas potenciais de pericardite, no grupo B, 13 (56,5%) pacientes tinham valvulopatia mitral, 1 (4,3%) infarto do mioc&#225;rdio e 1 (4,3%) hipotireoidismo; todos, entretanto, estavam sob tratamento espec&#237;fico e compensados de suas doen&#231;as de base (<xref ref-type="table" rid="tab05">tab. V</xref>).</p>
    <p>A sintomatologia, no grupo B, em grande parte, foi branda, benigna e semelhante a pr&#243;dromos de virose; tr&#234;s, entretanto, necessitaram hospitaliza&#231;&#227;o por insufici&#234;ncia card&#237;aca. </p>
    <p>Todos os indiv&#237;duos do grupo B receberam vacina antiinfluenza no mesmo ano e previamente ao quadro de pericardite; todos fizeram uso da vacina por iniciativa pr&#243;pria ou por indica&#231;&#227;o externa ao servi&#231;o sendo que as vacinas utilizadas contra o v&#237;rus influenza atendiam &#224;s diretrizes e provinham de laborat&#243;rios reconhecidos. </p>
    <p>Houve sazonalidade no diagn&#243;stico de pericardite nos pacientes do grupo B, coincidindo com a &#233;poca das campanhas de vacina&#231;&#227;o antiinfluenza. </p>
    <p>Concluindo, os pacientes deste estudo eram predominantemente idosos, mulheres, com &#237;ndice de massa corp&#243;rea e press&#227;o arterial acima do normal. Os indiv&#237;duos rotulados por pericardite idiop&#225;tica encontravam-se compensados de suas doen&#231;as de base, tomaram vacina antiinfluenza previamente, tiveram diagn&#243;stico sazonal, apresentaram sinais e sintomas prodr&#244;micos de virose, tiveram regress&#227;o cl&#237;nica com AINE e demonstraram possibilidade de desenvolver insufici&#234;ncia card&#237;aca como complica&#231;&#227;o do quadro, enquanto que os indiv&#237;duos com diagn&#243;stico de pericardite secund&#225;ria foram diagnosticados durante todos os meses do ano, tiveram causas conhecidas de pericardite, sinais e sintomas relacionados &#224;s suas doen&#231;as de base e regress&#227;o do quadro sob uso de medica&#231;&#227;o espec&#237;fica. </p>
    <p>Este estudo, por ser uma s&#233;rie de casos, n&#227;o tem poder suficiente para estabelecer uma rela&#231;&#227;o de causa-efeito entre pericardite e vacina antiinfluenza. Contudo, diante da aplica&#231;&#227;o anual da vacina antiinfluenza em milh&#245;es de pessoas, estudos epidemiol&#243;gicos especificamente delineados tornam-se necess&#225;rios para a investiga&#231;&#227;o desse desfecho.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</p>
        <p> Marco Tulio Zanettini </p>
        <p> Rua Bento Gon&#231;alves, 2048 </p>
        <p> Centro - 2&#186; pavimento </p>
        <p> Caxias do Sul </p>
        <p> Cep 95020-412 </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="marcotz@terra.com.br">marcotz@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Recebido para Publica&#231;&#227;o em 19/11/2002 </p>
    <p> Aceito em 20/10/03</p>
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  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Pericarditis: series of 84 consecutive cases</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To identify differential clinical, laboratory, and echocardiographic characteristics in persons with diagnosed idiopathic and secondary pericarditis. METHODS: From January 1999 to December 2001, 84 patients with clinically and echocardiographically diagnosed pericarditis were identified in a heart clinic. These patients were analyzed according to age, sex, anthropometric measurements, body habitus, casual blood pressure (BP), signs and symptoms, morbid history, medicines and complications. The individuals were divided into 2 groups: group A comprised 61 patients with known causes of pericarditis and group B comprised 23 patients with idiopathic causes. The groups were compared with chi-square test. P&lt;0.05 was considered statistically significant. RESULTS: The population of these 2 groups was similar in age, sex, anthropometric measures, body habitus, and casual BP. In group B (idiopathic), 23 (100%) cases were diagnosed between April and August versus 24 (39.4%) in the same period for group A (P&lt;0.01). Twenty-three (100%) group B patients received anti-influenza vaccine versus none in group A. Breathlessness (P=0.02) and swelling (P=0.01) were more frequent in group A, but fatigue was more common in group B (P=0.01). For treatment, non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAID) were prescribed to 5 (8.2%) patients in group A and 19 (82.6%) in group B (P=0.01). CONCLUSION: In this series, patients labeled as having idiopathic pericarditis who had previously taken the influenza vaccine had seasonal distribution, a lower prevalence of previous disease, less exuberant signs and symptoms, and clinical regression with NSAID use.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>pericarditis</kwd>
        <kwd>idiopathic pericarditis</kwd>
        <kwd>influenza</kwd>
        <kwd>anti-influenza vaccine</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Pericarditis. Series of 84 consecutive cases</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Marco Tulio Zanettini; Jo&#227;o Otavio Zanettini; Jacira Pisani Zanettini</bold>
      </p>
      <p>Eletrocor Laborat&#243;rio C&#225;rdio Diagn&#243;stico e Universidade de Caxias do Sul </p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Correspondence</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To identify differential clinical, laboratory, and echocardiographic characteristics in persons with diagnosed idiopathic and secondary pericarditis.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>From January 1999 to December 2001, 84 patients with clinically and echocardiographically diagnosed pericarditis were identified in a heart clinic. These patients were analyzed according to age, sex, anthropometric measurements, body habitus, casual blood pressure (BP), signs and symptoms, morbid history, medicines and complications. The individuals were divided into 2 groups: group A comprised 61 patients with known causes of pericarditis and group B comprised 23 patients with idiopathic causes. The groups were compared with chi-square test. P<underline>&lt;</underline>0.05 was considered statistically significant.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>The population of these 2 groups was similar in age, sex, anthropometric measures, body habitus, and casual BP. In group B (idiopathic), 23 (100%) cases were diagnosed between April and August versus 24 (39.4%) in the same period for group A (P&lt;0.01). Twenty-three (100%) group B patients received anti-influenza vaccine versus none in group A. Breathlessness (P=0.02) and swelling (P=0.01) were more frequent in group A, but fatigue was more common in group B (P=0.01). For treatment, non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAID) were prescribed to 5 (8.2%) patients in group A and 19 (82.6%) in group B (P=0.01).</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>In this series, patients labeled as having idiopathic pericarditis who had previously taken the influenza vaccine had seasonal distribution, a lower prevalence of previous disease, less exuberant signs and symptoms, and clinical regression with NSAID use. </p>
      <p><bold>Key words: </bold>pericarditis, idiopathic pericarditis, influenza, anti-influenza vaccine</p>
      <p> Acute pericarditis is a syndrome characterized by pericardial inflammation and clinical manifestations like thoracic pain, pericardial friction, and electrocardiographic and echocardiographic abnormalities <sup>1</sup>. The clinical history frequently reveals thoracic pain and dyspnea <sup>2</sup>. Pericardial friction, when present, is a pathognomonic signal of acute pericarditis. Fever, muscle pain, weakness, fatigue, and prostration may already be present <sup>3</sup>. </p>
      <p>All causes of acute pericarditis can evolve to pericardial effusion. Signs of pericardial effusion can range from minimal to no clinical symptoms to compression leading to symptoms of cardiac tamponade <sup>1 </sup>(<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">fig. 1</xref>). </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Several diseases can evolve in the pericardium. The main causes of pericarditis are infections, myocardial infarction (MI), heart failure (HF), renal failure, cancer, and systemic and metabolic diseases <sup>2</sup>. </p>
      <p>The viral and idiopathic causes are often confused. The clinical findings do not always distinguish the viral and idiopathic forms, and, probably, many cases of idiopathic pericarditis are unrecognized viral infections. In general, it is not productive to try to isolate or identify the potential virus for this disease <sup>4</sup>. </p>
      <p>Acute idiopathic pericarditis, in general, is a self-limiting disease lasting 1 to 3 weeks with the potential for complications like myocarditis, cardiac tamponade, and late constrictive pericarditis <sup>5</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>From January 1999 to December 2001, 1.656 patients from a heart clinic sought treatment for suspected or diagnosed cardiologic disease. In this period, 84 patients had clinically and echocardiographically diagnosed pericarditis. Of this population, 61 (Group A) had known causes for the disease; on the other hand, 23 (Group B) individuals did not have an explanation for the disease and therefore were labeled as idiopathic. Because of this high incidence of idiopathic pericarditis compared with that in previous years, the authors reevaluated data on anamnesis, clinical examinations, and complementary examinations to clarify the causes. </p>
      <p>Of these patients, known causes of pericarditis like infections, myocardial infarction, heart failure, cancer, renal failure, and other systemic and metabolic diseases were considered and investigated through clinical history and/or specific complementary examinations. </p>
      <p>The effusion was identified by visualization of spaces around the heart free of echoes, which increased through the level of visceral and parietal pericardial separation, being restricted to the posterior wall where mild effusion was present and around the entire heart where the most significant effusion occurred <sup>6</sup>. </p>
      <p>The statistical analysis was performed for age, sex, smoking, casual blood pressure based on the VI Report of the JNC classification <sup>7</sup>, and body mass index was measured (BMI) in kg/m<sup>2</sup>. Normal BMI was considered to be from 18.5 to 24.9 kg/m<sup>2</sup>, overweight from 25.0 to 29.9 kg/m<sup>2</sup>, obesity level I from 30 to 34.9 kg/m<sup>2</sup>, obesity level II from 35.0 to 39.9 kg/m<sup>2</sup>, and morbid obesity above 40 kg/m<sup>2 8</sup>. Also considered were the month of the diagnosis, signs and symptoms, morbid past, medicines, previous vaccinations and complications of the disease. Specific viral serologic measures were not obtained; in our center, this diagnostic tool is not available. </p>
      <p>The groups were compared with chi-square test, with P<underline>&lt;</underline>0.05 being considered significant. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The population in the 2 groups was similar for age, sex, anthropometric measures, body habitus, and casual BP. Of the 84 individuals, 64 (76.2%) were 60 years old or more, 50 (59.5%) were women, 56 (66.7%) had BMI <underline>&gt;</underline> 25 kg/m<sup>2</sup>, 11 (13.1%) were smokers, and 47 (56.0%) had casual BP <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">tab. I</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The clinical manifestations occurred, predominantly, for up to 3 weeks in both groups [38 (62.3%) in group A versus 16 (69.5%) in group B]. Ten (16.4%) group A patients were asymptomatic compared with 2 (8.7%) in group B. In 23 (100%) group B patients, the diagnoses were made between April and August compared with 24 (39.4%) at the same time in group A (P&lt;0.01) (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">fig. 2</xref>) (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">tab. II</xref>). </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gf02-en.jpg"/></fig>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Twenty-three (100%) group B patients were vaccinated against the influenza virus previously and in the same year of the pericarditis versus none on group A. Dyspnea (P=0.02) and swelling (P=0.01) were more frequent in group A, while fatigue was more commonly reported in group B (P=0.01) (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">tab. III</xref>). More group A patients took diuretics (P=0.04) and angiotensin-converting enzyme inhibitors/angiotensin II receptor antagonists (ACE/ARA II) (P=0.01) compared with group B patients (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">tab IV</xref>). Analysis of comorbid conditions showed that ischemic cardiopathy was more frequent in group A (19 cases) compared with only 2 cases in group B (P=0.03) (<xref ref-type="table" rid="tab05-body2">tab. V</xref>). Heart failure was the main cause of pericarditis in group A, occurring in 27 (44.3%) patients versus none in group B (P=0.01) (<xref ref-type="table" rid="tab06-body2">tab. VI</xref>). With regard to therapeutics, non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAID) were prescribed to 5 (8.2%) patients in group A and 19 (82.6%) in group B (P=0.01) (<xref ref-type="table" rid="tab07-body2">tab. VII</xref>). On follow-up, 17 (73.9%) patients in group B did not have any complications, but 3 (13.0%) developed heart failure (P=0.05) and 3 (13.0%) respiratory infection. In group A, 31 (50.8%) did not have any complications; 20 (32.8%) evolved to HF. Of the other 14 (16.4%) patients in group A with complications, 5 (8.2%) required cardiac surgery. </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab05-body2">
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      <table-wrap id="tab06-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab07-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-82-04-0360-00007-gt07-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The Coxsackie B virus, Echo type 8, mumps virus, influenza, mononucleosis virus, poliomyelitis virus, zoster, and the hepatitis vaccine are some of main causal agents of acute pericarditis <sup>9</sup>. </p>
      <p>Meester et al <sup>10</sup>, Streifler et al <sup>11</sup>, and Desson et al <sup>12</sup> reported, consecutively, 2, 1, and 1 cases of acute pericarditis after anti-influenza vaccine administration. In these cases, the diagnosis was confirmed by serologic, electrocardiographic, and echocardiographic means. </p>
      <p>Zanettini et al <sup>13,14</sup> reported on a series of cases of pericarditis after influenza vaccination at the XII and XIII Congress of Cardiology of the Rio Grande do Sul. </p>
      <p>The incidence of influenza increases during the winter, leading to massive vaccination during the autumn and winter months. The immunity provided by vaccination varies from 60 to 90%, being lower in the elderly and persons with compromised immune systems <sup>15</sup>. </p>
      <p>During influenza infection, the incubation period depends on the viral dose and the immunology host stage <sup>16</sup>. It is known that the target population in vaccination campaigns is composed, in large part, of the elderly and those with comorbidities. </p>
      <p> The vaccine is not indicated for persons who are allergic to egg protein or some other component of the vaccine and have symptomatic acute fever. The adverse effects of the vaccine as described by the laboratories include pain, rush, local swelling, low fever, malaise, muscle pain, anaphylactic and hypersensitivity reactions such as asthma and Guillain Barr&#233; syndrome <sup>16</sup>. </p>
      <p>The literature teaches that idiopathic pericarditis treatment is determined by clinical manifestations. When pericardial pain is present, NSAID should be used. When evaluation of a large effusion or cardiac tamponade is performed, pericardiocentesis is indicated associated or not with pericardioscopy with an epicardial biopsy. Specific antivirals are indicated for treating viral or idiopathic pericarditis in persons with compromised immunity <sup>17</sup>. </p>
      <p>Analysis of the group B population showed that the patients were mainly elderly, with controlled heart disease in which the basic disease was not related to pericarditis. In group B, 13 (56.5%) patients had mitral valvopathy, 1 (4.3%) previous myocardial infarction, and 1 (4.3%) hypothyroidism; all, however, were under specific treatment and their base disease was compensated (<xref ref-type="table" rid="tab05-body2">tab V</xref>). </p>
      <p>The clinical findings, in group B, were predominantly mild, benign, and prodromics of viral disease; three individuals, however, required hospitalization due to heart failure. </p>
      <p>All group B individuals received anti-influenza vaccine in the same year and before the onset of pericarditis; all either took the initiative to be vaccinated or the vaccination was indicated by external sources. The vaccines were provided by renowned laboratories. </p>
      <p>The diagnosis of pericarditis in group B was seasonal and coincided with the period for influenza vaccination. </p>
      <p>Concluding, the patients in this study were predominantly elderly women with body mass indexes and blood pressures above normal. The individuals said to have idiopathic pericarditis had compensated heart failure, had previously received an influenza vaccination, and were diagnosed seasonally. These patients had prodromic viral signs and symptoms and experienced clinical regression after taking NSAIDs. They also demonstrated the possibility of developing heart failure as a complication. The persons with secondary pericarditis were diagnosed during all months of the year, had known causes of pericarditis, signs and symptoms related to the base disease with regression of symptoms after the implementation of specific medication. </p>
      <p>This study, being a series of cases, does not have sufficient power to establish a cause-effect relation between pericarditis and anti-influenza vaccine. However, in view of the annual vaccination of millions of people, specific delineated epidemiological studies are necessary to investigate this condition. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>to</bold>
          </label>
          <p>Correspondence </p>
          <p> Marco Tulio Zanettini</p>
          <p> Rua Bento Gon&#231;alves, 2048</p>
          <p> 2&#186; andar</p>
          <p> Cep 95020-412</p>
          <p> Caxias do Sul, RS, Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="marcotz@terra.com.br">marcotz@terra.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Received: 11/19/02</p>
      <p> Accepted: 10/20/03</p>
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