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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">9xzmsgHhBQPCym5pxk9Mgzk</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(98)07100409</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X1998001000009</article-id>
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          <subject>Relato de Casos</subject>
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        <article-title>Massa intracard&#237;aca em prov&#225;vel caso de granulomatose de Wegener</article-title>
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          <trans-title>Wegener's granulomatosis in a patient with intracardiac mass</trans-title>
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          <year>1998</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>A granulomatose de Wegener, doen&#231;a conhecida h&#225; aproximadamente 65 anos, continua sendo um dilema para a classe m&#233;dica, talvez pelo seu polimorfismo cl&#237;nico, talvez pela car&#234;ncia de m&#233;todos diagn&#243;sticos. Seu diagn&#243;stico laboratorial repousa no bin&#244;mio: dosagem do anticorpo anti-neutr&#243;filo em sua fra&#231;&#227;o citoplasm&#225;tica (ANCA-c) e na obten&#231;&#227;o de material para an&#225;lise anatomopatol&#243;gica. Descrevemos aqui, o caso de um paciente, em cuja evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica p&#244;de ser observada todo aspecto proteiforme desta doen&#231;a, chamando aten&#231;&#227;o para o envolvimento card&#237;aco. Este &#250;ltimo considerado por muitos como pouco usual, manifestou-se clinicamente sob a forma de miocardite, pericardite e de uma massa intracard&#237;aca.</p>
      </abstract>
      <trans-abstract xml:lang="en">
        <p>Although Wegener's granulomatosis is known for almost 65 years, the disease is still a dilemma for physicians. This is probably due to its different clinical presentations or to the lack of diagnostic methods. The laboratorial diagnosis is supported on the presence of antineutrophil cytoplasmic antibodies (ANCA-c) and on histological analysis of tissues from affected organs. This paper describes a case report of a patient whose clinical history presented all protean aspects of the disease, including cardiac involvement such as myocarditis, pericarditis and, surprisingly, intracardiac mass.</p>
      </trans-abstract>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>31</day>
        <month>01</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>Relato de Caso </p>
    <p>Massa Intracard&#237;aca em Prov&#225;vel Caso de Granulomatose de Wegener</p>
    <p>Thelma L. Skare, Dimitri M. Zappi</p>
    <p>
      <bold>Curitiba, PR</bold>
    </p>
    <p>
      <italic>A granulomatose de Wegener, doen&#231;a conhecida h&#225; aproximadamente 65 anos, continua sendo um dilema para a classe m&#233;dica, talvez pelo seu polimorfismo cl&#237;nico, talvez pela car&#234;ncia de m&#233;todos diagn&#243;sticos. Seu diagn&#243;stico laboratorial repousa no bin&#244;mio: dosagem do anticorpo anti-neutr&#243;filo em sua fra&#231;&#227;o citoplasm&#225;tica (ANCA-c) e na obten&#231;&#227;o de material para an&#225;lise anatomopatol&#243;gica. Descrevemos aqui, o caso de um paciente, em cuja evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica p&#244;de ser observada todo aspecto proteiforme desta doen&#231;a, chamando aten&#231;&#227;o para o envolvimento card&#237;aco. Este &#250;ltimo considerado por muitos como pouco usual, manifestou-se clinicamente sob a forma de miocardite, pericardite e de uma massa intracard&#237;aca.</italic>
    </p>
    <p>
      <bold>Wegener's Granulomatosis in a Patient with Intracardiac Mass</bold>
    </p>
    <p>
      <italic>Although Wegener's granulomatosis is known for almost 65 years, the disease is still a dilemma for physicians. This is probably due to its different clinical presentations or to the lack of diagnostic methods. The laboratorial diagnosis is supported on the presence of antineutrophil cytoplasmic antibodies (ANCA-c) and on histological analysis of tissues from affected organs. This paper describes a case report of a patient whose clinical history presented all protean aspects of the disease, including cardiac involvement such as myocarditis, pericarditis and, surprisingly, intracardiac mass.</italic>
    </p>
    <p>A granulomatose de Wegener (GW), entidade descrita originalmente por Klinger em 1931 e, posteriormente, melhor caracterizada por Wegener em 1936, &#233; classicamente uma doen&#231;a de adultos, com um pico de incid&#234;ncia na 4&#170; e 5&#170; d&#233;cadas, que se apresenta tipicamente como uma s&#237;ndrome pulmonar-renal. Relatos recentes <sup>1-3</sup> t&#234;m demonstrado que o acometimento de indiv&#237;duos numa faixa et&#225;ria mais jovem &#233; bem maior do que previamente suposto. Isto pode ser atribu&#237;do a um melhor conhecimento dos diferentes aspectos cl&#237;nicos desta doen&#231;a, por parte dos m&#233;dicos atendentes, e, tamb&#233;m, a uma melhoria nas condi&#231;&#245;es de investiga&#231;&#227;o laboratorial, principalmente atrav&#233;s do anticorpo anti-neutr&#243;filo em sua fra&#231;&#227;o citoplasm&#225;tica (ANCA-c), permitindo que o diagn&#243;stico seja feito de forma mais precoce. </p>
    <p>Apesar de todos estes avan&#231;os, a GW, devido ao seu polimorfismo cl&#237;nico, ainda &#233; um problema diagn&#243;stico. Descrevemos, aqui, um caso, em paciente jovem, em cuja evolu&#231;&#227;o p&#244;de ser apreciado todo o aspecto proteiforme da doen&#231;a, inclusive a apresenta&#231;&#227;o de um aspecto bastante incomum, o de uma massa intracard&#237;aca. </p>
    <p>Relato do Caso </p>
    <p>Paciente de 25 anos, masculino, h&#237;gido at&#233; dois meses atr&#225;s, quando, ap&#243;s drenagem de abcesso periodontal, iniciou um quadro de tosse n&#227;o produtiva, coriza, hiperemia conjuntival, astenia e anorexia. Foi avaliado ambulatorialmente, sendo tratado com sintom&#225;ticos sem melhora. Passou a observar aparecimento de sudorese vespertina associada a febre e perda de 6kg neste per&#237;odo, quando ent&#227;o, procurou o Hospital Universit&#225;rio Evang&#233;lico de Curitiba. Negava uso de drogas, tabagismo e contato com poss&#237;veis portadores de tuberculose. Na avalia&#231;&#227;o inicial, estava emagrecido, febril (38,3<sup>o</sup>C) e com diminui&#231;&#227;o difusa no murm&#250;rio vesicular. Uma radiografia de t&#243;rax inicial revelou condensa&#231;&#245;es focais para hilares e les&#245;es pulmonares cavitadas em lobo superior esquerdo. O paciente foi admitido com diagn&#243;stico presuntivo de v&#225;rios abcessos pulmonares, secund&#225;rios &#224; aspira&#231;&#227;o de microrganismo de infec&#231;&#227;o periodontal e tratado, inicialmente, com penicilina cristalina. Exames complementares iniciais mostraram uma anemia normocr&#244;nica e normoc&#237;tica com volume globular (VG) de 32,7%, l3.300 leuc&#243;citos com 10% de bast&#245;es, as plaquetas eram 645.000/mm<sup>3</sup>. Ur&#233;ia, creatinina, s&#243;dio, pot&#225;ssio, glicemia e parcial de urina eram normais. Ap&#243;s cinco dias de tratamento, como o estado geral do paciente permanecia o mesmo e a febre n&#227;o cedia, foi modificado o esquema antibi&#243;tico para metronidazol, ceftriaxone e vancomicina. Na evolu&#231;&#227;o, foi solicitado nova radiografia de t&#243;rax, que evidenciou o aparecimento de les&#245;es cavitadas tamb&#233;m em lobo m&#233;dio &#224; direita. Um hemograma subseq&#252;ente mostrou queda do VG para 27% e piora da leucocitose, agora de 19.900/mm<sup>3</sup>. Uma vez que n&#227;o se conseguia isolar qualquer germe nas hemoculturas e exames de escarro (bacterioscopia, pesquisa de Baar, cultura), foi realizada uma fibrobroncoscopia com coleta de lavado br&#244;nquico, a qual demonstrou hiperemia de mucosa br&#244;nquica sem outras altera&#231;&#245;es anat&#244;micas; o lavado tinha 100 hem&#225;cias/mm<sup>3</sup>, nenhum leuc&#243;cito e foi negativo para fungos e Baar. Sorologia para HIV e PPD foram negativas. Como o estado cl&#237;nico do paciente deteriorava-se, apesar da terap&#234;utica adotada, prosseguiu-se investiga&#231;&#227;o atrav&#233;s de uma tomografia de t&#243;rax que mostrou derrame pleural bilateral e les&#245;es cavitadas em ambos pulm&#245;es. Foi solicitado ent&#227;o uma bi&#243;psia pleural que demonstrou processo inflamat&#243;rio inespec&#237;fico. Ap&#243;s 13 dias de mudan&#231;a de esquema antimicrobiano, como a febre persistia e n&#227;o existia comprova&#231;&#227;o laboratorial de algum germe espec&#237;fico, foi adicionado empiricamente rifampicina, isoniazida e pirazinamida. A seguir, o paciente passou a referir dor tor&#225;cica inespec&#237;fica e surgiu, ao exame, um sopro sist&#243;lico em borda esternal inferior esquerda, sendo ent&#227;o solicitado um eletrocardiograma e um ecocardiograma. O primeiro mostrou complexos de baixa voltagem com onda T apiculada, &#225;rea eletricamente inativa em parede lateral alta e isquemia subendoc&#225;rdica em parede lateral. O ecocardiograma revelou aumento global de c&#226;maras, com massa em ventr&#237;culo direito e esquerdo (VE), hipocinesia difusa de VE de grau discreto (fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de 68%), derrame peric&#225;rdico discreto (<xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1</xref>). Novos exames laboratoriais demonstraram nova queda de VG, agora para 23% e eleva&#231;&#227;o importante de creatinina para 11,4mg/dL, com ur&#233;ia de 212mg/dL. A VHS era de 112mm/1&#170; hora; s&#243;dio de 134mEq/L, pot&#225;ssio de 7,1mEq/L. A gasometria demonstrava pH de 7,27, pCO2 de 31mmoL/L, pO2 de 71mmoL/L e HCO3 de 13,7mEq/L. O parcial de urina apresentava protein&#250;ria de 1,18g/L. Uma nova radiografia de t&#243;rax mantinha mesmo padr&#227;o pulmonar anterior, por&#233;m agora com aumento de &#225;rea card&#237;aca. A partir deste momento foi iniciada investiga&#231;&#227;o para GW atrav&#233;s de radiografia de seios paranasais e dosagem de ANCA-c que mostraram respectivamente, hipotranspar&#234;ncia de seio maxilar direito e ANCA-c reagente na titula&#231;&#227;o de 1/40. Foi institu&#237;da pulsoterapia com metilprednisolona e di&#225;lise peritoneal. Uma bi&#243;psia renal havia sido programada, ap&#243;s a qual se iniciaria ciclofosfamida. Por&#233;m, o paciente evoluiu com dispn&#233;ia s&#250;bita associada a hemoptise franca, seguida de parada cardiorrespirat&#243;ria, sendo entubado e reanimado sem sucesso. A necropsia n&#227;o foi autorizada pela fam&#237;lia. </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-71-04-0609-00009-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Discuss&#227;o </p>
    <p>A GW &#233; uma vasculite necrotizante que, tipicamente, afeta trato respirat&#243;rio superior, inferior e rins. A confirma&#231;&#227;o laboratorial de seu diagn&#243;stico repousa no bin&#244;mio de detec&#231;&#227;o do ANCA-c e estudo anatomopatol&#243;gico de material biopsiado. </p>
    <p>Rao e col <sup>4</sup>, em um estudo de metan&#225;lise sobre a validade do ANCA-c no diagn&#243;stico de granulomatose Wegener, envolvendo outros 15 estudos publicados, encontraram que este teste demonstra uma sensibilidade de 66% e uma especificidade de 98%. Nosso paciente tinha um ANCA-c positivo num t&#237;tulo de 1/40. </p>
    <p>O outro pilar diagn&#243;stico, que &#233; a confirma&#231;&#227;o histol&#243;gica de uma vasculite granulomatosa com abundante necrose extra vascular, deve ser obtida preferencialmente de tecidos de vias &#225;reas superiores ou inferiores comprometidos, os quais fornecem uma maior positividade que o tecido renal. Freq&#252;entemente &#233; necess&#225;rio que, para uma an&#225;lise anatomopatol&#243;gica adequada, se forne&#231;a uma por&#231;&#227;o generosa de tecido. Isto talvez explique a baixa positividade deste diagn&#243;stico em bi&#243;psias transbr&#244;nquicas. </p>
    <p>Nosso paciente n&#227;o tinha condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas para se submeter a uma bi&#243;psia pulmonar a c&#233;u aberto. Como a bi&#243;psia pleural n&#227;o logrou demonstrar o diagn&#243;stico, optou-se, ent&#227;o pela bi&#243;psia renal, a qual n&#227;o chegou a ser realizada devido ao &#243;bito. Deste modo, apesar de n&#227;o ter sido poss&#237;vel confirma&#231;&#227;o histol&#243;gica, o diagn&#243;stico de GW tornou-se bastante prov&#225;vel, baseado na evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica do paciente, que se apresentou t&#237;pica no decorrer do internamento e pela presen&#231;a do ANCA-c em t&#237;tulos elevados. </p>
    <p>No entanto, em nosso paciente, o que mais chamou a aten&#231;&#227;o, pelo seu aspecto pouco usual, foi o envolvimento card&#237;aco, principalmente o aparecimento de massa intracard&#237;aca detectada &#224; ecocardiografia. </p>
    <p>O acometimento card&#237;aco do portador de GW tem sido considerado raro, o que pode n&#227;o refletir a realidade. Goodfield e col <sup>2</sup> analisaram, retrospectivamente, diversos trabalhos, encontrando envolvimento card&#237;aco em quatro a 44% dos pacientes descritos. Este envolvimento pode ser global ou se manifestar isoladamente como miocardite, endocardite (valvulite, massa intracad&#237;aca), vasculite (angina, infarto do mioc&#225;rdio (IM), aortite), arritmia e/ou pericardite. Forstot e col <sup>5</sup> que estudaram pacientes com GW com manifesta&#231;&#245;es card&#237;acas, encontraram que, aproximadamente 50% destes tinham pericardite, 50% vasculite coron&#225;ria, 25% miocardite, 21% valvulite ou endocardite, com arritmia 17% e 11% com IM. Em nosso paciente os achado ecocardiogr&#225;ficos sugerem al&#233;m da massa intracard&#237;aca, a ocorr&#234;ncia de miocardite, e pericardite. A ocorr&#234;ncia de massa intracard&#237;aca parece ser particularmente rara, apenas Kosovsky e col <sup>6</sup> descreveram caso similar, tamb&#233;m em um paciente jovem, que desenvolveu extensa &#225;rea de vasculite, envolvendo endoc&#225;rdio que se exteriorizou-se como uma massa intracard&#237;aca, detectada fortuitamente &#224; resson&#226;ncia magn&#233;tica. Al&#233;m desse mecanismo descrito por Kosovsky e col <sup>6</sup> para a forma&#231;&#227;o da massa, n&#227;o se pode esquecer a possibilidade de que a mesma possa resultar de um trombo mural de grandes propor&#231;&#245;es. &#201; f&#225;cil compreender que a miocardite por si s&#243; predisponha a um ambiente trombog&#234;nico. No trabalho de Fauci e col <sup>7</sup>, pequenos trombos murais foram encontrados em endoc&#225;rdio de pacientes com Wegener. A n&#227;o autoriza&#231;&#227;o da necropsia, prejudicou neste caso, a an&#225;lise histol&#243;gica do processo visualizado &#224; ecocardiografia. </p>
    <p>Desta maneira, nos casos com suspeita de GW, deve-se ter alto &#237;ndice de suspei&#231;&#227;o quanto &#224; possibilidade de envolvimento card&#237;aco, valorizando com maior rigor nesses pacientes, qualquer mudan&#231;a nos par&#226;metros hemodin&#226;micos e queixas relativas a este sistema. Os crit&#233;rios para realiza&#231;&#227;o de exames complementares, com vistas a investiga&#231;&#227;o do sistema cardiovascular, devem ser menos rigorosos e realizados com maior freq&#252;&#234;ncia. </p>
    <p>Pela sua apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica dram&#225;tica, este caso ilustra que, juntamente com os rins e pulm&#245;es, o cora&#231;&#227;o pode determinar o progn&#243;stico nos pacientes com GW, e ainda, em pacientes com massa intracard&#237;aca sem etiologia evidente, a possibilidade de GW fa&#231;a parte do diagn&#243;stico diferencial. </p>
    <p>Faculdade Evang&#233;lica de Medicina do Paran&#225; (FEMPAR) - Curitiba </p>
    <p> Correspond&#234;ncia: Dimitri Mikaelis Zappi &#150; Rua Des Ot&#225;vio do Amaral, 448/51 &#150; 80730-400 &#150; Curitiba, PR </p>
    <p> Recebido para publica&#231;&#227;o em 9/5/98 </p>
    <p> Aceito em 15/7/98 </p>
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          <article-title>Wegener's granulomatosis and the heart</article-title>
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