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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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          <subject>Minieditorial</subject>
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        <article-title>Indiv&#237;duos Doentes e Popula&#231;&#245;es Doentes</article-title>
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        <corresp id="c1"><label>Correspond&#234;ncia:</label><bold>&#201;rique Jos&#233; Farias Peixoto de Miranda</bold> &#8226; Av. da Universidade, 210. CEP <postal-code>05508-210</postal-code>, Butant&#227;, SP &#8211; Brasil E-mail: <email>eriquemiranda@gmail.com</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Sistemas de Informa&#231;&#227;o Geogr&#225;fica</kwd>
        <kwd>Epidemiologia</kwd>
        <kwd>Mortalidade</kwd>
        <kwd>Doen&#231;a Cr&#244;nica</kwd>
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    <p>O artigo de Lederman et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> discute uma investiga&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica de mortalidade por doen&#231;as dos sistemas circulat&#243;rio, respirat&#243;rio e end&#243;crino, al&#233;m de neoplasias, na Regi&#227;o Metropolitana de S&#227;o Paulo (RMSP), analisada por geoprocessamento.</p>
    <p>&#201; merit&#243;rio notar o fato de o estudo ter combinado uma base de mais de 1,3 milh&#227;o de registros hospitalares provenientes de um hospital terci&#225;rio com registros de mortalidade estaduais por meio de <italic>linkage</italic> determin&#237;stico. Em outras palavras, vari&#225;veis id&#234;nticas do mesmo paciente presentes nas diferentes bases de dados foram usadas para combin&#225;-las, o que permite acompanhar desfechos em longo prazo de pacientes frequentemente perdidos ap&#243;s a alta hospitalar.</p>
    <p>Poucos estudos nacionais disp&#245;em de mais de um milh&#227;o de registros cl&#237;nicos vinculados a dados de mortalidade. Essa escala amplia a robustez descritiva dos achados e refor&#231;a o valor dos prontu&#225;rios eletr&#244;nicos como instrumentos epidemiol&#243;gicos. Al&#233;m disso, o trabalho evidencia a import&#226;ncia institucional da integra&#231;&#227;o entre hospitais terci&#225;rios, funda&#231;&#245;es p&#250;blicas de dados e sistemas de vigil&#226;ncia em sa&#250;de. Por meio da avalia&#231;&#227;o da distribui&#231;&#227;o espacial, se p&#244;de compreender evid&#234;ncias de intera&#231;&#245;es entre as doen&#231;as cr&#244;nicas e os fatores sociais, ambientais e estruturais.</p>
    <p>Tradicionalmente, os estudos de doen&#231;as cr&#244;nicas se concentram em fatores individuais de risco.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Entretanto, o espa&#231;o geogr&#225;fico n&#227;o &#233; mero cen&#225;rio passivo da doen&#231;a, mas um determinante ativo da sa&#250;de. Geoffrey Rose<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> em seu cl&#225;ssico "<italic>Sick Individuals, Sick Populations</italic>" demonstra a import&#226;ncia da transi&#231;&#227;o da epidemiologia do indiv&#237;duo para o territ&#243;rio e popula&#231;&#227;o, al&#233;m de enfatizar a doen&#231;a como produto do contexto social, geografia como marcador de risco coletivo e preven&#231;&#227;o populacional em compara&#231;&#227;o com a preven&#231;&#227;o cl&#237;nica. O estudo<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> abordou esses pontos, al&#233;m de posicionar o hospital como observat&#243;rio populacional.</p>
    <p>Embora a RMSP tenha &#237;ndices de desenvolvimento humano acima da m&#233;dia do Brasil, a regi&#227;o apresenta profunda segrega&#231;&#227;o espacial entre a capital e a periferia, determinando diferen&#231;as de renda, de acesso &#224; sa&#250;de, de modo que podem explicar a heterogeneidade dos dados de mortalidade obtidos no estudo. Sendo assim, o local de resid&#234;ncia sintetiza desigualdades socioecon&#244;micas, disponibilidade de servi&#231;os, saneamento b&#225;sico, exposi&#231;&#227;o ambiental, mobilidade urbana, densidade populacional, qualidade do ar, ru&#237;do e acesso ao cuidado especializado.</p>
    <p>Sendo assim, interpretamos que mesmo em um contexto de cidades que t&#234;m o maior produto interno bruto (PIB) e o maior PIB <italic>per capita</italic> do Brasil, iniquidades sociodemogr&#225;ficas, econ&#244;micas e geogr&#225;ficas influenciam, de um modo elegantemente mensurado, os indicadores de mortalidade. Iniciativas de uso de geoprocessamento s&#227;o potencialmente otimizadoras de recursos p&#250;blicos em sa&#250;de e j&#225; t&#234;m sido implementadas na Aten&#231;&#227;o Prim&#225;ria e na Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), permitindo planejamento regional de sa&#250;de.</p>
    <p>A organiza&#231;&#227;o do SUS depende fortemente de mecanismos de regionaliza&#231;&#227;o e hierarquiza&#231;&#227;o do cuidado. Entretanto, muitas vezes o planejamento assistencial ainda se apoia em indicadores administrativos agregados, incapazes de captar microterrit&#243;rios de maior vulnerabilidade. Mapas de densidade de doen&#231;as, como os apresentados neste trabalho, podem auxiliar gestores na aloca&#231;&#227;o de recursos, defini&#231;&#227;o de linhas de cuidado, expans&#227;o de servi&#231;os diagn&#243;sticos e desenvolvimento de estrat&#233;gias preventivas focalizadas.</p>
    <p>Os autores demonstraram que mortalidade por doen&#231;as cr&#244;nicas apresentam distribui&#231;&#227;o heterog&#234;nea na Grande S&#227;o Paulo. Alguns achados merecem destaque especial. As maiores densidades de mortalidade por doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio foram observadas em S&#227;o Paulo, Osasco e Tabo&#227;o da Serra, enquanto determinadas cidades perif&#233;ricas exibiram elevadas concentra&#231;&#245;es de comorbidades cardiovasculares. Esses dados sugerem que a carga cardiovascular n&#227;o se distribui aleatoriamente, mas acompanha e provavelmente reflete desigualdades urbanas hist&#243;ricas.</p>
    <p>&#201; particularmente interessante a observa&#231;&#227;o de elevadas densidades de doen&#231;as respirat&#243;rias em munic&#237;pios marcados por intenso fluxo veicular ou concentra&#231;&#227;o industrial, como Osasco e Embu das Artes. Ainda que o estudo n&#227;o tenha sido desenhado para estabelecer causalidade ambiental, esses achados convergem para a literatura recente sobre polui&#231;&#227;o atmosf&#233;rica e doen&#231;as cardiopulmonares no Brasil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> A intera&#231;&#227;o entre poluentes ambientais, inflama&#231;&#227;o sist&#234;mica e eventos cardiovasculares constitui hoje um dos campos mais promissores da Cardiologia Preventiva.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
    <p>O estudo<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> tem limita&#231;&#245;es. &#201; unic&#234;ntrico, proveniente de hospital altamente especializado, o que produz vieses de encaminhamento. A distribui&#231;&#227;o espacial observada n&#227;o representa a preval&#234;ncia populacional das doen&#231;as, mas sim a distribui&#231;&#227;o dos pacientes que alcan&#231;aram um centro terci&#225;rio de refer&#234;ncia. Al&#233;m disso, n&#227;o houve padroniza&#231;&#227;o por idade, sexo ou condi&#231;&#227;o socioecon&#244;mica, fatores importantes na composi&#231;&#227;o dos clusters geogr&#225;ficos identificados.</p>
    <p>Outra limita&#231;&#227;o consiste no uso do endere&#231;o residencial como marcador territorial. Em grandes metr&#243;poles, deslocamentos cotidianos relacionados ao trabalho e mobilidade urbana podem modificar as exposi&#231;&#245;es ambientais reais dos indiv&#237;duos. Ainda assim, mesmo com essas limita&#231;&#245;es, o estudo preserva valor explorat&#243;rio e gerador de hip&#243;teses.</p>
    <p>Entretanto, o artigo<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> tamb&#233;m ilustra uma tend&#234;ncia crescente da Medicina contempor&#226;nea: a converg&#234;ncia entre <italic>big data</italic>, epidemiologia espacial e intelig&#234;ncia em sa&#250;de. Assim, o estudo oferece contribui&#231;&#227;o original ao ajudar a compreender a geografia das doen&#231;as cr&#244;nicas em uma das maiores regi&#245;es metropolitanas do mundo.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: Distribui&#231;&#227;o Espacial de Pacientes na Regi&#227;o Metropolitana de S&#227;o Paulo Atendidos em um Hospital P&#250;blico Terci&#225;rio de Refer&#234;ncia Cardiovascular Segundo Doen&#231;as dos Sistemas Circulat&#243;rio, Respirat&#243;rio, End&#243;crino e Neopl&#225;sico</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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          <article-title>Distribui&#231;&#227;o Espacial de Pacientes na Regi&#227;o Metropolitana de S&#227;o Paulo Atendidos em um Hospital P&#250;blico Terci&#225;rio de Refer&#234;ncia Cardiovascular Segundo Doen&#231;as dos Sistemas Circulat&#243;rio, Respirat&#243;rio, End&#243;crino e Neopl&#225;sico</article-title>
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        <mixed-citation>1 Lederman C, Moraes SL, Lima ACP, Barroso LP, Morais LCC, Perdig&#227;o ML. Distribui&#231;&#227;o Espacial de Pacientes na Regi&#227;o Metropolitana de S&#227;o Paulo Atendidos em um Hospital P&#250;blico Terci&#225;rio de Refer&#234;ncia Cardiovascular Segundo Doen&#231;as dos Sistemas Circulat&#243;rio, Respirat&#243;rio, End&#243;crino e Neopl&#225;sico. Arq Bras Cardiol. 2026; 123(6):e20260178. DOI: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.36660/abc.20260178">https://doi.org/10.36660/abc.20260178</ext-link>.</mixed-citation>
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          <article-title>Short-Term Air Pollution Exposure and Mortality in Brazil: Investigating the Susceptible Population Groups</article-title>
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          <elocation-id>e20230119</elocation-id>
          <pub-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20230119</pub-id>
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        <mixed-citation>5 Almeida AEM, Stein R. The Environment and the Heart. Arq Bras Cardiol. 2023;120(7):e20230119. doi: 10.36660/abc.20230119.</mixed-citation>
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        <label>6</label>
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              <surname>M&#252;nzel</surname>
              <given-names>T</given-names>
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              <surname>L&#252;scher</surname>
              <given-names>T</given-names>
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              <surname>Kramer</surname>
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              <surname>Churchwell</surname>
              <given-names>K</given-names>
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              <surname>Mbakwem</surname>
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          <article-title>Environmental Stressors and Cardiovascular Health: Acting Locally for Global Impact in a Changing World: A Statement of the European Society of Cardiology, the American College of Cardiology, the American Heart Association, and the World Heart Federation</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <year>2026</year>
          <volume>153</volume>
          <issue>8</issue>
          <fpage>597</fpage>
          <lpage>604</lpage>
          <pub-id pub-id-type="doi">10.1161/CIRCULATIONAHA.125.079034</pub-id>
        </element-citation>
        <mixed-citation>6 M&#252;nzel T, L&#252;scher T, Kramer CM, Churchwell K, Mbakwem A, Rajagopalan S. Environmental Stressors and Cardiovascular Health: Acting Locally for Global Impact in a Changing World: A Statement of the European Society of Cardiology, the American College of Cardiology, the American Heart Association, and the World Heart Federation. Circulation. 2026;153(8):597-604. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.125.079034.</mixed-citation>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20260436i</article-id>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>Sick Individuals and Sick Populations</article-title>
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          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-1455-4074</contrib-id>
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            <surname>de Miranda</surname>
            <given-names>&#201;rique Jos&#233; Farias Peixoto</given-names>
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            <sup>1</sup>
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          <label>1</label>
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            <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
            <named-content content-type="state">SP</named-content>
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          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Instituto Butantan &#8211; Ensaios Cl&#237;nicos, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil</institution>
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      <author-notes>
        <corresp id="c2"><label>Mailing Address:</label><bold>&#201;rique Jos&#233; Farias Peixoto de Miranda</bold> &#8226; Av. da Universidade, 210. Postal Code <postal-code>05508-210</postal-code>, Butant&#227;, SP &#8211; Brazil E-mail: <email>eriquemiranda@gmail.com</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Geographic Information Systems</kwd>
        <kwd>Epidemiology</kwd>
        <kwd>Mortality</kwd>
        <kwd>Chronic Disease</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>The article by Lederman et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> discusses an epidemiological investigation of mortality from diseases of the circulatory, respiratory, and endocrine systems, as well as neoplasms, in the S&#227;o Paulo Metropolitan Region (SPMR), analyzed using geoprocessing.</p>
      <p>It is noteworthy that the study combined a database of over 1.3 million hospital records from a tertiary hospital with state mortality records through deterministic linkage. In other words, identical variables from the same patient present in the different databases were used to combine them, allowing for the tracking of long-term outcomes of patients frequently lost to care after hospital discharge.</p>
      <p>Few national studies have more than one million clinical records linked to mortality data. This scale increases the descriptive robustness of the findings and reinforces the value of electronic health records as epidemiological tools. Furthermore, the work highlights the institutional importance of integration between tertiary hospitals, public data foundations, and health surveillance systems. Through the evaluation of spatial distribution, it was possible to understand evidence of interactions between chronic diseases and social, environmental, and structural factors.</p>
      <p>Traditionally, studies of chronic diseases focus on individual risk factors.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> However, geographic space is not merely a passive setting for disease, but an active determinant of health. Geoffrey Rose,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> in his classic "Sick Individuals, Sick Populations," demonstrates the importance of the transition from individual epidemiology to territory and population epidemiology, in addition to emphasizing disease as a product of social context, geography as a marker of collective risk, and population-based prevention in comparison to clinical prevention. The study<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> addressed these points, as well as positioning the hospital as a population observatory.</p>
      <p>Although the SPMR has Human Development Index scores above the Brazilian average, the region exhibits profound spatial segregation between the capital and the periphery, determining differences in income and access to healthcare, which may explain the heterogeneity of mortality data obtained in the study. Therefore, place of residence synthesizes socioeconomic inequalities, availability of services, basic sanitation, environmental exposure, urban mobility, population density, air quality, noise, and access to specialized care.</p>
      <p>Therefore, we interpret that even in a context of cities with the highest gross domestic product (GDP) and the highest GDP per capita in Brazil, sociodemographic, economic, and geographic inequalities influence mortality indicators in an elegantly measurable way. Geoprocessing initiatives are potentially optimizing for public health resources and have already been implemented in Primary Care and Health Surveillance within the Unified Health System (SUS), enabling regional health planning.</p>
      <p>The organization of the SUS strongly depends on mechanisms for regionalization and hierarchical organization of care. However, healthcare planning often still relies on aggregated administrative indicators, which are unable to capture micro-territories of greater vulnerability. Disease density maps, such as those presented in this work, can assist managers in allocating resources, defining care pathways, expanding diagnostic services, and developing targeted preventive strategies.</p>
      <p>The authors demonstrated that mortality from chronic diseases presents a heterogeneous distribution in Greater S&#227;o Paulo. Some findings deserve special attention. The highest mortality densities from diseases of the circulatory system were observed in S&#227;o Paulo, Osasco, and Tabo&#227;o da Serra, while certain peripheral cities exhibited high concentrations of cardiovascular comorbidities. These data suggest that the cardiovascular burden is not randomly distributed but follows and likely reflects historical urban inequalities.</p>
      <p>It is particularly interesting to observe high densities of respiratory diseases in municipalities marked by heavy vehicular traffic or industrial concentration, such as Osasco and Embu das Artes. Although the study was not designed to establish environmental causality, these findings converge with recent literature on air pollution and cardiopulmonary diseases in Brazil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> The interaction between environmental pollutants, systemic inflammation, and cardiovascular events is currently one of the most promising fields in Preventive Cardiology.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
      <p>The study<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> has limitations. It is a single-center, originating from a highly specialized hospital, which introduces referral biases. The observed spatial distribution does not represent the population prevalence of the diseases, but rather the distribution of patients who reached a tertiary referral center. Furthermore, there was no standardization by age, sex, or socioeconomic status, important factors in the composition of the identified geographic clusters.</p>
      <p>Another limitation lies in the use of residential address as a territorial marker. In large metropolises, daily commutes related to work and urban mobility can modify individuals&#8217; actual environmental exposures. Even so, despite these limitations, the study retains exploratory value and generates hypotheses.</p>
      <p>However, the article<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> also illustrates a growing trend in contemporary medicine: the convergence between big data, spatial epidemiology, and health intelligence. Thus, the study offers an original contribution by helping to understand the geography of chronic diseases in one of the world's largest metropolitan regions.</p>
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          <p>Short Editorial related to the article: Spatial Distribution of Patients in the Metropolitan Area of S&#227;o Paulo Attending a Public Tertiary Cardiovascular Referral Hospital According to Diseases of the Circulatory, Respiratory, Endocrine, and Neoplastic Systems</p>
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