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        <article-title>Ataque da intelig&#234;ncia Artificial! A Crescente Import&#226;ncia da Doen&#231;a de Chagas</article-title>
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        <corresp id="c1"><label>Correspond&#234;ncia:</label><bold>Roberto Coury Pedrosa</bold> &#8226; Departamento de Cardiologia, Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho &#8211; Instituto do Cora&#231;&#227;o Edson Saad &#8211; UFRJ - Rua Prof. Rodolpho Paulo Rocco, 255. CEP <postal-code>21941-913</postal-code>, Cidade Universit&#225;ria, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brasil E-mail: <email>coury@hucff.ufrj.br</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Doen&#231;a de Chagas</kwd>
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    <p>A doen&#231;a de Chagas (DC) &#233; uma condi&#231;&#227;o cr&#244;nica com sequelas principalmente card&#237;acas que podem persistir e piorar muitos anos ap&#243;s a infec&#231;&#227;o inicial, com s&#233;rio impacto nos sistemas de sa&#250;de. A Organiza&#231;&#227;o Pan-Americana da Sa&#250;de&#185; estimou que 90% das novas infec&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o diagnosticadas e cerca de 70% dos infectados desconhecem sua condi&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, menos de 1% da popula&#231;&#227;o estimada em risco foi testada.&#178; Como resultado, isso leva a um atraso no diagn&#243;stico, o que aumenta a morbidade e a mortalidade decorrentes de suas complica&#231;&#245;es, destacando a clara necessidade de ampliar o acesso ao diagn&#243;stico sob a perspectiva da sa&#250;de p&#250;blica. Para mitigar esse impacto, a DC foi inclu&#237;da nos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&#234;nio e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&#225;vel da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&#225;vel (ONU, 2018).</p>
    <p>O padr&#227;o ouro para o diagn&#243;stico da DC &#233; o teste sorol&#243;gico para anticorpos contra o <italic>T. cruzi.</italic>&#179; O maior desafio na DC continua sendo a previs&#227;o de quais pacientes desenvolver&#227;o a forma card&#237;aca, uma das principais causas de insufici&#234;ncia card&#237;aca, especialmente em &#225;reas rurais do Brasil. Notavelmente, a eletrocardiografia &#233; uma ferramenta acess&#237;vel e de baixo custo que pode detectar sinais precoces de comprometimento card&#237;aco na DC.&#179; Nos &#250;ltimos anos, modelos de intelig&#234;ncia artificial (IA) baseados no eletrocardiograma (ECG)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> t&#234;m demonstrado capacidade de diagnosticar condi&#231;&#245;es card&#237;acas com precis&#227;o; muitos foram treinados e testados principalmente com dados de pa&#237;ses de alta renda. Al&#233;m disso, esses modelos foram avaliados retrospectivamente em grandes conjuntos de dados hist&#243;ricos, com relativamente poucos estudos prospectivos de valida&#231;&#227;o externa. Essas lacunas na pesquisa em ECG com IA precisam ser abordadas.</p>
    <p>Nesta edi&#231;&#227;o da ABC, Fonseca et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> apresentam os resultados de seu estudo transversal prospectivo de valida&#231;&#227;o externa, que busca preencher essas duas lacunas. A avalia&#231;&#227;o foi conduzida como parte de uma iniciativa multic&#234;ntrica de triagem cardiovascular. Os pesquisadores testaram um algoritmo de ECG pr&#233;-existente aprimorado por IA (modelo de <italic>deep learning</italic>) combinado com dados cl&#237;nicos (resid&#234;ncia pr&#233;via em &#225;reas infestadas por triatom&#237;neos, condi&#231;&#245;es prec&#225;rias de moradia e hist&#243;rico familiar de DC) para o diagn&#243;stico da doen&#231;a em uma regi&#227;o altamente end&#234;mica da Am&#233;rica Latina, em indiv&#237;duos sem suspeita cl&#237;nica da doen&#231;a e em um contexto de sa&#250;de com poucos recursos. A valida&#231;&#227;o das predi&#231;&#245;es do ECG baseado em IA foi realizada por meio de testes sorol&#243;gicos positivos para anticorpos contra <italic>T. cruzi</italic>. Foram inclu&#237;dos 1.115 adultos submetidos a ECG padronizado de 12 deriva&#231;&#245;es. O algoritmo identificou 121 indiv&#237;duos (10,9%), correspondendo a uma preval&#234;ncia de 7,8% (IC 95%: 6,2&#8211;9,6). Desses, 112 foram submetidos a testes sorol&#243;gicos; 13 testaram positivo, todos do grupo suspeito de DC com IA positiva. Nenhum caso soropositivo foi identificado no grupo controle. Os autores relatam m&#233;tricas de desempenho impressionantes, com sensibilidade de 100% (IC 95%: 69&#8211;100), especificidade de 40% (IC 95%: 30&#8211;50), valor preditivo negativo de 100% (IC 95%: 91&#8211;100) e valor preditivo positivo de 12% (IC 95%: 11&#8211;14), com uma raz&#227;o de chances diagn&#243;sticas de 6,6. Notavelmente, a &#225;rea sob a curva ROC (caracter&#237;stica de opera&#231;&#227;o do receptor) e a omiss&#227;o da medida de desempenho F1 devido ao desequil&#237;brio dos dados n&#227;o foram relatadas.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> Segundo os autores, suas descobertas demonstram que a integra&#231;&#227;o de um algoritmo de ECG aprimorado por IA com perguntas cl&#237;nicas b&#225;sicas pode identificar com precis&#227;o casos de DC soropositivos.</p>
    <p>O uso de IA para o diagn&#243;stico de DC &#233; certamente importante. No entanto, seu uso no diagn&#243;stico da forma cardiaca &#233; ainda mais relevante, visto que, em pa&#237;ses tradicionalmente end&#234;micos, a incid&#234;ncia de DC tem diminu&#237;do gradualmente, em favor de um aumento da forma card&#237;aca. Notavelmente, no presente estudo, os autores n&#227;o exploraram adequadamente o consenso de que a altera&#231;&#227;o no ECG reflete a forma card&#237;aca na DC.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
    <p>Portanto, esses resultados devem ser interpretados nesse contexto, e cautela deve ser aplicada ao extrapolar esses dados para outros cen&#225;rios. N&#227;o obstante, esta avalia&#231;&#227;o prospectiva do ECG com IA em um ambiente de sa&#250;de com recursos limitados por Fonseca et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> &#233; uma adi&#231;&#227;o bem-vinda &#224; crescente literatura sobre IA-ECG, e mais estudos prospectivos como este s&#227;o incentivados.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: An&#225;lise de Eletrocardiografia Aprimorada por Intelig&#234;ncia Artificial para o Diagn&#243;stico da Doen&#231;a de Chagas</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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          <comment>Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.paho.org/en/topics/chagas-disease">https://www.paho.org/en/topics/chagas-disease</ext-link> </comment>
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          <article-title>SBC Guideline on the Diagnosis and Treatment of Patients with Cardiomyopathy of Chagas Disease - 2023</article-title>
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          <article-title>Artificial Intelligence in Cardiology: Present and Future</article-title>
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          <article-title>An&#225;lise de Eletrocardiografia Aprimorada por Intelig&#234;ncia Artificial para o Diagn&#243;stico da Doen&#231;a de Chagas</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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        <mixed-citation>5 Fonseca IMG, Nunes MCP, Sable C, Mendoza RF, Santos FLN, Gomes PR, et al. An&#225;lise de Eletrocardiografia Aprimorada por Intelig&#234;ncia Artificial para o Diagn&#243;stico da Doen&#231;a de Chagas. Arq Bras Cardiol. 2026; 123(5):e20260032. DOI: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.36660/abc.20260032">https://doi.org/10.36660/abc.20260032</ext-link>.</mixed-citation>
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          <article-title>Protocol for Development of a Reporting Guideline (TRIPOD-AI) and Risk of Bias Tool (PROBAST-AI) for Diagnostic and Prognostic Prediction Model Studies Based on Artificial Intelligence</article-title>
          <source>BMJ Open</source>
          <year>2021</year>
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          <pub-id pub-id-type="doi">10.1136/bmjopen-2020-048008</pub-id>
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        <mixed-citation>6 Collins GS, Dhiman P, Navarro CLA, Ma J, Hooft L, Reitsma JB, et al. Protocol for Development of a Reporting Guideline (TRIPOD-AI) and Risk of Bias Tool (PROBAST-AI) for Diagnostic and Prognostic Prediction Model Studies Based on Artificial Intelligence. BMJ Open. 2021;11(7):e048008. doi: 10.1136/bmjopen-2020-048008.</mixed-citation>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20260409i</article-id>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>Artificial Intelligence Attack! The Rising Importance of Chagas Disease</article-title>
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            <given-names>Roberto Coury</given-names>
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          <institution content-type="original">Departamento de Cardiologia, Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho &#8211; Instituto do Cora&#231;&#227;o Edson Saad &#8211; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brazil</institution>
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        <corresp id="c2"><label>Mailing Address:</label><bold>Roberto Coury Pedrosa</bold> &#8226; Departamento de Cardiologia, Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho &#8211; Instituto do Cora&#231;&#227;o Edson Saad &#8211; UFRJ &#8211; Rua Prof. Rodolpho Paulo Rocco, 255. Postal Code Code <postal-code>21941-913</postal-code>, Cidade Universit&#225;ria, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brazil E-mail: <email>coury@hucff.ufrj.br</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Chagas disease</kwd>
        <kwd>Artificial Intelligence</kwd>
        <kwd>Electrocardiography</kwd>
        <kwd>Screening</kwd>
        <kwd>Public Health</kwd>
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    <body>
      <p>Chagas disease (Chd) is a chronic condition with primarily cardiac sequelae that can persist and worsen many years after the initial infection, with a serious impact on healthcare systems. The PAHO<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> estimated that 90% of new infections go undiagnosed, and about 70% of those infected are unaware of their condition. Additionally, less than 1% of the estimated population at risk has been tested.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> As a result, this leads to a delay in diagnosis, which increases morbidity and mortality from its complications, highlighting a clear need to expand access to diagnosis from a public health perspective. To mitigate this impact, Chd was included in the Millennium Development Goals and the Sustainable Development Goals of the 2030 Agenda for Sustainable Development (UN, 2018).</p>
      <p>The gold standard for diagnosing Chd is serological testing for <italic>T. cruzi</italic> antibodies.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> The biggest challenge in Chd remains predicting which patients will develop the cardiac form, a leading cause of heart failure, especially in rural areas of Brazil. Notably, electrocardiography is an accessible and low-cost tool that can detect early signs of cardiac involvement in Chd.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> In recent years, AI-ECG (Electrocardiogram with artificial intelligence) models<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> have been shown to diagnose cardiac conditions accurately; many have been trained and tested primarily on data from high-income countries. Furthermore, these models have been evaluated retrospectively on large historical datasets, with relatively few prospective external validation studies. These gaps in AI-ECG research need to be addressed.</p>
      <p>In this issue of ABC, Fonseca et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> report results from their external validation prospective cross-sectional study, which seeks to address both these gaps. The evaluation was conducted as part of a multicentre cardiovascular screening initiative. They tested a pre-existing AI-enhanced ECG algorithm (deep learning model) combined with clinical data (previous residence in triatomine-infested areas, poor housing conditions, and family history of Chd) for Chd diagnosis in a highly endemic region of Latin America, among individuals without clinical suspicion of Chd and a low-resource health care setting, The validation of the AI-ECG predictions was against positive serological testing for <italic>T. cruzi</italic> antibodies. They enrolled 1,115 adults who underwent standardised 12-lead ECG acquisition. The algorithm flagged 121 individuals (10.9%), corresponding to a prevalence of 7.8% (95% CI: 6.2&#8211;9.6). Of these, 112 underwent serological testing; 13 tested positive, all from the AI-positive suspected Chd group. No seropositive cases were identified among controls. The authors report impressive performance metrics, with a sensitivity was 100% (95% CI: 69&#8211;100), specificity 40% (95% CI: 30&#8211;50), negative predictive value 100% (95% CI: 91&#8211;100), and a positive predictive value 12% (95% CI: 11&#8211;14), with a diagnostic odds ratio of 6.6. Notably, the area under the receiver operating characteristic (ROC) curve, and the omission of the F1 score performance measure due to data imbalance were not reported.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> According to the authors, their findings demonstrate that integrating an AI-enhanced ECG algorithm with basic clinical questions can accurately identify seropositive Chd cases.</p>
      <p>The use of AI for the diagnosis of Chd is certainly important. Still, its use in the diagnosis of CC is even more relevant, given that in traditionally endemic countries the incidence of Chd has been gradually decreasing, in favour of an increase in the cardiac form. Notably, in the present study, the authors did not adequately explore the consensus that the ECG-altered reflects the cardiac form in Chd.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
      <p>Therefore, these results should be interpreted in this context, and caution must be applied in extrapolating these data to other settings. Nonetheless, this prospective evaluation of AI-ECG in a resource-limited health care setting by Fonseca et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> is a welcome addition to the growing AI-ECG literature, and further such prospective studies are encouraged.</p>
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          <p>Short Editorial related to the article: Artificial Intelligence-Enhanced Electrocardiography Analysis for Diagnosing Chagas Disease</p>
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