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        <article-title>iCardio e Ferramentas Baseadas em <italic>Business Intelligence</italic>: Oportunidades na Sa&#250;de P&#250;blica</article-title>
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        <corresp id="c1"><label>Correspond&#234;ncia:</label><bold>Fernando Yue Cesena</bold> &#8226; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - Av. Dr. Dante Pazzanese, 500. CEP <postal-code>04012-909</postal-code>, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brasil E-mail: <email>fernando.cesena@dantepazzanese.org.br</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
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    <p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, temos testemunhado uma explos&#227;o na gera&#231;&#227;o de dados em todos os campos. Na &#225;rea da sa&#250;de, o uso generalizado de prontu&#225;rios m&#233;dicos eletr&#244;nicos e o advento de dispositivos vest&#237;veis de monitoramento, por exemplo, t&#234;m contribu&#237;do para a gera&#231;&#227;o de enormes volumes de dados de sa&#250;de. Na sa&#250;de p&#250;blica, agora &#233; mais f&#225;cil do que nunca usar m&#233;todos computacionais para criar conjuntos de dados com informa&#231;&#245;es sobre morbidade e mortalidade. Um dos desafios &#233; que os m&#233;todos de coleta de dados e as caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o, como a pir&#226;mide et&#225;ria, variam entre pa&#237;ses e ao longo do tempo, dificultando a compara&#231;&#227;o e a an&#225;lise de tend&#234;ncias temporais. Essa &#233; a tarefa do estudo Carga Global de Doen&#231;as (<italic>Global Burden of Disease</italic>, <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.healthdata.org/research-analysis/gbd">https://www.healthdata.org/research-analysis/gbd</ext-link>), que padroniza indicadores de mais de 400 desfechos de sa&#250;de e fatores de risco em mais de 200 pa&#237;ses e territ&#243;rios, permitindo compara&#231;&#245;es justas entre pa&#237;ses e tend&#234;ncias em dados epidemiol&#243;gicos ao longo do tempo, inclusive no Brasil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Outro desafio &#233; que a informa&#231;&#227;o muitas vezes est&#225; fragmentada em conjuntos de dados distintos. Essa &#233; a tarefa da chamada <italic>Business Intelligence</italic>, que pode ser usada para criar ferramentas que transformam dados brutos e fragmentados, frequentemente coletados de diferentes fontes, em percep&#231;&#245;es visuais, muitas vezes din&#226;micas e interativas, que permitem atualiza&#231;&#245;es em tempo real, facilitando a interpreta&#231;&#227;o de dados como um todo e apoiando o processo de tomada de decis&#227;o.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
    <p>Nesta edi&#231;&#227;o dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Souza et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> relatam um estudo que utiliza o iCardio, uma plataforma online que aproveita a <italic>Business Intelligence</italic> para visualizar dados epidemiol&#243;gicos em cardiologia intervencionista e cirurgia card&#237;aca do DATASUS no Brasil (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.iats.com.br/icardio">www.iats.com.br/icardio</ext-link>).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> O iCardio, que faz parte de um projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq), foi desenvolvido com dados do Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares (SIH) e do Sistema de Informa&#231;&#227;o sobre Mortalidade (SIM). Os indicadores incluem o n&#250;mero de procedimentos e interna&#231;&#245;es de alta complexidade, o n&#250;mero de procedimentos por habitante, a localiza&#231;&#227;o geogr&#225;fica onde o atendimento m&#233;dico foi prestado, o deslocamento m&#233;dio at&#233; o servi&#231;o de sa&#250;de, o tempo de interna&#231;&#227;o, a taxa de reinterna&#231;&#227;o, as taxas de mortalidade hospitalar e de mortalidade em at&#233; 30 dias ap&#243;s o procedimento ou alta hospitalar, e os custos. &#201; importante ressaltar que os dados podem ser estratificados por sexo, faixa et&#225;ria, ra&#231;a/cor da pele, localiza&#231;&#227;o, tipo de atendimento (urgente/eletivo), diagn&#243;stico e procedimento.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
    <p>Os autores relatam um exemplo de uso do iCardio, demonstrando disparidades regionais nos procedimentos cardiovasculares de alta complexidade no Brasil. Eles constataram uma taxa bruta de mortalidade mais alta na regi&#227;o Norte e uma taxa de mortalidade mais baixa na regi&#227;o Sudeste. A regi&#227;o Sul apresentou a maior taxa padronizada de procedimentos, enquanto a regi&#227;o Nordeste apresentou o maior deslocamento m&#233;dio para atendimento m&#233;dico.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>O iCardio ilustra como podemos aproveitar novas tecnologias para criar ferramentas que facilitem a integra&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es relevantes, gerem percep&#231;&#245;es e incentivem a&#231;&#245;es por parte das autoridades de sa&#250;de. No entanto, o uso de ferramentas de <italic>Business Intelligence</italic> requer algumas considera&#231;&#245;es. Primeiramente, pode-se argumentar que a qualidade dos dados seja o aspecto mais importante. O famoso ditado "<italic>garbage in, garbage out</italic>" ("lixo entra, lixo sai") se aplica perfeitamente aqui. Se a ferramenta for alimentada com dados "sujos", os resultados ser&#227;o tendenciosos ou err&#244;neos, e as consequ&#234;ncias podem ser catastr&#243;ficas. Portanto, a vigil&#226;ncia cont&#237;nua e os esfor&#231;os para melhorar a qualidade dos dados, reduzindo a subnotifica&#231;&#227;o e as inconsist&#234;ncias, s&#227;o imprescind&#237;veis. Em segundo lugar, idealmente, a ferramenta deve ser abrangente e inclusiva para alcan&#231;ar todo o pa&#237;s. Seria excelente se uma ferramenta como o iCardio inclu&#237;sse n&#227;o apenas indiv&#237;duos do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), mas tamb&#233;m aqueles com planos de sa&#250;de e do setor privado. Isso permitiria an&#225;lises verdadeiramente de &#226;mbito nacional. Em terceiro lugar, seria &#243;timo se esse tipo de ferramenta inclu&#237;sse dados adicionais, como morbidades n&#227;o cardiovasculares, uso de medicamentos, h&#225;bitos de vida, fatores ambientais e socioecon&#244;micos. Em quarto lugar, projetos como este devem ter continuidade, de prefer&#234;ncia com atualiza&#231;&#245;es anuais, para manter sua raz&#227;o de existir. Em quinto lugar, ferramentas como essa devem desencadear a&#231;&#245;es, estimulando discuss&#245;es s&#233;rias que levem &#224; proposi&#231;&#227;o de planos ou apoiem o processo de tomada de decis&#227;o. Em sexto lugar, &#233; necess&#225;rio monitorar a efic&#225;cia dessas a&#231;&#245;es para fornecer uma retroalimenta&#231;&#227;o que possa aprimorar o processo como um todo.</p>
    <p>Segundo a OCDE (Organiza&#231;&#227;o para a Coopera&#231;&#227;o e Desenvolvimento Econ&#244;mico), o Brasil coleta uma grande quantidade de dados digitais de sa&#250;de, mas est&#225; atr&#225;s de outros pa&#237;ses em rela&#231;&#227;o &#224; disponibilidade, divulga&#231;&#227;o, governan&#231;a e integra&#231;&#227;o de dados.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> O iCardio &#233; um exemplo claro de como podemos preencher essa lacuna.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, os autores do artigo, bem como todos os envolvidos no desenvolvimento do iCardio, devem ser parabenizados. Esperamos que esta ferramenta n&#227;o s&#243; gere artigos cient&#237;ficos com belas tabelas e figuras, mas, sobretudo, que contribua para orientar as pol&#237;ticas de sa&#250;de p&#250;blica. O objetivo final &#233; utilizar este tipo de ferramenta para melhorar a qualidade da assist&#234;ncia, otimizar a aloca&#231;&#227;o de recursos, prevenir eventos adversos e reduzir as disparidades na utiliza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de e nos desfechos.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: iCardio: Aplica&#231;&#227;o de Business Intelligence na Avalia&#231;&#227;o da Disparidade Regional da Assist&#234;ncia Cardiovascular com Dados do Mundo Real</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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        <mixed-citation>4 Souza LCP, Marcolino MAZ, Engster PH, Casiraghi Y, Linn TBC, Bairos JEA, et al. iCardio: Aplica&#231;&#227;o de Business Intelligence na Avalia&#231;&#227;o da Disparidade Regional da Assist&#234;ncia Cardiovascular com Dados do Mundo Real. Arq Bras Cardiol. 2026; 123(4):e20250765. DOI: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.36660/abc.20250765">https://doi.org/10.36660/abc.20250765</ext-link>.</mixed-citation>
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        <label>5</label>
        <element-citation publication-type="journal">
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              <surname>Marcolino</surname>
              <given-names>MAZ</given-names>
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              <surname>Etges</surname>
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              <surname>Schneider</surname>
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              <surname>Silva</surname>
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          <article-title>iCardio: The Brazilian Population-Based Real-World Data Platform for Cardiovascular Disease</article-title>
          <source>Mayo Clin Proc Digit Health</source>
          <year>2025</year>
          <volume>3</volume>
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          <fpage>100255</fpage>
          <lpage>100255</lpage>
          <pub-id pub-id-type="doi">10.1016/j.mcpdig.2025.100255</pub-id>
        </element-citation>
        <mixed-citation>5 Marcolino MAZ, Etges APBS, Lara LR, Schneider NB, Casiraghi Y, Silva WM, et al. iCardio: The Brazilian Population-Based Real-World Data Platform for Cardiovascular Disease. Mayo Clin Proc Digit Health. 2025;3(3):100255. doi: 10.1016/j.mcpdig.2025.100255.</mixed-citation>
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        <label>6</label>
        <element-citation publication-type="book">
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>Organisation for Economic Co-operation and Development</collab>
          </person-group>
          <source>OECD Reviews of Health Systems: Brazil 2021 [Internet]</source>
          <publisher-loc>Paris</publisher-loc>
          <publisher-name>OECD Publishing</publisher-name>
          <year>2021</year>
          <date-in-citation content-type="access-date">[cited 2026 Jun 8]</date-in-citation>
          <comment>Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.oecd.org/en/publications/oecd-reviews-of-health-systems-brazil-2021_146d0dea-en.html">https://www.oecd.org/en/publications/oecd-reviews-of-health-systems-brazil-2021_146d0dea-en.html</ext-link> </comment>
        </element-citation>
        <mixed-citation>6 Organisation for Economic Co-operation and Development. OECD Reviews of Health Systems: Brazil 2021 [Internet]. Paris: OECD Publishing; 2021 [cited 2026 Jun 8]. Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.oecd.org/en/publications/oecd-reviews-of-health-systems-brazil-2021_146d0dea-en.html">https://www.oecd.org/en/publications/oecd-reviews-of-health-systems-brazil-2021_146d0dea-en.html</ext-link>.</mixed-citation>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20260419i</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Short Editorial</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>iCardio And Business Intelligence-Based Tools: Opportunities in Public Health</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="editor">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-1051-9434</contrib-id>
          <name>
            <surname>Cesena</surname>
            <given-names>Fernando Yue</given-names>
          </name>
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            <sup>1</sup>
          </xref>
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        </contrib>
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          <label>1</label>
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            <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
            <named-content content-type="state">SP</named-content>
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          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil</institution>
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      <author-notes>
        <corresp id="c2"><label>Mailing Address:</label><bold>Fernando Yue Cesena</bold> &#8226; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - Av. Dr. Dante Pazzanese, 500. Postal code <postal-code>04012-909</postal-code>, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil E-mail: <email>fernando.cesena@dantepazzanese.org.br</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Public Health</kwd>
        <kwd>Cardiovascular Diseases</kwd>
        <kwd>Information Management</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>We have witnessed an explosion of data generation in every field over the last decades. In healthcare, the widespread use of electronic medical records and the advent of wearable monitoring devices, for instance, have contributed to the generation of huge volumes of health data. In public health, it is now easier than before to use computational methods to create datasets with morbidity and mortality data. One challenge is that data collection methods and population characteristics, such as the age pyramid, vary across countries and over time, making it difficult to compare and analyze temporal trends. This is the task of the Global Burden of Disease (<ext-link xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.healthdata.org/research-analysis/gbd">https://www.healthdata.org/research-analysis/gbd</ext-link>), which standardizes indicators of more than 400 health outcomes and risk factors in more than 200 countries and territories, allowing fair comparisons between countries and trends in epidemiological data over time, including in Brazil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Another challenge is that information is often fragmented in distinct datasets. This is the task of the so-called Business Intelligence, which may be used to create tools that transform fragmented, raw data frequently collected from different sources into visual insights, often dynamic, interactive, that allow real-time updates, facilitating whole data interpretation and supporting the decision-making process.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
      <p>In this issue of <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic>, Souza et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> report a study using iCardio, an online platform that leverages Business Intelligence to visualize epidemiological data in interventional cardiology and heart surgery from DATASUS in Brazil (<ext-link xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.iats.com.br/icardio">www.iats.com.br/icardio</ext-link>).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> iCardio, which is part of a project sponsored by the National Council for Scientific and Technological Development (Portuguese: <italic>Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico</italic> [CNPq]), was developed with data from the Hospital Information System (Portuguese: <italic>Sistema de Informa&#231;&#245;es Hospitalares</italic> [SIH]) and Information System of Mortality (Portuguese: <italic>Sistema de Informa&#231;&#227;o sobre Mortalidade</italic> [SIM]). The indicators include the number of high-complexity procedures and hospitalizations, the number of procedures per inhabitants, the geographical location where medical care was provided, the average displacement to the healthcare facility, the hospitalization length of stay, the re-hospitalization rate, the rates of in-hospital mortality and mortality up to 30 days after the procedure or hospital discharge, and costs. Importantly, data may be stratified per sex, age range, race/skin color, location, type of care (urgent/elective), diagnosis, and procedure.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
      <p>The authors report an example of iCardio's use, demonstrating regional disparities in high-complexity cardiovascular procedures in Brazil. They found a higher crude mortality rate in the North region and a lower mortality rate in the Southeast region. The South region had the highest standardized rate of procedures, while the Northeast had the highest average displacement to medical care.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>iCardio illustrates how we can leverage new technologies to create tools that enable the easy integration of relevant information, generate insights, and trigger actions by health authorities. However, the use of Business Intelligence tools warrants consideration. First, data quality is arguably the most important aspect. The famous "garbage in, garbage out" perfectly applies here. If the tool is fed with "dirty" data, the results will be biased or erroneous, and the consequences can be catastrophic. Therefore, continuous vigilance and attempts to improve data quality, reducing undernotification and inconsistencies, are mandatory. Second, ideally, the tool must be comprehensive and inclusive to reach the whole country. It would be superb if a tool like iCardio included not only individuals from the Brazilian Unified Health System (Portuguese: <italic>Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</italic> [SUS]) but also those with health insurance and in the private sector. This would allow real nationwide analyses. Third, it would also be great if this kind of tool included additional data, such as non-cardiovascular morbidities, medication use, lifestyle habits, environmental factors, and socioeconomic factors. Fourth, projects like this must have continuity, preferably with annual updates, to keep their rationale for existing. Fifth, tools like this must be actionable, sparking serious discussions that lead to the proposal of plans or support the decision-making process. Sixth, it is necessary to monitor the effectiveness of these actions to provide feedback that can improve the overall process.</p>
      <p>According to the OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development), Brazil collects a large amount of digital health data, but is behind other countries regarding data availability, reporting, governance, and integration.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> iCardio is a clear example of how we can fill this gap.</p>
      <p>In conclusion, the authors of the article, as well as those involved in developing iCardio, should be congratulated. Hopefully, this tool will generate not only scientific articles with beautiful tables and figures, but, most importantly, help to guide public health policies. The ultimate goal is to leverage this kind of tool to improve the quality of care, optimize resource allocation, prevent adverse events, and reduce disparities in healthcare utilization and outcomes.</p>
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          <p>Short Editorial related to the article: iCardio: Applying Business Intelligence to Assess Regional Disparity in Cardiovascular Care with Real-World Data</p>
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