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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Testagem Gen&#233;tica na Cardiomiopatia Hipertr&#243;fica: Ampliando a Representatividade Global e Refinando a Interpreta&#231;&#227;o</article-title>
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        <corresp id="c1"><label>Correspond&#234;ncia:</label><bold>Fernando Rabioglio Giugni</bold> &#8226; Laborat&#243;rio de Gen&#233;tica e Cardiologia Molecular - Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 Bloco 2, 10&#176; andar. CEP <postal-code>05403-000</postal-code>, S&#227;o Paulo, SP - Brasil Email: <email>fernando.giugni@hc.fm.usp.br</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Variantes Gen&#233;ticas</kwd>
        <kwd>Cardiomiopatia Hipertr&#243;fica</kwd>
        <kwd>Rendimento Diagn&#243;stico</kwd>
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    <p>A cardiomiopatia hipertr&#243;fica (CMH) representa um exemplo paradigm&#225;tico de como a gen&#233;tica transformou a medicina cardiovascular contempor&#226;nea.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Os avan&#231;os nas tecnologias de sequenciamento nas &#250;ltimas duas d&#233;cadas expandiram substancialmente o diagn&#243;stico molecular, a triagem familiar e as estrat&#233;gias de estratifica&#231;&#227;o de risco.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> No entanto, grande parte das evid&#234;ncias atuais prov&#233;m de estudos com popula&#231;&#245;es norte-americanas e europeias, com uma representa&#231;&#227;o comparativamente limitada de popula&#231;&#245;es latino-americanas. Nesse contexto, estudos que descrevem as caracter&#237;sticas gen&#233;ticas e cl&#237;nicas de pacientes brasileiros s&#227;o particularmente importantes, tanto para ampliar a compreens&#227;o global da CMH quanto para apoiar o desenvolvimento da cardiologia de precis&#227;o em diversos sistemas de sa&#250;de.</p>
    <p>Nesta edi&#231;&#227;o, Beuren et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> relatam achados gen&#233;ticos e fenot&#237;picos de pacientes com CMH e seus familiares recrutados em um centro terci&#225;rio no sul do Brasil. Em conson&#226;ncia com a literatura anterior, variantes em genes sarcom&#233;ricos &#8212; particularmente MYH7 e MYBPC3 &#8212; foram respons&#225;veis por quase metade dos casos. Essas observa&#231;&#245;es refor&#231;am uma mensagem central demonstrada repetidamente em diversas popula&#231;&#245;es: apesar da substancial heterogeneidade gen&#233;tica, a doen&#231;a sarcom&#233;rica permanece o substrato biol&#243;gico dominante da CMH.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>&#8211;<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> &#201; importante ressaltar que estudos conduzidos fora das popula&#231;&#245;es tradicionalmente estudadas s&#227;o essenciais para garantir a implementa&#231;&#227;o equitativa da gen&#244;mica cardiovascular e para compreender a potencial varia&#231;&#227;o regional na arquitetura gen&#233;tica.</p>
    <p>Al&#233;m de sua relev&#226;ncia regional, o estudo destaca diversas quest&#245;es mais amplas que o campo das cardiomiopatias heredit&#225;rias enfrenta atualmente.</p>
    <p>Em primeiro lugar, a interpreta&#231;&#227;o do rendimento diagn&#243;stico em testes gen&#233;ticos permanece complexa. As taxas relatadas de variantes patog&#234;nicas ou provavelmente patog&#234;nicas variam amplamente entre as coortes, influenciadas por padr&#245;es de encaminhamento, recrutamento baseado em fam&#237;lias e crit&#233;rios de inclus&#227;o.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> O estudo relatou um rendimento de 68%, que excede as taxas tipicamente observadas em coortes populacionais n&#227;o selecionadas. Estudos que incorporam parentes ou popula&#231;&#245;es com gen&#243;tipos enriquecidos, como este, podem demonstrar rendimentos aparentes mais altos do que coortes populacionais. Em vez de representar discrep&#226;ncias entre estudos, essa varia&#231;&#227;o ressalta como o desenho da coorte influencia fortemente as distribui&#231;&#245;es gen&#233;ticas observadas. &#192; medida que os testes gen&#233;ticos se tornam mais amplamente implementados, estruturas de relato padronizadas &#8212; particularmente a distin&#231;&#227;o entre probandos e membros da fam&#237;lia &#8212; ser&#227;o cada vez mais importantes para compara&#231;&#245;es significativas entre estudos.</p>
    <p>Em segundo lugar, as correla&#231;&#245;es gen&#243;tipo-fen&#243;tipo continuam a representar uma das &#225;reas mais desafiadoras na pesquisa da CMH. Embora investiga&#231;&#245;es anteriores tenham sugerido trajet&#243;rias cl&#237;nicas diferenciais associadas a genes sarcom&#233;ricos espec&#237;ficos, os resultados permanecem heterog&#234;neos e frequentemente dependentes do contexto.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> Tamanhos de amostra pequenos, agrupamento familiar e penetr&#226;ncia incompleta complicam a interpreta&#231;&#227;o, frequentemente limitando as an&#225;lises a observa&#231;&#245;es explorat&#243;rias em vez de conclus&#245;es definitivas. O presente estudo relatou uma tend&#234;ncia para maior carga obstrutiva entre pacientes com CMH relacionada ao gene MYH7, enquanto pacientes com variantes do gene MYBPC3 apresentaram uma tend&#234;ncia a arritmias mais frequentes. Isso reflete uma realidade mais ampla: as tend&#234;ncias nas caracter&#237;sticas cl&#237;nicas entre subgrupos gen&#233;ticos s&#227;o intrigantes, mas enfatizam a necessidade de conjuntos de dados colaborativos maiores, capazes de desvendar os efeitos espec&#237;ficos de genes, variantes e ambientes.</p>
    <p>Em terceiro lugar, o trabalho ilustra uma tens&#227;o persistente entre a expans&#227;o dos pain&#233;is gen&#233;ticos e a manuten&#231;&#227;o da clareza interpretativa. O uso crescente de grandes pain&#233;is de sequenciamento inevitavelmente identifica variantes de significado incerto (VUS), o que representa desafios para a transla&#231;&#227;o cl&#237;nica.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> O presente estudo identificou 22% de VUS entre as variantes, algumas em genes com associa&#231;&#227;o limitada &#224; CMH. Embora pain&#233;is abrangentes maximizem o potencial de descoberta, eles tamb&#233;m destacam a import&#226;ncia de estruturas rigorosas de classifica&#231;&#227;o de variantes e da comunica&#231;&#227;o cuidadosa das incertezas aos pacientes e m&#233;dicos. O progresso futuro provavelmente depender&#225; n&#227;o apenas da escala de sequenciamento, mas tamb&#233;m da valida&#231;&#227;o funcional, de bancos de dados de variantes curados e de iniciativas internacionais de compartilhamento de dados.</p>
    <p>&#201; importante destacar que o estudo tamb&#233;m chama a aten&#231;&#227;o para as disparidades no acesso a testes gen&#233;ticos cardiovasculares.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup> Em muitos contextos de baixa e m&#233;dia renda, o custo, as limita&#231;&#245;es de infraestrutura e a variabilidade na familiaridade dos m&#233;dicos com a pesquisa gen&#233;tica continuam sendo barreiras &#224; implementa&#231;&#227;o. A popula&#231;&#227;o brasileira &#233; caracterizada por um alto grau de miscigena&#231;&#227;o, o que a torna de grande interesse para estudos gen&#233;ticos.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup> Apesar do tamanho modesto da amostra, este estudo contribui para melhorar a representatividade e representa uma importante adi&#231;&#227;o &#224; escassa literatura existente sobre a gen&#233;tica da CMH na popula&#231;&#227;o brasileira.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> &#192; medida que as recomenda&#231;&#245;es das diretrizes incorporam cada vez mais o gen&#243;tipo nas estrat&#233;gias de gest&#227;o, o acesso equitativo se torna uma necessidade urgente.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref></sup></p>
    <p>Em resumo, este estudo de coorte brasileiro contribui com dados valiosos de uma popula&#231;&#227;o sub-representada e refor&#231;a a relev&#226;ncia global dos testes gen&#233;ticos na CMH. Ao mesmo tempo, destaca os desafios metodol&#243;gicos e interpretativos que definem a era atual da gen&#244;mica cardiovascular. Esfor&#231;os cont&#237;nuos em dire&#231;&#227;o a estudos colaborativos mais amplos, &#224; padroniza&#231;&#227;o dos relat&#243;rios e &#224; cuidadosa integra&#231;&#227;o dos achados gen&#233;ticos na tomada de decis&#245;es cl&#237;nicas ser&#227;o cruciais para concretizar plenamente a promessa da medicina de precis&#227;o na CMH.</p>
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        <label>Minieditorial referente ao artigo:</label>
        <p>Caracteriza&#231;&#227;o Gen&#233;tica e Cl&#237;nica de uma Coorte de Pacientes com Cardiomiopatia Hipertr&#243;fica no Sul do Brasil</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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          <article-title>Underrepresentation of Diverse Ancestries Drives Uncertainty in Genetic Variants Found in Cardiomyopathy-Associated Genes</article-title>
          <source>JACC Adv</source>
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          <pub-id pub-id-type="doi">10.1016/j.jacadv.2023.100767</pub-id>
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        <mixed-citation>13 Rosamilia MB, Markunas AM, Kishnani PS, Landstrom AP. Underrepresentation of Diverse Ancestries Drives Uncertainty in Genetic Variants Found in Cardiomyopathy-Associated Genes. JACC Adv. 2024;3(2):100767. doi: 10.1016/j.jacadv.2023.100767.</mixed-citation>
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        <label>14</label>
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          <article-title>Admixture's Impact on Brazilian Population Evolution and Health</article-title>
          <source>Science</source>
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        <label>15</label>
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            <etal/>
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          <article-title>Genetic and Genomic Testing in Cardiovascular Disease: A Policy Statement from the American Heart Association</article-title>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20260157i</article-id>
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          <subject>Short Editorial</subject>
        </subj-group>
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        <article-title>Genetic Testing in Hypertrophic Cardiomyopathy: Expanding Global Representation While Refining Interpretation</article-title>
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          <label>1</label>
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            <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
            <named-content content-type="state">SP</named-content>
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          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Laborat&#243;rio de Gen&#233;tica e Cardiologia Molecular - Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil</institution>
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        <corresp id="c2"><label>Mailing Address:</label><bold>Fernando Rabioglio Giugni</bold> &#8226; Laborat&#243;rio de Gen&#233;tica e Cardiologia Molecular - Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 Bloco 2, 10&#176; andar, Postal Code <postal-code>05403-000</postal-code>, S&#227;o Paulo, SP - Brazil Email: <email>fernando.giugni@hc.fm.usp.br</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Genetic Variants</kwd>
        <kwd>Hypertrophic Cardiomyopathy</kwd>
        <kwd>Diagnostic Yield</kwd>
        <kwd>Sarcomere</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>Hypertrophic cardiomyopathy (HCM) represents a paradigmatic example of how genetics has transformed contemporary cardiovascular medicine.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Advances in sequencing technologies over the past two decades have substantially expanded molecular diagnosis, family screening, and risk stratification strategies.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> However, much of the current evidence derives from North American and European cohorts, with comparatively limited representation of Latin American populations. In this context, studies describing the genetic and clinical characteristics of Brazilian patients are particularly important, both to broaden global understanding of HCM and to support the development of precision cardiology within diverse healthcare settings.</p>
      <p>In this issue, Beuren et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> report genetic and phenotypic findings from patients with HCM and their relatives recruited at a tertiary center in southern Brazil. Consistent with prior literature, variants in sarcomeric genes&#8212;particularly MYH7 and MYBPC3&#8212;accounted for nearly half of the cases. These observations reinforce a central message repeatedly demonstrated across populations: despite substantial genetic heterogeneity, sarcomeric disease remains the dominant biological substrate of HCM.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>&#8211;<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> Importantly, studies conducted outside traditionally studied populations are essential to ensure equitable implementation of cardiovascular genomics and to understand potential regional variation in genetic architecture.</p>
      <p>Beyond its regional relevance, the study highlights several broader issues currently facing the field of inherited cardiomyopathies.</p>
      <p>First, the interpretation of diagnostic yield in genetic testing remains complex. Reported rates of pathogenic or likely pathogenic variants vary widely across cohorts, influenced by referral patterns, family-based recruitment, and inclusion criteria.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> The study reported a yield of 68%, which exceeds rates typically observed in unselected population-based cohorts. Studies incorporating relatives or genotype-enriched populations, such as this, may demonstrate higher apparent yields than population-based cohorts. Rather than representing discrepancies between studies, such variation underscores how cohort design strongly shapes observed genetic distributions. As genetic testing becomes more broadly implemented, standardized reporting frameworks&#8212;particularly distinguishing probands from family members&#8212;will be increasingly important for meaningful cross-study comparisons.</p>
      <p>Second, genotype&#8211;phenotype correlations continue to represent one of the most challenging areas in HCM research. Although prior investigations have suggested differential clinical trajectories associated with specific sarcomeric genes, findings remain heterogeneous and often context-dependent.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> Small sample sizes, familial clustering, and incomplete penetrance complicate interpretation, frequently limiting analyses to exploratory observations rather than definitive conclusions. The current study reported a trend towards higher obstructive burden among MYH7-related HCM, while patients with MYBPC3 variants presented a trend of more frequent arrhythmias. This reflects this broader reality: trends in clinical characteristics across genetic subgroups are intriguing but emphasize the need for larger collaborative datasets capable of disentangling gene-, variant-, and environment-specific effects.</p>
      <p>Third, the work illustrates a persistent tension between expanding gene panels and maintaining interpretative clarity. The increasing use of large sequencing panels inevitably identifies variants of uncertain significance (VUS), raising challenges for clinical translation.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> The current study identified 22% of VUS among variants, some in genes with limited association with HCM. While broad panels maximize discovery potential, they also highlight the importance of rigorous variant classification frameworks and careful communication of uncertainty to patients and clinicians. Future progress will likely depend not only on sequencing scale but also on functional validation, curated variant databases, and international data sharing initiatives.</p>
      <p>Importantly, the study also draws attention to disparities in access to cardiovascular genetic testing.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup> In many low- and middle-income settings, cost, infrastructure limitations, and variable clinician familiarity remain barriers to implementation. The Brazilian population is characterized by a high degree of admixture, making it of great interest for genetic studies.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup> Despite a modest sample size, this study contributes to improving representation and represents an important addition to the sparse existing literature on HCM genetics in the Brazilian population.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> As guideline recommendations increasingly incorporate genotype into management strategies, equitable access becomes an urgent need.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref></sup></p>
      <p>In summary, this Brazilian cohort study contributes valuable data from an underrepresented population and reinforces the global relevance of genetic testing in HCM. At the same time, it highlights ongoing methodological and interpretative challenges that define the current era of cardiovascular genomics. Continued efforts toward larger collaborative studies, standardized reporting, and careful integration of genetic findings into clinical decision-making will be crucial to fully realize the promise of precision medicine in HCM.</p>
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          <label>Short Editorial related to the article:</label>
          <p>Genetic and Clinical Characterization of a South-Brazilian Hypertrophic Cardiomyopathy Cohort</p>
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