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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>O Pre&#231;o Oculto do Acesso Negado: Insufici&#234;ncia Card&#237;aca Avan&#231;ada na Am&#233;rica Latina</article-title>
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            <sup>2</sup>
          </xref>
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        <corresp id="c1"><label>Correspond&#234;ncia:</label><bold>Fernanda Almeida Andrade &#8226;</bold> Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo &#8211; Av. Dr. Eneas Carvalho de Aguiar, 44. CEP <postal-code>05403-000</postal-code>, Jardim Paulista, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brasil E-mail: <email>aandradefernanda@gmail.com</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Recursos Financeiros em Sa&#250;de</kwd>
        <kwd>Custos e An&#225;lise de Custo</kwd>
        <kwd>Insufici&#234;ncia Card&#237;aca</kwd>
        <kwd>Am&#233;rica Latina</kwd>
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    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada (IC avan&#231;ada) se configura como a express&#227;o terminal da s&#237;ndrome, marcada pela refratariedade &#224;s estrat&#233;gias farmacol&#243;gicas e n&#227;o farmacol&#243;gicas atualmente dispon&#237;veis. Trata-se de uma condi&#231;&#227;o que concentra elevadas taxas de morbimortalidade e um consumo desproporcional de recursos assistenciais, impondo &#244;nus significativo tanto aos sistemas de sa&#250;de quanto &#224;s fam&#237;lias. Em face do envelhecimento populacional e do aumento da sobrevida de indiv&#237;duos com cardiopatias cr&#244;nicas, projeta-se uma expans&#227;o progressiva da preval&#234;ncia dessa condi&#231;&#227;o, com impacto crescente sobre custos diretos (hospitaliza&#231;&#245;es, terapias avan&#231;adas, suporte intensivo) e indiretos (perda de produtividade e depend&#234;ncia social).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
    <p>Nos pa&#237;ses de alta renda, interven&#231;&#245;es de alto custo como o transplante card&#237;aco e a assist&#234;ncia circulat&#243;ria mec&#226;nica de longa dura&#231;&#227;o se consolidaram como pilares terap&#234;uticos capazes de alterar a hist&#243;ria natural da doen&#231;a.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> O transplante se mant&#233;m como padr&#227;o-ouro de tratamento, embora sua aplica&#231;&#227;o pr&#225;tica esteja limitada pela escassez de doadores e pela elevada propor&#231;&#227;o de pacientes ineleg&#237;veis devido &#224;s contraindica&#231;&#245;es cl&#237;nicas. Nesse v&#225;cuo terap&#234;utico, os dispositivos de assist&#234;ncia ventricular esquerda (DAVEs) emergiram como alternativas progressivamente mais eficazes, sobretudo na modalidade de terapia de destino. A introdu&#231;&#227;o de tecnologias de fluxo cont&#237;nuo e, mais recentemente, de bombas magneticamente levitadas do HeartMate 3, redefiniu o progn&#243;stico desses pacientes, oferecendo sobrevida superior a cinco anos em centros especializados.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>O panorama latino-americano se distancia de forma marcante das experi&#234;ncias norte-americana e europeia. Nos Estados Unidos, o n&#250;mero de implantes de DAVEs alcan&#231;ou, j&#225; em 2019, cifras compar&#225;veis &#224;s do transplante card&#237;aco, enquanto na Europa a ado&#231;&#227;o desses dispositivos segue trajet&#243;ria ascendente e cont&#237;nua.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> Em contrapartida, em grande parte dos pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina, sua utiliza&#231;&#227;o permanece incipiente, restrita a protocolos de pesquisa ou acess&#237;vel apenas a segmentos da sa&#250;de suplementar. Esse contraste decorre de barreiras estruturais e econ&#244;micas persistentes, como o subfinanciamento hist&#243;rico dos sistemas p&#250;blicos, a acentuada desigualdade de acesso entre regi&#245;es e a inexist&#234;ncia de programas nacionais voltados ao suporte circulat&#243;rio mec&#226;nico. O resultado &#233; um hiato assistencial que acentua as disparidades j&#225; existentes no manejo da insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
    <p>Goldraich et al. (2025) trouxeram evid&#234;ncia in&#233;dita ao estimar, em um hospital p&#250;blico brasileiro, o custo real do manejo cl&#237;nico de pacientes com IC avan&#231;ada candidatos a DAVEs, mas sem acesso &#224; tecnologia. Utilizando a metodologia de <italic>time-driven activity-based costing</italic> - na qual, com base no ciclo de cuidado do paciente, os recursos consumidos s&#227;o medidos de acordo com o tempo demandado por cada paciente (custo unit&#225;rio do cuidado e tempo necess&#225;rio para realiza&#231;&#227;o de uma atividade), os autores acompanharam 20 pacientes consecutivos (idade m&#233;dia 51 anos, predominantemente homens), desde a indica&#231;&#227;o para DAVEs at&#233; o &#243;bito ou fim do seguimento. A sobrevida global foi de apenas 40% em 15 meses de acompanhamento, com um custo m&#233;dio por paciente de Int$ 120.457 (Int$ = d&#243;lar internacional, paridade de poder de compra), sendo 72% relacionado a hospitaliza&#231;&#245;es. Observou-se ainda que os pacientes em perfis INTERMACS mais graves demandaram quase 70% mais recursos que aqueles sem necessidade de inotr&#243;picos (Int$ 156.457 vs. Int$ 91.003). Esses achados exp&#245;em de forma objetiva o paradoxo latino-americano: altos custos acumulados com hospitaliza&#231;&#245;es repetidas e baixa efetividade cl&#237;nica, em contraste com a possibilidade de destinar esses mesmos recursos a terapias avan&#231;adas que comprovadamente modificam o progn&#243;stico. O estudo fornece subs&#237;dio cr&#237;tico para an&#225;lises de custo-efetividade e refor&#231;a a urg&#234;ncia de discutir a incorpora&#231;&#227;o racional de dispositivos em sistemas p&#250;blicos de sa&#250;de na regi&#227;o.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup></p>
    <p>Importa destacar que a aus&#234;ncia de terapias de alta complexidade n&#227;o elimina custos, apenas os redistribui. Pacientes sem acesso ao transplante ou a dispositivos de assist&#234;ncia circulat&#243;ria permanecem submetidos a hospitaliza&#231;&#245;es repetidas, ao uso prolongado de agentes inotr&#243;picos e a interven&#231;&#245;es de resgate com baixo impacto progn&#243;stico. Esse padr&#227;o de cuidado fragmentado gera disp&#234;ndios significativos para os sistemas de sa&#250;de, sem proporcionar ganhos proporcionais em sobrevida ou qualidade de vida. Tanto as Diretrizes Brasileiras de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca quanto as recomenda&#231;&#245;es internacionais da ESC enfatizam a import&#226;ncia da identifica&#231;&#227;o precoce de candidatos a terapias avan&#231;adas e da cria&#231;&#227;o de fluxos assistenciais organizados; no entanto, tais recomenda&#231;&#245;es seguem pouco implementadas em pa&#237;ses de renda m&#233;dia, perpetuando a inefici&#234;ncia do modelo vigente.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
    <p>Russo et al. (2008), ao analisar o bra&#231;o cl&#237;nico do ensaio REMATCH, evidenciaram que os custos da IC avan&#231;ada se concentram de forma dram&#225;tica no fim da vida: o gasto m&#233;dio por paciente alcan&#231;ou USD 156.169 nos &#250;ltimos dois anos, sendo mais da metade (50,5%; USD 78.880) restrita aos seis meses finais. Essa magnitude contrasta com o perfil de custos da insufici&#234;ncia card&#237;aca est&#225;vel. Em Silva Etges et al. (2023), os disp&#234;ndios anuais em pacientes ambulatoriais variaram de apenas Int$ 510 (NYHA I) a Int$ 1.334 (NYHA III/IV), com predomin&#226;ncia de exames e procedimentos, que responderam por at&#233; 74% do total. A discrep&#226;ncia entre est&#225;gios distintos da doen&#231;a ilustra n&#227;o apenas a intensidade do consumo de recursos nos casos mais graves, mas tamb&#233;m a oportunidade perdida de interven&#231;&#227;o precoce. Esses achados refor&#231;am o argumento de que a avalia&#231;&#227;o de custo-efetividade das terapias avan&#231;adas n&#227;o deve ser negligenciada: compreender o peso financeiro real da progress&#227;o da IC pode orientar pol&#237;ticas p&#250;blicas mais racionais e favorecer a incorpora&#231;&#227;o de tecnologias em contextos de maior impacto social.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup></p>
    <p>Nesse contexto, se imp&#245;e a necessidade de quantificar, de forma metodologicamente rigorosa, o custo real do manejo cl&#237;nico isolado da insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada em sistemas com recursos limitados. Somente com dados robustos ser&#225; poss&#237;vel dimensionar adequadamente o peso econ&#244;mico da doen&#231;a e desenvolver an&#225;lises de custo-efetividade que orientem pol&#237;ticas p&#250;blicas, favore&#231;am decis&#245;es mais racionais sobre incorpora&#231;&#227;o tecnol&#243;gica e reduzam desigualdades de acesso.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup></p>
    <p>Negar o acesso a tecnologias capazes de modificar o curso da insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada suscita n&#227;o apenas quest&#245;es econ&#244;micas, mas tamb&#233;m dilemas &#233;ticos profundos. Em sistemas p&#250;blicos universais, a decis&#227;o de excluir terapias comprovadas por seu alto custo precisa ser debatida &#224; luz do princ&#237;pio da equidade: at&#233; que ponto &#233; aceit&#225;vel condenar pacientes &#224; elevada mortalidade e baixa qualidade de vida quando existem alternativas, ainda que caras, com potencial de prolongar a sobrevida e reduzir hospitaliza&#231;&#245;es repetidas? Esse desafio n&#227;o deve ser enfrentado isoladamente. A cria&#231;&#227;o de cons&#243;rcios latino-americanos de insufici&#234;ncia card&#237;aca poderia viabilizar registros regionais robustos, padronizar crit&#233;rios de elegibilidade e, sobretudo, fortalecer o poder de negocia&#231;&#227;o coletiva com fabricantes para redu&#231;&#227;o de pre&#231;os. Cabe propor um caminho pragm&#225;tico e incremental: lan&#231;ar programas-piloto em centros de refer&#234;ncia, fomentar estudos multic&#234;ntricos de custo-efetividade adaptados &#224; realidade da regi&#227;o e estabelecer metas graduais de incorpora&#231;&#227;o de dispositivos de assist&#234;ncia ventricular esquerda nos pa&#237;ses de renda m&#233;dia. S&#243; assim ser&#225; poss&#237;vel transformar o paradoxo atual - custos altos com baixa efetividade, em uma agenda de sa&#250;de p&#250;blica mais justa, sustent&#225;vel e humanizada.</p>
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        <label>Minieditorial referente ao artigo:</label>
        <p>Custos do Tratamento Cl&#237;nico de Pacientes com Insufici&#234;ncia Card&#237;aca Avan&#231;ada na Am&#233;rica Latina</p>
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          <article-title>The 2016 International Society for Heart Lung Transplantation Listing Criteria for Heart Transplantation: A 10-Year Update</article-title>
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          <article-title>The Society of Thoracic Surgeons Intermacs 2023 Annual Report: Focus on Magnetically Levitated Devices</article-title>
          <source>Ann Thorac Surg</source>
          <year>2024</year>
          <volume>117</volume>
          <issue>1</issue>
          <fpage>33</fpage>
          <lpage>44</lpage>
          <pub-id pub-id-type="doi">10.1016/j.athoracsur.2023.11.004</pub-id>
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        <mixed-citation>12 Jorde UP, Saeed O, Koehl D, Morris AA, Wood KL, Meyer DM, et al. The Society of Thoracic Surgeons Intermacs 2023 Annual Report: Focus on Magnetically Levitated Devices. Ann Thorac Surg. 2024;117(1):33-44. doi: 10.1016/j.athoracsur.2023.11.004.</mixed-citation>
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        <label>13</label>
        <element-citation publication-type="journal">
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              <surname>Etges</surname>
              <given-names>APBS</given-names>
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          <article-title>Value-Based Reimbursement as a Mechanism to Achieve Social and Financial Impact in the Healthcare System</article-title>
          <source>J Health Econ Outcomes Res</source>
          <year>2023</year>
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          <issue>2</issue>
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          <pub-id pub-id-type="doi">10.36469/001c.89151</pub-id>
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        <mixed-citation>13 Etges APBS, Liu HH, Jones P, Polanczyk CA. Value-Based Reimbursement as a Mechanism to Achieve Social and Financial Impact in the Healthcare System. J Health Econ Outcomes Res. 2023;10(2):100-3. doi: 10.36469/001c.89151.</mixed-citation>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20250609i</article-id>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>The Hidden Cost of Denied Access: Advanced Heart Failure in Latin America</article-title>
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        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-2612-8040</contrib-id>
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            <surname>Andrade</surname>
            <given-names>Fernanda Almeida</given-names>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff3">
            <sup>1</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff4">
            <sup>2</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="corresp" rid="c2"/>
        </contrib>
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          <label>1</label>
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            <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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          <institution content-type="original">Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil</institution>
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          <label>2</label>
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          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo (EPM/UNIFESP), S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil</institution>
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      <author-notes>
        <corresp id="c2"><label>Mailing Address:</label><bold>Fernanda Almeida Andrade &#8226;</bold> Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo &#8211; Av. Dr. Eneas Carvalho de Aguiar, 44. Postal Code <postal-code>05403-000</postal-code>, Jardim Paulista, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil E-mail: <email>aandradefernanda@gmail.com</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Financial Resources in Health</kwd>
        <kwd>Costs and Cost Analysis</kwd>
        <kwd>Heart Failure</kwd>
        <kwd>Latin America</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>Advanced heart failure (AHF) represents the terminal stage of the syndrome, characterized by refractoriness to currently available pharmacological and non-pharmacological strategies. It is a condition associated with high morbidity and mortality rates and a disproportionate consumption of healthcare resources, imposing a substantial burden on both healthcare systems and families. With population aging and the increased survival of individuals with chronic heart disease, the prevalence of AHF is projected to grow steadily, with escalating impact on direct costs (hospitalizations, advanced therapies, intensive support) and indirect costs (loss of productivity and social dependency).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
      <p>In high-income countries, costly interventions such as heart transplantation and long-term mechanical circulatory support have become consolidated therapeutic pillars that can alter the natural history of the disease.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> Heart transplantation remains the gold standard of treatment, although its practical application is limited by donor shortages and a high proportion of clinically ineligible patients. Within this therapeutic gap, left ventricular assist devices (LVADs) have progressively emerged as increasingly effective alternatives, particularly as destination therapy. The introduction of continuous-flow technologies and, more recently, magnetically levitated pumps, such as the HeartMate 3, has redefined prognosis, providing survival beyond five years in specialized centers.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>The Latin American landscape differs markedly from North American and European experiences. In the United States, the number of LVAD implants had already reached figures comparable to those of heart transplantation in 2019, while in Europe, the adoption of these devices continues to follow a steady upward trajectory.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> In contrast, in most Latin American countries, their use remains incipient, often restricted to research protocols or limited to the private healthcare sector. This contrast reflects persistent structural and economic barriers, such as chronic underfunding of public systems, pronounced regional inequalities in access, and the absence of national programs dedicated to mechanical circulatory support. The result is a care gap that exacerbates preexisting disparities in the management of AHF.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
      <p>Goldraich LA et al. (2025) provided novel evidence by estimating, in a Brazilian public hospital, the real cost of clinical management of patients with advanced HF who were candidates for LVADs but lacked access to the technology. Using time-driven activity-based costing, in which the patient care cycle is mapped and resources consumed are measured according to the unit cost of care and the time required to perform each activity, the authors followed 20 consecutive patients (mean age 51 years, predominantly male) from the moment of LVAD indication until death or end of follow-up. Overall survival was only 40% after 15 months, with a mean cost per patient of Int$ 120,457 (Int$ = International Dollar, based on purchasing power parity), of which 72% was related to hospitalizations. Patients in more severe INTERMACS profiles demanded nearly 70% more resources compared with those not requiring inotropes (Int$ 156,457 vs. Int$ 91,003). These findings objectively expose the Latin American paradox: high cumulative costs driven by recurrent hospitalizations and low clinical effectiveness, in contrast with the potential to allocate similar resources to advanced therapies that have proven prognostic benefits. The study provides critical support for cost-effectiveness analyses and underscores the urgency of discussing the rational incorporation of such devices into public health systems in the region.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup></p>
      <p>It is important to emphasize that the absence of high-complexity therapies does not eliminate costs but merely redistributes them. Patients without access to transplantation or mechanical circulatory support remain subjected to repeated hospitalizations, prolonged use of inotropic agents, and rescue interventions with limited prognostic benefit. This fragmented pattern of care generates substantial expenditures for healthcare systems without yielding proportional gains in survival or quality of life. Both the Brazilian Heart Failure Guidelines and the ESC recommendations highlight the importance of early identification of candidates for advanced therapies and the establishment of organized referral pathways. However, such recommendations remain poorly implemented in middle-income countries, perpetuating inefficiencies in the current model.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
      <p>Russo et al. (2008), in the clinical arm of the REMATCH trial, demonstrated that the costs of advanced HF are dramatically concentrated at the end of life: the mean per-patient expenditure reached USD 156,169 in the last two years, with more than half (50.5%; USD 78,880) occurring in the final six months. This magnitude contrasts sharply with the cost profile of stable heart failure. In Silva Etges et al. (2023), annual expenditures for outpatients ranged from as little as Int$ 510 (NYHA I) to Int$ 1,334 (NYHA III/IV), with diagnostic tests and procedures accounting for up to 74% of the total. The discrepancy across disease stages illustrates not only the intensity of resource consumption among the most severe cases but also the missed opportunity for earlier intervention. These findings strengthen the argument that cost-effectiveness evaluation of advanced therapies should not be neglected: understanding the true financial burden of HF progression can guide more rational public policies and support the incorporation of technologies in contexts where they may have the greatest social impact.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup></p>
      <p>In this context, it becomes imperative to rigorously quantify the real cost of isolated clinical management of AHF in resource-limited systems. Only with robust data will it be possible to adequately assess the economic burden of the disease and to develop cost-effectiveness analyses that can inform public policy, support more rational decisions on technology adoption, and reduce inequities in access.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup></p>
      <p>Denying access to technologies capable of altering the course of AHF raises not only economic concerns but also profound ethical dilemmas. In universal public health systems, the decision to exclude proven therapies based on high cost must be debated through the lens of equity: to what extent is it acceptable to condemn patients to high mortality and poor quality of life when alternatives exist that, albeit expensive, have the potential to prolong survival and reduce recurrent hospitalizations? This challenge cannot be faced in isolation. The creation of Latin American heart failure consortia could enable robust regional registries, standardize eligibility criteria, and, most importantly, strengthen collective bargaining power with manufacturers to achieve price reductions. A pragmatic and incremental pathway should be pursued: implementing pilot programs in referral centers, fostering multicenter cost-effectiveness studies tailored to the region, and gradually establishing targets for the incorporation of LVADs in middle-income countries. Only in this way will it be possible to transform the current paradox of high costs with low effectiveness into a public health agenda that is fairer, more sustainable, and truly patient-centered.</p>
    </body>
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          <label>Short Editorial related to the article:</label>
          <p>The Cost of Medical Management in Advanced Heart Failure: A Latin American Perspective</p>
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