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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Hospitaliza&#231;&#245;es e Mortalidade Hospitalar por Insufici&#234;ncia Card&#237;aca no Brasil: Um Panorama Atualizado</article-title>
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        <corresp id="c1"><label>Correspond&#234;ncia:</label><bold>Adriana Lopes Latado</bold> &#8226; Universidade Federal da Bahia - Faculdade de Medicina da Bahia &#8211; Av. Reitor Miguel Calmon, s/n. CEP <postal-code>40110-100</postal-code>, Canela, Salvador, BA &#8211; Brasil E-mail: <email>adrianalatado@cardiol.br</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Insufici&#234;ncia Card&#237;aca</kwd>
        <kwd>Hospitaliza&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>Progn&#243;stico</kwd>
        <kwd>Mortalidade Hospitalar</kwd>
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  <body>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) representa uma carga crescente de doen&#231;a e custos de sa&#250;de, tanto globalmente quanto no Brasil; &#233; a via final comum de v&#225;rias doen&#231;as cardiovasculares, incluindo condi&#231;&#245;es espec&#237;ficas e bem definidas, como a doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o. Dados de preval&#234;ncia e incid&#234;ncia mostram aumentos progressivos ao longo das &#250;ltimas d&#233;cadas, com a preval&#234;ncia atual de IC estimada em 2,5% entre adultos nos Estados Unidos, e projetada para atingir 3,0% at&#233; 2030.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> As interna&#231;&#245;es hospitalares relacionadas &#224; IC tamb&#233;m est&#227;o aumentando nos Estados Unidos. Enquanto isso, a mortalidade hospitalar ajustada diminuiu, de 6,8% em 2002 para 4,9% em 2016, um padr&#227;o consistente entre faixas et&#225;rias, sexo e categorias raciais/&#233;tnicas.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
    <p>No Brasil, a preval&#234;ncia autorreferida de IC &#233; estimada em 1,1% entre adultos acima de 18 anos e 3,3% em indiv&#237;duos acima de 60 anos.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Em rela&#231;&#227;o &#224;s hospitaliza&#231;&#245;es e &#224; mortalidade hospitalar, estudos de tend&#234;ncia temporal indicam uma redu&#231;&#227;o no n&#250;mero de interna&#231;&#245;es relacionadas &#224; IC, com a mortalidade hospitalar variando de 9% a 17%, tamb&#233;m apresentando uma tend&#234;ncia de queda, especialmente na &#250;ltima d&#233;cada.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> No entanto, os dados nacionais ainda s&#227;o escassos, com limita&#231;&#245;es na representatividade populacional e necessidade de atualiza&#231;&#245;es regulares.</p>
    <p>O artigo de Girardi et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> publicado nesta edi&#231;&#227;o, examina as tend&#234;ncias temporais das interna&#231;&#245;es relacionadas &#224; IC em adultos com idade &#8805;40 anos no Brasil entre 2000 e 2021, utilizando dados do DATASUS e estratificando por idade e sexo. O estudo tamb&#233;m analisa as tend&#234;ncias de mortalidade hospitalar ao longo desse per&#237;odo de 22 anos. Os autores relatam uma queda constante nas interna&#231;&#245;es por IC tanto entre homens quanto mulheres em todas as faixas et&#225;rias. A redu&#231;&#227;o percentual m&#233;dia anual nas taxas de interna&#231;&#227;o entre os homens variou de 6,7% (40&#8211;49 anos) a 8,1% (&#8805;80 anos). Entre as mulheres, a queda variou de 7,5% (70&#8211;79 anos) a 8,3% (50&#8211;59 anos). Em contraste, as taxas de mortalidade hospitalar apresentaram uma tend&#234;ncia de aumento em todas as faixas et&#225;rias e em ambos os sexos de 2000 a 2021. Entre os homens, o aumento percentual m&#233;dio anual variou de 1,8% (40&#8211;49 anos) a 3,6% (&#8805;80 anos). Entre as mulheres, o crescimento variou de 3,1% (&#8805;80 anos) a 3,5% (60&#8211;79 anos). Algumas varia&#231;&#245;es adicionais foram observadas em an&#225;lises espec&#237;ficas por subper&#237;odo e idade, mas sem impacto significativo nos achados gerais.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
    <p>Os achados relatados no artigo<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> refletem o cen&#225;rio epidemiol&#243;gico global da IC? Dados dos Estados Unidos mostram que as interna&#231;&#245;es hospitalares relacionadas &#224; IC aumentaram de 1,06 milh&#227;o em 2008 para 1,27 milh&#227;o em 2018, com taxas mais altas entre grupos raciais e &#233;tnicos sub-representados em estudos cl&#237;nicos, como as popula&#231;&#245;es negra e hisp&#226;nica. As interna&#231;&#245;es aumentaram em todos os subtipos de IC com base na fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE), sendo que homens foram mais frequentemente internados por IC com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o reduzida (ICFEr) e mulheres por IC com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada (ICFEp). Entre 2002 e 2016, a mortalidade hospitalar diminuiu de 6,8% para 4,9%, uma tend&#234;ncia consistente entre faixa et&#225;ria, sexo e ra&#231;a.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
    <p>Os dados sobre IC na Europa variam significativamente entre os pa&#237;ses, dependendo dos n&#237;veis de renda, do acesso &#224; sa&#250;de e dos fen&#243;tipos de IC com base na FEVE. No Reino Unido, um estudo retrospectivo populacional encontrou um aumento nas interna&#231;&#245;es hospitalares por IC entre mulheres de 1998 a 2017, enquanto as taxas permaneceram est&#225;veis entre os homens. Indiv&#237;duos de origens socioecon&#244;micas mais baixas apresentaram uma tend&#234;ncia de aumento nas interna&#231;&#245;es, um padr&#227;o n&#227;o observado entre as popula&#231;&#245;es mais desfavorecidas.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> Um estudo italiano relatou uma redu&#231;&#227;o nas hospitaliza&#231;&#245;es por IC ao longo de um per&#237;odo de 38 anos (1977&#8211;2014) entre indiv&#237;duos com mais de 65 anos,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> enquanto na Su&#233;cia, uma an&#225;lise baseada na idade encontrou um aumento nas interna&#231;&#245;es por IC em adultos mais jovens, mas n&#227;o em grupos et&#225;rios mais velhos (55&#8211;84 anos). Al&#233;m disso, a mortalidade hospitalar diminuiu em todas as faixas et&#225;rias de 1987 a 2001, mas estabilizou-se posteriormente.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup></p>
    <p>Fica evidente que inconsist&#234;ncias na epidemiologia e no progn&#243;stico da IC podem existir entre pa&#237;ses e at&#233; mesmo dentro de regi&#245;es de grandes na&#231;&#245;es, independentemente da etiologia ou dos fen&#243;tipos da s&#237;ndrome. Essas diferen&#231;as s&#227;o multifatoriais.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> No entanto, est&#225; bem estabelecido que as terapias modificadoras da doen&#231;a para IC &#8211; especialmente para ICFEr &#8211; impactaram significativamente a mortalidade geral e reduziram as hospitaliza&#231;&#245;es nas &#250;ltimas tr&#234;s d&#233;cadas.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> Se esse for o caso, as hospitaliza&#231;&#245;es e reinterna&#231;&#245;es atuais provavelmente est&#227;o ocorrendo em pacientes clinicamente mais graves, nos quais desfechos adversos, como morte hospitalar, s&#227;o mais frequentes.</p>
    <p>A falta de uma melhoria uniforme no progn&#243;stico da IC &#233; complexa e vai al&#233;m da efic&#225;cia da terapia farmacol&#243;gica orientada por diretrizes. Fatores como acesso &#224; sa&#250;de, disponibilidade de medicamentos, renda regional ou nacional e o status socioecon&#244;mico e educacional da popula&#231;&#227;o influenciam significativamente os desfechos reais de estrat&#233;gias que se mostraram eficazes em ensaios cl&#237;nicos randomizados.</p>
    <p>O estudo<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> traz uma contribui&#231;&#227;o valiosa e oportuna para a compreens&#227;o do progn&#243;stico da IC no Brasil. Embora os dados epidemiol&#243;gicos baseados no DATASUS sejam limitados &#224; popula&#231;&#227;o atendida pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), &#233; importante destacar que aproximadamente 84% dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS &#8211; um percentual ainda maior nas regi&#245;es norte e nordeste.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup> Estudos ecol&#243;gicos sobre IC s&#227;o urgentemente necess&#225;rios para expandir o conhecimento sobre sua epidemiologia e seu progn&#243;stico. Esses estudos devem abordar as diversas realidades dessa s&#237;ndrome complexa e fornecer dados que reflitam a diversidade regional, &#233;tnica, cultural e socioecon&#244;mica do Brasil.</p>
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        <label>Minieditorial referente ao artigo:</label>
        <p>Tend&#234;ncia Temporal das Interna&#231;&#245;es Hospitalares por Insufici&#234;ncia Card&#237;aca no Brasil</p>
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        <mixed-citation>12 Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Departamento de Inform&#225;tica do SUS (DATASUS) [Internet]. Bras&#237;lia: Minist&#233;tio da Sa&#250;de; 2025 [cited 2025 Apr 19]. Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://datasus.saude.gov.br">https://datasus.saude.gov.br</ext-link>.</mixed-citation>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20250284i</article-id>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>Hospitalizations and In-Hospital Mortality from Heart Failure in Brazil: An Updated Overview</article-title>
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            <surname>Latado</surname>
            <given-names>Adriana Lopes</given-names>
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            <sup>1</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff4">
            <sup>2</sup>
          </xref>
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          <institution content-type="original">Universidade Federal da Bahia - Faculdade de Medicina da Bahia, Salvador, BA &#8211; Brazil</institution>
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          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Universidade Federal da Bahia - Hospital Universit&#225;rio Professor Edgard Santos, Salvador, BA &#8211; Brazil</institution>
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        <corresp id="c2"><label>Mailing Address:</label><bold>Adriana Lopes Latado</bold> &#8226; Universidade Federal da Bahia - Faculdade de Medicina da Bahia &#8211; Av. Reitor Miguel Calmon, s/n. Postal Code <postal-code>40110-100</postal-code>, Canela, Salvador, BA &#8211; Brazil E-mail: <email>adrianalatado@cardiol.br</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Heart Failure</kwd>
        <kwd>Hospitalization</kwd>
        <kwd>Prognosis</kwd>
        <kwd>Hospital Mortality</kwd>
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      <p>Heart failure (HF) accounts for a growing burden of disease and healthcare costs both globally and in Brazil. It represents the final common pathway of several cardiovascular diseases, including specific and well-defined conditions such as ischemic heart disease. Prevalence and incidence data have shown progressive increases over recent decades, with the current HF prevalence estimated at 2.5% among U.S. adults, and projected to reach 3.0% by 2030.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> HF-related hospital admissions are also on the rise in the United States. Meanwhile, adjusted in-hospital mortality has declined, from 6.8% in 2002 to 4.9% in 2016, consistent across age groups, sex, and racial/ethnic categories.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
      <p>In Brazil, the self-reported prevalence of HF is estimated at 1.1% among adults over 18 years old and 3.3% in individuals over 60.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Regarding hospitalizations and in-hospital mortality, temporal trend studies indicate a decline in the number of HF-related admissions, with hospital mortality ranging from 9% to 17%, also showing a decreasing trend, especially over the past decade.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> However, national data remain scarce, with limitations in population representativeness and a need for regular updates.</p>
      <p>The article by Girardi et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> published in this issue, examines the temporal trends of HF-related hospitalizations in adults aged &#8805;40 years in Brazil between 2000 and 2021, using data from DATASUS and stratifying by age and sex. It also analyzes in-hospital mortality trends over this 22-year period. The authors report a steady decline in hospitalizations for HF among both men and women across all age groups. The average annual percentage decrease in hospitalization rates among men ranged from 6.7% (ages 40&#8211;49) to 8.1% (ages &#8805;80). Among women, the decline ranged from 7.5% (ages 70&#8211;79) to 8.3% (ages 50&#8211;59). In contrast, in-hospital mortality rates showed an upward trend across all age groups and in both sexes from 2000 to 2021. Among men, the average annual increase ranged from 1.8% (ages 40&#8211;49) to 3.6% (ages &#8805;80). Among women, the increase ranged from 3.1% (ages &#8805;80) to 3.5% (ages 60&#8211;79). Some additional variations were observed in sub-period and age-specific analyses, but without major impact on the overall findings.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
      <p>Do the findings reported in article<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> reflect the global epidemiological landscape of HF? U.S. data show that HF-related hospitalizations increased from 1.06 million in 2008 to 1.27 million in 2018, with higher rates among racially and ethnically underrepresented groups in clinical studies, such as Black and Hispanic populations. Hospitalizations increased across all HF subtypes based on left ventricular ejection fraction (LVEF), with men more frequently admitted for HF with reduced ejection fraction (HFrEF), and women for HF with preserved ejection fraction (HFpEF). Between 2002 and 2016, in-hospital mortality declined from 6.8% to 4.9%, a trend consistent across age, sex, and race.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
      <p>In Europe, data vary significantly between countries depending on income levels, access to healthcare, and HF phenotypes based on LVEF. In the United Kingdom, a population-based retrospective study found increasing HF hospitalizations among women from 1998 to 2017, while rates remained stable in men. Individuals from lower socioeconomic backgrounds showed a trend toward increased admissions, a pattern not observed among the most disadvantaged populations.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> An Italian study reported a decline in HF hospitalizations over a 38-year period (1977&#8211;2014) among individuals over 65,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> whereas in Sweden, an age-based analysis found increased HF admissions in younger adults, but not in older age groups (55&#8211;84 years). Furthermore, hospital mortality declined across all age groups from 1987 to 2001, but plateaued thereafter.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup></p>
      <p>It is clear that inconsistencies in HF epidemiology and prognosis can exist across countries and even within regions of large nations, regardless of the syndrome's etiology or phenotypes. These differences are multifactorial.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> However, it is well established that disease-modifying therapies for HF &#8211; especially HFrEF - have significantly impacted overall mortality and reduced hospitalizations over the past three decades.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> If this is the case, current hospitalizations and readmissions are likely occurring in clinically more severe patients, in whom adverse outcomes, such as in-hospital death, are more frequent.</p>
      <p>The lack of a uniform improvement in HF prognosis is complex and extends beyond the efficacy of guideline-directed pharmacologic therapy. Factors such as healthcare access, medication availability, regional or national income, and the population's socio-economic and educational status significantly influence the real-world outcomes of strategies that have proven effective in randomized clinical trials.</p>
      <p>The study<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> makes a valuable and timely contribution to understanding HF prognosis in Brazil. While DATASUS-based epidemiological data are limited to the population served by the Brazilian Unified Health System (SUS), it is important to note that approximately 84% of Brazilians currently rely exclusively on SUS &#8211; a figure even higher in the north and northeast regions.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup> More ecological studies on HF are urgently needed to expand knowledge about its epidemiology and prognosis. These studies should address the diverse realities of this complex syndrome and provide data reflective of Brazil's regional, ethnic, cultural, and socioeconomic diversity.</p>
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          <label>Short Editorial related to the article:</label>
          <p>Temporal Trends of Hospital Admissions Due to Heart Failure in Brazil</p>
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