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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>N&#227;o H&#225; Mais Tempo a Perder</article-title>
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        <corresp id="c1"><label>Correspond&#234;ncia:</label><bold>Luiz Fernando Caneo</bold> &#8226; Universidade de S&#227;o Paulo - InCor, Divis&#227;o Cirurgia - Av Dr. Eneas de Carvalho Aguiar, 44. CEP <postal-code>05508-900</postal-code>, S&#227;o Paulo, SP - Brasil E-mail: <email>caneo@me.com</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Oxigena&#231;&#227;o por Membrana Extracorp&#243;rea</kwd>
        <kwd>Choque Cardiog&#234;nico</kwd>
        <kwd>An&#225;lise de Custo-Efetividade</kwd>
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    <p>A oxigena&#231;&#227;o por membrana extracorp&#243;rea (ECMO) &#233; uma tecnologia avan&#231;ada de suporte &#224; vida que fornece suporte card&#237;aco e respirat&#243;rio prolongado para pacientes cujos cora&#231;&#245;es e pulm&#245;es n&#227;o funcionam adequadamente. O conceito de utiliza&#231;&#227;o de uma m&#225;quina para substituir essas fun&#231;&#245;es remonta a 1931, quando John Gibbon, residente cir&#250;rgico em Boston, tratou uma mulher com embolia pulmonar.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Sem os tratamentos dispon&#237;veis, ele s&#243; p&#244;de v&#234;-la deteriorar-se e falecer. Essa experi&#234;ncia levou Gibbon a imaginar um m&#233;todo para oxigenar o sangue fora do corpo em caso de obstru&#231;&#227;o vascular pulmonar. Em 1934, ele desenvolveu uma m&#225;quina que podia suportar a circula&#231;&#227;o de um gato durante trinta minutos e, em 1952, utilizou com sucesso a m&#225;quina em um ser humano, marcando o in&#237;cio da moderna cirurgia de cora&#231;&#227;o aberto.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
    <p>Em 1971, Donald Hill<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> utilizou um circuito extracorp&#243;reo com um oxigenador especialmente projetado para dar suporte a um paciente com insufici&#234;ncia respirat&#243;ria durante trinta e seis horas, fazendo dele o primeiro ser humano a sobreviver com ECMO. Em 1975,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> Robert Bartlett e sua equipe utilizaram ECMO para salvar um rec&#233;m-nascido com insufici&#234;ncia respirat&#243;ria. Nos anos seguintes, centenas de casos semelhantes foram tratados com uma taxa de sobreviv&#234;ncia de oitenta por cento, estabelecendo a ECMO como padr&#227;o nos principais centros pedi&#225;tricos. O uso da ECMO em adultos se expandiu, principalmente para condi&#231;&#245;es refrat&#225;rias aos tratamentos convencionais durante a epidemia de H1N1 e posteriormente durante a pandemia de SARS-CoV-2.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> Esse aumento se deve &#224;s t&#233;cnicas aprimoradas de canula&#231;&#227;o e aos avan&#231;os em bombas, oxigenadores e c&#226;nulas. Apesar destas melhorias, a sele&#231;&#227;o de candidatos adequados e a gest&#227;o dos seus cuidados di&#225;rios continuam a ser um desafio.</p>
    <p>Apesar de ser considerado padr&#227;o mundial de atendimento para suporte cardiopulmonar tempor&#225;rio em casos agudos refrat&#225;rios aos tratamentos convencionais, o Brasil s&#243; come&#231;ou a utilizar a ECMO no in&#237;cio do s&#233;culo XXI.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> A primeira s&#233;rie cl&#237;nica para pacientes card&#237;acos adultos e pedi&#225;tricos foi publicada em 2008, seguida de casos respirat&#243;rios em 2012.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup>Atualmente, mais de 228.174 pacientes fazem parte do registro da Extracorporeal Life Support Organization (ELSO), mas apenas 2,5% desses casos foram realizados na Am&#233;rica Latina (https://www.elso.org/registry.aspx). O n&#250;mero exato de casos de ECMO no Brasil &#233; desconhecido, pois esta tecnologia, especialmente a ECMO respirat&#243;ria, n&#227;o foi incorporada ao sistema p&#250;blico de sa&#250;de e n&#227;o est&#225; registrada como procedimento no banco de dados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) (DATASUS).</p>
    <p>Em 2014, Park publicou um estudo mostrando uma rela&#231;&#227;o custo-utilidade potencialmente aceit&#225;vel para o uso de ECMO em pacientes com s&#237;ndrome do desconforto respirat&#243;rio agudo grave no Brasil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup> Apoiada por uma revis&#227;o completa da literatura, incluindo este estudo, a proposta de incorporar &#224; ECMO para suporte respirat&#243;rio no sistema de sa&#250;de brasileiro foi submetida &#224; Comiss&#227;o Nacional de Incorpora&#231;&#227;o de Tecnologia (CONITEC) em 2014 e novamente durante a pandemia. No entanto, ambas as submiss&#245;es foram recomendadas para n&#227;o incorpora&#231;&#227;o.</p>
    <p>Sem reembolso pelo SUS e cobertura limitada por seguros privados, a ECMO n&#227;o tem sido amplamente adotada no Brasil, comprometendo a forma&#231;&#227;o de recursos humanos e o desenvolvimento de centros especializados. A falta de recursos levou a resultados abaixo do ideal nos centros brasileiros, desencorajando ainda mais o uso generalizado da ECMO. A implementa&#231;&#227;o da ECMO exige mais do que apenas ter o sistema dispon&#237;vel; necessita de equipes treinadas e hospitais especializados.</p>
    <p>O choque cardiog&#234;nico (CC) permanece como um dos desafios mais complexos e alarmantes no tratamento cardiovascular agudo, marcado por sua variabilidade, crescente incid&#234;ncia e elevadas taxas de mortalidade.11 A oxigena&#231;&#227;o por membrana extracorp&#243;rea venoarterial (ECMO-VA) surge como uma estrat&#233;gia promissora no tratamento do CC refrat&#225;rio, aumentando as chances de sobreviv&#234;ncia desses pacientes. A ECMO-VA desempenha um papel crucial no manejo da insufici&#234;ncia card&#237;aca, restaurando e estabilizando a fun&#231;&#227;o dos &#243;rg&#227;os.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup> As indica&#231;&#245;es comuns para ECMO-VA incluem infarto agudo do mioc&#225;rdio, miocardite fulminante, intoxica&#231;&#227;o por drogas cardiot&#243;xicas, cardiomiopatia em est&#225;gio terminal, hipotermia, embolia pulmonar maci&#231;a e suporte p&#243;s-cir&#250;rgico, incluindo p&#243;s-transplante. O suporte tempor&#225;rio de ECMO normalmente &#233; necess&#225;rio por alguns dias at&#233; que a fun&#231;&#227;o card&#237;aca se recupere.</p>
    <p>No entanto, a ado&#231;&#227;o da ECMO-VA como suporte ao CC refrat&#225;rio em pa&#237;ses de baixa e m&#233;dia renda como o Brasil levanta quest&#245;es cr&#237;ticas sobre custo-benef&#237;cio e acesso igualit&#225;rio.</p>
    <p>Um estudo recente realizado em centros terci&#225;rios do sul do Brasil fornece informa&#231;&#245;es essenciais, posicionando a ECMO-VA como uma terapia potencialmente custo-efetiva no SUS.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup> Este estudo advoga a necessidade de realizar ensaios cl&#237;nicos rigorosos, que abranjam perfis variados de pacientes, com o objetivo de confirmar a rela&#231;&#227;o custo-efetividade e garantir o acesso justo a essas tecnologias que salvam vidas. Embora os argumentos econ&#244;micos a favor da ECMO-VA sejam convincentes, o estudo tamb&#233;m destaca a quest&#227;o premente da equidade nos cuidados de sa&#250;de. Garantir o acesso equitativo a interven&#231;&#245;es m&#233;dicas avan&#231;adas como a ECMO-VA &#233; crucial num pa&#237;s marcado por disparidades sociais significativas. As conclus&#245;es do estudo abrem caminho para que formuladores de pol&#237;ticas e prestadores de cuidados de sa&#250;de considerem a ECMO-VA como uma op&#231;&#227;o padr&#227;o para CC refrat&#225;rio no &#226;mbito do SUS.</p>
    <p>&#201; importante observar que o CC n&#227;o se resume a uma quest&#227;o mec&#226;nica ou hemodin&#226;mica, mas envolve tamb&#233;m fatores metab&#243;licos complexos. Estrat&#233;gias eficazes devem abordar ambos os aspectos para melhorar os resultados dos pacientes.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup></p>
    <p>Por enquanto, a ECMO-VA oferece uma chance real de sobreviv&#234;ncia para pacientes com choque cardiog&#234;nico refrat&#225;rio, sendo uma op&#231;&#227;o crucial na falha do tratamento convencional.</p>
    <p>&#192; medida que o Brasil luta pela igualdade nos cuidados de sa&#250;de, a integra&#231;&#227;o de terapias avan&#231;adas como a ECMO-VA poderia representar um passo significativo para garantir que todos os pacientes, independentemente da sua condi&#231;&#227;o socioecon&#244;mica, possam ter acesso aos melhores cuidados poss&#237;veis.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: Custo-Efetividade da Oxigena&#231;&#227;o por Membrana Extracorp&#243;rea Venoarterial no Choque Cardiog&#234;nico Refrat&#225;rio: Um Estudo na Perspectiva Brasileira</p>
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              <surname>L&#252;scher</surname>
              <given-names>TF</given-names>
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              <surname>Thiele</surname>
              <given-names>H</given-names>
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          <article-title>Cardiogenic Shock: Do We Need a Paradigm Shift?</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <year>2024</year>
          <fpage>ehae425</fpage>
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          <pub-id pub-id-type="doi">10.1093/eurheartj/ehae425</pub-id>
        </element-citation>
        <mixed-citation>14 L&#252;scher TF, Thiele H. Cardiogenic Shock: Do We Need a Paradigm Shift? Eur Heart J. 2024;ehae425. doi: 10.1093/eurheartj/ehae425.</mixed-citation>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20240512i</article-id>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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      <title-group>
        <article-title>No Time to Die</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-5545-8172</contrib-id>
          <name>
            <surname>Caneo</surname>
            <given-names>Luiz Fernando</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">
            <sup>1</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="corresp" rid="c2"/>
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          <label>1</label>
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            <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
            <named-content content-type="state">SP</named-content>
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          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Universidade de S&#227;o Paulo - Divis&#227;o de Cirurgia Cardiovascular, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil</institution>
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        <corresp id="c2"><label>Mailing Address:</label><bold>Luiz Fernando Caneo</bold> &#8226; Universidade de S&#227;o Paulo - InCor, Divis&#227;o Cirurgia - Av Dr. Eneas de Carvalho Aguiar, 44. Postal Code <postal-code>05508-900</postal-code>, S&#227;o Paulo, SP - Brazil E-mail: <email>caneo@me.com</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Extracorporeal Membrane Oxygenation</kwd>
        <kwd>Cardiogenic Shock</kwd>
        <kwd>Cost-Effectiveness Analysis</kwd>
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      <p>Extracorporeal Membrane Oxygenation (ECMO) is an advanced life-support technology providing prolonged cardiac and respiratory support for patients whose hearts and lungs cannot function adequately. The concept of using a machine to replace these functions dates back to 1931 when John Gibbon, a surgical resident in Boston, treated a woman with a pulmonary embolism.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Without available treatments, he could only watch her deteriorate and pass away. This experience led Gibbon to envision a method to oxygenate blood outside the body and bypass blockages. By 1934, he developed a machine that could support a cat's circulation for thirty minutes, and in 1952, he successfully used the machine on a human, marking the beginning of modern open-heart surgery.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
      <p>In 1971, Donald Hill<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> used an extracorporeal circuit with a specially designed oxygenator to support a man with respiratory failure for thirty-six hours, making him the first human to survive on ECMO. In 1975,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> Robert Bartlett and his team used ECMO to save a newborn with respiratory failure. In the following years, hundreds of similar cases were treated with an eighty percent survival rate, establishing ECMO as a standard in major pediatric centers. The use of ECMO in adults has expanded, particularly for conditions refractory to conventional treatments during the H1N1 epidemic and later during the SARS-CoV-2 pandemic.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> This increase is due to improved cannulation techniques and advancements in pumps, oxygenators, and cannulas. Despite these improvements, selecting appropriate candidates and managing their daily care remains challenging.</p>
      <p>Despite being considered a worldwide standard of care for temporary cardiopulmonary support in acute cases refractory to conventional treatments, Brazil only began using ECMO in the early 21st century.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> The first series of cardiac ECMO cases in adults and pediatrics were published in 2008, followed by respiratory cases in 2012.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> Currently, more than 228,174 patients are in the Extracorporeal Life Support Organization (ELSO) registry, but only 2.5% of these cases were performed in Latin America (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.elso.org/registry.aspx">https://www.elso.org/registry.aspx</ext-link>). The exact number of ECMO cases in Brazil is unknown, as this technology, especially respiratory ECMO, has not been incorporated into the public health system and is not registered as a procedure in the Unified Health System (SUS) database (DATASUS).</p>
      <p>In 2014, Park published a study showing a potentially acceptable cost-utility ratio for using ECMO in patients with severe acute respiratory distress syndrome in Brazil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup> Supported by a thorough literature review, including this study, the proposal to incorporate ECMO for respiratory support into the Brazilian health system was submitted to the National Commission on Technology Incorporation (CONITEC) in 2014 and again during the pandemic. However, both submissions were recommended for non-incorporation.</p>
      <p>Without reimbursement by SUS and limited coverage by private insurance, ECMO has not been widely adopted in Brazil, compromising human resource education and the development of specialized centers. The lack of resources has led to suboptimal outcomes in Brazilian centers, further discouraging the widespread use of ECMO. Implementing ECMO requires more than just having the system available; it necessitates trained teams and specialized hospitals.</p>
      <p>Cardiogenic shock (CS) remains one of the most daunting challenges in acute cardiovascular care, characterized by its heterogeneity, increasing incidence, and high mortality rates.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> Venoarterial extracorporeal membrane oxygenation (VA-ECMO) has emerged as a beacon of hope, offering a lifeline to patients with refractory CS. VA-ECMO plays a crucial role in managing cardiac failure by restoring and stabilizing organ function.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup> Common indications for VA-ECMO include acute myocardial infarction, fulminant myocarditis, cardiotoxic drug intoxication, end-stage cardiomyopathy, hypothermia, massive pulmonary embolism, and post-surgical support, including post-transplantation. Temporary ECMO support is typically needed for a few days until heart function recovers.</p>
      <p>However, its adoption of VA-ECMO as a support refractory CS in low- and middle-income countries like Brazil raises critical questions about cost-effectiveness and equitable access.</p>
      <p>A recent study in Southern Brazilian tertiary care centers provides pivotal insights, positioning VA-ECMO as a potentially cost-effective therapy within SUS.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup> The study advocates for rigorous clinical trials encompassing diverse patient profiles to confirm cost-effectiveness and ensure fair access to these life-saving technologies. While the economic arguments for VA-ECMO are compelling, the study also highlights the pressing issue of healthcare equity. Ensuring equitable access to advanced medical interventions like VA-ECMO is crucial in a country marked by significant social disparities. The study's conclusions pave the way for policymakers and healthcare providers to consider VA-ECMO as a standard option for refractory CS within the SUS framework.</p>
      <p>It is important to note that CS is not merely a mechanical or hemodynamic issue; it also involves complex metabolic factors. Effective strategies must address both aspects to improve patient outcomes.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup></p>
      <p>For now, VA-ECMO offers a chance for survival and serves as a beacon of hope for patients with refractory CS.</p>
      <p>As Brazil strives for healthcare equity, integrating advanced therapies like VA-ECMO could mark a significant step toward ensuring that all patients, regardless of their socio-economic status, can access the best possible care.</p>
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          <p>Short Editorial related to the article: Cost-Utility of Venoarterial Extracorporeal Membrane Oxygenation in Refractory Cardiogenic Shock: A Brazilian Perspective Study</p>
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