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        <article-title>O Impacto Das Doen&#231;as Cardiovasculares Nas Perdas Econ&#244;micas</article-title>
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        <corresp id="c1"><bold>Correspond&#234;ncia: F&#225;tima Marinho</bold> &#8226; Universidade Federal de Minas Gerais &#8211; Av. Prof. Alfredo Balena, 190. CEP <postal-code>31270-901</postal-code>, Belo Horizonte, MG &#8211; Brasil E-mail: <email>mfmsouza@gmail.com</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave:</title>
        <kwd>Doen&#231;as Cardiovasculares/mortalidade</kwd>
        <kwd>Pol&#237;ticas P&#250;blicas em Sa&#250;de/economia</kwd>
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    <p>As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) s&#227;o um problema de sa&#250;de p&#250;blica que impacta a sa&#250;de e a economia da popula&#231;&#227;o. &#201; a principal causa de morte no mundo<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> No Brasil, as DCV t&#234;m sido a principal causa de morte, sendo a Cardiopatia Isqu&#234;mica e o acidente vascular cerebral as causas mais comuns, exceto durante os anos de pandemia (2020-2021), quando a COVID-19 foi a primeira causa de morte em homens e mulheres.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
    <p>Qual &#233; o impacto no trabalho produtivo e na economia? Como prevenir as DCV e a perda de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o?</p>
    <p>As DCV impactam significativamente a produtividade do trabalho, resultando em uma perda anual de produtividade de US$ 147 bilh&#245;es nos EUA.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> Indiv&#237;duos com alto risco cardiovascular experimentam mais horas perdidas de trabalho e custos indiretos mais elevados em compara&#231;&#227;o com aqueles sem eventos cardiovasculares. Na Austr&#225;lia, a investiga&#231;&#227;o sobre a preven&#231;&#227;o das doen&#231;as coron&#225;rias durante dez anos revelou que isso salvaria muitas vidas e quase 15 mil milh&#245;es de d&#243;lares em produto interno bruto (PIB).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> Na Uni&#227;o Europeia,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> as DCV tamb&#233;m tiveram um impacto significativo, com custos estimados em perdas de produtividade ascendendo a 48 mil milh&#245;es de euros (17%).</p>
    <p>Na Am&#233;rica do Sul, onde o impacto das DCV &#233; particularmente pronunciado, os esfor&#231;os para quantificar as consequ&#234;ncias econ&#243;micas destas doen&#231;as t&#234;m sido limitados. O estudo de Bandeira et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> fornece uma contribui&#231;&#227;o valiosa para preencher esta lacuna, estimando os anos de vida produtiva perdidos (AVPP) e os custos econ&#243;micos associados &#224; mortalidade prematura por DCV em 2019.</p>
    <p>&#201; importante notar que existem algumas limita&#231;&#245;es na utiliza&#231;&#227;o de dados relacionados &#224;s DCV, que s&#227;o cruciais para as pol&#237;ticas de sa&#250;de p&#250;blica. Nem todos os pa&#237;ses disp&#245;em de dados fi&#225;veis sobre a mortalidade por DCV. Entre 156 pa&#237;ses, apenas 70% das mortes foram registadas e, destes, apenas 52% tiveram causas clinicamente certificadas.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> Isto torna necess&#225;rio confiar em estimativas das causas de morte.</p>
    <p>A pesquisa conduzida por Bandeira et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> utiliza dados do <italic>Global Burden of Disease Study 2019</italic>, que &#233; um banco de dados abrangente e amplamente utilizado. O estudo tem como objetivo estimar a carga de DCV na Am&#233;rica do Sul. Fornece informa&#231;&#245;es valiosas sobre o impacto econ&#243;mico das DCV na regi&#227;o, utilizando um proxy da abordagem do capital humano para c&#225;lculos monet&#225;rios de perda de produtividade e revelou algumas conclus&#245;es significativas.</p>
    <p>Em 2019, a Am&#233;rica do Sul registrou 754.324 mortes atribu&#237;das a DCV, o que resultou em um AVPP associado totalizando 2.040.973. A perda permanente total de produtividade foi estimada em aproximadamente 3,7 mil milh&#245;es de d&#243;lares em paridade de poder de compra. Esse valor equivale a 0,11% do PIB. Estes n&#250;meros destacam a enorme carga econ&#243;mica que as DCV imp&#245;em &#224; regi&#227;o. Portanto, s&#227;o necess&#225;rias interven&#231;&#245;es e pol&#237;ticas espec&#237;ficas para resolver esta quest&#227;o.</p>
    <p>A import&#226;ncia de medir com precis&#227;o a carga das doen&#231;as n&#227;o pode ser exagerada. Vale a pena notar os desafios e limita&#231;&#245;es associados &#224; estimativa da carga da doen&#231;a. A variabilidade na qualidade e disponibilidade dos dados entre pa&#237;ses pode afetar a precis&#227;o e a comparabilidade das estimativas. Apesar desses desafios, o estudo de Bandeira et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> demonstra a robustez das suas conclus&#245;es em diferentes cen&#225;rios, proporcionando confian&#231;a na validade dos resultados. Isto sublinha a import&#226;ncia de investir na colheita de dados e na infraestrutura de an&#225;lise para melhorar a precis&#227;o e a fiabilidade das estimativas da carga das doen&#231;as.</p>
    <p>Concluindo, o estudo de Bandeira et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> destaca a necessidade urgente de a&#231;&#227;o para abordar o impacto econ&#244;mico das DCV na Am&#233;rica do Sul. Ao medir com precis&#227;o a carga da doen&#231;a e compreender as suas consequ&#234;ncias econ&#243;micas, os decisores pol&#237;ticos podem desenvolver estrat&#233;gias espec&#237;ficas para reduzir o impacto das DCV nos indiv&#237;duos, nas comunidades e nos sistemas de sa&#250;de.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> &#201; essencial priorizar a preven&#231;&#227;o, a detec&#231;&#227;o precoce e o tratamento das DCV para melhorar os resultados de sa&#250;de e reduzir o peso econ&#243;mico destas doen&#231;as na Am&#233;rica do Sul.</p>
    <p>A atividade f&#237;sica regular pode ajudar a reduzir os custos com sa&#250;de e melhorar a produtividade dos trabalhadores. Ao prevenir DCV por meio de mudan&#231;as no estilo de vida e gerir condi&#231;&#245;es m&#233;dicas, podemos desfrutar de uma vida melhor e de ganhos econ&#244;micos. Os empregadores tamb&#233;m podem contribuir proporcionando um ambiente de trabalho saud&#225;vel para o cora&#231;&#227;o. A preven&#231;&#227;o de doen&#231;as card&#237;acas pode resultar em ganhos significativos no PIB e no aumento da produtividade.</p>
    <p>A redu&#231;&#227;o das disparidades sociais atrav&#233;s do investimento pode promover significativamente a sa&#250;de card&#237;aca, prevenir o sofrimento familiar, limitar a perda de produtividade e reduzir a morbidade. As desigualdades s&#227;o os principais determinantes da perda de sa&#250;de. A promo&#231;&#227;o da igualdade ter&#225; um impacto positivo na sa&#250;de. Melhores resultados econ&#244;nimos e educacionais para as fam&#237;lias melhoram a sa&#250;de. Os problemas de sa&#250;de cr&#244;nicos e as doen&#231;as n&#227;o transmiss&#237;veis reduzem o rendimento dos grupos familiares, e o baixo n&#237;vel socioecon&#244;mico leva a estas condi&#231;&#245;es.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: Estimativa de Produtividade Perdida Atribu&#237;da a Doen&#231;as Cardiovasculares na Am&#233;rica do Sul</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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          <article-title>Tackling socioeconomic inequalities and non-communicable diseases in low-income and middle-income countries under the Sustainable Development agenda</article-title>
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          <article-title>Fiscal austerity measures hamper noncommunicable disease control goals in Brazil</article-title>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20240175i</article-id>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>The Impact of Cardiovascular Disease on Economic Loss</article-title>
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      <author-notes>
        <corresp id="c2"><bold>Mailing Address: F&#225;tima Marinho</bold> &#8226; Universidade Federal de Minas Gerais &#8211; Av. Prof. Alfredo Balena, 190. Postal Code <postal-code>31270-901</postal-code>, Belo Horizonte, MG &#8211; Brazil E-mail: <email>mfmsouza@gmail.com</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Cardiovascular Diseases/mortality</kwd>
        <kwd>Public Health Policy/economics</kwd>
        <kwd>Cost Efficiency Analysis</kwd>
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    <body>
      <p>Cardiovascular diseases (CVD) are a public health concern that impacts the population&#8217;s health and economy. It is the leading cause of death globally.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> In Brazil, CVD has been the leading cause of death, with Ischemic Heart Disease and Stroke as the most common causes, except during the pandemic years (2020-2021) when COVID-19 was the first cause of death for men and women.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
      <p>What is the impact on productive work and the economy? How can cardiovascular disease and its loss of health in the population be prevented?</p>
      <p>CVD significantly impacts work productivity, resulting in $147 billion in lost productivity in the US annually.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> Individuals with high cardiovascular risk experience more work loss hours and higher indirect costs compared to those without cardiovascular events. In Australia, research on preventing coronary heart disease for ten years revealed that it would save many lives and nearly USD 15 billion in gross domestic product (GDP).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> In the European Union,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> CVD has also had a significant impact, with estimated costs on productivity losses making up &#8364;48 billion (17%).</p>
      <p>In South America, where the impact of CVD is particularly pronounced, efforts to quantify the economic consequences of these diseases have been limited. The study by Bandeira et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> provides a valuable contribution to addressing this gap by estimating the years of productive life lost (YPLL) and associated economic costs of premature mortality from CVD in 2019.</p>
      <p>It is important to note that there are some limitations to using data related to cardiovascular disease (CVD), which is crucial for public health policies. Not all countries have reliable data on cardiovascular disease mortality. Among 156 countries, only 70% of deaths were registered, and out of these, only 52% had medically certified causes.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> This makes it necessary to rely on estimates of causes of death.</p>
      <p>The research conducted by Bandeira et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> utilizes data from the Global Burden of Disease Study 2019, which is a widely used and comprehensive database. The study aims to estimate the disease burden of cardiovascular disease (CVD) in South America. It provides valuable insights into the economic impact of CVD in the region by utilizing a proxy of the human capital approach for monetary calculations of productivity loss and has uncovered some significant findings.</p>
      <p>In 2019, South America saw 754,324 deaths attributed to CVD, which resulted in an associated YPLL totaling 2,040,973. The total permanent productivity loss was estimated at approximately US$3.7 billion in purchasing power parity. This amount is equivalent to 0.11% of the GDP. These figures highlight the enormous economic burden that CVD imposes on the region. Therefore, targeted interventions and policies are necessary to address this issue.</p>
      <p>The importance of accurately measuring the burden of disease cannot be overstated. It is worth noting the challenges and limitations associated with estimating the burden of disease. Variability in data quality and availability across countries can affect the accuracy and comparability of estimates. Despite these challenges, the study by Bandeira et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> demonstrates the robustness of its findings across different scenarios, providing confidence in the validity of the results. This underscores the importance of investing in data collection and analysis infrastructure to improve the accuracy and reliability of the burden of disease estimates.</p>
      <p>In conclusion, Bandeira et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> study highlights the urgent need for action to address the economic impact of CVD in South America. By accurately measuring the burden of disease and understanding its economic consequences, policymakers can develop targeted strategies to reduce the impact of CVD on individuals, communities, and healthcare systems.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> It is essential to prioritize prevention, early detection, and treatment of CVD to improve health outcomes and reduce the economic burden of these diseases in South America.</p>
      <p>Regular physical activity can help reduce healthcare costs and improve worker productivity. By preventing CVD through lifestyle changes and managing medical conditions, we can enjoy a better life and annual savings. Employers can also contribute by providing a heart-healthy working environment. Preventing heart disease can result in significant gains in GDP and increased productivity.</p>
      <p>Reducing social disparities through investment can significantly promote heart health, prevent family suffering, limit productivity loss, and reduce morbidity. Inequalities are the primary determinants of health loss. Promoting equality will have a positive impact on health. Better economic and educational outcomes for households enhance health. Chronic ill health and non-communicable diseases reduce the income status of households, and low socioeconomic status leads to these conditions.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
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          <p>Short Editorial related to the article: Estimated Loss of Productivity Attributed to Cardiovascular Diseases in South America</p>
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