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        <article-title>A Inibi&#231;&#227;o do Sistema Renina-Angiotensina e o Bloqueio Beta Adren&#233;rgico podem ser &#218;teis para Atenuar a Cardiotoxicidade por Antraciclinas</article-title>
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          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0797-572X</contrib-id>
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        <corresp id="c01"> Correspond&#234;ncia: Mario Fritsch Neves &#8226; Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Clinica Medica - Av. 28 de Setembro, 77. CEP 20551-030, Rio de Janeiro, RJ - Brasil E-mail: <email>mariofneves@gmail.com</email> </corresp>
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          <license-p> This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited. </license-p>
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        <kwd>Antraciclinas/toxididade</kwd>
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    <p>A cardiotoxicidade relacionada ao uso de antraciclinas representa uma grande preocupa&#231;&#227;o na &#225;rea de Oncologia, pois pode elevar a morbidade de muitos pacientes que recebem tratamento quimioter&#225;pico para diversos tipos de c&#226;ncer. Essa toxicidade pode levar a uma disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo e, com isso, a uma maior incid&#234;ncia de insufici&#234;ncia card&#237;aca, que pode resultar em mortalidade nos casos mais graves.</p>
    <p>Uma melhor compreens&#227;o dos mecanismos envolvidos e uma melhor defini&#231;&#227;o dos m&#233;todos de diagn&#243;stico v&#234;m propiciando significativos avan&#231;os para detec&#231;&#227;o desta complica&#231;&#227;o. Todavia, ainda n&#227;o h&#225; consenso sobre os biomarcadores mais precisos para identifica&#231;&#227;o precoce da cardiotoxicidade. Apesar disso, a dosagem de troponina a cada ciclo quimioter&#225;pico pode ser uma ferramenta v&#225;lida para indicar uma interven&#231;&#227;o imediata.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
    <p>As manifesta&#231;&#245;es da cardiotoxicidade podem permanecer restritas a um dano celular mioc&#225;rdico, detect&#225;vel apenas pela dosagem de biomarcadores circulantes, ou variar entre uma disfun&#231;&#227;o ventricular silenciosa e insufici&#234;ncia card&#237;aca clinicamente manifesta. Estrat&#233;gias para evitar ou, pelo menos, atenuar a cardiotoxicidade induzida por antraciclinas s&#227;o essenciais para melhorar o progn&#243;stico dos pacientes em uso desta classe. Tratar os fatores de risco cardiovascular preexistentes,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref> - <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> escolher an&#225;logos menos cardiot&#243;xicos e administrar baixas doses cumulativas de antraciclina est&#227;o entre as recomenda&#231;&#245;es atuais.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
    <p>Os antagonistas do sistema renina-angiotensina, como o inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA), t&#234;m sido amplamente utilizados para prevenir esta complica&#231;&#227;o, mas a indica&#231;&#227;o ainda parece controversa. Por isso, a import&#226;ncia da revis&#227;o sistem&#225;tica realizada por Avila et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> que concluiu que a terapia com inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona e com betabloqueadores n&#227;o foi capaz de reduzir a mortalidade dos pacientes que fizeram uso de antraciclinas, mas foi associada com uma menor varia&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo e menor ocorr&#234;ncia de insufici&#234;ncia card&#237;aca.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> Esses resultados indicam que a terapia neuro-hormonal pode ser importante para reduzir a morbidade destes pacientes e, com isso, melhorar a qualidade de vida, o que ainda precisa ser mensurado. A alta heterogeneidade entre os estudos considerados para a revis&#227;o sistem&#225;tica aponta para a grande dificuldade de obter uma popula&#231;&#227;o mais homog&#234;nea devido a variedade de doen&#231;as neopl&#225;sicas de base e varia&#231;&#227;o das doses das antraciclinas.</p>
    <p>De fato, os achados desta revis&#227;o est&#227;o em acordo com uma recente metan&#225;lise que agregou 1.362 mulheres com c&#226;ncer de mama em tratamento com antraciclinas ou trastuzumabe e concluiu que as terapias com betabloqueadores e inibidores do sistema renina-angiotensina foram associadas com efeitos ben&#233;ficos para a preserva&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo na compara&#231;&#227;o com placebo.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
    <p>Estudos cl&#237;nicos confirmam que o uso de IECA e BRA pode reduzir a incid&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda em pacientes que recebem antraciclinas. Esses medicamentos exercem efeitos protetores contra danos causados por radicais livres, al&#233;m de reduzir a resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica e a press&#227;o arterial, o que pode melhorar o fluxo coronariano e o desempenho card&#237;aco. De forma interessante, um estudo cl&#237;nico pr&#233;vio demonstrou que a simples inibi&#231;&#227;o da a&#231;&#227;o da aldosterona com a espironolactona foi capaz de proteger as fun&#231;&#245;es sist&#243;lica e diast&#243;lica ventricular esquerda contra os efeitos adversos das antraciclinas. N&#227;o apenas a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m os di&#226;metros sist&#243;lico e diast&#243;lico do ventr&#237;culo esquerdo foram protegidos pela espironolactona. Em adi&#231;&#227;o, a espironolactona mostrou um efeito antioxidante, o que foi essencial devido ao estresse oxidativo induzido pela antraciclina.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
    <p>Os betabloqueadores tamb&#233;m podem ser &#250;teis na preven&#231;&#227;o da cardiotoxicidade induzida por antraciclinas. Esses medicamentos t&#234;m efeitos positivos sobre o sistema cardiovascular, incluindo a redu&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia card&#237;aca, a diminui&#231;&#227;o do consumo de oxig&#234;nio pelo cora&#231;&#227;o e a melhora da fun&#231;&#227;o ventricular, mais especificamente aqueles com maior seletividade pelo receptor &#946;1 card&#237;aco e com a&#231;&#227;o vasodilatadora. Al&#233;m disso, os betabloqueadores podem ajudar a reduzir a atividade simp&#225;tica, que pode contribuir para a cardiotoxicidade por antraciclinas.</p>
    <p>&#201; importante ressaltar que o uso de antagonistas do sistema renina-angiotensina e betabloqueadores na preven&#231;&#227;o da cardiotoxicidade por antraciclinas deve ser cuidadosamente monitorado. Esses medicamentos podem ter efeitos colaterais significativos, incluindo hipotens&#227;o e bradicardia. A fun&#231;&#227;o renal deve ser acompanhada mais regularmente, pois se houver redu&#231;&#227;o significativa da taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular, a inibi&#231;&#227;o do sistema renina-angiotensina-aldosterona pode precipitar o aparecimento de hipercalemia. Al&#233;m disso, como a presen&#231;a de outras comorbidades n&#227;o &#233; infrequente, &#233; necess&#225;rio avaliar a possibilidade de intera&#231;&#245;es medicamentosas entre esses f&#225;rmacos e outros medicamentos em uso pelo paciente.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, o uso de antagonistas do sistema renina-angiotensina e betabloqueadores pode ser uma op&#231;&#227;o valiosa na preven&#231;&#227;o da cardiotoxicidade por antraciclinas em pacientes submetidos a tratamento quimioter&#225;pico. No entanto, &#233; importante que a terapia seja monitorada de forma mais intensa e que o paciente seja avaliado regularmente para detectar quaisquer efeitos colaterais ou intera&#231;&#245;es medicamentosas. A preven&#231;&#227;o da cardiotoxicidade por antraciclinas pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes em tratamento oncol&#243;gico e deve ser considerada como parte integrante da terapia global de cada indiv&#237;duo.</p>
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          <article-title>Evaluation and management of patients with heart disease and cancer: cardio-oncology</article-title>
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            <etal>et al</etal>
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          <article-title>Renin-angiotensin System Antagonists and Beta-blockers in Prevention of Anthracycline Cardiotoxicity: a Systematic Review and Meta-analysis</article-title>
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          <article-title>A systematic review and meta-analysis of beta-blockers and renin-angiotensin system inhibitors for preventing left ventricular dysfunction due to anthracyclines or trastuzumab in patients with breast cancer</article-title>
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            <etal>et al</etal>
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          <article-title>Protective effects of spironolactone against anthracycline-induced cardiomyopathy</article-title>
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        <p>
          <italic>Minieditorial referente ao artigo: Antagonistas do Sistema Renina-Angiotensina e Betabloqueadores na Preven&#231;&#227;o da Cardiotoxicidade por Antraciclinas: Revis&#227;o Sistem&#225;tica e Metan&#225;lise</italic>
        </p>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Short Editorial</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Renin-Angiotensin System Inhibition and Beta Blockade Adrenergic May Be Useful to Attenuate Cardiotoxicity by Anthracyclines</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0797-572X</contrib-id>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff1001">
            <sup>1</sup>
          </xref>
        </contrib>
      </contrib-group>
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        <label>1</label>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Departamento de Cl&#237;nica M&#233;dica &#8211; Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brasil</institution>
      </aff>
      <author-notes>
        <corresp id="c01001">Mailing Address: Mario Fritsch Neves &#8226; Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Clinica Medica - Av. 28 de Setembro, 77. Postal Code 20551-030, Rio de Janeiro, RJ - Brazil E-mail: mariofneves@gmail.com</corresp>
      </author-notes>
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        <kwd>Anthracyclines/toxicity</kwd>
        <kwd>Oncology</kwd>
        <kwd>Drug Therapy</kwd>
        <kwd>Ventricular Dysfunction, Left</kwd>
        <kwd>Heart Failure</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>Cardiotoxicity related to the use of anthracyclines is a major concern in oncology, as it can increase the morbidity of many patients receiving chemotherapy for various types of cancer. This toxicity can lead to left ventricular systolic dysfunction and, therefore, a higher incidence of heart failure, which can result in mortality in severe cases. A better understanding of the mechanisms involved and a better definition of diagnostic methods have provided significant advances in detecting this complication. However, there is still no consensus on the most accurate biomarkers for early identification of cardiotoxicity. Despite this, troponin measurement after each chemotherapy cycle can be a valid tool to indicate immediate intervention.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
      <p>Manifestations of cardiotoxicity may remain restricted to myocardial cell damage detectable only by measuring circulating biomarkers or vary between silent ventricular dysfunction and clinically manifest heart failure. Strategies to avoid or at least attenuate anthracycline-induced cardiotoxicity are essential to improve the prognosis of patients using this class. The current recommendations include treating pre-existing cardiovascular risk factors,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref> - <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> choosing less cardiotoxic analogues, and administering low cumulative doses of anthracyclines.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
      <p>Antagonists of the renin-angiotensin system, such as angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEIs) and angiotensin II receptor blockers (ARBs), have been widely used to prevent this complication, but their indication still seems controversial. Therefore, the importance of the systematic review by Avila et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> concluded that therapy with renin-angiotensin-aldosterone system inhibitors or beta-blockers was not able to reduce the mortality of patients who used anthracyclines but was associated with a smaller variation in left ventricular ejection fraction and a lower incidence of heart failure.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> These results indicate that neurohormonal therapy may be important in reducing the morbidity of these patients and thus improving their quality of life, which still needs to be measured. The high heterogeneity among the studies considered for the systematic review indicates the great difficulty in obtaining a more homogeneous population due to the variety of underlying neoplastic diseases and variation in anthracycline doses.</p>
      <p>In fact, this review&#8217;s findings agree with a recent meta-analysis that included 1362 women with breast cancer undergoing treatment with anthracyclines or trastuzumab, which concluded that therapies with beta-blockers and renin-angiotensin system inhibitors were associated with beneficial effects for preserving left ventricular ejection fraction compared to placebo.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
      <p>Clinical studies confirm that ACE inhibitors and ARBs can reduce the incidence of left ventricular dysfunction in patients receiving anthracyclines. These medications exert protective effects against damage caused by free radicals and reduce peripheral vascular resistance and blood pressure, which can improve coronary flow and cardiac performance. Interestingly, a previous clinical study showed that simple inhibition of aldosterone action with spironolactone was able to protect left ventricular systolic and diastolic functions against the adverse effects of anthracyclines. Not only the ejection fraction but also the systolic and diastolic diameters of the left ventricle were protected by spironolactone. In addition, spironolactone showed an antioxidant effect, which was essential due to the oxidative stress induced by anthracycline.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
      <p>Beta-blockers can also be useful in preventing anthracycline-induced cardiotoxicity. These medications positively affect the cardiovascular system, including reducing heart rate, decreasing oxygen consumption by the heart, and improving ventricular function, specifically those with greater selectivity for the cardiac &#946;1 receptor and vasodilatory action. In addition, beta-blockers can help reduce sympathetic activity, contributing to anthracycline-induced cardiotoxicity.</p>
      <p>It is important to note that the use of renin-angiotensin system inhibitors and beta-blockers in preventing anthracycline-induced cardiotoxicity should be carefully monitored. These medications can have significant side effects, including hypotension and bradycardia. Renal function should be monitored more regularly, as a significant reduction in glomerular filtration rate may precipitate the appearance of hyperkalemia with renin-angiotensin-aldosterone system inhibition. In addition, as other comorbidities are not uncommon, it is necessary to evaluate the possibility of drug interactions between these medications and other medications used by the patient.</p>
      <p>In conclusion, using renin-angiotensin system inhibitors and beta-blockers may be a valuable option to prevent anthracycline-induced cardiotoxicity in chemotherapy patients. However, it is important that therapy be more intensively monitored and that the patient be regularly evaluated for any side effects or drug interactions. The prevention of anthracycline-induced cardiotoxicity can significantly improve the quality of life of patients undergoing cancer treatment and should be considered an integral part of each individual&#8217;s overall therapy.</p>
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      <fn-group>
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          <p>
            <italic>Short Editorial related to the article: Renin-angiotensin System Antagonists and Beta-blockers in Prevention of Anthracycline Cardiotoxicity: a Systematic Review and Meta-analysis</italic>
          </p>
        </fn>
      </fn-group>
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