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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20220672</article-id>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>Escore CHA2DS2-VASc: O Que Mais Podemos Predizer?</article-title>
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        <corresp id="c1"><bold>Correspond&#234;ncia: Adnaldo da Silveira Maia &#8226;</bold> Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - Av. Dr. Dante Pazzanese, 500. CEP <postal-code>04012-909</postal-code>, Vila Mariana, S&#227;o Paulo, SP - Brasil. Email: <email>adsm.ccv@gmail.com</email></corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Fibrila&#231;&#227;o Atrial</kwd>
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        <kwd>Interpreta&#231;&#227;o Estat&#237;stica de Dados</kwd>
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    <p><bold>Caro editor</bold>,</p>
    <p>O trabalho realizado por Kalkan et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> teve por objetivo avaliar o valor preditivo do escore CHA2DS2-VASc para o escore syntax residual (rSS) em pacientes com infarto agudo do mioc&#225;rdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). 688 pacientes foram inclu&#237;dos no estudo, os quais foram divididos em dois grupos a considerar o escore rSS: pontua&#231;&#227;o at&#233; 8: grupo de rSS baixo (grupo 1); pontua&#231;&#227;o acima de 8: grupo de rSS elevado (grupo 2).</p>
    <p>Na an&#225;lise geral dos pacientes, houve diferen&#231;a estat&#237;stica com rela&#231;&#227;o a idade, dislipidemia, n&#237;veis de hemoglobina e glicose, les&#227;o coronariana culpada e o escore CHA2DS2-VASc (p&lt;0,001). A an&#225;lise individual dos componentes do escore em cada grupo, revelou diferen&#231;a nos seguintes: hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, idade &#8805; 75 anos, diabetes mellitus e doen&#231;a vascular. Ademais, regress&#227;o log&#237;stica realizada pelos autores identificou art&#233;ria coron&#225;ria direita e escore CHA2DS2-VASc como fatores independentes de rSS elevado.</p>
    <p>Desta forma, o estudo contribui para a discuss&#227;o acerca da relev&#226;ncia do escore para predi&#231;&#227;o do progn&#243;stico de pacientes com rSS elevado no contexto de IAMCSST. No entanto, al&#233;m desta importante casu&#237;stica apresentada, outros trabalhos avaliaram a aplicabilidade do escore em contextos diferentes.</p>
    <p>Sen et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> avaliaram o valor preditivo do escore CHADS2 e CHA2DS2-VASc em pacientes com doen&#231;a arterial coron&#225;ria cr&#244;nica em suban&#225;lise do COMPASS trial. Foram inclu&#237;dos no estudo, 18.278 pacientes, tendo como desfecho prim&#225;rio desta an&#225;lise, a ocorr&#234;ncia de eventos cardiovasculares maiores. Para ambos os escores avaliados, a ocorr&#234;ncia do desfecho prim&#225;rio foi superior &#224; propor&#231;&#227;o da eleva&#231;&#227;o dos mesmos. Al&#233;m disso, a mortalidade por todas as causas, por causa cardiovascular, infarto e acidente vascular cerebral apresentaram diferen&#231;a estatisticamente significativa para ambos os escores.</p>
    <p>De forma semelhante, Burgos et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> em estudo retrospectivo compararam a performance dos escores CHA2DS2-VASc, HATCH e POAF na predi&#231;&#227;o de fibrila&#231;&#227;o atrial no p&#243;s-operat&#243;rio de cirurgia cardiovascular. 3113 pacientes foram inclu&#237;dos, entre os quais, cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (45%), cirurgia valvar (24%), cirurgia combinada (15%) e outros procedimentos (16%) perpassaram a an&#225;lise. Todos os escores revelaram boa performance na predi&#231;&#227;o de fibrila&#231;&#227;o atrial no contexto de p&#243;s-operat&#243;rio, sendo, segundo os autores, o escore CHA2DS2-VASc foi aquele com melhor poder discriminativo para fibrila&#231;&#227;o atrial.</p>
    <p>Ainda neste &#226;mbito, Tasbulak et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> avaliaram em estudo retrospectivo de caso-controle com 280 pacientes a aplicabilidade dos escore CHA2DS2-VASc na detec&#231;&#227;o de oclus&#227;o dos enxertos utilizados na cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica. Considerou-se como falha dos enxertos, a presen&#231;a de 70% ou mais de estenose bem como oclus&#227;o evidenciada &#224; cinecoronarioangiografia. Na descri&#231;&#227;o geral dos pacientes, observou-se diferen&#231;a estat&#237;stica &#224;queles com hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (p=0,004), diabetes mellitus (p=0,0001), n&#237;veis de creatinina (p=0,0001) e nos valores dos escores CHADS2 e CHA2DS2-VASc (0,0001). Regress&#227;o log&#237;stica foi realizada para identificar fatores associados &#224; falha dos enxertos, onde o escore CHA2DS2-VASc foi identificado como fator independente (OR 2,28) (95% IC 1,02-5,09).</p>
    <p>Nos &#250;ltimos 2 anos, a emerg&#234;ncia da pandemia por COVID-19 e suas consequ&#234;ncias ao sistema de sa&#250;de nacional trouxeram in&#250;meros desafios &#224; tona. No entanto, tamb&#233;m se ampliou o conhecimento acerca desta doen&#231;a. Em publica&#231;&#227;o recente, Montazeri et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> em estudo retrospectivo avaliaram o uso dos escores CHADS2 e CHA2DS2-VASc na predi&#231;&#227;o de desfechos em pacientes acometidos por COVID-19.</p>
    <p>Foram inclu&#237;dos 1.406 pacientes com idade m&#233;dia de 59,47 &#177; 16,48, onde 60,46% eram do sexo masculino. Como desfecho prim&#225;rio, considerou-se mortalidade por todas as causas em tr&#234;s meses. Ap&#243;s an&#225;lise dos dados, os escores foram capazes de predizer mortalidade, s&#237;ndrome respirat&#243;ria aguda, disfun&#231;&#227;o renal aguda e necessidade de ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
    <p>Em suma, a aplicabilidade abrangente, especialmente do escore CHA2DS2-VASc &#233; not&#243;ria, em diferentes contextos pode-se observar rela&#231;&#227;o direta com determinados desfechos assim como progn&#243;stico dos pacientes.</p>
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          <article-title>Prognostic significance of CHADS2 and CHA2DS2-VASc scores to predict unfavorable outcomes in hospitalized patients with COVID-19</article-title>
          <source>J Cardiovasc Thorac Res</source>
          <year>2022</year>
          <volume>14</volume>
          <issue>1</issue>
          <fpage>23</fpage>
          <lpage>33</lpage>
        </element-citation>
        <mixed-citation>5 Montazeri M, Keykhaei M, Rashedi S, Karbalai Saleh S, Pazoki M, et al. Prognostic significance of CHADS2 and CHA2DS2-VASc scores to predict unfavorable outcomes in hospitalized patients with COVID-19. J Cardiovasc Thorac Res. 2022;14(1):23-33.</mixed-citation>
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          <subject>Letter to the Editor</subject>
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        <article-title>CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc Score: What More Can it Predict?</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6506-7589</contrib-id>
          <name>
            <surname>Maia</surname>
            <given-names>Adnaldo da Silveira</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">
            <sup>1</sup>
          </xref>
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        </contrib>
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          <label>1</label>
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            <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
            <named-content content-type="state">SP</named-content>
          </addr-line>
          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, IDPC, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil</institution>
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      <author-notes>
        <corresp id="c2"><bold>Mailing Address: Adnaldo da Silveira Maia &#8226;</bold> Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - Av. Dr. Dante Pazzanese, 500. Postal Code <postal-code>04012-909</postal-code>, Vila Mariana, S&#227;o Paulo, SP - Brazil. Email: <email>adsm.ccv@gmail.com</email></corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Atrial Fibrillation</kwd>
        <kwd>COVID-19/complications</kwd>
        <kwd>Myocardial Revascularization</kwd>
        <kwd>ST Elevation Myocardial Infarction</kwd>
        <kwd>Data Interpretation, Statistical</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>Kalkan et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> assessed the predictive value of the congestive heart failure, hypertension, age, diabetes mellitus, prior stroke, vascular disease, age, sex category (CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc) score for residual SYNTAX score (rSS) among patients with ST-segment elevation acute myocardial infarction (STEMI). The study included 688 patients divided into a low rSS group (group 1; scores up to 8) and a high rSS group (group 2; scores above 8).</p>
      <p>The overall patient analysis showed statistically significant differences in age, dyslipidemia, hemoglobin and glucose levels, culprit coronary lesions, and CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc score (p&lt;0.001). The individual analysis of the score components in each group revealed differences in systemic arterial hypertension, age &#8805;75 years, diabetes mellitus, and vascular disease. Furthermore, a logistic regression analysis identified the right coronary artery and CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc score as independent factors for a high rSS.</p>
      <p>Therefore, the study contributes to the discussion on the relevance of the CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc score for predicting the prognosis of patients with a high rSS in the STEMI context. In addition to this important case series, other studies have assessed the score&#8217;s predictive value in other contexts.</p>
      <p>Sen et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> assessed the predictive value of the CHADS<sub>2</sub> and CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc scores in patients with chronic coronary artery disease in a subanalysis of the COMPASS clinical trial. The study included 18,278 patients, and its primary endpoint was the occurrence of major adverse cardiovascular events. For both scores, the primary endpoint occurred more frequently than a score increase. In addition, all-cause mortality, cardiovascular mortality, infarction, and strokes differed significantly for both scores.</p>
      <p>Similarly, Burgos et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> retrospectively compared the performance of the CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc, HATCH (Hypertension, Age, Transient ischemic attack or stroke, Chronic obstructive pulmonary disease, and Heart failure), and POAF (PostOperative Atrial Fibrillation) scores for predicting atrial fibrillation after cardiovascular surgery. The study included 3,113 patients who underwent coronary artery bypass graft surgery (45%), valve surgery (24%), combined surgery (15%), and other procedures (16%). All scores showed a good ability to predict postoperative atrial fibrillation; the CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc score had the best discriminative power.</p>
      <p>In the same context, Tasbulak et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> performed a retrospective case-control study of 280 patients to assess the predictive value of the CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc score for detecting coronary artery bypass graft occlusion. Graft failure was identified in cases of 70% or more graft stenosis and occlusion observed on coronary angiography. The general patient characteristics differed significantly for those with systemic arterial hypertension (p=0.004), diabetes mellitus (p=0.0001), creatinine levels (p=0.0001), and CHADS<sub>2</sub> and CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc scores (p=0.0001). A logistic regression analysis identified that the CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc score was an independent factor for graft failure (odds ratio, 2.28; 95% CI, 1.02&#8211;5.09).</p>
      <p>The emergence of the coronavirus disease 2019 global pandemic and its consequences for the national health system have created many challenges in the past 2 years. However, knowledge of this disease has also increased. Montazeri et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> retrospectively assessed using the CHADS<sub>2</sub> and CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc scores for predicting outcomes in patients with coronavirus disease 2019.</p>
      <p>The study included 1,406 patients with a mean age of 59.47 &#177; 16.48 years, 60.46% male. The primary outcome was 3-month all-cause mortality. The data analysis revealed that the scores could predict mortality, acute respiratory syndrome, acute renal dysfunction, and the need for mechanical ventilation.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
      <p>In conclusion, the broad predictive value of the CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>-VASc score is evident, and a direct association with certain outcomes and patient prognosis is observable in different contexts.</p>
    </body>
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