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        <corresp id="c01">Correspond&#234;ncia: Jos&#233; Maria Peixoto &#8226; Rua L&#237;bano, 66. CEP 31710-030, Bairro Itapo&#227;, Belo Horizonte, MG &#8211; Brasil E-mail: <email>jmpeixoto.prof@gmail.com</email> </corresp>
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          <license-p>This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.</license-p>
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        <kwd>Educa&#231;&#227;o M&#233;dica</kwd>
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    <p>A evolu&#231;&#227;o cient&#237;fica observada na &#225;rea da cardiologia &#233; incontest&#225;vel. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> &#201; preciso lembrar, no entanto, que a for&#231;a propulsora desse desenvolvimento repousa nas <italic>ci&#234;ncias da educa&#231;&#227;o</italic> que, ao mobilizar os indiv&#237;duos para o conhecimento, transforma o mundo. Apesar do debate existente sobre a <italic>quais</italic> saberes se relacionam as <italic>ci&#234;ncias da educa&#231;&#227;o</italic> , segundo Kant, <sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> &#233; por meio delas que os indiv&#237;duos alcan&#231;am a autonomia e conquistam a liberdade para a vida em sociedade.</p>
    <p>A ci&#234;ncia tradicional produz conhecimentos a partir da experimenta&#231;&#227;o e observa&#231;&#227;o, adotando m&#233;todos racionais que garantem a validade de seus resultados. Mas, esses pressupostos favorecem uma separa&#231;&#227;o entre o <italic>sujeito e o objeto</italic> de estudo, criando uma cultura t&#233;cnico-cient&#237;fica que muitas vezes n&#227;o inclui o pensamento filos&#243;fico, condutor do desejo de saber dos indiv&#237;duos. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>H&#225; tempos a ci&#234;ncia deixou de ser um m&#233;todo desconectado das quest&#245;es sociais, passando a servir &#224;s necessidades da coletividade. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> A pandemia da COVID-19, iniciada no Brasil em 2020, <sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> exemplifica este fato e contribuir&#225; para acelerar esse processo. Ao impor desafios &#224; pesquisa cient&#237;fica, que necessitou fornecer respostas r&#225;pidas para conter o avan&#231;o da doen&#231;a, a pandemia aproximou a realidade do mundo acad&#234;mico &#224; sociedade. Augusti <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> defende ser necess&#225;rio pensar uma ci&#234;ncia comprometida com a pr&#225;tica social, que incentive a produ&#231;&#227;o de ensino e aprendizagens coletivas. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
    <p>Neste ponto, &#233; relevante a contribui&#231;&#227;o das <italic>ci&#234;ncias da educa&#231;&#227;o</italic> como interlocutora entre as concep&#231;&#245;es do saber cient&#237;fico e a filosofia, esta &#250;ltima contribuindo para a defini&#231;&#227;o dos fins. Destacam-se, assim, as diferentes fun&#231;&#245;es do processo educacional, que deve se dedicar &#224; profissionaliza&#231;&#227;o do indiv&#237;duo sem deixar de acolher suas necessidades de crescimento como <italic>pessoa</italic> , nas dimens&#245;es afetiva, cultural, &#233;tica e pol&#237;tica. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
    <p>Como pode ser visto, apesar do conhecimento t&#233;cnico-cient&#237;fico ser relevante para a forma&#231;&#227;o profissional, &#233; insuficiente para atender &#224;s demandas do mundo contempor&#226;neo. A Constitui&#231;&#227;o de 1988, ao garantir a sa&#250;de como um direito universal, coloca o Sistema &#218;nico de Sa&#250;de como norteador do modelo assistencial brasileiro, que pressup&#245;e uma mudan&#231;a do foco predominantemente biom&#233;dico da aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de para um modelo que incorpora a perspectiva biopsicossocial, a interdisciplinaridade e a corresponsabiliza&#231;&#227;o. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> Ainda h&#225; desafios para a incorpora&#231;&#227;o dessas compet&#234;ncias profissionais, que necessita discutir o ensino em sa&#250;de e a forma&#231;&#227;o docente em todas as esferas da educa&#231;&#227;o m&#233;dica. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup></p>
    <p>Em geral, boa parte da discuss&#227;o sobre forma&#231;&#227;o m&#233;dica trata do per&#237;odo de gradua&#231;&#227;o, com pouco debate referente &#224; p&#243;s-gradua&#231;&#227;o, em geral desenvolvida em institui&#231;&#245;es hospitalares e sociedades de especialidades m&#233;dicas. Considerando-se a import&#226;ncia da &#8220;aprendizagem ao longo da vida&#8221;, &#233; necess&#225;rio que o tema da educa&#231;&#227;o m&#233;dica seja inserido nessas organiza&#231;&#245;es, com o objetivo de fomentar a pesquisa e a profissionaliza&#231;&#227;o docente. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
    <p>Assim como a atividade profissional m&#233;dica deve incorporar as melhores evid&#234;ncias cient&#237;ficas para a tomada de decis&#245;es, as estrat&#233;gias instrucionais desenvolvidas pelas institui&#231;&#245;es respons&#225;veis pela forma&#231;&#227;o m&#233;dica tamb&#233;m deveriam ser orientadas por estudos cient&#237;ficos. As sociedades de cardiologia do mundo inteiro t&#234;m definido crit&#233;rios para a certifica&#231;&#227;o de especialidades e &#225;reas de atua&#231;&#227;o; no entanto, parte dessas determina&#231;&#245;es s&#227;o definidas por consenso de especialistas e n&#227;o por meio de pesquisa educacional. Nota-se a necessidade de se estender a discuss&#227;o sobre educa&#231;&#227;o m&#233;dica &#224; toda a comunidade envolvida em programas de forma&#231;&#227;o m&#233;dica. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
    <p>A educa&#231;&#227;o m&#233;dica &#233; um campo de investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica reconhecida internacionalmente, com ampla comunidade acad&#234;mica dedicada ao assunto, bem como revistas especializadas revisadas por pares. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> H&#225; ainda alguma confus&#227;o em rela&#231;&#227;o aos termos Educa&#231;&#227;o M&#233;dica e Educa&#231;&#227;o Continuada. Educa&#231;&#227;o M&#233;dica &#233; a &#225;rea do conhecimento dedicada ao desenvolvimento de estudos relacionados ao processo ensino-aprendizagem, enquanto Educa&#231;&#227;o Continuada se dedica &#224; aquisi&#231;&#227;o e atualiza&#231;&#227;o de conhecimentos. <sup>12</sup> As Sociedades M&#233;dicas, em geral, dedicam-se mais &#224;s atividades de Educa&#231;&#227;o Continuada, como as desenvolvidas em congressos, semin&#225;rios, cursos etc.</p>
    <p>Apesar da relev&#226;ncia, observa-se que as publica&#231;&#245;es relacionadas ao ensino raramente s&#227;o contempladas pelas revistas especializadas em medicina, e sim publicadas em revistas de educa&#231;&#227;o em sa&#250;de. Assim, grande parte dessas publica&#231;&#245;es concentram-se na gradua&#231;&#227;o m&#233;dica, apesar da forma&#231;&#227;o profissional estender-se para toda a vida.</p>
    <p>Alfred et al. <sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> quantificaram o n&#250;mero de estudos publicados relacionados ao ensino em cardiologia e o n&#250;mero de cardiologistas dedicados &#224; pesquisa em ensino e estimaram o n&#237;vel de prioridade que as publica&#231;&#245;es em educa&#231;&#227;o m&#233;dica possu&#237;am em peri&#243;dicos de cardiologia. Os resultados foram desapontadores, nas 26 revistas inclu&#237;das no estudo, dentre 6645 artigos analisados, apenas quatro eram sobre educa&#231;&#227;o m&#233;dica. Em 10 revistas de medicina geral e 15 de educa&#231;&#227;o m&#233;dica inclu&#237;das, dentre 6810 artigos analisados, apenas sete tratavam do ensino em cardiologia e todos haviam sido publicados em revistas de educa&#231;&#227;o m&#233;dica. Importante salientar que dentre esses sete artigos, nenhum dos autores eram cardiologistas e nenhum abordava o ensino na especializa&#231;&#227;o em cardiologia. Em rela&#231;&#227;o ao percentual de cardiologistas dedicados &#224; pesquisa em ensino m&#233;dico, entre 5584 pesquisadores apenas 2,3% (n=128) eram cardiologistas. Por &#250;ltimo, ao avaliarem as defini&#231;&#245;es das miss&#245;es das revistas de cardiologia, dentre 1036 palavras utilizadas para esse fim, o termo &#8220;educacional&#8221; foi encontrado apenas na <italic>European Heart Journal.</italic></p>
    <p>Os dados deste estudo chamam a aten&#231;&#227;o para o pouco interesse que as revistas de cardiologia t&#234;m dispensado &#224; educa&#231;&#227;o m&#233;dica. Entretanto, tanto as Sociedades de Cardiologia, quanto as institui&#231;&#245;es de treinamento em cardiologia, promovem atividades de ensino e, portanto, h&#225; muitos cardiologistas envolvidos com atividades educacionais. Provavelmente, n&#227;o tem havido est&#237;mulos para o desenvolvimento e publica&#231;&#245;es de estudos relacionado ao ensino m&#233;dico. De fato, &#233; dif&#237;cil publicar estudos sobre este tema em peri&#243;dicos m&#233;dicos, pela baixa prioridade dada a esses assuntos.</p>
    <p>A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) &#233; uma entidade cient&#237;fica envolvida na produ&#231;&#227;o de conhecimento m&#233;dico no Brasil. Ao longo dos anos, vem se destacando pela qualidade de suas produ&#231;&#245;es e inova&#231;&#245;es assumidas. Seu grupo de colaboradores &#233; constitu&#237;do por especialistas e pesquisadores com grande expertise, que em geral, desenvolvem al&#233;m das atividades assistenciais, a&#231;&#245;es relacionadas &#224; forma&#231;&#227;o m&#233;dica, tanto na gradua&#231;&#227;o quanto na p&#243;s-gradua&#231;&#227;o. Vale ressaltar as relevantes atividades educacionais existentes na SBC, como: a Universidade do Cora&#231;&#227;o, o Curso Auxiliar Preparat&#243;rio para o T&#237;tulo de Especialista em Cardiologia e os relevantes trabalhos da Comiss&#227;o Julgadora do T&#237;tulo de Especialista em Cardiologia.</p>
    <p>Embora possa parecer que o tema da &#8220;Educa&#231;&#227;o M&#233;dica&#8221; seja novo, provavelmente muitos j&#225; praticam atividades exitosas de ensino em seus ambientes de trabalho, que n&#227;o s&#227;o compartilhadas com a comunidade acad&#234;mica. Portanto, a cria&#231;&#227;o de um Suplemento dedicado ao Ensino M&#233;dico em Cardiologia &#233; uma oportunidade para que professores e pesquisadores possam compartilhar os resultados de seus trabalhos e assim, fomentar uma nova &#225;rea de conhecimento e atividade profissional para o cardiologista, a Educa&#231;&#227;o M&#233;dica.</p>
    <p>Mais uma vez, demonstrando sua voca&#231;&#227;o para a&#231;&#245;es inovadoras e contempor&#226;neas, a SBC, por meio de sua Diretoria Cient&#237;fica e do corpo editorial dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, representado pelo seu Editor-Chefe, o Prof. Dr. Carlos Eduardo Rochitte, d&#225; mais um passo &#224; frente, e demonstra forte apoio &#224; pesquisa sobre o ensino em cardiologia, materializado nesse suplemento. O espa&#231;o para publica&#231;&#245;es de estudos de alta qualidade sobre o ensino em cardiologia est&#225; garantido na ABC Cardiol.</p>
    <p>A educa&#231;&#227;o m&#233;dica possui uma diversidade de temas que podem ser contemplados nos peri&#243;dicos da SBC como: o ensino do racioc&#237;nio cl&#237;nico, a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente, desenvolvimento do curr&#237;culo, integra&#231;&#227;o ensino-pesquisa, integra&#231;&#227;o ensino-comunidade, desenvolvimento docente, teorias da aprendizagem, avalia&#231;&#227;o do processo ensino-aprendizagem, dentre outros.</p>
    <p>Pesquisadores envolvidos com o tema da Educa&#231;&#227;o M&#233;dica em Cardiologia poder&#227;o ent&#227;o compartilhar os resultados de seus trabalhos. Dessa forma, espera-se estimular o desenvolvimento da pesquisa nessa &#225;rea, fomentar a forma&#231;&#227;o de grupos de estudos em Educa&#231;&#227;o M&#233;dica na SBC e contribuir para a profissionaliza&#231;&#227;o da doc&#234;ncia/preceptoria em cardiologia no Brasil.</p>
    <p>Investir em educa&#231;&#227;o e forma&#231;&#227;o docente &#233; um &#243;timo caminho para se formar um profissional de qualidade, com capacidade para compreender e atender as demandas sociais, objetivando sempre a melhoria da qualidade de vidas das pessoas.</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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        <corresp id="c01001">Mailing Address: Jos&#233; Maria Peixoto &#8226; Rua L&#237;bano, 66. Postal Code 31710-030, Bairro Itapo&#227;, Belo Horizonte, MG &#8211; Brazil E-mail: jmpeixoto.prof@gmail.com</corresp>
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      <p>Scientific progress in Cardiology is unquestionable.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> We must have in mind, however, that the propelling of this development lies on <italic>education sciences</italic> , which transform the world by mobilizing people to knowledge. Despite the debate on what types of knowledge are related to them, according to Kant,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> education sciences enable individuals to reach autonomy and freedom to live in society.</p>
      <p>Traditional science produces knowledge from experiment and observation, using rational methods that guarantee the validity of the results. Nevertheless, these assumptions favor the separation between the <italic>subject</italic> and the <italic>object</italic> of study, resulting in a technical-scientific culture that often ignores philosophical thinking, which drives individual&#8217;s desire for knowledge.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>Science for a long time has no longer been a method detached from social issues, but rather, has served the needs of the community.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> The COVID-19 pandemic, started in Brazil in 2020,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> exemplifies this and will contribute to accelerate this process. The pandemic posed challenges to scientific research, which was required to provide fast responses to halt the advance of the disease, bringing the academic world closer to society. Augusti<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> supports that it is necessary to think about a science committed to social practices, that encourages the production of collective teaching and learnings.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
      <p>At this point it is important the contribution of education sciences as an interlocutor between scientific knowledge and philosophy, the latter contributing to determine the purposes. Therefore, the different functions of the educational process are highlighted, which should be dedicated to individual&#8217;s professionalization without neglecting individual&#8217;s growth as a <italic>person</italic> , in terms of affective, cultural, ethical and political dimensions.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
      <p>Thus, despite the importance of technical-scientifical knowledge in professional formation, it is not sufficient to meet the demands of the contemporary world. The 1988 Constitution establishes health as a universal right, and the Brazilian Unified Health System (Sistema &#218;nico de Sa&#250;de, <italic>SUS</italic> ) as the centerpiece of the health care model in the country. The SUS assumes a change from a predominantly biomedical perspective of health care to a model that incorporates a biopsychosocial perspective, interdisciplinarity, and shared responsibility.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> There are still challenges in incorporating these professional competencies, requiring a debate on education in health and the formation of teachers in all spheres of medical education.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup></p>
      <p>In general, a good part of the discussion about medical training concerns to the undergraduate period, with little debate about postgraduate study, usually carried out in hospitals and medical specialty societies. Considering the importance of &#8220;lifelong learning&#8221;, medical education is a topic that should be addressed in these institutions, to foster research and teacher professionalization.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
      <p>Just as medical professional activity should incorporate the best scientific evidence for decision making, instructional strategies developed by institutions responsible for medical training should also be guided by scientific studies. Cardiology societies in the whole world have established criteria for certification of specialties and work areas; however, part of them have been determined by specialist consensus and not by research in education. There is hence the need to widen the discussion on medical education to all the community involved in medical training programs.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
      <p>Medical education is an internationally renowned field of scientific investigation involving a large academic community and specialized peer-review journals.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> Confusion still exists regarding the terms &#8220;Medical Education&#8221; and &#8220;Continuing Education&#8221;. Medical education is a field of knowledge dedicated to developing studies on the teaching-learning process, while continuing education focuses on knowledge acquisition and update.<sup>12</sup>Medical societies are generally more involved in continuing education activities, as those developed in congresses, seminars, courses etc.</p>
      <p>Despite their importance, publications on education have been rarely covered my specialized medical journals, but rather published in health education journals. Therefore, many of these publications have been concentrated in the undergraduate program, although professional formation extends for life.</p>
      <p>Allred et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> quantified the number of publications on education in cardiology and the number of cardiologists participating in education research and estimated the priority level of medical education studies in cardiology journals. The results were disappointing &#8211; of 26 cardiology journals included and 6645 articles screened, only four were on education. Ten general medical journals and 15 medical education journals were included, and of 6810 articles screened, only seven addressed cardiology-specific education and all have been published in medical education journals. It is of note that none of the authors of these seven articles were trained cardiologists. Regarding the percentage of cardiologists dedicated to medical education research, only 2.3% (n=128) out of 5584 researchers were cardiologists. Finally, the authors also assessed the cardiology journal mission statements and found that, of 1036 total words included, the term &#8220;educational&#8221; appeared only once, in the European Heart Journal.</p>
      <p>Data of the present study highlight the little attention paid to medical education by cardiology journals. However, both cardiology societies and institutions for cardiology training have promoted teaching activities, and thus many cardiologists are involved in educational activities. Probably there has been no incentive to the development and publication of studies on medical education. In fact, it is difficult to publish studies about this topic in medical journals, due to the low priority given to these subjects.</p>
      <p>The Brazilian Cardiology Society (SBC) is a scientific entity involved in medical knowledge production in Brazil. SBC has been renowned for its high-quality productions and innovations over the years. Its group of collaborators is composed of highly experienced specialists and researchers, who, in general, develop teaching activities at undergraduate and postgraduate levels, in addition to healthcare work. It is worth pointing out the important educational activities carried out by SBC, such as the <italic>Universidade do Cora&#231;&#227;o</italic> (the Heart University), the preparatory course for certification in cardiology, and the relevant works conducted by the Judging Committee for the Cardiologist Title.</p>
      <p>Although &#8220;Medical Education&#8221; appears to be a new topic, probably successful educational activities have already been performed by many in their work settings and not shared with the academic community. Therefore, the development of a supplement focusing medical education in cardiology would be an opportunity for teachers and researchers to share their findings and thereby foster the growth of a new area of professional activity and knowledge for cardiologists, the Medical Education.</p>
      <p>Once again, corroborating its mission for innovative and contemporary actions, the SBC, specifically by members of the scientific board and the editorial board of the Arquivos Brasileiros de Cardiologia, led by the Editor-in-Chief Dr. Carlos Eduardo Rochitte, takes a step forward in offering strong support to research about education in cardiology, which is embodied in this Supplement. The space for high-quality publications on education in cardiology is guaranteed in the ABC Cardiol.</p>
      <p>Medical education encompasses a variety of themes that may be within the SBC journals&#8217; scopes, like teaching of clinical reasoning, the physician-patient relationship, curriculum development, teaching-research integration, teaching-community integration, teacher development, learning theories, assessment of the teaching-learning process, among others. Researchers involved in medical education in cardiology will be able to share the results of their works. By doing so, it is expected to encourage studies on this subject and the formation of study groups in medical education in the SBC, and to contribute for professionalization of teaching and preceptorship in cardiology in Brazil.</p>
      <p>To invest in education and teacher training is an excellent way to form highly qualified professionals, capable to understand and meet social needs, seeking to improve people&#8217;s quality of life.</p>
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