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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Revis&#245;es Sistem&#225;ticas e Metan&#225;lises: Far&#243;is na Tempestade de Informa&#231;&#227;o da COVID-19</article-title>
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        <corresp id="c1"><bold>Correspond&#234;ncia: Henrique Turin Moreira</bold> &#8226; Universidade de S&#227;o Paulo Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto &#8211; Cardiologia &#8211; Hospital das Cl&#237;nicas de Ribeir&#227;o Preto &#8211; Avenida Bandeirantes, 3900. CEP <postal-code>14040-900</postal-code>, Ribeir&#227;o Preto, SP &#8211; Brasil, E-mail: <email>htmoreira@hcrp.usp.br</email>, <email>hturin@fmrp.usp.br</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>COVID-19</kwd>
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    <p>Com o reconhecimento da pandemia de COVID-19 como uma emerg&#234;ncia de sa&#250;de p&#250;blica, a comunidade cient&#237;fica internacional mobilizou-se na busca pelo conhecimento sobre a infec&#231;&#227;o pelo novo coronav&#237;rus denominado SARS-CoV-2. A necessidade de acelerar as pesquisas voltadas &#224; redu&#231;&#227;o da mortalidade e conten&#231;&#227;o do escalonamento da crise foi logo proclamada pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Como resultado, observamos hoje uma extraordin&#225;ria quantidade de dados sobre COVID-19, obtidos em um tempo muit&#237;ssimo curto. Uma busca pela base de dados Pubmed prontamente nos revela mais de 164.000 artigos cient&#237;ficos j&#225; publicados sobre a doen&#231;a em menos de dois anos e meio, fen&#244;meno sem precedentes na literatura m&#233;dica. Colocando-se em perspectiva, essa profus&#227;o de publica&#231;&#245;es mostra-se numericamente maior do que aquelas identificadas pelo termo <italic>myocardial infarction</italic> nas &#250;ltimas quatro d&#233;cadas.</p>
    <p>Embora esse formid&#225;vel avan&#231;o cient&#237;fico tenha sido fundamental para o enfrentamento da pandemia, por outro lado, resultou em uma tempestade de informa&#231;&#245;es com efeitos adversos bastante significativos. Profissionais da sa&#250;de enfrentaram dificuldades em buscar, interpretar e sobretudo sintetizar esse vertiginoso volume de evid&#234;ncias. Resultados conflitantes, muito comuns nos caminhos sinuosos da ci&#234;ncia, tornaram-se fontes frequentes de confus&#227;o e desentendimento.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Em cen&#225;rios turbulentos como esses, revis&#245;es sistem&#225;ticas e metan&#225;lises podem atuar como um farol, norteando rotas mais seguras a serem percorridas. Oferecem avalia&#231;&#227;o organizada e integrada de m&#250;ltiplas fontes de dados, permitindo assim estimativas mais robustas e respostas mais confi&#225;veis para os dilemas da pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>
    <p>Nesse sentido, Barberato et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> apresentam nesta edi&#231;&#227;o dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia uma revis&#227;o sistem&#225;tica e metan&#225;lise sobre achados ecocardiogr&#225;ficos anormais em pacientes internados com COVID-19.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> A partir de 6.427 publica&#231;&#245;es inicialmente levantadas (j&#225; excluindo as duplicadas), os autores identificaram 38 artigos originais que preenchiam os crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o, todos publicados at&#233; junho de 2021. Como destaque, a disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo (VE) foi encontrada em um quarto dos casos pela ecocardiografia convencional, sendo identificada em at&#233; um ter&#231;o dos pacientes pelo m&#233;todo de <italic>speckle tracking.</italic> J&#225; a disfun&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito (VD) mostrou-se menos prevalente, presente em 17% dos indiv&#237;duos, enquanto hipertens&#227;o pulmonar e derrame peric&#225;rdico foram descritos em 23% e 17% dos casos respectivamente.</p>
    <p>O acometimento card&#237;aco em pacientes com COVID-19 tem sido motivo de grande preocupa&#231;&#227;o desde o in&#237;cio da pandemia.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> Evid&#234;ncias recentes mostram que a inj&#250;ria mioc&#225;rdica pela a&#231;&#227;o direta do v&#237;rus tem menor relev&#226;ncia do que as les&#245;es indiretas pela inflama&#231;&#227;o sist&#234;mica e hipercoagulobilidade nesses pacientes.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> A despeito da melhor compreens&#227;o desses mecanismos patog&#234;nicos, a preval&#234;ncia do envolvimento mioc&#225;rdico na COVID-19 permanece em debate. Por um lado, o diagn&#243;stico de inj&#250;ria mioc&#225;rdica baseado exclusivamente na eleva&#231;&#227;o de biomarcadores s&#233;ricos, como a troponina, pode superestimar o n&#250;mero de casos.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> M&#233;todos complementares como a resson&#226;ncia magn&#233;tica card&#237;aca e a bi&#243;psia endomioc&#225;rdicas, por outro lado, nem sempre est&#227;o dispon&#237;veis para confirmar o dano card&#237;aco.</p>
    <p>Embora a revis&#227;o sistem&#225;tica e metan&#225;lise de Barberato et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> certamente contribua para a caracteriza&#231;&#227;o fenot&#237;pica das anormalidades card&#237;acas dos pacientes internados com COVID-19, os resultados apresentados levantam quest&#245;es adicionais. O envolvimento card&#237;aco encontrado corresponderia a altera&#231;&#245;es pr&#233;-existentes ou seria decorrente da infec&#231;&#227;o pelo SARS-CoV-2? Para responder a essa pergunta, os autores reportam uma associa&#231;&#227;o direta entre as anormalidades ecocardiogr&#225;ficas pr&#233;vias e maiores propor&#231;&#245;es de disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do VE. Contudo, &#233; importante ressaltar que apenas 8 dos 38 estudos (somente 9% de todos os pacientes agrupados) reportaram resultados de ecocardiogramas anteriores.</p>
    <p>Adicionalmente, os resultados demonstrados s&#227;o bastante relevantes tamb&#233;m por outros aspectos. A heterogeneidade entre os estudos foi excessivamente elevada, aparentemente n&#227;o explicada pela preval&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares pr&#233;-existentes ou pela propor&#231;&#227;o de pacientes em ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica. Outros fatores poderiam explicar essa alarmante heterogeneidade, com destaque para pequenas amostras populacionais, diferen&#231;as entre os protocolos ecocardiogr&#225;ficos utilizados e singularidades demogr&#225;ficas e cl&#237;nicas entre as popula&#231;&#245;es de cada estudo.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup> Al&#233;m disso, a an&#225;lise gr&#225;fica sugere fortemente a presen&#231;a de vi&#233;s de publica&#231;&#227;o de estudos documentando a disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do VD, com uma tend&#234;ncia de as investiga&#231;&#245;es de menor tamanho amostral relatarem uma maior propor&#231;&#227;o desse achado.</p>
    <p>Finalmente, hoje nos deparamos com um cen&#225;rio significativamente diferente daquele avaliado pelos estudos at&#233; meados do ano passado. Expans&#227;o da cobertura vacinal, aparecimentos de variantes virais, reconhecimento de sintomas prolongados e do risco cardiovascular aumentado ap&#243;s o quadro agudo de COVID-19.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>&#8211;<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup> Novas indaga&#231;&#245;es emergem nesse contexto, especialmente sobre a preval&#234;ncia de inj&#250;ria card&#237;aca em quadros mais brandos, al&#233;m do papel do envolvimento card&#237;aco nos casos de COVID-19 com sintomas prolongados e do valor progn&#243;stico das les&#245;es mioc&#225;rdicas associadas &#224; infec&#231;&#227;o.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup></p>
    <p>Nesses tempos de tormenta de informa&#231;&#245;es, o estudo de Barberato et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> cumpre sua fun&#231;&#227;o de nos guiar em dire&#231;&#227;o a conclus&#245;es mais confi&#225;veis. Ademais, real&#231;a os contratempos e as armadilhas desse caminho apressado que a ci&#234;ncia percorre atualmente. Adiante, temos agora o desafio de compreender o fen&#243;tipo do envolvimento card&#237;aco em um novo cen&#225;rio cl&#237;nico e epidemiol&#243;gico que j&#225; se anuncia.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: Achados Ecocardiogr&#225;ficos Anormais em Pacientes Internados com COVID-19: Uma Revis&#227;o Sistem&#225;tica e Metan&#225;lise</p>
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          <article-title>Myocardial Scar in COVID-19: Innocent Marker versus Harbinger of Clinical Disease</article-title>
          <source>Radiology</source>
          <year>2021</year>
          <volume>301</volume>
          <issue>3</issue>
          <fpage>E434</fpage>
          <lpage>E435</lpage>
          <pub-id pub-id-type="doi">10.1148/radiol.2021211710</pub-id>
        </element-citation>
        <mixed-citation>14 Lima JAC, Bluemke DA. Myocardial Scar in COVID-19: Innocent Marker versus Harbinger of Clinical Disease. Radiology. 2021;301(3):E434-E5. doi: 10.1148/radiol.2021211710.</mixed-citation>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>Systematic Reviews and Meta-Analyses: Lighthouses in the Data Storm from the COVID-19 Pandemic</article-title>
      </title-group>
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          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4543-4684</contrib-id>
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            <surname>Moreira</surname>
            <given-names>Henrique Turin</given-names>
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          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-1090-8165</contrib-id>
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            <surname>Schmidt</surname>
            <given-names>Andr&#233;</given-names>
          </name>
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            <sup>1</sup>
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          <label>1</label>
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            <named-content content-type="city">Ribeir&#227;o Preto</named-content>
            <named-content content-type="state">SP</named-content>
          </addr-line>
          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto, Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP &#8211; Brazil</institution>
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        <corresp id="c2"><bold>Mailing Address: Henrique Turin Moreira</bold> &#8226; Universidade de S&#227;o Paulo Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto &#8211; Cardiologia &#8211; Hospital das Cl&#237;nicas de Ribeir&#227;o Preto &#8211; Avenida Bandeirantes, 3900. Postal Code <postal-code>14040-900</postal-code>, Ribeir&#227;o Preto, SP &#8211; Brasil, E-mail: <email>htmoreira@hcrp.usp.br</email>, <email>hturin@fmrp.usp.br</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>COVID-19</kwd>
        <kwd>Pandemics</kwd>
        <kwd>Coronavirus</kwd>
        <kwd>Severe Acute Respiratory Syndrome</kwd>
        <kwd>Systematic Reviews</kwd>
        <kwd>Meta-Analysis</kwd>
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    <body>
      <p>Since recognizing the COVID-19 pandemic as a public health emergency, the global scientific community has driven efforts to understand the infection by the new coronavirus SARS-CoV-2. The World Health Organization soon proclaimed the need to fast-track research to reduce mortality and avoid crisis escalation.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> As a result, we now observe an extraordinary amount of data on COVID-19 obtained in a short time. Indeed, a search in the Pubmed database promptly reveals more than 164,000 papers on the disease in less than two and a half years, an unprecedented phenomenon in the medical literature. Putting this into perspective, this profusion of publications is numerically greater than papers identified by the term &#8220;myocardial infarction&#8221; in the last four decades.</p>
      <p>Although this outstanding scientific advance has been crucial to fighting the pandemic, at the same time, it went along with a data storm with marked adverse effects. Health professionals had challenges searching, interpreting, and summarizing this dizzying volume of evidence. Conflicting results, typical of the twisted paths of science, were frequent causes of confusion and disagreement.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> In this setting, systematic reviews and meta-analyses can serve as lighthouses, guiding us to safer routes. They offer organized and integrated assessment of multiple data sources, thus allowing more robust estimates and reliable answers to clinical practice dilemmas.</p>
      <p>For this purpose, Barberato et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> present in this edition of <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> a systematic review and meta-analysis on abnormal echocardiographic findings in hospitalized patients with COVID-19.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> From 6,427 publications initially selected (already excluding duplicates), the authors identified 38 original articles that met the selection criteria, all published until June 2021. Noteworthy, left ventricular (LV) systolic dysfunction was found in a quarter of cases by conventional echocardiography and in up to a third of patients by the speckle tracking method. On the other hand, right ventricular (RV) dysfunction was less prevalent, present in 17% of individuals, while pulmonary hypertension and pericardial effusion were described in 23% and 17% of cases, respectively.</p>
      <p>Cardiac involvement in patients with COVID-19 has been a concern since the pandemic&#8217;s beginning.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> Recent evidence shows that direct myocardial injury by the virus is less relevant than indirect lesions from systemic inflammation and hypercoagulability in these patients.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> Despite understanding these pathogenic mechanisms, the prevalence of myocardial involvement in COVID-19 remains debatable. Diagnosis of myocardial injury based exclusively on the elevation of serum biomarkers, such as troponin, may overestimate the number of cases.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> On the other hand, complementary methods such as cardiac magnetic resonance and endomyocardial biopsy are not always available to confirm cardiac damage.</p>
      <p>Although the systematic review and meta-analysis by Barberato et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> certainly contribute to phenotyping the cardiac abnormalities in hospitalized patients with COVID-19, the findings raise other questions. For instance, would the cardiac damage correspond to pre-existing abnormalities or be a consequence of the SARS-CoV-2 infection? To answer this question, the authors reported a direct association between previous echocardiographic abnormalities and higher proportions of LV systolic dysfunction. However, it is essential to note that only 8 of the 38 studies (9% of all polled patients) described prior echocardiograms.</p>
      <p>In addition, the meta-analysis&#8217; findings underline other extremely relevant aspects. The heterogeneity of the studies was quite high, apparently not explained by the prevalence of pre-existing cardiovascular diseases or the proportion of patients on mechanical ventilation. This warning lack of homogeneity could be explained by other factors, emphasizing small sample sizes, differences between the echocardiographic protocols, and demographic and clinical singularities among the study populations.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup> Furthermore, the graphical analysis strongly suggests the presence of publication bias in studies documenting RV systolic dysfunction, with a tendency for smaller sample size investigations to report a more significant proportion of this finding.</p>
      <p>Finally, today we are faced with a quite different scenario from the one evaluated by the studies until the middle of last year: expansion of vaccine coverage, the appearance of viral variants, recognition of COVID-19 prolonged symptoms, and increased cardiovascular risk after the acute infection.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>&#8211;<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref></sup> Therefore, new questions emerged, especially regarding the prevalence of heart injury in milder conditions, the cardiac involvement&#8217;s role in long-term COVID-19, and the predictive value of the myocardial damage related to the infection.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup></p>
      <p>During the data storm from the COVID-19 pandemic, the study by Barberato et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> fulfills its aim of guiding us towards more reliable conclusions. Furthermore, and equally relevant, it highlights the shortcomings and pitfalls of a rushing science. Further ahead, we now have the challenge of phenotyping the cardiac involvement in a new and already announced clinical and epidemiological scenario.</p>
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          <p>Short Editorial related to the article: Abnormal Echocardiographic Findings in Hospitalized Patients with COVID-19: A Systematic Review and Meta-analysis</p>
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