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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20220288</article-id>
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          <subject>Minieditorial</subject>
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        <article-title>Alcance de Metas de LDL-colesterol: Por que Falhamos e Como Podemos Melhorar?</article-title>
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        <corresp id="c1"><bold>Correspond&#234;ncia: Fernando Cesena</bold> &#8226; Cenocor. Rua Dr Ramos de Azevedo, 159, sala 1510. CEP <postal-code>07012-020</postal-code>. Guarulhos, SP &#8211; Brasil. E-mail: <email>cesenaf@gmail.com</email></corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Doen&#231;as Cardiovasculares/preven&#231;&#227;o e controle</kwd>
        <kwd>Infarto do Mioc&#225;rdio</kwd>
        <kwd>Hipercolesterolemia</kwd>
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        <kwd>Fatores de Risco</kwd>
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    <p>A doen&#231;a ateroscler&#243;tica cardiovascular (DACV) continua sendo a primeira causa de morte no mundo e no Brasil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Indiv&#237;duos com DACV pr&#233;via est&#227;o em maior risco de eventos subsequentes, e as diretrizes recomendam uma redu&#231;&#227;o agressiva dos n&#237;veis de colesterol da lipoprote&#237;na de baixa densidade (LDL-c) para evitar desfechos ruins.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>No entanto, v&#225;rios relatos de todo o mundo indicam uma lacuna entre as recomenda&#231;&#245;es das diretrizes e a pr&#225;tica cl&#237;nica, e grande parte da popula&#231;&#227;o, principalmente na preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, vive com n&#237;veis de LDL-c acima dos considerados razo&#225;veis para prevenir eventos.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> De fato, a falta de ades&#227;o &#224;s terapias recomendadas pelas diretrizes foi independentemente associada a eventos cardiovasculares maiores em uma popula&#231;&#227;o brasileira ap&#243;s s&#237;ndrome coronariana aguda.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
    <p>Nesse contexto, Bernardi et al. relatam os n&#237;veis de LDL-c ap&#243;s infarto do mioc&#225;rdio na cidade de Curitiba-PR, Brasil. Os autores analisaram retrospectivamente pacientes admitidos por infarto do mioc&#225;rdio em hospitais p&#250;blicos entre 2008 e 2015. Entre 1.451 pacientes avaliados 33 meses em m&#233;dia ap&#243;s o evento, apenas 29% e 7% apresentaram n&#237;vel de LDL-c &lt;70 mg/dL e &lt;50 mg /dL, respectivamente, enquanto o LDL-c foi &#8805;100 mg/dL em 36% da amostra.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
    <p>Essas valiosas informa&#231;&#245;es lan&#231;am luz sobre um antigo debate: por que &#233; t&#227;o dif&#237;cil atingir as metas de LDL-c e como podemos melhorar? A resposta &#233; nada menos que complexa e deve envolver v&#225;rias partes.</p>
    <p>Os m&#233;dicos podem n&#227;o conhecer as diretrizes, podem n&#227;o concordar com elas ou podem temer n&#237;veis muito baixos de LDL-c. No entanto, a melhor evid&#234;ncia de ensaios cl&#237;nicos randomizados apoia n&#227;o apenas a efic&#225;cia, mas tamb&#233;m a seguran&#231;a da redu&#231;&#227;o agressiva do LDL-c em pacientes de alto risco.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> Alguns m&#233;dicos s&#227;o afetados pela in&#233;rcia cl&#237;nica. Outros podem achar que n&#227;o h&#225; diferen&#231;a substancial entre manter o LDL-c &lt;50, 70 ou 100 mg/dL. Vale lembrar que o impacto das estrat&#233;gias preventivas na redu&#231;&#227;o do risco absoluto aumenta com o tempo, diminuindo o n&#250;mero necess&#225;rio para tratar (NNT) para prevenir um evento na perspectiva de longo prazo da DACV.</p>
    <p>Por outro lado, os pacientes podem subestimar o risco e desconhecer as metas de LDL-c,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> podem superestimar a efic&#225;cia de estrat&#233;gias n&#227;o farmacol&#243;gicas e minimizar a necessidade de tratamento medicamentoso, podem n&#227;o poder pagar os medicamentos ou simplesmente n&#227;o aderir a eles por v&#225;rios motivos, incluindo o desenvolvimento de sintomas musculares ou o medo exagerado de efeitos adversos. No entanto, &#233; amplamente aceito que o efeito nocebo &#233; altamente prevalente e uma verdadeira intoler&#226;ncia &#224;s estatinas &#233; muito menos comum do que muitos podem pensar.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>Se o objetivo final &#233; implementar terapias baseadas em evid&#234;ncias com sucesso, a educa&#231;&#227;o m&#233;dica continuada e campanhas p&#250;blicas s&#227;o essenciais, mas n&#227;o suficientes. Medidas mais profundas, amplas e impactantes devem ser discutidas. Precisamos levar essa quest&#227;o mais a s&#233;rio.</p>
    <p>A&#231;&#245;es de valoriza&#231;&#227;o e resgate do m&#233;todo cient&#237;fico como motor central das decis&#245;es m&#233;dicas seriam bem-vindas, servindo de contraponto &#224;s pr&#225;ticas alternativas e &#224; pseudoci&#234;ncia que t&#234;m conquistado a simpatia de tantas pessoas, inclusive m&#233;dicos. As escolas m&#233;dicas e os profissionais de sa&#250;de t&#234;m papel fundamental nesse processo.</p>
    <p>&#201; imperativo identificar corretamente as barreiras &#224; implementa&#231;&#227;o das diretrizes, que podem variar de acordo com a regi&#227;o, ambiente (pr&#225;tica p&#250;blica versus privada, aten&#231;&#227;o prim&#225;ria versus especializada) ou condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas. Os fatores identificados devem ser alvos para programas de melhoria da qualidade. No Brasil, h&#225; bons exemplos a serem seguidos, como o programa Boas Pr&#225;ticas em Cardiologia adaptado do programa Get With The Guidelines da American Heart Association,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup> e interven&#231;&#245;es de melhoria da qualidade testadas em ensaios randomizados por cluster.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup></p>
    <p>No n&#237;vel institucional, estabelecer m&#233;tricas e metas de desempenho, auditorias independentes, programas de acredita&#231;&#227;o e modelos de pagamento baseados em valor s&#227;o propostas que podem ser debatidas para melhorar a qualidade da assist&#234;ncia m&#233;dica. Ao n&#237;vel do m&#233;dico, deve ser considerada a avalia&#231;&#227;o peri&#243;dica da compet&#234;ncia para exercer a Medicina.</p>
    <p>As tecnologias modernas precisam ser aproveitadas na busca pela melhoria da qualidade dos cuidados de sa&#250;de. &#201; cada vez mais f&#225;cil identificar pacientes em risco que n&#227;o atingem as metas de LDL-c ou n&#227;o t&#234;m os lip&#237;dios plasm&#225;ticos dosados. Alertas autom&#225;ticos por meio de telefones celulares ou e-mails incentivando esses indiv&#237;duos a procurar atendimento m&#233;dico podem encontrar um lugar nesse contexto. Al&#233;m disso, a telemedicina permite a integra&#231;&#227;o entre a aten&#231;&#227;o b&#225;sica e os centros especializados e pode ser &#250;til para o manejo de casos mais complexos.</p>
    <p>Por fim, todos os esfor&#231;os mencionados acima s&#227;o in&#250;teis se o acesso ao tratamento farmacol&#243;gico adequado permanecer restrito. No Brasil, a maioria dos indiv&#237;duos depende do sistema p&#250;blico de sa&#250;de e tem acesso apenas &#224;s estatinas de menor pot&#234;ncia.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref></sup> H&#225; uma necessidade urgente de facilitar a disponibilidade de atorvastatina, rosuvastatina e ezetimiba, pelo menos para aqueles que precisam delas para atingir as metas de LDL-c.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, o desenvolvimento de diretrizes &#233; in&#250;til se as recomenda&#231;&#245;es n&#227;o forem aplicadas &#224; popula&#231;&#227;o. A implementa&#231;&#227;o das melhores evid&#234;ncias cient&#237;ficas sobre a redu&#231;&#227;o do LDL-c na pr&#225;tica cl&#237;nica &#233; um desafio. A educa&#231;&#227;o m&#233;dica e do paciente s&#227;o os pilares para o sucesso, mas s&#227;o necess&#225;rias atitudes mais abrangentes. Diferentes setores da sociedade, incluindo gestores de sa&#250;de, formuladores de pol&#237;ticas, sociedades m&#233;dicas e conselhos de regula&#231;ao profissional, devem assumir essa responsabilidade.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: Alcance das Metas de Colesterol LDL ap&#243;s Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio: Dados Reais do Sistema P&#250;blico de Sa&#250;de da Cidade de Curitiba.</p>
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          <article-title>Cardiovascular Statistics - Brazil 2021</article-title>
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          <article-title>Atualiza&#231;&#227;o da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose &#8211; 2017</article-title>
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          <article-title>Effect of a Multifaceted Quality Improvement Intervention on the Prescription of Evidence-Based Treatment in Patients at High Cardiovascular Risk in Brazil: The BRIDGE Cardiovascular Prevention Cluster Randomized Clinical Trial</article-title>
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          <article-title>Effect of a multifaceted intervention on use of evidence-based therapies in patients with acute coronary syndromes in Brazil: the BRIDGE-ACS randomized trial</article-title>
          <source>JAMA</source>
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            <etal/>
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          <article-title>Statins Prescriptions and Lipid Levels in a Tertiary Public Hospital</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <year>2021</year>
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        <mixed-citation>15 Schmidt A, Moreira HT, Volpe GJ, Foschini VB, Lascala TF, Romano MMD, et al. Statins Prescriptions and Lipid Levels in a Tertiary Public Hospital. Arq Bras Cardiol. 2021;116(4):736-41. doi: 10.36660/abc.20190513.</mixed-citation>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>Achievement of LDL-cholesterol Targets: Why do We Fail, and How Can We Improve?</article-title>
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        <corresp id="c2"><bold>Mailing Address: Fernando Cesena</bold> &#8226; Cenocor. Rua Dr Ramos de Azevedo, 159, sala 1510. Postal Code <postal-code>07012-020</postal-code>. Guarulhos, SP &#8211; Brazil. E-mail: <email>cesenaf@gmail.com</email></corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Cardiovascular Diseases</kwd>
        <kwd>Hypercholesterolemia</kwd>
        <kwd>Anticholesteremic Agents</kwd>
        <kwd>Practice Guideline</kwd>
        <kwd>Quality of Health Care</kwd>
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    <body>
      <p>Atherosclerotic cardiovascular disease (ASCVD) remains the first cause of death in the world, and Brazil.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Individuals with previous ASCVD are at the highest risk of subsequent events, and guidelines recommend aggressive lowering of low-density lipoprotein cholesterol (LDL-c) levels to prevent bad outcomes.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>However, several reports from around the world indicate a gap between guideline recommendations and clinical practice, and a large proportion of the population, especially in secondary prevention, lives with LDL-c levels above those considered reasonable to prevent events.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> Indeed, lack of adherence to guideline-recommended therapies was independently associated with major cardiovascular events in a Brazilian population after acute coronary syndrome.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
      <p>In this context, Bernardi et al. report on LDL-c levels after myocardial infarction in the city of Curitiba-PR, Brazil. The authors retrospectively analyzed patients admitted for myocardial infarction in public hospitals between 2008 and 2015. Among 1451 patients evaluated 33 months on average after the event, only 29% and 7% had an LDL-c level &lt;70 mg/dL and &lt;50 mg/dL, respectively, while LDL-c was &#8805;100 mg/dL in 36% of the sample.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup></p>
      <p>This valuable information sheds light on an old debate: why is it so hard to achieve LDL-c targets, and how can we improve? The answer is nothing less than complex and should involve multiple parts.</p>
      <p>Physicians may not know the guidelines, may not agree with them or may fear too low LDL-c levels. However, the best evidence from randomized clinical trials supports not only the efficacy but also the safety of aggressive LDL-c lowering in high-risk patients.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> Some physicians are affected by clinical inertia. Others may feel that there is no substantial difference between keeping LDL-c &lt;50, 70, or 100 mg/dL. It is worth remembering that preventive strategies&#8217; impact on absolute risk reduction increases with time, decreasing the number needed to treat (NNT) to prevent one event in the long-term perspective of ASCVD.</p>
      <p>Conversely, patients may underestimate the risk and be unaware of LDL-c targets,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref></sup> may overestimate the efficacy of non-pharmacological strategies and downplay the need for drug treatment, may not afford the medications, or be just non-adherent to them due to several reasons, including the development of muscle symptoms or exaggerated fear of adverse effects. However, it is widely accepted that the nocebo effect is highly prevalent, and a real statin intolerance is far less common than many can think.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>If the final goal is to implement evidence-based therapies successfully, continuing medical education and public campaigns are essential but not enough. Deeper, broader, and more impactful measures should be discussed. We need to take this issue more seriously.</p>
      <p>Actions to valorize and rescue the scientific method as the core driver of medical decisions would be welcome, serving as a counterpoint to alternative practices and pseudoscience that have gained the sympathy of so many people, including medical doctors. Medical schools and health professionals have a fundamental role in this process.</p>
      <p>It is imperative to correctly identify the barriers to guideline implementation, which may vary according to the region, setting (public versus private practice, primary versus specialized care), or socioeconomic conditions. The identified factors should be targets for quality improvement programs. In Brazil, there are good examples to follow, such as the Best Practice in Cardiology program adapted from the American Heart Association&#8217;s Get With The Guidelines Program,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref></sup> and quality improvement interventions tested in cluster randomized trials.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref></sup></p>
      <p>At the institutional level, establishing performance metrics and goals, independent audits, accreditation programs, and value-based payment models are proposals that can be debated to improve healthcare quality. At the physician level, periodic assessment of competence to practice Medicine should be considered.</p>
      <p>Modern technologies need to be leveraged in the quest for improving healthcare quality. It is increasingly easier to identify at-risk patients who do not achieve LDL-c targets or do not have plasma lipids measured. Automatic alerts via mobile phones or e-mails encouraging such individuals to seek medical care may find a place in this context. Moreover, telemedicine allows integration between primary care and expert centers and may be useful for managing more complex cases.</p>
      <p>At last, all the efforts mentioned above are worthless if the access to adequate pharmacological treatment remains restricted. In Brazil, most individuals depend on the public health system and have access only to the lowest-potent statins.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref></sup> There is an urgent need to facilitate the availability of atorvastatin, rosuvastatin, and ezetimibe, at least for those who need them to attain LDL-c targets.</p>
      <p>In conclusion, guideline development is useless if the recommendations are not applied to the population. Implementing the best scientific evidence regarding LDL-c lowering in clinical practice is challenging. Medical and patient education are the pillars to succeed, but more comprehensive attitudes are needed. Different sectors of society, including health managers, policymakers, medical societies, and professional regulators, should take this responsibility.</p>
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          <p>Short Editorial related to the article: Achievement of LDL-Cholesterol Goals after Acute Myocardial Infarction: Real-World Data from the City of Curitiba Public Health System.</p>
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