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          <subject>Minieditorial</subject>
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        <article-title>A Import&#226;ncia de se Entender a Evolu&#231;&#227;o da Fibrose Mioc&#225;rdica na Cardiomiopatia Chag&#225;sica Cr&#244;nica</article-title>
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        <corresp id="c1"><bold>Correspond&#234;ncia: Carlos E. Rochitte</bold> &#8226; Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar 44 - Andar AB, Resson&#226;ncia &amp; Tomografia. CEP: <postal-code>05403-000</postal-code>, Cerqueira C&#233;sar, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brasil. E-mail: <email>rochitte@cardiol.br</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Cardiomiopatia Chag&#225;sica</kwd>
        <kwd>Fibrose Endomioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>Doen&#231;a de Chagas</kwd>
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        <kwd>Diagn&#243;stico por Imagem/m&#233;todos</kwd>
        <kwd>Imagem por Resson&#226;ncia Magn&#233;tica/m&#233;todos</kwd>
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    <p>A fibrose mioc&#225;rdica &#233; um dos biomarcadores mais importantes da cardiomiopatia chag&#225;sica, e est&#225; diretamente relacionada &#224; gravidade da cardiomiopatia e ao est&#225;gio da doen&#231;a.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Al&#233;m disso, a fibrose mioc&#225;rdica tem valor progn&#243;stico para eventos cardiovasculares, com uma forte rela&#231;&#227;o com eventos arr&#237;tmicos nesses pacientes.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>A resson&#226;ncia magn&#233;tica card&#237;aca (RMC) &#233; o m&#233;todo de imagem de refer&#234;ncia para detec&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o de fibrose do mioc&#225;rdio em muitas cardiomiopatias, incluindo na doen&#231;a de Chagas. Estudos iniciais incluindo pacientes com cardiomiopatia chag&#225;sica em diferentes est&#225;gios da doen&#231;a claramente demonstraram que quanto maior a gravidade da doen&#231;a maior a quantidade de fibrose do mioc&#225;rdio. Com base nesses dados e na hist&#243;ria natural da doen&#231;a, caracterizada pela progress&#227;o da disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda, pode-se inferir, seguramente, que a fibrose mioc&#225;rdica evolui com o tempo em todos os pacientes. Contudo, a obten&#231;&#227;o de dados longitudinais utilizando RMC em pacientes com doen&#231;a de Chagas n&#227;o era dispon&#237;vel at&#233; a publica&#231;&#227;o do artigo original de Santos et el.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> nesta edi&#231;&#227;o dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Esse &#233; o primeiro estudo incluindo dados sobre fibrose mioc&#225;rdica obtidos de dois exames consecutivos de RMC do mesmo paciente, com um per&#237;odo relativamente longo de acompanhamento, de 5,4 anos. Os autores demonstraram um aumento expressivo de 43% na fibrose mioc&#225;rdica durante o per&#237;odo de acompanhamento, o que indica um acr&#233;scimo m&#233;dio de 7,9% ao ano de fibrose do mioc&#225;rdio detectado por RMC.</p>
    <p>Apesar da originalidade do resultado, o qual, possivelmente foi um gerador de hip&#243;tese, esse foi um estudo retrospectivo incluindo uma amostra pequena de 20 pacientes. O estudo tamb&#233;m investigou a associa&#231;&#227;o entre fibrose do mioc&#225;rdio e fun&#231;&#227;o ventricular esquerda, o que j&#225; foi demonstrado em estudos pr&#233;vios. Isso, no meu ponto de vista, tirou o foco da evolu&#231;&#227;o da fibrose do mioc&#225;rdio, o que era, na realidade, a informa&#231;&#227;o original do artigo, e que merecia ser mais bem explorado. Por isso, outros estudos maiores s&#227;o mandat&#243;rios para expandir o conhecimento acerca desse par&#226;metro crucial que contribuiria para o entendimento da fisiopatologia da doen&#231;a e o desenvolvimento de novos tratamentos da cardiomiopatia chag&#225;sica.</p>
    <p>Os mecanismos evolvidos na evolu&#231;&#227;o da fibrose do mioc&#225;rdio, incluindo aspectos da microcircula&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> e das art&#233;rias coron&#225;rias epic&#225;rdicas,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> e mesmo envolvimento de vias metab&#243;licas espec&#237;ficas, n&#227;o foram discutidos no artigo.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup></p>
    <p>Um resultado surpreendente do estudo foi a falta de associa&#231;&#227;o de fibrose com idade e sexo, a qual foi demonstrada em um estudo pr&#233;vio.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> Tal fato, mais uma vez, deve-se ao tamanho amostral muito pequeno.</p>
    <p>Outro aspecto interessante da cardiomiopatia chag&#225;sica &#233; a baixa frequ&#234;ncia de fibrose do mioc&#225;rdio observada na fase aguda da doen&#231;a de Chagas (comunica&#231;&#227;o pessoal de Jo&#227;o Marcos Ferreira) e o poss&#237;vel surgimento de novas anomalias card&#237;acas ao longo do seguimento.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup> Isso pode indicar que a fibrose mioc&#225;rdica na doen&#231;a de Chagas seja um processo implac&#225;vel, dependendo do tempo e da intensidade do processo inflamat&#243;rio. Nesse sentido, um estudo pr&#233;vio tamb&#233;m mostrou que, diferentemente da fibrose isqu&#234;mica, a fibrose causada por cardiomiopatia chag&#225;sica est&#225; associada com edema do mioc&#225;rdio detectado por imagens ponderadas em T2 na RMC, indicando presen&#231;a de inflama&#231;&#227;o.</p>
    <p>A fibrose mioc&#225;rdica na doen&#231;a de Chagas n&#227;o &#233; um mero processo espectador passivo, e sim, um processo din&#226;mico, revelador, que leva &#224; progressiva les&#227;o do mioc&#225;rdio e inflama&#231;&#227;o. Esse conceito &#233; essencial para o desenvolvimento de m&#233;todos que interrompam essa via letal.</p>
    <p>Embora o estudo publicado nesta edi&#231;&#227;o dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> n&#227;o tenha sido delineado para investigar o mecanismo de progress&#227;o da fibrose mioc&#225;rdica, esse conhecimento &#233; crucial se desejamos expandir nosso conhecimento acerca da fisiopatologia e tratamento da cardiomiopatia chag&#225;sica em um futuro pr&#243;ximo.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: Fibrose Card&#237;aca e Mudan&#231;as Evolutivas na Fun&#231;&#227;o Ventricular Esquerda em Pacientes com Cardiopatia Chag&#225;sica Cr&#244;nica</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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          <article-title>Cardiac magnetic resonance-verified myocardial fibrosis in chagas disease: Clinical correlates and risk stratification</article-title>
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          <article-title>Cardiac evaluation in the acute phase of chagas&#8217; disease with post-treatment evolution in patients attended in the state of amazonas, brazil</article-title>
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        <article-title>The Importance of Understanding the Progression of Myocardial Fibrosis in Chronic Chagas Cardiomyopathy</article-title>
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          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4505-3344</contrib-id>
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        <corresp id="c2"><bold>Mailing Address: Carlos E. Rochitte</bold> &#8226; Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar 44 - Andar AB, Resson&#226;ncia &amp; Tomografia. Postal Code <postal-code>05403-000</postal-code>, Cerqueira C&#233;sar, S&#227;o Paulo, SP &#8211; Brazil. E-mail: <email>rochitte@cardiol.br</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Chagasic Cardiomyopathy</kwd>
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        <kwd>Imaging Resonance Magnetic/methods</kwd>
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      <p>Myocardial fibrosis is one of the most important biological markers of Chagas&#8217; cardiomyopathy and is directly related to the severity of the cardiomyopathy and the stage of the disease.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> In addition, myocardial fibrosis has prognostic value for major cardiovascular events, with a strong and close relationship with arrhythmic events in these patients.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>Cardiac magnetic resonance (CMR) is the reference imaging method for myocardial fibrosis detection and quantification in many cardiomyopathies, including Chagas cardiomyopathy. Initial studies included patients with Chagas cardiomyopathy at different stages of the disease and clearly demonstrated that the higher the disease severity the larger the amount of myocardial fibrosis. Based on these data and on the natural history of the disease, with progression of left ventricle dysfunction, one could safely infer that myocardial fibrosis progresses with time for any given patient. However, the longitudinal data using CMR in patients with Chagas disease was not available until the publication of the original article in this issue of ABC Cardiol by Santos et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> This is the first study to include data on myocardial fibrosis from two consecutive CMR of the same patient with a relatively long follow-up of 5.4 years. The authors demonstrated an impressive 43% increase of myocardial fibrosis over the follow-up period, which indicates a mean of 7.9% increase per year of myocardial fibrosis detected by CMR.</p>
      <p>Despite the originality of this finding, which was perhaps, a hypothesis generator, this is a retrospective study with a rather small sample only 20 patients. The study also investigated the association of myocardial fibrosis with left ventricle function, which has already been demonstrated in previous studies. This, in my view, took the focus away from myocardial fibrosis progression, which was the original information of the manuscript and should have been explored more deeply and in more detail. I understand the limited sample size might not allow such a detailed analysis. For this reason, additional and larger studies are mandatory to further the knowledge on this crucial parameter that could be the &#8220;the one&#8221; to help us to understand the pathophysiology and develop new treatments for Chagas cardiomyopathy.</p>
      <p>Mechanisms involved in the progression of myocardial fibrosis, including aspects of the myocardial microcirculation,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> status of the epicardial coronary arteries<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> and even involvement of specific metabolic pathways<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> were not discussed in this manuscript.</p>
      <p>A surprising result of the study was the lack of association of fibrosis with age and gender, which has been demonstrated in previous work.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> Again, this might be the result of very small sample size.</p>
      <p>Another interesting aspect of Chagas cardiomyopathy is the low frequency of myocardial fibrosis observed in the acute phase of Chagas disease (personal communication by Jo&#227;o Marcos Ferreira) and the possible appearance of new cardiac abnormalities over the follow-up.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref></sup> This may indicate that myocardial fibrosis in Chagas disease is a relentless process, depending on time and the intensity of the inflammatory process. In this regard, prior work has also shown that, differently from ischemic fibrosis, Chagas cardiomyopathy fibrosis is associated to myocardial edema detected by T2- weighted CMR images, indicating the presence of inflammation.</p>
      <p>Myocardial fibrosis in Chagas disease is not a fixed and bystander process, but rather, a dynamic and unfolding process leading to progressive myocardial injury and inflammation. This concept is essential for developing methods to try to stop this lethal pathway.</p>
      <p>Although the study published in this issue of ABC Cardiol<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> was not designed to investigate the mechanism of the progression of myocardial fibrosis, this knowledge is crucial if we want to advance our knowledge in the pathophysiology and treatment of Chagas cardiomyopathy in the early future.</p>
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          <p>Short Editorial related to the article: Cardiac Fibrosis and Changes in Left Ventricle Function in Patients with Chronic Chagas Heart Disease</p>
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