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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>&#205;ndices de Mortalidade por Infarto do Mioc&#225;rdio Agudo no Brasil &#8211; Uma Pequena Luz no Fim do T&#250;nel</article-title>
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        <corresp id="c1"><bold>Correspond&#234;ncia: Ana Teresa Tim&#243;teo</bold> &#8226; Hospital Santa Marta - Rua Santa Marta, 1110, Lisboa &#8211; Portugal. E-mail: <email>ana_timoteo@yahoo.com</email></corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Infarto do Mioc&#225;rdio</kwd>
        <kwd>Mortalidade</kwd>
        <kwd>Hospitaliza&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>Epidemiologia</kwd>
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    <p>Estudos epidemiol&#243;gicos s&#227;o o alicerce para o melhor entendimento e planejamento regional da sa&#250;de. &#201; igualmente importante implementar programas de avalia&#231;&#227;o e melhoria da qualidade do servi&#231;o de sa&#250;de. Para se alcan&#231;ar este &#250;ltimo objetivo, s&#227;o essenciais os registros prospectivos e an&#225;lises retrospectivas de pr&#225;ticas cl&#237;nicas reais. Registros nacionais cont&#237;nuos podem ajudar a melhoria cont&#237;nua de qualidade a melhorar no n&#237;vel do hospital e no n&#237;vel do pa&#237;s e j&#225; demonstraram ser eficazes tanto na Europa quanto na Am&#233;rica do Norte<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref>. Esses sistemas usam coleta cont&#237;nua de dados e fornecem relat&#243;rios online com foco nos processos de cuidado e nos resultados relacionados a doen&#231;as cardiovasculares e interven&#231;&#245;es comuns.<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref> Outra abordagem &#233; o uso de dados de bancos de dados de sa&#250;de nacionais n&#227;o dedicados. Entretanto, a maioria dos bancos de dados n&#227;o foram elaborados para essas an&#225;lises espec&#237;ficas e as informa&#231;&#245;es s&#227;o bastante limitadas.</p>
    <p>Lucena de Abreu et al.,<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> apresentam neste peri&#243;dico um estudo interessante.<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> Eles analisaram a taxa de mortalidade de pacientes hospitalizados e tratados fora do hospital por infarto do mioc&#225;rdio agudo (IMA) de 2007 a 2016 em 27 capitais de estados brasileiros, representando aproximadamente 24% da popula&#231;&#227;o brasileira. Esse t&#243;pico &#233; importante, porque, em uma revis&#227;o de peri&#243;dicos m&#233;dicos dos &#250;ltimos dez anos, falta essa informa&#231;&#227;o, e, por esse motivo, a realidade da Am&#233;rica do Sul &#233; praticamente desconhecida. As &#250;ltimas informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis foram um estudo publicado em 2020 com uma an&#225;lise retrospectiva de tend&#234;ncias temporais da mortalidade devida ao infarto do mioc&#225;rdio agudo no Brasil, de 1996 a 2016, que demonstrou uma redu&#231;&#227;o generalizada, especialmente nas capitais, al&#233;m de revelar desigualdades regionais.<xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref></p>
    <p>No presente estudo,<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> os autores analisaram dados do Sistema de Informa&#231;&#227;o sobre Mortalidade do DATASUS. Em uma an&#225;lise temporal, encontrou-se que as mortes de pacientes internados por IMA, relatadas como &#237;ndice de mortalidade por 100,000 habitantes, tiveram uma redu&#231;&#227;o muito leve ao longo do tempo. Por outro lado, as mortes de pacientes tratados fora do hospital devido a IMA aumentaram constantemente, mas ainda s&#227;o mais baixas em compara&#231;&#227;o &#224;s mortes de pacientes hospitalizados. Apesar disso, globalmente, 42% das mortes por IMA foram de pacientes tratados fora do hospital. Os dados demonstraram uma variabilidade muito grande entre as capitais, e houve algumas diferen&#231;as em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis socioecon&#244;micas entre as mortes de pacientes hospitalizados e tratados fora do hospital. Especialmente, as mortes de paciente tratados fora do hospital foram mais frequentes em homens, octogen&#225;rios, e solteiros. A mortalidade de pacientes hospitalizados foi inversamente associada ao &#205;ndice de Desenvolvimento Humano municipal, o que era um achado esperado, porque um &#237;ndice mais alto pode estar relacionado a melhores hospitais e qualidade do servi&#231;o de sa&#250;de. Surpreendentemente, tamb&#233;m foi encontrada uma associa&#231;&#227;o direta com os anos de escolaridade esperados, j&#225; que os indiv&#237;duos com mais anos de escolaridade apresentaram &#237;ndices de mortalidade mais altos. Era de se esperar que indiv&#237;duos com renda financeira mais alta recorressem com mais facilidade a hospitais mais bem equipados, mas esse resultado provavelmente apresenta um vi&#233;s. N&#227;o foi feita nenhuma padroniza&#231;&#227;o multivariada, e um impacto negativo poss&#237;vel pode ter resultado de dados das capitais mais importantes, como S&#227;o Paulo ou Rio de Janeiro, com os &#237;ndices de mortalidade mais altos, associados a uma popula&#231;&#227;o muito grande, disparidades econ&#244;micas significativas, e diferen&#231;as no acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de, mas tamb&#233;m a um n&#250;mero mais alto de anos de escolaridade em compara&#231;&#227;o a outras capitais. As mortes de pacientes tratados fora do hospital foram inversamente associadas aos anos de escolaridade esperados, como podemos esperar de dificuldades de acesso &#224; sa&#250;de, e diretamente associadas &#224;s regi&#245;es Sul e Sudeste. Essa diferen&#231;a regional requer uma caracteriza&#231;&#227;o completa das regi&#245;es para que se possa entender as principais diferen&#231;as encontradas entre elas, e isso n&#227;o &#233; esclarecido no presente manuscrito.<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref></p>
    <p>Especialmente relevante, &#233; o achado de que o &#237;ndice de mortalidade de pacientes hospitalizados e tratados fora do hospital por 100,000 habitantes &#233; extremamente alto nas principais capitais, Rio de Janeiro e S&#227;o Paulo. Embora se espere que a qualidade do servi&#231;o de sa&#250;de seja melhor nessas duas capitais, o alto &#237;ndice populacional, com uma propor&#231;&#227;o significativa de pessoas de baixo n&#237;vel socioecon&#244;mico, pode estar associado &#224;s grandes dificuldades e atrasos no acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de. Outro achado importante &#233; que o &#237;ndice de mortalidade por IMA em pacientes tratados fora do hospital &#233; mais alto nas capitais do Sul e do Sudeste, e tamb&#233;m no Rio de Janeiro.</p>
    <p>O estudo<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> trouxe alguma luz para o entendimento da din&#226;mica do &#237;ndice de mortalidade por IMA, especialmente em rela&#231;&#227;o aos pacientes tratados fora do hospital, porque isso ainda n&#227;o havia sido abordado anteriormente. Entretanto, existem limita&#231;&#245;es importantes. Como mencionado pelos autores, as causas espec&#237;ficas da morte em pacientes tratados fora do hospital, excluindo morte por trauma ou doen&#231;as infecciosas, geralmente n&#227;o s&#227;o muito precisas. Faltam dados cl&#237;nicos, j&#225; que a maioria dos casos n&#227;o &#233; submetida a aut&#243;psia, e os atestados de &#243;bito s&#227;o, na verdade, o resultado de uma conjectura. Em grupos mais idosos, o IMA ou o acidente vascular cerebral s&#227;o, provavelmente, os diagn&#243;sticos mais frequentes em atestados de &#243;bito sem confirma&#231;&#227;o cl&#237;nica. &#201; verdade que a maior parte das paradas card&#237;acas em pacientes tratados fora do hospital &#233; causada por IMA, especialmente quando &#233; poss&#237;vel recuperar informa&#231;&#245;es obre dor precordial pr&#233;via. Por&#233;m, h&#225; outras causas para a dor precordial que s&#227;o t&#227;o letais, ou mais letais ainda, em compara&#231;&#227;o ao IMA. Se, por um lado, a dissec&#231;&#227;o a&#243;rtica &#233; rara, a embolia pulmonar aguda &#233; bastante frequente, e uma causa muito frequentemente ignorada de dor precordial e parada card&#237;aca. Al&#233;m disso, esse estudo revelou a realidade das &#225;reas urbanas, apesar de carecer de representatividade nacional, j&#225; que mais de 75% da popula&#231;&#227;o brasileira n&#227;o foi inclu&#237;da.</p>
    <p>Por todos esses motivos, o primeiro estudo abre uma janela sobre o assunto, mas estudos adicionais s&#227;o essenciais para uma caracteriza&#231;&#227;o completa. &#201; importante abordar as desigualdades entre capitais, especialmente em rela&#231;&#227;o ao acesso &#224; sa&#250;de, bem como &#233; importante caracterizar totalmente a causa exata das mortes de pacientes tratados fora do hospital. &#201; essencial descobrir at&#233; que ponto os atestados de &#243;bito t&#234;m vieses. As informa&#231;&#245;es sobre &#237;ndice de mortalidade devem ser complementadas por dados de registros nacionais, a &#250;nica maneira poss&#237;vel de se obter informa&#231;&#245;es completas e precisas. Dessa forma, ser&#225; poss&#237;vel implementar um programa de melhoria de qualidade no pa&#237;s, para abordar desigualdades e otimizar os problemas identificados.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: &#211;bitos Intra e Extra-Hospitalares por Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio nas Capitais Brasileiras</p>
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      <title>Refer&#234;ncias</title>
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          <article-title>Casadei. EuroHeart: European Unified Registries On Heart Care Evaluation and Randomized Trials: An ESC project to develop a new IT registry system which will encompass multiple features of cardiovascular medicine</article-title>
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          <article-title>Bustamante Teixeira MT. Mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio no Brasil de 1996 a 2016: 21 anos de contrastes nas regi&#245;es brasileiras</article-title>
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        <article-title>Acute Myocardial Infarction Death Rates in Brazil - A Small Light at the End of the Tunnel</article-title>
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          <institution content-type="original">Hospital Santa Marta, Centro Hospitalar Universit&#225;rio Lisboa Central, Lisboa - Portugal.</institution>
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          <label>2</label>
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            <named-content content-type="city">Lisboa</named-content>
          </addr-line>
          <country country="PT">Portugal</country>
          <institution content-type="original">NOVA Medical School - Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas, Lisboa &#8211; Portugal.</institution>
        </aff>
      </contrib-group>
      <author-notes>
        <corresp id="c2"><bold>Mailing Address: Ana Teresa Tim&#243;teo</bold> &#8226; Hospital Santa Marta - Rua Santa Marta, 1110, Lisboa &#8211; Portugal. E-mail: <email>ana_timoteo@yahoo.com</email></corresp>
      </author-notes>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Myocardial Infarction</kwd>
        <kwd>Mortality</kwd>
        <kwd>Hospitalization</kwd>
        <kwd>Epidemiology</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
        <kwd>Time Series Studies</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>Epidemiological studies are the mainstay to better understand and plan regional healthcare. It is also very important to implement programs for quality-of-care evaluation and improvement. To fulfill that last objective, prospective registries and retrospective analysis of real-life clinical practices are essential. Continuous national registries can support continuous quality improvement at the hospital and country level and have proven to be effective in both Europe and North America.<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref> These systems use continuous data collection and provide online reports focusing on the processes of care and outcomes concerning common cardiovascular diseases and interventions.<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref> Another approach is to use data from non-dedicated national healthcare databases. However, most databases were not developed for such specific analysis and information is rather limited.</p>
      <p>Lucena de Abreu et al.<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> present an interesting study in this journal.<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> They analyzed in-hospital and out-of-hospital death rates by acute myocardial infarction (AMI) from 2007 to 2016 in 27 Brazilian state capitals, representing approximately 24% of the Brazilian population. This topic is important, given that, in a literature review of medical journals over the past ten years, this information is lacking, and, for this reason, the reality in South America is virtually unknown. The last information available was a study published in 2020 with a retrospective review of temporal trends on mortality due to acute myocardial infarction in Brazil from 1996 to 2016, which showed a general decrease, especially in the capital cities, but regional inequalities were also observed.<xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref></p>
      <p>In the present study,<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> the authors analyzed data from the Mortality Information System of DATASUS. In a temporal analysis, they found that in-hospital deaths due to AMI, reported as a mortality rate per 100.000 inhabitants, had a very low decrease over time. By contrast, out-of-hospital deaths due to AMI steadily increased, but it is still lower, when compared to in-hospital deaths. Despite this, globally, 42% of AMI deaths were out-of-hospital. Data showed a very large variability between state capitals, and some differences were also found regarding socioeconomic variables between in-hospital and out-of-hospital deaths. Particularly, out-of-hospital deaths were more incident in males, octogenarians, and single individuals. In-hospital death was inversely associated with a higher Municipal Human Development Index, which was an expected finding, because a higher index can be related to better hospitals and quality of care. Surprisingly, they also found a direct association with expected years of schooling, with individuals with longer years of school showing higher death rates. We would expect that those individuals with higher economic income would resort more easily to better equipped hospitals, but this result is probably biased. No multivariate adjustment was made, and a possible negative impact might have resulted from data from major capital cities, like S&#227;o Paulo or Rio de Janeiro, with the highest death rates, associated with a very large population, important economic disparities, and differences in health care access, but also higher school years compared to other capitals. Out-of-hospital deaths were inversely associated with expected years of schooling, as we might expect from difficulties in healthcare access, and directly associated with South and Southeast regions. This regional difference mandates a full characterization of regions to understand the main differences found between them, and this is not clarified in the present manuscript.<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref></p>
      <p>Of particularly relevance, is the finding that both in-hospital and out-of-hospital death rates per 100.000 inhabitants are extremely high in the main capitals, Rio de Janeiro, and S&#227;o Paulo. Although quality of care is expected to be better in those two capitals, the high population rate, with a significant proportion from a very low socioeconomic background, can be associated with major difficulties and delays in healthcare access. Another important finding is that out-of-hospital death rates by AMI are higher in the South and Southeast capitals, as well as in Rio de Janeiro.</p>
      <p>This study<xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> shed some light on the understanding of the dynamics of death rates by AMI, particularly regarding those occurring out-of-hospital, because this has not been previously addressed. However, important limitations are present. As the authors mentioned, the specific cause of death in out-of-hospital deaths, excluding death by trauma or infectious diseases, is usually not very precise. It lacks clinical data, because most cases are not submitted to autopsy and death certificates are in fact the result of an educated guess. In older age groups, AMI or stroke are probably the most frequent diagnosis in death certificates without clinical confirmation. It is true that most out-of-hospital cardiac arrests are caused by AMI, particularly when it is possible to retrieve an information of previous precordial pain. But there are other causes for precordial pain that are as deadly or even more deadly, when compared with AMI. If aortic dissection is rather rare, acute pulmonary embolism is somewhat a frequent and very often overlooked cause of precordial pain and cardiac arrest. This study also showed the reality of urban areas, but it lacks national representativeness, because more that 75% of the Brazilian population was not included.</p>
      <p>For all these reasons, this first study opens a window on that subject, but additional studies are essential for a complete characterization. It is important to address inequalities between capitals, particularly in healthcare access, and it is also very important to fully characterize the exact cause of death in out-of-hospital deaths. It is essential to uncover how biased death certificates are. Death rate information should be complemented with data from national registries, the only possible way to obtain complete and accurate information. With this, it will be possible to implement a quality improvement program in the country to address inequalities and to optimize the identified problems.</p>
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        <fn fn-type="other" id="fn2">
          <p>Short Editorial related to the article: In- and Out-of-Hospital Deaths by Acute Myocardial Infarction in Brazilian State Capitals</p>
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      </fn-group>
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