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        <article-title>Mortalidade em Doen&#231;as Card&#237;acas Cong&#234;nitas no Brasil - o que sabemos?</article-title>
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        <corresp id="c01"> Correspond&#234;ncia: Andressa Mussi Soares &#8226; Hospital Evang&#233;lico de Cachoeiro de Itapemirim - Cardiologia Cong&#234;nita, Pedi&#225;trica e Fetal - Rua Papa Jo&#227;o XXIII, n.1, apto 1202, Gilberto Machado, Cachoeiro de Itapemirim, ES - Brasil E-mail: <email>amussisoares@gmail.com</email>
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        <kwd>Cardiopatias Cong&#234;nitas</kwd>
        <kwd>Mortalidade</kwd>
        <kwd>Teste de Oximetria</kwd>
        <kwd>Subdiagn&#243;stico</kwd>
        <kwd>Epidemiologia, Administra&#231;&#227;o em Sa&#250;de P&#250;blica</kwd>
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    <p>A doen&#231;a card&#237;aca cong&#234;nita (DCC) compreende qualquer altera&#231;&#227;o na anatomia do cora&#231;&#227;o e de seus vasos sangu&#237;neos. A incid&#234;ncia de CHD &#233; de 8 a 10 por 1.000 nascidos vivos, ou seja, 1 caso em 100 nascimentos. No Brasil nascem 28.900 crian&#231;as com DCC por ano (1% do total de nascimentos), das quais cerca de 80% (23.800) necessitam de cirurgia card&#237;aca, e metade delas, no primeiro ano de vida.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> As malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas representam a segunda principal causa de mortalidade em crian&#231;as menores de um ano. A DCC &#233; a mais frequente delas e com a mais alta mortalidade no primeiro ano de vida no Brasil, sendo a segunda causa de morte at&#233; 30 dias de vida.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> As manifesta&#231;&#245;es da doen&#231;a card&#237;aca cong&#234;nita s&#227;o muito vari&#225;veis podendo ocorrer logo ap&#243;s o nascimento, ou mais tarde na inf&#226;ncia ou adolesc&#234;ncia.</p>
    <p>O Brasil &#233; um pa&#237;s continental, onde a diversidade tanto no diagn&#243;stico quanto no tratamento das cardiopatias cong&#234;nitas &#233; muito grande entre as macrorregi&#245;es. &#201; fato que houve uma melhora gradativa no diagn&#243;stico ap&#243;s a dissemina&#231;&#227;o mais ativa do teste de oximetria, com os avan&#231;os tecnol&#243;gicos e a difus&#227;o da ecocardiografia por todo o pa&#237;s, mesmo assim uma baixa taxa de sobrevida ainda &#233; observada no per&#237;odo neonatal. Lopes et al. demonstraram uma letalidade de 64,7% para cardiopatias cong&#234;nitas cr&#237;ticas e uma redu&#231;&#227;o da taxa de sobrevida em 28 dias de quase 70% nesses rec&#233;m-nascidos, sinalizando grande necessidade de investimento em tecnologia assistiva e profissionais capacitados para essa popula&#231;&#227;o.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
    <p>Existem alguns estudos nacionais avaliando a tend&#234;ncia da mortalidade por malforma&#231;&#245;es card&#237;acas no Brasil. Braga et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> realizaram um estudo ecol&#243;gico observacional com base no Sistema de Informa&#231;&#245;es sobre Mortalidade (SIM), cujos dados s&#227;o gerenciados pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, e s&#227;o processados pelo Sistema de Informa&#231;&#245;es do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (DATASUS). Os autores encontraram uma tend&#234;ncia de redu&#231;&#227;o dos casos de mortalidade por cardiopatias cong&#234;nitas no Brasil durante o estudo, mas apontam como limita&#231;&#227;o a prov&#225;vel subnotifica&#231;&#227;o e subdiagn&#243;stico, principalmente no per&#237;odo neonatal .<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>Recentemente, no artigo intitulado &#8220;Desigualdades nas taxas de mortalidade por malforma&#231;&#245;es do aparelho circulat&#243;rio em menores de 20 anos nas macrorregi&#245;es brasileiras&#8221;,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> cujos dados do estudo foram extra&#237;dos do DATASUS e do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) e ficaram diretamente relacionados &#224; precis&#227;o do preenchimento dos certificados de &#243;bitos. A codifica&#231;&#227;o da causa b&#225;sica do &#243;bito foi realizada de acordo com a 100&#170; revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Estat&#237;stica de Doen&#231;as e Problemas Relacionados &#224; Sa&#250;de da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (CID 10). Houve 1.367.355 mortes por todas as causas em crian&#231;as menores de 20 anos, sendo 55% em crian&#231;as menores de um ano. Os &#243;bitos por malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas totalizaram 144.057, dos quais 39% foram por malforma&#231;&#245;es do aparelho circulat&#243;rio, correspondendo a 5,3/100 mil habitantes. Entre 2000 e 2015, a principal causa de morte em menores de 20 anos foi a malforma&#231;&#227;o do aparelho circulat&#243;rio.</p>
    <p>Neste estudo, as regi&#245;es Sul e Centro-Oeste tiveram quase o dobro do risco de morte por malforma&#231;&#227;o card&#237;aca cong&#234;nita do que as regi&#245;es Norte e Nordeste em menores de um ano, com redu&#231;&#227;o progressiva desse risco com o aumento da faixa et&#225;ria. Esses dados refor&#231;am mais uma vez a prov&#225;vel escassez diagn&#243;stica, refletindo diretamente na notifica&#231;&#227;o de dados nas declara&#231;&#245;es de &#243;bito.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> Tamb&#233;m foram destacados os elevados percentuais de diagn&#243;sticos imprecisos de malforma&#231;&#227;o do aparelho circulat&#243;rio, que foram classificados como n&#227;o especificados nas declara&#231;&#245;es de &#243;bito, principalmente nas regi&#245;es mais pobres do pa&#237;s.</p>
    <p>Crian&#231;as que nasceram com malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas e puderam ser tratadas em tempo h&#225;bil, podem desenvolver complica&#231;&#245;es evolutivas, como insufici&#234;ncia card&#237;aca, endocardite infecciosa, disfun&#231;&#227;o de pr&#243;teses e tubos, tromboses, arritmias card&#237;acas, disfun&#231;&#227;o ventricular, al&#233;m da necessidade de reopera&#231;&#245;es ou novos procedimentos intervencionistas. Estas comorbidades e as reinterven&#231;&#245;es podem evoluir com um desfecho desfavor&#225;vel ainda na inf&#226;ncia, adolesc&#234;ncia ou no in&#237;cio da idade adulta, aumentando ainda mais a taxa de mortalidade por doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio em pacientes com cardiopatias cong&#234;nitas.</p>
    <p>A mortalidade proporcional corresponde &#224; raz&#227;o entre os &#243;bitos por causas espec&#237;ficas e o total de &#243;bitos. Segundo dados da <italic>Global Burden of Disease</italic> , a mortalidade proporcional por malforma&#231;&#227;o card&#237;aca cong&#234;nita em menores de 20 anos, em 2015, foi de 6,5% no Brasil, 9,7% no M&#233;xico, 5,8% na Am&#233;rica Andina (Bol&#237;via, Equador e Peru), 7,8% na Argentina, Chile e Uruguai e 4,4% no Caribe.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
    <p>Nas faixas et&#225;rias neonatal e infantil ainda ocorre um not&#225;vel &#237;ndice de diagn&#243;sticos imprecisos como causa de morte em todo o Brasil, sobretudo nas regi&#245;es Norte e Nordeste. Esse fato refor&#231;a que &#233; fundamental fortalecer as estrat&#233;gias de sa&#250;de p&#250;blica voltadas para o diagn&#243;stico e tratamento precoce das cardiopatias cong&#234;nitas. Algumas medidas j&#225; foram tomadas, como o &#8220;pacto pela redu&#231;&#227;o da mortalidade materna e neonatal&#8221; firmado entre os tr&#234;s n&#237;veis de aten&#231;&#227;o da Federa&#231;&#227;o Brasileira em 2004; a institui&#231;&#227;o da oximetria obrigat&#243;ria em 2014,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> que apesar de sua extrema import&#226;ncia e f&#225;cil execu&#231;&#227;o, infelizmente ainda n&#227;o &#233; uma realidade nacional em todas as maternidades do pa&#237;s at&#233; o momento.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
    <p>Em 2017, o Minist&#233;rio da Sa&#250;de brasileiro lan&#231;ou um projeto federal para expandir o atendimento &#224; crian&#231;a com cardiopatia cong&#234;nita,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> com a meta de aumentar em 30% o atendimento &#224; crian&#231;a cardiopata por ano, o que corresponde a mais de 3.400 procedimentos por ano, totalizando cerca de 12.600 procedimentos / ano, o que teria um grande impacto na redu&#231;&#227;o da mortalidade neonatal. Muito precisa ser feito para minimizar a mortalidade neonatal extremamente elevada no Brasil por cardiopatias cong&#234;nitas, desde a otimiza&#231;&#227;o do diagn&#243;stico precoce no rec&#233;m-nascido ou fetal no pr&#233;-natal, at&#233; a estrutura&#231;&#227;o de leitos em unidade de terapia intensiva para tratamento desses rec&#233;m-nascidos, seja por interven&#231;&#227;o cl&#237;nica, cir&#250;rgica ou percut&#226;nea na hemodin&#226;mica..</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o de for&#231;as em todas as esferas precisa ganhar volume. A dissemina&#231;&#227;o desse grave problema de sa&#250;de p&#250;blica deve ocorrer de forma ampla para a sociedade e o almejado apoio do sistema empresarial privado nessa luta precisa ser fortalecido, como &#233; o caso dos pa&#237;ses mais desenvolvidos. Todos os profissionais de sa&#250;de envolvidos, m&#233;dicos, enfermeiras, psic&#243;logos, fisioterapeutas, e nutricionistas precisam estabelecer cada vez mais uma parceria ativa com o sistema p&#250;blico de sa&#250;de, a fim de que mais hospitais possam ser treinados em todas as etapas necess&#225;rias ao atendimento de pacientes com cardiopatias cong&#234;nitas. A partir de equipes mais treinadas, melhores dados de notifica&#231;&#227;o ocorrer&#227;o neste extenso Brasil, fornecendo um retrato mais confi&#225;vel da realidade das cardiopatias cong&#234;nitas em nosso pa&#237;s. Al&#233;m disso, mais diagn&#243;sticos com consequentes tratamentos precoces far&#227;o toda a diferen&#231;a na quebra desse grande paradigma que &#233; a mortalidade infantil por cardiopatias cong&#234;nitas em nosso pa&#237;s.</p>
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        <p>Minieditorial referente ao artigo: Desigualdades nas Taxas de Mortalidade por Malforma&#231;&#245;es do Sistema Circulat&#243;rio em Crian&#231;as Menores de 20 Anos de Idade entre Macrorregi&#245;es Brasileiras</p>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>Mortality in Congenital Heart Disease in Brazil - What do we Know?</article-title>
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        <kwd>Congenital Heart Disease</kwd>
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      <p>Congenital Heart Disease (CHD) comprises any change in the anatomy of the heart and its blood vessels. The incidence of CHD is 8 to 10 per 1,000 live births, that is or one in one hundred births. In Brazil, 28,900 children are born with CHD per year (1% of the total births), of which about 80% (23,800) require cardiac surgery, and half of them, within the first year of life.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Congenital malformations represent the second main cause of mortality in children under one year of age. CHD is the most frequent and the one with the highest mortality in the first year of life in Brazil, and the second cause of death in up to 30 days of life.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Congenital heart disease manifestations are very variable and may occur soon after birth or appear later in childhood or adolescence.</p>
      <p>Brazil is a continental country, where the diversity observed both in the diagnosis and in treatment of congenital heart diseases is very large among the macro-regions. It is a fact that there has been a gradual improvement in diagnosis, after the more active dissemination of the oximetry test, with technological advances and the diffusion of echocardiography throughout the country, even so a low survival rate is still observed in the neonatal period. Lopes et al. demonstrated a lethality of 64.7% for critical congenital heart disease and a 28-day survival rate reduced by almost 70% in these newborns, signaling a great need for investment in assistive technology and trained professionals for this among this population.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
      <p>There have been some national studies evaluating the trend of mortality from cardiac malformations in Brazil. Braga et al carried out an observational ecological study based on the Mortality Information System (SIM), of which data are managed by the Ministry of Health and are processed by the Information System of the Unified Health System (DATASUS). The authors found a tendency toward a reduction in cases of mortality from congenital heart disease in Brazil during the study, but point out the probable underreporting and underdiagnosis as study limitations, especially in the neonatal period.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>Recently in the article entitled &#8220;Inequalities in mortality rates due to malformations of the circulatory system in children under 20 years of age among Brazilian macro-regions&#8221;,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> the study data were extracted from DATASUS and the Brazilian Institute of Geography (IBGE) and were directly related to the accuracy of the filling-in of death certificates. The codification of the basic cause of death was performed according to the 100<sup>th</sup>revision of the World Health Organization&#8217;s Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD 10). There were 1,367,355 deaths from all causes among children under 20 years old, 55% in children under 1 year old. Deaths due to congenital malformations were 144,057, of which 39% were due to malformations of the circulatory system, corresponding to 5.3 / 100,000 inhabitants. Between 2000 and 2015, the main cause of death in children under 20 was circulatory system malformation.</p>
      <p>In this study, the South and Midwest regions had almost twice the risk of death from congenital heart malformation than the North and Northeast regions in those under one year of age, with progressive reduction of this risk with an increase in the age group. These data reinforces once again the probable diagnostic scarcity, directly reflecting data notification in death certificates.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> In this study, the high percentages of inaccurate diagnoses of circulatory system malformations, which were classified as not specified in death certificates, drew attention, mainly in the poorest regions of the country.</p>
      <p>Children who were born with congenital heart malformations and could be treated in a timely manner, may develop evolutionary complications, such as heart failure, infectious endocarditis, prosthesis and tube dysfunction, thrombosis, cardiac arrhythmias, ventricular dysfunction, in addition to the need for reoperations or new interventional procedures. These comorbidities and reinterventions can evolve with an unfavorable outcome even in childhood, adolescence or early adulthood, further increasing the rate of mortality from diseases of the circulatory system in patients with congenital heart disease.</p>
      <p>Proportional mortality corresponds to the ratio between deaths from specific causes and total deaths. According to data from the Global Burden of Disease, the proportional mortality from congenital heart malformation in children under 20 in 2015, was 6.5% in Brazil, 9.7% in Mexico, 5.8% in Andean America (Bolivia, Ecuador and Peru), 7.8% in Argentina, Chile and Uruguay and 4.4% in the Caribbean.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
      <p>The neonatal and infant age group up to one year still has a noticeable high rate of inaccurate diagnoses as a cause of death throughout Brazil, but mainly in the North and Northeast regions. This fact reinforces that it is crucial to strengthen public health strategies focused on the diagnosis and early treatment of congenital heart diseases. Some steps have been taken, such as the &#8220;pact for the reduction of maternal and neonatal mortality&#8221; signed between the three levels of attention of the Brazilian federation in 2004; the institution of mandatory oximetry testing in 2014,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> which despite its extreme importance and easy performance, unfortunately is still not a national reality in all maternity hospitals in the country to date.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup></p>
      <p>In 2017, the Brazilian Ministry of Health launched a federal project to expand the care of children with congenital heart disease,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> aiming to increase the care of these children by 30% per year, which corresponds to more than 3,400 procedures per year, totaling about 12,600 procedures / year, which would have a great impact on the reduction of neonatal mortality. Much needs to be done to minimize the extremely high neonatal mortality in Brazil related to congenital heart disease, from optimizing the early diagnosis of newborns or even prenatal diagnosis to structuring beds in the intensive care unit to treat these newborns, whether through clinical, surgical or hemodynamic intervention.</p>
      <p>The association of efforts in all spheres needs to gain volume. The spread of this serious public health problem has to occur broadly for society and the desired support of the private business system in this struggle needs to be strengthened, as is the case in more developed countries. All health professionals involved, physicians, nurses, psychologists, physiotherapists, and nutritionists need to increasingly establish an active partnership with the public health system, so that more hospitals can be trained in all the steps necessary to care for patients with congenital heart disease. Starting with more trained teams, better data notification will occur in such a large country as Brazil, providing us with a more reliable picture of the reality of congenital heart disease in our country. In addition, more diagnoses with consequent early treatments will make all the difference in breaking this great paradigm that is infant mortality from congenital heart disease in our country.</p>
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          <p>Minieditorial referente ao artigo: Desigualdades nas Taxas de Mortalidade por Malforma&#231;&#245;es do Sistema Circulat&#243;rio em Crian&#231;as Menores de 20 Anos de Idade entre Macrorregi&#245;es Brasileiras</p>
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