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        <article-title>An&#225;lise de um Registro de Base Populacional de Hospitaliza&#231;&#227;o por Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio</article-title>
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      <author-notes>
        <corresp id="c1"><bold>Correspond&#234;ncia: Gabriel Porto Soares</bold> &#8226; Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto do Cora&#231;&#227;o Edson Abdala Saad - Av Brigadeiro Trompowski, CEP <postal-code>21941-913</postal-code>, Rio de Janeiro, RJ - Brasil. E-mail: <email>gp.soares@yahoo.com.br</email> </corresp>
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        <title>Palavras-chave</title>
        <kwd>Isquemia Mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>Infarto do Mioc&#225;rdio/mortalidade</kwd>
        <kwd>Doen&#231;as Cardiovasculares/mortalidade</kwd>
        <kwd>Morbidade</kwd>
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        <kwd>Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</kwd>
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    <p>A doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (DIC) &#233; a principal causa de mortalidade no mundo, foi respons&#225;vel por mais de 9 milh&#245;es de mortes no ano de 2016. O perfil de tend&#234;ncia nas taxas de mortalidade por DIC variou de acordo com o n&#237;vel econ&#244;mico dos pa&#237;ses. Na&#231;&#245;es desenvolvidas experimentaram redu&#231;&#227;o dr&#225;stica nas taxas de mortalidade por DIC nos &#250;ltimos anos, talvez atribu&#237;das a maior foco na preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e melhor diagn&#243;stico e tratamento. Por&#233;m, nos chamados pa&#237;ses em desenvolvimento, a redu&#231;&#227;o n&#227;o foi t&#227;o acentuada, representando grande desafio para a sa&#250;de p&#250;blica.<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> </p>
    <p>Dentre as DICs a forma de apresenta&#231;&#227;o de maior gravidade &#233; o infarto agudo do mioc&#225;rdio com supra desnivelamento do segmento ST (IAMCSST) que corresponde a cerca de um ter&#231;o das apresenta&#231;&#245;es das DICs, mas apresenta maior mortalidade quando comparado ao infarto agudo do mioc&#225;rdio sem supra desnivelamento de segmento ST e com a angina inst&#225;vel.<xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref> </p>
    <p>Estudar o comportamento dos casos de DIC, especialmente do IAMCSST com grande abrang&#234;ncia geogr&#225;fica, populacional e temporal &#233; essencial para melhorar a abordagem da maior causa de morte no mundo, justificando a realiza&#231;&#227;o e publica&#231;&#227;o do presente estudo.<xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref> Vale uma cr&#237;tica inicial ao estudo, pois na verdade se trata de um registro hospitalar e n&#227;o obrigatoriamente populacional, pois se restringe aos dados colhidos a partir da interna&#231;&#227;o de pacientes com IAMCSST em uma unidade hospitalar &#250;nica e espec&#237;fica. Apesar da justificativa dos autores no fato do hospital de coleta dos dados ser a refer&#234;ncia regional para a grande maioria dos pacientes com infarto que buscam inicialmente ou s&#227;o posteriormente encaminhados para abordagem do IAM nesta institui&#231;&#227;o, n&#227;o &#233; poss&#237;vel estimar que a totalidade dos casos de IAMCSST da popula&#231;&#227;o alvo do estudo tenha sido tratada no centro de refer&#234;ncia em quest&#227;o. Algumas possibilidades devem ser levantadas, primeiro o fato de pacientes de outras localidades ao redor da regi&#227;o terem sido tratados no hospital do estudo ou at&#233; mesmo pacientes residentes da regi&#227;o terem apresentado IAMCSST e receberem tratamento em outro hospital da pr&#243;pria cidade ou de outro local.</p>
    <p>A maior parte dos estudos epidemiol&#243;gicos envolvendo o IAMCSST no Brasil aborda taxas de mortalidade,<xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref><sup>&#8211;</sup><xref ref-type="bibr" rid="B8"><sup>8</sup></xref> poucos dados de morbidade s&#227;o analisados e divulgados. Um excelente indicador de morbidade, a taxa de interna&#231;&#245;es, &#233; abordada no presente estudo e muito bem explorada com divis&#227;o por faixa et&#225;ria, busca de preditores e desfechos. Inclusive estas taxas de interna&#231;&#245;es se demonstraram elevadas quando comparadas aos EUA ou a pa&#237;ses europeus, mas n&#227;o h&#225; disponibilidade de dados para compara&#231;&#227;o com taxas m&#233;dias nacionais de interna&#231;&#245;es por IAM e poucos dados populacionais confi&#225;veis de outras regi&#245;es do Brasil podem ser encontrados. A divis&#227;o do sistema de sa&#250;de brasileiro em Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) e sistema suplementar dificulta ainda mais a elabora&#231;&#227;o de taxas de interna&#231;&#245;es nacionais por qualquer tipo de doen&#231;a.<xref ref-type="bibr" rid="B9"><sup>9</sup></xref> A unidade hospitalar do estudo, conforme relatado, atende aos dois sistemas de sa&#250;de, pois afirma que 85% dos pacientes foram internados pelo SUS, o que nos faz supor que os outros 15% foram atendidos pelo sistema de sa&#250;de suplementar, portanto foi poss&#237;vel agrupar pacientes provenientes dos dois sistemas em um &#250;nico estudo.</p>
    <p>Podemos tamb&#233;m caracterizar a cidade de Rio Grande, um munic&#237;pio de porte m&#233;dio com cerca de 200.000 habitantes, mas com elevado &#205;ndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), 0,744, classificado como alto, entre 0,700 e 0,799.<xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref> </p>
    <p>Os pontos positivos advindos do estudo epidemiol&#243;gico em quest&#227;o devem ser salientados. Envolveu mais de 500 pacientes provenientes de uma popula&#231;&#227;o de quase 200.000 habitantes. Foi um estudo prospectivo com longa dura&#231;&#227;o, 4 anos, com seguimento dos pacientes por pelo menos um ano. Poucas perdas, menos de 10% por crit&#233;rios de exclus&#227;o e sem perdas de recrutamento. Foi capaz de gerar dados de mortalidade, mas n&#227;o se restringiu a isso, pois resultados com vari&#225;veis incluindo dados de morbidade e abordagem terap&#234;utica tamb&#233;m foram analisados e publicados. Estudos epidemiol&#243;gicos com an&#225;lise de vari&#225;veis capazes de medir adoecimento s&#227;o essenciais para compreens&#227;o e busca de fatores para atingir a redu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia e da mortalidade da doen&#231;a que mais causou morte no Brasil e no mundo nos &#250;ltimos anos.</p>
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        <p>
          <italic>Minieditorial referente ao Artigo: Hospitaliza&#231;&#227;o por Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio: Um Registro de Base Populacional</italic>
        </p>
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          <article-title>Perfil Epidemiol&#243;gico e Indicadores de Qualidade em Pacientes com S&#237;ndrome Coronariana Aguda na Regi&#227;o Norte de Minas Gerais - Projeto Minas Telecardio 2</article-title>
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          <article-title>Hospitalization for Acute Myocardial Infarction: A Population-Based Registry</article-title>
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          <article-title>Desfechos intra-hospitalares e preditores de mortalidade no infarto agudo do mioc&#225;rdio com choque cardiog&#234;nico tratados por angioplastia prim&#225;ria: dados do registro InCor</article-title>
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          <year>2012</year>
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        <mixed-citation>7. BIENERT, Igor Ribeiro de Castro et al . Desfechos intra-hospitalares e preditores de mortalidade no infarto agudo do mioc&#225;rdio com choque cardiog&#234;nico tratados por angioplastia prim&#225;ria: dados do registro InCor. Rev. Bras. Cardiol. Invasiva, S&#227;o Paulo, v. 20, n. 1, p. 41-45, Mar. 2012 .</mixed-citation>
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        <label>8</label>
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              <surname>SANTOS</surname>
              <given-names>Juliano dos</given-names>
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          <article-title>Mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio no Brasil e suas regi&#245;es geogr&#225;ficas: an&#225;lise do efeito da idade-per&#237;odo-coorte</article-title>
          <source>Ci&#234;nc. sa&#250;de coletiva</source>
          <comment>Rio de Janeiro</comment>
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          <issue>5</issue>
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          <year>2018</year>
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        <mixed-citation>8. SANTOS, Juliano dos et al . Mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio no Brasil e suas regi&#245;es geogr&#225;ficas: an&#225;lise do efeito da idade-per&#237;odo-coorte. Ci&#234;nc. sa&#250;de coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 5, p. 1621-1634, May 2018 .</mixed-citation>
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        <label>9</label>
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              <surname>SESTELO</surname>
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              <surname>SOUZA</surname>
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            </name>
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          <article-title>Sa&#250;de suplementar no Brasil: abordagens sobre a articula&#231;&#227;o p&#250;blico/privada na assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de</article-title>
          <source>Cad. Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <comment>Rio de Janeiro</comment>
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          <year>2013</year>
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        <label>10</label>
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          <source>Atlas de desenvolvimento humano do Brasil de 2013</source>
          <year>2013</year>
          <comment>Dispon&#237;vel em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.atlasbrasil.org.br/2013/">http://www.atlasbrasil.org.br/2013/</ext-link>&gt;</comment>
          <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: junho de 2020</date-in-citation>
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        <mixed-citation>10. Atlas de desenvolvimento humano do Brasil de 2013. 2013. Dispon&#237;vel em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.atlasbrasil.org.br/2013/">http://www.atlasbrasil.org.br/2013/</ext-link>&gt;. Acesso em: junho de 2020.</mixed-citation>
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          <subject>Short Editorial</subject>
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        <article-title>Analysis of a Population-Based Registry of Hospitalizations for Acute Myocardial Infarction</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="editor">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-7058-799X</contrib-id>
          <name>
            <surname>Soares</surname>
            <given-names>Gabriel Porto</given-names>
          </name>
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            <sup>1</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff4">
            <sup>2</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="corresp" rid="c2"/>
        </contrib>
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            <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
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          <institution content-type="original">Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</institution>
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          <label>2</label>
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            <named-content content-type="state">RJ</named-content>
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          <country country="BR">Brazil</country>
          <institution content-type="original">Universidade Severino Sombra - Curso de Medicina, Vassouras, RJ &#8211; Brazil</institution>
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        <corresp id="c2"><bold>Mailing Address: Gabriel Porto Soares</bold> &#8226; Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto do Cora&#231;&#227;o Edson Abdala Saad - Av Brigadeiro Trompowski, Postal Code <postal-code>21941-913</postal-code>, Rio de Janeiro, RJ - Brazil. E-mail: <email>gp.soares@yahoo.com.br</email> </corresp>
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        <title>Keywords</title>
        <kwd>Myocardial Ischemia</kwd>
        <kwd>Myocardial Infarction/mortality</kwd>
        <kwd>cardiovascular Diseases/mortality</kwd>
        <kwd>Morbidity</kwd>
        <kwd>Hospitalization</kwd>
        <kwd>Unified Health System</kwd>
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    <body>
      <p>Ischemic heart disease (IHD) is the leading cause of mortality in the world, being responsible for more than 9 million deaths in 2016. The trend profile of IHD mortality rates varied according to the economic level of countries. Developed nations have experienced a dramatic reduction in IHD mortality rates in recent years, perhaps attributed to a greater focus on primary prevention and better diagnosis and treatment. However, in the so-called developing countries, the reduction was not so accentuated, representing a major challenge for public health.<xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> </p>
      <p>Among the IHDs, the most severe form of presentation is acute myocardial infarction with ST-segment elevation (STEMI), which corresponds to approximately one-third of IHD presentations but has higher mortality when compared to non-ST-segment elevation myocardial infarction and unstable angina.<xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref> </p>
      <p>Studying the behavior of IHD cases, especially of STEMI with wide geographical, population and temporal coverage, is essential to improve the approach to the biggest cause of death worldwide, justifying the performing and publication of the present study.<xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref> An initial criticism of the study is worthwhile, as it is actually a hospital record and not necessarily a population record, as it is restricted to data collected from the admission of patients with STEMI to a single and specific hospital unit. Despite the authors' justification for the fact that the data collection hospital is the regional reference for the vast majority of patients with infarction who initially seek or are subsequently referred to this institution due to AMI, it is not possible to estimate that all cases of STEMI in the target population of the study has been treated at the study referral center. Some possibilities must be raised; first, the fact that patients from other locations around the region were treated at the study hospital or even the fact that patients who lived in the region had STEMI and received treatment at another hospital in the city or elsewhere.</p>
      <p>Most epidemiological studies involving STEMI in Brazil address mortality rates,<xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref><sup>&#8211;</sup><xref ref-type="bibr" rid="B8"><sup>8</sup></xref> and few data on morbidity are analyzed and disclosed. An excellent indicator of morbidity, the rate of hospitalizations, is addressed in the present study and very well explored with divisions by age group, search for predictors and outcomes. Also, these hospitalization rates have shown to be high when compared to those in the USA or European countries, but there are no data available for comparison with the national average rates of hospitalizations for AMI and few reliable population data from other regions of Brazil can be found. The division of the Brazilian health system into the Unified Health System (SUS) and the supplementary health system makes it even more difficult to establish national hospitalization rates for any type of disease.<xref ref-type="bibr" rid="B9"><sup>9</sup></xref> The hospital unit of the study, as reported, treats patients from both health systems, as it states that 85% of patients were hospitalized through SUS, which makes us assume that the other 15% were treated through the supplementary health system, so it was possible to group patients from both systems in a single study.</p>
      <p>We can also characterize the city of Rio Grande, a medium-sized municipality with around 200,000 inhabitants, but with an elevated Municipal Human Development Index (MHDI) of 0.744, classified as high, between 0.700 and 0.799.<xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref> </p>
      <p>The positive points arising from the epidemiological study should be highlighted. It involved more than 500 patients from a population of almost 200,000 inhabitants. It was a prospective study with a long duration, 4 years, with follow-up of patients for at least one year. There were few losses, less than 10% by the exclusion criteria, and no recruitment losses. The study was able to generate mortality data, but it was not restricted to that, since results with variables including data on morbidity and therapeutic approach were also analyzed and published. Epidemiological studies with analysis of variables capable of measuring illness are essential to understand and search for factors aimed at achieving the reduction in the incidence and mortality of the disease that caused the most deaths in Brazil and worldwide in recent years.</p>
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          <p>
            <italic>Short Editorial related to the article: Hospitalization for Acute Myocardial Infarction: A Population-Based Registry</italic>
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