<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" article-type="editorial" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="nlm-ta">Arq Bras Cardiol</journal-id>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">sHzSGMwFhWZ3qLJhy9yz6Qy</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2020000400613</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id">abc.20200249</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.36660/abc.20200249</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Minieditorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Como Saber se uma Mudan&#231;a &#233; uma melhoria? O (N&#227;o T&#227;o) Novo Conhecimento Cient&#237;fico que todo M&#233;dico deve Aprender, Dominar e Liderar</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-0955-9225</contrib-id>
          <name>
            <surname>Colafranceschi</surname>
            <given-names>Alexandre Siciliano</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">
            <sup>1</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">
            <sup>2</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff3">
            <sup>3</sup>
          </xref>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff1">
        <label>1</label>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro</institution>
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
          <named-content content-type="state">RJ</named-content>
        </addr-line>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,Rio de Janeiro, RJ - Brasil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff2">
        <label>2</label>
        <institution content-type="orgname">Instituto Nacional de Cardiologia</institution>
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
          <named-content content-type="state">RJ</named-content>
        </addr-line>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Instituto Nacional de Cardiologia,Rio de Janeiro, RJ - Brasil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff3">
        <label>3</label>
        <institution content-type="orgname">Hospital Pr&#243; Card&#237;aco</institution>
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
          <named-content content-type="state">RJ</named-content>
        </addr-line>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Hospital Pr&#243; Card&#237;aco, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brasil</institution>
      </aff>
      <author-notes>
        <corresp id="c01"> Correspond&#234;ncia: Alexandre Siciliano Colafranceschi &#8226; Instituto Nacional de Cardiologia - Cirurgia Card&#237;aca - Rua das Larangeiras, 374. CEP 22240-002, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brasil E-mail: <email>alexandre.siciliano@gmail.com</email>
				</corresp>
      </author-notes>
      <pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
        <day>29</day>
        <month>05</month>
        <year>2020</year>
      </pub-date>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2020</year>
      </pub-date>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2020</year>
      </pub-date>
      <volume>114</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>613</fpage>
      <lpage>615</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p> This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited. </license-p>
        </license>
      </permissions>
      <kwd-group xml:lang="pt">
        <kwd>Procedimentos Cir&#250;rgicos Cardiovasculares/tend&#234;ncias</kwd>
        <kwd>Melhoria da Qualidade</kwd>
        <kwd>Seguran&#231;a do Paciente</kwd>
        <kwd>Mortalidade Hospitalar</kwd>
        <kwd>Banco de Dados</kwd>
      </kwd-group>
      <counts>
        <fig-count count="2"/>
        <table-count count="0"/>
        <equation-count count="0"/>
        <ref-count count="7"/>
        <page-count count="3"/>
      </counts>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>Os cirurgi&#245;es cardiotor&#225;cicos t&#234;m uma rica hist&#243;ria de melhora da qualidade e um forte car&#225;ter de transpar&#234;ncia e inova&#231;&#227;o, permitindo a r&#225;pida difus&#227;o de padr&#245;es, t&#233;cnicas e refer&#234;ncias em todo o mundo. A n&#237;vel nacional, poucas especialidades m&#233;dicas contribu&#237;ram tanto para o desenvolvimento do conhecimento quanto a cirurgia card&#237;aca brasileira. Desde o trabalho intenso desenvolvido por d&#233;cadas por cirurgi&#245;es pioneiros como Euryclides Zerbini e Adib Jatene at&#233; os l&#237;deres mais contempor&#226;neos da &#225;rea, o Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo &#8211; InCor &#8211; est&#225; definitivamente no cora&#231;&#227;o desta jornada.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> Nesta edi&#231;&#227;o da Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o trabalho de Mejia et al,.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> tem o m&#233;rito de levar em considera&#231;&#227;o a evolu&#231;&#227;o do n&#250;mero de cirurgias cardiovasculares realizadas no InCor durante um per&#237;odo de 35 anos. O n&#250;mero total &#233; not&#225;vel: foram analisados mais de 100.000 procedimentos de cora&#231;&#227;o aberto. Afinal, o n&#250;mero m&#233;dio de procedimentos/ano &#233; 2.964, &#8211; ou mais de 11 procedimentos por dia de trabalho. Destaca-se o fato de o n&#250;mero total de procedimentos estar aumentando, principalmente devido ao aumento das cirurgias valvares e &#224; corre&#231;&#227;o das cardiopatias cong&#234;nitas. Al&#233;m disso, h&#225; uma redu&#231;&#227;o de 7% no volume de cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio no mais recente per&#237;odo estudado.</p>
    <p>Al&#233;m de descrever o volume de procedimentos cir&#250;rgicos de diferentes doen&#231;as cardiovasculares ao longo de cinco per&#237;odos diferentes durante os 35 anos de dados, outro objetivo do estudo de Mejia et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> foi avaliar o impacto das a&#231;&#245;es realizadas de um programa de melhoria cont&#237;nua da qualidade na mortalidade por cirurgia cardiovascular. N&#227;o est&#225; claro, no entanto, como os per&#237;odos foram selecionados para as an&#225;lises.</p>
    <p>A iniciativa de melhora da qualidade no InCor, denominada &#8220;Programa de Melhora Cont&#237;nua da Qualidade&#8221; (PMCQ), foi consolidada em 2016 com uma clara miss&#227;o de diminuir a mortalidade cir&#250;rgica operat&#243;ria cardiovascular. Ela faz parte da Unidade Cir&#250;rgica de Qualidade e Seguran&#231;a do Paciente Cir&#250;rgico (UCQSP) como um departamento da Divis&#227;o Cir&#250;rgica Cardiovascular do InCor. De acordo com os autores, esta unidade visa apoiar a constru&#231;&#227;o da cultura de seguran&#231;a, promover a transpar&#234;ncia, padronizar o treinamento, melhorar o trabalho das equipes e monitorar o desempenho cir&#250;rgico.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
    <p>Quando o InCor visa apoiar a constru&#231;&#227;o de uma cultura de seguran&#231;a, fica claro que eles est&#227;o na dire&#231;&#227;o certa. Como afirma Robert Lloyd,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> vice-presidente do <italic>Institute for Healthcare Improvement</italic> , &#8220;Qualidade&#8221; n&#227;o &#233; um departamento. Uma organiza&#231;&#227;o s&#243; far&#225; melhoras significativas e sustent&#225;veis quando as pessoas em todos os n&#237;veis sentirem um desejo e uma responsabilidade compartilhados para melhorar processos e resultados todos os dias.</p>
    <p>Ap&#243;s a an&#225;lise dos dados, os autores conclu&#237;ram que houve uma diminui&#231;&#227;o significativa da mortalidade operat&#243;ria (mais pr&#243;xima dos padr&#245;es internacionais) nos grupos estudados ap&#243;s a implementa&#231;&#227;o do programa de melhora da qualidade no InCor. A quest&#227;o que permanece &#233;, como sabemos que as altera&#231;&#245;es feitas ap&#243;s a consolida&#231;&#227;o do PMCQ resultaram em uma melhoria na mortalidade cir&#250;rgica?</p>
    <p>Dirigir esfor&#231;os na coleta, an&#225;lise e aplica&#231;&#227;o de dados dos resultados cir&#250;rgicos a fim de melhorar a qualidade e reavaliar condutas e procedimentos &#233; fundamental para as iniciativas de melhora da qualidade. Entretanto, misturar medidas de presta&#231;&#227;o de contas ou pesquisa com medidas de melhora &#233; contraproducente.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>Os conceitos modernos de Melhora de Qualidade (QI, <italic>Quality Improvement</italic> ) tiveram sua origem nas medidas do Controle Estat&#237;stico de Processo (CEP), desenvolvidas por Walter Shewart na d&#233;cada de 1920. O casamento dessas t&#233;cnicas com uma filosofia de gerenciamento geral de Edwards Deming, Joseph Juran e outros resultou no movimento da qualidade, conhecido por v&#225;rios termos e acr&#244;nimos (TQM - Total Quality Management, CQI - <italic>Continuous Quality Improvement</italic> , etc.). Embora tenham chegado mais tarde &#224; &#225;rea de cuidados m&#233;dicos do que em outros campos, os conceitos de QI proliferaram rapidamente aqui atrav&#233;s dos esfor&#231;os de Berwick e outros.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
    <p>A melhora da qualidade requer o uso de dados para aprender e prever o desempenho futuro (em oposi&#231;&#227;o ao que aconteceu no passado, conforme revelado pelos dados de presta&#231;&#227;o de contas e pesquisa). Em rela&#231;&#227;o &#224; melhora, &#233; fundamental entender que todo processo tem uma varia&#231;&#227;o inerente que se deseja entender. A compreens&#227;o dos termos processo e varia&#231;&#227;o, al&#233;m de desenvolver o pensamento do processo, &#233; fundamental para entender como melhorar alguma coisa.</p>
    <p>O cuidado cir&#250;rgico cardiotor&#225;cico contempor&#226;neo &#233; um processo complexo, envolvendo t&#233;cnicas e equipamentos sofisticados, profissionais de sa&#250;de com n&#237;veis variados de capacidade e pacientes de alto risco. Os cirurgi&#245;es trabalham em ambientes cr&#237;ticos de seguran&#231;a, onde a complexidade do cuidado e os fatores de risco dos pacientes aumentam exponencialmente o potencial para danos significativos. O sistema projetado de cuidado a pacientes cir&#250;rgicos fornece resultados que variam ao longo do tempo, independentemente de serem bem-sucedidos ou n&#227;o. Como seres humanos e sistemas mal projetados s&#227;o vulner&#225;veis a erros, uma avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica de nossos sistemas de cuidado &#233; essencial para que a melhora continue.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
    <p>A varia&#231;&#227;o em uma medida de qualidade pode resultar de <italic>causas comuns</italic> &#8211;causas esperadas que s&#227;o inerentes ao sistema. Tamb&#233;m pode ser derivada de <italic>causas especiais</italic> &#8211; causas n&#227;o naturais que n&#227;o fazem parte do sistema, mas surgem devido a circunst&#226;ncias espec&#237;ficas.</p>
    <p>Existem muitas maneiras de apresentar e analisar dados. Para os esfor&#231;os de melhoria, um <italic>gr&#225;fico de controle</italic> ( <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura1</xref> ) ajuda a distinguir entre causas comuns e especiais de varia&#231;&#227;o. Ele inclui um limite de controle superior e um de controle inferior marcado acima e abaixo da linha m&#233;dia. Varia&#231;&#245;es dentro desses limites s&#227;o esperadas e atribu&#237;das a causas comuns; a varia&#231;&#227;o al&#233;m desses limites sugere causas especiais.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
    <p>
      <fig id="f01">
        <label>Figura 1</label>
        <caption>
          <title>
            <italic>Gr&#225;fico P de morte operat&#243;ria. Dados obtidos das tabelas 1 e 2 do manuscrito original. A linha m&#233;dia est&#225; em verde. Os limites de controle superior e inferior est&#227;o em vermelho. Os pontos representam o &#237;ndice de &#243;bito operat&#243;rio para o per&#237;odo especificado. Os pontos s&#227;o conectados em uma linha preta que mostra varia&#231;&#227;o. A morte operat&#243;ria no per&#237;odo 4 est&#225; al&#233;m do limite superior de controle (como marcado em um c&#237;rculo vermelho), sugerindo uma causa especial no processo de cuidado nesse per&#237;odo de coleta de dados.</italic>
          </title>
        </caption>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-114-04-0613-00249-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Em um sistema est&#225;vel, apenas causas comuns afetam os resultados. A varia&#231;&#227;o &#233; previs&#237;vel dentro dos limites estatisticamente estabelecidos. Em contraste, em um sistema inst&#225;vel, os resultados s&#227;o afetados por causas comuns e causas especiais. Nesse caso, a varia&#231;&#227;o &#233; imprevis&#237;vel. Se o processo &#233; est&#225;vel e a varia&#231;&#227;o &#233; previs&#237;vel, &#233; poss&#237;vel prever o resultado futuro para o sistema que est&#225; sendo observado em tempo real, o que o torna adequado para os esfor&#231;os de melhoria. Os <italic>gr&#225;ficos de controle</italic> tamb&#233;m podem ser utilizados para identificar sinais precoces de sucesso em um projeto de melhoria e monitorar um processo para garantir que ele esteja mantendo os ganhos advindos de um esfor&#231;o de melhora da qualidade. Como um <italic>gr&#225;fico de execu&#231;&#227;o</italic> , ajuda a determinar se as altera&#231;&#245;es feitas est&#227;o levando a melhoras. O ponto aqui &#233; que os esfor&#231;os de melhoria s&#243; podem ser feitos em sistemas est&#225;veis.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
    <p>Os dados extra&#237;dos do manuscrito original em suas tabelas 1 e 2 (volume total de procedimentos e &#237;ndice total de &#243;bitos operat&#243;rios ao longo de diferentes per&#237;odos de tempo) foram utilizados para criar um gr&#225;fico de controle, como na <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref> . As t&#233;cnicas de controle estat&#237;stico de processo (CEP) oferecem um papel eficaz no monitoramento do desempenho hospitalar, como taxa de mortalidade.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> De acordo com essa an&#225;lise, o sistema sendo utilizado para esfor&#231;os de melhoria no trabalho de Mejia et al.,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> &#233; um sistema inst&#225;vel e o resultado (morte operat&#243;ria) &#233; afetado por causas comuns e especiais. Como a varia&#231;&#227;o &#233; imprevis&#237;vel em um sistema inst&#225;vel, as altera&#231;&#245;es do PMCQ no InCor n&#227;o podem ser atribu&#237;das &#224; melhora na mortalidade operat&#243;ria total do per&#237;odo 4 para o per&#237;odo 5. De fato, utilizando a metodologia CEP, n&#227;o h&#225; diferen&#231;a na mortalidade operat&#243;ria entre os per&#237;odos 1, 2,3 e 5. A mortalidade operat&#243;ria no InCor tem variado pr&#243;ximo aos padr&#245;es internacionais desde que come&#231;aram a coletar esses dados. Uma causa especial no per&#237;odo 4 aumentou a mortalidade operat&#243;ria al&#233;m do limite superior de controle, o que a tornou estatisticamente diferente do per&#237;odo 5, quando m&#233;todos estat&#237;sticos de pesquisa foram utilizados para analisar um esfor&#231;o de melhoria.</p>
    <p>As organiza&#231;&#245;es de sa&#250;de utilizam os dados para entender seu desempenho &#8211; embora nem sempre o fa&#231;am com efic&#225;cia.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> &#201; importante observar que a equipe de melhoria da qualidade vizualiza e busca utilizar dados referentes &#224; varia&#231;&#227;o nos processos de assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de de maneira diferente daquela dos pesquisadores de servi&#231;os de sa&#250;de. Onde a melhoria da qualidade pr&#225;tica e em tempo real &#233; a meta, a pr&#243;pria varia&#231;&#227;o precisa ser examinada em tempo real para responder &#224;s perguntas: 1- Estamos melhorando? E 2- Onde podemos melhorar?<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> Assim, os dados de desempenho &#8220; <italic>just-in-time</italic> &#8221; s&#227;o essenciais para o uso efetivo dos dados de varia&#231;&#227;o, e o foco est&#225; na cria&#231;&#227;o de processos est&#225;veis e no aprendizado de varia&#231;&#245;es por causas especiais. Por outro lado, os pesquisadores de servi&#231;os de sa&#250;de levantam a quest&#227;o: A causa B? (se as outras coisas forem iguais), muitas vezes considerando a vis&#227;o de longo prazo para examinar dados de v&#225;rios anos e buscando eliminar varia&#231;&#245;es de causas especiais e testar a signific&#226;ncia.<sup>8</sup> Essas diferentes perspectivas podem levar administradores e pesquisadores da sa&#250;de a olharem para os mesmos resultados e chegarem a conclus&#245;es muito diferentes sobre sua signific&#226;ncia e as a&#231;&#245;es que devem ser tomadas em resposta.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
    <p>Aprender rapidamente com os erros faz parte das teorias da melhoria e, embora n&#227;o tenha sido comprovada a melhora na mortalidade operat&#243;ria atribu&#237;da &#224;s a&#231;&#245;es tomadas ap&#243;s a consolida&#231;&#227;o do PMCQ, o esfor&#231;o cont&#237;nuo de melhoria da qualidade no InCor est&#225; longe de ser malsucedido. A iniciativa do PMCQ no InCor deve ser seguida por outros. O InCor n&#227;o apenas foi pioneiro e dominou a academia de cirurgia card&#237;aca no pa&#237;s. Sua lideran&#231;a no campo continua a mudar nossas pr&#243;prias perspectivas sobre o que significa ser um cirurgi&#227;o card&#237;aco contempor&#226;neo dentro de um sistema. O InCor est&#225; nos ajudando a refletir sobre a vis&#227;o tradicional de que os resultados dos pacientes est&#227;o relacionados apenas &#224; habilidade t&#233;cnica do cirurgi&#227;o para uma estrutura em evolu&#231;&#227;o e mais ampla, na qual os resultados da assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de s&#227;o afetados por uma infinidade de fatores em processos e ambiente altamente integrados e complexos. Como m&#233;dicos (e cirurgi&#245;es) est&#227;o envolvidos em quase todos os processos importantes de assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de, &#233; um desperd&#237;cio tentar melhorar os processos de assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de sem eles.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> Ainda &#233; necess&#225;rio que o cirurgi&#227;o aprenda, domine e lidere a incorpora&#231;&#227;o de novas tecnologias e as habilidades t&#233;cnicas para cuidar dos pacientes. Contemporaneamente, entretanto, isso n&#227;o &#233; suficiente para melhorar os resultados. Chegou a hora dos cirurgi&#245;es cardiotor&#225;cicos (e de todos os m&#233;dicos) refletirem sobre seus pr&#243;prios prop&#243;sitos pessoais de serem profissionais de sa&#250;de e aprenderem, dominarem e liderarem o (n&#227;o t&#227;o) novo conhecimento cient&#237;fico para melhoria dos processos assistenciais dos pacientes.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <title>Refer&#234;ncias</title>
      <ref id="B1">
        <label>1</label>
        <mixed-citation>1. Braile D, Gomes CJ. Evolution of cardiovascular surgery: the Brazilian saga. A history of work, pioneering experience and success. Arq Bras Cardiol. 2010;94(2):151-2.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Braile</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gomes</surname>
              <given-names>CJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>Evolution of cardiovascular surgery: the Brazilian saga. A history of work, pioneering experience and success</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <year>2010</year>
          <volume>94</volume>
          <issue>2</issue>
          <fpage>151</fpage>
          <lpage>152</lpage>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <label>2</label>
        <mixed-citation>2. Mejia OAV, Lisboa LAF, Caneo FF, Arita E T, Brand&#227;o CMA, Dias RR, et al. An&#225;lise de &gt;100.000 cirurgias cardiovasculares realizadas no Instituto do Cora&#231;&#227;o e a nova era com foco nos resultados. Arq Bras Cardiol. 2020; 114(4):603-612.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mejia</surname>
              <given-names>OAV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lisboa</surname>
              <given-names>LAF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Caneo</surname>
              <given-names>FF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Arita</surname>
              <given-names>E T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brand&#227;o</surname>
              <given-names>CMA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dias</surname>
              <given-names>RR</given-names>
            </name>
            <etal>et al</etal>
          </person-group>
          <article-title>An&#225;lise de &gt;100.000 cirurgias cardiovasculares realizadas no Instituto do Cora&#231;&#227;o e a nova era com foco nos resultados</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <year>2020</year>
          <volume>114</volume>
          <issue>4</issue>
          <fpage>603</fpage>
          <lpage>612</lpage>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <label>3</label>
        <mixed-citation>3. Solberg LI, Mosser G, McDonald S. The Three Faces of Performance Measurement: Improvement, Accountability, and Research. The Joint Commission Journal on Quality Improvement. 19(7;23(3):135-47.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Solberg</surname>
              <given-names>LI</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mosser</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McDonald</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>The Three Faces of Performance Measurement: Improvement, Accountability, and Research</article-title>
          <source>The Joint Commission Journal on Quality Improvement</source>
          <comment>19(7</comment>
          <volume>23</volume>
          <issue>3</issue>
          <fpage>135</fpage>
          <lpage>147</lpage>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <label>4</label>
        <mixed-citation>4. Berwick DM. Continuous improvement as an ideal in health care. N Engl J Med. <italic>1989</italic> ;320(1):53-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Berwick</surname>
              <given-names>DM</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>Continuous improvement as an ideal in health care</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <year>1989</year>
          <volume>320</volume>
          <issue>1</issue>
          <fpage>53</fpage>
          <lpage>56</lpage>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <label>5</label>
        <mixed-citation>5. Sanchez, J&#193;; Ferdinand, FD; Fann, JI. Patient Safety in Cardiothoracic Surgery. An Overview. Ann Thorac Surg. 2016;101(2):426-33.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Sanchez</surname>
              <given-names>J&#193;</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ferdinand</surname>
              <given-names>FD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fann</surname>
              <given-names>JI</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>Patient Safety in Cardiothoracic Surgery. An Overview</article-title>
          <source>Ann Thorac Surg</source>
          <year>2016</year>
          <volume>101</volume>
          <issue>2</issue>
          <fpage>426</fpage>
          <lpage>433</lpage>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <label>6</label>
        <mixed-citation>6. Suman GS, Prajapati D. Control chart applications in healthcare: a literature review. Int J Metrol Qual Eng. 2018;9(5):1-21.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Suman</surname>
              <given-names>GS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Prajapati</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>Control chart applications in healthcare: a literature review</article-title>
          <source>Int J Metrol Qual Eng</source>
          <year>2018</year>
          <volume>9</volume>
          <issue>5</issue>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>21</lpage>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <label>7</label>
        <mixed-citation>7. Neuhauser D, Provost L, Bergman B. The meaning of variation to healthcare managers, clinical and health-services researchers, and individual patients. BMJ Qual Saf. 2011 Apr;20(Suppl 1):i36-40.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Neuhauser</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Provost</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bergman</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>The meaning of variation to healthcare managers, clinical and health-services researchers, and individual patients</article-title>
          <source>BMJ Qual Saf</source>
          <year>2011</year>
          <month>04</month>
          <volume>20</volume>
          <supplement>Suppl 1</supplement>
          <fpage>i36</fpage>
          <lpage>i40</lpage>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
    <fn-group>
      <fn fn-type="other">
        <p>
          <italic>Minieditorial referente ao artigo: An&#225;lise de &gt;100.000 Cirurgias Cardiovasculares Realizadas no Instituto do Cora&#231;&#227;o e a Nova Era com Foco nos Resultados</italic>
        </p>
      </fn>
    </fn-group>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Short Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>How Do We Know a Change is an Improvement? The (Not So) New Scientific Knowledge Every Physician Should Learn, Master and Lead</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-0955-9225</contrib-id>
          <name>
            <surname>Colafranceschi</surname>
            <given-names>Alexandre Siciliano</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1001">
            <sup>1</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2001">
            <sup>2</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff3001">
            <sup>3</sup>
          </xref>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff1001">
        <label>1</label>
        <country country="BR">Brazil</country>
        <institution content-type="original">Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff2001">
        <label>2</label>
        <country country="BR">Brazil</country>
        <institution content-type="original">Instituto Nacional de Cardiologia, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff3001">
        <label>3</label>
        <country country="BR">Brazil</country>
        <institution content-type="original">Hospital Pr&#243; Card&#237;aco, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brazil</institution>
      </aff>
      <author-notes>
        <corresp id="c01001">Mailing Address: Alexandre Siciliano Colafranceschi &#8226; Instituto Nacional de Cardiologia - Cirurgia Card&#237;aca - Rua das Larangeiras, 374. CEP 22240-002, Rio de Janeiro, RJ &#8211; Brazil E-mail: alexandre.siciliano@gmail.com</corresp>
      </author-notes>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cardiovascular Surgical Procedures/trends</kwd>
        <kwd>Quality Improvement</kwd>
        <kwd>Patient Safety</kwd>
        <kwd>Hospital Mortality</kwd>
        <kwd>Database</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>Cardiothoracic surgeons have a rich history of quality improvement and a strong ethos of transparency and innovation allowing for the rapid diffusion of standards, techniques, and benchmarks worldwide. Nationally, few medical specialties have contributed as much to the development of knowledge as the Brazilian cardiac surgery. From the hard work developed during decades by pioneering surgeons such as Euryclides Zerbini and Adib Jatene to the most contemporaneous leaders in the field, the <italic>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo</italic> &#8211; InCor &#8211; is definitely at the heart of this journey.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> In this issue of <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> the work by Mejia et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> has the merit of taking into account the evolution of the number of cardiovascular surgeries performed at InCor during a 35-year period. The total number is a remarkable one: over 100,000 open heart procedures were analyzed. After all, the mean number of procedures/year is 2,964, - or more than 11 procedures per workday. It is noteworthy the fact that the total number of procedures has been increasing, especially due to an increase in valvular operations and the correction of congenital cardiopathies. Also, of note, there is a 7% decrease in coronary artery bypass graft surgery volume in the most recent period studied.</p>
      <p>Besides describing the volume of disease-specific open-heart surgical procedures throughout five different periods of time over the 35 years of data, another objective of the study by Mejia et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> was to evaluate the impact of the actions taken from a continuous quality improvement program on mortality from cardiovascular surgery. It is not clear, however, how the periods of time were selected for the analyses.</p>
      <p>The quality improvement initiative at InCor, called <italic>Programa de Melhoria Cont&#237;nua da Qualidade (PMCQ),</italic> was consolidated in 2016 with a clear mission to decrease the cardiovascular surgical operative mortality. It is hosted at the <italic>Unidade Cir&#250;rgica de Qualidade e Seguran&#231;a do Paciente Cir&#250;rgico (UCQSP)</italic> as a department of the Cardiovascular Surgical Division at InCor. According to the authors, this unit aims to support the construction of the safety culture, promote transparency, standardize training, improve the work of the teams and monitor the surgical performance.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
      <p>When InCor aims to support the construction of a safety culture, it is clear that they head toward the right direction. As stated by Robert Lloyd,<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> Vice President at the Institute for Healthcare Improvement, &#8220;Quality&#8221; is not a department. An organization will only make meaningful and sustainable improvements when people at every level feel a shared desire and responsibility for making processes and outcomes better every day.</p>
      <p>After analyzing the data, the authors concluded that there was a significant decrease in operative mortality (closer to international standards) in the studied groups after the implementation of the quality improvement program at InCor. The question that remains is how do we know that the changes made after the PMCQ consolidation resulted in an improvement in surgical mortality?</p>
      <p>Directing efforts in collecting, analyzing and applying data of the surgical results in order to improve quality and reassess conducts and procedures is critical to quality improvement initiatives. Mixing accountability or research measures with those for improvement, however, is counterproductive.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>Modern Quality Improvement (QI) concepts had their origins in the Statistical Process Control (SPC) measurements developed by Walter Shewart in the 1920s. The marriage of those techniques with an overall management philosophy by Edwards Deming, Joseph Juran, and others has resulted in the quality movement as it is known through various terms and acronyms (TQM &#8211; Total Quality Management, CQI &#8211; Continuous Quality Improvement, and so on). Although arriving later in health care than in other fields, QI concepts have rapidly proliferated here through the efforts of Berwick and others.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup></p>
      <p>Quality improvement requires using data to learn and to predict future performance (as opposed to what happened in the past, as stated by accountability and research data). Regarding improvement, it is critical to understand that every process has an inherent variation that one wants to understand. Understanding the terms process and variation, besides developing process thinking, are fundamental to an understanding of how to improve anything.</p>
      <p>Contemporary cardiothoracic surgical care is a complex process, involving sophisticated techniques and equipment, health care professionals with varying levels of skills, and high-risk patients. Surgeons work in a safety-critical environments where the complexity of care and the patients&#8217; risk factors exponentially increase the potential for significant harm. The designed system of caring for surgical patients deliver outcomes that vary throughout time, irrespective of being successful or not. Because humans and poorly designed systems are vulnerable to error, a critical assessment of our systems of care is essential for improvement to continue.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
      <p>Variation in a quality measure may result from <italic>common causes</italic> &#8212; expected causes that are inherent to the system. It may also derive from <italic>special causes</italic> &#8212; unnatural causes that are not part of the system but arise due to specific circumstances.</p>
      <p>There are many ways to present and analyze data. For improvement efforts, a <italic>control chart</italic> ( <xref ref-type="fig" rid="f01001">Figure 1</xref> ) helps distinguish between special and common causes of variation. It includes an upper control limit and a lower control limit marked above and below the average line. Variation within these limits is expected and attributed to common causes; variation beyond these limits suggests special causes.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
      <p>
        <fig id="f01001">
          <label>Figure 1</label>
          <caption>
            <title>
              <italic>P chart of operative death. Data obtained from tables 1 and 2 of the original manuscript. Average line is in green. Upper and lower control limits are in red. Dots represents the operative death index for the specified period of time. Dots are connected in a black line that shows variation. Operative death in period 4 is beyond the upper control limit (as marked in a red circle), suggesting a special cause in the process of caring within this period of data collection.</italic>
            </title>
          </caption>
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-114-04-0613-00249-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In a stable system, only common causes affect the outcomes. Variation is predictable within statistically established limits. By contrast, in an unstable system, outcomes are affected by both common causes and special causes. In this case, variation is unpredictable. If the process is stable and variation is predictable, one can foresee the future outcome for the system being observed in real-time, which makes it suitable for improvement efforts. <italic>Control charts</italic> can also be used to identify early signs of success in an improvement project and to monitor a process to ensure it is holding the gains from a quality improvement effort. Like a <italic>run chart</italic> it helps determine whether the changes made are leading to improvement. The point here is that improvement efforts can only be made in stable systems.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup></p>
      <p>Data driven from the original manuscript in its tables 1 and 2 (total volume of procedures and total operative death index throughout different periods of time) were used to build a control chart as in <xref ref-type="fig" rid="f01001">Figure 1</xref> . Statistical process control (SPC) techniques have played an efficacious role in monitoring hospital performance, such as mortality rate.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> According to this analysis, the system being used for improvement efforts in the work by Mejia et al.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> is an unstable system and the outcome (operative death) is affected by both common and special causes. Since variation is unpredictable in an unstable system, the changes from PMCQ at InCor cannot be attributed to the improvement in total operative death from period 4 to period 5. In fact, using SPC methodology, there is no difference in operative mortality between periods 1,2,3 and 5. The operative mortality at InCor has been varying close to international standards since they started collecting these data. A special cause in period 4 increased the operative mortality beyond the upper control limit, which made it statistically different from period 5, when research statistical methods were used to analyze an improvement effort.</p>
      <p>Health care organizations use data to understand their performance &#8212; although they do not always do so effectively.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> It is important to note that the quality improvement staff view and seek to use data regarding variation in healthcare processes differently from that of health services researchers. Where practical, real-time quality improvement is the goal, variation itself needs to be examined in real time to answer the questions: 1- Are we getting better? And 2- Where can we improve?<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> Thus, &#8220;just-in-time&#8221; performance data are essential to the effective use of variation data, and the focus is on creating stable processes and learning from special-cause variation <italic>.</italic> In contrast, health services researchers pose the question, does A cause B (other things being equal?), often taking the long view to examine several years` worth of data and seeking to eliminate special-cause variation and test for significance<sub>.</sub><sup>8</sup>These different perspectives can lead healthcare managers and researchers to look at the same results and reach very different conclusions about their significance and the actions that should be taken in response.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
      <p>Learning fast from mistakes is part of the improvement theories and although there was no proven improvement in operative mortality attributed to actions taken after PMCQ consolidation, the continuous quality improvement effort at InCor is far from being unsuccessful. The PMCQ initiative at InCor should be followed by others. InCor not only pioneered and mastered the open-heart surgical academy in the country. Its leadership in the field continues to change our own perspectives regarding what means to be a contemporary heart surgeon within a system. InCor is helping us reflect on the traditional view that patient outcomes are related only to the surgeon&#8217;s technical skill to an evolving and broader framework, wherein health care outcomes are affected by a multitude of factors in highly integrated and complex processes and environment. Since physicians (and surgeons) are involved in almost all-important health care processes, it is wasteful to try to improve health care processes without them.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> It is still required for a surgeon to learn, master and lead the current and new technology and technical skills to care for patients. Contemporarily, however, this is not sufficient to improve outcomes. It is time for cardiothoracic surgeons (and every physician) to reflect on their own personal purposes of being a healthcare professional and learn, master and lead the (not so) new scientific knowledge to improve patient outcomes.</p>
    </body>
    <back>
      <fn-group>
        <fn fn-type="other">
          <p>
            <italic>Short Editorial related to the article: Analysis of &gt;100,000 Cardiovascular Surgeries Performed at the Heart Institute and a New Era of Outcomes</italic>
          </p>
        </fn>
      </fn-group>
    </back>
  </sub-article>
</article>
