<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Atualiza&#231;&#227;o Cl&#237;nica</subject>
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        <article-title>O controle da hipertens&#227;o arterial em publica&#231;&#245;es brasileiras</article-title>
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            <surname>Pinho</surname>
            <given-names>Nat&#225;lia de Alencar</given-names>
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            <surname>Pierin</surname>
            <given-names>Angela Maria Geraldo</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Escola de Enfermagem </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>09</month>
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      </pub-date>
      <volume>101</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>e65</fpage>
      <lpage>e73</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>A hipertens&#227;o arterial &#233; um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica em virtude de sua alta preval&#234;ncia e de suas complica&#231;&#245;es cardiovasculares. O tratamento da hipertens&#227;o tem como objetivo a redu&#231;&#227;o da morbimortalidade cardiovascular e a meta de controle &#233; de n&#237;veis inferiores a 140/90 mmHg. Considera-se que o controle da hipertens&#227;o no Brasil seja baixo, e &#237;ndices de abrang&#234;ncia nacional s&#227;o desconhecidos. O objetivo dessa revis&#227;o foi descrever o panorama do controle da hipertens&#227;o arterial no Brasil com base nas publica&#231;&#245;es existentes em uma base de dados. Foram identificadas 45 publica&#231;&#245;es. Nos estudos de base populacional, o &#237;ndice mais elevado de controle (57,6%) foi de um estudo multic&#234;ntrico em 100 munic&#237;pios e na cidade de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto (52,4%), SP, e os menores percentuais, em torno de 10%, foram identificados em microrregi&#245;es do Rio Grande do Sul e no munic&#237;pio de Tubar&#227;o, SC. Concluiu-se que os estudos analisados apontaram para uma ampla varia&#231;&#227;o nas taxas de controle da hipertens&#227;o. Cabe destacar que a compara&#231;&#227;o entre os estudos foi um grande fator limitante em fun&#231;&#227;o dos diferentes m&#233;todos adotados.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>Revis&#227;o</kwd>
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>Ades&#227;o ao Tratamento</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>01</day>
        <month>10</month>
        <year>2013</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ATUALIZA&#199;&#195;O CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>O controle da hipertens&#227;o arterial em publica&#231;&#245;es brasileiras</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Nat&#225;lia de Alencar Pinho; Angela Maria Geraldo Pierin</bold>
    </p>
    <p>Universidade de S&#227;o Paulo, Escola de Enfermagem, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="enda">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial &#233; um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica em virtude de sua alta preval&#234;ncia e de suas complica&#231;&#245;es cardiovasculares. O tratamento da hipertens&#227;o tem como objetivo a redu&#231;&#227;o da morbimortalidade cardiovascular e a meta de controle &#233; de n&#237;veis inferiores a 140/90 mmHg. Considera-se que o controle da hipertens&#227;o no Brasil seja baixo, e &#237;ndices de abrang&#234;ncia nacional s&#227;o desconhecidos. O objetivo dessa revis&#227;o foi descrever o panorama do controle da hipertens&#227;o arterial no Brasil com base nas publica&#231;&#245;es existentes em uma base de dados. Foram identificadas 45 publica&#231;&#245;es. Nos estudos de base populacional, o &#237;ndice mais elevado de controle (57,6%) foi de um estudo multic&#234;ntrico em 100 munic&#237;pios e na cidade de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto (52,4%), SP, e os menores percentuais, em torno de 10%, foram identificados em microrregi&#245;es do Rio Grande do Sul e no munic&#237;pio de Tubar&#227;o, SC. Concluiu-se que os estudos analisados apontaram para uma ampla varia&#231;&#227;o nas taxas de controle da hipertens&#227;o. Cabe destacar que a compara&#231;&#227;o entre os estudos foi um grande fator limitante em fun&#231;&#227;o dos diferentes m&#233;todos adotados.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hipertens&#227;o / complica&#231;&#245;es; Revis&#227;o; Hipertens&#227;o / preven&#231;&#227;o &amp; controle; Ades&#227;o ao Tratamento.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial &#233; um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica em virtude de sua alta preval&#234;ncia e de suas complica&#231;&#245;es cardiovasculares. Estudos epidemiol&#243;gicos brasileiros apontam valores de preval&#234;ncia que variam entre 19,2% a 44,4%<sup>1</sup>. De forma geral, estima-se que mais de 30% dos brasileiros apresentem hipertens&#227;o arterial, a exemplo da popula&#231;&#227;o mundial<sup>2</sup>. Em 2010, as doen&#231;as cardiovasculares corresponderam a 30,6 e 13,4% do total de &#243;bitos e interna&#231;&#245;es de adultos com idade igual ou superior a 20 anos, respectivamente<sup>3</sup>. O tratamento da hipertens&#227;o arterial tem como objetivo a redu&#231;&#227;o da morbimortalidade cardiovascular, e a meta de controle proposta pelas VI Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial &#233; de n&#237;veis press&#243;ricos inferiores a 140/90 mmHg para a press&#227;o sist&#243;lica e diast&#243;lica, respectivamente. Redu&#231;&#245;es mais severas podem ser almejadas segundo o perfil de risco cardiovascular.</p>
    <p>O conhecimento dos n&#237;veis de controle da hipertens&#227;o arterial &#233; de grande relev&#226;ncia no planejamento dos recursos terap&#234;uticos e na avalia&#231;&#227;o do alcance e da efetividade das medidas adotadas. Embora se creia que o controle da hipertens&#227;o arterial no Brasil seja baixo, &#237;ndices de abrang&#234;ncia nacional s&#227;o desconhecidos. O objetivo desta revis&#227;o sistem&#225;tica de literatura foi descrever o panorama do controle da hipertens&#227;o arterial no Brasil com base nas publica&#231;&#245;es existentes em um banco de dados nacional, de acesso livre, contendo textos originais na &#237;ntegra.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todo</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo bibliogr&#225;fico, de revis&#227;o sistem&#225;tica de literatura, acerca do controle da hipertens&#227;o arterial no Brasil. Com o objetivo prim&#225;rio de constituir um banco de dados de artigos sobre hipertens&#227;o arterial, foi realizado, em outubro de 2012, um levantamento bibliogr&#225;fico das publica&#231;&#245;es de peri&#243;dicos indexados na Biblioteca Cient&#237;fica Eletr&#244;nica Online (SciELO). A escolha se deve ao fato de que o SciELO "abrange uma cole&#231;&#227;o selecionada de peri&#243;dicos cient&#237;ficos brasileiros". Os termos utilizados para a busca foram "hipertens&#227;o/<italic>hypertension</italic>" e "press&#227;o arterial/<italic>blood pressure</italic>" nos campos de busca "assunto" e "palavras do t&#237;tulo", sem restri&#231;&#227;o de per&#237;odo ou de idioma, resultando em 1.431 publica&#231;&#245;es.</p>
    <p>Para o presente estudo, foram selecionados os artigos que os resultados apresentaram dados sobre o controle da hipertens&#227;o arterial no Brasil e de desenho transversal. Na <xref ref-type="fig" rid="a20fig01">Figura 1</xref>, &#233; apresentado o fluxograma de sele&#231;&#227;o dos artigos. Nos casos de artigos elaborados com base em estudo de uma mesma coorte, a publica&#231;&#227;o mais antiga foi selecionada (n = 3). Os artigos selecionados (n = 45) foram caracterizados quanto o ano de publica&#231;&#227;o, local de realiza&#231;&#227;o do estudo, assunto da revista, popula&#231;&#227;o estudada, avalia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial e resultados de controle da hipertens&#227;o arterial encontrados. A apresenta&#231;&#227;o das frequ&#234;ncias de controle foi realizada da seguinte forma: porcentagem de hipertensos controlados descrita nos artigos (n = 37), ou com base na subtra&#231;&#227;o da porcentagem de hipertensos n&#227;o controlados do n&#250;mero cem, descrita no artigo (100 - % n&#227;o controle, n = 8). As publica&#231;&#245;es foram agrupadas em estudos de base populacional (n = 13); local de realiza&#231;&#227;o, na assist&#234;ncia prim&#225;ria ou secund&#225;ria (n = 15); com popula&#231;&#245;es espec&#237;ficas (n = 12) e estudos com interven&#231;&#245;es (n = 5).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a20fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Observou-se um aumento do n&#250;mero de publica&#231;&#245;es sobre controle da hipertens&#227;o arterial a partir de 2001 (13,3%, no per&#237;odo de 1988 a 2000, <italic>versus</italic> 86,7%, de 2001 a 2012). Quanto aos peri&#243;dicos em que foram publicados os artigos, houve um predom&#237;nio das revistas m&#233;dicas. A revista com tem&#225;tica de cardiologia foi a mais frequente (40,0%) seguida pela de sa&#250;de p&#250;blica (28,9%). As revistas de enfermagem contribu&#237;ram com 13,3% e houve apenas uma publica&#231;&#227;o em um peri&#243;dico de farm&#225;cia. A regi&#227;o sudeste correspondeu a 57,8% dos locais de realiza&#231;&#227;o dos estudos, seguida pelas regi&#245;es sul (20%), nordeste (11,1%) e centro-oeste (6,7%). Dois estudos foram realizados em m&#250;ltiplos centros nas cinco regi&#245;es do pa&#237;s e nenhum foi realizado exclusivamente na regi&#227;o norte. O estado de S&#227;o Paulo representou 40% dos locais de estudo (<xref ref-type="fig" rid="a20fig02">Figura 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a20fig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A medida da press&#227;o arterial foi utilizada na avalia&#231;&#227;o do controle da hipertens&#227;o em 32 estudos (72,7%). Os demais utilizaram o registro da press&#227;o arterial de prontu&#225;rio (22,7%), um estudo utilizou o autorrelato da press&#227;o arterial mediante contato telef&#244;nico e outro n&#227;o informou o m&#233;todo de avalia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial. A medida de consult&#243;rio foi realizada por 32 estudos. Dois dentre eles tamb&#233;m efetuaram a monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial (MAPA) e um estudo a monitoriza&#231;&#227;o residencial da press&#227;o arterial (MRPA) juntamente com a medida de consult&#243;rio. Entre os estudos que efetuaram a medida da press&#227;o arterial de consult&#243;rio, um ter&#231;o utilizou aparelhos de coluna de merc&#250;rio para a aferi&#231;&#227;o da press&#227;o arterial de consult&#243;rio. Os aparelhos com t&#233;cnica oscilom&#233;trica foram empregados por nove estudos e sete citaram que o equipamento era validado. Oito estudos utilizaram aparelhos aneroides, e a calibra&#231;&#227;o do man&#244;metro foi relatada por seis. Cinco artigos n&#227;o descreveram o equipamento de medida de press&#227;o arterial. A realiza&#231;&#227;o de duas e tr&#234;s medidas por indiv&#237;duo predominou nos estudos avaliados (42,4 e 30,3% dos estudos, respectivamente).</p>
    <p>As recomenda&#231;&#245;es mais adotadas para a medida de consult&#243;rio foram aquelas provenientes das Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o, 33,3% dos artigos, seguidas pelas do <italic>VI Joint National Committee</italic> 21,2% dos artigos. Um estudo citou as recomenda&#231;&#245;es da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de, outro, as da <italic>American Heart Association</italic>, e treze n&#227;o mencionaram quais diretrizes foram seguidas para a medida da press&#227;o arterial. O treinamento da pessoa que realizou a medida da press&#227;o arterial foi relatado por 57,6% dos estudos, enquanto a adequa&#231;&#227;o do manguito &#224; circunfer&#234;ncia braquial foi mencionada por apenas 39,4%.</p>
    <p>Nos estudos de base populacional observa-se a ado&#231;&#227;o de valores distintos para o controle da press&#227;o arterial. Somente nas publica&#231;&#245;es a partir de 2001 considerou-se valores inferiores a 140/90 mmHg para as press&#245;es sist&#243;lica e diast&#243;lica, respectivamente. Nessas publica&#231;&#245;es os &#237;ndices mais elevados de controle foram do estudo multic&#234;ntrico em 100 munic&#237;pios (57,6%) e na cidade de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP (52,4%). J&#225; os menores percentuais, em torno de 10%, foram identificados em microrregi&#245;es do Rio Grande do Sul e munic&#237;pio de Tubar&#227;o, SC. A maior parte destes artigos (n = 7) avaliaram o controle da hipertens&#227;o arterial entre hipertensos sob tratamento anti-hipertensivo, obtendo valores de 10,1 a 52,4%<sup>4-10</sup>. O controle da hipertens&#227;o arterial entre os indiv&#237;duos que tinham conhecimento de sua condi&#231;&#227;o de hipertenso (n = 3) variou de 31,3 a 57,6%<sup>11-13</sup>. Dois artigos avaliaram o controle da hipertens&#227;o arterial sobre o total de hipertensos identificados na amostra e obtiveram frequ&#234;ncias de 10,4 e 24,2%<sup>14,15</sup>. Klein e cols. <sup>16</sup>, por sua vez, descreveram o valor de controle da hipertens&#227;o arterial em rela&#231;&#227;o ao total da popula&#231;&#227;o estudada (hipertensos e n&#227;o-hipertensos): 8,8%, o equivalente a cerca de 60% dos hipertensos tratados (<xref ref-type="table" rid="a20tab01">Tabela 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a20tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Nos hipertensos assistidos pelo Programa de Sa&#250;de da Fam&#237;lia<sup>17-19</sup>, as frequ&#234;ncias de controle da hipertens&#227;o arterial variaram de 20,0 a 30,7%, e de 30,0 a 53,9%<sup>19-21</sup> entre aqueles em seguimento em unidades b&#225;sicas de sa&#250;de. O controle da hipertens&#227;o arterial entre hipertensos na assist&#234;ncia secund&#225;ria foi aferido por 24,4% dos estudos, sendo dez realizados em ambulat&#243;rios de hipertens&#227;o<sup>22-31</sup>, e um em ambulat&#243;rio de cl&#237;nica m&#233;dica<sup>32</sup>. A menor taxa de controle foi identificada na cidade de Peru&#237;be, SP, por&#233;m, quando a avalia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial foi feita pela medida residencial, houve incremento significativo no controle (9,9% <italic>versus</italic> 23,9%)<sup>30</sup>. Os maiores n&#237;veis de controle nos hipertensos da aten&#231;&#227;o prim&#225;ria foram em Porto Alegre (53,9%)<sup>21</sup> e na cidade de S&#227;o Paulo (45,5%)<sup>20</sup> (<xref ref-type="table" rid="a20tab02">Tabela 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a20tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="a20tab03">tabela 3</xref> foram reunidos estudos com hipertensos em situa&#231;&#245;es especiais como os diab&#233;ticos e idosos. Nota-se, entre os hipertensos diab&#233;ticos, que o controle segundo o corte de 140/90 mm Hg correspondeu a cerca do dobro do controle adotando-se redu&#231;&#245;es da press&#227;o arterial mais severas recomendadas para essa popula&#231;&#227;o<sup>23,33,34</sup>. Nos estudos com idosos, tr&#234;s foram constitu&#237;dos por amostra de base populacional<sup>35,36</sup>,e as frequ&#234;ncias de controle variaram de 27% a 44,6%, chegando a 80% quando a avalia&#231;&#227;o da press&#227;o foi efetuada pela monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial<sup>37</sup>. Dois estudos avaliaram o controle da hipertens&#227;o arterial de trabalhadores da sa&#250;de. Na cidade Salvador, BA<sup>38</sup>, identificou-se uma frequ&#234;ncia de 30,6% de controle da hipertens&#227;o entre profissionais de enfermagem que faziam tratamento para a hipertens&#227;o arterial, enquanto em um hospital universit&#225;rio na cidade de S&#227;o Paulo, SP<sup>39</sup>, o controle foi de 49% entre profissionais de diversas categorias (m&#233;dicos, enfermagem e administrativo) que sabiam ser hipertensos. Estudo<sup>40</sup> com indiv&#237;duos hipertensos com o v&#237;rus da imunodefici&#234;ncia humana, o controle da hipertens&#227;o arterial foi 14,8% considerando o total de hipertensos da coorte. Frequ&#234;ncias de controle mais elevadas foram encontradas na avalia&#231;&#227;o de hipertensos no contexto de assist&#234;ncia farmac&#234;utica (65,7%)<sup>41</sup> e de assist&#234;ncia social (67,3%)<sup>42</sup>.</p>
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Cinco estudos observacionais avaliaram o controle da hipertens&#227;o ap&#243;s uma interven&#231;&#227;o (<xref ref-type="table" rid="a20tab04">Tabela 4</xref>), e os resultados indicaram melhora do controle da hipertens&#227;o ap&#243;s aprimoramento do tratamento anti-hipertensivo e ado&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de sa&#250;de p&#250;blica. Dois estudos<sup>43,44</sup> constitu&#237;ram a amostra de seus estudos com hipertensos n&#227;o controlados e por isso o controle inicial descrito &#233; zero. Os resultados dos estudos comparativos indicam uma melhora do controle da hipertens&#227;o arterial com o in&#237;cio ou o aprimoramento do tratamento &#224; doen&#231;a, inclusive pela ado&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de sa&#250;de p&#250;blica preconizadas pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de<sup>45,46</sup>.Por outro lado, um estudo identificou diminui&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia de controle ap&#243;s o encerramento de uma interven&#231;&#227;o por contato telef&#244;nico em um grupo de hipertensos atendidos em ambulat&#243;rio de hipertens&#227;o<sup>47</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a20tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os estudos avaliados evidenciaram que os &#237;ndices de controle da hipertens&#227;o arterial em nosso meio apresentaram-se de forma bastante distinta. O controle da hipertens&#227;o arterial &#233; resultado de um sistema complexo que envolve aspectos biol&#243;gicos, socioecon&#244;micos, culturais e de estrutura sanit&#225;ria. A heterogeneidade da popula&#231;&#227;o brasileira torna imperativa a amplia&#231;&#227;o do conhecimento do controle da hipertens&#227;o arterial e seus determinantes nas diferentes regi&#245;es brasileiras. As publica&#231;&#245;es sobre o controle da hipertens&#227;o arterial foram na sua maioria recentes, concentradas na &#250;ltima d&#233;cada. As publica&#231;&#245;es mais antigas corresponderam aos peri&#243;dicos de sa&#250;de p&#250;blica, cujos exemplares foram indexados na base de dados SciELO por um per&#237;odo mais longo, final da d&#233;cada de 1960 a in&#237;cio da d&#233;cada de 1980. Um peri&#243;dico espec&#237;fico na tem&#225;tica "Cardiologia", foi respons&#225;vel por 40% das publica&#231;&#245;es sobre este assunto e teve o in&#237;cio de sua indexa&#231;&#227;o em meados da d&#233;cada de 1990. Al&#233;m disso, a produ&#231;&#227;o cient&#237;fica ganhou nas &#250;ltimas d&#233;cadas mais incentivo para a inova&#231;&#227;o e competitividade na elabora&#231;&#227;o e no uso de seus indicadores gra&#231;as ao aumento do acesso a recursos eletr&#244;nicos e ao apoio de ag&#234;ncias nacionais e internacionais de fomento &#224; pesquisa<sup>48</sup>.</p>
    <p>A grande maioria dos estudos adotou valores de press&#227;o arterial iguais ou inferiores a 140 mmHg para sist&#243;lica e 90 mmHg para diast&#243;lica para avaliar o controle da hipertens&#227;o arterial. Os estudos publicados antes de 1999, data de divulga&#231;&#227;o do III Consenso Brasileiro de Hipertens&#227;o Arterial<sup>49</sup>, os n&#237;veis de avalia&#231;&#227;o do controle tensional eram mais elevados. As frequ&#234;ncias de controle da hipertens&#227;o arterial encontradas pelos estudos analisados s&#227;o muito diferentes e de dif&#237;cil compara&#231;&#227;o. Tais diferen&#231;as podem ser justificadas por diversos fatores: contexto do estudo, populacional, assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de, t&#233;cnicas de amostragem, m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial e caracter&#237;sticas intr&#237;nsecas &#224; popula&#231;&#227;o estudada.</p>
    <p>Ao considerar estudos de base populacional, cujo crit&#233;rio de controle foi de press&#227;o arterial inferior a 140/90 mmHg para sist&#243;lica e diast&#243;lica, respectivamente, entre hipertensos sob tratamento, os valores de controle variaram de 10,1% em Tubar&#227;o, SC<sup>9</sup>, em 2003, a 52,4% em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP<sup>10</sup>, em 2004-2005. Os dados dos respectivos estudos mostraram maior propor&#231;&#227;o de idosos para a amostra de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto (38% <italic>versus </italic>20,1%), assim como maior porcentagem de conhecimento pr&#233;vio da hipertens&#227;o arterial (74,4% <italic>versus</italic> 55,6%). A porcentagem de pessoas cujo n&#237;vel de escolaridade era inferior a sete anos foi, por sua vez, superior na amostra de Tubar&#227;o comparado a de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto (52,4% <italic>versus</italic> 44,6%). Embora essa compara&#231;&#227;o n&#227;o permita justificar as diferen&#231;as nas taxas de controle, ela coloca em evid&#234;ncia fatores conhecidamente associados ao controle da hipertens&#227;o arterial que diferem nas popula&#231;&#245;es estudadas.</p>
    <p>O &#250;nico estudo multic&#234;ntrico de base populacional que avaliou o controle da hipertens&#227;o arterial em munic&#237;pios nas cinco regi&#245;es do pa&#237;s<sup>13 </sup>encontrou uma frequ&#234;ncia de 57,6%, valor superior a de outros pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina (29% a 58%)<sup>50</sup> e da Europa ocidental (31% a 46%)<sup>51</sup>. Cabe salientar que os estudos de base populacional representaram menos de um ter&#231;o dos artigos avaliados nesta revis&#227;o. Observou-se, portanto, uma escassez de estudos desta natureza, pois considera-se que sejam fundamentais para o conhecimento das condi&#231;&#245;es que influenciam as din&#226;micas de risco e controle da hipertens&#227;o na popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Ainda sob os mesmos crit&#233;rios para defini&#231;&#227;o do controle da hipertens&#227;o arterial (&lt; 140/90 mmHg), os valores aferidos em unidades ambulatoriais variaram de 20,9% para hipertensos n&#227;o diab&#233;ticos em um ambulat&#243;rio de hipertens&#227;o em S&#227;o Paulo, SP, no ano de 2000<sup>23</sup>, a 61,7% para hipertensos com risco cardiovascular baixo ou m&#233;dio em ambulat&#243;rios de hipertens&#227;o nas cinco regi&#245;es do pa&#237;s em 2008<sup>31</sup>. Cabe salientar que nove dos 15 estudos sobre controle da hipertens&#227;o arterial na assist&#234;ncia prim&#225;ria ou secund&#225;ria a amostra foi de conveni&#234;ncia ou n&#227;o explicitaram como foi constitu&#237;da a amostra. Somente tr&#234;s estudos mencionaram a constitui&#231;&#227;o de uma amostra probabil&#237;stica e c&#225;lculo amostral.</p>
    <p>No que se refere ao controle de hipertensos diab&#233;ticos, identificou-se frequ&#234;ncias bem baixas, 13,4% a 17,1%, considerando-se o corte de 130/80 ou 130/85 mmHg para press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica, respectivamente<sup>23,33,34</sup>. Esses valores corresponderam a cerca de 50% do controle quando considerado o valor de 140/90 mmHg preconizado para hipertensos de baixo e m&#233;dio risco cardiovascular. No estudo que comparou as frequ&#234;ncias de controle segundo estratifica&#231;&#227;o de risco cardiovascular e respectivas metas de press&#227;o arterial, observou-se uma redu&#231;&#227;o da ordem de 20 a 30% no controle de pacientes de alto risco, muito alto risco e nefropatas quando comparados ao controle de pacientes de baixo e m&#233;dio risco<sup>31</sup>. Comorbidades comumente associadas &#224; hipertens&#227;o, como o diabetes melito e a obesidade, assim como as les&#245;es de &#243;rg&#227;os-alvo s&#227;o condi&#231;&#245;es que exigem metas mais severas de controle, na medida em que cifras tensionais superiores a 115/75 mmHg representam um risco adicional para doen&#231;a cardiovascular<sup>52</sup>.</p>
    <p>&#201; ineg&#225;vel o fato de que o controle da hipertens&#227;o arterial de um modo geral apresenta-se pouco satisfat&#243;rio. Uma prov&#225;vel explica&#231;&#227;o estaria ligada &#224; redu&#231;&#227;o insuficiente dos n&#237;veis da press&#227;o arterial pela proposta de tratamento pouco eficaz. Outra possibilidade para o controle insatisfat&#243;rio dos n&#237;veis tensionais relaciona-se com a pouca ou falta de ades&#227;o ao tratamento. Os dados de baixo controle da hipertens&#227;o, aliados a outras observa&#231;&#245;es decorrentes da pr&#225;tica dos profissionais da &#225;rea da sa&#250;de, refor&#231;am a hip&#243;tese de que o diagn&#243;stico da hipertens&#227;o arterial &#233; f&#225;cil, bem como a orienta&#231;&#227;o do tratamento, mas, apesar da efic&#225;cia das medidas terap&#234;uticas existentes, o controle n&#227;o &#233; uma tarefa f&#225;cil, tendo em vista que, na maioria das vezes, o tratamento &#233; para toda a vida. Para melhorar o controle da hipertens&#227;o arterial, &#233; importante reunir esfor&#231;os no sentido de identificar os pacientes n&#227;o aderentes ao tratamento proposto.</p>
    <p>Ades&#227;o &#233; um processo comportamental complexo. O desafio da ades&#227;o ao tratamento &#233; tarefa que exige o envolvimento e a participa&#231;&#227;o dos pacientes e dos profissionais da sa&#250;de. Para que se possa atingir e manter os n&#237;veis tensionais controlados, o doente frequentemente requer est&#237;mulo constante para as mudan&#231;as do estilo de vida e ajuste &#224; medica&#231;&#227;o. Os pacientes hipertensos devem ser observados em intervalos regulares, tendo como principal objetivo obter o controle dos n&#237;veis de press&#227;o arterial, assim como a sua manuten&#231;&#227;o em longo prazo. O principal motivo do controle inadequado da hipertens&#227;o arterial parece ser o n&#227;o cumprimento do tratamento em longo prazo, tanto em modifica&#231;&#245;es em estilo de vida quanto no que se refere &#224; observa&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o medicamentosa.</p>
    <p>A n&#227;o ades&#227;o ao tratamento pode atingir &#237;ndices elevados de abandono, considerado o grau m&#225;ximo de falta de ades&#227;o, representando grande desafio para os profissionais de sa&#250;de. V&#225;rios s&#227;o os fatores que interferem no processo de ades&#227;o ao tratamento. As vari&#225;veis biossociais como idade, sexo, ra&#231;a, escolaridade, n&#237;vel socioecon&#244;mico, ocupa&#231;&#227;o, estado civil, religi&#227;o, h&#225;bitos de vida, aspectos culturais e cren&#231;as de sa&#250;de devem ser considerados. Estudo de coorte realizado na cidade de Porto Alegre mostrou que o abandono ao tratamento anti-hipertensivo se associou com tabagismo, escolaridade inferior ou igual a 5 anos e menos de 5 anos de doen&#231;a, e aumento da idade com maior probabilidade de seguimento<sup>53</sup>. Por outro lado, investiga&#231;&#227;o com hipertensos na cidade de S&#227;o Paulo evidenciou que maiores n&#237;veis tensionais no seguimento dessas pessoas se relacionaram com idade acima de 60 anos, al&#233;m de baixa escolaridade, baixa renda e mais de 5 anos de hipertens&#227;o<sup>22</sup>.</p>
    <p>Mudan&#231;as de h&#225;bitos e estilos de vida, bem como aspectos culturais, tamb&#233;m podem influenciar a ades&#227;o ao tratamento e requerem determina&#231;&#227;o por parte do paciente e equipe. O conhecimento sobre a doen&#231;a e tratamento &#233; outro fator a ser considerado. Estudos<sup>24,25</sup> mostraram que, de modo geral, os hipertensos possuem a informa&#231;&#227;o sobre sua problem&#225;tica de sa&#250;de, por&#233;m n&#227;o est&#227;o devidamente controlados. A discrep&#226;ncia entre ter informa&#231;&#227;o a respeito da doen&#231;a e tratamento, e conseguir controlar a press&#227;o arterial aponta para a diferen&#231;a essencial entre conhecimento e ades&#227;o. Enquanto o conhecimento &#233; racional, a ades&#227;o &#233; um processo complexo, envolvendo fatores emocionais e barreiras concretas, de ordem pr&#225;tica e log&#237;stica. Os fatores psicossociais e a cronicidade da doen&#231;a e aus&#234;ncia de sintomatologia espec&#237;fica, bem como complica&#231;&#245;es em longo prazo exercem influ&#234;ncia no processo de ades&#227;o. A rela&#231;&#227;o com os membros da equipe de sa&#250;de que assiste a pessoa hipertensa tamb&#233;m merece aten&#231;&#227;o e caracter&#237;sticas do tratamento medicamentoso podem influenciar a ades&#227;o, destacando-se os efeitos indesej&#225;veis, esquemas terap&#234;uticos complexos e tratamento por toda vida.</p>
    <p>O controle da hipertens&#227;o arterial depende da sua detec&#231;&#227;o, da estrutura e acesso aos servi&#231;os de sa&#250;de e da ades&#227;o ao tratamento. Para o controle da press&#227;o arterial, a ades&#227;o ao tratamento &#233; imprescind&#237;vel. Al&#233;m de frustrar os profissionais de sa&#250;de, j&#225; que os impede de alcan&#231;ar os objetivos tra&#231;ados na aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de do hipertenso, a n&#227;o ades&#227;o traz consigo um impacto social negativo, pois afeta, em propor&#231;&#245;es elevadas, pessoas em idade economicamente produtiva.</p>
    <p>A maioria dos estudos de base populacional apresentados nesta revis&#227;o teve como voca&#231;&#227;o a verifica&#231;&#227;o da preval&#234;ncia, conhecimento e tratamento da hipertens&#227;o arterial nas popula&#231;&#245;es investigadas<sup>4-16</sup>. Outros estudos abordaram temas relevantes como aspectos biossociais que influenciam a ades&#227;o ao tratamento anti-hipertensivo, conhecimentos e cren&#231;as sobre a doen&#231;a<sup>19,22,24-27,29</sup>, pr&#225;ticas assistenciais<sup>14,17,20,21,34</sup>, entre outros. Contudo, faz-se necess&#225;ria a amplia&#231;&#227;o do conhecimento sobre o controle da hipertens&#227;o arterial ao n&#237;vel nacional, assim como de seus fatores determinantes, para o aprimoramento e avalia&#231;&#227;o das medidas assistenciais propostas pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os estudos analisados apontaram para uma ampla varia&#231;&#227;o nas frequ&#234;ncias das taxas de controle. Cabe destacar que a compara&#231;&#227;o entre os estudos foi um grande fator limitante em fun&#231;&#227;o dos diferentes m&#233;todos adotados. Por&#233;m, mesmo considerando os valores mais otimistas, cerca de 50% dos hipertensos tratados estariam expostos &#224;s complica&#231;&#245;es da doen&#231;a pelo descontrole dos n&#237;veis press&#243;ricos. Esse quadro &#233; ainda mais alarmante para os hipertensos com risco cardiovascular adicional. Estudos populacionais de n&#237;vel nacional, com crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o, de acordo com as recomenda&#231;&#245;es vigentes, s&#227;o necess&#225;rios para um melhor planejamento da assist&#234;ncia &#224;s pessoas com hipertens&#227;o arterial e consequente diminui&#231;&#227;o da morbimortalidade cardiovascular.</p>
    <p>
      <bold>Contribui&#231;&#227;o dos autores</bold>
    </p>
    <p>Concep&#231;&#227;o e desenho da pesquisa, Obten&#231;&#227;o de dados, An&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos dados, An&#225;lise estat&#237;stica, Reda&#231;&#227;o do manuscrito e Revis&#227;o cr&#237;tica do manuscrito quanto ao conte&#250;do intelectual: Pinho NA, Pierin AMG.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="enda" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Angela Maria Geraldo Pierin </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 419 </p>
        <p> S&#227;o Paulo/SP &#150; Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="pierin@usp.br">pierin@usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 31/1/13; revisado em 30/04/13; aceito em 30/4/13.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Health-related quality of life and blood pressure control in hypertensive patients with and without complications</article-title>
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          <article-title>III Consenso Brasileiro de hipertens&#227;o arterial</article-title>
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          <article-title>Prevalence estimates for hypertension in Latin America and the Caribbean: are they useful for surveillance?</article-title>
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          <article-title>Outpatient hypertension treatment, treatment intensification, and control in Western Europe and the United States</article-title>
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          <article-title>National Heart, Lung, and Blood Institute; National High Blood Pressure Education Program Coordinating Committee: Seventh report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure</article-title>
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          <article-title>Characteristics associated with the dropout of hypertensive patients followed up in outpatient referral clinic</article-title>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical Update</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Hypertension control in brazilian publications</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Hypertension is a major public health problem due to its high prevalence and cardiovascular complications. Its treatment is aimed at reducing cardiovascular morbidity and mortality, its goal being to maintain blood pressure levels below 140/90 mm Hg. Hypertension control in Brazil is low, and nationwide rates are unknown. The objective of this review was to provide an overview on hypertension control in Brazil from publications in a database. We identified 45 publications. In population-based studies, the highest control rate (57.6%) was reported in a multicenter study in 100 municipalities and the city of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Paulo state (52.4%), while the lowest rates (around 10%) were identified in microregions of the Rio Grande do Sul state and in the city of Tubar&#227;o, Santa Catarina state. In conclusion, the studies assessed showed a wide variation in hypertension control rates. It is worth noting that the comparison between studies was a major limiting factor, because of the different methods used.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>Review</kwd>
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>Medication Adherence</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CLINICAL UPDATE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2">
          <label>
            <bold>Hypertension control in brazilian publications</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Nat&#225;lia de Alencar Pinho; Angela Maria Geraldo Pierin</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade de S&#227;o Paulo, Escola de Enfermagem, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Hypertension is a major public health problem due to its high prevalence and cardiovascular complications. Its treatment is aimed at reducing cardiovascular morbidity and mortality, its goal being to maintain blood pressure levels below 140/90 mm Hg. Hypertension control in Brazil is low, and nationwide rates are unknown. The objective of this review was to provide an overview on hypertension control in Brazil from publications in a database. We identified 45 publications. In population-based studies, the highest control rate (57.6%) was reported in a multicenter study in 100 municipalities and the city of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Paulo state (52.4%), while the lowest rates (around 10%) were identified in microregions of the Rio Grande do Sul state and in the city of Tubar&#227;o, Santa Catarina state. In conclusion, the studies assessed showed a wide variation in hypertension control rates. It is worth noting that the comparison between studies was a major limiting factor, because of the different methods used.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Hypertension / complications; Review; Hypertension / prevetion &amp; control; Medication Adherence.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Arterial hypertension is an important public health problem because of its high prevalence and associated cardiovascular complications. Brazilian epidemiological studies have reported arterial hypertension prevalence ranging from 19.2% to 44.4%<sup>1</sup>. It is generally estimated that more than 30% of Brazilians have arterial hypertension, similarly to the world population<sup>2</sup>. In 2010, cardiovascular diseases corresponded to 30.6% and 13.4% of the total deaths and hospitalizations of adults aged at least 20 years, respectively<sup>3</sup>. The treatment of arterial hypertension is aimed at reducing cardiovascular morbidity and mortality, and the blood pressure control goal proposed by the VI Brazilian Guidelines of Arterial Hypertension is systolic and diastolic blood pressure levels lower than 140 mm Hg and 90 mm Hg, respectively. More severe reductions can be aimed depending on the cardiovascular risk profile.</p>
      <p>Knowing the control levels for arterial hypertension is highly relevant in planning the therapeutic resources and assessing the extension and effectiveness of the measures adopted. Although arterial hypertension control in Brazil is believed to be low, national rates are unknown. This systematic review of the literature was aimed at providing an overview of arterial hypertension control in Brazil based on publications from a national access-free database, containing full original texts.</p>
      <p>
        <bold>Method</bold>
      </p>
      <p>This study is a systematic review of the literature about arterial hypertension control in Brazil. Aiming primarily at elaborating a database of arterial hypertension articles, a bibliographic survey of publications indexed at the Scientific Electronic Library Online (SciELO) was conducted in October 2012. SciELO was chosen because it comprises a selected collection of Brazilian scientific periodicals. The terms "<italic>hipertens&#227;o</italic>/hypertension" and "<italic>press&#227;o arterial</italic>/blood pressure" were used in the search fields "subject" and "title words", with restriction of neither time period nor idiom, resulting in 1,431 publications.</p>
      <p>The present study selected articles with a cross-sectional design and reporting on arterial hypertension control in Brazil. <xref ref-type="fig" rid="en_a20fig01-body2">Figure 1</xref> shows the flowchart of the selection of articles. In the case of articles elaborated based on the study of the same cohort, the oldest publication was chosen (n = 3). The articles selected (n = 45) were characterized regarding the year of publication, site of study conduction, subject of the journal, population studied, blood pressure assessment and results of arterial hypertension control. The control rates were presented as percentages of controlled hypertensives described in the articles (n = 37) or based on the subtraction of the percentages of uncontrolled hypertensives from the number 100, described in the article (100 - uncontrolled %, n = 8). The publications were grouped as follows: population-based studies (n = 13); site of study conduction, primary or secondary health care (n = 15); studies with specific populations (n = 12); and studies with interventions (n = 5).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a20fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>An increase in the number of publications on arterial hypertension control has been observed since 2001 (13.3%, from 1988 to 2000, <italic>versus</italic> 86.7%, from 2001 to 2012). Regarding the periodicals in which the articles were published, medical journals predominated. Journals of cardiology were the most frequent ones (40.0%), followed by those of public health (28.9%). Journals of nursing contributed with 13.3%, and there was only one publication in a journal of pharmacy. The Brazilian southeastern region corresponded to 57.8% of the sites of study conduction, followed by the southern (20%), northeastern (11.1%) and west-central (6.7%) regions. Two studies were performed in multiple centers in the five geographical regions of the country, and none was conducted exclusively in the northern region. S&#227;o Paulo state accounted for 40% of the study sites (<xref ref-type="fig" rid="en_a20fig02-body2">Figure 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a20fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Hypertension control was assessed by use of blood pressure measurement in 32 studies (72.7%). The other studies assessed the registry of blood pressure in medical records (22.7%). One study used blood pressure self-report via telephone call, and another did not inform the blood pressure assessment method. Measurement at the medical office was performed in 32 studies, two of which also carried out ambulatory blood pressure monitoring (ABPM), while another performed home blood pressure monitoring (HBPM) in addition to measurement at medical office. Of the studies measuring blood pressure at the medical office, one third used mercury column devices. Oscillometric devices were used in nine studies, seven of which reported device validation. Eight studies used aneroid devices, manometer calibration being reported in six. Five articles provided no description of blood pressure measurement equipment. Two and three blood pressure measurements per individual predominated in the studies assessed (42.4% and 30.3% of the studies, respectively).</p>
      <p>The most common source of recommendation for blood pressure measurement at the medical office was the Brazilian Guidelines of Arterial Hypertension, accounting for 33.3% of the articles, followed by the VI Joint National Committee, 21.2% of the articles. One study informed the World Health Organization as the source of recommendation for blood pressure measurement, another, the American Heart Association, and 13 studies did not mention any. Training of the professional responsible for blood pressure measurement was reported in 57.6% of the studies, while appropriateness of the cuff to arm circumference was mentioned by only 39.4%.</p>
      <p>The population-based studies adopted different values of blood pressure control. Only publications from 2001 onward considered values lower than 140 mm Hg and 90 mm Hg for systolic and diastolic blood pressures, respectively. Of those publications, the multicenter study in 100 municipalities and in the city of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Paulo state, reported the highest control rates (57.6% and 52.4%, respectively). The lowest percentages, around 10%, were identified in microregions of the Rio Grande do Sul state and in the municipality of Tubar&#227;o, Santa Catarina state. Most of those articles (n = 7) assessed arterial hypertension control in hypertensives undergoing antihypertensive treatment, reporting rates ranging from 10.1% to 52.4%<sup>4-10</sup>. Arterial hypertension control of individuals knowing their hypertensive condition (n = 3) ranged from 31.3% to 57.6%<sup>11-13</sup>. Two articles assessed arterial hypertension control in the total number of hypertensives identified in the sample, reporting rates of 10.4% and 24.2%<sup>14,15</sup>. Klein et al<sup>16</sup> reported the value of arterial hypertension control in the entire population studied (hypertensives and not hypertensives) as of 8.8%, corresponding to 60% of the hypertensives treated (<xref ref-type="table" rid="en_a20tab01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a20tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Among hypertensives in the Family Health Program<sup>17-19</sup>, the arterial hypertension control rates ranged from 20.0% to 30.7%, and among those being followed up in basic health units, from 30.0% to 53.9%<sup>19-21</sup>. Arterial hypertension control among hypertensives in secondary health care was assessed in 24.4% of the studies, ten being performed at hypertension outpatient clinics<sup>22-31</sup> and one at an internal medicine outpatient clinic<sup>32</sup>. The lowest control rate was identified in the city of Peru&#237;be, S&#227;o Paulo state; however, when blood pressure was assessed by use of home measurement, a significant increase in control was observed (9.9% <italic>versus</italic> 23.9%)<sup>30</sup>. The highest control levels in hypertensives of primary health care were obtained in the cities of Porto Alegre (53.9%)<sup>21</sup> and S&#227;o Paulo (45.5%)<sup>20</sup> (<xref ref-type="table" rid="en_a20tab02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a20tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_a20tab03-body2">Table 3</xref> shows studies with hypertensives in special situations such as diabetics and elderly. It is worth noting that the control of diabetic hypertensives according to the cutoff point of 140/90 mm Hg corresponded to twice that adopting more severe blood pressure reductions recommended for that population<sup>23,33,34</sup>. Regarding the studies with elderly, three were population-based<sup>35,36</sup>, and the control rates varied from 27% to 44.6%, reaching 80% when blood pressure was assessed by using ABPM<sup>37</sup>. Two studies assessed arterial hypertension control of health professional. In the city of Salvador, Bahia state<sup>38</sup>, the hypertension control rate among nursing professionals undergoing treatment for arterial hypertension was 30.6%, while in a university-affiliated hospital in the city of S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo state<sup>39</sup>, that rate among professionals of several categories (physicians, nurses and administrative) who knew to be hypertensives was 49%. A study<sup>40</sup> with hypertensives with the human immunodeficiency virus has reported an arterial hypertension control rate of 14.8%, considering the total number of hypertensives in the cohort. Greater control rates were found among hypertensives from the pharmaceutical (65.7%)<sup>41</sup> and social assistance (67.3%)<sup>42</sup> settings.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a20tab03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Five observational studies assessed hypertension control after an intervention (<xref ref-type="table" rid="en_a20tab04-body2">Table 4</xref>), and the results showed better blood pressure control after improving the antihypertensive treatment and adopting public health strategies. The samples of two studies<sup>43,44</sup> consisted of uncontrolled hypertensives, and thus the initial control was zero. Comparative studies reported better arterial hypertension control with the beginning of treatment or its improvement, including the adoption of the public health strategies recommended by the Brazilian Unified Health Care System<sup>45,46</sup>. Another study identified a reduction in the control rate after the end of an intervention via telephone with hypertensives followed up at a hypertension outpatient clinic<sup>47</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a20tab04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-101-03-0e65-30173-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The studies assessed evidenced different arterial hypertension control rates in Brazil. That control results from a complex system involving biological, socioeconomic, cultural and sanitation aspects. The heterogeneity of the Brazilian population demands the expansion of the knowledge on arterial hypertension control and its determinants in different Brazilian regions. Most of the publications on arterial hypertension control were recent, concentrated on the last decade. The older publications corresponded to public health periodicals, indexed in the SciELO database for a longer period, from the end of the 1960s to the beginning of the 1980s. A cardiology journal, first indexed in the mid-1990s, accounted for 40% of the publications on the subject. In addition, in past decades the scientific production gained more incentive for innovation and competition in the elaboration and use of its indicators due to the increase in access to electronic resources and support of national and international research agencies<sup>48</sup>.</p>
      <p> The large majority of studies have adopted systolic and diastolic blood pressure values to control arterial hypertension equal to or lower than 140 mm Hg and 90 mm Hg, respectively. In the studies published before 1999, when data from the III Brazilian Consensus for Arterial Hypertension were published<sup>49</sup>, the blood pressure levels recommended for control were higher. The arterial hypertension control rates reported by the studies analyzed are very different and difficult to compare. Such differences can be explained by several factors, such as study context (population-based, health care), sampling techniques, methods for blood pressure assessment, and intrinsic characteristics of the population studied.</p>
      <p>In population-based studies, adopting systolic and diastolic blood pressure control levels lower than 140 mm Hg and 90 mm Hg, respectively, for hypertensives undergoing treatment, the control rates ranged from 10.1% in the city of Tubar&#227;o, Santa Catarina state<sup>9</sup>, in 2003, to 52.4% in the city of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Paulo state<sup>10</sup>, in 2004-2005. The sample from the city of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto had a higher proportion of elderly (38% <italic>versus </italic>20.1%) and a greater percentage of individuals with previous knowledge about their arterial hypertension (74.4% <italic>versus</italic> 55.6%). The percentage of individuals with an education level lower than seven schooling years was higher in the sample from the city of Tubar&#227;o as compared to that from the city of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto (52.4% <italic>versus</italic> 44.6%). Although that comparison does not justify the differences found in control rates, it evidences factors known to be associated with arterial hypertension control and that differ in the populations studied.</p>
      <p>The only multicenter population-based study that assessed arterial hypertension control in municipalities in the five Brazilian geographical regions<sup>13</sup> reported a rate of 57.6%, a figure greater than that of other countries in Latin America (29% to 58%)<sup>50</sup> and western Europe (31% to 46%)<sup>51</sup>. It is worth noting that population-based studies accounted for less than one third of the articles assessed in this review. This evidences the scarcity of such studies, considered fundamental for knowing the conditions that influence the dynamics of hypertension risks and control in populations. </p>
      <p>Maintaining the same criteria for arterial hypertension control (&lt; 140/90 mm Hg), the values obtained at hypertension outpatient clinics ranged from 20.9% for non-diabetic hypertensives in the city of S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo state, in 2000<sup>23</sup>, to 61.7% for hypertensives at low to medium cardiovascular risk in the five Brazilian geographical regions in 2008<sup>31</sup>. It is worth noting that 9 of 15 studies on arterial hypertension control in primary or secondary health care either had a convenience sample or did not explicit the sample composition. Only three studies have mentioned the constitution of a probabilistic sample and sample calculation.</p>
      <p>Regarding the control of diabetic hypertensives, low rates were identified, ranging from 13.4% to 17.1%, considering the cutoff points of 130/80 or 130/85 mm Hg, respectively<sup>23,33,34</sup>. Those values corresponded to 50% of the control for the cutoff point of 140/90 mm Hg recommended for low to medium cardiovascular risk hypertensives. In the study comparing control rates according to cardiovascular risk stratification and respective blood pressure goals, a 20% to 30% reduction in control was observed for high-risk and very high risk patients, and patients with kidney diseases as compared to low to medium risk patients<sup>31</sup>. Comorbidities commonly associated with hypertension, such as diabetes mellitus, obesity, and target-organ lesions, are conditions that require more strict control goals, because blood pressure levels over 115/75 mm Hg represent an additional risk for cardiovascular disease<sup>52</sup>.</p>
      <p>Arterial hypertension control is usually unsatisfactory. That might be explained by the insufficient reduction in blood pressure levels due to the ineffective treatment proposed. Another possibility to explain unsatisfactory blood pressure control relates to poor compliance with treatment or lack thereof. Those data of poor hypertension control in addition to other observations resulting from the practice of health care professionals reinforce the hypothesis that not only the diagnosis of arterial hypertension but also its treatment is easy; however, despite the efficacy of the existing therapeutic measures, blood pressure control is not an easy task, considering that it usually requires a life-long treatment. To improve arterial hypertension control, it is important to identify noncompliant patients.</p>
      <p>Compliance is a complex behavioral process. The challenge of compliance with treatment requires the involvement of patients and health professionals. To achieve and maintain controlled blood pressure levels, the patient usually requires constant stimulation to change lifestyle and adjust the medication. Hypertensive patients should be observed at regular intervals, aiming at controlling their blood pressure levels, as well as maintaining them controlled in the long run. The major reason of the inadequate arterial hypertension control seems to be noncompliance with the treatment in the long run, regarding both the changes in lifestyle and the observation of the medication prescribed.</p>
      <p>Noncompliance with treatment might reach high levels of interruption, considered the greatest degree of lack of compliance and representing a great challenge to health professionals. Several factors interfere with the process of compliance with treatment. Biosocial variables such as age, sex, race, educational level, socioeconomic level, occupation, marital status, religion, lifestyle, cultural aspects and health beliefs should be considered. A cohort study carried out in the city of Porto Alegre showed that interruption of the antihypertensive treatment was associated with smoking habit, a maximum educational level of 5 years, and less than 5 years of disease duration, while an increase in age was associated with a higher probability of follow-up<sup>53</sup>. However, a study with hypertensives in the city of S&#227;o Paulo evidenced that higher blood pressure levels during the follow-up were associated with age over 60 years, low educational level, low income, and hypertension duration longer than 5 years<sup>22</sup>.</p>
      <p>Changes in life habits and style, as well as cultural aspects, can also influence compliance with treatment and require determination of the patient and professional team. Knowledge on the disease and its treatment is another factor to be considered. Studies<sup>24,25</sup> have shown that hypertensives usually are instructed about their health condition, but are not properly controlled. Discrepancy between getting information about the disease and its treatment and managing to control blood pressure indicates an essential difference between knowledge and compliance. While knowledge is rational, compliance is a complex process, involving emotional factors and concrete practical and logistic barriers. Psychosocial factors, disease chronicity and lack of specific symptoms, as well as long-term complications influence the compliance process. The relationship between health care professionals and hypertensives also deserves attention. The characteristics of the medicamentous treatment, such as side effects, complex therapeutic regimens, and life-long treatment, might influence compliance.</p>
      <p>Arterial hypertension control depends on its detection, the structure of health care services and access to them, and compliance with treatment. To achieve blood pressure control, compliance with treatment is essential. In addition to frustrating health care professionals, because it prevents them from achieving their predetermined goals, noncompliance has an inherent negative social impact, because it affects individuals in their productive years.</p>
      <p>Most of the population-based studies presented in this review assessed arterial hypertension prevalence and treatment, as well as the knowledge about the disease, in the populations studied<sup>4-16</sup>. Other studies have assessed relevant subjects, such as biosocial aspects influencing compliance with antihypertensive treatment, knowledge and beliefs about the disease<sup>19,22,24-27,29</sup>, and health care practices<sup>14,17,20,21,34</sup>. However, extending the knowledge about arterial hypertension control in Brazil, as well as about its determinant factors, is necessary to improve and assess the health care measures proposed by the Brazilian Unified Health Care System.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The studies assessed showed a wide variation in blood pressure control rates. It is worth noting that the comparison between studies was a limiting factor because of the differences in the methods adopted. However, even considering the most optimistic values, approximately 50% of hypertensives undergoing treatment are exposed to the complications of that disease due to lack of blood pressure control. This is even more alarming for hypertensives with other cardiovascular risks. Nationwide population-based studies, whose assessment criteria are in accordance with current recommendations, are necessary to better plan health care to hypertensives, thus, reducing cardiovascular morbidity and mortality.</p>
      <p>
        <bold>Author contributions</bold>
      </p>
      <p>Conception and design of the research, Acquisition of data, Analysis and interpretation of the data, Statistical analysis, Writing of the manuscript and Critical revision of the manuscript for intellectual content: Pinho NA, Pierin AMG.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
