<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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          <subject>Editorial</subject>
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        <article-title>Novas recomenda&#231;&#245;es da DH-BSC referente &#224; administra&#231;&#227;o ideal de hipertens&#227;o em diab&#233;ticos</article-title>
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        <day>20</day>
        <month>09</month>
        <year>2013</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Novas recomenda&#231;&#245;es da DH-BSC referente &#224; administra&#231;&#227;o ideal de hipertens&#227;o em diab&#233;ticos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Antonio Coca</bold>
    </p>
    <p>Hypertension and Vascular Risk Unit, Institute of Internal Medicine, Hospital Cl&#237;nic, University of Barcelona - Spain</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="enda">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hipertens&#227;o/mortalidade; Diabeles Mellitus/mortalidade; Pr&#225;tica Cl&#237;nica Baseada em Evid&#234;ncias; Conduta do Tratamento Medicamentoso/tend&#234;ncias.</p>
    <p>Uma das miss&#245;es das Sociedades Cient&#237;ficas &#233; facilitar a transfer&#234;ncia de conhecimento de sua origem (pesquisa laboratorial b&#225;sica, centros especializados em pesquisa cl&#237;nica, etc.) para os profissionais que colocam os resultados da pesquisa em pr&#225;tica, ou seja, os cl&#237;nicos na pr&#225;tica di&#225;ria. Um paciente com um problema espec&#237;fico sempre espera o melhor conselho e a melhor op&#231;&#227;o de tratamento dispon&#237;vel, tudo isso requer uma atualiza&#231;&#227;o constante. Os milhares de artigos cient&#237;ficos publicados diariamente em jornais nacionais e internacionais tornam o acesso e o aprendizado de todo o conte&#250;do oferecido algo impratic&#225;vel para os cl&#237;nicos. Portanto, &#233; dever dos grupos de especialistas classificar, priorizar, organizar, sintetizar e disseminar os resultados da melhor pesquisa, ao mesmo tempo descartando as informa&#231;&#245;es desnecess&#225;rias e irrelevantes.</p>
    <p>Para concluir essa tarefa, as Sociedades Cient&#237;ficas possuem diferentes ferramentas dispon&#237;veis: congressos, simp&#243;sios e reuni&#245;es cient&#237;ficas permitem a transfer&#234;ncia pessoal de conhecimento de especialistas para seu p&#250;blico, facilitando a discuss&#227;o e intera&#231;&#227;o entre os profissionais. No entanto, os m&#233;dicos que participam regularmente dessas reuni&#245;es representam apenas uma pequena parte dos cl&#237;nicos que atendem pacientes diariamente. Portanto, as ferramentas adicionais, como as diretrizes cl&#237;nicas para a administra&#231;&#227;o de doen&#231;as espec&#237;ficas, s&#227;o obrigat&#243;rias. S&#227;o geralmente preparadas e publicadas a cada tr&#234;s ou seis anos, dependendo da quantidade e import&#226;ncia de novos achados publicados na literatura cient&#237;fica. No campo espec&#237;fico de hipertens&#227;o, a Sociedade Europeia de Hipertens&#227;o (ESH) e a Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC)<sup>1</sup> lan&#231;aram as diretrizes mais recentes em 15 de junho de 2013, seis anos ap&#243;s a publica&#231;&#227;o das &#250;ltimas diretrizes<sup>2</sup> em 2007. No entanto, devido &#224; quantidade de novas informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis e o longo per&#237;odo entre as duas diretrizes, uma reavalia&#231;&#227;o<sup>3</sup> intermedi&#225;ria foi lan&#231;ada em 2009. Outra ferramenta dispon&#237;vel &#233; a publica&#231;&#227;o de uma declara&#231;&#227;o de posicionamento sobre um t&#243;pico espec&#237;fico, como a primeira declara&#231;&#227;o feita pelo <italic>Departamento de Hipertens&#227;o Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> sobre hipertens&#227;o e diabetes mellitus, publicada nesta edi&#231;&#227;o dos <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic><sup>4</sup>.</p>
    <p>A doen&#231;a cardiovascular induzida pela coexist&#234;ncia de hipertens&#227;o e diabetes mellitus tipo 2 assola n&#227;o s&#243; os pa&#237;ses desenvolvidos, mas tamb&#233;m os emergentes devido &#224; alta preval&#234;ncia de ambas as condi&#231;&#245;es no mundo todo. As evid&#234;ncias cient&#237;ficas mostram que isso n&#227;o &#233; uma associa&#231;&#227;o ocasional: pelo contr&#225;rio, as duas condi&#231;&#245;es est&#227;o ligadas por nexo epidemiol&#243;gico, patofisiol&#243;gico e cl&#237;nico comum. Entre 70% e 80% dos pacientes com diabetes mellitus t&#234;m hipertens&#227;o, enquanto que a diabetes mellitus &#233; encontrada em at&#233; 40% de pacientes com hipertens&#227;o, principalmente nos mais velhos. O fator mais preocupante &#233; que a preval&#234;ncia das duas doen&#231;as aumenta por motivos diferentes: quando &#233; somada ao envelhecimento progressivo e maior longevidade da popula&#231;&#227;o, essa associa&#231;&#227;o pode ser vista como um dos maiores desafios futuros na sa&#250;de p&#250;blica para a grande maioria dos pa&#237;ses<sup>1-6</sup>.</p>
    <p>A atual declara&#231;&#227;o de posicionamento, que foi elaborada por 34 especialistas em hipertens&#227;o da <italic>Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> abrange diversos aspectos da associa&#231;&#227;o entre hipertens&#227;o e diabetes, dos fatores epidemiol&#243;gicos &#224;s op&#231;&#245;es terap&#234;uticas, e inclui a avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica, a estratifica&#231;&#227;o de risco cardiovascular global, les&#245;es silenciosas e cl&#237;nicas em diferentes &#243;rg&#227;os e o tratamento de todos os fatores associados<sup>4</sup>. No entanto, os aspectos terap&#234;uticos ocupam a parte central e mais importante da declara&#231;&#227;o, abrangendo as estrat&#233;gias terap&#234;uticas para hipertens&#227;o e diabetes, controle de glicemia, tratamento de dislipidemia e, por fim, aspectos relacionados ao tratamento intervencionista da doen&#231;a arterial em diab&#233;ticos. Todos esses fatores s&#227;o abordados na pr&#225;tica, mas com rigor cient&#237;fico. A declara&#231;&#227;o de posicionamento inclui 80 refer&#234;ncias atualizadas (refer&#234;ncia &#224;s Diretrizes de Hipertens&#227;o 2013 ESH/ESC n&#227;o foram inclusas, pois n&#227;o tinham sido liberadas antes da data da publica&#231;&#227;o prevista<sup>2</sup>). No entanto, as recomenda&#231;&#245;es desta declara&#231;&#227;o de posicionamento n&#227;o diferem substancialmente das novas diretrizes europeias, exceto pelas metas de press&#227;o arterial que devem ser alcan&#231;adas no tratamento de pacientes diab&#233;ticos com hipertens&#227;o que, nesta declara&#231;&#227;o de posicionamento, s&#227;o baseadas principalmente nos crit&#233;rios da Associa&#231;&#227;o Americana de Diabetes (AAD)<sup>7</sup>, que recomenda que os n&#237;veis de &lt; 130/80 mmHg devem ser alcan&#231;ados, enquanto que as Diretrizes de Hipertens&#227;o ESH/ESC de 2013 s&#227;o menos rigorosas, aconselhando uma redu&#231;&#227;o para &lt; 140/85 mmHg, sugerindo que n&#227;o h&#225; evid&#234;ncia de Classe I/N&#237;vel A que justifique a recomenda&#231;&#227;o fundamentalmente emp&#237;rica da AAD<sup>7</sup>.</p>
    <p>Resta-nos unicamente agradecer o <italic>Departamento de Hipertens&#227;o Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> por esta iniciativa e encorajar os autores a enfrentar, da mesma forma, outros problemas relacionados &#224; hipertens&#227;o e preven&#231;&#227;o da doen&#231;a cardiovascular em um futuro pr&#243;ximo atrav&#233;s da publica&#231;&#227;o de novas declara&#231;&#245;es que, sem d&#250;vida, ser&#227;o de grande utilidade para m&#233;dicos de diversas especialidades engajados no tratamento de pacientes hipertensivos. A nossa miss&#227;o &#233; fornecer informa&#231;&#245;es m&#233;dicas rigorosas atualizadas aos profissionais que, juntamente com a l&#243;gica cl&#237;nica, lhes permitam tomar as decis&#245;es corretas em rela&#231;&#227;o ao tratamento de pacientes hipertensivos.</p>
    <p>
      <fn id="enda" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Antonio Coca </p>
        <p> Hypertension and Vascular Risk Unit - Hospital Cl&#237;nic </p>
        <p> c/ Villarroel 170 </p>
        <p> Postal Code 08036, Barcelona, Spain </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="acoca@clinic.ub.es">acoca@clinic.ub.es</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 16/07/13; revisado em 18/07/13; aceito em 18/07/13</p>
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          <source>Diabetes statistics</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Primary prevention of cardiovascular diseases in people with diabetes mellitus: a scientific statement from the American Heart Association and the American Diabetes Association</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2007</year>
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          <fpage>114</fpage>
          <lpage>26</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>115</volume>
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              <surname>Buse</surname>
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              <surname>Costa</surname>
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          <article-title>Standards of medical care in diabetes-2013</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">New DH-BSC recommendations on optimal management of hypertension in diabetics</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2">
          <label>
            <bold>New DH-BSC recommendations on optimal management of hypertension in diabetics</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Antonio Coca</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hypertension and Vascular Risk Unit, Institute of Internal Medicine, Hospital Cl&#237;nic, University of Barcelona - Spain</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Hypertension / mortality; Diabetes Mellitus / mortality; Evidence-Based Practice; Medication Therapy Management / trends.</p>
      <p>One of the missions of Scientific Societies is to facilitate the transfer of knowledge from its origin (basic research laboratory, centers specializing in clinical research, etc.) to the professionals who put the results of the research into practice, i.e. clinicians in daily practice. A patient with a specific problem always expects the best advice and treatment option available, all of which requires constant updating. The huge amounts of scientific articles published daily in national and international journals makes it impossible, in practice, for clinicians to access and learn all the contents on offer. Therefore, it is the duty of expert groups to classify, prioritize, order, synthesize and disseminate the results of the best research, while at the same time discarding unnecessary or irrelevant information.</p>
      <p>To fulfill this mission, Scientific Societies have different tools available: congresses, symposia and scientific meetings allow personal transfer of knowledge from experts to their audience, while facilitating discussion and interaction between professionals. However, physicians who regularly attend such meetings make up only a very small part of the clinicians attending patients on a daily basis. Therefore, additional tools, such as clinical guidelines for the management of specific diseases, are required. These are usually prepared and published every three to six years, depending on the amount and importance of new findings published in the scientific literature. In the specific field of hypertension, the European Society of Hypertension (ESH) and the European Society of Cardiology (ESC)<sup>1</sup> released their latest guidelines on June 15th 2013, six years after the publication of the last guidelines<sup>2</sup> in 2007. However, due to the amount of new information available and the long period between the two guidelines, an intermediate reappraisal<sup>3</sup> was released in 2009. Another tool available is the publication of a position statement on a specific topic, such as the first such statement made by the <italic>Departamento de Hipertens&#227;o Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> on the subject of hypertension and diabetes mellitus, which is published in this issue of the <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic><sup>4.</sup></p>
      <p>Cardiovascular disease induced by the coexistence of hypertension and type 2 diabetes mellitus devastates not only developed but also emerging countries due to the current high prevalence of both conditions worldwide. Scientific evidence shows that this is not a casual association: rather, the two conditions are linked by common epidemiological, pathophysiological and clinical nexus. Between 70% and 80% of patients with diabetes mellitus have hypertension, while diabetes mellitus is found in up to 40% of hypertensive patients, especially those who are older. The most preoccupying thing is that the prevalence of the two diseases is increasing for different reasons: when this is added to the progressive aging of the population and increased longevity, this association can be seen as one of the greatest future public health challenges in the overwhelming majority of countries<sup>1-6</sup>.</p>
      <p>The current position statement, which has been drawn up by 34 experts in hypertension from the <italic>Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> covers various aspects of the association between hypertension and diabetes, from the epidemiological factors to the therapeutic options, and includes the clinical evaluation, the global cardiovascular risk stratification, silent and clinical lesions in different organs, and the treatment of all associated factors<sup>4</sup>. However, therapeutic aspects occupy the central and most-essential part of the statement, covering therapeutic strategies for hypertension in diabetics, glycemic control, the treatment of dyslipidemia, and, finally, aspects related to the interventional treatment of arterial disease in diabetics. All these factors are addressed practically but with scientific rigor. The position statement includes 80 up-to-date references (the reference to the 2013 ESH/ESC Hypertension Guidelines could not be included as they were not released before the scheduled publication date<sup>2</sup>). However, the recommendations of this position statement do not differ substantially from those of the new European guidelines, except for the blood pressure targets that should be reached when treating diabetic patients with hypertension which, in this position statement, are based primarily on the American Diabetes Association (ADA) criteria<sup>7</sup>, which recommends that levels of &lt;130/80 mmHg should be achieved, while the 2013 ESH/ESC Hypertension Guidelines is less stringent, advising a reduction to &lt;140/85 mmHg, as they suggest there is no Class I/Level A evidence that justifies the fundamentally empirical recommendation of the ADA<sup>7</sup>.</p>
      <p>It only remains for me to congratulate the <italic>Departamento de Hipertens&#227;o Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> for this initiative and encourage the authors to similarly confront other problems related to hypertension and cardiovascular disease prevention in the near future by publishing new statements that will, without doubt, be of great utility for physicians from various specialties engaged in the care of hypertensive patients. Our mission is to provide the rigorous, information to medical professionals which, together with clinical logic, will enable them to take correct decisions when treating hypertensive patients.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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