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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Aspectos metodol&#243;gicos na utiliza&#231;&#227;o da an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla</article-title>
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        <day>05</day>
        <month>07</month>
        <year>2013</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Aspectos metodol&#243;gicos na utiliza&#231;&#227;o da an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Davi Jorge Fontoura Solla<sup>I,II</sup>; Nivaldo Menezes Filgueiras-Filho<sup>I</sup>; Anibal Silvany-Neto<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU) </p>
    <p><sup>II</sup>Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> An&#225;lise de regress&#227;o, An&#225;lise multivariada, Modelos log&#237;sticos.</p>
    <p>
      <bold>Prezado editor,</bold>
    </p>
    <p>Gostar&#237;amos de tecer algumas considera&#231;&#245;es quanto &#224; an&#225;lise estat&#237;stica dos preditores de &#243;bito no artigo de Caluza e cols.<sup>1</sup>, mesmo observando sua natureza de projeto inicial/piloto.</p>
    <p>N&#227;o ficou claro quais vari&#225;veis foram inclu&#237;das no modelo inicial e qual m&#233;todo foi utilizado para selecionar aquelas significantes no modelo ajustado final (<italic>backward, forward, full model</italic> ou variantes).</p>
    <p>Em raz&#227;o da boa evolu&#231;&#227;o dos pacientes (mortalidade intra-hospitalar de 6,8%) e do tamanho amostral relativamente pequeno (n = 205), o n&#250;mero de &#243;bitos foi baixo (n = 14). &#201; um excelente resultado cl&#237;nico, mas imp&#245;e cuidados na regress&#227;o log&#237;stica. O modelo final apresentou seis vari&#225;veis significantes (talvez o modelo inicial contivesse ainda mais covari&#225;veis), com uma rela&#231;&#227;o Eventos Por Vari&#225;vel (EPV) de, no m&#225;ximo, 2,3 (14/6). Uma baixa rela&#231;&#227;o EPV resulta num modelo inst&#225;vel, com aumento de vi&#233;s, variabilidade e superestimativa dos coeficientes de regress&#227;o e Intervalos de Confian&#231;a (IC) inveross&#237;meis<sup>2,3</sup>. O pior cen&#225;rio<sup>4</sup> seria justamente com 2 a 4 EPV, <underline>&lt;</underline> 30 desfechos e baixas preval&#234;ncia/incid&#234;ncia (&lt; 10%) das vari&#225;veis preditoras (Acidente Vascular Cerebral - AVC - pr&#233;vio [7,8%], Bloqueio Atrioventricular Total - BAVT - [6,8%], bal&#227;o intra-a&#243;rtico - BIA - [5,8%] e choque cardiog&#234;nico [7,3%]).</p>
    <p>A art&#233;ria relacionada ao infarto oclu&#237;da e o &#237;ndice de fluxo tecidual (<italic>blush</italic>) zero na inje&#231;&#227;o inicial na art&#233;ria relacionada ao infarto foram vari&#225;veis inseridas paralelamente no modelo. Foi verificada multicolinearidade entre estas? Exceto no enchimento por colaterais, toda art&#233;ria oclu&#237;da ter&#225; &#237;ndice de fluxo tecidual zero, resultando numa alta redund&#226;ncia, com redu&#231;&#227;o da confiabilidade dos coeficientes de regress&#227;o e amplifica&#231;&#227;o dos erros-padr&#227;o<sup>5</sup>.</p>
    <p>O uso de BIA comporta-se muito mais como marcador de risco que propriamente fator de risco, n&#227;o estando na via causal do desfecho analisado. Sua inclus&#227;o na an&#225;lise dos preditores de &#243;bito &#233; question&#225;vel, dado o potencial para influenciar as demais covari&#225;veis.</p>
    <p>Ainda quanto ao BIA, considerando a presen&#231;a da vari&#225;vel choque cardiog&#234;nico no modelo multivari&#225;vel, seria interessante verificar se tamb&#233;m n&#227;o houve consider&#225;vel redund&#226;ncia, uma vez que essa complica&#231;&#227;o &#233; das principais indica&#231;&#245;es ao BIA.</p>
    <p>Por fim, n&#227;o foi feito (ou relatado) o diagn&#243;stico (an&#225;lise de res&#237;duos e de influ&#234;ncia) da regress&#227;o log&#237;stica bem como os IC das <italic>Odds Ratio</italic> (OR ), itens fundamentais para avaliar o ajuste do modelo e que facilitariam a elucida&#231;&#227;o dos questionamentos acima.</p>
    <p>Conforme colocado em outra Carta ao Editor, qualquer cr&#237;tica &#224; an&#225;lise estat&#237;stica desse trabalho n&#227;o diminui a relev&#226;ncia da implementa&#231;&#227;o de uma rede regionalizada de aten&#231;&#227;o ao Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio com Supradesn&#237;vel do Segmento ST (IAMCSST). Trata-se de um modelo de organiza&#231;&#227;o do cuidado, que merece ser replicado pelo Brasil.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Davi Jorge Fontoura Solla </p>
        <p> Rua Marechal Floriano, 41, apto. 101, Canela </p>
        <p> CEP 40110-010, Salvador, BA - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="davisolla@hotmail.com">davisolla@hotmail.com</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="davisolla@gmail.com">davisolla@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 21/12/12; revisado em 21/12/12; aceito em 21/02/13.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos as perguntas feitas<sup>1</sup> sobre a an&#225;lise estat&#237;stica do artigo<sup>2</sup>, apropriadamente formuladas, e concordamos que a sistematiza&#231;&#227;o do tratamento do Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio (IAM) com supra, em redes, &#233; indiscutivelmente uma solu&#231;&#227;o para propiciar melhora imediata nos resultados brasileiros em geral.</p>
    <p>As preocupa&#231;&#245;es colocadas s&#227;o as mesmas que tivemos porque, como tamb&#233;m inferido no pr&#243;prio artigo, uma amostra de 205 casos n&#227;o proporciona dados indiscutivelmente confi&#225;veis. Exatamente por isso n&#227;o detalhamos nem citamos pontos espec&#237;ficos da an&#225;lise multivariada e da regress&#227;o log&#237;stica. Utilizamos o programa SPSS-20 , bicaudado, <italic>backward</italic>, sabendo que amostra pequena, pontos fora da curva, modelo inapropriado e m&#250;ltiplos pontos para an&#225;lise podem eventualmente distorcer resultados nessa situa&#231;&#227;o. O n&#250;mero de Eventos Por Vari&#225;vel (EPV) pode tamb&#233;m influenciar os resultados obtidos; obtivemos Intervalos de Confian&#231;a (IC) muito vari&#225;veis, como, por exemplo, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o com <italic>Odds Ratio </italic>(OR) de 0,90 e IC de 0,35 a 0,94, e <italic>blush</italic> com OR de 9,45 e IC de 1,21 a 59,45. Tamb&#233;m concordamos, como colocado, que, quando estamos falando de Killip avan&#231;ado e choque cardiog&#234;nico (bal&#227;o intra-a&#243;rtico como marcador ) ou fluxo TIMI baixo e <italic>blush</italic> mioc&#225;rdico, h&#225; superposi&#231;&#227;o de colinearidade e intera&#231;&#227;o, cabendo ao condutor do estudo escolher qual item se aplica melhor &#224; situa&#231;&#227;o, de modo a obter o que possui menor variabilidade e, portanto, maior confiabilidade, sempre havendo alguma intera&#231;&#227;o nessa ordem de vari&#225;veis. Discordamos completamente (e respeitosamente), entretanto, da coloca&#231;&#227;o de que houve baixa preval&#234;ncia de eventos: como um registro com pacientes n&#227;o selecionados, tivemos, nesta popula&#231;&#227;o, 31,7% de diab&#233;ticos, 7,8% de Acidente Vascular Cerebral (AVC) pr&#233;vio, 11,2% de disfun&#231;&#227;o renal preexistente; nesta popula&#231;&#227;o ocorreu 6,8% de Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT) e 7,3% de choque cardiog&#234;nico, propor&#231;&#227;o maior de problemas e complica&#231;&#245;es do que em muitos dos estudos de IAM com supra, como referido em textos de diretrizes<sup>3-6</sup>, condizente com a amostra de um registro. Ocorreu, isso sim, que a amostra era pequena e a propor&#231;&#227;o de &#243;bitos tamb&#233;m.</p>
    <p>Um fato suplementar, importante, e que nos deixa confiantes em rela&#231;&#227;o ao publicado, &#233; que hoje, com 620 casos (tr&#234;s vezes o tamanho da amostra dos Arquivos) no registro, os dados de mortalidade e da an&#225;lise estat&#237;stica do artigo continuam, de modo geral, muito pr&#243;ximos do publicado. Um novo artigo, envolvendo os riscos relacionados com mortalidade e com an&#225;lise mais detalhada, que segue o sugerido nas perguntas acima, j&#225; est&#225; pronto e prestes a ser enviado para publica&#231;&#227;o.</p>
    <p>Atenciosamente, </p>
    <p>Ana Christina Vellozo Caluza </p>
    <p> Antonio Carlos Carvalho </p>
    <p> Pelos demais autores do artigo</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
  </body>
  <back>
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          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
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        <article-title xml:lang="en">Methodological aspects in the use of multiple logistic regression analysis</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Methodological aspects in the use of multiple logistic regression analysis</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Davi Jorge Fontoura Solla<sup>I,II</sup>; Nivaldo Menezes Filgueiras-Filho<sup>I</sup>; Anibal Silvany-Neto<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU)</p>
      <p><sup>II</sup>Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Regression analysis, Multivariate analysis, Logistic models.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>We would like to present a few considerations pursuant to the statistical analysis of the predictors of death in the article by Caluza et al<sup>1</sup>, even though observing its nature of initial/pilot project.</p>
      <p>It has not remained clear which variables were included in the initial model and which method was used to select those significant variables in the final adjusted model (<italic>backward, forward, full model</italic> or variants).</p>
      <p>By virtue of the fine progression of the patients (in-hospital mortality of 6.8%) and of the relatively small sample size (n = 205), the number of deaths was low (n = 14). That is an excellent clinical result, but it imposes caution upon the logistic regression. The final model has presented six significant variables (perhaps the initial model might have had even more co-variables), with a maximum Events Per Variable (EPV) ratio of 2.3 (14/6). A low ratio of EPV results in an unstable model, with an increase in bias, variability, and overrating of the coefficients of regression and unverisimilar Confidence Intervals (CI)<sup>2,3</sup>. The worst case scenario<sup>4</sup> would exactly be with 2 to 4 EPV, <underline>&lt;</underline> 30 outcomes, and low prevalence/incidence (&lt; 10%) of the predictors (previous Cerebral Vascular Accident - CVA - [7.8%], Total Atrioventricular Block - total AV block - [6.8%], intra-aortic balloon pump - IABP - [5.8%], and cardiogenic shock [7.3%]).</p>
      <p>The occluded artery related to the infarction and the zero tissue flow grade (<italic>blush</italic>) upon the initial injection in the artery related to the infarction were variables inserted in a parallel fashion in the model. Has multi-co-linearity been verified among these? Except in the filling by collaterals, the entire occluded artery will have zero tissue flow grade, resulting in a high redundancy, with a reduction in the reliability of the coefficients of regression and amplification of the standard errors<sup>5</sup>.</p>
      <p>The use of the IABP performs much more as a risk marker than actually as a risk factor, not being in the causal pathway of the outcome analyzed. Its inclusion in the analysis of the predictors of death is questionable, given the potential to influence the other co-variables.</p>
      <p>Still pertinent to the IABP, considering the presence of the cardiogenic shock variable in the multivariate model, it would be interesting to verify whether considerable redundancy has not taken place as well, hence that complication is one of the main indications for the IABP.</p>
      <p>Finally, the residual diagnostics of the logistic regression has either not been made or reported, as well as the CI of the <italic>Odds Ratio</italic> (OR) - fundamental items to assess the adjustment of the model, and which would facilitate the elucidation of the questions above.</p>
      <p>As has been mentioned in another Letter to the Editor, any criticism to the statistical analysis of that work does not cloud the relevance of implementing a regionalized network of care to the Acute Myocardial Infarction with ST Segment Elevation (Acute STEMI). This is about an organization model of the care, which deserves to be replicated by Brazil.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Davi Jorge Fontoura Solla</p>
          <p> Rua Marechal Floriano, 41, apto. 101, Canela</p>
          <p> Postal Code 40110-010, Salvador, BA - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="davisolla@hotmail.com">davisolla@hotmail.com</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="davisolla@gmail.com">davisolla@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received December 21, 2012; revised manuscript December 21, 2012; accepted February 21, 2013.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>We appreciate the questions asked<sup>1</sup> on the statistical analysis of the article<sup>2</sup>, which were adequately formulated, and we agree that the systematization in networks of the treatment of the Acute Myocardial Infarction (AMI) with elevation is unarguably a solution to favor the immediate improvement in the Brazilian results as a whole.</p>
      <p>The concerns presented and those we have had are the same because, as also inferred from the very article, a sample of 205 cases does not provide unarguably reliable data. That is exactly why we have not provided detail or mentioned specific points of the multivariate analysis and of the logistic regression. We have used the SPSS-20 software, two-tailed, <italic>backward</italic>, whilst knowing that a small sample, points outside the curve, an inappropriate model, and multiple points for analysis may eventually distort results in that situation. The number of Events Per Variable (EPV) may also affect the results obtained; we have attained Confidence Intervals (CI) which were too variable, such as, for example, ejection fraction with an <italic>Odds Ratio </italic>(OR) of 0.90 and a CI from 0.35 to 0.94, and <italic>blush</italic> with an OR of 9.45 and a CI from 1.21 to 59,45. We also agree - as has been mentioned - that, when we speak of advanced Killip and cardiogenic shock (intra-aortic balloon pump as a marker) or low TIMI flow and myocardial blush, there is an overlap of co-linearity and interaction, whilst it is up to the conductor of the study to choose which item applies better to the situation, in order to obtain the one which has the lowest variability and, therefore, the greatest reliability, with some interaction in that order of variables always being there. However, we respectfully and completely disagree with the argument of there having been a low prevalence of events: as a record with unscreened patients, we have had, in this population, 31.7% of diabetic subjects, 7.8% of previous Cerebral Vascular Accident (CVA), 11.2% of pre-existing renal dysfunction; in this population, 6.8% of Total Atrioventricular Block (total AV block) and 7.3% of cardiogenic shock have occurred - a proportion of problems and complications which is greater than those in many of the studies of AMI with elevation, as mentioned in texts of guidelines<sup>3-6</sup>, befitting with the sample of a record. It has rather occurred that the sample was small, and so was the proportion of deaths.</p>
      <p>An important, supplementary fact - and which makes us confident in relation to that which has been published - is that, today, with 620 cases (three times the size of the sample of the <italic>Arquivos</italic>) in the record, the data of mortality and of the statistical analysis of the article remain, in general, very close to that which has been published. A new article, involving the risks related to mortality and with analysis in further detail, which follows the suggestions of the questions above, is already finished and on the verge of being sent for publishing.</p>
      <p>Truly,</p>
      <p>Ana Christina Vellozo Caluza</p>
      <p> Antonio Carlos Carvalho</p>
      <p> Pelos demais autores do artigo</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
      </p>
      <p> Davi Jorge Fontoura Solla </p>
      <p> Rua Marechal Floriano, 41, apto. 101, Canela </p>
      <p> CEP 40110-010, Salvador, BA - Brasil </p>
      <p> E-mail: <email xlink:href="davisolla@hotmail.com">davisolla@hotmail.com</email>, <email xlink:href="davisolla@gmail.com">davisolla@gmail.com</email></p>
      <p>Artigo recebido em 21/12/12; revisado em 21/12/12; aceito em 21/02/13.</p>
      <p>
        <bold>Carta-resposta</bold>
      </p>
      <p>Agradecemos as perguntas feitas<sup>1</sup> sobre a an&#225;lise estat&#237;stica do artigo<sup>2</sup>, apropriadamente formuladas, e concordamos que a sistematiza&#231;&#227;o do tratamento do Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio (IAM) com supra, em redes, &#233; indiscutivelmente uma solu&#231;&#227;o para propiciar melhora imediata nos resultados brasileiros em geral.</p>
      <p>As preocupa&#231;&#245;es colocadas s&#227;o as mesmas que tivemos porque, como tamb&#233;m inferido no pr&#243;prio artigo, uma amostra de 205 casos n&#227;o proporciona dados indiscutivelmente confi&#225;veis. Exatamente por isso n&#227;o detalhamos nem citamos pontos espec&#237;ficos da an&#225;lise multivariada e da regress&#227;o log&#237;stica. Utilizamos o programa SPSS-20 , bicaudado, <italic>backward</italic>, sabendo que amostra pequena, pontos fora da curva, modelo inapropriado e m&#250;ltiplos pontos para an&#225;lise podem eventualmente distorcer resultados nessa situa&#231;&#227;o. O n&#250;mero de Eventos Por Vari&#225;vel (EPV) pode tamb&#233;m influenciar os resultados obtidos; obtivemos Intervalos de Confian&#231;a (IC) muito vari&#225;veis, como, por exemplo, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o com <italic>Odds Ratio </italic>(OR) de 0,90 e IC de 0,35 a 0,94, e <italic>blush</italic> com OR de 9,45 e IC de 1,21 a 59,45. Tamb&#233;m concordamos, como colocado, que, quando estamos falando de Killip avan&#231;ado e choque cardiog&#234;nico (bal&#227;o intra-a&#243;rtico como marcador ) ou fluxo TIMI baixo e <italic>blush</italic> mioc&#225;rdico, h&#225; superposi&#231;&#227;o de colinearidade e intera&#231;&#227;o, cabendo ao condutor do estudo escolher qual item se aplica melhor &#224; situa&#231;&#227;o, de modo a obter o que possui menor variabilidade e, portanto, maior confiabilidade, sempre havendo alguma intera&#231;&#227;o nessa ordem de vari&#225;veis. Discordamos completamente (e respeitosamente), entretanto, da coloca&#231;&#227;o de que houve baixa preval&#234;ncia de eventos: como um registro com pacientes n&#227;o selecionados, tivemos, nesta popula&#231;&#227;o, 31,7% de diab&#233;ticos, 7,8% de Acidente Vascular Cerebral (AVC) pr&#233;vio, 11,2% de disfun&#231;&#227;o renal preexistente; nesta popula&#231;&#227;o ocorreu 6,8% de Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT) e 7,3% de choque cardiog&#234;nico, propor&#231;&#227;o maior de problemas e complica&#231;&#245;es do que em muitos dos estudos de IAM com supra, como referido em textos de diretrizes<sup>3-6</sup>, condizente com a amostra de um registro. Ocorreu, isso sim, que a amostra era pequena e a propor&#231;&#227;o de &#243;bitos tamb&#233;m.</p>
      <p>Um fato suplementar, importante, e que nos deixa confiantes em rela&#231;&#227;o ao publicado, &#233; que hoje, com 620 casos (tr&#234;s vezes o tamanho da amostra dos Arquivos) no registro, os dados de mortalidade e da an&#225;lise estat&#237;stica do artigo continuam, de modo geral, muito pr&#243;ximos do publicado. Um novo artigo, envolvendo os riscos relacionados com mortalidade e com an&#225;lise mais detalhada, que segue o sugerido nas perguntas acima, j&#225; est&#225; pronto e prestes a ser enviado para publica&#231;&#227;o.</p>
      <p>Atenciosamente, </p>
      <p>Ana Christina Vellozo Caluza </p>
      <p> Antonio Carlos Carvalho </p>
      <p> Pelos demais autores do artigo</p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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