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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Desenvolvimento de redes regionalizadas de aten&#231;&#227;o ao IAM com supra de ST no Brasil</article-title>
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        <day>28</day>
        <month>05</month>
        <year>2013</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Desenvolvimento de redes regionalizadas de aten&#231;&#227;o ao IAM com supra de ST no Brasil</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Davi Jorge Fontoura Solla<sup>I,II</sup>; Nivaldo Menezes Filgueiras-Filho<sup>I</sup>; Ivan de Mattos Paiva-Filho<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU) </p>
    <p><sup>II</sup>Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (FMB/UFBA), Salvador, BA - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Infarto do Mioc&#225;rdio, Servi&#231;os Urbanos de Sa&#250;de, Servi&#231;os M&#233;dicos de Emerg&#234;ncia, Ambul&#226;ncia, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Prezado Editor,</bold>
    </p>
    <p>Lemos, com grande interesse, o artigo de Caluza e cols. "Rede de infarto com supradesnivelamento de ST: sistematiza&#231;&#227;o em 205 casos diminui eventos cl&#237;nicos na rede p&#250;blica". A organiza&#231;&#227;o de redes regionalizadas de atendimento ao IAMCSST, com integra&#231;&#227;o dos diferentes n&#237;veis de complexidade, reduz os intervalos de tempo para tratamento, nomeadamente, porta-agulha e porta-bal&#227;o, e aumenta as propor&#231;&#245;es de reperfus&#227;o prim&#225;ria, constituindo-se, atualmente, numa recomenda&#231;&#227;o classe I, n&#237;vel de evid&#234;ncia B<sup>1,2</sup>. Em verdade, a implementa&#231;&#227;o de redes e sistemas de aten&#231;&#227;o ao IAMCSST j&#225; &#233; uma tend&#234;ncia h&#225; mais de uma d&#233;cada<sup>3</sup>, e, em 2011, atrav&#233;s da "Linha do cuidado do infarto agudo do mioc&#225;rdio na rede de aten&#231;&#227;o &#224;s urg&#234;ncias", a implanta&#231;&#227;o de redes de atendimento ao IAMCSST em regi&#245;es metropolitanas brasileiras passou a ser uma recomenda&#231;&#227;o do Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil<sup>4</sup>.</p>
    <p>O estudo citado nos despertou especial aten&#231;&#227;o por desenvolvermos uma iniciativa semelhante por meio do Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (Samu) metropolitano de Salvador, Bahia. Em julho de 2009, foi criada uma rede regionalizada integrada envolvendo todo o sistema p&#250;blico de emerg&#234;ncia de Salvador (municipal e estadual; pronto-atendimentos e hospitais gerais) e os dois centros p&#250;blicos de refer&#234;ncia em cardiologia com disponibilidade de laborat&#243;rio de hemodin&#226;mica<sup>5</sup>.</p>
    <p>Ao tra&#231;armos um paralelo com a nossa experi&#234;ncia local, devemos parabenizar os autores dessa rede em S&#227;o Paulo pelos resultados quanto &#224; transfer&#234;ncia de 100% dos pacientes para um centro de refer&#234;ncia e &#224; propor&#231;&#227;o de reperfus&#227;o prim&#225;ria, qu&#237;mica ou mec&#226;nica, acima de 90%. Em nossa coorte, por uma s&#233;rie de obst&#225;culos que n&#227;o s&#227;o objeto desta carta, pouco menos de 60% dos pacientes puderam se beneficiar de transfer&#234;ncia para centros de refer&#234;ncia e temos verificado uma propor&#231;&#227;o geral de reperfus&#227;o prim&#225;ria de 45% (desconsiderando os 20% que buscaram atendimento m&#233;dico j&#225; al&#233;m da janela terap&#234;utica de 12 horas). Em tempo, nessa rede de S&#227;o Paulo n&#227;o foi relatada nenhuma admiss&#227;o com mais de 12 horas de sintomatologia. Houve algum caso nesse perfil? Como esses foram manejados? Ainda, h&#225; registro quanto aos intervalos de tempo desde os sintomas (dor-admiss&#227;o, admiss&#227;o-eletrocardiograma, porta-agulha e/ou porta-bal&#227;o)?</p>
    <p>Reiteramos o qu&#227;o louv&#225;vel &#233; a iniciativa da rede de IAMCSST implementada por Caluza e cols. e os resultados cl&#237;nicos alcan&#231;ados. De nosso conhecimento, n&#227;o existem muitas redes dessa natureza no Brasil ou Am&#233;rica Latina, numa contradi&#231;&#227;o &#224;s evid&#234;ncias e experi&#234;ncias exitosas em pa&#237;ses europeus e norte-americanos.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Davi Jorge Fontoura Solla </p>
        <p> Rua Marechal Floriano, 41, Apto. 101, Canela </p>
        <p> CEP 40110-010, Salvador, BA - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="davisolla@hotmail.com">davisolla@hotmail.com</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="davisolla@gmail.com">davisolla@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 21/12/12; revisado em 21/12/12; aceito em 22/02/13.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos os coment&#225;rios de Solla<sup>1</sup> a respeito do artigo que publicamos nos <italic>ABC</italic><sup>2</sup> e concordamos que infelizmente em nosso meio as "redes" para tratamento de infarto com supradesnivelamento ainda est&#227;o em seu in&#237;cio, diferentemente de sistemas bem estabelecidos na Europa<sup>3,4</sup> e nos Estados Unidos, como publicado por Cannon e cols.<sup>5</sup>. Nesse sentido, &#233; interessante que nossos resultados, hoje com 620 casos, se aproximam de redes j&#225; estabelecidas conforme <xref ref-type="table" rid="a14tab01">tabela 1</xref> adiante em que adicionamos nossa experi&#234;ncia ao exemplo publicado no JACC<sup>6</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a14tab01">
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    </p>
    <p>Temos acompanhado os resultados do grupo de Solla, Filgueiras e Carvalho em Salvador, mediante apresenta&#231;&#245;es em Congressos nacionais e agora com a publica&#231;&#227;o no <italic>Circulation Outcomes</italic><sup>7</sup>; parab&#233;ns e nosso reconhecimento pelos resultados obtidos. Concordamos que a Linha de Cuidado do IAM adotada pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de e apoiada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia &#233; um passo na dire&#231;&#227;o correta.</p>
    <p>Quanto &#224;s perguntas especificamente formuladas:</p>
    <p>1) N&#227;o colocamos nessa amostra, e nos desculpamos se n&#227;o fomos claros o suficiente no artigo, pacientes com mais de 12 horas de evolu&#231;&#227;o; esses casos hoje constituem na rede, felizmente, uma propor&#231;&#227;o pequena de pacientes (menor que 10% do total no Hospital S&#227;o Paulo). At&#233; porque, a sistematiza&#231;&#227;o do atendimento e o Telecardio praticamente eliminaram a perda de tempo do paciente decorrente de ir de um local para outro at&#233; ter o diagn&#243;stico e o tratamento iniciado. Os casos que n&#227;o realizaram reperfus&#227;o tinham raz&#245;es espec&#237;ficas: neoplasias em tratamento, reconhecimento de que se tratava de pericardite, p&#243;s-operat&#243;rio de trauma, cinecoronariografia recente, achado de art&#233;rias oclu&#237;das pequenas. Os pouqu&#237;ssimos casos inclu&#237;dos com mais de 12 horas de in&#237;cio do quadro o foram por causa de dor persistente e importante;</p>
    <p>2) Alguns intervalos de tempo de nossa experi&#234;ncia: mediana do tempo de in&#237;cio do quadro para agulha de 3,5 horas, in&#237;cio do quadro para bal&#227;o de 93 minutos (ATC prim&#225;ria) e in&#237;cio do quadro para cateterismo nos casos de f&#225;rmaco invasiva de pouco mais de 9 horas. Esses dados refletem o uso r&#225;pido de Tenecteplase (TNK) e transfer&#234;ncia n&#227;o muito prolongada, impedindo deteriora&#231;&#227;o dos pacientes nos pontos de origem, com consequente contribui&#231;&#227;o na baixa mortalidade obtida;</p>
    <p>3) A interpreta&#231;&#227;o do eletrocardiograma (ECG) feita pelo sistema Telecardio do Hospital S&#227;o Paulo, para o Samu e AMA participantes, teve um tempo de informa&#231;&#227;o do diagn&#243;stico menor que 2 minutos. Nos ECG feitos nos PS participantes o tempo foi maior, mediana 17 minutos nos casos com informa&#231;&#227;o completa dispon&#237;vel.</p>
    <p>A nossa sistematiza&#231;&#227;o exige que o paciente a ser submetido a ATC prim&#225;ria tenha o tempo diagn&#243;stico-bal&#227;o inferior a 90 minutos, exceto em casos com contraindica&#231;&#227;o absoluta ao trombol&#237;tico. Nessas condi&#231;&#245;es o resultado obtido, agora em 620 casos, com as limita&#231;&#245;es de um registro, n&#227;o mostrou diferen&#231;a significante de mortalidade ap&#243;s o uso de TNK seguido de cineangiografia/interven&#231;&#227;o se necess&#225;rio (80% da amostra) <italic>versus</italic> angioplastia prim&#225;ria, com mortalidade hospitalar de 6,5%.</p>
    <p>
      <bold>Atenciosamente,</bold>
    </p>
    <p>Ana Christina Vellozo Caluza </p>
    <p> Antonio Carlos Carvalho, </p>
    <p> pelos demais autores</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
  </body>
  <back>
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    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Development of regionalized STEMI care networks in Brazil</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Davi Jorge Fontoura Solla<sup>I,II</sup>; Nivaldo Menezes Filgueiras-Filho<sup>I</sup>; Ivan de Mattos Paiva-Filho<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU)</p>
      <p><sup>II</sup>Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (FMB/UFBA), Salvador, BA - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords: </bold>Myocardial Infarction; Urban Health Services; Emergency Medical Services; Ambulances; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>We read with great interest the article by Caluza et al. "ST-Elevation myocardial infarction network: systematization in 205 cases reduced clinical events in the public health care system". The creation of regionalized STEMI care networks, integrating different levels of complexity, reduces time interval until treatment, including door-to-needle and door-to-balloon time and increases the proportion of primary reperfusion, currently constituting a class I recommendation, level of evidence: B<sup>1,2</sup>. In fact, the implementation of STEMI care networks and systems has been a trend for more than a decade<sup>3</sup>, and, in 2011, through the "Line of care of acute myocardial infarction in the emergency care network", the implementation of STEMI care networks in metropolitan regions became a recommendation of the Ministry of Health of Brazil<sup>4</sup>.</p>
      <p>The aforementioned study drew our attention because we develop a similar initiative through the metropolitan Mobile Emergency Care Service (Samu) in the city of Salvador, state of Bahia, Brazil. In July 2009, we created an integrated regionalized network involving the entire public emergency system of Salvador (city and state; emergency departments and general hospitals) and the two public cardiology referral centers with catheterization laboratory availability<sup>5</sup>.</p>
      <p>When drawing a parallel with our local experience, we congratulate the authors of this network in Sao Paulo for the results regarding the transfer of 100% of patients to a referral center and the proportion of primary reperfusions, chemical or mechanical, of over 90%. In our cohort, due to a series of obstacles that are not the subject of this letter, just below 60% of the patients could benefit from transference to referral centers and we observed an overall proportion of primary reperfusion of 45% (excluding the 20% that sought medical care beyond the therapeutic window of 12 hours).</p>
      <p>In time, no admission beyond the 12-hour window was reported in the S&#227;o Paulo network. Were there any cases with this profile? How were they managed? Furthermore, are there records regarding the time intervals from symptom onset (pain-admission, admission-electrocardiogram, door-to-needle and/or door-to-balloon)?</p>
      <p>We emphasize how praiseworthy the initiative of a STEMI care network implemented by Caluza et al. is, as well as the clinical results achieved. To our knowledge, there are not many such networks in Brazil and Latin America, in contradiction to the evidence and successful experiences in European countries and North America.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Davi Jorge Fontoura Solla</p>
          <p> Rua Marechal Floriano, 41, Apto. 101, Canela</p>
          <p> Postal Code 40110-010, Salvador, BA - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="davisolla@hotmail.com">davisolla@hotmail.com</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="davisolla@gmail.com">davisolla@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received December 21, 2012, revised manuscript February 22, 2013 accepted February 22, 2013.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>We appreciate the comments by Solla<sup>1</sup> about the article we published in the Brazilian Archives of Cardiology<sup>2</sup> (ABC) and agree that unfortunately in our country, the "networks" for treatment of myocardial infarction with ST elevation are still in their infancy, unlike well-established systems in Europe<sup>3,4</sup> and in United States, as published by Cannon et al<sup>5</sup>. In this sense, it is interesting that our results, currently with 620 cases, are close to established networks as shown in <xref ref-type="table" rid="en_a14tab01-body2">Table 1</xref> below, to which we added our experience according to what was published in JACC<sup>6</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a14tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-05-0485-30098-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>We have followed the results of Solla, Filgueiras and Carvalho in Salvador, through presentations at national congresses and now with the publication of their article in Circulation Outcomes<sup>7</sup>; we offer our congratulations and acknowledge their results. We agree that the line of care for AMI adopted by the Ministry of Health and supported by the Brazilian Society of Cardiology is a step in the right direction.</p>
      <p>Regarding the questions specifically formulated by the authors:</p>
      <p>1) We did not include in this sample, and we apologize if we were not clear enough in the article, patients with more than 12-hour evolution; currently, these cases fortunately comprise a small proportion of patients in the network, (less than 10% of total in Hospital S&#227;o Paulo). This is due to the fact that care systematization and Telecardio virtually eliminated time loss caused by transferring patients from one place to another, until you have reached a diagnosis and treatment is initiated. The cases that did not undergo reperfusion had specific reasons: neoplasms undergoing treatment, pericarditis diagnosis, trauma postoperative period, recent coronary angiography, finding of occluded small vessels. The very few cases included with more than 12 hours of symptom onset were due to persistent and significant pain;</p>
      <p>2) Some time intervals in our experience: median of time from onset to needle of 3.5 hours; onset to balloon, 93 minutes (primary PCI) and onset to catheterization in invasive drug cases, of little more than 9 hours. These data reflect the fast use of Tenecteplase (TNK) and not too prolonged transfer, preventing deterioration of patients at the points of origin, with consequent contribution to the low mortality achieved;</p>
      <p>3) Electrocardiogram (ECG) interpretation made by the Telecardio system of Hospital S&#227;o Paulo, for Samu and AMA participants had a time of diagnostic information of less than 2 minutes. For ECGs performed in the participating ERs, this time interval was greater, with a median of 17 minutes in cases with complete information available.</p>
      <p>Our systematization requires that the patient being submitted to primary PCI have a diagnosis-to-balloon time of less than 90 minutes, except in cases of absolute contraindication to thrombolysis. Under these conditions, the outcome, currently comprising 620 cases, considering the limitations of a registry, showed no significant difference in mortality after the use of TNK followed by coronary angiography/intervention if necessary (80% of sample) <italic>versus</italic> primary angioplasty, with a hospital mortality rate of 6.5%.</p>
      <p>
        <bold>Sincerely,</bold>
      </p>
      <p>Ana Christina Vellozo Caluza</p>
      <p> Antonio Carlos Carvalho</p>
      <p> On behalf of the other authors</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
      </p>
      <p> Davi Jorge Fontoura Solla </p>
      <p> Rua Marechal Floriano, 41, Apto. 101, Canela </p>
      <p> CEP 40110-010, Salvador, BA - Brasil </p>
      <p> E-mail: <email xlink:href="davisolla@hotmail.com">davisolla@hotmail.com</email>, <email xlink:href="davisolla@gmail.com">davisolla@gmail.com</email></p>
      <p>Artigo recebido em 21/12/12; revisado em 21/12/12; aceito em 22/02/13.</p>
      <p>
        <bold>Carta-resposta</bold>
      </p>
      <p>Agradecemos os coment&#225;rios de Solla<sup>1</sup> a respeito do artigo que publicamos nos <italic>ABC</italic><sup>2</sup> e concordamos que infelizmente em nosso meio as "redes" para tratamento de infarto com supradesnivelamento ainda est&#227;o em seu in&#237;cio, diferentemente de sistemas bem estabelecidos na Europa<sup>3,4</sup> e nos Estados Unidos, como publicado por Cannon e cols.<sup>5</sup>. Nesse sentido, &#233; interessante que nossos resultados, hoje com 620 casos, se aproximam de redes j&#225; estabelecidas conforme <xref ref-type="table" rid="a14tab01-body2">tabela 1</xref> adiante em que adicionamos nossa experi&#234;ncia ao exemplo publicado no JACC<sup>6</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="a14tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-05-0485-30098-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Temos acompanhado os resultados do grupo de Solla, Filgueiras e Carvalho em Salvador, mediante apresenta&#231;&#245;es em Congressos nacionais e agora com a publica&#231;&#227;o no <italic>Circulation Outcomes</italic><sup>7</sup>; parab&#233;ns e nosso reconhecimento pelos resultados obtidos. Concordamos que a Linha de Cuidado do IAM adotada pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de e apoiada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia &#233; um passo na dire&#231;&#227;o correta.</p>
      <p>Quanto &#224;s perguntas especificamente formuladas:</p>
      <p>1) N&#227;o colocamos nessa amostra, e nos desculpamos se n&#227;o fomos claros o suficiente no artigo, pacientes com mais de 12 horas de evolu&#231;&#227;o; esses casos hoje constituem na rede, felizmente, uma propor&#231;&#227;o pequena de pacientes (menor que 10% do total no Hospital S&#227;o Paulo). At&#233; porque, a sistematiza&#231;&#227;o do atendimento e o Telecardio praticamente eliminaram a perda de tempo do paciente decorrente de ir de um local para outro at&#233; ter o diagn&#243;stico e o tratamento iniciado. Os casos que n&#227;o realizaram reperfus&#227;o tinham raz&#245;es espec&#237;ficas: neoplasias em tratamento, reconhecimento de que se tratava de pericardite, p&#243;s-operat&#243;rio de trauma, cinecoronariografia recente, achado de art&#233;rias oclu&#237;das pequenas. Os pouqu&#237;ssimos casos inclu&#237;dos com mais de 12 horas de in&#237;cio do quadro o foram por causa de dor persistente e importante;</p>
      <p>2) Alguns intervalos de tempo de nossa experi&#234;ncia: mediana do tempo de in&#237;cio do quadro para agulha de 3,5 horas, in&#237;cio do quadro para bal&#227;o de 93 minutos (ATC prim&#225;ria) e in&#237;cio do quadro para cateterismo nos casos de f&#225;rmaco invasiva de pouco mais de 9 horas. Esses dados refletem o uso r&#225;pido de Tenecteplase (TNK) e transfer&#234;ncia n&#227;o muito prolongada, impedindo deteriora&#231;&#227;o dos pacientes nos pontos de origem, com consequente contribui&#231;&#227;o na baixa mortalidade obtida;</p>
      <p>3) A interpreta&#231;&#227;o do eletrocardiograma (ECG) feita pelo sistema Telecardio do Hospital S&#227;o Paulo, para o Samu e AMA participantes, teve um tempo de informa&#231;&#227;o do diagn&#243;stico menor que 2 minutos. Nos ECG feitos nos PS participantes o tempo foi maior, mediana 17 minutos nos casos com informa&#231;&#227;o completa dispon&#237;vel.</p>
      <p>A nossa sistematiza&#231;&#227;o exige que o paciente a ser submetido a ATC prim&#225;ria tenha o tempo diagn&#243;stico-bal&#227;o inferior a 90 minutos, exceto em casos com contraindica&#231;&#227;o absoluta ao trombol&#237;tico. Nessas condi&#231;&#245;es o resultado obtido, agora em 620 casos, com as limita&#231;&#245;es de um registro, n&#227;o mostrou diferen&#231;a significante de mortalidade ap&#243;s o uso de TNK seguido de cineangiografia/interven&#231;&#227;o se necess&#225;rio (80% da amostra) <italic>versus</italic> angioplastia prim&#225;ria, com mortalidade hospitalar de 6,5%.</p>
      <p>
        <bold>Atenciosamente,</bold>
      </p>
      <p>Ana Christina Vellozo Caluza </p>
      <p> Antonio Carlos Carvalho, </p>
      <p> pelos demais autores</p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
