<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2013000200019</article-id>
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        <article-title>Objetivos comuns para resistir &#224; crise nas unidades coronarianas</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>11</day>
        <month>03</month>
        <year>2013</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Objetivos comuns para resistir &#224; crise nas unidades coronarianas</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ant&#244;nio Pazin-Filho<sup>I</sup>; Ot&#225;vio Rizzi Coelho<sup>II</sup>; Andr&#233; Schmidt<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas - UNICAMP, Campinas, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cardiologia, Unidade de Terapia Intensiva/ organiza&#231;&#227;o &amp; administra&#231;&#227;o, Unidades Hospitalares/organiza&#231;&#227;o &amp; administra&#231;&#227;o, Capacita&#231;&#227;o</p>
    <p>O atendimento de emerg&#234;ncias cardiovasculares sofreu diversas altera&#231;&#245;es nas &#250;ltimas d&#233;cadas, motivando a reestrutura&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de. Atualmente, esse assunto passa por ampla discuss&#227;o na American Heart Association<sup>1</sup> e no mundo, sendo importante trazer a discuss&#227;o para a nossa realidade. Entre as in&#250;meras modifica&#231;&#245;es, as referentes &#224;s S&#237;ndromes Coronarianas Agudas (SCA) foram expressivas. Destacam-se as necessidades log&#237;sticas e estruturais das Unidades Coronarianas (UCO) com protocolos definidos de tromb&#243;lise qu&#237;mica e mec&#226;nica. A princ&#237;pio, foram propostos centros de observa&#231;&#227;o para pacientes com infarto agudo do mioc&#225;rdio para prevenir a morte por fibrila&#231;&#227;o ventricular. A institui&#231;&#227;o da desfibrila&#231;&#227;o reduziu em 50% a mortalidade hospitalar e disseminou esse modelo assistencial. As UCO modificaram o atendimento a pacientes infartados, que passaram a ser considerados de alto risco e carentes de monitoramento constante por profissional especializado, como ocorre nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), com elevado custo<sup>2</sup>.</p>
    <p>A proposta inicial de monitora&#231;&#227;o de pacientes infartados foi sendo estendida para o espectro das SCA e, em seguida, para a suspeita de SCA. A institui&#231;&#227;o dessa pol&#237;tica constituiu-se na primeira crise desse modelo assistencial. A maioria dos pacientes com suspeita de SCA apresenta baixa probabilidade e risco das s&#237;ndromes, principalmente em salas de urg&#234;ncia n&#227;o referenciadas, n&#227;o necessitando de interna&#231;&#227;o, quanto mais em ambiente de terapia intensiva<sup>3</sup>. Dessa crise surgiram os Centros de Dor Tor&#225;cica (CDT), na tentativa de sistematizar o atendimento e reduzir, assim, os custos da admiss&#227;o hospitalar<sup>4</sup>.</p>
    <p>O redirecionamento de pacientes de baixa complexidade para os CDT, somado &#224; maior sobrevida de pacientes com SCA em raz&#227;o dos procedimentos de reperfus&#227;o, culminou com o aumento da complexidade e da gravidade dos pacientes admitidos. O perfil dos pacientes passou a ser daquele com m&#250;ltiplos eventos e interven&#231;&#245;es pr&#233;vias<sup>5</sup>. Al&#233;m disso, pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada, choque cardiog&#234;nico, doen&#231;a valvar grave, arritmias complexas, complica&#231;&#245;es de procedimentos percut&#226;neos e infec&#231;&#245;es relacionadas a dispositivos implant&#225;veis v&#234;m sendo admitidos nas UCO. Isso tem motivado a melhor defini&#231;&#227;o do papel do profissional atuante, implicando a capacita&#231;&#227;o distinta da forma&#231;&#227;o oferecida por muitos dos centros de cardiologia do pa&#237;s. Somado a isso, as entidades reguladoras t&#234;m requerido que intensivistas fa&#231;am parte do quadro das UCO, n&#227;o sendo mais prerrogativa exclusiva do cardiologista fazer parte desse quadro.</p>
    <p>A demanda de leitos de terapia intensiva &#233; crescente e vem se tornando um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica no Brasil<sup>6</sup>. Embora m&#250;ltiplos esfor&#231;os sejam empreendidos para adequar a capacidade &#224; demanda, v&#225;rias estimativas preveem que a situa&#231;&#227;o se agravar&#225; nos pr&#243;ximos anos, pelo envelhecimento da popula&#231;&#227;o, aumento de procedimentos e preval&#234;ncia de afec&#231;&#245;es complexas<sup>7</sup>. De particular import&#226;ncia &#233; a necessidade de profissionais especializados em terapia intensiva, sendo que uma for&#231;a-tarefa norte-americana estimou um d&#233;ficit da ordem de 22% em 2020, que em 2030 dever&#225; atingir 35%7.</p>
    <p>A realidade brasileira n&#227;o difere da norte-americana no concernente a essas previs&#245;es. O censo de unidades de UTI, realizado pela Associa&#231;&#227;o de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em 2009, apurou que s&#227;o necess&#225;rios de 1 a 3 leitos intensivos/10.000 habitantes. Na maioria dos estados brasileiros, esse n&#250;mero &#233; inferior a 1, atingindo cerca de 1,4 a 1,7 nas regi&#245;es mais desenvolvidas. Apesar de dados de alguns estados indicarem que o n&#250;mero de leitos est&#225; dentro do preconizado, com certeza a realidade &#233; outra, o que levanta d&#250;vidas sobre a metodologia empregada para o c&#225;lculo desse &#237;ndice. Est&#227;o sendo realizados novos trabalhos que redimensionam o planejamento de capacidade e determinam prioridades para acesso ao recurso<sup>8</sup>. Essa falta de leitos resulta no direcionamento de diversos pacientes que deveriam ser atendidos nas UTI para as UCO.</p>
    <p>Tamb&#233;m &#233; um problema importante a disponibilidade de profissionais capacitados para atuar em terapia intensiva. Relat&#243;rio do Conselho Regional de Medicina do Estado de S&#227;o Paulo em 2008 sobre as especialidades m&#233;dicas evidenciou que apenas 195 m&#233;dicos tinham t&#237;tulo cadastrado de medicina intensiva, correspondendo a 0,4% dos t&#237;tulos de especialista do Estado. Se considerarmos as 388 UTI cadastradas no Estado de S&#227;o Paulo em 2009, obtemos uma propor&#231;&#227;o de 0,27 m&#233;dico intensivista titulado por unidade. Sem d&#250;vida, esse n&#250;mero n&#227;o possibilita a capacita&#231;&#227;o de uma equipe m&#233;dica de acordo com as normas vigentes da AMIB e da Ag&#234;ncia Nacional de Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria.</p>
    <p>V&#225;rios s&#227;o os motivos levantados para justificar a falta de intensivistas<sup>9</sup>, e n&#227;o se antev&#234; uma resolu&#231;&#227;o imediata. Dados obtidos na Comiss&#227;o de Resid&#234;ncia M&#233;dica do Estado de S&#227;o Paulo (comunica&#231;&#227;o pessoal) demonstram que as vagas dispon&#237;veis nos centros formadores n&#227;o foram completadas entre 2009 e 2011. Mesmo que medidas corretivas sejam implementadas prontamente, pode-se antever car&#234;ncia de pessoal em curto prazo.</p>
    <p>Esse problema tem sido discutido em muitas esferas, com in&#250;meras solu&#231;&#245;es propostas. Um primeiro aspecto discutido &#233; a estrutura organizacional das UTI ante a escassez de profissionais. Teoricamente, tr&#234;s tipos de unidades podem ser propostos e est&#227;o resumidos na <xref ref-type="table" rid="a19tab01">Tabela 1</xref>. Unidades fechadas parecem ser o modelo preferido, embora unidades h&#237;bridas tenham sido avaliadas. Quanto &#224; presen&#231;a do profissional treinado em terapia intensiva, h&#225; evid&#234;ncias de que a inser&#231;&#227;o de profissional em tempo parcial e alcan&#231;&#225;vel a dist&#226;ncia &#233; uma alternativa vi&#225;vel. H&#225; poucas evid&#234;ncias de que um profissional especializado presente ofere&#231;a, de modo cont&#237;nuo, ganho adicional sobre o esquema alternativo.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a19tab01">
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    </p>
    <p>Outra solu&#231;&#227;o diz respeito &#224; intensifica&#231;&#227;o do treinamento em intensivismo para outros profissionais. No contexto americano, &#233; not&#225;vel que essa solu&#231;&#227;o tem sido direcionada para emergencistas, havendo diretriz conjunta das sociedades m&#233;dicas<sup>6</sup>. Dados recentes apontam que tal diretriz estabelecida em 2005 j&#225; teve impacto<sup>10</sup>. Em ess&#234;ncia, o que se buscou foi diminuir as barreiras para que m&#233;dicos de outras especialidades obtenham treinamento em terapia intensiva. No Brasil, observa-se justamente a tend&#234;ncia contr&#225;ria, com medidas de prote&#231;&#227;o de classe para garantia de mercado. Essas medidas n&#227;o levam em considera&#231;&#227;o as necessidades para o atendimento dos pacientes de gravidade crescente que se aglomeram em nossas UCO. &#201; claro que o atendimento deve ser pautado em fluxo de atendimento em vez de em &#225;reas de atua&#231;&#227;o. O que se busca, com base em modelos bem sucedidos de trauma, acidente vascular encef&#225;lico e sepsis, &#233; assegurar um atendimento continuado.</p>
    <p>Em suma, as UCO sofreram altera&#231;&#227;o do perfil de seus pacientes, com aumento da complexidade e gravidade, nitidamente semelhantes aos de terapia intensiva geral. Essa modifica&#231;&#227;o exige que os cardiologistas em exerc&#237;cio nas UCO desenvolvam habilidades similares &#224;s dos intensivistas, mas essas habilidades n&#227;o s&#227;o reconhecidas nem tampouco testadas, sendo exigido que intensivistas estejam presentes nas UCO para que sejam reconhecidas e remuneradas pelo sistema de sa&#250;de em que est&#227;o inseridas. Em que pese essa exig&#234;ncia ir de encontro ao aumento da qualidade oferecida, pode-se constatar que as UTI no pa&#237;s, bem como profissionais formados e titulados para comp&#244;-las s&#227;o escassos.</p>
    <p>Em face disso, medidas de prote&#231;&#227;o de classe s&#227;o inadequadas de modo isolado e, sem d&#250;vida, n&#227;o ir&#227;o resolver esse complexo problema. A Sociedade Brasileira de Cardiologia necessita assumir seu papel diante dessa nova realidade, exercendo lideran&#231;a na comunidade m&#233;dica, exigindo que seus profissionais sejam reconhecidos para exercer o papel que lhes cabe nessas UCO. Naturalmente essa exig&#234;ncia deve ser uma atitude respons&#225;vel, cabendo o estabelecimento de crit&#233;rios de qualifica&#231;&#227;o. A aproxima&#231;&#227;o com a AMIB para o estabelecimento de crit&#233;rios de forma&#231;&#227;o para atua&#231;&#227;o em UCO seria uma medida respons&#225;vel em rela&#231;&#227;o &#224;s demandas atuais. Mais do que uma crise do perfil de pacientes internados nas UCO, estamos enfrentando uma verdadeira crise do aumento de pacientes cr&#237;ticos, que ir&#225; se agravar nas pr&#243;ximas d&#233;cadas. Pelo seu pioneirismo, a Cardiologia est&#225; mais estruturada do que outras &#225;reas em ambientes de terapia intensiva e ser&#225; cobrada a exercer o seu papel na crise que se acentua.</p>
    <p>
      <bold>Contribui&#231;&#227;o dos autores</bold>
    </p>
    <p>Concep&#231;&#227;o, desenho da pesquisa, obten&#231;&#227;o de dados, an&#225;lise, interpreta&#231;&#227;o dos dados, reda&#231;&#227;o do manuscrito e revis&#227;o cr&#237;tica do manuscrito quanto ao conte&#250;do intelectual: Pazin-Filho A, Coelho OR, Schmidt A; An&#225;lise estat&#237;stica: Schmidt A.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de intere</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Andr&#233; Schmidt </p>
        <p> Rua Marques de Valen&#231;a, 126, Alto da Boa Vista </p>
        <p> CEP 14025-490, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="aschmidt@cardiol.br">aschmidt@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="aschmidt@fmrp.usp.br">aschmidt@fmrp.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 20/09/12, revisado em 29/10/12, aceito em 29/10/12.</p>
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        <article-title xml:lang="en">Common goals to face crisis at coronary care units</article-title>
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            <bold>Common goals to face crisis at coronary care units</bold>
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            <bold>Ant&#244;nio Pazin-Filho<sup>I</sup>; Ot&#225;vio Rizzi Coelho<sup>II</sup>; Andr&#233; Schmidt<sup>I</sup></bold>
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      </p>
      <p><sup>I</sup>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas - UNICAMP, Campinas, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Keywords: </bold>Cardiology; Intensive care Units/organization &amp; administration; Hospital Units/organization &amp; administration; Training</p>
      <p>The health care provided to cardiovascular emergencies has undergone several changes in past decades, motivating the re-structuration of health care services. Currently, that subject is being widely discussed by the American Heart Association<sup>1</sup> and worldwide. Consequently, discussing that within the context of our reality is important. Of the innumerous changes, those referring to acute coronary syndrome (ACS) are significant. It is worth noting the logistic and structural needs of the Coronary Care Unit (CCU) with defined protocols of chemical and mechanical thrombolysis. Initially, observation centers for patients with acute myocardial infarction were proposed to prevent death due to ventricular fibrillation. The advent of defibrillation has reduced in-hospital mortality by 50% and disseminated that health care model. The CCU has modified the care provided to patients with infarction, who began to be considered at high risk and in need for constant specialized monitoring, similarly to that provided at the Intensive Care Unit (ICU), at high cost<sup>2</sup>.</p>
      <p>The initial proposal of monitoring patients with infarction has been extended to the ACS spectrum, and then to the suspected ACS. The institution of such policy constitutes the first crisis of that health care model. Most patients suspected of having ACS are at low risk, especially those at non-reference emergency units, requiring admission to neither a hospital nor an ICU<sup>3</sup>. From that crisis, Chest Pain Centers (CPC) have emerged, in an attempt to systematize health care delivery and to reduce the costs of hospital admission<sup>4</sup>.</p>
      <p>Redirecting low-complexity patients to CPC, in addition to the longer survival of patients with ACS resulting from reperfusion procedures, has culminated in an increase in the complexity and severity of the patients admitted to CCUs. The profile of such patients has changed, including multiple events and previous interventions<sup>5</sup>. In addition, patients with the following findings have been admitted to CCU: decompensated heart failure; cardiogenic shock; severe heart valve disease; complex arrhythmias; complications of percutaneous procedures; and infections related to implantable devices. This has motivated the better definition of the role of health care professionals working at CCUs, implying a qualification different from the training provided by many cardiology centers in Brazil. In addition, regulatory entities have required the presence of critical care physicians in the CCU staff, which is no longer an exclusive prerogative of cardiologists.</p>
      <p>The demand for intensive care beds has increased and has become an important public health problem in Brazil<sup>6</sup>. Despite the multiple efforts to adjust capacity to demand, several estimates anticipate that the situation will worsen in coming years, because of population aging, the increasing number of procedures, and the prevalence of complex affections<sup>7</sup>. The need for professionals specialized in critical care is particularly important, and a North-American task force has estimated a 22% deficit of such professionals by 2020, which might reach 35% by 20307.</p>
      <p>The Brazilian reality does not differ from the North-American one concerning those predictions. The census about ICU facilities conducted by the Brazilian Society of Intensive Care Medicine (Amib) in 2009 concluded that one to three intensive care beds/10,000 inhabitants are necessary. In most Brazilian states, that number is lower than 1, reaching 1.4 to 1.7 in the most developed regions. Although data from some states indicate that their number of intensive care beds is within the recommended range, the reality is different, raising doubt about the methodology used to calculate that number. New studies re-dimensioning the capacity planning and determining priorities for access to resources are being performed<sup>8</sup>. This shortage of intensive care beds results in directing several patients, who should be cared for at ICUs, to CCUs.</p>
      <p>In addition, the availability of qualified professionals to work at ICUs is an important problem. The 2008 report of the S&#227;o Paulo state Regional Board of Medicine about medical specialties evidenced that only 195 physicians held a registration in intensive care medicine, corresponding to 0.4% of the specialist titles of that state. When considering the 388 ICUs registered at that state in 2009, the proportion of 0.27 intensive care medicine title per unit is obtained. Undoubtedly, that number is not in accordance with the ongoing recommendations of Amib and the Brazilian Sanitary Surveillance Agency (ANVISA).</p>
      <p>There are several reasons to justify this critical care physician shortage<sup>9</sup>, but no immediate solution is seen. Data from the Committee of Medical Residency of the S&#227;o Paulo state (personal communication) have shown that vacancies in critical care medicine training centers were not fulfilled between 2009 and 2011. Even if corrective measures are implemented promptly, short-term personal shortage can be foreseen.</p>
      <p>This problem has been widely discussed, and innumerous solutions have been proposed. The first aspect discussed is the organizational structure of ICUs in face of the shortage of professionals. Theoretically, three types of ICU can be proposed and are summarized in <xref ref-type="table" rid="en_a19tab01-body2">Table 1</xref>. Closed ICUs seem to be the preferred model, although hybrid ICUs have been assessed. Regarding the presence of critical care-trained professionals, there is evidence that the insertion of part-time professionals who can be contacted from a distance is a feasible alternative. There is little evidence that around-the-clock intensivist staffing provides additional gain over the alternative scheme.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a19tab01-body2">
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      </p>
      <p>Another solution is the intensification of the critical care medicine training provided to other professionals. In the North-American context, that solution has been directed to emergency physicians, with a joint guideline of medical societies<sup>6</sup>. Recent data have indicated that such guideline established in 2005 has already yielded results<sup>10</sup>. In essence, that guideline was aimed at reducing barriers so that physicians of other specialties could be trained in critical care medicine. In Brazil, an opposite trend has been observed, with class protection measures to keep out the competition. Those measures do not take into consideration the need for medical care of increasingly ill patients, who crowd our CCUs. Health care delivery should be based on its flow rather than on specific fields. We aim at assuring continued health care based on successful models for trauma, cerebral vascular accident and sepsis. </p>
      <p>Briefly, the profile of CCU patients has changed, becoming increasingly complex and critical, clearly similar to that of ICU patients. This change requires that cardiologists working at CCUs develop skills similar to those of critical care physicians, but such skills are neither recognized nor tested. In addition, the presence of critical care physicians is required at CCUs, so that such facilities are recognized and paid by the health care system in which they are inserted. Although that requirement is aimed at improving the quality of the health care provided, it is evident that ICUs in Brazil, as well as trained intensivists holding specialist titles, are scarce. </p>
      <p>Thus, class protection measures in isolation are inappropriate and certainly will not solve that complex problem. The Brazilian Society of Cardiology must play its role in face of this new reality, leading the medical community and enforcing the recognition of their professionals so that they can play their roles in CCUs. That requirement should be a responsible attitude, with the establishment of qualification criteria. Building a relationship with Amib to establish such criteria to operate in CCUs would be a responsible measure in face of current demands. More than a crisis of the profile of patients admitted to CCUs, we are facing a real crisis with the increase in the number of critically ill patients, which will worsen in coming decades. Because of its pioneer role, Cardiology is currently more structured in critical care settings than other specialties, and will be required to play its role in this increasing crisis.</p>
      <p>
        <bold>Author contributions</bold>
      </p>
      <p>Conception and design of the research, acquisition of data, Analysis and interpretation of the data, writing of the manuscript, critical revision of the manuscript for intellectual content: Pazin-Filho A, Coelho OR, Schmidt A; Statistical analysis: Schmidt A.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
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