<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2013000200009</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>A influ&#234;ncia da hipertens&#227;o arterial na qualidade de vida</article-title>
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            <given-names>Paulo C&#233;sar Brand&#227;o Veiga</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Liga de Hipertens&#227;o</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2013</year>
      </pub-date>
      <volume>100</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>164</fpage>
      <lpage>174</lpage>
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        <date date-type="received">
          <day>06</day>
          <month>04</month>
          <year>2012</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>17</day>
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        </date>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A Hipertens&#227;o Arterial Sist&#234;mica (HAS) &#233; um dos principais fatores de risco cardiovascular e de alta preval&#234;ncia em quase todos os pa&#237;ses. Estudos mostram o efeito negativo da HAS na qualidade de vida relacionada &#224; sa&#250;de. OBJETIVO: Avaliar a Qualidade de Vida de pacientes hipertensos comparando com a popula&#231;&#227;o geral. M&#201;TODOS: Avaliados 333 indiv&#237;duos de ambos os sexos, maiores que 18 anos, divididos em Grupo Estudo, composto de 246 pacientes hipertensos sob tratamento em servi&#231;o multiprofissional e Grupo Controle, formado por 87 indiv&#237;duos normotensos da comunidade. Aplicaram-se a ambos os grupos, question&#225;rio sociodemogr&#225;fico e o SF-36 de qualidade de vida. Para a an&#225;lise estat&#237;stica, utilizados os testes qui-quadrado, de Kolmogorov-Smirnov, de Mann Whitney U, de Kruskal-Wallis e an&#225;lise multivariada. Os dados foram analisados pelo programa SPSS e valores de p &lt; 0,05 considerados significantes. RESULTADOS: Os grupos foram homog&#234;neos em rela&#231;&#227;o &#224; idade, ao sexo, &#224; etnia, &#224; escolaridade e ao estado civil. Observou-se que os indiv&#237;duos normotensos apresentaram melhor qualidade de vida relacionada &#224; sa&#250;de quando foram comparados aos hipertensos. CONCLUS&#195;O: A hipertens&#227;o arterial, embora considerada entidade cl&#237;nica, na maioria das vezes, silenciosa, interfere negativamente na qualidade de vida de seus portadores.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>qualidade de vida</kwd>
        <kwd>sobrevida</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>11</day>
        <month>03</month>
        <year>2013</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>A influ&#234;ncia da hipertens&#227;o arterial na qualidade de vida</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria Virg&#237;nia de Carvalho<sup>I</sup>; Liza Batista Siqueira<sup>II</sup>; Ana Luiza Lima Sousa<sup>I,II</sup>; Paulo C&#233;sar Brand&#227;o Veiga Jardim<sup>I,II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goiania, GO - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Liga de Hipertens&#227;o, Goiania, GO - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A Hipertens&#227;o Arterial Sist&#234;mica (HAS) &#233; um dos principais fatores de risco cardiovascular e de alta preval&#234;ncia em quase todos os pa&#237;ses. Estudos mostram o efeito negativo da HAS na qualidade de vida relacionada &#224; sa&#250;de. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a Qualidade de Vida de pacientes hipertensos comparando com a popula&#231;&#227;o geral. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Avaliados 333 indiv&#237;duos de ambos os sexos, maiores que 18 anos, divididos em Grupo Estudo, composto de 246 pacientes hipertensos sob tratamento em servi&#231;o multiprofissional e Grupo Controle, formado por 87 indiv&#237;duos normotensos da comunidade. Aplicaram-se a ambos os grupos, question&#225;rio sociodemogr&#225;fico e o SF-36 de qualidade de vida. Para a an&#225;lise estat&#237;stica, utilizados os testes qui-quadrado, de Kolmogorov-Smirnov, de Mann Whitney U, de Kruskal-Wallis e an&#225;lise multivariada. Os dados foram analisados pelo programa SPSS e valores de p &lt; 0,05 considerados significantes. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Os grupos foram homog&#234;neos em rela&#231;&#227;o &#224; idade, ao sexo, &#224; etnia, &#224; escolaridade e ao estado civil. Observou-se que os indiv&#237;duos normotensos apresentaram melhor qualidade de vida relacionada &#224; sa&#250;de quando foram comparados aos hipertensos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A hipertens&#227;o arterial, embora considerada entidade cl&#237;nica, na maioria das vezes, silenciosa, interfere negativamente na qualidade de vida de seus portadores. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hipertens&#227;o / terapia, press&#227;o arterial, fatores de risco, qualidade de vida, sobrevida. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) s&#227;o uma das principais causas de morbimortalidade no mundo (29,2% da mortalidade)<sup>1,2</sup>. </p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o abaixo de 60 anos, a preval&#234;ncia da hipertens&#227;o arterial (HAS) varia, de acordo com a regi&#227;o estudada (22% a 44% no Brasil)<sup>3-8</sup>, sendo de 60% a 80% entre os idosos<sup>9,10</sup>. </p>
    <p>&#201; uma doen&#231;a cr&#244;nica multifatorial, de detec&#231;&#227;o muitas vezes tardia por sua evolu&#231;&#227;o lenta e silenciosa<sup>3</sup>. </p>
    <p>A HAS &#233; um dos principais fatores de risco cardiovascular e pode resultar em consequ&#234;ncias graves a alguns &#243;rg&#227;os (cora&#231;&#227;o, c&#233;rebro, rins e vasos sangu&#237;neos), al&#233;m de ser considerada um grave problema de sa&#250;de p&#250;blica pela sua cronicidade, pelos altos custos com interna&#231;&#245;es, pela incapacita&#231;&#227;o por invalidez e aposentadoria precoce<sup>11,12</sup>. No Brasil, Miranzi e cols.<sup>13</sup>, salientam que 17,6% das interna&#231;&#245;es s&#227;o em virtude da HAS e que s&#227;o gastos com esse agravo 5,9% dos recursos dispendidos pelo SUS.</p>
    <p> Os principais fatores de risco para a HAS incluem: hereditariedade, idade, ra&#231;a, obesidade, estresse, vida sedent&#225;ria, &#225;lcool, sexo, anticoncepcionais e alta ingest&#227;o de s&#243;dio<sup>12,14,15</sup>. Outros fatores, tanto sociais quanto f&#237;sicos, tamb&#233;m s&#227;o destacados, n&#227;o por serem causadores da HAS, mas por estarem frequentemente associados a ela (baixo n&#237;vel educacional, colesterol elevado e diabetes <italic>mellitus</italic>)<sup>16</sup>. Assim, pela sua estreita correla&#231;&#227;o com estilo de vida, a HAS pode ser evitada, minimizada ou tratada com a ado&#231;&#227;o de h&#225;bitos saud&#225;veis. </p>
    <p>Apesar das dificuldades na ades&#227;o ao tratamento, os avan&#231;os no conhecimento e a evolu&#231;&#227;o obtida na terap&#234;utica t&#234;m aumentado a expectativa de vida da popula&#231;&#227;o<sup>17</sup>. Com a longevidade, &#233; importante que os indiv&#237;duos mantenham a autonomia e a sa&#250;de, pois o envelhecimento aumenta o risco de doen&#231;as cr&#244;nicas, sobretudo as cardiovasculares<sup>18</sup>. Al&#233;m disso, com o aumento da sobrevida dos pacientes com doen&#231;as cr&#244;nicas e/ou graves, a Qualidade de Vida (QV) passou a ser mais valorizada e a import&#226;ncia de sua avalia&#231;&#227;o foi reconhecida e incorporada aos ensaios cl&#237;nicos<sup>19</sup>. As informa&#231;&#245;es sobre QV dos hipertensos, em estudos nacionais, ainda &#233; escassa, e dados comparativos com a popula&#231;&#227;o geral s&#227;o importantes dentro desse contexto. </p>
    <p>Este estudo avaliou a QV de hipertensos comparada &#224; de n&#227;o hipertensos, por meio de um instrumento gen&#233;rico (SF-36) que avalia de forma integral a qualidade de vida relacionada &#224; sa&#250;de (QVRS). </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos </bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo observacional transversal explorat&#243;rio, realizado com pacientes hipertensos sob tratamento e indiv&#237;duos n&#227;o hipertensos da comunidade.</p>
    <p> O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa Humana e Animal da Institui&#231;&#227;o (Protocolo: 074/2009). Todos os indiv&#237;duos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). </p>
    <p>A investiga&#231;&#227;o foi realizada com a compara&#231;&#227;o de dois grupos: Grupo Estudo (GE), formado por pacientes com diagn&#243;stico HAS, matriculados e assistidos em servi&#231;o multiprofissional, e Grupo Controle (GC), constitu&#237;do por indiv&#237;duos normotensos da comunidade. </p>
    <p>Para o GE inclu&#237;ram-se pacientes de ambos os sexos; maiores de 18 anos; matriculados e acompanhados no servi&#231;o h&#225; pelo menos um ano; com qualquer grau de controle da press&#227;o arterial (PA) e dose est&#225;vel de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva h&#225; pelo menos tr&#234;s meses. Como crit&#233;rios de exclus&#227;o, foram considerados: diabetes descompensado; sequelas de acidente vascular cerebral; insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada; insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica; insufici&#234;ncia hep&#225;tica; infarto agudo do mioc&#225;rdio nos &#250;ltimos seis meses; doen&#231;as reumatol&#243;gicas ativas; doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica; outras doen&#231;as cr&#244;nicas incapacitantes; doen&#231;as consumptivas; tabagismo; gravidez; utiliza&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos; ser atendido em processo psicoter&#225;pico; ser sujeito de pesquisa em outro projeto desenvolvido pela equipe multiprofissional. </p>
    <p>No GC foram investigados indiv&#237;duos da comunidade que se autorreferiram como saud&#225;veis, de ambos os sexos; maiores de 18 anos e normotensos. Foram considerados crit&#233;rios de exclus&#227;o, o uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva; presen&#231;a de doen&#231;as cr&#244;nicas ou incapacitantes; tabagismo; gravidez; utiliza&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos; estar sob atendimento em processo psicoter&#225;pico. </p>
    <p>Foi realizado o c&#225;lculo amostral para um erro-padr&#227;o estimado de 7%, com n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%, poder de teste de 80% e para detectar uma diferen&#231;a de 10 pontos entre os grupos, nos escores das dimens&#245;es avaliadas pelo SF-36, a partir dos valores de refer&#234;ncia descritos por Ciconelli e cols.<sup>20</sup>. O tamanho da amostra calculada foi de 231 indiv&#237;duos para o GE e de 76 para o GC. Para poss&#237;vel reposi&#231;&#227;o de perdas, foram acrescentados 8,5% sobre o total da amostra calculada e foram inclu&#237;dos 246 pacientes para o GE e 87 indiv&#237;duos para o GC, ficando a amostra final com 333 participantes. </p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o dos 1.100 indiv&#237;duos hipertensos cadastrados e que frequentavam o servi&#231;o, foram identificados 628 pacientes eleg&#237;veis para a participa&#231;&#227;o no estudo. Entre eles, foram sorteados 246 prontu&#225;rios de pacientes com frequ&#234;ncia regular. Os sorteados, ap&#243;s assinarem o TCLE, foram inclu&#237;dos no GE, realizaram coleta de dados demogr&#225;ficos e cl&#237;nicos no prontu&#225;rio e aplicaram instrumento de avalia&#231;&#227;o da QVRS por meio de entrevista. </p>
    <p>Para a constitui&#231;&#227;o do GC, a pesquisadora foi &#224; comunidade em locais prov&#225;veis de se encontrar poss&#237;veis participantes, em determinada faixa et&#225;ria (clubes de servi&#231;os, academias, parques da cidade e Universidade Aberta da Terceira Idade). Ap&#243;s a verifica&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de elegibilidade e assinatura do TCLE foram colhidas informa&#231;&#245;es desse grupo de indiv&#237;duos, por meio da autorrefer&#234;ncia e aplicado o instrumento para avalia&#231;&#227;o da QVRS por entrevista. </p>
    <p>Os dados sociodemogr&#225;ficos foram colhidos de duas maneiras: a) sexo e idade por meio dos prontu&#225;rios dos pacientes; b) etnia, escolaridade, renda familiar e estado civil mediante relatos dos indiv&#237;duos durante a entrevista. Os dados cl&#237;nicos (&#205;ndice de massa corporal, classifica&#231;&#227;o da hipertens&#227;o - controlada e n&#227;o controlada, tipo do tratamento, n&#250;mero e classe de medicamentos utilizados, comorbidades, valor m&#233;dio da PA) e a hist&#243;ria (tempo da hipertens&#227;o e do tratamento) foram tamb&#233;m colhidos nos prontu&#225;rios dos pacientes. As informa&#231;&#245;es obtidas no prontu&#225;rio foram relativas &#224; &#250;ltima consulta, a qual ocorre em intervalos m&#233;dios de tr&#234;s meses. </p>
    <p>Utilizou-se o SF-36 validado no Brasil por Ciconelli e cols.<sup>20 </sup>(<xref ref-type="app" rid="a09ane01">Anexo 1</xref>). Esse question&#225;rio comp&#245;e-se por 36 itens e divide-se em oito dom&#237;nios. Para cada dom&#237;nio, os itens foram codificados e transformados em escala de zero (pior QV) a 100 pontos (melhor QV), de acordo com a padroniza&#231;&#227;o do Manual. </p>
    <p content-type="asset"/>
    <p>O SF-36 tamb&#233;m pode ser categorizado em dois componentes agrupados. O componente f&#237;sico (<italic>Physical Component Summary</italic> - PCS), que &#233; composto pelo agrupamento dos dom&#237;nios: capacidade funcional (CF), aspectos f&#237;sicos (AF), dor (D) e estado geral de sa&#250;de (EGS) e o componente mental (CM) (<italic>Mental Component Summary </italic>- MCS), que &#233; composto pelo agrupamento dos dom&#237;nios: vitalidade (V), aspectos sociais (AS), aspecto emocional (AE), e sa&#250;de mental (SM)<sup>21-25</sup>. </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica </bold>
    </p>
    <p>Os dados foram registrados em planilha eletr&#244;nica do Excel (Office 2007) e analisados com aplica&#231;&#227;o do programa <italic>Statical Package of Social Sciences</italic> (SPSS 15.0). </p>
    <p>As vari&#225;veis quantitativas foram apresentadas como m&#233;dia e desvio padr&#227;o ou m&#233;dia, mediana e desvio padr&#227;o conforme tivessem distribui&#231;&#227;o normal ou n&#227;o normal. As vari&#225;veis qualitativas apresentadas em n&#250;meros absolutos e porcentagens. Para avalia&#231;&#227;o das associa&#231;&#245;es entre os grupos, foi utilizado o teste do qui-quadrado para as vari&#225;veis qualitativas, e para as vari&#225;veis quantitativas foram aplicados os testes de Mann Whitney <italic>U</italic> para as vari&#225;veis bin&#225;rias e Kruskal-Wallis para mais de dois grupos, depois do teste de Kolmogorov-Smirnov para an&#225;lise da distribui&#231;&#227;o. O n&#237;vel de signific&#226;ncia foi estabelecido para um valor de p &lt; 0,05. </p>
    <p>A an&#225;lise multivariada foi realizada construindo um modelo para cada desfecho. Os dom&#237;nios dos testes de QV foram considerados os desfechos. Al&#233;m dos dom&#237;nios individuais (SF-36), como CF, AF, D, EGS, V, AS, AE e SM; tamb&#233;m foram analisados alguns dom&#237;nios agrupados em PCS e MCS. As vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas foram utilizadas como vari&#225;veis explicativas e consideradas quando apresentaram valores de p &lt; 0,20 na an&#225;lise univariada </p>
    <p>
      <bold>Resultados </bold>
    </p>
    <p>Foram estudados 246 pacientes matriculados no servi&#231;o, que compuseram o GE e 87 indiv&#237;duos da comunidade, sem diagn&#243;stico de HAS, que constitu&#237;ram o GC. </p>
    <p>Os grupos foram homog&#234;neos em rela&#231;&#227;o a idade, sexo, escolaridade e renda (p &gt; 0,05). A m&#233;dia de idade foi de 61,5 (&#177; 12,6 Mediana 63,0) anos. A maioria era do sexo feminino (68,9%). Os brancos representaram 68,3% da amostra e em torno de 50% tinham a renda familiar na faixa de um a quatro sal&#225;rios m&#237;nimos. A maioria possu&#237;a o primeiro grau incompleto (61,3%) e 58,1% dos investigados informaram viver com companheiro (<xref ref-type="table" rid="a09tab01">Tabela 1</xref>). </p>
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    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da qualidade de vida</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise intergrupos (grupo estudo x grupo controle) </bold>
    </p>
    <p>O GC (normotensos) obteve, em todos os dom&#237;nios, m&#233;dias mais altas quando comparado ao GE (hipertensos). As diferen&#231;as foram significativas (p &lt; 0,05) em todos os dom&#237;nios, exceto no Aspecto Emocional, em que, apesar de escores mais elevados no GC, n&#227;o houve signific&#226;ncia estat&#237;stica (p = 0,36). Verifica-se que os indiv&#237;duos normotensos apresentaram melhor QVRS quando comparado aos hipertensos (<xref ref-type="table" rid="a09tab02">Tabela 2</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a09tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-02-0164-30030-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Quando se realizou a compara&#231;&#227;o entre os dois grupos divididos por sexo, observou-se que os normotensos (GC) continuaram a obter escores de QVRS mais elevados em quase todos os dom&#237;nios. Para o sexo masculino, a diferen&#231;a foi significativa nos dom&#237;nios CF, AS, SM e no Componente F&#237;sico Agrupado (PCS), j&#225; no sexo feminino houve diferen&#231;a significativa em todos os dom&#237;nios, exceto no AE (<xref ref-type="table" rid="a09tab03">Tabela 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a09tab03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-02-0164-30030-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p> Na avalia&#231;&#227;o da influ&#234;ncia das vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas sobre os dom&#237;nios agrupados do SF-36, observou-se que os normotensos (GC) obtiveram maiores escores de QVRS em todas as vari&#225;veis. No PCS a diferen&#231;a alcan&#231;ou signific&#226;ncia estat&#237;stica para ambos os sexos para qualquer faixa et&#225;ria, escolaridade e estado civil. No MCS, a diferen&#231;a foi significativa para qualquer faixa et&#225;ria, renda e estado civil (<xref ref-type="table" rid="a09tab04">Tabela 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a09tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-02-0164-30030-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da qualidade de vida intragrupo </bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Grupo estudo (hipertensos) </bold>
    </p>
    <p>Na an&#225;lise da QVRS intragrupo, observou-se que os homens hipertensos tiveram pontua&#231;&#227;o m&#233;dia significativamente maior em todos os dom&#237;nios quando comparados &#224;s mulheres hipertensas (p &lt; 0,05) (<xref ref-type="table" rid="a09tab05">Tabela 5</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a09tab05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-02-0164-30030-gt05.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas, os hipertensos mais jovens (<underline>&lt;</underline> 40 anos), com maior rendimento (&gt; 4 sal&#225;rios) e maior escolaridade (3&#186; grau incompleto/completo) obtiveram escores de QVRS significativamente maiores no dom&#237;nio CF quando comparados aos mais idosos, com menor renda e escolaridade (p = 0,02; p &lt; 0,05 e p = 0,05, respectivamente). </p>
    <p>Aqueles que relataram que viviam com c&#244;njuge, apresentaram melhores m&#233;dias de QVRS nos dom&#237;nios CF, AF, AS e AE (p &lt; 0,05) quando foram comparados com os sujeitos que n&#227;o os tinham. </p>
    <p>Na an&#225;lise dos dom&#237;nios do SF-36 agrupados, verificou-se que os pacientes do sexo masculino e os com companheiro apresentaram melhores escores de QVRS no PCS assim como no MCS (p &lt; 0,05). Maior escolaridade (3&#186; grau incompleto/completo) e renda maior que quatro sal&#225;rios m&#237;nimos determinaram pontua&#231;&#227;o mais elevada apenas no PCS (p &lt; 0,05). A faixa et&#225;ria n&#227;o determinou diferen&#231;a significativa da QVRS nos componente agrupados entre os hipertensos. </p>
    <p>Na an&#225;lise multivariada, a vari&#225;vel sexo funcionou como vari&#225;vel explicativa para sete dos oito dom&#237;nios com exce&#231;&#227;o do EGS. O dom&#237;nio AE teve as vari&#225;veis sexo, idade e estado civil como explicativas da distribui&#231;&#227;o das m&#233;dias nesse grupo. A idade foi vari&#225;vel explicativa nos dom&#237;nios AE e SM. </p>
    <p>Ao averiguar o efeito das vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas na QVRS, por meio da categoriza&#231;&#227;o do SF-36 nos dois componentes - PCS e MCS, verificou-se que, no componente f&#237;sico houve influ&#234;ncia significativa da vari&#225;vel sexo (p = 0,00) e da vari&#225;vel escolaridade (p = 0,02); no componente mental houve influ&#234;ncia da vari&#225;vel sexo (p = 0,00) e da vari&#225;vel estado civil (p = 0,03). </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis (tempo de diagn&#243;stico e tratamento, controle da PA, quantidade de drogas anti-hipertensivas e n&#250;mero de tomadas/dia), verificou-se que o tempo de diagn&#243;stico interferiu, significativamente, na QVRS no dom&#237;nio AF (p = 0,00) e no PCS (p = 0,04), em que os pacientes com menor tempo de diagn&#243;stico apresentaram melhor QVRS. O tempo de tratamento e o fato de a PA estar, ou n&#227;o, controlada n&#227;o interferiu significativamente na QVRS. Da mesma forma, a quantidade de drogas anti-hipertensivas usadas e o n&#250;mero de ingest&#227;o por dia tamb&#233;m n&#227;o influenciaram a QVRS. </p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o ao tipo de medicamento, n&#227;o foi poss&#237;vel verificar sua interfer&#234;ncia na QVRS em virtude da grande variedade de associa&#231;&#245;es. </p>
    <p>Na an&#225;lise multivariada das vari&#225;veis cl&#237;nicas, verificou-se que elas n&#227;o apresentaram influ&#234;ncia na QVRS. </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o </bold>
    </p>
    <p>Os resultados demonstraram que os pacientes hipertensos apresentaram pior QVRS quando comparados com os normotensos, uma vez que os escores relativos a sete dentre oito dom&#237;nios do SF-36 foram menores para aqueles sujeitos quando comparados aos &#250;ltimos. Na literatura, v&#225;rios estudos corroboram esse resultado, demonstrando o impacto da hipertens&#227;o na QVRS<sup>10,16,25,26</sup>. </p>
    <p>Todos os autores supracitados avaliaram a QVRS em pacientes hipertensos comparado aos normotensos, com exce&#231;&#227;o de Brito e cols.<sup>10</sup>, que avaliaram o impacto da HAS na QVRS apenas em pacientes hipertensos e constatou que, apesar desses pacientes considerarem sua doen&#231;a sem gravidade e cur&#225;vel, a HAS interfere na QVRS. </p>
    <p>Os autores que avaliaram a QVRS em pacientes hipertensos e compararam-na aos normotensos, conclu&#237;ram que aqueles com a PA elevada apresentaram-na de forma pior. Chegaram, ainda, &#224; conclus&#227;o de que, nesse grupo, algumas vari&#225;veis podem causar mais impacto na QVRS, como, por exemplo, presen&#231;a de comorbidades<sup>16,26</sup>, PA n&#227;o controlada<sup>16</sup>, danos em &#243;rg&#227;os-alvo, frequ&#234;ncia card&#237;aca elevada, excesso de peso<sup>27</sup>, sexo feminino, idade mais avan&#231;ada, menor renda, menor escolaridade e aus&#234;ncia de companheiros<sup>25</sup>. </p>
    <p>No presente estudo, os dados demonstraram que os hipertensos do sexo masculino, os mais jovens, aqueles com maior renda e escolaridade e que tinham companheira apresentaram melhor QVRS, o que confirma os dados obtidos por Bardage e Isacson<sup>25</sup>. </p>
    <p>Os estudos de Arslantas e cols.<sup>16</sup>, Bardage e Isacson<sup>25</sup>, Wang e cols.<sup>26</sup> utilizaram o SF-36 como instrumento de avalia&#231;&#227;o da QVRS, entretanto foram encontradas diferen&#231;as com rela&#231;&#227;o &#224;s dimens&#245;es que sofrem influ&#234;ncia da HAS. No presente estudo foi verificado o impacto da HAS em todos os dom&#237;nios com exce&#231;&#227;o do dom&#237;nio AE. Silqueira<sup>28</sup> afirma que, apesar de se encontrarem frequentemente os sentimentos como ansiedade e depress&#227;o em hipertensos, a pr&#225;tica cl&#237;nica mostra que tais sentimentos s&#227;o mais comuns em pacientes com diagn&#243;stico recente de HAS. Essa afirma&#231;&#227;o talvez possa justificar os resultados obtidos neste estudo (n&#227;o comprometimento no dom&#237;nio AE), uma vez que a m&#233;dia de tempo de diagn&#243;stico dos pacientes estudados foi longa (17, 26 anos). </p>
    <p>No estudo realizado por Bardage e Isacson<sup>25</sup> foi encontrada diferen&#231;a significativa em todos os dom&#237;nios com exce&#231;&#227;o do AE e SM. Em dois estudos publicados em 2008<sup>16,29</sup>, os autores encontraram pior QVRS em todos os dom&#237;nios. Da mesma forma, foram descritos os resultados de Roca-Cusachs e cols.<sup>27</sup>. De maneira diferente, Wang e cols.<sup>26</sup> encontraram diferen&#231;as na CF, Estado Geral de Sa&#250;de EGS, Vitalidade (V), AS, AE, enquanto Mena-Martin e cols.<sup>30</sup> mostraram pior QVRS nos dom&#237;nios, EGS, CF, V, SM. J&#225; Brito e cols.<sup>10</sup> encontraram pior QVRS apenas nos dom&#237;nios EGS e Dor. </p>
    <p>De acordo com alguns autores<sup>16,25</sup>, a falta de consist&#234;ncia dos estudos acerca do impacto da HAS na QVRS nos dom&#237;nios do SF36 pode ser justificada pelas diferen&#231;as da popula&#231;&#227;o estudada (caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, comorbidades, gravidade da hipertens&#227;o e efeitos colaterais da medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva). </p>
    <p>Trevisol e cols.<sup>31 </sup>afirmaram que, apesar da variabilidade dos resultados do impacto da HAS na QVRS, os pacientes hipertensos, quando comparado aos normotensos, apresentam pior QVRS, pelo menos no componente f&#237;sico. Alguns autores sustentam tal constata&#231;&#227;o<sup>25,28,32</sup> e explicam que o maior comprometimento nos dom&#237;nios f&#237;sicos est&#225; relacionado com o fato de a escala SF-36 estar mais associada com doen&#231;a f&#237;sica<sup>25</sup>. </p>
    <p>Neste estudo, nos dom&#237;nios que apresentaram diferen&#231;a significante, os maiores escores em ordem decrescente foram AF, SM, EGS, AS, Dor, CF, V. </p>
    <p>Alguns autores<sup>28,32</sup> tamb&#233;m encontraram menor escore (pior QVRS) no dom&#237;nio V e afirmaram que tal fato pode ser explicado pela falta de disposi&#231;&#227;o e &#226;nimo e por causa da associa&#231;&#227;o da HAS com sintomas de cefaleia, ansiedade, astenia e pelos efeitos das drogas anti-hipertensivas, como, por exemplo, fadiga e dist&#250;rbios do sono. </p>
    <p>Na an&#225;lise intragrupo, quando avaliada a QVRS apenas entre os hipertensos, em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas, verificou-se que a QVRS para os homens foi avaliada como melhor em todos os dom&#237;nios, o que inclui o componente f&#237;sico e emocional. Alguns investigadores que encontraram resultados semelhantes<sup>22,25,33</sup>, afirmam que as mulheres apresentaram pior QVRS devido aos fatores hormonais<sup>22,25</sup> e por serem mais atentas aos estados internos<sup>25</sup>. </p>
    <p>Segundo Youssef e cols.<sup>33</sup>, o fato de os homens apresentarem melhor QVRS em rela&#231;&#227;o aos aspectos emocionais pode ser compreendido por causa das mulheres referirem-se mais frequentemente a sentimentos de insatisfa&#231;&#227;o e, al&#233;m disso, os homens t&#234;m maior toler&#226;ncia a doen&#231;as cr&#244;nicas, n&#227;o sendo emocionalmente t&#227;o afetados por elas quanto as mulheres. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; faixa et&#225;ria, no presente estudo foi verificado que os pacientes mais jovens (&lt; 30 anos) apresentaram melhor QVRS no componente CF quando foram comparados aos mais idosos (&gt; 60 anos). Alguns autores<sup>25,26</sup> tamb&#233;m encontraram melhor QVRS em hipertensos com menor idade comparada aos de maior idade. No processo de envelhecimento, podem surgir agravos a sa&#250;de em decorr&#234;ncia das altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas e funcionais tornando o indiv&#237;duo mais vulner&#225;vel a doen&#231;as cr&#244;nicas o que pode afetar a QVRS e comprometer os aspectos f&#237;sicos<sup>18,25</sup>. </p>
    <p>Indiv&#237;duos com maior renda apresentaram escores mais altos na QVRS no dom&#237;nio CF e esse dado foi corroborado em alguns estudos<sup>25,26,32</sup>. Na escala agrupada, constatouse que pacientes com maior renda apresentaram escores mais altos na QVRS no componente f&#237;sico agrupado. Os rendimentos financeiros s&#227;o importantes na vida di&#225;ria e na QV<sup>34</sup>, pois podem interferir no estado f&#237;sico e mental, uma vez que garantem acessibilidade ao tratamento e &#224; compra de medicamentos, al&#233;m de proporcionar uma vida tranquila em rela&#231;&#227;o &#224; aquisi&#231;&#227;o de bens. </p>
    <p>Grau maior de escolaridade dos participantes da pesquisa tamb&#233;m significou maior escore na QVRS no dom&#237;nio CF quando esses foram comparados aos participantes que tinham primeiro grau incompleto. Na escala agrupada do SF-36, constatou-se que pacientes com maior escolaridade apresentaram maior escore na QVRS no PCS. A escolaridade influencia no grau de compreens&#227;o das informa&#231;&#245;es, o que favorece o conhecimento sobre a doen&#231;a e a ades&#227;o ao tratamento<sup>35</sup>. Por esse motivo, pacientes com maior grau de escolaridade podem apresentar melhores escores na QVRS. </p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o ao estado civil, aqueles que relataram que tinham c&#244;njuge, apresentaram melhores m&#233;dias de QVRS no dom&#237;nio CF. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis cl&#237;nicas, verificou-se que o tempo de diagn&#243;stico influenciou de forma desfavor&#225;vel no dom&#237;nio AF e no PCS. Ao analisar a rela&#231;&#227;o do tempo de tratamento da HAS na QVRS, verificou-se que n&#227;o houve diferen&#231;a estatisticamente significativa em nenhum dos dom&#237;nios. </p>
    <p>Neste estudo, ao comparar a QVRS dos pacientes com PA controlada com aqueles com PA n&#227;o controlada, verificou-se que n&#227;o houve diferen&#231;a significativa, o que confirmam os dados obtidos por Melchiors<sup>36</sup>, que tamb&#233;m n&#227;o encontrou diferen&#231;a na QVRS entre hipertensos controlados e n&#227;o controlados. Este diverge de outro estudo<sup>16</sup> que encontrou pior QVRS nos dom&#237;nios CF, AF, EGS, V, AS e SM para os indiv&#237;duos hipertensos n&#227;o controlados e, diverge ainda, de outro mais<sup>33</sup> que encontrou dados de que o controle da PA foi um preditor para melhor QVRS. </p>
    <p>Avaliando a interfer&#234;ncia da quantidade das drogas antihipertensivas na QVRS, por meio do SF-36, n&#227;o foi verificada diferen&#231;a significativa em nenhum dos dom&#237;nios. </p>
    <p>Em s&#237;ntese, neste estudo observou-se, em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas, que a faixa et&#225;ria (mais jovens) e o estado civil (com companheiro) influenciaram para uma melhor QVRS no dom&#237;nio CF e a maior renda e escolaridade tamb&#233;m interferiram no dom&#237;nio CF bem como no PCS. Em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis cl&#237;nicas, o tempo de diagn&#243;stico interferiu de forma negativa na QVRS no dom&#237;nio AF e no PCS. Portanto, observou-se maior impacto da hipertens&#227;o na QV nos dom&#237;nios relacionados aos aspectos f&#237;sicos do SF-36 e no componente f&#237;sico agrupado - PCS. Segundo Bardage e Isacson<sup>25</sup>, o maior comprometimento nos dom&#237;nios f&#237;sicos est&#225; relacionado com o fato da escala SF-36 estar mais associada &#224; doen&#231;a f&#237;sica. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es </bold>
    </p>
    <p>Os estudos transversais n&#227;o permitem atribuir causalidade &#224;s associa&#231;&#245;es encontradas, uma vez que analisam desfecho e exposi&#231;&#227;o simultaneamente, podendo essa ser uma das limita&#231;&#245;es do presente estudo. Os achados, entretanto, t&#234;m relev&#226;ncia por proporcionar melhor conhecimento e compreens&#227;o da interfer&#234;ncia da HA sobre a QV. </p>
    <p>Outra limita&#231;&#227;o do estudo foi a impossibilidade de fazer uma avalia&#231;&#227;o da influ&#234;ncia da classe de medicamentos hipotensores na qualidade de vida dos hipertensos pelo grande n&#250;mero de associa&#231;&#245;es. </p>
    <p>Os achados do presente estudo indicam a necessidade dos profissionais de sa&#250;de darem maior aten&#231;&#227;o &#224; qualidade de vida dos pacientes, na busca de modifica&#231;&#245;es na abordagem terap&#234;utica de maneira geral. Isso poder&#225; ocorrer com o encontro de alternativas m&#233;dicas e sociais, que interfiram favoravelmente na QV como um todo, no est&#237;mulo cada vez maior &#224; melhor rela&#231;&#227;o m&#233;dico/paciente e at&#233; com o do manuscrito: Carvalho MV; Revis&#227;o cr&#237;tica do manuscrito desenvolvimento de f&#225;rmacos que, al&#233;m do benef&#237;cio no quanto ao conte&#250;do intelectual: Jardim, PCBV. controle da PA, tenham ainda efeitos ben&#233;ficos sobre a QVRS. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos </bold>
    </p>
    <p>&#192; equipe multiprofissional do servi&#231;o e aos indiv&#237;duos que participaram como sujeitos dessa pesquisa.</p>
    <p>
      <bold>Contribui&#231;&#227;o dos autores </bold>
    </p>
    <p>Concep&#231;&#227;o e desenho da pesquisa: Carvalho MV, Jardim, PCBV; Obten&#231;&#227;o de dados: Carvalho MV, Siqueira LB; An&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos dados: Carvalho MV, Sousa ALL, Jardim, PCBV; An&#225;lise estat&#237;stica: Sousa ALL, Jardim, PCBV; Reda&#231;&#227;o </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses </bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes. </p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento </bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pela Capes. </p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica </bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Maria Virg&#237;nia de Carvalho pela Universidade Federal de Goi&#225;s. </p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Maria Virg&#237;nia de Carvalho </p>
        <p> Av. Independ&#234;ncia, 1615 - Vila Nova </p>
        <p> CEP 74645-010, Goi&#226;nia, GO - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="mvcarvalho20@hotmail.com">mvcarvalho20@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 06/04/12; revisado em 17/07/12; aceito em 30/07/12. </p>
    <p>
      <xref ref-type="app" rid="a09ane01">Anexo 1</xref>
    </p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Reconhecimento, tratamento e controle da hipertens&#227;o arterial: Estudo Pr&#243;-Sa&#250;de, Brasil</article-title>
          <source>Rev Panam Salud P&#250;blica</source>
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            <year>2010</year>
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          <issue>2</issue>
          <volume>27</volume>
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              <given-names>AC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B36">
        <mixed-citation>36. Melchiors AC. Hipertens&#227;o arterial: an&#225;lise dos fatores relacionados com o controle press&#243;rico e a qualidade de vida. [Disserta&#231;&#227;o]. Curitiba (PR): Universidade Federal do Paran&#225;; 2008.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Hipertens&#227;o arterial: an&#225;lise dos fatores relacionados com o controle press&#243;rico e a qualidade de vida</source>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Melchiors</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
    <app-group>
      <app id="a09ane01">
        <label>Anexo 1</label>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">The influence of hypertension on quality of life</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Systemic Hypertension (SH) is a major cardiovascular risk factor with a high prevalence in almost all countries. Studies show the negative effect of SH on health-related quality of life. OBJECTIVE: To evaluate the quality of life of hypertensive patients when compared with the general population. METHODS: A total of 333 individuals of both genders and older than 18 years were evaluated; they were divided into the Study Group, consisting of 246 hypertensive patients undergoing treatment in a multidisciplinary service and the Control group, comprised of 87 normotensive individuals from the community. A sociodemographic questionnaire and the SF-36 for quality of life assessment were administered to both groups. The Chi-square, Kolmogorov-Smirnov test, Mann Whitney U-test, Kruskal-Wallis test and multivariate analysis were used for the statistical analysis. Data were analyzed using SPSS and p values &lt;0.05 were considered significant. RESULTS: The groups were homogeneous for age, gender, ethnicity, educational level and marital status. It was observed that normotensive individuals showed a better health-related quality of life when compared with hypertensive patients. CONCLUSIONS: Although considered to be almost always a clinically silent disease, systemic hypertension impairs the quality of life of patients who suffer from it.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>blood pressure</kwd>
        <kwd>risk of factors</kwd>
        <kwd>quality of life</kwd>
        <kwd>survivorship (public health)</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>The influence of hypertension on quality of life </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Virg&#237;nia de Carvalho<sup>I</sup>; Liza Batista Siqueira<sup>II</sup>; Ana Luiza Lima Sousa<sup>I,II</sup>; Paulo C&#233;sar Brand&#227;o Veiga Jardim<sup>I,II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goiania, GO - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Liga de Hipertens&#227;o, Goiania, GO - Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Systemic Hypertension (SH) is a major cardiovascular risk factor with a high prevalence in almost all countries. Studies show the negative effect of SH on health-related quality of life. </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the quality of life of hypertensive patients when compared with the general population. </p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A total of 333 individuals of both genders and older than 18 years were evaluated; they were divided into the Study Group, consisting of 246 hypertensive patients undergoing treatment in a multidisciplinary service and the Control group, comprised of 87 normotensive individuals from the community. A sociodemographic questionnaire and the SF-36 for quality of life assessment were administered to both groups. The Chi-square, Kolmogorov-Smirnov test, Mann Whitney U-test, Kruskal-Wallis test and multivariate analysis were used for the statistical analysis. Data were analyzed using SPSS and p values &lt;0.05 were considered significant. </p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The groups were homogeneous for age, gender, ethnicity, educational level and marital status. It was observed that normotensive individuals showed a better health-related quality of life when compared with hypertensive patients. </p>
      <p><bold>CONCLUSIONS:</bold> Although considered to be almost always a clinically silent disease, systemic hypertension impairs the quality of life of patients who suffer from it.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Hypertension / therapy, blood pressure, risk of factors, quality of life, survivorship (public health). </p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases (CVD) are a major cause of morbidity and mortality worldwide (29.2% mortality)<sup>1,2</sup>. In the population younger than 60 years, the prevalence of systemic hypertension (SH) varies according to the region studied (22% to 44% in Brazil)<sup>3-8</sup>, ranging from 60% to 80% among the elderly<sup>9,10</sup>. It is a chronic multifactorial disease whose detection is often delayed due to its slow and silent progression<sup>3</sup>. </p>
      <p>SH is a major cardiovascular risk factor that can result in serious consequences to some organs (heart, brain, kidneys and blood vessels); it is considered a serious public health problem due to its chronicity, high costs of hospitalization, and for being the cause of early retirement and disability<sup>11,12</sup>. In Brazil, Miranzi et al<sup>13</sup> point out that 17.6% of hospital admissions are due to hypertension and that this disease is consuming 5.9% of the budget spent by the Brazilian unified public heath system (SUS). </p>
      <p>The main risk factors for hypertension include: heredity, age, ethnicity, obesity, stress, sedentary lifestyle, alcohol consumption, gender, use of contraceptives and high sodium intake<sup>12,14,15</sup>. Other factors, both social and physical, are also emphasized not as causes of hypertension, but because they are often associated with it (low educational level, high cholesterol and diabetes mellitus)<sup>16</sup>. Thus, because of its close correlation with lifestyle, SH can be prevented, attenuated or treated by adopting healthy habits. </p>
      <p>Despite the difficulties with treatment adherence, advances in knowledge and evolution achieved in therapy have increased the life expectancy of this population<sup>17</sup>. With increased longevity, it is important that individuals maintain their independence and health, since aging increases the risk of chronic diseases, especially cardiovascular diseases<sup>18</sup>. Moreover, with the increased survival of patients with chronic and/or severe diseases, Quality of Life (QoL) has become more significant and the importance of its assessment has been recognized and incorporated to clinical trials<sup>19</sup>.</p>
      <p>Information on QoL of hypertensive individuals in national studies is still scarce and comparative data with the general population are important in this context.</p>
      <p>This study evaluated the QoL of hypertensive versus non-hypertensive individuals, using a generic instrument (SF-36) that systematically evaluates the health-related quality of life (HRQoL). </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is an observational cross-sectional exploratory study carried out in hypertensive patients undergoing treatment and non-hypertensive individuals from the community. The project was approved by the Institutional Human and Animal Research Ethics Committee (Protocol: 074/2009). All subjects gave free informed consent (FIC). </p>
      <p>The study was carried out to compare two groups: the Study Group (SG) consisting of patients diagnosed with SH, enrolled and treated at a multidisciplinary service and the Control Group (CG), consisting of normotensive individuals from the community.</p>
      <p>SG included patients of both genders, aged 18 years and older, enrolled and treated at the service for at least one year, with any degree of BP control and stable dose of antihypertensive medication for at least three months. Exclusion criteria were decompensated diabetes; sequelae of stroke; decompensated heart failure; chronic kidney disease; liver failure; acute myocardial infarction within the past six months; active rheumatic diseases; chronic obstructive pulmonary disease; other chronic disabling diseases; consumptive diseases; smoking; pregnancy; use of psychotropic drugs; being under treatment with psychotherapy; and being the research subject of another project developed by a multidisciplinary team.</p>
      <p>CG included individuals from the community who self-reported being healthy, of both genders, aged 18 years older and normotensive. Exclusion criteria were use of antihypertensive medication; presence of chronic or disabling diseases; smoking; pregnancy; use of psychotropic drugs; and being under treatment with psychotherapy. </p>
      <p>Sample size calculation was performed for an estimated standard error of 7%, with a significance level of 5% and statistical power of 80%, to detect a difference of 10 points between groups in scores of dimensions assessed by the SF-36 based on the reference values described by Ciconelli et al<sup>20</sup>. The calculated sample size was 231 individuals for SG and 76 for CG. To account for possible replacement of losses, 8.5% were added to the total sample size; thus, SG comprised 246 patients and CG, 87 individuals, totaling a final sample of 333 participants. </p>
      <p>Among the population of 1,100 hypertensive patients enrolled and being treated at the service, we identified 628 patients who were eligible for study participation. Among their patient charts, 246 were randomly selected from those showing regular attendance. The selected patients were included in SG after giving informed consent; subsequently, their demographic and clinical data were collected from their medical records; the instrument used to assess HRQoL was administered through interviews.</p>
      <p>To form CG, the researcher covered places in the community where potential participants within a particular age group could be found (service clubs, gyms, city parks and the Open University for Senior Citizens). After the eligibility criteria had been verified and informed consent had been given, data on this group of individuals were collected through self-reference and the instrument to assess HRQoL was administered through an interview.</p>
      <p>Sociodemographic data were collected in two ways: a) by gender and age of patient files, b) ethnicity, level of education, household income and marital status, as self-reported by the individuals during the interview. Clinical data (BMI, hypertension classification - controlled and uncontrolled, type of treatment, number and class of drugs used, comorbidities, mean BP) and history (hypertension time and treatment) were also collected from patients' medical records. The information obtained in medical records was related to the last visit, which occurs at three-month intervals. </p>
      <p>The SF-36 validated in Brazil by Ciconelli et al<sup>20 </sup>was used (<xref ref-type="app" rid="en_a09ape01-body2">Appendix 1</xref>). This questionnaire consists of 36 items and is divided into eight domains. For each domain, the items were coded and transformed into a scale from zero (worst QoL) to 100 (best QoL), according to the standardization in the Manual. </p>
      <p content-type="asset"/>
      <p>SF-36 can also be categorized into two grouped components. The physical component (Physical Component Summary - PCS), which consists of the grouping of the functional capacity, physical aspects, pain and general health status domains; and the mental component (Mental Component Summary - MCS), which consists of the grouping of the vitality, social aspects, emotional aspect, and mental health domains<sup>21-25</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Statistical Analysis</bold>
      </p>
      <p>The data were recorded in Excel spreadsheets (Office 2007) and analyzed using the Statistical Package for Social Sciences (SPSS 15.0) software program.</p>
      <p>Quantitative variables are expressed as mean and standard deviation or mean, median and standard deviation if they were normally or non-normally distributed. Qualitative variables are expressed as absolute numbers and percentages. The chi-square test was used to assess the associations between groups for qualitative variables and the Mann Whitney U test was used for quantitative variables for binary variables and Kruskal-Wallis test for more than two groups, after the Kolmogorov-Smirnov test to analyze the distribution. The level of significance was set at p &lt; 0.05. </p>
      <p>Multivariate analysis was performed by constructing a model for each outcome. The domains of the QoL tests were considered as outcomes. In addition to the individual domains (SF-36), such as functional capacity, physical aspect, pain, general health status, vitality, social aspect, emotional aspect and mental health, we also analyzed some domains grouped in PCS and MCS. Sociodemographic variables were used as explanatory variables and considered when they had p values &lt; 0.20 in the univariate analysis. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>We studied 246 patients enrolled in the service, who comprised the SG and 87 individuals from the community, not diagnosed with hypertension, who comprised the CG. </p>
      <p>The groups were homogenous regarding age, gender, level of education and income (p &gt; 0.05). The mean age was 61.5 (&#177; 12.6; median 63.0) years. Most of them were females (68.9%). Caucasians accounted for 68.3% of the sample and approximately 50% had household incomes within the range of one to four minimum wages. Most had finished high school (61.3%) and 58.1% of the individuals reported living with a partner (<xref ref-type="table" rid="en_a09tab01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a09tab01-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Quality of Life Analysis</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Intergroup Analysis (study group x control group)</bold>
      </p>
      <p>CG (normotensive) had higher scores when compared with SG (hypertension) in all domains. The differences were significant (p &lt;0.05) in all areas except for the Emotional Aspect, for which, despite the higher scores found in CG, there was no statistical significance (p = 0.36). Normotensive individuals showed better HRQoL when compared with hypertensive individuals (<xref ref-type="table" rid="en_a09tab02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a09tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-02-0164-30030-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>When performing the comparison between the two groups divided by gender, it was observed that the normotensive group (GC) continued to achieve higher HRQoL scores in almost all domains. In the male gender, the difference was significant in the Functional Capacity (FC), Social Aspect (SA), Mental Health (MH) domains and grouped Physical Component (PCS); in the female gender, there was no significant difference in any of the domains, except for the Emotional Aspect (EA) (<xref ref-type="table" rid="en_a09tab03-body2">Table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a09tab03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-02-0164-30030-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>When assessing the influence of sociodemographic variables on the grouped domains of SF-36, it was observed that the normotensive individuals (CG) obtained higher scores in all variables. In PCS, the difference reached statistical significance in both genders for any age range, level of education and marital status. In MCS, the difference was significant for any age range, income and marital status (<xref ref-type="table" rid="en_a09tab04-body2">Table 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a09tab04-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Analysis of intragroup quality of life</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Study Group (hypertensive)</bold>
      </p>
      <p>When performing the intragroup analysis of HRQoL, we observed that men with hypertension had significantly higher mean scores in all areas when compared with hypertensive women (p &lt; 0.05) (<xref ref-type="table" rid="en_a09tab05-body2">Table 5</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a09tab05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-02-0164-30030-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Regarding the sociodemographic variables, the younger hypertensive individuals (<underline>&lt;</underline> 40 years), with higher income (&gt; 4 minimum wages) and higher level of education (incomplete / complete College or University degree) obtained significantly higher HRQoL scores in the FC domain when compared with older individuals with lower income and lower level of education (p = 0.02, p &lt;0.05, and p = 0.05, respectively).</p>
      <p>Those who reported living with a spouse had better HRQoL mean scores in the FC, PA, SA and EA domains (p &lt;0.05) when compared with subjects who did not have a partner. </p>
      <p>When analyzing the grouped SF-36 domains, it was observed that male patients and those with a partner had better HRQoL scores in PCS and MCS (p &lt;0.05). Higher level of education (incomplete/complete College/University degree) and income higher than four minimum wages determined higher scores only in PCS (p &lt;0.05). Age range did not determine significant differences in HRQoL in the grouped component among hypertensive individuals.</p>
      <p>In the multivariate analysis, the gender variable was treated as an explanatory variable for seven of the eight domains, except for GHS. The EA domain had gender, age and marital status as explanatory variables of the distribution of means in this group. Age was an explanatory variable in the EA and MH domains.</p>
      <p>When assessing the effect of sociodemographic variables on the HRQoL, by categorizing the SF-36 in two components - PCS and MCS, it was observed that the physical component was significantly influenced by the gender (p = 0.00) and level of education (p = 0.02) variables; the mental component had no influence of the gender (p = 0.00) and marital status variables (p = 0.03).</p>
      <p>Regarding the time of diagnosis and treatment, BP control, amount of antihypertensive drugs and number of doses/day variables, it was observed that the time of diagnosis significantly influenced HRQoL in the PA (p = 0.00) and PCS (p = 0.04) domains, since patients with a shorter time of diagnosis showed better HRQoL. Time of treatment and whether BP was controlled or not did not significantly influence HRQoL. Similarly, the number of antihypertensive drugs used by patients and number of doses/day did not influence HRQoL. </p>
      <p>As regards the type of medication, it was not possible to observe any influence on HRQoL due to the wide variety of combinations.</p>
      <p>In the multivariate analysis of clinical variables, it was observed that they showed no influence on HRQoL. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The results showed that hypertensive patients had a poorer HRQoL, with lower scores in seven of the eight domains of the SF-36 in comparison with normotensive individuals. In the literature, several studies have corroborated this result, thus demonstrating the impact of hypertension on HRQoL<sup>10,16,25,26</sup>. </p>
      <p>All authors previously mentioned assessed HRQoL in hypertensive patients in comparison with normotensive individuals, except for Brito et al<sup>10</sup>, who evaluated the impact of hypertension on HRQoL only in hypertensive patients and observed that, although these patients consider SH not severe and curable, it interferes with their HRQoL.</p>
      <p>The authors evaluated HRQoL in hypertensive patients and compared it to that of normotensive individuals and concluded that those with high BP had worse HRQoL. They also concluded that, in this group, some variables such as the presence of comorbidities<sup>16,26</sup>, uncontrolled BP<sup>16</sup>, target-organ damage, high heart rate, overweight<sup>27</sup>, female gender, older age, lower income, lower level of education, and no partner may have a higher impact on HRQoL<sup> 25</sup>. </p>
      <p>The findings of the present study showed that hypertensive males, younger individuals, those with higher income and level of education and who had a partner had better HRQoL, which corroborates the data obtained by Bardage and Isacson<sup>25</sup>. </p>
      <p>Arslantas et al<sup>16</sup>, Bardage and Isacson's,<sup>25</sup> and Wang et al<sup>26</sup> studies used SF-36 as a tool for the assessment of HRQoL; however, differences were found regarding the dimensions that were influenced by SH. The present study showed the impact of hypertension on all areas, except for the EA domain. Silqueira<sup>28</sup> states that, although feelings such as anxiety and depression were often identified in hypertensive patients, clinical practice shows that such feelings are more common in patients with newly diagnosed hypertension. This statement might explain the results obtained in the present study (no impact on the EA domain), since the mean time of diagnosis among the study patients was long (17.26 years).</p>
      <p>In Bardage and Isacson's study<sup>25</sup> significant difference was found in all domains except for EA and MH. In two studies published in 2008<sup>16,29</sup>, the authors found worse HRQoL in all domains. The results described by Roca-Cusachs et al<sup>27</sup> were similar. Differently, Wang et al<sup>26</sup> found differences in FC, GHS (General Health Status) , Vitality (V), SA and EA, whereas Mena-Martin et al<sup>30</sup> showed worse HRQoL in the GHS, FC, V, MH domains. Brito et al<sup>10</sup> found a worse HRQoL score only in the GHS and pain domains. </p>
      <p>According to some authors<sup>16,25</sup>, the lack of consistency of studies on the impact of hypertension on HRQoL in SF-36 domains can be explained by differences in study populations (sociodemographic characteristics, comorbidities, severity of hypertension and side effects of antihypertensive medication).</p>
      <p>Trevisol et al<sup>31</sup> stated that, in spite of the variation in the results of the impact of hypertension on HRQoL, hypertensive patients show worse HRQoL at least as regards the physical component when compared with normotensive individuals. Some authors support this finding<sup>25,28,32</sup> and explain that the greater impairment in physical domains is related to the fact that the SF-36 scale is more associated with physical illness<sup>25</sup>. </p>
      <p>In this study, in the domains that showed significant difference, the highest scores in descending order were PA, MH, GHS, SA, Pain, FC, and V.</p>
      <p>Some authors<sup>28,32</sup> also found lower scores (worse HRQoL) in the V domain and stated that this fact may be explained by lack of disposition and enthusiasm and because of the association of hypertension with symptoms such as headache, anxiety, asthenia, and the effects of antihypertensive drugs, such as fatigue and sleep disorders. </p>
      <p>In the intragroup analysis, when HRQoL was assessed only among hypertensive patients in relation to sociodemographic variables, it was observed that, for men, the HRQoL score was better in all domains, including the physical and emotional components. Some researchers who found similar results<sup>22,25,33</sup> state that women have poorer HRQoL because of hormonal factors<sup>22,25</sup> and of the fact that they are more attentive to internal states<sup>25</sup>.</p>
      <p>According to Youssef et al<sup>33</sup>, the fact that men have better HRQoL scores in relation to the emotional aspects can be understood by the fact that women refer to feelings of dissatisfaction more often and, moreover, men are more tolerant to chronic diseases, thus less emotionally affected by them when compared to women.</p>
      <p>As regards the age range, the present study showed that younger patients (&lt;30 years) had better HRQoL in the FC component when compared to older ones (&gt; 60 years). Some authors<sup>25,26 </sup>also found better HRQoL scores in younger hypertensive patients when compared to older patients. During the aging process, health hazards may arise as a result of physiological and functional changes, making the individual more vulnerable to chronic diseases which can affect HRQoL and compromise the physical aspects<sup>18,25</sup>.</p>
      <p>Individuals with higher incomes had higher HRQOL scores in the FC domain and this finding was corroborated by some studies<sup>25,26,32</sup>. In the grouped scale, patients with higher incomes were observed to have higher HRQoL scores in the grouped physical component. Financial resources are important in everyday life and in QoL<sup>34</sup>, since they may interfere with the physical and mental states, for they guarantee access to treatment and the possibility to afford medication, in addition to providing a peaceful life in relation to the acquisition of goods. </p>
      <p>A higher level of education among the study participants also meant higher HRQoL scores in the FC domain when these were compared to participants who had not finished elementary school. In the grouped SF-36 scale, it was observed that patients with a higher level of education had higher HRQoL scores in PCS. The level of education influences the ability to understand information, which favors knowledge on the disease and treatment adherence<sup>35</sup>. Therefore, patients with a higher level of education may have better HRQoL scores.</p>
      <p>Regarding marital status, those who reported having a spouse/partner had better HRQoL means in the FC domain.</p>
      <p>As regards the clinical variables, it was observed that the time of diagnosis negatively influenced the PA and PCS domains. When analyzing the influence of time of hypertension treatment on HRQoL, it was observed that there was no statistically significant difference in any of the domains. </p>
      <p>In this study, when comparing HRQoL of patients with controlled BP to those with uncontrolled BP, no significant difference was observed. This confirms the data obtained by Melchiors<sup>36</sup>, who also found no difference in HRQoL scores between controlled and uncontrolled hypertensive patients. This is in disagreement with another study<sup>16</sup>, which found worse HRQoL in the FC, PA, GHS, V, SA and MH domains for uncontrolled hypertensive patients, and also differs from another study<sup>33</sup>, which found that BP control was a predictor of better HRQoL.</p>
      <p>When evaluating the influence of the number of antihypertensive drugs on HRQoL in the SF-36, no significant difference was found in any of the domains.</p>
      <p>In summary, this study showed that, in relation to sociodemographic variables, age (younger individuals) and marital status (with a partner) provided better HRQoL in the FC domain, and higher income and level of education also influenced both the FC domain and PCS. Regarding the clinical variables, time of diagnosis negatively influenced HRQoL in the PA and PCS domains. Therefore, we observed a higher impact of hypertension on QoL in domains related to Physical Aspects of the SF-36 and the grouped physical component - PCS. According to Bardage and Isacson<sup>25</sup>, the greater impairment of the physical domains is related to the fact that the SF-36 scale is more associated with physical disease. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Cross-sectional studies do not allow causality to be attributed to the observed associations, since they analyze both outcome and exposure, which can be one of the limitations of this study. However, the findings are relevant for providing better knowledge and understanding of the influence of SH on QoL. </p>
      <p>Another study limitation was the incapacity to assess the influence of the antihypertensive drug class on QoL of hypertensive individuals due to the large number of combinations.</p>
      <p>The findings of this study indicate the necessity for health professionals to pay more attention to patients' quality of life, seeking changes in the therapeutic approach in general. This can be achieved by finding medical and social alternatives that have a favorable influence on QoL as a whole, stimulating a better doctor/patient relationship and the development of drugs that not only provide blood pressure control, but also show beneficial effects on HRQoL. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>We wish to thank the multidisciplinary team of the service and the individuals who participated as subjects in this research.</p>
      <p>
        <bold>Author contributions</bold>
      </p>
      <p>Conception and design of the research: Carvalho MV, Jardim, PCBV; Acquisition of data: Carvalho MV, Siqueira LB; Analysis and interpretation of the data: Carvalho MV, Sousa ALL, Jardim, PCBV; Statistical analysis: Sousa ALL, Jardim, PCBV; Writing of the manuscript: Carvalho MV; Critical revision of the manuscript for intellectual content: Jardim, PCBV.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by Capes.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Maria Virg&#237;nia de Carvalho from Universidade Federal de Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
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          <label>Appendix 1</label>
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