<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2013000100014</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2013000100014</article-id>
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          <subject>Comunica&#231;&#227;o Breve</subject>
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        <article-title>Escore de c&#225;lcio para avaliar dor tor&#225;cica na sala de emerg&#234;ncia</article-title>
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        <year>2013</year>
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      <volume>100</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>90</fpage>
      <lpage>93</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>Alguns autores t&#234;m sugerido que um escore de c&#225;lcio (CAC) igual &#224; zero pode ser usado para descartar o diagn&#243;stico de s&#237;ndrome coronariana aguda. Objetivo do estudo &#233; avaliar a precis&#227;o do diagn&#243;stico de um CAC zero quando comparado com a angiotomografia coron&#225;ria (ATC) no Pronto-Socorro. 135 pacientes sintom&#225;ticos sem doen&#231;a arterial coronariana (DAC) pr&#233;via atendidos no Pronto-Socorro, foram submetidos ao CAC e &#224; ATC para descartar a DAC. Todos os pacientes tinham eletrocardiograma e marcadores card&#237;acos normais e apresentaram escore de risco TIMI de 0 a 2. A ATC foi considerada positiva no caso de identifica&#231;&#227;o de qualquer les&#227;o obstrutiva (&gt; 50%). A m&#233;dia de idade era de 51,7 &#177; 13,6 anos, com 50,6% de homens. Setenta e tr&#234;s (54,1%) pacientes apresentaram um escore zero de c&#225;lcio. Desses, 3 (4,1%) tiveram uma obstru&#231;&#227;o &gt; 50% e foram submetidos a angiografia coron&#225;ria invasiva. O escore de c&#225;lcio mostrou uma sensibilidade de 92,9%, especificidade de 75,3% e valores preditivos positivos e negativos de, respectivamente, 62,9% e 95,9%. As raz&#245;es de verossimilhan&#231;a positiva e negativa foram respectivamente de 3,7 e 0,09 para a detec&#231;&#227;o de les&#245;es maiores do que 50% na ATC. A raz&#227;o de verossimilhan&#231;a negativa de 0,09 &#233; muito boa para descartar a maioria dos casos de obstru&#231;&#227;o coron&#225;ria significativa em estudos epidemiol&#243;gicos. No entanto, &#233; importante entender que em um cen&#225;rio cl&#237;nico, todas as evid&#234;ncias, incluindo hist&#243;rico, exame cl&#237;nico, dados de biomarcadores mioc&#225;rdicos e do eletrocardiograma, devem ser interpretados em conjunto. Em nosso estudo, tr&#234;s casos com um escore CAC zero tinham obstru&#231;&#227;o coronariana superior a 50% na ATC.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Calcio</kwd>
        <kwd>Doen&#231;a das Coron&#225;rias</kwd>
        <kwd>Dor Tor&#225;cica</kwd>
        <kwd>Tomografia Computadorizada</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>29</day>
        <month>01</month>
        <year>2013</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>COMUNICA&#199;&#195;O BREVE</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Escore de c&#225;lcio para avaliar dor tor&#225;cica na sala de emerg&#234;ncia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Henrique Lane Staniak; M&#225;rcio Sommer Bittencourt; Rodolfo Sharovsky; Isabela Bense&#241;or; Rodrigo Diaz Olmos; Paulo A. Lotufo</bold>
    </p>
    <p>Hospital Universit&#225;rio da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Alguns autores t&#234;m sugerido que um escore de c&#225;lcio (CAC) igual &#224; zero pode ser usado para descartar o diagn&#243;stico de s&#237;ndrome coronariana aguda. </p>
    <p> Objetivo do estudo &#233; avaliar a precis&#227;o do diagn&#243;stico de um CAC zero quando comparado com a angiotomografia coron&#225;ria (ATC) no Pronto-Socorro. </p>
    <p> 135 pacientes sintom&#225;ticos sem doen&#231;a arterial coronariana (DAC) pr&#233;via atendidos no Pronto-Socorro, foram submetidos ao CAC e &#224; ATC para descartar a DAC. Todos os pacientes tinham eletrocardiograma e marcadores card&#237;acos normais e apresentaram escore de risco TIMI de 0 a 2. A ATC foi considerada positiva no caso de identifica&#231;&#227;o de qualquer les&#227;o obstrutiva (&gt; 50%). </p>
    <p> A m&#233;dia de idade era de 51,7 &#177; 13,6 anos, com 50,6% de homens. Setenta e tr&#234;s (54,1%) pacientes apresentaram um escore zero de c&#225;lcio. Desses, 3 (4,1%) tiveram uma obstru&#231;&#227;o &gt; 50% e foram submetidos a angiografia coron&#225;ria invasiva. O escore de c&#225;lcio mostrou uma sensibilidade de 92,9%, especificidade de 75,3% e valores preditivos positivos e negativos de, respectivamente, 62,9% e 95,9%. As raz&#245;es de verossimilhan&#231;a positiva e negativa foram respectivamente de 3,7 e 0,09 para a detec&#231;&#227;o de les&#245;es maiores do que 50% na ATC. </p>
    <p> A raz&#227;o de verossimilhan&#231;a negativa de 0,09 &#233; muito boa para descartar a maioria dos casos de obstru&#231;&#227;o coron&#225;ria significativa em estudos epidemiol&#243;gicos. No entanto, &#233; importante entender que em um cen&#225;rio cl&#237;nico, todas as evid&#234;ncias, incluindo hist&#243;rico, exame cl&#237;nico, dados de biomarcadores mioc&#225;rdicos e do eletrocardiograma, devem ser interpretados em conjunto. Em nosso estudo, tr&#234;s casos com um escore CAC zero tinham obstru&#231;&#227;o coronariana superior a 50% na ATC. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Calcio/metabolismo; Doen&#231;a das Coron&#225;rias; Dor Tor&#225;cica; Tomografia Computadorizada.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Dor tor&#225;cica aguda &#233; um dos sintomas mais frequentes em pacientes encaminhados ao Pronto-Socorro (PS). No entanto, o diagn&#243;stico correto de s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA) permanece um desafio para os m&#233;dicos, e um n&#250;mero significativo de pacientes recebe alta incorretamente apesar da presen&#231;a de SCA. Diretrizes para a avalia&#231;&#227;o de dor tor&#225;cica aguda sugerem que a abordagem mais adequada de diagn&#243;stico nessa popula&#231;&#227;o &#233; descartar com a SCA seguran&#231;a.</p>
    <p>A tomografia computadorizada de coron&#225;ria (ATC) tem uma boa precis&#227;o tanto para a exclus&#227;o da doen&#231;a arterial coronariana (DAC), como para a detec&#231;&#227;o de estenose coron&#225;ria de alto grau<sup>1</sup>. Portanto, tem sido utilizada recentemente para o diagn&#243;stico de DAC, principalmente em pacientes sintom&#225;ticos com probabilidade pr&#233;-teste intermedi&#225;ria da doen&#231;a. O estudo ROMICAT mostrou que resultados negativos da ATC para a avalia&#231;&#227;o de dor tor&#225;cica aguda est&#227;o associados a um bom progn&#243;stico de 2 anos, com probabilidade cumulativa de 2 anos de eventos card&#237;acos maiores aumentada nos estratos da ATC para DAC (sem DAC 0%; DAC n&#227;o obstrutiva, 4,6%; DAC com obstru&#231;&#227;o &gt; 50%, 30,3%)<sup>2</sup>. Adicionar a ATC &#224; atual estratifica&#231;&#227;o de risco de dor tor&#225;cica aguda usada no PS foi mais custo-efetiva em compara&#231;&#227;o ao tratamento padr&#227;o devido &#224; redu&#231;&#227;o de reincid&#234;ncias e reinterna&#231;&#245;es<sup>3</sup>.</p>
    <p>Embora a ATC seja geralmente segura e bem tolerada, o uso de radia&#231;&#227;o ionizante &#233; uma potencial desvantagem para sua utiliza&#231;&#227;o generalizada. O uso de contraste iodado e de medicamentos, tais como betabloqueadores e nitratos, podem causar hipotens&#227;o e bradicardia. Outros fatores, como o aumento da frequ&#234;ncia card&#237;aca, arritmias e obesidade podem afetar a qualidade de imagem da ATC e reduzir sua precis&#227;o. O escore de c&#225;lcio coron&#225;rio (CAC), no entanto, &#233; menos afetado por artefatos de movimento e pelo aumento da frequ&#234;ncia card&#237;aca e arritmias. Tamb&#233;m tem a vantagem de ter uma dose menor de radia&#231;&#227;o e n&#227;o precisar de contraste, betabloqueadores ou nitratos.</p>
    <p>Analisamos o CAC realizado para descartar a SCA em pacientes que procuraram o PS com dor tor&#225;cica utilizando a ATC como padr&#227;o-ouro. Foram comparados os resultados do CAC e ATC para avaliar se o escore CAC poderia ser usado como modalidade de imagem &#250;nica para demonstrar obstru&#231;&#227;o coron&#225;ria significativa, definida como obstru&#231;&#227;o maior do que 50% pela ATC.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foram analisados 135 pacientes sintom&#225;ticos consecutivos, sem hist&#243;ria pr&#233;via de DAC que procuraram o PS de um hospital-escola p&#250;blico em S&#227;o Paulo, Brasil, de fevereiro a agosto de 2011. Os pacientes foram submetidos ao exame com CAC e ATC para descartar DAC significativa ap&#243;s eletrocardiograma normal, definido como aus&#234;ncia de infra ou supradesnivelamento do segmento ST, bem como altera&#231;&#245;es din&#226;micas e anormalidades inespec&#237;ficas da onda T; e biomarcadores mioc&#225;rdicos normais, definidos como troponina e CK-MB negativos pelo menos seis horas ap&#243;s o in&#237;cio dos sintomas.</p>
    <p>A ATC foi realizada com um esc&#226;ner de 64 detectores (Phillips Brilliance, Philips Healthcare, Andover, EUA), utilizando, principalmente, a aquisi&#231;&#227;o prospectiva, com 120 kV e mA ajustados para o bi&#243;tipo. A aquisi&#231;&#227;o da ATC foi realizada ap&#243;s atenolol oral com uma frequ&#234;ncia card&#237;aca alvo de &lt; 65 batimentos por minuto e nitrato de 5 mg SL, a menos que contra-indicado. Apenas 3 pacientes (4,1%) n&#227;o alcan&#231;aram a frequ&#234;ncia card&#237;aca alvo e foram examinados com aquisi&#231;&#227;o retrospectiva utilizando modula&#231;&#227;o de dose. O CAC foi realizado em todos os pacientes usando aquisi&#231;&#227;o prospectiva com 120 kV e mA ajustados ao bi&#243;tipo.</p>
    <p>O CAC foi calculado utilizando software espec&#237;fico e os resultados foram apresentados como o escore de Agatston. A ATC foi analisada por m&#233;dicos treinados de n&#237;vel III usando o modelo dos 17 segmentos da AHA. A extens&#227;o da doen&#231;a foi codificada como DAC n&#227;o-obstrutiva (&lt; 50% de obstru&#231;&#227;o luminal) ou DAC obstrutiva (&gt; 50%).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Todas as vari&#225;veis cont&#237;nuas s&#227;o mostradas como m&#233;dia (desvio padr&#227;o - DP), com exce&#231;&#227;o do CAC, o qual &#233; mostrado como medianas e varia&#231;&#227;o interquartis devido a uma distribui&#231;&#227;o desigual. Todas as vari&#225;veis nominais s&#227;o apresentadas como porcentagens. Para comparar os dados nominais entre os grupos, foram utilizados os testes qui-quadrado ou teste exato de Fisher, enquanto que o teste <italic>t</italic> foi usado para dados cont&#237;nuos. Foram utilizados os testes ANOVA, Kruskal-Wallis e qui-quadrado para comparar os grupos, como apropriado. Foi utilizado o n&#237;vel de signific&#226;ncia p = 0,05. Para avaliar a precis&#227;o do CAC, foram calculados sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP) e valor preditivo negativo (VPN), bem como as raz&#245;es de verossimilhan&#231;a positiva e negativa, todos com seus respectivos intervalos de confian&#231;a de 95% (95 % CI).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram inclu&#237;dos 135 pacientes na an&#225;lise (50% mulheres) que apresentavam dor tor&#225;cica sugestiva de SCA com eletrocardiograma e resultados de biomarcadores mioc&#225;rdicos normais, e um escore de risco TIMI de 0 - 2 pontos. Estes pacientes foram submetidos ao escore CAC e ATC para descartar obstru&#231;&#227;o coron&#225;ria significativa e a dose de radia&#231;&#227;o m&#233;dia para a ATC foi de 3,5 &#177; 1,2 mSv e 1 &#177; 0,3 mSv para o CAC.</p>
    <p> As caracter&#237;sticas gerais dos pacientes s&#227;o mostradas na <xref ref-type="table" rid="a14tab01">Tabela 1</xref>. Entre os 135 pacientes, 73 (54,1%) apresentaram um escore CAC zero (45% dos homens) e 62 (45,9%) tiveram um escore CAC &gt; 0.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a14tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-01-0090-00014-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Os pacientes com CAC = 0 eram mais jovens do que os pacientes com CAC &gt; 0 (52 &#177; 13 vs. 65 &#177; 10, respectivamente, p &lt; 0,0001) e tinham fatores de risco coron&#225;rios mais baixos. A frequ&#234;ncia de hipertens&#227;o (59% vs. 82%, p = 0,03), diabetes (14% vs. 19%, p = 0,38) e dislipidemia (19% vs. 34%, p = 0,05) foi menor nos pacientes com CAC = 0. Quando analisamos os 73 pacientes com CAC = 0, 70 (95,9%) n&#227;o tinham DAC significativa e 3 (4,1%) apresentavam DAC significativa (estenose &gt; 50%). Todos foram encaminhados &#224; angiografia coronariana e submetidos &#224; angioplastia coron&#225;ria (<xref ref-type="fig" rid="a14fig01">Figura 1</xref> e <xref ref-type="table" rid="a14tab02">Tabela 2</xref>). A frequ&#234;ncia de tabagismo foi de 100% nestes tr&#234;s pacientes em compara&#231;&#227;o com 13% nos outros 70 pacientes (p = 0,004) e essa foi a &#250;nica diferen&#231;a nos fatores de risco entre os dois grupos.</p>
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    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a14tab02">
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    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="a14tab02">Tabela 2</xref> mostra a sensibilidade, especificidade, valores preditivos positivos e negativos e raz&#245;es de verossimilhan&#231;a positiva e negativa do escore de c&#225;lcio em rela&#231;&#227;o ao padr&#227;o-ouro, com os respectivos intervalos de confian&#231;a. Os resultados mostraram uma raz&#227;o de verossimilhan&#231;a negativa de quase zero e uma raz&#227;o de verossimilhan&#231;a positiva de 3,8, que &#233; intermedi&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A ATC tem sido utilizada para descartar SCA em pacientes com dor tor&#225;cica aguda na emerg&#234;ncia, especialmente em pessoas com risco baixo a intermedi&#225;rio. A aus&#234;ncia de estenose coronariana na ATC prev&#234; baixa probabilidade de eventos cardiovasculares<sup>4</sup> e tamb&#233;m tem mostrado um valor preditivo negativo significativo (99%) para a detec&#231;&#227;o de estenose coron&#225;ria importante.</p>
    <p>O Estudo <italic>Multi-Ethnic</italic> (MESA) mostrou que os pacientes assintom&#225;ticos e sem c&#225;lcio coron&#225;rio t&#234;m uma baixa taxa de eventos card&#237;acos maiores em 5 anos; no entanto, estes dados n&#227;o podem ser aplicados a pacientes sintom&#225;ticos<sup>5</sup>. Um estudo recente, realizado na Cor&#233;ia do Sul, mostrou que a aus&#234;ncia de escore de c&#225;lcio coron&#225;rio n&#227;o poderia ser usado para descartar obstru&#231;&#227;o coronariana &gt; 50% na ATC em 15% dos pacientes asi&#225;ticos com dor tor&#225;cica aguda<sup>6</sup>. Em outro estudo de coorte com 279 participantes, observou-se que 11,5% dos pacientes sintom&#225;ticos tinham estenose &gt; 50% em um vaso, apesar do CAC zero<sup>7</sup>. Esses estudos sugerem que a presen&#231;a do CAC n&#227;o &#233; espec&#237;fico para a detec&#231;&#227;o de DAC obstrutiva e les&#245;es potencialmente vulner&#225;veis, as quais s&#227;o comumente vistas na SCA e geralmente s&#227;o placas n&#227;o-calcificadas, n&#227;o sendo detect&#225;veis atrav&#233;s do CAC<sup>8</sup>.</p>
    <p>O CAC &#233; altamente sens&#237;vel, mas menos espec&#237;fico para a detec&#231;&#227;o de DAC obstrutiva, e, portanto, excelente para a exclus&#227;o da doen&#231;a. Consensos apoiam o uso do CAC zero como um filtro antes da angiografia invasiva em popula&#231;&#245;es sintom&#225;ticas de baixo risco com resultados de eletrocardiograma e biomarcadores mioc&#225;rdicos normais; no entanto, quando a probabilidade pr&#233;-teste de possuir a doen&#231;a coron&#225;ria obstrutiva &#233; intermedi&#225;ria, testes com maior especificidade (teste de esfor&#231;o ou ATC) parecem mais adequados como testes iniciais. Blaha e cols. relataram situa&#231;&#245;es, usando uma abordagem bayesiana, onde um CAC zero pode ser &#250;til e reduz custos, como para pacientes assintom&#225;ticos de risco intermedi&#225;rio e pacientes sintom&#225;ticos de baixo risco. Por outro lado, um CAC zero pode n&#227;o ser &#250;til em pacientes assintom&#225;ticos com risco muito baixo e pacientes sintom&#225;ticos de alto risco<sup>9</sup>.</p>
    <p>O objetivo desse relato foi verificar estes dados em uma popula&#231;&#227;o sintom&#225;tica sem doen&#231;a card&#237;aca pr&#233;via que procurou um hospital da comunidade com poss&#237;vel SCA.</p>
    <p>De acordo com estudos anteriores<sup>10</sup>, em nosso estudo o CAC zero n&#227;o foi confi&#225;vel para descartar DAC significativa na minoria dos pacientes sintom&#225;ticos que procuraram atendimento de emerg&#234;ncia. Considera-se que a calcifica&#231;&#227;o ocorre mais tarde na progress&#227;o da aterosclerose e estudos anteriores sugeriram que placas n&#227;o calcificadas s&#227;o mais prov&#225;veis de serem encontradas em coortes mais jovens e fumantes.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>O n&#250;mero de pacientes avaliados neste estudo foi pequeno, impedindo uma an&#225;lise mais detalhada dos casos. N&#243;s tamb&#233;m consideramos como padr&#227;o-ouro os resultados da ATC e n&#227;o uma angiografia invasiva, encaminhando apenas os pacientes com DAC significativa na ATC &#224; angiografia invasiva.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Uma raz&#227;o de verossimilhan&#231;a negativa de 0,09 &#233; muito boa para afastar a maioria dos casos de obstru&#231;&#227;o coron&#225;ria importante em estudos epidemiol&#243;gicos. No entanto, &#233; importante entender que em um cen&#225;rio cl&#237;nico, todas as evid&#234;ncias, incluindo hist&#243;rico, exame cl&#237;nico, dados do eletrocardiograma e n&#237;veis de enzimas t&#234;m de ser interpretados em conjunto. Em nosso estudo, tr&#234;s casos com escore zero apresentaram obstru&#231;&#227;o coronariana superior a 50%. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Henrique Lane Staniak </p>
        <p> Rua Alcantarilla, 263 / 91, Vila Andrade </p>
        <p> CEP 05117-170, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> Email: </p>
        <p>
          <email xlink:href="henriquestaniak@ig.com.br">henriquestaniak@ig.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 19/03/12, revisado em 31/07/12, aceito em 19/11/12.</p>
  </body>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The absence of coronary calcification does not exclude obstructive coronary artery disease or the need for revascularization in patients referred for conventional coronary angiography</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
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          <article-title>Understanding the utility of zero coronary calcium as a prognostic test: a Bayesian approach</article-title>
          <source>Circ Cardiovasc Qual Outcomes</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Accuracy of coronary calcium score to detect significant coronary stenosis in patients with acure chest pain: a CORE64* substudy</article-title>
          <source>Rev Bras Ecocardiogr Imagem Cardiovasc</source>
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  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Brief Communication</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Calcium score to evaluate chest pain in the emergency room</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Some authors have suggested that a zero calcium score (CAC) can be used to rule out the diagnosis of acute coronary syndrome. Objective this study is to evaluate the diagnostic accuracy of a zero CAC when compared to the coronary computed tomography angiography (CCTA) at the emergency department. 135 symptomatic patients with no previous coronary heart disease (CHD) who presented to the emergency department were submitted to CAC and CCTA to rule out CHD. All patients had normal electrocardiogram and cardiac biomarkers and were TIMI risk score 0 to 2. The CCTA was considered positive if any obstructive lesion (&gt; 50%) was identified. The mean age was 51.7 &#177; 13.6 years with 50.6% of men. Seventy-three (54.1%) patients had a calcium score of zero. Of them, 3 (4.1%) had an obstruction &gt; 50 % and underwent invasive coronary angiography. Calcium score showed a sensitivity of 92.9%, specificity of 75.3%, positive and negative predictive values of, respectively, 62.9% and 95.9%. Positive and negative likelihood ratios were respectively of 3.7 and 0.09 to detect lesions greater than 50% in the CCTA. A negative likelihood ratio of 0.09 is very good to rule out most cases of significant coronary obstruction in epidemiologic studies. However, it is important to understand that in a clinical scenario, all evidence including history, clinical examination, data from eletrocardiogram and myocardial biomarkers have to be interpreted together. In our study, three cases with a zero CAC score had coronary obstruction higher than 50% at the CCTA.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Calcium</kwd>
        <kwd>Coronary Disease</kwd>
        <kwd>Chest Pain</kwd>
        <kwd>Computed Tomography</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>BRIEF COMMUNICATION</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Calcium score to evaluate chest pain in the emergency room</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Henrique Lane Staniak; M&#225;rcio Sommer Bittencourt; Rodolfo Sharovsky; Isabela Bense&#241;or; Rodrigo Diaz Olmos; Paulo A. Lotufo</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Universit&#225;rio da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Some authors have suggested that a zero calcium score (CAC) can be used to rule out the diagnosis of acute coronary syndrome.</p>
      <p> Objective this study is to evaluate the diagnostic accuracy of a zero CAC when compared to the coronary computed tomography angiography (CCTA) at the emergency department.</p>
      <p> 135 symptomatic patients with no previous coronary heart disease (CHD) who presented to the emergency department were submitted to CAC and CCTA to rule out CHD. All patients had normal electrocardiogram and cardiac biomarkers and were TIMI risk score 0 to 2. The CCTA was considered positive if any obstructive lesion (&gt; 50%) was identified.</p>
      <p> The mean age was 51.7 &#177; 13.6 years with 50.6% of men. Seventy-three (54.1%) patients had a calcium score of zero. Of them, 3 (4.1%) had an obstruction &gt; 50 % and underwent invasive coronary angiography. Calcium score showed a sensitivity of 92.9%, specificity of 75.3%, positive and negative predictive values of, respectively, 62.9% and 95.9%. Positive and negative likelihood ratios were respectively of 3.7 and 0.09 to detect lesions greater than 50% in the CCTA.</p>
      <p> A negative likelihood ratio of 0.09 is very good to rule out most cases of significant coronary obstruction in epidemiologic studies. However, it is important to understand that in a clinical scenario, all evidence including history, clinical examination, data from eletrocardiogram and myocardial biomarkers have to be interpreted together. In our study, three cases with a zero CAC score had coronary obstruction higher than 50% at the CCTA.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Calcium/metabolism; Coronary Disease; Chest Pain; Computed Tomography.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Acute chest pain is one of the most frequent symptoms in patients presenting to the emergency department (ED). However, the correct diagnosis of acute coronary syndrome (ACS) remains a challenge to physicians and a significant number of patients are incorrectly discharged home, in spite of the presence of ACS. Guidelines for the evaluation of acute chest pain suggest the most adequate diagnostic approach in this population is to safely exclude ACS.</p>
      <p>The coronary computed tomography (CCTA) has good accuracy for both the exclusion of coronary artery disease (CAD), as well as for the detection of high-grade coronary stenosis<sup>1</sup>. Therefore, it has recently been used for CAD diagnosis, mainly in symptomatic patients with intermediate pretest probability of disease. The ROMICAT trial showed that negative CCTA results for the evaluation of acute chest pain are associated with a good 2-year prognosis, with a cumulative probability of 2-year major adverse cardiac events increased across CCTA strata for CAD (no CAD 0%; non obstructive CAD 4.6%; CAD with obstruction &gt; 50% 30.3%)<sup>2</sup>. Adding CCTA to the current emergency department risk stratification of acute chest pain was more cost-effective when compared to standard care because of reduced recurrence and rehospitalization<sup>3</sup>.</p>
      <p>Although CCTA is generally safe and well tolerated, the use of ionizing radiation is a potential drawback of its widespread use. The use of iodine contrast and drugs such as beta-blockers and nitrates may cause hypotension and bradycardia. Other factors, such as increased heart rate, arrhythmias and obesity could affect CCTA image quality and reduce its accuracy. Coronary artery calcium score (CAC), however, is less affected by motion artifacts and by increased heart rate and arrhythmias. It also has the advantage of a lower radiation dose and no need for contrast, beta-blockers or nitrates.</p>
      <p>We analyzed the CAC performed to rule out ACS in patients who sought the ED with chest pain using CCTA as the gold-standard. We compared the CAC and CCTA results to evaluate whether the CAC score could be used as sole image modality to screen significant coronary obstruction, defined as obstruction greater than 50 % by CCTA.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>We analyzed 135 consecutive symptomatic patients with no previous history of CAD who sought the ED of a teaching community hospital in S&#227;o Paulo, Brazil, from February to August 2011. The patients underwent CAC and CCTA scan to rule out significant CAD after normal electrocardiogram, defined as absence of ST depression or elevation, as well as dynamic changes and nonspecific t wave abnormalities; and normal myocardial biomarkers defined as negative troponin and CK-MB at least six hours after the onset of symptoms.</p>
      <p>The CCTA was performed with a 64-detector scanner (Phillips Brilliance, Philips Healthcare, Andover, USA) using mainly prospective acquisition, with 120 kV and mA adjusted to body habitus. The CCTA acquisition was performed after oral atenolol with a target heart rate of &lt; 65 beats per minute and nitrate 5 mg SL, unless contraindicated. Only 3 patients (4.1%) did not reach the target heart rate and were scanned with retrospective acquisition using dose modulation. The CAC was performed in all patients using prospective acquisition with 120 Kv and mA adjusted to body habitus.</p>
      <p>The CAC was calculated using specific software and the results were presented as the Agatston score. The CCTA were read by level III trained physicians using the AHA 17 segment model. The extent of disease was coded as non-obstructive CHD (&lt;50% luminal obstruction) or obstructive CHD (&gt; 50%). </p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>All continuous variables are shown as mean (standard deviation - SD), except for the CAC, which is shown as median and interquartile ranges due to a skewed distribution. All nominal variables are shown as percentages. To compare nominal data among groups the chi-square or Fisher's exact test were used, whereas the T test was used for continuous data. ANOVA, Kruskal-Wallis and chi square were used to compare groups, as appropriate. The significance level of p=0.05 was used. To evaluate the accuracy of the CAC, sensitivity, specificity, positive predictive value (PPV) and negative predictive value (NPV) were calculated, as well as the positive and negative likelihood ratios, all of them with their respective 95% confidence interval (95% CI).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>We included 135 patients in the analysis (50% female) who had chest pain suggestive of ACS with normal electrocardiogram and myocardial biomarker results and had a TIMI risk score of 0 - 2 points. These patients were submitted to CAC score and CCTA to rule out significant coronary obstruction and the mean radiation dose for CCTA was 3.5&#177;1.2 mSv and 1&#177;0.3 mSv for CAC.</p>
      <p>The overall patient characteristics are displayed in <xref ref-type="table" rid="en_a14tab01-body2">Table 1</xref>. Among the 135 patients, 73 (54.1%) presented a zero CAC score (45% of men) and 62 (45.9%) had a CAC score &gt; 0.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a14tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-01-0090-00014-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The patients with CAC = 0 were younger than the patients with CAC &gt; 0 (52&#177;13 <italic>vs</italic>. 65&#177;10, respectively, p &lt; 0.0001) and had lower coronary risk factors. The frequency of hypertension (59% <italic>vs</italic>. 82%, p = 0.03), diabetes (14% <italic>vs</italic>. 19%, p = 0.38), and dyslipidemia (19% <italic>vs</italic>. 34% , p = 0.05) was lower in patients with CAC = 0. When we analyzed the 73 patients with CAC = 0, 70 (95.9 %) had no significant CHD and 3 (4.1%) had significant CHD (stenosis &gt; 50%). All of them were referred to coronary angiography and underwent coronary angioplasty (<xref ref-type="fig" rid="en_a14fig01-body2">Figure 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="en_a14tab02-body2">Table 2</xref>). The frequency of smoking was 100% in these 3 patients compared to 13% in the other 70 patients (p = 0.004) and it was the only difference in risk factors between the two groups.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-01-0090-00014-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a14tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-100-01-0090-00014-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_a14tab02-body2">Table 2</xref> shows the sensitivity, specificity, positive and negative predictive values, and positive and negative likelihood ratios of the calcium score compared to gold-standard with the respective confidence intervals. Results showed a negative likelihood ratio of almost zero and a positive likelihood ratio of 3.8, which is intermediary.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>CCTA has been used to rule out ACS in patients with acute chest pain in the ED, especially in those with low to intermediate risk. The absence of coronary stenosis at the CCTA predicts low likelihood for cardiovascular events<sup>4</sup> and it has also shown a significant negative predictive value (99%) for the detection of significant coronary stenosis.</p>
      <p>The Multi-Ethnic Study trial (MESA) showed that the asymptomatic patients with no coronary calcium have a low rate of major cardiac events in 5 years; however, these data may not apply to symptomatic patients<sup>5</sup>. A recent study carried out in Korea showed that absence of coronary calcium score could not be used to rule out coronary obstruction &gt; 50% at the CCTA in 15% of Asian patients with acute chest pain<sup>6</sup>. In another cohort study of 279 participants, it was observed that 11.5% of symptomatic patients had &gt; 50% stenosis in one vessel despite zero CAC<sup>7</sup>. These studies suggest that the presence of CAC is not specific for the detection of obstructive CHD and potentially vulnerable lesions, which are commonly seen in ACS and generally non-calcified plaques, being non-detectable by CAC<sup>8</sup>.</p>
      <p>CAC is highly sensitive, but less specific for the detection of obstructive CAD, and therefore, excellent for ruling out disease. Consensus statements support the use of zero CAC as a filter before invasive angiography in low-risk symptomatic populations with normal electrocardiogram and myocardial biomarkers; however, when the pretest probability of having obstructive CHD is intermediate, tests with higher specificity (stress testing or CCTA) appear more appropriate as initial tests. Blaha et al. reported situations, using a Bayesian approach, where a zero CAC is helpful and cost-saving, such as for intermediate-risk asymptomatic patients and low-risk symptomatic patients. On the other hand, a zero CAC may not be helpful in very-low risk asymptomatic patients and higher-risk symptomatic patients<sup>9</sup>.</p>
      <p>We carried out this report to verify these data in a symptomatic population with no previous CHD who sought a community hospital with possible ACS. </p>
      <p>Concordant with previous studies<sup>10</sup>, in our study the zero CAC was not reliable to exclude significant CHD in the minority of symptomatic patients who sought emergency care. Calcification is thought to occur later in atherosclerosis progression and previous studies have suggested that non-calcified plaques are more likely to be present in younger and smoker cohorts of patients.</p>
      <p>
        <bold>Limitations</bold>
      </p>
      <p>The number of patients evaluated in this study was small, precluding a more detailed analysis of the cases. We also considered as gold standard the CCTA results and not an invasive angiography, referring only the patients with significant CHD at the CCTA to invasive angiography.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>A negative likelihood ratio of 0.09 is very good to rule out most cases of important coronary obstruction in epidemiologic studies. However, it is important to understand that in a clinical scenario, all evidence including history, clinical examination, data from the electrocardiogram and enzyme levels have to be interpreted together. In our study, three cases with a zero score had coronary obstruction higher than 50%.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
